EntreContos

Literatura que desafia.

Retratando um sonho (Felipe Moreira)

sonho

Eu soube da guerra pelo meu avô. Resolvi ler a respeito nos livros de história que faziam disto algo romântico, mas aprendi numa manhã que vieram buscar o meu pai. Ele nunca voltou. Portanto, eu só pude compreender mesmo a guerra quando ela chegou aqui directamente, sob as nuvens escurecidas do inverno. Uma vez que esta coisa nos torna burros, embebedamo-nos da ciência de que o retorno de quem partiu é tão improvável que dói em nossa raiz.

Havia em mim uma inaptidão invejável para o combate. O sargento puxou-me pelo ombro enquanto olhava as ruínas que cercavam a praça. Parecia desapontado em ver um jovem do meu tamanho portando uma máquina fotográfica no lugar de uma arma.

– E tua família?

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

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39 comentários em “Retratando um sonho (Felipe Moreira)

  1. Fabio D'Oliveira
    5 de novembro de 2015

    ☬ Retratando um sonho – Final
    ☫ Fotógrafo

    ஒ Físico: Bem, acredito que entendi o meu problema. A forma como o autor escolheu escrever essa estória não me agradou. Ainda sou incapaz na avaliação da gramática e afins. O maior problema do texto, ao meu ver, é que o autor apenas conta a estória. São pouquíssimos os momentos que ele realmente mostra ao leitor o que está acontecendo através dos olhos do protagonista. Oriento que dê uma pesquisada sobre Mostrar X Contar. É importante encontrar um equilíbrio entre esses dois fatores.

    ண Intelecto: A estória dá uma boa evoluída no início da segunda parte. É determinado um rumo. E acompanhamos o trama criado com gosto, pois o amor do menino parece ser verdadeiro e puro. A fuga da menina também é emocionante. Mas o final deixa um pouco a desejar. Acredito que a estória tem muito mais potencial. E se encaixaria melhor numa novela ou romance.

    ஜ Alma: Olhando para o texto completo, percebo que a estória não se trata completamente do cotidiano. O tema está no plano de fundo, tão escondido que quase não o percebemos, e isso é ruim. A continuação foi concisa, ou seja, convencerá a maioria do leitores, mas a falta de foco do autor prejudica o produto final.

    ௰ Egocentrismo: Gostei da segunda parte da estória. Diferente da primeira parte, consegui apreciar o trama que foi criado. O amor do menino realmente me cativou. No entanto, o final deixou um pouco a desejar. Não teve um desfecho digno.

    Ω Final: Não consigo avaliar com precisão o português de Portugal, então isento o autor dessa avaliação. A segunda parte supera a primeira. A estória infla do início até a metade, mas murcha no final. Não diz completamente do cotidiano de uma guerra, mas sim dos sentimentos de uma vítima dela. A continuação convence.

    ௫ Nota: 7.

  2. G. S. Willy
    5 de novembro de 2015

    O Conto continuou excelente, mostrando as mazelas da guerra e a pureza do amor juvenil. Muito bem escrito, descrito, e feito com a calma necessária, sem afobação.

    Porém, senti falta de um final mais condizente com o ótimo conto. Ficou faltando algo, ou terminou muito abruptamente, sem algum tipo de explicação para o que ocorreu na batalha final, e principalmente, o que aconteceu com o protagonista enfim.

    Mas no geral, foi muito prazeroso de se ler.

  3. Bia Machado
    5 de novembro de 2015

    É um conto muito bonito, com uma construção bastante sólida e que prendeu minha atenção, tanto que li e nem senti quando chegou ao final. Visivelmente lusitano o texto, a não ser que alguém esteja blefando, rs. Não sei o que dizer, além de que gostei, muito mesmo, e agradeço pela leitura!

  4. rsollberg
    5 de novembro de 2015

    Cont:, Fotógrafo

    O autor conseguiu continuar sua narrativa sem perder a cadência, ao contrário, penso que nessa segunda parte o texto ganhou mais agilidade. A história é muito interessante, com mais espaço e desenvolvimento acho que ficaria ainda mais bonita.

    Gostei muito deste trecho: “A maioria das palavras evaporou na minha transpiração. Segurei a dor, entorpecido agora pela revelação insofismável de que ela deveria ir embora

    Já tinha elogiado a foto, desta vez também elogio o título, achei muito bacana.
    Sobe meio pontinho na minha avaliação inicial.

    Reitero o meu parabéns.

  5. Thata Pereira
    5 de novembro de 2015

    Muito injusto com os demais contos eu avaliar esse. Além desse ar poético da narração, sinto muita vontade de fazer coberturas fotográficas de guerra. Uma loucura minha, movida pelo desejo expressado nesse conto e por todos os sentimentos que rodeiam esses momentos.

    Mas acho que apenas soldados usam fardas durante a guerra. Lembro de um amigo comentando isso comigo após um curso que ele fez sobre esse tipo de cobertura. Vi um documentário também, onde a fotógrafa não usada, para não serem confundidos com soldados. Não sei como isso funciona na prática ou se sempre acontece.

    Cenas muito bem trabalhadas. Adorei o conto.

    Boa sorte!!

  6. Pedro Luna
    4 de novembro de 2015

    O conto continuou no tom certo, mas pelo menos para mim, creio que o limite não me permitiu simpatizar o suficiente com o casal. Tenho certeza que o autor, ou autora, fez o possível, criando bonitas imagens, como os dois no confessionário e a moça fingindo que fotografava o cidadão enquanto partia. Mas pra mim, questão de gosto, não foi suficiente, prejudicando um pouco da emoção. Mas ela existe. Queria ver o escritor desse conto escrevendo um roteiro de cinema. Muitas cenas bacanas e marcantes. E alguns diálogos estão hilários, como o com o sargento. A urgência da guerra às vezes criava esse tome de humor mórbido.

  7. Gustavo Castro Araujo
    2 de novembro de 2015

    Excelente conto. Toda a narrativa é permeada por uma melancolia inescapável, delineando o tipo de situação que leitor já sabe aonde vai dar mas que, secretamente, torce para estar enganado. O amor surgido no mais improvável dos cenários, ou melhor, no mais triste dos cenários não é exatamente uma inovação em termos literários, mas aqui, creio, os personagens deram ao enredo um quê de verossimilhança que foge ao clichê. De fato, o protagonista é alguém complexo, cheio de culpa, que se acha não merecedor da mais tênue felicidade. Ao contrário, pensa, aceita estar com os dias contados, lutando para escamotear seus receios atrás de uma câmera fotográfica que jamais funcionará. A garota também foi construída de forma competente, resignada com o próprio destino, aceitando o desfecho inexorável de um amor que sequer chega a nascer. O contexto histórico foi igualmente erigido com sagacidade, evitando-se explicações que, no mais, pouco acrescentariam à trama. De fato, é desnecessário saber os motivos da guerra, quem está vencendo e por quê. Do mesmo modo, é de pouca utilidade saber o nome real dos personagens justamente porque numa situação dramática como a apresentada, as pessoas tendem a se desumanizar. Nesse aspecto, a única pista sobre a origem do fotógrafo repousa no estilo de escrita, típico de Portugal.
    A profissão alegada também demonstra que o autor do texto pesquisou sobre fotógrafos de guerra – ou que pelo menos é fã do assunto. Os comentários do protagonista, esse embate mental entre o que é certo e ético e o que não é, resume bem o dilema de quem vive retratando zonas de conflito. Nesse aspecto, vale mencionar o excelente documentário sobre Donald McCullin e mesmo Sebastião Salgado. No âmbito literário, a fonte que eu apostaria seria a vida de Robert Capa, bem representada no livro “Sangue e Champanhe”.
    Enfim, praticamente tudo neste conto me agradou, desde o modo como foi escrito até o desfecho perfeitamente triste (só tirei meio ponto porque o uso da expressão ‘sovaco’ não caiu bem; por favor, numa revisão, substitua por ‘sob o braço’).
    Parabéns.
    Nota: 9,5

  8. catarinacunha2015
    2 de novembro de 2015

    TÍTULO de novela mexicana, não foi digno do texto (1/2). Mais um cotidiano de trincheira, TEMA ok (2/2). FLUXO muito lento, um pouco cansativo (1/2). TRAMA bonita, bem costurada (2/2). Belo FINAL poético (2/2). Total 8

  9. Gustavo Aquino dos Reis
    1 de novembro de 2015

    Todo o horror do cotidiano da guerra documentado por uma escrita sólida. Aprecio narrativas que se debruçam nessa premissa. Ao ler teu trabalho, autor(a), evoquei na memória um Remarque.

    Desilusão, miséria humana, hecatombe bélica e, porque não, amor florescendo nas trincheiras.

    Im Westen nichts Neues.

    Parabéns.

  10. Claudia Roberta Angst
    28 de outubro de 2015

    O conto é muito bonito, com passagens poéticas que fazem suspirar.O cotidiano de um garoto, fotografando, guardando lembranças enquadradas, como fotos.

    “– Anna… Com dois enes.
    Apaixonei-me ali. Por ela, não pelos enes.”
    Adorei isso!

    Estamos a ir embora.> entregou a nacionalidade aqui…rs

    “Anna disse que eu deveria trocar a câmara pela poesia.” Na verdade, ele já olhava o mundo com poesia.

    Trocar a câmera fotográfica pelo fuzil revela um ritual de passagem – do sonho para a realidade. O cheiro do pão, o pão nosso de cada dia, o alimento para o corpo e o sonho alimento para a alma.

    Anna parte para o outro lado do mundo, levando com ela a câmera que representa o sonho, a fantasia. Ele fica com o fuzil, o dia a dia da guerra.

    Gostei tanto da primeira parte quanto da segunda. Boa sorte! 🙂

  11. Fabio Baptista
    27 de outubro de 2015

    Agora fiquei na dúvida sobre uma certa autoria, mas vamos lá… 😀

    Outro conto em que a qualidade da escrita é indiscutível e há pouco a se comentar.
    Assim como na maioria dos contos dessa fase final, eu gostei mais da primeira parte do que da segunda (li esse na primeira fase, mesmo sendo do meu grupo). Aqui, achei que (a 2º parte) se arrastou um pouco mais que o necessário, deixando o ritmo já cadenciado ainda mais lento na parte que precede o ataque.

    Também fico meio em dúvida quanto a adequação total ai tema, mas, como já comentei em outro conto, estou indo praticamente na linha de tema livre e não descontando pontos por isso.

    Um ótimo conto, muito bem escrito, com um ritmo que não me agradou em cheio.

    Teria separado a última frase (excelente, por sinal) em novo parágrafo, para dar mais impacto.

    NOTA: 9

  12. Rubem Cabral
    26 de outubro de 2015

    Olá, Fotógrafo.

    Um texto muito bonito e melancólico, com boas descrições do ambiente e personagens sólidas. Gostei bastante! A guerra foi inspiração de muitos cotidianos por aqui, não?

    Quando Anna vai embora, afinal, foi num autocarro ou caminhão? Tu citas os dois.

    Nota 9!

  13. Tiago Volpato
    24 de outubro de 2015

    Um texto muito bonito e muito belo. Acredito que você conseguiu construir um mundo com bastante detalhes, em alguns momentos realmente pareceu que estavamos diante de uma fotografia.
    Quanto ao enredo em si, não gostei muito, não é exatemente o estilo de história que me agrada, mas ela possui muita qualidade.
    Foi um ótimo conto, parabéns.

  14. Brian Oliveira Lancaster
    22 de outubro de 2015

    EGUAS (Essência, Gosto, Unidade, Adequação, Solução)

    E: O autor foi extremamente hábil em descrever emoções sob o ponto de vista do leitor. Toda a melancolia está bem visível, mesmo com termos do “lado de lá”. – 9,5.
    G: Texto triste, mas que contém uma ótima mensagem nas entrelinhas. O objeto, a máquina, não ser exatamente funcional, foi uma grande jogada. O final foi muito bem amarrado com o restante, deixando uma mensagem de esperança e mudança nas terras tupiniquins. – 9,5.
    U: Mesmo sendo de Portugal, a escrita flui que é uma beleza, tendo apenas algumas palavras que entregam a autoria (como facto e autocarro). – 9,5.
    A: Bem emotivo, sem descambar para o piegas, mantendo o leitor interessado. – 9,5.
    S: O gancho subjetivo tinha sido bem forte, e a promessa do segundo capítulo estava viva na mente. Conseguiu atingir o objetivo com maestria. – 9,5.

    Nota Final: 9,5.

  15. Anorkinda Neide
    20 de outubro de 2015

    Que lindeza, que lindeza!
    Não há o que dizer, só aplaudir. Tanta inocência, tanta meiguice dentro de um tema de guerra , a que se ter talento para alcançar isto.
    Parabéns, realmente, parabéns.
    Pungente. É o termo exato.
    Abração

  16. Rogério Germani
    20 de outubro de 2015

    Olá, Fotógrafo!

    Apesar do protagonista afirmar que não gosta de poesia, o texto está impregnado de imagens poéticas. Ponto a favor.
    A única vez que o flash falhou: iluminou muito um momento específico e deixou o cotidiano nas sombras. É certo que houve um resgate do mesmo no desfecho da trama, mas, que pena, já não havia filme na máquina.

    Boa sorte!

  17. Pedro Luna
    30 de setembro de 2015

    Caramba. Acho que foi o melhor final dos contos que li. Melancólico, sutil, triste. Achei um baita conto onde o(a) autor(a) mostra total habilidade da escrita. Achei bacana chamarem o personagem de Fotógrafo. Isso remete muito a guerra, onde nomes nem sempre importavam. Lembrou-me do filme Nascido para Matar do Kubrick, onde os personagens eram chamados de Cowboy, Joker, apelidos. Bonzão o conto.

  18. Ricardo Gnecco Falco
    30 de setembro de 2015

    Muito bem escrito. Escrita muito bonita e tocante. O final, então, é a cereja do bolo. Dá até para se questionar sobre a necessidade de uma continuação. Confesso que rola um medinho lá no âmago com relação a continuidade deste trabalho, tão belo e completo já agora.
    Não gosto de guerra (mas, peraí… Acho que ninguém normal gosta, não é mesmo?!), por isso não fiquei tocado como por outros trabalhos apresentados, com temas menos pesados. Contudo, este fato de modo algum retira a grandiosidade desta história e o domínio da pena por parte de seu autor.
    Parabéns pelo trabalho!
    Paz e Bem!
    🙂

  19. rsollberg
    30 de setembro de 2015

    Caro (a), Fotógrafo.

    Primeiramente, que bela imagem você escolheu.

    O texto é forte, o contexto da guerra está muito bem desenvolvido. A história é triste e bem verossímil. O cotidiano de um “soldado” involuntário, que observa a batalha com uma perspectiva diversa do usual.

    Apesar de bem escrito, algumas repetições em um curto espaço de tempo me incomodaram um pouco. Algo absolutamente natural e que não tem muita relevância no todo.

    Gostei muito dessa passagem: “Parece cruel admitir isso, mas o canto dos pássaros é a maior das minhas saudades. Digo isso pelo bem da minha sanidade. Porque tenho a plena convicção de que mesmo saindo desta guerra respirando, estarei morto como os demais sob os escombros, excepto pelo facto de que serei um morto que recusou-se a dormir”

    O final é muito bom. É simples, porém dramático. Cinza como as boas histórias sobre o tema.

    Parabéns e boa sorte!

  20. Antonio Stegues Batista
    29 de setembro de 2015

    O conto é um retrato fiel de cenário de guerra, onde há morte, miséria e fome.”O canto dos pássaros é a minha maior saudade”, diz o protagonista. Essa é a verdade, onde há guerra não há canto de pássaros, mas onde há risos de crianças, existe paz. É um bom conto, bem escrito e espero ler a continuação para saber o final.

  21. vitormcleite
    29 de setembro de 2015

    Gostei da linguagem poética. Texto carregado de frases cheias. Não sei se o texto se enquadra na temática, é possível, mas não vi isso de um modo muito claro, sendo isso o menos importante. O texto é muito denso e consegue passar essa atmosfera para o leitor, para mim passou. parabéns.

  22. Wilson Barros Júnior
    29 de setembro de 2015

    A atmosfera é fantástica, misteriosa. O tom é semelhante ao do premiadíssimo “Os Meninos” do João Paulo Vaz, “As tréguas eram cada vez mais longas e sempre bem-vindas. No início, descansávamos, lubrificávamos as armas, remendávamos uniformes. Deitávamos na sombra, e a satisfação de continuar vivo nos engordava.” Os diálogos, as situações são muito bem tramadas, o cenário apocalíptico é envolvente. Um conto que se desenvolveu muito bem, até um final surpreendente.

  23. Lilian Lima
    29 de setembro de 2015

    Belo conto e a escrita é ótima. Parece uma prosa poética e então, deixa ainda mais tocante este cenário de horror de guerra. A metáfora da máquina fotográfica fecha o conto de forma inteligente.

  24. Davenir Viganon
    29 de setembro de 2015

    Gostei da história, me pegou pelo andamento. Não usou o recurso de buscar um gancho narrativo (em vários casos ficou forçado) e ainda sim quero saber o que vai acontecer na historia. Gostei.

  25. Fil Felix
    25 de setembro de 2015

    O final ficou arrebatador, hein! Apesar de perceber uma linguagem diferente, a leitura fluiu muito bem. A história passa sua mensagem, sendo um conto fechado mas ao mesmo tempo aberto a inúmeras possibilidades, o que é um trunfo nesse desafio.

    O modo de narrar e descrever as cenas mostra que o autor sabe o que está fazendo, mesmo de maneira até um pouco corrida, não deixa escapar nenhum detalhe. Nos apresenta o cotidiano de quem está sobrevivendo na guerra, convivendo com outros sobreviventes, além de ver tantos outros morrendo. Um tema que sempre rende boas histórias. Poder encontrar aquela força em querer continuar vivendo ou simplesmente encontrar aquilo que nos fará desistir de tudo, coisas que vi na garota ruiva.

    O que mais me impressionou foi o momento em que ele tirou a foto do ex-soldado, uma situação muito delicada e emocionante, que é complementada pela máquina sem filme. Gerou inúmeras metáforas na minha cabeça. Gostei bastante.

  26. Jefferson Lemos
    25 de setembro de 2015

    Olá, autor (a)!

    Gostei! Apesar de não ter curtido muito a narração, a história me prendeu, e esse final foi a cereja no topo do bolo. Gostei de como você criou esse ambiente inóspito, cheio de dor e perdas. As guerras são assim, e qualquer sopro de esperança que possa ajudar nas gerações futuras,já é algo pelo o que se viver. E o legal do conto é se basear nisso, e revelar um final condizente com as tristezas da guerra. Estava vazio, assim como ele também ficará.

    Muito interessante!

    Parabéns e boa sorte!

    • Jefferson Lemos
      19 de outubro de 2015

      Olá de novo!
      Segunda parte magistralmente escrita. Frases belíssimas, com ótimos cenários e momentos de emoções pulsantes. Gostei do desfecho, mas devo dizer que teria gostado muito mais se o conto tivesse acabado no momento em que ele recebe o rifle. Tinha tudo para ser um final daqueles ali…
      Enfim, gostei da trama no geral. Você escreve muito bem. Muito bem mesmo.

      Parabéns e boa sorte!

  27. G. S. Willy
    23 de setembro de 2015

    Conto maravilhosamente bem escrito, bem desenvolvido e que segurou minha atenção do início ao fim. os personagens estão bem colocados e caracterizados e o cenário para o conto muito verossímil. É possível sentir o frio e a tristeza do momento.

    O final também é excelente e inesperado. E me faz parar para pensar em todas as suas implicações e o significado disso para a história. Muito bom, aguardo a continuação.

  28. Maurem Kayna
    22 de setembro de 2015

    nossa, que tristeza imensa… a história é fechada com um fiapo tão tênue de esperança que depois da leitura deu vontade de me trancar num quarto pra não ver a chuva que já cai aqui há muitos dias. um conto sensível e bem resolvido (ou eu tô na tpm e entrando na vibe deprê de vários dos contos do desafio… risos)

  29. Evandro Furtado
    22 de setembro de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Recursos Linguísticos – 10/10 – texto bem escrito e agradável;
    História – 10/10 – grande ideia e grande execução;
    Personagens – 10/10 – bem construídos fisica e psicologicamente;
    Entretenimento – 10/10 – textos sobre guerra me encantam, curioso que do terror possam sair tantas coisas interessantes;
    Estética – 9/10 – imagens fortes, momentos cativantes. E que final!

    • Evandro Furtado
      29 de outubro de 2015

      Notas Parte 2

      Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
      Recursos Linguísticos – 10/10 – texto bem escrito, sem problemas;
      História – 10/10 – amarrada à primeira parte, consistente nesse segundo momento;
      Personagens – 10/10 – muito bem construídos, densos e cativantes;
      Entretenimento – 10/10 – texto que prende o leitor até o fim;
      Estética – 10/10 – a imagem da igreja ruindo e do personagem ponderando se Deus está morto é belíssima, acerto na mosca aqui.

  30. Leonardo Jardim
    21 de setembro de 2015

    Retratando um sonho (Fotógrafo)

    ♒ Trama: (3/5) é simples, como costuma ser nesse tema, mas prende pelo carisma do protagonista e pela emoção da guerra. A revelação do final emociona.

    ✍ Técnica: (4/5) achei muito boa, com ótimas imagens e algumas frases inspiradas. Só encontrei dois pequenos problemas na pontuação dos diálogos, mas nada grave. Algumas palavras revelaram a origem lusitana do autor, mas não atrapalharam em nada minha leitura.

    ➵ Tema: (2/2) quase um texto sobre guerra, mas conseguiu retratar o cotidiano de um sobrevivente (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) contém elementos comuns de textos de guerra, mas o protagonista é original.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) o texto emociona como um texto de guerra precisa fazer. Preciso confessar que o final me arrepiou.

    ➩ Nota: 8,5

    Frase de destaque: “Senti o frio congelar meu coração num sopro, pois a mulher estava morta, de olhos arregalados voltados para o nada, e a menina acariciando-a como se não soubessem da verdade.”

    Problemas que encontrei:
    ● apontou-me o único pé que possuía, já tumefacto. *travessão* Não posso ir na padaria e acabei só no mundo.
    ● – Obrigada *travessão* ela virou-se.

    • Leonardo Jardim
      3 de novembro de 2015

      Retratando um sonho (Fotógrafo) – Segunda Fase

      ♒ Trama: manteve-se boa, mas senti falta de algo que marcasse mais. A primeira parte teve cenas mais fortes, como do senhor e a mãe da menina. A segunda foca na relação do casal. Foi bom, mas não tão marcante. (0)

      ✍ Técnica: manteve o ritmo, mas achei um pouco menos inspirada que na primeira parte. (-0.5)

      ► Gancho/Conexão: a primeira história parecia estar concluída, mas a continuação emendou bem, continuando a história do ponto onde parou. Praticamente uma história só. (+0.5)

      ☯ Emoção/Impacto: me emocionei mais na primeira parte que na segunda. A separação dos dois foi forte, mas o restante não me tocou tanto. (-0.5)

      Frase de destaque: “– Sentirei sua falta – não importa quem disse quando ambos pensavam o mesmo.”

      Nota: 8.0

  31. Piscies
    16 de setembro de 2015

    Gostei! Esse final me pegou desprevenido. Foi daqueles que fazem você abrir um sorriso, mesmo que todo o conto tivesse este clima preto e branco aterrador.

    Gostei da narrativa, da história e das metáforas. A câmera vazia me fez pensar durante muito tempo depois que terminei de ler. O personagem também é muito bem construído, as cenas bem descritas, e os detalhes muito bem trabalhados. Com certeza, um excelente conto! Parabéns!

    • Piscies
      3 de novembro de 2015

      Gostei da continuação, do desfecho da história de Ana e da evolução do “Fotógrafo”. Gostei até do Padre e do Sargento, personagens que tiveram poucas palavras de espaço na história mas que o escritor conseguiu forjar um vinculo instantâneo.

      Li o trecho final umas três vezes e decidi que o Fotógrafo estava vivo. Era sua intenção deixar isto no ar, mesmo? Achei as palavras um tanto evasivas e dúbias.

      De qualquer forma, um bom conto que inspirou olhares marejados e evocou um sentimento sublime. Parabéns!

      • Piscies
        3 de novembro de 2015

        Ah, algumas notas:

        Não entendi muito bem a idade dos dois personagens. No início imaginei o Fotógrafo como um adolescente de 16 ~ 18 anos. Então ele encontra uma “garota” e ele fala que ambos têm a mesma idade. Daí passei a imaginá-lo criança, mas isto não condizia com o fato do Sargento tê-lo feito responsável pela distribuição de alimento pelos refugiados, nem pelo fato dele ter conseguido carregar a mãe de Anna no colo.

        Anna parecia definitivamente uma criança, visto que ela acariciava a mãe, sem saber que estava morta. A foto no conto também entalha uma imagem bem infantil de Ana na minha mente, mas como o escritor falou que ambos tinham a mesma idade, realmente fiquei confuso.

        Notei também um pouco de confusão no tempo da narrativa. No meio de uma narrativa no pretérito o autor falava no presente. Infelizmente, não anotei o trecho exato onde li isto.

  32. Claudia Roberta Angst
    15 de setembro de 2015

    Cotidiano difícil desse menino, mas a guerra também é o dia a dia de muitos. Portanto, o tema está bem desenvolvido. Ponto para o autor.
    A narrativa é tocante com algumas passagens até poéticas. Gostei da caracterização dos personagens e do ambiente desesperador.
    O pequeno fotógrafo e sua câmera sem filme. As imagens, decerto, reveladas e guardadas em sua memória.
    Só encontrei dois lapsos na revisão:
    – (…) carrega-lo até a igreja = carregá-lo
    – (…) e a menina acariciando-a como se não soubessem = como se não soubesse
    Não sei se houve um gancho aqui, mas isso não importa. Gostei do final como ficou, mas tomara que este conto tenha um desfecho mais feliz do que o esperado. 🙂

  33. Brian Oliveira Lancaster
    15 de setembro de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)
    E: Pontos pelo enredo diferenciado. O peso da história fez todo o serviço na imaginação (já vi essa foto em algum lugar… National Geographic talvez). – 9,0.
    G: Um texto pesado, com clima de guerra, mas incrivelmente sensível. Por algumas palavras nota-se a origem lusitana, mas não encontrei nenhuma difícil de compreender. A angústia e visão dos olhos do protagonista são transmitidas com maestria. Uma história triste, que atinge o objetivo em cheio com o final intrigante, a cereja do bolo. – 9,0.
    U: Como mencionei, o texto não é “daqui”, mas é bastante competente ao emular os termos brasileiros. – 9,0.
    A: Clima fantástico e opressor. Atingiu o objetivo em cheio. Apenas o gancho ficou um tanto subjetivo, mas nada que atrapalhe o restante. – 8,0.
    [8,8]

  34. Fabio D'Oliveira
    12 de setembro de 2015

    ☬ Retratando um sonho
    ☫ Fotógrafo

    ஒ Físico: Acredito que o autor seja português. Ou domina o português de Portugal e por isso decidiu aplicá-lo no texto. Sendo assim, sinto-me incapaz de avaliar a gramática do conto. E até um pouco da narrativa. Atenho-me então na leitura e pequenas impressões que tive. Senti um pouco de dificuldade durante a leitura, pois às vezes travava. Alguns diálogos não soaram reais. E não foi possível apreciar a estrutura física por completo. Mas o autor não precisa desanimar, pois esse leitor aqui foi pego de surpresa e talvez isso tenha influenciado nessa parte da avaliação. Tentei ler uma segunda vez, mas não adiantou, hahaha. Sendo assim, irei pegar leve nesse critério.

    ண Intelecto: Uma estória desse calibre precisa de uma boa dose emocional para trazer o impacto desejado. O autor tenta, mas não consegue. Talvez, o tema da guerra já esteja desgastado demais, sendo necessário uma roupagem diferente para atrair a atenção de leitores mais exigentes. Não é possível sentir empatia por algum personagem. Eles são todos rasos, com exceção do velho, talvez. O protagonista não tem presença real, está na estória apenas para narrá-la. A construção do enredo também deixou a desejar. Não sabemos onde a leitura irá nos levar. E no final das contas, não nos leva a lugar algum.

    ஜ Alma: O cotidiano numa guerra deve ser tão ruim… Consigo me imaginar numa situação assim. Seria tão triste! O conto se encaixa no tema do desafio. Isso é fato. No entanto, o desenvolvimento do enredo é tão raso que é impossível se colocar no lugar de algum dos personagens. E isso é tão ruim quanto a guerra em si! Além disso, não consegui enxergar o gancho. Além disso, o conto não se sustenta. É difícil ver uma continuação para ele…

    ௰ Egocentrismo: O enredo é interessante. Gosto de contos que falam sobre guerras, pois é uma ótima oportunidade de explorar o ser humano na sua forma mais baixa. No entanto, o autor não consegue se aprofundar na própria estória. E isso realmente prejudicou o resultado final do texto. Não consegui gostar…

    Ω Final: Um texto português que tem seu charme e beleza própria, mas com enredo raso e personagens apáticos. Encaixou-se bem no tema, mostrando o cotidiano de uma terrível guerra e suas consequências. No entanto, o autor falhou na hora de desenvolver um gancho atraente.

    ௫ Nota: 5.

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Publicado às 12 de setembro de 2015 por em Cotidiano Trevisan e marcado .