Napoleão e a Imperatriz de Paris (Evandro Furtado)
Todos os dias, Napoleão cruzava o Arco do Triunfo da mesma maneira. Cabeça erguida, passadas largas, olhar perscrutando o ambiente ao seu redor. As pessoas, ele podia notar, nutriam grande … Continuar lendo
Após o uso, dê a descarga (pressione aqui) (Victor O. de Faria)
— Mas que sacanagem! Tinha acabado de limpar! Sujeira e lodo escorreram pelos enormes tubos de esgoto da colônia de mineração. Severino William Adamastor Trento, apelidado de “Swat” por seus … Continuar lendo
Último dia antes do próximo (Vitor Leite)
Na escuridão do quarto só havia o movimento silencioso dos pequenos traços de luz vermelha, que ritmadamente desapareciam sendo constantemente substituídos. O mundo começava sempre que o 6:59 se transformava … Continuar lendo
O Pulo do Gato (Jefferson Lemos)
O mormaço parecia estar estagnado dentro do carro, que mesmo com o ar-condicionado ligado, não era capaz de sobrepor a temperatura quente que cismava em fazer o suor escorrer. Alberto … Continuar lendo
Memória (Willy G.S.)
Quinta-feira, vinte e nove de setembro de dois mil e cinco. Faltam noventa e três dias para acabar o ano. O primeiro despertador de Thomas começou a tocar. Mas ele … Continuar lendo
O Agapornis Insone (Ricardo Falco)
Priscila encosta-se a uma parede de seu quarto. Abaixa a cabeça. Não consegue mais encarar o namorado. Sente-se completamente infantil e ridícula. Aos poucos, ainda recostada na parede, vai escorregando … Continuar lendo
Dez Quilos (Davenir Viganon)
O que leva as pessoas a para as academias? Digo as academias que exercitam o corpo, não as instituições de ensino. Para mim a maioria vai por motivos puramente estéticos. … Continuar lendo
Como todos os dias (Claudia Roberta Angst)
Ele não podia saber de nada. Não agora. Não daquele jeito. Liana olhou para o homem deitado em sua cama. Os braços dobrados acima da cabeça, uma das pernas caída … Continuar lendo
A entrevista (Lilian Lima)
— Me fale de você… —Isto é algo que não sei fazer: falar de mim mesmo… — Bem, senhor… — Vicente procura o nome do homem na ficha. — Pablo… … Continuar lendo
Depois do fim da rua (Antonio Stegues Batista)
Alice acordou mais cedo naquela segunda-feira. Estava decidida a deixar aquela casa. Aproveitando que todos ainda dormiam, colocou algumas roupas e dois pares de sapato numa sacola, pegou a bolsa … Continuar lendo
O campo e os corvos (Marco Piscies)
Os corvos sobrevoavam o campo que borbulhava com alimento fresco. A vista de cima era uma mistura de metal, carne, vísceras, terra, grama e lágrimas. Esperaram o movimento diminuir até … Continuar lendo
Jogo das Estações (Leonardo Jardim)
Inverno Aquele era o fim que Mariano havia planejado por semanas. O elevador anunciou, com sua voz indiferente, que estavam no terraço. Num impulso com as mãos, moveu a cadeira … Continuar lendo
Lua de Cristal (Fil Felix)
1 – MURILO O céu estava nublado. Espelhado. Como se uma cortina estivesse cobrindo a cidade, embaçando-a. Uma garoa fina caía e banhava o teto das casas da capital, mais … Continuar lendo
O Celeiro (Pedro Luna)
Farejou um cheiro delicioso. Abriu os olhos e viu que ao lado da confortável cama havia um prato de sopa com pedaços de galinha. O estômago reclamou e ele tentou … Continuar lendo
Sob o olhar da Lua (Rogério Germani)
Minha vida é um bungee jump onde a lua sempre me traz à tona. É esta certeza, talhada como uma estrela em meu peito, que ilumina meus passos perdidos nesta … Continuar lendo
As Cores sem Nome (Rubem Cabral)
Ato I – Vida de cão Noite de quinta-traiçoeira, zapeio sem interesse através dos quase duzentos canais. Neil deGrasse fala de espaços intergalácticos, de lugares tão rarefeitos de matéria que … Continuar lendo
Toda quarta-feira (Fabio Baptista)
Meio de semana de um mês frio e garoento qualquer. Julho, talvez Agosto. Ivan Petrovic toma banho, com uma demora não costumeira. Relembra a infância: algum evento bobo que se … Continuar lendo
A Metáfora das Metáforas (Pedro Viana)
Existe um pacto silencioso entre as pessoas que vivem nas grandes cidades, assim como também deve existir entre os ratos que habitam o esgoto e as fezes que por ele … Continuar lendo
Preso na garganta (Daniel Martins)
Quando se tem um cão, o simples ato de chegar em casa torna-se uma aventura. Você pode ser recebido por um labrador enlameado, que te lambuza inteiro, por um border … Continuar lendo
Uma Senhora Distinta (Ruh Dias)
Ela tinha uma aura de importância e sofisticação, com seu colar discreto de pérolas pequenas e o cabelo milimetricamente penteado em ondas suaves e cor de cebola. A saia, reta … Continuar lendo
Mais Alto que o Céu (Thais Pereira)
“Acordo todos os dias feliz. É menos um dia. Descobri o sentido da vida quando passei a esperar a morte.” – Sussurrou o personagem. Sentei no chão frio da rodoviária, … Continuar lendo
Os Quatro Irmãos (Anorkinda Neide)
León era forte e decidido, adorava provocar uma rusguinha qualquer só para provar de suas habilidades viris, de luta e ação. Mas a verdade é que ele tinha poucas chances … Continuar lendo
Zona Sul (Gustavo Aquino)
Peruíbe Debaixo do chuveiro escangalhado, Peruíbe cantou funks, teceu rimas, deu vazão a sua verve poética-mobral sob o correr da água fria. Depois, de banho tomado e devidamente enxugado, … Continuar lendo
O Casamento (Lucas Rezende)
Cheguei para o casamento depois de todos os convidados, entrei e tomei um lugar discreto mais ao fundo. A igreja estava decorada com arranjos de rosas brancas e o sol … Continuar lendo
Esse maldito cotidiano (Tiago Volpato)
A primeira vez que morri, estava andando perto da minha casa. Era um dia aleatório da semana (pensando bem, era sábado ou domingo, pois não havia muitas pessoas na rua). … Continuar lendo
Treze anos (Gustavo Araujo)
O homem vestia uma camiseta branca, com o escudo do Atlético já desbotado no lado esquerdo. Embaixo, lia-se seu nome: “Professor Pernambuco”. Era um sujeito calvo, de uns quarenta anos. … Continuar lendo
A terapia do obituário (Bia Machado)
Nunca tinha se casado. Dos nove irmãos, apenas ele tinha ficado com a mãe enquanto os outros ganhavam o mundo, constituíam família, viviam suas vidas. Dona Francisca já era viúva, … Continuar lendo
Não confie neles! (Renato Silva)
Um bairro antigo e decadente, imediações do centro. Há certa tranquilidade em viver aqui. As ruas são calmas e arborizadas. Nas ruas estreitas de paralelepípedos circulam poucos carros. O fluxo … Continuar lendo
Retratando um sonho (Felipe Moreira)
Eu soube da guerra pelo meu avô. Resolvi ler a respeito nos livros de história que faziam disto algo romântico, mas aprendi numa manhã que vieram buscar o meu pai. … Continuar lendo
Um quilo de tomates (Catarina Cunha)
— Glorinha, minha flor, precisa de ajuda aí na cozinha? — Mô, vou fazer aquela macarronada que você adora. Vai lá ao mercado rapidinho e traz um quilo de tomate … Continuar lendo
Cotidiano – Avaliação – 1ª Fase
Caros participantes e amigos, Agradecemos como sempre a presença de todos por aqui. No total tivemos trinta e três contos inscritos para este desafio superlativo e inovador. Às instruções, então! 1) … Continuar lendo
No topo do fundo (Davi Cabral)
Era manhã de sábado e Paco se preparava para uma viagem de escalada. Todos os equipamentos ajeitados na mochila, poucos itens pessoais, já que voltariam no dia seguinte. “A mochila … Continuar lendo
O cachorro, o menino, a senhorinha – Crônica (Eduardo Selga)
Trabalho com a palavra, e isso me provoca incertezas de todo o tipo. Sempre fico perguntando aos meus botões, aos meus mal-assombrados sótãos, que grau de dramaticidade é necessário haver … Continuar lendo
O Conto da Flor Azul (Ruh Dias)
Parte 1 A grama era macia e estava úmida. Aliás, era macia somente nos primeiros passos, ela logo notou, pois a grama começou a espetar a sola dos seus pés … Continuar lendo
A crônica da janela – Crônica (Jowilton Amaral)
Tem dia que eu não consigo escrever. Hoje é um desses dias. O famoso dia chato. Fico olhando para tela e nada sai. Nenhuma inspiração para criar um conto aparece. … Continuar lendo
A Carrocinha (Leda Spenassato)
O pneu furou. A febre não baixa e a criança não para de chorar. Vomitou um pouco de leite, aliás, o único alimento que ainda restava na velha geladeira. O … Continuar lendo
O Nome Dela – Crônica (Antonio Stegues Batista)
Eu tenho por costume, escrever meus textos à mão, para depois passar para o computador. Nesse processo vou fazendo uma revisão, modificando alguma coisa e acrescentando outras. Eu escrevo contos, … Continuar lendo
Clube da Insônia – Resenha (Fabio Baptista)
Confesso que estava receoso sobre o que encontraria no livro do Tico Santa Cruz. Seria uma coletânea de contos, poesias, crônicas? Mais do que o gênero dos textos, me preocupava … Continuar lendo
O Herói de Hyrule (Fabio Baptista)
I Sorrateiras são as nuvens de tempestade que se aproximam vagarosas, de um lado e de outro, espaçadas, pequenas, sem ares de ameaça e, antes que se dê conta, agrupam-se … Continuar lendo
O silêncio de cada um – Crônica (Patrícia Dantas)
Tenho escutado e lido seguidamente que a verdade de cada um encontra-se num lugar chamado silêncio. Mera coincidência não pode ser. Porque nestes dias também eu me descubro aos poucos … Continuar lendo
Cicatriz das três – Poesia (Michel Menezes)
é tudo muito estranho mas paradoxalmente estou intimamente acostumado com essa solidão perversa gostosa das três da manhã peguei uma nova cerveja acendi um novo cigarro e um novo incenso … Continuar lendo
Um pouco sobre a fé – Crônica (Catarina Cunha)
Sou uma mulher de família, sensível e agnóstica por definição. Falo assim, aos poucos, para não assustar o leitor na primeira linha. Na verdade sou uma mulher sem religião, coisa … Continuar lendo
Prostituição – Artigo (Gustavo Araujo)
Não trago boas notícias. Pelo menos não assim, à primeira vista. Refiro-me a você, que escreveu um livro recentemente, mas que não possui amigos influentes ou uma boa soma em … Continuar lendo
O Preço (Elicio Nascimento)
Amélia corrige o teor das suas panelas. Abre e fecha-as entre uma mexida e outra nos temperos buliçosos escorre o suor da testa e prova o grosso cozido de carnes, … Continuar lendo
Cumplicidade (Lucas Rezende)
Sentada no ônibus com o olhar perdido na paisagem movimentando-se no lado de fora, repousava o rosto sobre o punho cerrado e mexia os pés discretamente, com os fones no … Continuar lendo
U açaçinato du portugeis (Rubem Cabral)
Meo testemunhu: Manuel Joakin, meo maridu, nunca phoi gramde coiza. Gosstava de bancá o maxão pruquê ganhava maix, prequê eu era çó profeçora munissipau. Todu dia keria comida pronta y … Continuar lendo
Catatonia (Anorkinda Neide)
Perambulando por estas trilhas, noites e noites sem fim, sem destino, sem saber porquê… A floresta densa, negra, fechada em seus mistérios, não abre-se para mim. Eu sigo andando e … Continuar lendo
O Homem do Castelo Alto – Resenha (Davenir Viganon)
O Homem do Castelo Alto, publicado em 1962, colocou Philip K. Dick como um dos grandes do gênero. A obra é uma Ucronia, ou seja, os famosos “e se” da … Continuar lendo
O Inferno de Treblinka – Resenha (Gustavo Araujo)
“É extremamente doloroso ler isto. O leitor deve acreditar em mim quando digo que é igualmente difícil escrever isto. ‘Por que escrever, então?’, alguém pode perguntar. ‘Por que recordar coisas … Continuar lendo
A pessoa e o personagem – Artigo (Eduardo Selga)
Temos a tendência de confundir o símbolo com o simbolizado. Essa confusão, mesmo não sendo total, costuma ser bastante para reduzir o significado da coisa simbolizada. Assim, por exemplo, quando … Continuar lendo
Regulamento Desafio “Cotidiano”
I – Das Disposições Gerais 1) A participação no Desafio “Cotidiano” é totalmente gratuita. O certame é voltado para ESCRITORES que orgulhosamente sejam também LEITORES. 2) O desafio se dará em DUAS … Continuar lendo
Androides sonham com ovelhas elétricas? – Resenha (Davenir Viganon)
“Androides sonham com ovelhas elétricas?” é uma das obras mais conhecidas de Philip K. Dick pela sua adaptação ao cinema (Blade Runner). A versão que li é uma antiga que … Continuar lendo
Cocção (Jowilton Amaral)
Enquanto cozinhava um ovo, olhando pra dentro da panela e vendo o borbulhar da água em ebulição, comecei a pensar na diferença entre as substâncias cruas e as cozidas. São … Continuar lendo
Sobre Crianças e Aves – Poesia (Maria Santino)
I Ele podia voar pelas colinas; E banhar-se em águas cristalinas. Era livre e desfrutava da beleza; Vivia feliz, em meio à natureza. Mas o homem desejou mantê-lo cativo; Sem … Continuar lendo
Fórmulas – Poesia (Francisco Ferreira)
Nunca soube do amor em medidas e precisão de confeiteiros iniciantes. Dele o que sei e sinto são arroubos de temperos e especiarias. Sem incerteza alguma de errar na receita.
O Pântano das Borboletas – Resenha (André Luiz)
“Quando chegamos ao pântano das borboletas, descobrimos o que eu havia previsto: ele estava completamente inundado por causa das chuvas recentes. Poucas vezes o tínhamos visto naquele estado. Apenas umas … Continuar lendo
Bi-Han e Kuai Liang (Alan Cosme Machado)
– Ele é puro? – Perguntou o cego. – Não. O encontrei nos braços de sua mãe humana morta. Ela morreu congelada, não aguentou a temperatura do próprio filho. – … Continuar lendo
À Espera do Mestre (Rubem Cabral)
O que relatarei foi testemunhado por mim, por puro acaso. Não intenciono trazer lições ou ensinar moral, pois não acredito em tais coisas. Talvez o que contarei poderá servir de … Continuar lendo
Pés Descalços (Fellipe Mariano)
uando eu era menino costumava pensar em me tornar um peregrino, viajar por todo o mundo conhecido, desbravar novos horizontes, conhecer pessoas importantes, acumular tesouros… Mas a vida nem sempre … Continuar lendo
Solaris – Resenha (Gustavo Araujo)
Um dos fatores que mais me motivam a participar dos desafios do Entre Contos é escrever sobre ramos da literatura que normalmente não me atrairiam como autor. Assuntos novos, áridos, … Continuar lendo
Não Mais! – Poesia (Anorkinda Neide)
Não mais! Tinhas o poder de manchar a tela dos meus prazeres Tinhas o prazer de profanar a via das minhas purezas Querias ser o castigo de elite a veia … Continuar lendo
A Terceira Regra da Magia (Alan Cosme Machado)
Os seus pés ágeis se ajustavam facilmente às cordas dos varais altos, às lonas das tendas dos mercadores, aos cantos das janelas e às telhas das casas. Para ele esses … Continuar lendo
Micro, Mini, Nano – Artigo (Eduardo Selga)
Não vivemos, apenas. Essa simplificação é o grande sonho oculto dos simplórios, os que não conseguem entender que vivemos inseridos em um contexto sócio-histórico e que a vida gira em … Continuar lendo
Filosofia das Lavadeiras – Poesia (Rogério Germani)
Há um certo encanto na filosofia das lavadeiras que se fiam no poder sanativo das águas uma entrega de almas e sonhos deslizando nas bolhas que voam ao ruflar dos … Continuar lendo
Escuridão (André Luiz)
Duas gotas de chuva bastam para que o temor se instale em minha cabeça. Simplesmente pelo fato de que é tarde da noite e não consigo calcular onde está a … Continuar lendo
Dança da Morte (Carlos Henrique Gomes)
ATENÇÃO: LINGUAGEM DE CUNHO ERÓTICO para Paulo Moreno, que mesmo após da dança da morte continua vivo e pulsante em nossa lembrança para Silvio, cuja amizade perdurará para além da … Continuar lendo
Meu Filho é um Sapo (Silvano Filho)
Cheguei para a aula e o assunto era um só. “Acharam um bebê na beira do rio” “Na beira do rio?” “É, onde deságua o esgoto, dizem que ele é … Continuar lendo
A Arte de Escrever… E ler – Artigo (Antonio Stegues Batista)
Me considero um escritor amador. Acho que não sou um bom escritor, mas sei que sou um bom leitor, por que sei distinguir um texto bom de um texto ruim. … Continuar lendo
Terceiro Buraco (Dheikson)
Dor. Essa pequena palavra, aparentemente inofensiva é capaz de transformar as pessoas. Fazê-las prometer coisas que jamais cumprirão. Pessoas agonizantes são capazes de oferecer tudo o que possuem por uma … Continuar lendo
O Príncipe (Agnaldo Pereira)
Andei pelas suas ruas na noite passada. Observei com viva curiosidade e entusiasmo suas vidas fervilhantes no seu formigueiro de peles multicoloridas. Traguei seus cheiros, os aromas de seus intensos … Continuar lendo
Smartphone (Sandro Vita)
– Amor, cheguei. Jarbas trancou a porta e cumpriu seu ritual ao largar os sapatos pelo meio do corredor. Sobre o braço do sofá largou seu paletó com tudo o … Continuar lendo
A Coca de Monção (Mario D’Escócia)
635 d.c O rugido, gutural e cavernoso, emerge do fundo lodoso da tenebrosa gruta ecoando nas falésias à beira rio. Pascásio de Dume retira a lança de caçar javalis … Continuar lendo
Orquídea, Sorvete & Chocolate (Ricardo Labuto Gondim)
Para a Srta. T. O restaurante era uma ilha no topo de um prédio no Centro do Rio cercado de varandas e vidros por todos os lados. Cento e oitenta … Continuar lendo
Ranking – Agosto/2015
Vamos conferir como ficou nosso ranking após o desafio Ficção Científica? Como diria a moça do Waze: “Tudo pronto? Vamos!”. Começando pelo Ranking Geral, onde alguns dos destaques do último desafio … Continuar lendo
Resultados do Desafio “Ficção Científica”
Caros participantes, amigos e curiosos de sempre. Um tema popular que trouxe novos autores. No total, 56 concorrentes inscritos e mais de 40 comentários por conto! Como novidade, a bonificação … Continuar lendo
A Música na Literatura – Artigo (Carlos Henrique Gomes)
A literatura não é tão rica de música quanto a música é de literatura. Escrever sobre música é um desafio e tanto, mas existem obras primas da literatura universal que … Continuar lendo
Ranking – Julho/2015
Fala aí, pessoal! Com o intuito de promover a competitividade sadia que é marca registrada dos desafios do EntreContos, elaboramos um ranking histórico com todas as escritoras e escritores que … Continuar lendo
Marina – Resenha (Fabio Baptista)
“A gente só se lembra do que nunca aconteceu…” Nos anos 90 não tinha IMDB, Metacritic, Pablo Villaça nem nenhuma outra dessas frescuradas que tem hoje. A qualidade dos filmes … Continuar lendo
Textos Apodrecem – Artigo (José Geraldo Gouvea)
Enquanto luto aqui para tentar terminar o romance «Amores Mortos» (terceira versão), recebo algumas opiniões interessantes de minhas leituras beta. A primeira delas, e a que tem me feito mais … Continuar lendo
Votação – Ficção Científica
Caros participantes e amigos, Agradecemos mais uma vez a presença de todos por aqui. Nada menos do que 56 (cinquenta e seis) contos inscritos, o segundo maior número até hoje … Continuar lendo
Sarjeta dos Robôs (Pedro Luna)
A porta do HOJO BAR se abriu e Bentley foi arremessado violentamente para fora. O dono do lugar, Hojo, um enorme robô modelo Nexus (com bigode), apareceu na porta e … Continuar lendo
Ensaio Quântico (Thales Soares)
Sofia desceu as escadas apresentando um nível alarmante de euforia. Seus pezinhos descalços correndo pelo chão gélido do sábado de manhã provocavam um alvoroço comparável a uma desordenada orquestra de … Continuar lendo
Hoje é 23 (Bia Machado)
“Sua participação é muito importante para nós. Por favor, avalie nosso sistema para que possamos melhorar cada vez mais sua experiência de entretenimento com nossa marca”, solicitou a voz metálica … Continuar lendo
A Sistemática da Alvorada Humana (Fil Félix)
Bem-vindo aos Arquivos de Zion. Você selecionou a pasta 17-9: Programas Governamentais Arquivo: Demanda Populacional #001 O 129º erro na Matrix, ocasionado por Laura Pauper e atualmente corrigido. * A … Continuar lendo
Ainda há esperança (Marco Piscies)
Parte I: Uma mensagem Eden era a única nave inventada pelo homem com a capacidade de captar e utilizar a energia escura. Abundante no universo, essa energia alimentava seus motores, … Continuar lendo
Al Kahf (Felipe Moreira)
BAHARYIA, DESERTO OCIDENTAL. Como uma onda no mundo físico, Sherine Abdel Masr sentiu a escuridão inundar o planeta quando ela e sua lanterna desabaram, em sincronia olímpica, no fosso do … Continuar lendo
Identidade (Fabio Almeida)
Jared Fell não aparentava ser um homem soturno. Em todo o material que me ia chegando às mãos, o inglês possuía qualidades de sensual, de bom traço e língua ardente, … Continuar lendo
Os chubs (Anorkinda Neide)
Os chubs são criaturinhas adoráveis, que vivem no mundo das imaginações. Não, espera… Os chubs são as criaturas mais amáveis que já conheci. Na verdade, não sei onde eles vivem. … Continuar lendo
Inventores Invisíveis (Laís Helena)
A elfa foi empurrada contra uma cadeira e duas pessoas permaneceram ao seu lado, cada uma segurando um de seus braços contra a madeira lisa. Estranhamente, o assento estofado era … Continuar lendo
Um Futuro Promissor (Phillip Klem)
Adeline sentia a vibração magnética do trem enquanto este corria por trilhos quase invisíveis. Suas articulações doíam irritantemente sob uma pele pálida e enrugada. ― Isso eles não podem consertar. … Continuar lendo
Madeuza (Maria Santino)
O INCREMENTO — Engano Discutiam como poodles no cio. Alarido esganiçado de agressões suportadas sobre pilares de frustração. Ele, rosto congestionado, dedo em riste como quem sublinha uma sentença, … Continuar lendo
Ideia (Vitor Leite)
O espaço era escuro e sem qualquer referencia de em cima ou em baixo, esquerda ou direita. Sem cor e sem gravidade parecia um local ausente, um qualquer não-sítio, sem … Continuar lendo
Morgax (Marcel Junior)
Negro. Tudo era negro, e então uma linha de luz tênue foi rasgando o breu, desabrochando numa fresta turva que foi crescendo e crescendo, ficando cada vez mais nítida. Pronto, … Continuar lendo
Escarlate, amarelo (Angelo Dias)
Estava com uma chave inglesa nas mãos quando senti o puxão. O gerador de gravidade da nave falhou por um segundo quando as luzes piscaram. Tinha algo errado. “O que?”, … Continuar lendo
Chuva Ácida (Jefferson Lemos)
Nem mesmo as estrelas duram para sempre (Avenged Sevenfold – Acid Rain) Tão fugaz… O horizonte árido se estendia tremulante com as ondas de mormaço estagnadas no ar. No … Continuar lendo
Gibarian (Gustavo Araujo)
“Qual é o seu menino?” “Aquele, de cabelo preto, tipo tigela.” “Ah, sim. Estevão, né?” “Sim, ele mesmo.” O inspetor chamou o garoto, que veio correndo a um só fôlego. … Continuar lendo
Esperança que vem do céu (Cácia Leal)
Dizem que esse céu um dia foi azul. Eu não me lembro. Desde a primeira vez que o vi, sempre fora essa nuvem acinzentada que sufoca impiedosamente. Pelo menos contrasta … Continuar lendo
O último e o primeiro (Renato Silva)
Sem nenhuma cerimônia, a câmara abriu e revelou um homem em seu interior. Ele ainda permaneceu imóvel. Mexeu as pálpebras e seus olhos foram se abrindo, aos poucos. Os tubos … Continuar lendo
Tela azul da morte (André Luiz)
“Eu proponho… que nós façamos um robô capaz… de amar.” William Hurt, A.I. A luz vermelha não parava de piscar. Os olhos de Borges estavam congelados no minúsculo botão … Continuar lendo
A lembrança de Prístina (Davenir Viganon)
A primeira lição de um revolucionário tem que aprender é que ele é um homem condenado. – Huey Newton I – Kubinka, Novaya Soyus No fim da tarde Vitaly … Continuar lendo
Peste de uma Nova Era (Leonardo Jardim)
Com certeza existiam lixões menos fedorentos que aquele local. Pessoas aglomerando-se umas sobre as outras em algum estado catatônico de pseudo-vida. Realizavam movimentos aleatórios, reflexos de uma vida existente apenas em … Continuar lendo
Kobo (Alberto Lima)
Este é um futuro distante. Esse. Não há nada para sorrir, me desculpem. Se procuram sorrisos, gargalhadas ou barrigas doloridas, parem de ler agora, eu imploro. Mas se a curiosidade, … Continuar lendo
Opiniões (Lucas Rezende)
Dentro de um carro voltando para o apartamento que dividiam, a discussão seguia sem resolução. Contrariando um ao outro, gesticulando e de cenho franzido, defendiam energicamente seus ideais e objetivos: … Continuar lendo
Destino Vazio (Mariza Campos)
Será que existe alguma maneira de ir para o futuro? Essa fora a frase que Jane Anning mais repetira entre os seus dez e dezessete anos, agora, com algumas centenas … Continuar lendo
Diretriz (Leonardo Stockler)
Dentes da rua, pasta de dente, escova de dente, fio dental imprescindível. Um androide escova os dentes após a refeição, já há vinte minutos trancado no banheiro do bar, sem … Continuar lendo
O Sentido da Vida (Fabio Baptista)
Faz 385 bilhões de anos, mas parece que foi ontem. Chegamos à praça e nos juntamos à pequena multidão cercando o homem de boné engraçado que transformava o líquido das … Continuar lendo
A Colônia (Pedro Teixeira)
Max estava diante do projetor holográfico, com uma expressão inconfundível de tédio, os olhos cinzas cintilantes, o cabelo castanho ondulado penteado para trás, braços cruzados sobre a mesa. Seu trabalho … Continuar lendo
A Sobrevivência de Derante (Anderson Souza)
A espessa fumaça do campo de batalha ocultava o horror que se prolongava por dezenas de quilômetros. O último ataque das forças humanas foi um desastre colossal e agora o … Continuar lendo
Os filhos de Eva (Rogerio Germani)
Mesmo não sendo verão, a temperatura permanecia elevada no Catar de 2022, quase atingindo os 50 graus. Condição ideal para os carros movidos a calor ambiente. E, por sorte e … Continuar lendo
A Nave (Catarina Cunha)
A Nave foi criada através de um estudo que durou meio século. Dotada de atmosfera autorregulável e autolimpante prescindia de filtros. Transparente em toda sua circunferência recebia luz natural regulada … Continuar lendo
Ecos da Colônia (Rubem Cabral)
Xenozoobotânico Tibor Simón, log pessoal #489. O que posso dizer é que é insano, muito bizarro mesmo, visitar outro planeta habitável. A gravidade aqui em Kepler 977d, que carinhosamente apelidamos … Continuar lendo
Santuário (Victor O. de Faria)
Andy acariciava as inscrições em seu braço esquerdo, enquanto apreciava o brilho artificial da imitação quase perfeita do Sol. A geração de autômatos domésticos, Androide Y, costumava estar no topo … Continuar lendo
O Ancestral (Daniel Dutra)
Aline acordou. Nua e abraçada a Eduardo, ela não sabia quanto tempo havia dormido, mas estava acostumada. Era comum ao casal, após a terceira ou quarta relação sexual consecutiva, dormirem … Continuar lendo
Defeito na Cama Gelada (Renan Bernardo)
Ano 1 – Dia 1 Foi difícil demais para me acostumar. Nos primeiros dias eu achei que estava louco ou sonhando. Desesperado, tentei acordar de todas as formas possíveis. Beliscões, … Continuar lendo
Trigger/Gatilho (Tiago Volpato)
I. C01sas Entr3z Uma das coisas que menos gostava de fazer, era quando estava sentado no banheiro e precisava dar uma olhada nas notícias. Ele abominava qualquer tipo/espécie de informação … Continuar lendo
Sete luas, oito planetas, quinze galáxias (Kleber Macedo)
Abro os olhos e vejo, sob um véu vermelho, apenas a poeira ocre que aderiu em parte do plexigas do visor de cristal líquido em frente ao meu rosto. Choco-me … Continuar lendo
A Rainha e o Robô (Evandro Furtado)
Londres, 2144 Sob a espessa neblina, caminhávamos naquele inverno interminável. Era impossível distinguir se aquilo que caía sobre nossos ombros era neve ou poeira radioativa. Não importava, estávamos todos condenados … Continuar lendo
Bye Bye Blue Sky! (William Oliveira)
Acordei assustado, o sol já invadia meu quarto e esquentava os meus pés. Justo eu, cão adestrado tão bem, que pulava ao ouvir o primeiro toque do despertador, como se … Continuar lendo
Balada por Adele5 (Claudia Roberta Angst)
A vida não é justa. É apenas um apanhado de dados analógicos, desorganizados e caóticos. Não entendo o porquê da surpresa dos mais jovens. Estamos todos inseridos neste mesmo contexto, … Continuar lendo
Um Pálido Ponto Cinza (Alan Cosme Machado)
Os seres de barro nos deram muitos nomes. Anjos, celestiais, orixás, loas, deuses, espíritos de luz… Devido à uma dominação cultural, a maioria deles nos imaginava como sendo europeus portadores … Continuar lendo
Regulamento Desafio “Ficção Científica”
I – Do Texto e do Envio 1) A participação no Desafio EntreContos é totalmente gratuita. O Desafio é voltado a ESCRITORES que orgulhosamente sejam também LEITORES. 2) Os interessados … Continuar lendo
Enquete para o Desafio de Julho
Olá, pessoal! Pedimos a ajuda de todos para decidir como será o próximo desafio literário do Entre Contos. Sistema de votação, comentários, limites de palavras e, claro, o tema. … Continuar lendo
Aniversário de Casamento (Mirlene Souza)
Ela tirou o assado do forno. Sentiu o cheiro e admirou o resultado. A carne estava dourada, macia e suculenta. Colocou-o em cima da mesa, milimetricamente posta e cuidadosamente decorada. … Continuar lendo
Jornada ao Nada – Poesia (William Oliveira)
No livro dos paradigmas, paradigmado esta. Caminho, tropeço e levanto. Rumando, rimando e cantando. Fatídico estado de estar. Que canta pra rua de frente pro bar. Detestando o compasso que … Continuar lendo
Queda – Poesia (Francisco Ferreira)
Calcar na rocha a rubrica da dor tatuar no sangue espesso cristalizar signos da cruz de todo o dia. Pictografar a pele na tortura do voo revés desguarnecido das … Continuar lendo
Alma – Poesia (Lucas Lopes)
Te acalma, alma, que a calma vem pra acalmar essa alma sem calma que sofre, que grita, que chora que acalma quando vê, quando sente, se alma ama. Alma, te … Continuar lendo
Por ti – Poesia (Rubem Cabral)
Por ti eu reformei minha alma Desconstruí, dolorosamente, Meu antigo eu . Olhava-me no espelho e Não mais me reconhecia . Mas não bastou, Não foi o suficiente . Então, … Continuar lendo
Poison Heart – Resenha (Gustavo Araujo)
A paulista Susana Lima, mais conhecida como Susy Ramone, é dona de uma prosa fluida, certeira e que convida à leitura. Quando apanhei “Poison Heart”, romance de sua autoria, pude … Continuar lendo
Nem imagem, nem semelhança – Poesia (Jowilton Amaral)
Não olho para o céu, O céu não me é tentador. Prefiro ver o arrastar dos pés, No chão. No avesso do celeste, ser do divino viés. Evaporar a luz. … Continuar lendo
Realidade Alternativa – Poesia (Anorkinda Neide)
Com a luz acesa do quarto de dormir pude perceber que ela ainda lia era alta madrugada mas a leitura a envolvia Passei pelo corredor e fiz algum ruído queria … Continuar lendo
As Surpreendentes Aventuras do Barão de Munchausen – Rudolf Erich Raspe
Trilhas de Silêncio (Evelyn Postali)
Israel Morelli é um jovem porto-alegrense, estudante de jornalismo e amante de fotografia, que empreende uma jornada em busca da identidade desconhecida e a descoberta dos segredos guardados por sua … Continuar lendo
Sólidos – Poesia (Francisco Ferreira)
No tempo das’águas, no em antes, do ano passado andei quase a virar passarinho. Um átimo da minha vocação de borboleta ou morcego foi que faltou. Desvoei! Mas meu … Continuar lendo
O Fantasma (Carlos Eduardo Simão)
Desde que finalizou a obra da sua vida com a cor mais crua e intangível o artista passou a ser perseguido pelo fantasma. Não era o fantasma da obsessão ou … Continuar lendo
A Primeira Manhã (Gustavo Carlos)
Aquela foi a primeira vez em que eu tomei consciência de que algo acontecia muito além do alcance de minhas mãos. Sentado à mesa, eu comia alguns biscoitos e bebia … Continuar lendo
Suicídio Diário – Poesia (William Oliveira)
Criar para os olhos do outro, tem sempre um destino ingrato. Imensidão de tão pouco. Encaixe apertado. Arte tecida, alheia, Entorpecida, Sujeita. Não é bom pra mim, gastar o tempo … Continuar lendo
Magos espaciais movidos a vapor (Alan Cosme Machado)
Nenhum dos planetas daquele sistema solar era o nosso, apesar disso, todos eles tinham características que remetiam a algum elemento geográfico, cultural ou histórico da nossa Terra. O sol, como … Continuar lendo
O garoto que queria ser feliz (Evandro Furtado)
Corredor da Escola Uma figura solitária caminha em direção ao seu armário. Os óculos fundo de garrafa destacam-se na face. Carrega consigo uma pilha de livros. Ele abre a porta, … Continuar lendo
Ponto de Fissão (Jefferson Lemos)
Observei o céu de chumbo daquela tarde vertiginosa e inspirei o vento frio que anunciava chuva fraca. O sinal já havia soado, como de costume, e me encaminhei para a … Continuar lendo
Doce Dulce (Jowilton Amaral)
Ela esticava as pernas grossas e bem torneadas e dizia: “Dá uma olhada aqui, veja como minhas coxas são fortes e bonitas” aí se virava e mostrava sua bunda: “Olha … Continuar lendo
Vigia (Gustavo Carlos)
Há mais ou menos quinze anos fiz uma viagem até o litoral, com Juliana. Eu havia ganhado um final de semana grátis em um Resort, e então resolvemos comemorar antecipadamente … Continuar lendo
Confusionante – Poesia (William Oliveira)
Minha cabeça está confusa Ela e tudo mais Tudo é uma imensa bagunça Nada está em paz Olho sem saber o que vejo Sem saber o que olhar Sem … Continuar lendo
O Clube dos Homens Respeitáveis (Alan Cosme Machado)
– Bolivar, são cinco horas da tarde, a hora do chá. A importância desse momento não está na comida ou na bebida servida. Mas sim pelo fato de ser a … Continuar lendo
Christmas Blues (Marquidones Morais)
Estava sentado em uma das mesas do lado de fora do restaurante próximo ao cais. Sua bebida permanecia quase intocada à sua frente enquanto seu olhar varria a cidade do … Continuar lendo
Uma vez, na primavera (Paulo Verçosa)
– Por que contemplais tanto a esfera dos humanos? – Eu não sei. Há algo dentro de mim que ouço chamar-me, num sussurro, para junto das jovens, quando as vejo passar com … Continuar lendo
Para te fazer feliz – Poesia (Miguel Bernardi)
Se eu fosse um vaga-lume, iria iluminar tua face, guiar-te os passos e ainda te roubar um sorriso, e, em volta de ti, rodopiar feito bobo. E se eu … Continuar lendo
Paraíso (Miro Messa)
Num mundo bem distante você pode construir maravilhas, os seus sonhos ganham vida e lhe ensinam a soltar as travas de segurança que só pausaram as suas batalhas e adiaram … Continuar lendo