EntreContos

Detox Literário.

Gibarian (Gustavo Araujo)

gibarian

“Qual é o seu menino?”

“Aquele, de cabelo preto, tipo tigela.”

“Ah, sim. Estevão, né?”

“Sim, ele mesmo.”

O inspetor chamou o garoto, que veio correndo a um só fôlego.

“Mamãe!”

A mulher passou-lhe a mão na cabeça, bagunçando-lhe os cabelos. O menino riu, encabulado.

Escola nova, cidade nova. Elena havia recomeçado a vida. Só ela e o filho pequeno. O desafio de criá-lo sozinha era assustador, mas no fundo acreditava que seria capaz de sobrepujar qualquer obstáculo.

O sentimento de superação a estimulava, levando-a a um bem-estar efêmero que ela prontamente sufocava. Tinha consigo que felicidade em demasia era prenúncio de tempos sombrios, como a brisa morna do fim da tarde que anuncia a tempestade da madrugada.

Em verdade, costumava pressentir as más notícias. Assim fora quando perdeu o primeiro bebê ou quando o marido resolveu partir. Em ambas as ocasiões o aviso fora manifesto: um aperto no peito, um sussurro fantasmagórico com hálito pungente recordando que a alegria é nada mais que um castelo de cartas prestes a desabar.

Segurava a mão do menino enquanto andavam. Ele cantarolava uma musiquinha aprendida naquele dia. Nos últimos tempos, sem perceber, Elena passou a temer pela segurança filho. Estevão era tudo o que lhe restava. Mais do que a única razão para que ela levasse a vida adiante, representava sua âncora para a realidade.

***

Caminhava por um corredor estreito com luzes fluorescentes que piscavam indefinidamente. Chegava então a um laboratório onde um grupo de homens e mulheres a cumprimentavam. “Doutora Saviani”, chamavam-na. De algum modo, sabia quem eram. Conversavam. De quando em quando alguém mencionava a palavra “Gibarian” e ela aquiescia com segurança.

Momentos depois, era colocada em uma câmara que se assemelhava a um sarcófago. De dentro, pela pequena janela redonda, via um jovem de cabelo cortado à escovinha desejando-lhe boa viagem e fazendo votos para que regressasse logo. “Não tenho pressa. Não tenho por que voltar”, pensava ela, assentindo com a cabeça em resposta. Em segundos ouvia o estalo das travas seguido do silvo discreto do gás injetado no compartimento.

***

Elena costumava deixar o filho na escola e em seguida se dirigia para o trabalho. Havia conseguido emprego no setor financeiro de um escritório qualquer. Passava as horas concentrada em planilhas, cálculos, recibos e requisições, mas no fundo de sua mente sempre havia a figura do menino, com seu sorriso aberto, inocente e frágil.

Certo dia, enquanto organizava notas fiscais, teve a atenção roubada por um jornal deixado sobre sua mesa. Havia uma matéria ao pé da página, contando a história de uma menina que havia morrido engasgada com uma presilha de cabelo. A mãe surgia desesperada em uma fotografia ao lado. Elena podia sentir a dor da mulher. Reprimiu uma lágrima e lembrou-se de Estevão. Não… Aquilo nunca aconteceria a ele.

***

“Estávamos esperando ansiosamente por você, Saviani.” Quem se dirigia a ela era um homem com barba cerrada. Ele vestia um traje espacial prateado onde se lia o nome Kelvin. Ela ouvira a respeito dele ainda na Terra. O engenheiro chefe da estação orbital Ulisses.

Enquanto o homem falava, Saviani observou o local atentamente. Compacto, com mesas e cadeiras fundadas no chão apesar da gravidade artificial. A iluminação branca era especialmente forte, ressaltando o aspecto metálico das paredes. Canaletas percorriam o teto, agrupando fios de diferentes cores. Pela janela minúscula à retaguarda ela percebeu as estrelas passando vagarosamente, seguida por dois sóis vermelhos à distância.

“Sistemas binários são intrigantes”, dizia Kelvin. “Jogam com a gravidade, os campos magnéticos dos corpos ao redor. Qualquer planeta que os orbitasse seria um sério candidato a inferno, oscilando entre temperaturas extremas. A vida seria impossível.”

“O que não se confirmou em Gibarian”, completou ela.

“Exato. O que não se confirmou em Gibarian. Bem, a senhora está a par. Apesar de tudo, apesar de contrariar a teoria de Gamov-Shapley, a vida mostrou-se possível. Ainda custo a acreditar…”

“Sim, especialmente porque não temos confirmação de campo, correto? Apenas medições remotas, pelo que me foi passado.”

***

Um dia, Elena tentou ligar para os pais, que viviam em outra cidade. Ninguém respondeu às ligações, apesar da insistência. Queria contar-lhes sobre as noites mal dormidas, sobre o sono interrompido por sobressaltos, sobre o mau pressentimento que tinha em relação a Estevão. Ao pensar no rosto da mãe, porém, percebeu que era incapaz de recordar-lhe as feições. Mesmo o semblante grave do pai lhe escapava. Envergonhou-se. Que tipo de filho esquece a fisionomia dos pais?

Buscava acalmar-se, convencer a si mesma de que todas aquelas sensações resultavam de uma rotina estressante, de uma vida solitária em um lugar completamente novo. Em breve tudo voltaria ao normal.

Ao apanhar Estevão na escola percebeu as mãozinhas do menino puxando seus dedos. “Tudo bem, mamãe?”

***

“Por favor, perdoe-me se pareço repetitivo, mas acredito que seja necessário.”

“Conheço o protocolo, doutor. Por favor, prossiga.”

“A influência do sistema binário aliada ao campo magnético peculiar que envolve Gibarian faz com que percamos contato com tudo o que penetra na atmosfera do planeta. Nenhum sinal, nada.”

“Foi para isso que vim, doutor. Minimizar o efeito Heisenberg, se possível eliminá-lo.”

“Estou familiarizado com sua teoria, Saviani e confesso que fiquei entusiasmado no início, quando os projetistas desenvolveram sua capsula de projeção… como se chama mesmo?”

“Einstein-Boeve.”

“Sim, exato. Não me entenda mal… É que estou aqui há tempo suficiente para duvidar do sucesso de algo tão… tão…”

“Simples? Bem, se o senhor estudou a teoria a fundo, sabe que falamos de uma duplicação molecular com transferência de consciência.”

“Sim, eu estudei a teoria a fundo. Mas não creio que isso será suficiente para controlarmos ao mesmo tempo a localização e a velocidade do que se transfere.”

“Como disse, foi essa a razão me trouxe a Ulisses.”

***

Elena dormia no sofá, diante da TV, enquanto o menino brincava no tapete.

Mesmo inconsciente, sentiu um aroma cítrico, provavelmente limão ou eucalipto. O odor era fresco e agradável, lembrando o passeio em uma floresta. Súbito, uma crise de tosse surgiu em seus devaneios. Deslocada, estranha. Elena levou alguns instantes para perceber. O despertar veio seguido de uma sensação de urgência. À sua frente o menino abanava os braços, o rosto contorcido num esgar de horror. Caubóis e indiozinhos de plástico estavam dispostos em círculo, caídos e pisoteados. Peças de roupa faziam as vezes de um relevo montanhoso. Copos e garrafas serviam de rochedos e pontes. Um vidro de xampu jazia tombado, sem tampa.

Elena tomou o filho nos braços. Meu Deus, não… Não… Abriu-lhe a boca, os dedos passando pela garganta. O menino tinha o rosto arroxeado, os olhos abertos ao máximo, e tentava em vão puxar o ar. Elena sentiu com a ponta do dedo indicador a tampa do xampu presa na faringe da criança. Não, não vou deixar, não vou deixar… No esforço para puxá-la acabou empurrando-a ainda mais. O menino tinha espasmos, tentando desesperadamente respirar. Meu filho, meu filhoNão, isso não vai acontecer, não vai acontecer de novo…

O pensamento a surpreendeu por uma fração de segundo, mas ela o ignorou. Abraçou Estevão pelas costas, as mãos entrelaçadas na boca do estômago do menino. Com vigor comprimiu-o repetidas vezes, na esperança de que o ar remanescente fizesse com que ele cuspisse a maldita tampa.

Um, dois, três… Um, dois, três. Estevão tinha o corpo retorcido, mas Elena insistiu. Um, dois, três. De novo. Entre lágrimas, percebeu quando ele expeliu o objeto. Em seguida, o menino vomitou, curvando-se em dor. Chorando, enxugou o nariz com a manga da blusa. Depois a contemplou. Tinha os olhos vermelhos. Atirou os pequenos braços em volta do pescoço da mãe, buscando o amparo redentor. Ele estava vivo. Vivo.

***

“Sei que não há como controlar as variações quânticas, doutor. Conversei pessoalmente com o professor De Vries, ainda na Terra, e ele me repassou os dados atualizados para a calibragem do equipamento.”

“Eu e o professor De Vries temos pensamentos divergentes sobre o que acontece em Gibarian. Quer dizer, sobre as consequências de um pouso…”

“Mas é exatamente esse o motivo para usarmos Einstein-Boeve! Fui encarregada de todo o projeto, sei do que estou falando. Sim, o senhor estudou o assunto, mas vamos recordar: eu serei encerrada na capsula, minhas moléculas serão copiadas, transferidas e rearranjadas na superfície de Gibarian.  Eu estarei segura aqui, mas ao mesmo tempo minha consciência estará projetada em uma versão exata de mim mesma.”

Kelvin observou o planeta alaranjado pela vigia, em silêncio. Saviani completou:

“Se alguma coisa der errado, e isso o senhor poderá avaliar pela medição de minha atividade cerebral, bastará administrar doses paulatinas de pernostal. Isso fará com que eu recobre a consciência, gradativamente.”

“Respeito muito o seu trabalho, Saviani, mas depois de tanto tempo estudando as peculiaridades de Gibarian, tenho dúvidas se realmente a transferência irá funcionar a contento. Meu receio é que…

Um momento de silêncio.

“Prossiga.”

“Repare nos sóis lá fora. Para mim, não são dois, mas um só.”

“Não compreendo, doutor. A mim parecem bastante nítidos.”

“Chama-se refração quântica. O sol é o mesmo, só que visto de épocas distintas.”

“Conheço a teoria de Hawking-Sagan. Mas ela nunca foi comprovada.”

“Aí está a prova. Provocada pela dobra espaço-temporal que emana de Gibarian.”

A mulher balançou a cabeça em desaprovação.

“Saviani, sua projeção será enviada a uma realidade paralela, a outro tempo, a outro lugar. O campo magnético…”

“Doutor Kelvin, eu estarei aqui, por mais que minha consciência seja lançada à superfície de Gibarian. Se algo der errado, basta me despertar. A projeção se desintegrará automaticamente quando eu acordar aqui.”

“E se isso não funcionar? E se você não despertar?”

“Aumente a dose de pernostal.”

“O resultado pode ser catastrófico. Você poderá perder completamente a noção de realidade.”

“Estou ciente desse perigo, doutor. Mas os testes demonstraram que a possibilidade de algo dar errado, nesse sentido, é inferior a meio por cento.”

***

Elena observava Estevão aconchegado em seu colo. A textura de seus cabelos, as pequenas imperfeições de seu rosto de criança. A respiração compassada, profunda, de quem dorme sem culpa.

Era estranho perceber como a realidade pode lembrar um sonho, algo como viajar em um carro em alta velocidade. Tudo se afigura irreal, etéreo, como se não existisse de fato.

Havia evitado a morte do filho. A sensação que experimentava era de ter vencido um obstáculo magnífico. Agora mergulhava numa espécie de transe narcoléptico, ciente, no entanto, de que lhe fora concedida uma segunda chance.

***

Ao entrar na cápsula de projeção Saviani sabia o que iria experimentar. Seu código genético e toda sua estrutura molecular seriam transferidos para a superfície de Gibarian à velocidade da luz.

De acordo com os estudos que desenvolvera e publicara, isso bastaria para que fossem vencidas as condições inóspitas da atmosfera e do campo magnético do planeta, inclusive uma eventual dobra espaço-temporal. Uma vez concluída a transferência, seria possível, enfim, confirmar a existência de vida.

Percebeu quando Kelvin deixou-se convencer. O desejo que alimentava por tal constatação fez com que ele superasse, pelo menos naquele instante, a preocupação com a segurança de Saviani.

Ao vê-lo fechando a cápsula, refreou a vontade de cumprimentá-lo. Ele não sabia ainda, mas sua teoria estava correta. Saviani experimentaria, sem qualquer dúvida, uma realidade paralela. E se tudo funcionasse a contento, se as doses de pernostal fossem corretamente aplicadas, poderia mergulhar profundamente em sua própria história, quem sabe, repará-la.

***

Seria aquilo tudo o que os antigos tratavam por céu?

Elena riu de suas abstrações. Afinal, como temos certeza, de que estamos realmente vivos, de que tudo o que passamos não é, de fato, a criação de uma auto-realidade, um cenário que concebemos para nós mesmos?

Observou Estevão mais uma vez e abandonou esses pensamentos. O que importava era estar ali, naquele instante, protegendo-o de qualquer mal. À luz de dois sóis alaranjados que mergulhavam no horizonte, ela sorriu.

Estava feliz.

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49 comentários em “Gibarian (Gustavo Araujo)

  1. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Gente, que conto bonito! Não vou dizer nada, apenas obrigada pela leitura!

  2. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    A tigela do começo do conto é uma ótima ideia, são detalhes irônicos assim que fisgam o leitor no início do conto. A condução é com detalhes bem americanizados, torna o conto semelhante aos seriados de hollyood, em especial “Extant” de Spielberg. Aliás, todo o estilo do autor parece sentir a influência dos contistas americanos, como Tenessee Williams e Raymond Carver. O tipo do conto é o menos frequente, é uma espécie de “mini romance”, onde a ação ocorre em tempos e lugares descontínuos, separado em capítulos. Na verdade esses contos terminam sendo mais “líveis”, mais interessantes que os contos puros e diretos, principalmente no caso da ficção científica, e constituem 99% dos contos dos grandes, como Heinlein e Asimov. Além do mais, o toque de suspense é bem feito, como em um “thriller”.

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 10/10

    → Criatividade: 10/10 – Gostei muito do texto. Tirei um pontinho por se parecer muito com aquilo que eu penso ser o material de origem (os muitos filmes que estão saindo com o mesmo tom e mais ou menos a mesma temática)

    → Enredo: 10/10 – Conseguiu envolver, gostei muito! Provavelmente o maior mérito é da técnica, que tornou a leitura agradável e fluida.

    → Técnica: 10/10 – Do jeitinho que eu gosto. Perfeito.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Enquadra-se em ficção científica.

  4. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Achei bem escrito, mas não sei se entendi bem. A vida de Elena e Estevão era a nova realidade de Salviani? Por isso ela temia tanto pelo filho? Achei o conto interessante, mas acho que faltou mais emoção no meio do drama.

  5. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei o conto muito legal. Você conseguiu dividir a estória em dois núcleos que, aparentemente, não apresentavam ligação. Acho bacana essas teorias de realidades paralelas, isso me lembrou um filme do Jet Li chamado “O confronto”.

    A cena do pequeno Estevão engasgando foi realmente tensa. Para quem já presenciou uma pessoa engasgando e ficando roxa por falta de ar, sabe da emergência que é o caso.

    Boa sorte

  6. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Teoria Hawking-Sagan! Dois colossos da ciência moderna! O autor conquistou-me com esse conceito, ehehe!
    On topic: Gostei do conto. Mostra um bom nível de adequação ao desafio, bem como uma ótima atmosfera futurista. Os medos de estevão são bem caracterizados e Elena contribuí com uma boa noção de sentimento para a história, coisa que parece faltar em ambientes científicos como este. Mais pontos por causa disso.
    Outro aspecto de salientar é talvez o às vezes exagerado vocabulário “técnico” que pode causar no leitor alguma confusão. Tirando isso e este conto executaria o seu propósito na perfeição!

    Bem jogado! 8

  7. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Gibarian
    Marie Curie

    ஒ Habilidade & Talento: O texto está excelente, mostrando que o autor domina bem o português e a narrativa, tendo um estilo já pré-definido, e exercita bem a sua vocação.

    ண Criatividade: É como um quebra-cabeça. Sabemos disso ao constatar duas narrativas diferentes. É um jogo interessante, mas perigoso. Não conseguiu me convencer, infelizmente. Fora isso, o texto está muito bom. A história de Elena e Estevão tem vida própria. A outra, bem, é meio seca.

    ٩۶ Tema: Fiquei dividido. Ao mesmo tempo que sentimos um toque de ficção científica, percebemos que falta alguma coisa.

    இ Egocentrismo: A história não impressiona, mas o texto está muito bem escrito. Isso bastou para conquistar parte de minha admiração.

    Ω Final: A Habilidade e o Talento vão se casar! A Criatividade é a madrinha. E o Tema não sabe se vai poder comparecer ao casamento. O Egocentrismo, por fim, decidiu comparecer por causa do bufê.

  8. William de Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Bom de ler, tem o momento da quase morte da criança que é bem emocionante. E é bem bonito o final.

  9. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Gostei da maneira como desenvolveu a história, de como tratou a preocupação da mãe com o filho e seu profissionalismo e coragem no espaço, de como as realidades se mesclam. A leitura também é muito fluída e tranquila. Só acho que ficou muito terno, mesmo com a cena em que ele engasga, que deu uma acordada no conto.

  10. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    História bem contada mas parece-me que falta qualquer coisa, uma emoção… sei lá, e pareceu-me que o salvamento do filho não teve essa força. Está muito bem escrito, é uma boa trama, mas, faltou a chama, qualquer coisa para me agarrar. Gostei, foi bom de ler, mas, quem escreve assim, consegue chegar fazer textos de topo. Parabéns e desejo as maiores felicidades.

  11. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua escrita é boa e gostei da narrativa, ela me prendeu. Não reparei em erros de revisão.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Gostei da forma como o enredo foi conduzido, alternando entre duas tramas diferentes que ao final se conectaram de maneira interessante. A maneira como a personagem foi explorada também é interessante: é possível perceber nas entrelinhas o desequilíbrio dela.

    3 – Criatividade (3/3)

    Achei o conto criativo, tanto em sua forma quanto no tema escolhido e a maneira como decidiu abordá-lo.

  12. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Conto mui inteligente. Gostei muito da alternância entre as cenas. Deixou na medida certa o lado científico e o lado dos sentimentos humanos. Por ser complexo, foi difícil entender o enredo, mas nada que tenha deixado a desejar.

  13. Thales Soares
    7 de agosto de 2015

    Caramba, Marie Curie! Mas que habilidade para narrar uma noa história, ein!

    Seu conto, com certeza, se destacou entre os demais. Além da excelência na escrita, há esse charme no fato de duas narrativas estarem ocorrendo simultaneamente, em universos paralelos… um negócio que lembra um pouco o seriado Lost… mas que foi muitíssimo bem aplicado aqui!!!

    Bom, eu sempre costumo dizer que toda história nada mais é do que um diálogo com o leitor. A história se comunica com a gente, e por isso o gosto pessoal do leitor é MUITO importante na hora dele avaliar a história. A grande missão do escritor é fazer com que esse diálogo ocorra da forma mais fluida possível, e fazer com que seja um diálogo interessante, né (ninguém gosta de conversar com pessoas pouco interessantes e sem assunto, mesmo que elas falem bem). Dessa forma, às vezes, um conto que não me impressionou nadinha (que teve um diálogo fraco comigo), pode ter impressionado pra caramba outro leitor (tendo obtido um diálogo realmente emocionante com ele!). Isso depende, além do gosto pessoal do leitor, das experiências de vida dele. Às vezes, os assuntos propostos pelo texto podem ser assuntos que eu desconheço, que nunca teve influência nenhuma em minha vida, e que pra mim é totalmente inútil. Ou então, o assunto pode ser algo impactante para mim, que remete a algo de meu passado, me causando uma explosão de emoções a mais no momento em que estou executando a leitura.

    No meu caso específico, considere que ocorreu a segunda opção, Sim, seu diálogo foi impactante para mim. Sabe… minha ex-namorada tinha uma irmãzinha de 6 aninhos, uma garotinha linda, que eu amava profundamente como se fosse minha própria irmã. Certa vez, estávamos nós 3 na casa dos tios dela. Eu e minha ex estávamos conversando com os parentes na sala, no andar de baixo, enquanto a garotinha brincava com seu priminho no andar de cima, na sala de brinquedos. Em certo momento, não me lembro por que diabos, mas eu resolvi subir para ver se estava tudo ok com as crianças. No momento em que eu cheguei na sala de brinquedos…… cara….. que cena desesperadora! A garotinha, que eu amava muito naquela época, estava roxa, se asfixiando com alguma pecinha que havia engolido, lutando desesperadamente para conseguir respirar! Sim, eu fiquei desesperado. Mas eu sei me controlar em situações horríveis, e faço o máximo possível para ser útil no momento de pânico, e sempre deixo para desabar e cair em prantos no momento em que tudo estiver encerrado. Eu me esforcei ao máximo para fazer a garotinha expelir aquela peça que estava obstruindo sua respiração, de modo bastante semelhante ao da protagonista de sua história. A menina cuspiu, junto com uma tossida de sangue. Eu nunca fiquei tão aliviado na minha vida….. Se ela tivesse morrido nessa ocasião, eu certamente não aguentaria….. tenho certeza de que eu sairia da realidade, e procuraria desesperadamente por um universo paralelo no fundo da minha mente, onde eu tivesse conseguido salvar aquela criança que era tão importante para mim…

    Eu SEI exatamente o que Elena sentiu em sua história.
    Hoje eu não me importo em compartilhar essa experiência pois, no final, tudo deu certo! No caso da Elena…. bom…. pelo menos ela tem essa máquina de ficção científica para viver nesse outro universo, numa realidade onde as coisas deram certo pra ela também.

    Parabéns, ótimo conto!

  14. Mariza de Campos
    6 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei muito interessante o paralelo que você fez entre a Elena e a Saviani, que talvez sejam a mesma pessoa em realidades paralelas. Para Saviani, o que ela mais quer é descobrir a existência de vida em Gibarian, já para Elena, é poder viver tranquilamente com seu filho.
    Gostei mais da história da Elena, e entendi sua aflição enquanto se preocupava com a vida de seu filho e depois tentava salvá-lo. Já com a Saviani, gostei das conversas que ela teve com o outro doutor.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  15. Anderson Souza
    5 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Gostei muito. Criativo, bem escrito e narrado. No inicio me lembrou o filme Cloud Atlas. Parabéns!

  16. mariasantino1
    4 de agosto de 2015

    Olá, Marie Curie, a primeira mulher a receber um prêmio Nobel 😀

    Muito bom como você usou o exemplo de refração para falar de realidades. Apreciei as reflexões e comparações, e o lance da cápsula que me lembrou um filme antigo que meu irmão sempre assistia quando eu era criança (e eu morria de medo), “A Mosca”. Sabe o lance de teletransporte? Foi isso que me lembrou o filme (um puta filme, diga-se de passagem).
    O conto tem uma narrativa ágil (procurei na net o pernostal e não encontrei) e faz a leitura passar rapidinho. Também defendo a teoria de que um bom texto é aquele que permite mais de uma reflexão e, no meu entender, a Saviani e a Elena são a mesma pessoa, porém, a realidade é que é diferente. No entanto, quando há a incursão da Saviani na cápsula, então, como o próprio texto diz, ela mergulha na própria realidade e acaba interferindo nela (o salvamento do guri). Foi isso que peguei aqui.
    Os pontos negativos vão para ausência de naturalidade, em algumas passagens da conversa entre a Saviani e o Doutor. Faltou algo aí nessas explicações, porque, se ambos já sabem do que ocorre, parece que tudo é falado só para o leitor ficar ciente e, acho que funcionaria melhor mesclar mais o narrador onisciente ao diálogo.
    Alguns deslizes de nada: “Como disse, foi essa a razão (que) me trouxe a Ulisses.” … temer pela segurança (do) filho.
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Nota: 8

  17. Marcos Miasson
    4 de agosto de 2015

    Bom conto! Você tem uma boa narrativa, acredito que em um texto mais longo caia bem. Boa sorte!!!

  18. Phillip Klem
    4 de agosto de 2015

    Uma história encantadora e perspicaz, com uma escrita envolvente e bem elaborada. Duas realidades que convergem em uma conclusão nada mais que brilhante. É assim que eu vejo o seu conto.
    Seus personagens são donos de uma personalidade profunda. Pude sentir o desconforto de Kelvin com a viajem da Dra. Saviani, e também o constante temor de Elena pela segurança do filho. Aquele medo familiar que todos nós experimentamos quando amamos alguém tão perfeita e intensamente que não nos julgamos dignos de tal alegria, e passamos a temer que ela nos seja tirada pela providência divina.
    Duvido que Elena saiba que ela é apenas personagem de um conto, num desafio literário de uma realidade qualquer. Ela é quase real.
    Meus parabéns por sua criatividade singular e por seu estilo e talento na escrita. Mais que uma boa história, um bom conto é capaz de expressar e despertar emoções naqueles que o leem, e você conseguiu isso.
    Boa sorte amigo, e nunca pare de escrever.

  19. Piscies
    4 de agosto de 2015

    Uau. Esse conto mexeu comigo. MUITO interessante. MUITO original. E MUITO comovente. Escrita impecável, enredo envolvente e inovador, uma narrativa sublime.

    Por mim, o ganhador deste desafio está aqui.

    NOTA: Você me fez ir ao google para tentar encontrar todas aquelas teorias sobre as quais Elena falava com tanta veemência. Quando li a Teoria da Refração Quântica de Hawking-Sagan, pensei “O QUE? EXISTE UMA TEORIA HAWKING-SAGAN”? rs rs rs. Parabéns.

  20. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Não entendi direito a missao da mulher, nem o pq da vida paralela…
    mas tudo bem, este tipo de historia requer conhecimentos básicos, creio eu..quem tá mais acostumado a este tipo de ficção pode curtir melhor.
    Me intrigou o porquê de tanta morte e trauma na familia da protagonista? tem a ver com a missão dela? não pesquei significado algum.

    O texto está bem escrito vc tem habilidade e acredito já estar familiarizado com o site, sinto uma voz familiar, embora nao a reconheça…kkk

    Boa sorte!
    Abraço

  21. Evandro Furtado
    3 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – duas em uma, ou uma em duas, de um complexidade inigualável;
    Personagens – 10/10 – múltiplos e únicos, seria possível?;
    Entretenimento – 10/10 – apesar de longo, o texto me prendeu do início ao fim, a alternância constante auxiliou;
    Estética – 10/10 – uma narrativa em terceira pessoa recheada de diálogos, com uma linguagem poética digna de um parabéns.

  22. Pedro Teixeira
    3 de agosto de 2015

    Olá autor(a)! Muito bom conto. A ambientação é excelente, bem como a construção dos personagens. A estória também é ótima. Adivinhei o fim lá pela metade, mas é algo que não chegou a prejudicar a ótima leitura. Parabéns!

  23. catarinacunha2015
    2 de agosto de 2015

    TÍTULO. No começo achei que era o nome do filho. Viajei.
    TEMA. Nada de novo depois de MATRIX.
    FLUXO. Frases bem arquitetadas e vocabulário bom. A falta de ineditismo foi salva pela narrativa estilosa.
    TRAMA morninha, mas com emoção de mãe.
    FINAL competente. Respeitosa com o leitor, não precisou dar muitas explicações.

  24. Tiago Volpato
    1 de agosto de 2015

    O conto é inegavelmente muito bem escrito, você já está num nível de domínio da escrita. Os elementos da história estão muito bem encaixados. Eu não gostei muito do enredo, pra mim ele não foi tão interessante. As partes do Estevão também não curti muito, mas é do meu gosto, eu já vi muitas histórias do tipo, então já não me agradam mais.
    Ainda assim o seu conto está num nível elevado, muito bem construido e conduzido. Parabéns.

  25. Felipe Moreira
    30 de julho de 2015

    Caramba, Elena é uma personagem forte, realmente impactante. Gostei muito do texto. Sem dúvida um dos melhores do desafio. Tem um conteúdo carregado, uma história encaixada e com uma pegada de narrativa que eu gosto.

    O final é doce. Junto com outro conto aqui, tem o final mais humano que pude ler.

    Parabéns pelo ótimo trabalho e boa sorte no desafio.

  26. Andre Luiz
    28 de julho de 2015

    Bem, eu apreciei a questão da duplicação de matéria(quase que como um teletransporte-clonado) além da superproteção de Elena por Estevão. Contudo, sinto que faltou algo na trama que a tornasse mais interessante. Talvez porque, de início, pareceu tudo muito confuso, não sei… O fato é que eu não consegui captar a correlação entre Saviani e seu projeto com Elena… Estaria Helena em Gibarian? Boa sorte!

  27. Lucas Rezende
    28 de julho de 2015

    Olá,
    Interessante a ambientação, diferente dos futuros catastróficos de costume. O drama da mãe com seu filho contrasta demais com a preocupação dos cientistas em busca de vida em outro planeta. E questiona a importância das coisas onde de um lado estão questionamentos antigos e do outro a vida e o amor ao próximo.
    A proposta do conto é válida, mas foi desenvolvida de forma um pouco confusa.
    Acho que ficou muito vago e realmente confusa a separação dos dois núcloes da história.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Leonardo Jardim
    28 de julho de 2015

    ♒ Trama: (4/5) muito legal. Em algum momento eu percebi que era a mesma pessoa em realidades diferentes, mas o final ainda teve uma dose de surpresa e estranheza: a parte com o filho foi uma realidade que ela criou onde conseguia evitar a morte do filho?

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, sem erros e narrando com eficiência. A troca de locais funcionou bem e as imagens criadas foram bem visualizadas.

    ➵ Tema: (2/2) viagem espacial e no espaço-tempo (✔).

    ☀ Criatividade: (3/3) muito criativo o método utilizado e, mais ainda, o impacto dele.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto e fiquei satisfeito com os encaixes da trama, mas não senti tanto a emoção da mãe ao salvar o filho e a felicidade dela no final. Não sei bem o motivo, já que costumo ter forte empatia com crianças, mas nesse texto não funcionou comigo…

    Encontrei só esse problema:
    ● Afinal, como temos certeza *sem vírgula* de que estamos realmente vivos

  29. Angelo Dias
    27 de julho de 2015

    O conto é interessante e a ideia de diferença temporal é boa. Gostei.

  30. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-8

  31. Davenir da Silveira Viganon
    23 de julho de 2015

    Para mim ficou confuso qual a relação dos personagens com o planeta. Teorias que são mencionadas no decorrer do conto estão além do meu conhecimento. Eu não consegui entender os elementos de ficção científica da história. Acho que a tua ficção científica ficou muito “hard” pra mim.

  32. Leonardo Stockler
    23 de julho de 2015

    É incrível o que você conseguiu fazer dentro do limite de 2 mil palavras. Delicadamente escrito, num ritmo perfeito. Uma atenção nítida para aquilo que deve ser colocado no texto, a dose certa de cada elemento. Lembrou-me Solaris, outra belíssima obra. Parabéns!

  33. Alan Machado de Almeida
    21 de julho de 2015

    O texto precisa de uma revisão aqui e acolá para corrigir pequenas falhas de falta de revisão, mas no geral foi uma ótima história sci-fi. Merece um 8.

  34. Renan Bernardo
    20 de julho de 2015

    Parabéns, Marie Curie! Gostei muito! Lembrou um pouco a minha própria história publicada aqui (“Defeito na Cama Gelada”). Confesso que me senti idiota de não ter percebido antes que Elena estava em Gibarian, mas foi bom porque me surpreendi com o final. Definitivamente foi um dos melhores que li aqui nesse desafio.

  35. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Bom argumento, referencias perfeitas, e um final que explica tudo. Quem dera pudéssemos ter uma segunda chance! Parabéns e boa sorte.

  36. Cácia Leal
    17 de julho de 2015

    Excelente conto. Muito bom! O autor sabe dominar a técnica da escrita com perfeição. Não encontrei erros. A trama muito bem elaborada, bem desenvolvida, fruto de uma criatividade excepcional! E seguindo a ideia dentro do tema. Perfeito.

  37. Jefferson Lemos
    17 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Ótimo conto! Gostei bastante do que li aqui. A técnica, a narração, a trama… tudo se encaixou perfeitamente. A variação das histórias, essa troca de uma para outra, funcionou muito bem. Foi apresentando duas histórias e nos dando o entendimento conforme a trama avançava. No final, apesar de eu já ter descoberto em algum momento da leitura, o desenrolar foi muito satisfatório.

    A cena do engasgo foi uma das melhores. Deu pra sentir a angústia. Assim como a cena final também. A descrição fechou muito bem.

    Um conto bem acima da média.

    Parabéns e boa sorte!

  38. Marcel Beliene
    15 de julho de 2015

    Excelente conto, excelente! O que mais gostei foi esse paralelo que você fez entre o ambiente doméstico e profissional (e que profissão!), sem contar que você deu uma aula de astronomia aqui; mas, ao mesmo tempo que lidava com assuntos mirabolantes, como viagens interplanetárias, você adaptou-se à realidade doméstica, como no caso do incidente com o menino. Parabéns!

  39. Claudia Roberta Angst
    15 de julho de 2015

    Interessante o seu conto. A parte da Dra.Saviani foi um pouco menos empolgante, mas necessária para se entender as realidades paralelas. Que agonia ao ler a passagem do menino engasgado, sufocando com a tampa do xampu. Ainda bem que Elena pôde reparar esse lapso do destino.
    O conto está bem escrito e não encontrei erros. Na verdade, não os procurei, pois estava entretida com a leitura. O tema FC está aí, bem desenvolvido, em paralelo à trama da mãe com o filho.
    Pois é, gostei de ler o seu texto. Boa sorte.

  40. Fabio Baptista
    15 de julho de 2015

    Bom conto!

    Muito provavelmente não entendi muito bem todas as nuances, mas o que entendi (ou acho que entendi) cumpriu o objetivo de compor uma trama complexa (no bom sentido) e agradável de se acompanhar/desvendar.

    A escrita está ótima e a parte em que o menino se sufoca é de (trocadilho infame à vista:) tirar o fôlego.

    Gostei!

    NOTA: 8

  41. Rogério Germani
    14 de julho de 2015

    Olá, Marie!

    Parabéns pelo conhecimento científico e por belas passagens literárias! A trama comove no que diz respeito ao amor materno.
    Só não curto quando, numa estória curta, o autor mescla duas tramas no mesmo enredo. Já disse em outros contos lidos aqui no desafio e repito: refrear a leitura a cada troca de ambientação não é nada agradável num conto pequeno.

    Boa sorte no desafio!

  42. Pedro Coelho
    14 de julho de 2015

    A leitura é gostosa, o conto flui bem, e tem um detalhismo bem interessante, que não se torna maçante. O final foi bem interessante. Meio existencialista. Ao decorrer do conto me lembrou Matrix, não sei porque. Algumas partes ficaram um pouco estranhas, como a cena do engasgamento. Mas no geral foi um bom conto.

  43. Brian Oliveira Lancaster
    14 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Fascinante. O conceito de exploração e a atmosfera criada entre as histórias foi fantástica. >> 10.
    G: Gostei, e muito. As divisões foram certeiras, o enredo melancólico envolvente e toda a construção do clima final foi brilhante, ao unir as duas histórias distintas. >> 10.
    U: Escrita leve, fluente e agradável. Notei apenas uma frase estranha (“Como disse, foi essa a razão me trouxe a Ulisses.”) – acho que faltou um “que” aqui, mas não estraga a grandiosa experiência. >> 9.
    A: Um clima diferenciado, unindo cotidiano à colônia espacial, com termos técnicos conhecidos (e desconhecidos). A maioria foi bem explicada no decorrer do contexto, mas talvez nem todos entendam alguns termos (eu tive que pesquisar alguns). >> 10.

    Nota Final: 10.

  44. José Marcos Costa
    14 de julho de 2015

    Eu sinceramente não aprecio este tipo de conto que narra um acontecimento, todavia não necessita de um meio ou um final. Ás vezes parece que vc tirou um capitulo de um livro e colou aqui. Eu até gostei da forma novelesca e romântica que você escreve, mas acredito que um conto de ficção científica precisa ter elementos um pouco mais fantásticos.

  45. kleberm2015
    14 de julho de 2015

    Bom conto.

    Se entendi direito, o(a) autor(a) fez um contraponto entre duas situações, retratando-as como se fossem realidades paralelas. Criativo.
    Apenas não consegui compreender corretamente as ligações entre as duas narrativas paralelas.

    Mas, no geral está bem escrito.

  46. elicio santos
    14 de julho de 2015

    Tema: corresponde perfeitamente ao proposto pelo desafio.
    Enredo: Tratar de realidades paralelas é algo que exige conhecimento técnico sobre a teoria e habilidade semântica; características bem trabalhadas pelo autor.
    Técnica: A autora demonstra uma linguagem fluida e trabalha com maestria a abordagem narrativa pelo ponto de vista da personagem Elena e pelo do narrador impessoal onisciente.
    Narrativa: atraente e clara. Passa um gosto de “quero mais” ao leitor em cada parágrafo e conclui a história enfatizando o fluxo de consciência da protagonista, raiz do conflito principal da trama que aborda o trauma de Elena quanto à morte do seu filho. Parabéns e boa sorte!

  47. Rubem Cabral
    14 de julho de 2015

    Olá, Madame Curie.

    Um conselho: cuidado com produtos radioativos!

    Então, gostei muito do conto! É uma pena que o limite de 2000 palavras não permitiu mais; adoraria ler uma versão mais completa da história.

    Gostei do drama de Elena. Lá pelo meio, quando ela salva o filho e começou o papo sobre “princípio da incerteza” e universos paralelos, comecei a adivinhar o desfecho, mas quem disse que o final tem que ser surpresa, não? De qq forma, houve um certo plot twist ao insinuar a morte do Estevão e não realizá-la, pois o evento acontecia no “futuro” e não no passado! Isso eu achei realmente muito bom.

    (Pelo que entendi a Elena-cópia estava vivendo em Gibarian sem memórias precisas de sua vida anterior, não? O que não compreendi bem foi como Gibarian funcionou como uma segunda Terra ao invés de ser apenas um portal para o universo paralelo, talvez ficasse mais interessante se Elena voltasse à Terra paralela e não permanecesse simplesmente em Gibarian. Outro ponto que me encucou foi: a nova realidade irá abaixo quando Elena for “trazida” de volta ao seu corpo?)

    Algumas referências lembraram-me alguns dos meus livros preferidos de FC: Solaris e Duna.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    P.S.: a imagem escolhida tem 3 sóis e não 2.

  48. Daniel I. Dutra
    14 de julho de 2015

    Pessoalmente não curto contos de FC muito científicos ( ou que tentam soar “científicos” demais). A palavra “quântico” me causa arrepios. Mas neste conto a história foi contada com delicadeza e bom ritmo.

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Informação

Publicado às 13 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .