EntreContos

Literatura que desafia.

Hoje é 23 (Bia Machado)

dad-and-son

“Sua participação é muito importante para nós. Por favor, avalie nosso sistema para que possamos melhorar cada vez mais sua experiência de entretenimento com nossa marca”, solicitou a voz metálica da atendente virtual.

Entretenimento? Não era bem essa palavra que podia aplicar com relação ao seu uso do sistema da GraphicLife, uma marca que ele tinha ajudado a construir.

Um, qualidade dos gráficos. Dez. Sua parte na coisa toda. Ninguém podia negar: tudo estava perfeito. E, ironia, agora ele sabia o quanto tudo tinha sido tão importante. Dois, funcionalidade. Ou a experiência em si, todos os comandos em perfeito funcionamento. Dez, claro. Nada “bugado”, a expressão que Celo costumava usar, tudo funcionando com a perfeição de sempre. O cara era mesmo fera em Programação DTech-432. Como não seria? Podia se lembrar do irmão ainda criança. Podia se lembrar dele mesmo, aliás. Mesma idade, mesmo rosto, mas sonhos tão diferentes!

Marcelo se sentia um deus, um mágico, capaz de conseguir os poderes necessários para chegar onde queria. Já ele não pensava em nada disso. Queria criar, em uma realidade virtual, os cenários mais bonitos que os da própria vida real. Mas aquilo não era querer ser um deus? Um mágico? Talvez, mas Daniel era inseguro. Criava os cenários, mas quem dava vida ao ambiente virtual por meio de códigos era o irmão. O “sopro” de vida, se assim pudesse ser dito, era de Celo. Deus, se é que havia mesmo um, nunca deve ter experimentado a sensação de não saber se o que tinha criado ia mesmo funcionar, se ia dar certo ou não. Às vezes invejava a confiança do irmão para quase tudo, senão tudo.

“É claro que não ia funcionar. Esqueci de configurar o código 9, como queria que desse certo? Agora, Dani, agora sim! Pronto pra ver o programa rodar?” Marcelo era sempre daquele jeito: otimismo e certeza de que conseguiria seu objetivo. Um erro nada mais era do que um pequeno obstáculo que seria transposto.

Terceiro item, áudio, qualidade do som e da trilha sonora. A parte da Paula. Que tinha sido dela. Algo que ele mesmo poderia ter feito, ou até o Marcelo, mas ela era mais sensível, de uma forma que os dois jamais seriam. Além disso, tinha estudado para entender de música, tendo composto toda a playlist disponível no GraphicLife. E, como se tivesse previsto a fatalidade, eram inúmeras composições, centenas, de diversos ritmos. Cada música era especial para ela. Dani, porém, tinha a preferida entre todas, que também era a preferida de Thiago. E só por essa música seria dez. Sempre.

Enviou o questionário e foi ao quarto de Thiago. O semblante do filho era tranquilo, como sempre. A enfermeira ginoide estava sentada na cadeira ao lado, toda a atenção no garoto. Perguntou a Daniel se queria que ela saísse e ele avisou que não ainda, que esperasse mais um pouco. Tinha algo a fazer antes de voltar para passar um tempo com o filho naquela data, tão especial.

Chamou o irmão por videoconferência.

─ Oi, Dani!

─ Oi, Celo, atrapalho? Se estiver em uma reunião, eu…

─ Não, Dani, tenho todo o tempo. Eu sempre deixo esse dia sem qualquer compromisso.

Marcelo quase confessou ao irmão que sim, que na verdade havia um compromisso, o único, que sempre estaria marcado.

─ Sabe que dia é hoje, não sabe?

─ Claro que sei, Daniel. Vinte e três de julho. O aniversário da Paula. Não tem como esquecer. Ela pediu pra gente prometer que nunca nos lembraríamos do dia da morte dela.

─ É. E pediu pra gente lembrar sempre do dia do aniversário dela.

─ Hoje ela completaria… ─ Marcelo tentou fazer as contas. Mas mesmo em se tratando de Paula não conseguia lembrar com exatidão a idade. Coisa que o irmão com certeza jamais esqueceria. De certa forma sentia ciúmes de Dani por causa daquela habilidade. Mesmo tendo amado Paula, não tinha sido capaz de guardar aqueles detalhes. E aquilo o angustiava. Queria se lembrar, com toda a exatidão possível, de todos os momentos ao lado dela. Se não fosse pela imagem que tinha guardado da mulher, o único momento em que Paula tinha permitido que ele gravasse um instante dos dois, era provável que não conseguisse se lembrar de todos os traços de seu rosto, do som de sua voz.

─ Vinte e nove ─ informou Daniel, sabendo o quanto era difícil para Marcelo gravar datas.

─ Ela se foi muito nova. E Thiago, como ele está?

─ Na mesma. Ainda. Estável, como tem sido há um bom tempo. E pelo o que dizem os médicos, isso pode durar muito tempo ainda, não se sabe quanto. Entende a necessidade do que te pedi?

Os dois ficaram em silêncio. Daniel, esperando que Marcelo respondesse à pergunta falando algo positivo sobre o pedido feito há alguns meses. O irmão, ciente da espera de Dani, tentava de alguma forma adiar a resposta, que não era a que ele desejava dar. Depois de intermináveis segundos, Marcelo tomou coragem.

─ Desculpe, Dani. Não deu. Eu não consegui. Tentei muito, todos os dias, mas não consegui criar o comando…

─ Eu já esperava por isso ─ interrompeu Daniel, em um tom estranho. ─ Você não conseguiria, não é? Isso você não conseguiria.

─ Como assim, Daniel?

─ Você não criaria algo que fizesse com que eu ao menos conseguisse me encontrar com Paula de novo, eu e Thiago, não é mesmo?

─ Dani…

─ Eu sei de tudo! ─ dessa vez Daniel gritou, parecendo explodir, fazendo com que Marcelo se espantasse com algo que era tão incomum. ─ Sei que tiveram um caso. Não negue, irmão, não adianta negar! Como eu sei? Resolvi mexer nos arquivos dela. Rever algumas coisas… Achei um vídeo de vocês dois. Mas eu sabia bem antes disso que você sentia alguma coisa por ela. E com certeza não me perdoa por ter sido o escolhido. Foi a mim que ela escolheu, apesar de tudo. O sonhador, aquele que nunca seria melhor que você, Marcelo. Mesmo assim, ela me escolheu.

Marcelo ficou mudo, não ia tentar se defender.

─ Então a resposta é não, é isso?

─ Eu não consegui, mas você, acredite ou não… Eu tentei, Dani. Juro que tentei, por você, pelo meu sobrinho e por mim também. Também queria ver a imagem dela mais uma vez, falar com Paula uma vez mais que fosse, mas reproduzir alguém que está morto, da forma como queremos, ainda não é possível. Poderíamos programar um androide, qualquer coisa do tipo, mas não seria ela, seria algo artificial. Não concordamos que havia um limite, uma linha da qual não conseguiríamos ultrapassar, por mais que quiséssemos?

Daniel balançou a cabeça de forma positiva. Era apenas isso que queria, a mesma Paula, nem que fosse dentro do GraphicLife.

─ Desculpa, Dani, por tudo. Não só por isso, mas por ter sido um fraco, por ter traído você, meu irmão. Você tem o Thiago. Nós temos. Lute por ele. Se precisar de todo o dinheiro da GraphicLife pra ele, pode ter certeza… Conte comigo. Pensei que além de irmãos e sócios na empresa fôssemos mais, fôssemos amigos. Você ainda é meu único amigo.

Daniel sabia, sabia que Marcelo estava sendo sincero. Não adiantava sentir ódio dele, não conseguiria, se quisesse. Não resolveria nada. O irmão estava certo. Já tinha tentado, por um bom tempo, entender o que tinha acontecido entre seu irmão e sua mulher. De nada adiantava aquilo tudo agora.

Sorriu de uma forma dolorosa.

─ No final, se existe Deus, não chegaremos a um décimo do que ele é, não é isso? Obrigado, Celo. Vou nessa, eu… Me perdoe também. Eu te amo, irmão, pode ter certeza de que ainda somos amigos ─ e sem ver a resposta do outro, encerrou a videoconferência. Agora só queria estar com Thiago. Precisava estar com ele.

Quando voltou ao quarto, pediu que a enfermeira saísse. Quando ficaram sozinhos, olhou para o filho em coma, os tubos que o ajudavam a respirar. Havia, sim, um leve movimento por baixo das pálpebras. O que ele estaria sonhando? O que estaria vivendo dentro daquele sono constante? Ele só desejava que o filho estivesse vivendo os melhores sonhos.

Abriu o armário e pegou os dois simuladores. Colocou um deles em Thiago, da forma mais delicada possível, apenas para que ficasse firme em suas têmporas. Colocou o seu, sentando-se na poltrona. Antes de ligar os comandos segurou a mão do filho. Gostava de ter o contato físico com ele durante o período de simulação. Não precisava ajustar nada, pois o cenário e a música de fundo eram sempre os mesmos. Em segundos, estaria no local preferido dos dois. E um dia eles teriam outro local preferido, era o que Daniel sempre desejava para o futuro deles. O futuro seria melhor do que dentro daquela simulação da GraphicLife.

Um fim de tarde em um campo aberto, com muitas plantas e flores, quase sem fim, ouvindo “Lullaby”, a música que Paula tinha composto para Thiago quando ele ainda estava na barriga da mãe.

─ Pai!

O menino se levantou em meio às plantas assim que avistou Daniel.

─ Filho! Demorei?

─ Pensei que não viesse mais. Estava com saudades! Parece que faz tempo que você não vem.

Daniel se deitou em meio à imensidão esverdeada, o menino aninhou-se ao seu lado e ambos ficaram observando o céu infinito.

─ Eu gosto daqui, pai. Você me disse que eu precisava ficar nesse lugar e que aqui era o melhor lugar por enquanto.

─ Sim, eu disse. Você tem boa memória.

─ É, mas… Tô com saudades da mamãe. Tenho saudades de você também, mas você sempre vem.

─ Eu também, filho.

─ Também o quê? – Thiago pareceu confuso, sem entender a resposta do pai.

─ Também gosto daqui. E também estou com saudades da sua mãe.

─ Ela vai demorar muito pra voltar? Ela não gosta mais de mim?

Daniel olhou para o filho. O garoto era a cópia da mãe e se emocionava cada vez que olhava seus traços tão fortes. Só conseguiu sorrir por uns instantes, antes de responder.

─ Ela te ama, filho. E sua mãe estará sempre aqui. Sempre. Ela nunca nos deixaria.

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116 comentários em “Hoje é 23 (Bia Machado)

  1. Thata Pereira
    17 de agosto de 2015

    Você lê o conto e pensa: poxa, eu poderia ter participado desse desafio, não ia ser tão difícil assim ler FC rsrs’ (Mas escrever…).

    Autoria revelada, então: gostei muito do conto, Bia. Ele é muito agradável de ler, como a música “Amanhã é 23” é agradável de ouvir. Eu não gosto de FC, fato. Mas creio que o pessoal que gosta deve ter sentido falta de um pouco mais de informações, pois o foco está nos sentimentos que rodeiam as relações apresentadas. Mas, na verdade, foi exatamente isso que eu gostei no conto e o que tornou ele confortável e gostoso de ler para mim.

    Parabéns!

    • Bia Machado
      17 de agosto de 2015

      Isso mesmo, Thata, o foco é nas personagens. Uma das vertentes da FC é a FC soft, que tem essa característica, o drama das personagens tem um foco maior. Obrigada pela leitura! ;D

  2. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    O conto é bem escrito, trouxe a temática da realidade simulada que outros contos já trouxeram, porém abordou com um diferencial legal, pois colocou um romance seguido de discussão no meio e isso deixou ainda mais atrativo o texto.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada, William, pela devolutiva!

  3. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei bonita essa relação entre irmãos mostrada no conto. A amizade entre eles acima de tudo; o arrependimento de Marcelo e o perdão de Daniel. O amor do pai por um filho e sua dedicação. O conto, em si, achei um pouco “fraco”. Faltou algo para empolgar, talvez explorar mais a parte tecnológica e menos os dramas familiares.

    Gostei da presença de uma ginoide. Mais um conto com ginoides no desafio 😉

    Boa sorte

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, Renato, grata pelo comentário. Realmente, acabei pendendo mais para o drama do que para a FC. As ideias que tive antes desse foram bem mais para o lado da FC, mas não caberiam em 2000 palavras, acabei desistindo. Mas foi um bom exercício. 😉

  4. Thales Soares
    11 de agosto de 2015

    Tomorrow Is Later, você escreve muito bem. A narração está fluida, e o leitor é bem conduzido até o final do texto. Parabéns.

    Bom… a história não me chamou muito atenção. Porém, a escrita foi capaz de me prender até o final. Achei que as personagens ficaram meio rasas… e as situações propostas na história (de traição e o conflito dos irmãos) ficou meio estilo novela mexicana… Sei lá, eu não consegui me conectar. Talvez seja por gosto pessoal mesmo.

    O final achei ruim! Estou detestando esses contos que possuem finais inconclusivos e sem nenhuma surpresa para o leitor. Pelo menos, a parte sentimental envolvendo o filho me pareceu mais bem construída, e nessa eu consegui me envolver mais. Mas mesmo assim, eu esperava por uma conclusão melhor para a obra…

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Thales, obrigada pelos apontamentos. Só vou discordar de uma coisa: quanto ao final. E não apenas com relação ao final do meu conto, mas pegando a coisa em linhas gerais: não é legal você classificar um final de conto como ruim, por achá-lo inconclusivo ou sem nenhuma surpresa para o leitor. Você pode discordar do final, mas não achá-lo ruim. Achar algo ruim de acordo com os seus preceitos é classificar mal o trabalho de outra pessoa. De um final inconclusivo cada um tira suas próprias conclusões, teve gente que imaginou que em breve o garoto pode sair daquele estado. Teve gente, como eu mesma, que já deu como certo a irreversibilidade. Você pode achar que um final é incoerente com o restante do texto (o que não acontece no caso do meu conto, tenho plena certeza disso) e explicar o porquê. Pode dizer que pareceu estranho, pode dizer que não gostou, e explicar o motivo, pode dizer que achou fraco etc… Mas dizer que é ruim, para alguém que está comentando uma obra escrita por outra pessoa soa como falta de respeito. Já peguei muito texto ruim pra revisar e fazer leitura crítica, mas nunca, nunca mesmo, cheguei para o autor e disse que estava ruim. Sempre apontei o que podia ser melhorado e opinei de outra forma. Nunca mostrei ter detestado qualquer texto que eu revisei. Enfim, te dou os parabéns pela qualidade dos seus comentários ter crescido tanto, de ter levado a sério e ido até o final, apesar de tudo, mas reflita em como colocar sua opinião quando for analisar o que outra pessoa produziu… Desculpe se pareceu grosseiro, mas espero que você pense a respeito disso, parece bobeira, mas não é.

      • Thales Soares
        16 de agosto de 2015

        Bia, eu peço desculpas se te ofendi. Eu não pretendia causar uma sensação assim, em nenhum dos meus comentários. Confesso que tentei tomar o maximo de cuidado possível para evitar esse tipo de coisa… mas sabe como é né… comentar 55 contos em cima da hora não é fácil pra ninguém :/. O seu foi um dos últimos que li e comentei… então era mais provável que eu cometesse um deslize como esse.

        Eu queria que vc levasse em conta que eu não sou um profissional nessa area, nem um crítico de verdade eu sou. Sou apenas um cara normal, cuja verdadeira profissão não tem absolutamente nada a ver com literatura (sou professor de matemática).

        “Ruim” foi apenas uma palavra equivocada que utilizei por falta de outra, que não me veio em mente de imediato pois eu estava já esgotado, e sem conseguir pensar direito. O que eu quis dizer não foi “Seu final ficou uma bosta!”. Não! Jamais! Já disseram coisas piores para mim em desafios anteriores kkkkk. Mas eu nunca diria isso (não intencionalmente) para ninguém! O que eu quis dizer foi apenas “seu final não me surpreendeu, pois não atendeu aos meus gostos pessoais”. Ponto. Nada mais que isso.

        Peço mil perdões se eu agi como um bárbaro ao comentar o seu conto. Desculpe pelo mal entendido, eu não costumo ser esse tipo de pessoa. Esse caso foi apenas uma péssima escolha de palavras da minha parte.

      • Bia Machado
        16 de agosto de 2015

        Sei que não é fácil mesmo correr pra comentar tudo de uma vez só, também tenho passado por isso, infelizmente. E sei da sua falta de experiência, só quis mesmo te dar um toque. Deu pra perceber que não foi sua intenção. E mesmo quem tem experiência, muitas vezes diz coisas sem necessidade. Eu mesma, acho que no desafio pecados capitais comentei de forma bem leviana em um dos contos que tinha muitos, muitos, muitos erros. Não disse que era ruim, mas acho que abusei da soberba e depois o cara até desistiu de continuar, talvez até por minha causa… Voltei lá pra me desculpar, mas o estrago já estava feito… =\ Só o que quero dizer é que a gente deve se policiar nessa questão, até porque um comentário por escrito pode causar mal entendidos, já que a pessoa não está ali naquele momento pra se desculpar, pra explicar… Muito obrigada por responder, e você é professor de matemática? Que idade você tem, guri? Eu vejo tua foto e penso num guri de 18 anos, no máximo, hahahahah

      • Thales Soares
        16 de agosto de 2015

        As pessoas me vêem pessoalmente e pensam que eu tenho 15 anos de idade. Sempre é um choque quando eu revelo que tenho 25…… Kkkk

        Enfim… Uma vez o Rubem comentou um conto meu, em algum desafio anterior. Ele foi curto e grosso, e basicamente disse que td que eu havia feito estava horrível. Não me lembro exatamente o que ele disse, mas sei que eu fiquei com a mesma sensação que vc ficou ao ler meu comentário. A diferença é que você já é uma super escritora, e eu na época era um super amador. Então aquilo me desanimou pra caramba, e eu nem voltei a aparecer no desafio seguinte. Assim como vc fez aqui, eu expliquei ao Rubem, delicadamente e com muita educação, o que eu senti, e disse algo muito semelhante a essa sua resposta ao meu comentário inicial. Só que eu fiz tudo isso em off, pelo inbox do facebook. O Rubem leu, não me respondeu. Um tempo depois ele me deletou como amigo do facebook.

        Conclusão: eu realmente fiquei muito feliz com o Rubem pois, nos desafios futuros, ele mudou completamente a forma de comentar os contos. Ele passou a ser mais delicado e ao mesmo tempo mais critico. Achei isso ótimo, pois significou que ele pensou no que eu disse. Hoje eu sou super fã do cara, e não guardo nenhum ressentimento dele. Ele até citou em algum comentário por ai que gostou mto do meu conto, e isso me deixou bem contente.

      • Bia Machado
        16 de agosto de 2015

        Super escritora, eu? Há controvérsias, rs. Olha, se a gente fosse amigo no Facebook eu teria ido lá, em off, pra te dizer isso tudo o que eu disse. Ou não, rs. Não sei, penso que o que escrevi aqui a respeito do seu “ruim” serve para qualquer um, foi meio que geral, e serve para inexperientes e experientes… Os experientes também são passíveis de erro, ninguém aqui é androide, se bem que o Rubem e o Felipe Holloway até que… =P

      • rubemcabral
        17 de agosto de 2015

        Opa! Só para esclarecer: o meu comentário no desafio Faroeste foi o seguinte: “Indo meio contra a maré: não gostei da “mistureba” e não achei bem-escrito também. Há alguns momentos engraçados, feito os nomes dos bandidos, mas não “entrei na vibe” do conto. A propósito, achei estranho tratar “pégaso” como uma classe de animal fantástico, já que Pégaso era o nome de um cavalo alado, mas não de todos os cavalos alados.”. Não acho que fui grosso ou algo assim. Depois do Thales me dizer na inbox em quatro ou cinco textos enormes que eu era um “péssimo comentarista” e que “eu não possuia humildade”, eu respondi e resolvi que ele era imaturo e que não o queria me enchendo o inbox por qualquer besteira. Daí, dei “unfriend” nele.

      • Thales Soares
        17 de agosto de 2015

        Acho que a conclusão que podemos chegar a respeito de tudo isso é que, o processo de avaliar e comentar contos alheios é algo bem complicado. Muitas vezes, quando a um escritor produz uma obra literária, é como se ele estivesse dando a luz a um filho. E, logicamente, é doloroso ver alguém falando mal de um filho nosso, por mais que a pessoa queira ajudar e fornecer informações importantes para um melhor desenvolvimento desse filho. Dessa forma, compreendo que não seja algo recomendável você fornecer exclusivamente elogios nos comentários de um conto… mas é preciso ter muita cautela na hora de criticar e julgar um texto, por todo autor está roendo as unhas de tanta ansiedade aguardando o feed back de sua obra, e é meio desagradável esse autor ansioso topar somente com críticas duras e impiedosas. Às vezes, nem são críticas tão duras assim… porém, devido àquela adrenalina gerada pela alta expectativa e ansiedade por aceitação do conto (que a gente sempre acha que é perfeito, até surgirem as críticas kkkk), qualquer pequena pedrinha que nos atinge dá aquela sensação de que foi um caminhão nos atropelando! Sem contar que, como os comentários são feitos por escrito, isso abre margem para uma infinidade de interpretações diferentes. Nunca dá para saber exatamente o que a pessoa quis dizer com aquela frase ou porque utilizou aquela determinada palavra no comentário. Tudo isso eu acabei percebendo meio que por experiência própria. Neste caso, por exemplo, eu achei que não fui grosso nem nada ao comentar o conto da Bia. Porém, ela interpretou de uma forma diferente daquela que eu pensei. Então por isso eu te peço desculpas Bia, e respeito o seu ponto de vista.

        Rubem e Bia. eu observo vocês desde a primeira vez que eu participei de um desafio do Entre Contos. Sou super fã de vocês, e os admiro muito, de verdade!!! Desculpem se eu sou uma pessoa imatura… mas esta é minha opinião a respeito deste assunto, e eu precisava compartilha-la.

      • Thales Soares
        17 de agosto de 2015

        OBS: O Jef Lemos e o Gustavo são meus amigos no facebook. Sinceramente, eu não sei como eles ainda não me deram um “unfriend” ainda. É sério… eu encho bastante o saco deles em épocas de desafio kkkk. A Arnokinda e o FB tbm são meus amigos… mas eu não encho o saco deles. Acho que são só alguns que eu pego cisma kkkk

  5. Marcos Miasson
    11 de agosto de 2015

    Olá, tudo certo? Senti falta de mais explicações após os parágrafos de diálogo. Acredito que faltam pequenos pontos a ajustar, mas são detalhes pequenos. Bom conto! Bos sorte!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, Marcos! Obrigada pelo comentário! Sim, anotei aqui, para rever os diálogos e mais explicações fora deles, rs. Pode não parecer, mas cheguei quase ao limite imposto, aí vi que algumas coisas não ficaram legais da forma como poderiam… =)

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O título subverte a canção “Amanhã é 23”, da Paula Toller, que aliás é a personagem-ausente-principal do conto. A máquina que explora a mente remete ao projeto-piloto de Star Trek (não é do vosso tempo), em qeu seres alienígenas manipulam completamente a mente do Capitão Cristopher Pike. Como nos contos de H G Wells, vemos a ciência a serviço da magia e do impossível. É um tema fértil e foi muito bem conduzido pelo autor.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Bingo, Wilson! Ouvi essa canção quando estava começando a escrever o conto e ainda não tinha certo o nome da personagem e nem o título… Star Trek não é do meu tempo, mas era do meu pai e da minha avó, que me apresentaram a esse universo. H. G. Wells, me falta ler algo dele, sempre digo que vou ler e acabo não fazendo… Obrigada pelo comentário com essas referências legais! 😉

  7. Andre Luiz
    11 de agosto de 2015

    O fundo de sua narrativa é a ficção científica e (pelo que percebi) bastante focado na realidade virtual. Gostei da forma como você adaptou este tema ao contexto escolhido de saudade, solidão e amor. Você construiu uma história cativante e bastante bonita, escolhendo bem tanto o nome e pseudônimo quanto a própria imagem que ilustra o conto. Parabéns!

    • Andre Luiz
      11 de agosto de 2015

      Nota parcial: 8

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Valeu pelo comentário, Andre, e por ter gostado, bem como pela nota, bem maior do que eu pensei que conseguiria, rs. 😉

  8. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei do conto. Bem escrito, personagens interessantes, com defeitos e qualidades – como deve ser. Achei bacana o desenvolvimento, o clima meio “Caim X Abel”, com inveja pululando de parte a parte. Sim, é um pouco novelesco, especialmente o trecho em que se descobre a traição, mas o final, naquele universo onírico, traz o conto de volta aos eixos. Enfim, não é um texto de encher os olhos, mas é um trabalho competente.

    Nota: 7

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Gustavo! É, essa parte do diálogo foi a que me deu mais trabalho e a que mais me descontentou no resultado. Que bom que gostou do final, acho que foi o que mais gostei de escrever no texto, pelo menos como ele está agora. =)

  9. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Hoje é 23
    Tomorrow Is Later

    ஒ Habilidade & Talento: O texto não está ruim. Não mesmo. A narrativa é quase natural, creio que o autor logo chegará ao seu estilo, e o desenvolvimento do conto também não deixa a desejar. Claro, precisa melhorar, sempre se pode melhorar algo, mas não vamos desmerecer um bom trabalho! Talvez o talento também exista, haha.

    ண Criatividade: Quando analisamos esse enredo percebemos que ele não possui nada de extraordinário, tendo como foco a criação do cenário e dos personagens. O autor tenta, tenta com força, mas não consegue fazer um texto emocionante. Não vingou…

    ٩۶ Tema: Mais ou menos. A presença da realidade virtual é forte, mas isso não quer dizer que irá transformar o texto em ficção científica, principalmente quando o assunto principal do texto é um triângulo amoroso e suas consequências.

    இ Egocentrismo: Estaria mentindo se falasse que gostei. Mas não posso dizer que odiei. Acredito que fiquei no meio termo dessa vez.

    Ω Final: A Habilidade é boa, enquanto parece que o Talento existe, mas nada confirmado. A Criatividade tenta, mas morre na praia. O Tema fica no meio termo, assim como o Egocentrismo.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, Fabio, obrigada pelos apontamentos. Minha intenção é realmente sempre melhorar, mas não visando a ter um estilo, até porque eu já considero que tenho um. Se ler vários contos meus, vai perceber qual é, mas tenho pra mim que não é fácil. Em suma, gosto de escrever textos priorizando a construção das personagens, e a partir deles é que construo o enredo, que geralmente é conflituoso. Aí falar de talento já é outra coisa, não sei se o tenho. Espero que sim, ou se não, espero que um dia o tenha. Enquanto isso, continuo escrevendo. Quanto à criatividade, está falando por si, certo? Te garanto que não tentei fazer um texto emocionante. A parte do diálogo, inclusive, não ficou boa em minha opinião, por conta do tempo curto que eu tinha, mas escrevi o conto da forma como me veio à mente, não houve tempo pra ficar refletindo sobre se seria emocionante para os que leriam ou não. Deu trabalho? Deu. Não foi fácil escrever em poucas horas, em um dia em que havia outras coisas a fazer. Pode não ter vingado, mas foi o que escrevi.
      Sobre o tema: em minha concepção, é FC. Bem FC soft, mas é. O triângulo amoroso e suas consequências eram necessários, penso eu, por serem o conflito do conto. Poderia haver outro conflito? Claro, várias possibilidades. Eu escolhi esse conflito.

      Egocentrismo: Vou repetir aqui a dica que deixei para o Thales, de nunca dizer que odiou ou achou ruim um texto que outra pessoa escreveu. Isso denota falta de respeito pelo tempo do autor empenhado nessa tarefa de escrever, fora por outras coisas. Como professora, jamais disse a um aluno meu que o texto produzido estava ruim, ou que odiei o texto. Como revisora, nunca disse para um autor que isso ou aquilo estava ruim no texto dele, ou que tinha odiado tal parte, ou qualquer coisa do tipo. Acho que ninguém ganha com isso, não faz bem para nenhuma das partes. Quando não gosto, digo que não gostei, mas explico o porquê e sempre deixo claro que é meu gosto pessoal (aqui no EC). Como professora ou revisora, procuro agir de forma técnica e com muito cuidado, ainda mais se o texto é de um principiante.

      Quanto ao Final: sem comentários… Depois de “morrer na praia”, é o que me resta.

  10. Fil Felix
    11 de agosto de 2015

    Achei o conto um pouco atropelado, com muita informação. Não fica muito claro o que ocasionou a morte da mulher ou o “coma” do filho, poderiam facilitar melhor o entendimento da história. O começo, sobre o programa de simulação, é um dos pontos altos, poderia ter explorado melhor ele, pra não aparecer tão superficialmente.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada pelo comentário, Fil. Agora, sem o prazo me apertando e nem limite de palavras, vou melhorar esse aspecto da falta de informação. Só acho que a morte da Paula e o motivo do coma do filho não influenciam no entendimento não… Mas obrigada, vou rever esse começo e “balancear” as informações. 😉

  11. Kleber
    11 de agosto de 2015

    Bom conto.

    Trata de criarmos realidades paralelas na entativa de fugir da nossa própria. Cheia de dores, conflitos, tristezas e decepções. Nos força a refletir no presente e pensar no futuro.
    Pensando bem, não podemos usar os videogames como válvula de escape? Não são todos eles realidades onde somos deuses e senhores?

    Muito bom?

    • Kleber
      11 de agosto de 2015

      Complementando:

      Muito bom!!!!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Kleber! Olha, já fiz muito isso de usar games como válvula de escape, hein? =) Grata pelo comentário!

  12. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 9/10

    → Criatividade: 7/10 – O conto não apresenta algo inovador, estando apenas um pouco acima da média em relação aos contos de ficção científica

    → Enredo: 10/10 – Há um claro desenvolvimento da trama e este me agradou bastante.

    → Técnica: 10/10 – Texto fluido e agradável. Encontrei apenas alguns erros de pouca relevância.

    → Adequação ao tema: 10/10 – A ficção científica se apresenta claramente e, por mais que a temática principal recaia sobre os relacionamentos, os elementos de ficção científica têm influência direta na trama.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá! Pensei que tinha comentado aqui, mas não lembro agora, rs. Resumindo, fico grata pelas considerações e pela avaliação, bem acima do que achei que seria, na realidade. 😉

  13. Lucas
    11 de agosto de 2015

    Olá,
    Muito bonita a história. A relação dos irmãos ficou bem forte. Apesar de achar clichê os dois terem amor pela mesma mulher, isso não ficou ruim no texto. Foi muito bem usado.
    O tema do desafio também foi bem abordado no conto. Não tenho nenhuma sugestão para dar.
    Parabéns e boa sorte.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Esse negócio de dois irmãos amarem a mesma mulher é coisa de novela, né? Admito isso, rs. Obrigada pelo comentário! 😉

  14. Phillip Klem
    11 de agosto de 2015

    Bom dia.
    Todo o enredo do seu conto foi muito bem criado. As relações entre os irmãos, tão diferentes entre si, não poderiam ser melhor descritas. E também a dor da traição e a dificuldade do perdão. Tudo isso ajudou a tornar seus personagens extremamente humanos.
    Percebe-se que a história foi elaborada com muito esmero, e o resultado foi encantador.
    O final, confesso, me decepcionou um pouquinho. Foi demasiado súbito, mas o conto como um todo foi ótimo.
    Meus parabéns por sua história e seus personagens. E, por favor, continue escrevendo. Se puder, termine essa história. Eles merecem.
    Boa sorte amigo.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, Phillip! Obrigada pelos apontamentos! Sim, o final foi bastante controverso, dividiu opiniões, mas confesso que é o que comumente faço, acabo deixando a coisa meio que em aberto… Pode ter sido a correria, de escrever no último dia e sem tempo para elaborar mais, talvez com mais tempo tivesse pensado em alguma coisa, mas da forma como está foi o que me surgiu aos 45 do segundo tempo! 😉

  15. Laís Helena
    11 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua narrativa é muito boa. Sem erros de revisão, me envolveu na história, levando-me rapidamente ao final apesar de ser um conto mais longo.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Gostei da temática escolhida, e aqui ela foi tratada com bastante leveza, mas também de forma interessante. A busca pela reversão da morte é um tema que sempre traz conflitos interessantes.

    3 – Criatividade (3/3)

    O tema abordado, assim como a maneira como você o abordou, foi muito interessante, diferente de outros contos do desafio.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Laís! Muito obrigada pelos apontamentos!

  16. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Pô, até eu fiquei com vontade de ver a Paula..haha. Boa descrição de detalhes de sua personalidade.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Ah, essa Paula! Ela era bem bonita, misteriosa e cativante, te garanto! 😉

  17. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Bom. Certamente a escrita é muito boa. Gostosa de ler, quando percebemos, o conto acabou. Só não gostei mais porque senti falta de detalhes na trama que tornassem tudo mais interessante. O drama é forte, a vontade do sujeito de recriar a mulher na realidade virtual, e o mais capacitado para isso ser o irmão que o traiu? Sinistro. Só que as cenas e o diálogo não soam muito empolgante, e o final é tocante, mas morno. Pelo menos foi essa a minha impressão.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Pedro, valeu pelo comentário! Certamente o final e o diálogo foram as partes mais causadoras de divergências entre os leitores, foi coisa de “8 ou 80”, “amar ou odiar”, não teve meio termo. Mas admito culpa por ter escrito no último dia e nem revisado, enfim, assumi riscos. Mas foi bom escrever esse texto. 😉

  18. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    Gostei da história mas pareceu-me que houve um desvio da temática do desafio, mas isso é o menos importante. Parabéns e as maiores felicidades no desafio.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Vitor. Bem, pra mim a FC está ali, sim, embora de maneira mais soft do que poderia ter sido… Obrigada por ter gostado da história! 😉

  19. catarinacunha2015
    10 de agosto de 2015

    TÍTULO. Tenho um carinho especial por títulos enigmáticos e que, no fim, traduzem todo o texto; como este.
    TEMA. Interessante como tem gente que acha que FC necessariamente precisa ter um exército de robôs, androides e nomes esquisitos. Você provou que não.
    FLUXO bem novelesco, claro e sem sinais de personalidade marcante.
    TRAMA simples e eficaz. Consegue um leve suspense.
    FINAL previsível, mas bem carinhoso.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Catarina! Gosto demais de títulos também, de pensar neles, coisa não muito fácil, aliás. Apesar de já ter escrito sobre androides, outros planetas, pós-apocalíptico, queria algo mais “intimista” dessa vez, algo mais “soft”. Obrigada pela análise! 😉

  20. Mariza de Campos
    10 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei muito bonito o motivo pelo qual estavam tentando criar essa GraphicLife, para poder falar uma última vez com a Paula, também gostei de ter mostrado um tanto da personalidade dos dois, até da Paula que já se foi.
    Fiquei chateada pelo Thiago estar pelo que parece em coma, realmente espero que ele acorde de verdade e possa passar bons momentos com o seu pai e tio.
    Gostei de não ter focado no que parecia um triângulo amoroso entre os três, isso deixou a história mais real. Também gostei do jeito que foi escrito, com uma gramática boa e gostosa de se ler.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Mariza! Obrigada pelos comentários, que bom que gostou! 😉

  21. mariasantino1
    10 de agosto de 2015

    Muito boa a dose de sentimentos que você deu ao conto. O amor foi bem repassado e o tema foi usado de forma instigante. Fiquei pensando nessa simulação aí, estar com quem se ama e que já não se encontra mais conosco é uma boa sacada e me lembrou o Minority Report, na parte quando o Tom Cruise conversa com o filho dele por uma simulação holográfica. Traição, amor e perda, numa explanação leve, mas boa de ser lida.

    Não gostei muito da narrativa, porque eu gosto de enfeites, plumas, paetês e lantejoulas, mas curti a trama e achei que os diálogos agilizaram a leitura não dando volta e mais voltas em explicações desnecessárias.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Maria! Obrigada pelo comentário! Você é uma leitora exigente, então fico mais do que feliz com esse 8, até porque o conto estava mais para 6 e acabou ficando com média 7, superou minhas expectativas, rs. Diz aí, o que seriam esses “enfeites, plumas, paetês, lantejoulas”? Seja o que for, acho que não é pra mim. Confesso que tenho uma escrita muito “limpa”, sem floreios… mas que bom que curtiu a trama e os diálogos (foi o que me deu mais trabalho e não curti muito o resultado…)! 😉

      • mariasantino1
        15 de agosto de 2015

        Oi, Bia. Eu dei 8 porque sempre separo a trama da narrativa, separo também o que procuro em um texto. Se leio algo onde não cabe uma visão, reflexão, crítica, ou que não encontre personagens descritos capazes de me cativar ao ponto de eu me importar com eles, de torcer para que eles fiquem bem ou se ferrem, então, não valeu a pena e a leitura foi perda de tempo. Neste desafio, a maioria dos contos satisfez essa premissa, e o seu, claro, também satisfez. As plumas e as lantejoulas e todas as purpurinas a que me refiro, é a forma de expor tudo. Muitas das vezes podemos começar um conto pelo fim, com intuito de deixar o leitor mais instigado, podemos florear, construir, unir as palavras como se elas fossem tijolos, ponderando se muitas delas não podem ser substituídas por outras, se o sentido de uma frase não ficaria mais enxuto ou causaria um maior efeito se fosse oferecido de outra forma. Eu gosto das narrativas mais condensadas, onde o uma frase maior ganha o mesmo sentido se encurtada como aqui: Na prisão a luz do abajur incomodava e parecia que o tempo não passava.” Veja como essa mesma frase (que chupei de uma dica a qual não lembro mais quem me deu, desculpe), ganha maior impacto assim: “No cárcere, um abajur eterno luzia.” É mais ou menos isso que me refiro. Embelezar a narrativa, uma vez que ela é a voz do autor. Sei que cada um tem sua forma de contar, de falar, mas, em muitas ocasiões nós mesmos modificamos essa forma, nas “ocasiões espaciais”. Claro, Bia, se você me perguntar “E você, Maria, faz assim?” Eu te respondo, de todo coração e dentro das minhas limitações (que são muitas), eu tento fazer, mas reconheço que ainda não consegui. Sabemos que entre escrever e ler, querer e fazer, há muito a ser considerado.
        Um beijo carinhoso.

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Olha, três contos seus que li me fazem crer que você consegue, sim, embelezar! Não tenho dúvidas disso. 😉

      • mariasantino1
        15 de agosto de 2015

        Hehehe! O “OCASIÕES ESPACIAIS” foi em homenagem ao tema. #SQN. ocasiões espaciais* 😦

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        hehehehe

  22. Evandro Furtado
    10 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – muito bem feita, vi um filme dentro da minha cabeça;
    Linguagem – 10/10 – sou horrível pra nomes, mas quando descobri quem era Marcelo e quem era Daniel as coisas ficaram bem interessantes, he he;
    Entretenimento – 10/10 – mas já acabou? Realmente muito bom;
    Estética – 10/10 – emocional, é o mínimo que posso dizer, todas as relações foram muito bem trabalhadas, pai-filho, irmão-irmão, fantástico.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Evandro! Achei graça do seu comentário, rss… Foi um caso à parte entre os comentários, não esperava por essa nota, não para um conto escrito nos últimos instantes, na correria. Obrigada por ter gostado! Valeu muito a pena por isso, além dos comentários recebidos com sugestões! 😉

  23. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Título bem sugestivo para um conto publicado aos 45 minutos do segundo tempo!!!… rs. Criatividade, pelo menos, parece não ser o problema desse autor!.. rs. Realmente, uma belíssima e emocionante história, mas a ficção científica ficou apenas como pano de fundo. O autor escreve excelentemente bem, a trama está muito boa, embora às vezes eu tivesse que voltar para compreender o que estava se passando, mas faltou material que caracterizasse como ficção científica. Não achei erros de português, ele está realmente muito bem escrito.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Cácia! Pois é, escrevi no último dia mesmo, antes faltou inspiração… E no último dia foi mais piração que qualquer outra coisa, rs. Acho que acabei deixando mesmo a FC muito como pano de fundo, tal o meu envolvimento com o conflito dos irmãos… E aí tive tempo apenas para uma revisão rápida, por isso agradeço pelo elogio! 😉

  24. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Apesar de não ter presenciado muito o lado científico do conto, eu gostei. É uma história emocionte. Os diálogos estão ótimos e o enredo bem simples, o que permitiu uma leitura rápida.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Alberto! Obrigada pela leitura e pelo comentário, que bom que gostou. 😉

  25. Marcellus
    9 de agosto de 2015

    Também gosto muito da Paula. Tanto da Toller quanto daquela que cuidava do áudio dos Amiga… enfim, divago.

    Gostei do conto. Emotivo, meio novela mexicana, mas eficaz.

    Boa sorte no desafio!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Falou, Marcelo! A música do Kid Abelha ajudou, começou a tocar antes de eu pensar no título e no detalhe da morte da Paula. 😉

  26. Pedro Teixeira
    8 de agosto de 2015

    Olá autor(a). Um conto muito bom, muito bem conduzido até o fim. Só o final me pareceu insatisfatório, não sei o motivo. Esperava algum tipo de clímax que acabou não vindo. De resto, um conto excelente, com boa construção de personagens, ambientação e narração de qualidade. As situações estão muito claras e as emoções bem presentes no texto.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada, Pedro, pelo comentário! Quanto ao final, questão de gosto. Eu gosto de finais nesse estilo, confesso, mas sei que muita gente não gosta. 😉

  27. Felipe Moreira
    8 de agosto de 2015

    Estava ouvindo uma trilha sonora instrumental enquanto lia esse texto. Por coincidência mesmo. E acho que ela colaborou pra que eu absorvesse melhor esse drama familiar inserido num cenário conduzido pelo que a gente entende hoje como FC. Imagino que o termo acabe se tornando subjetivo nessas horas, quando o objetivo do seu texto é explorar a humanidade das personagens. Isso soou agradável na leitura. A narrativa é boa também.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada pelas impressões, Felipe! Eu costumo escrever com música instrumental também, tenho esse hábito (ou mania), e para esse eu também usei uma instrumental, mas escrevi ouvindo o som desse curta aqui, que foi o que me deu a base para o conto: https://www.youtube.com/watch?v=VzFpg271sm8 😉

  28. Piscies
    7 de agosto de 2015

    Uau. O conto me pegou de surpresa. Que situação!! E que genial, conversar com o próprio filho em coma através de um sistema de simulação. Genial e incrivelmente triste. Parece que alguém segurou o meu coração agora e está apertando lentamente.

    Muito bonito!!

    Fiquei um pouco confuso na execução do conto. O texto, às vezes, é um pouco confuso.

    Por exemplo, quando você fala que determinado aspecto do GraphicLife é “nota 10”, você fala simplesmente “10”. Isso me confundiu, especialmente nesta frase inicial:

    “Um, qualidade dos gráficos. Dez.”.

    Não dá para entender muito esta frase inicialmente. O “Um” é um numeral de uma listagem. Para tornar a leitura mais fácil, seria interessante escrever “Um:” ou “1º:”. Ou mesmo escrever por extenso: “Requisito número um: qualidade dos gráficos”. O “Dez” também é um numeral, mas denota a avaliação dada ao quesito. O ideal seria escrever “Nota dez” ou “nota 10”. A frase ideal, para mim como leitor, seria: “Quesito número um: qualidade dos gráficos. Nota dez.”

    A narrativa parece engasgar às vezes. Eu acho que ela ficou muito próxima da fala coloquial. Repetições desnecessárias foram comuns, como essas a seguir:

    “A parte da Paula. Que tinha sido dela.”

    “Daniel sabia, sabia que Marcelo estava sendo sincero…”

    Mesmo assim, foi um conto que me arrebatou. Parabéns!!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Piscies, obrigada pelo comentário, por ter gostado desse conto torto. Você está certo quanto ao “um/dez”, e quanto à escrita próxima do coloquial e só posso dizer que foi por falta de revisão e ter que escrever rápido, no último dia, então fui escrevendo da forma como a coisa foi surgindo, rs. Vou mexer nisso na revisão, obrigada pelos apontamentos e pela nota também, bem mais do que eu acho que o conto merecia, devido a “N” fatores… 😉

      • Piscies
        18 de agosto de 2015

        Ih, que nada. Eu levo muito em conta a coesão da história e o desenvolvimento dos personagens. A execução é importante também, claro, mas dava para ver que os problemas de execução aqui eram bobeiras e fáceis de serem acertadas. =]

  29. Rubem Cabral
    5 de agosto de 2015

    Olá, Tomorrow.

    Um bom conto. Bem imaginativo o enredo envolvendo realidade virtual. Lembrou-me um pouco o Ubik do Philip K. Dick, pelo filho em coma podendo relacionar-se com o pai através da R.V. A escrita está correta, embora sem grandes voos metafóricos ou construções frasais interessantes.

    Achei, contudo, que faltou um pouco de pesquisa sobre programação, “comando 9”, “não consegui criar o comando”, soam artificais para quem conhece sobre o assunto. A introdução da história, ao apresentar Marcelo, Daniel, Paula e Thiago, foi um pouco confusa. De início, por exemplo, eu não havia entendido quem era Thiago…

    Boa sorte no desafio e abraços.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Rubem! Obrigada pelo comentário! Eu não li ainda o Ubik, mas está na fila! Sempre ouço e leio coisas interessantes sobre essa história do Dick. Ah, sim, peço perdão pela falta de pesquisa, não tinha como ao assumir a loucura de escrever isso no último dia e tendo que fazer outras coisas junto… Aí só pude fazer de conta que, sendo algo do futuro, uma programação com esses comandos aí daria pra passar, rs. Mil desculpas mesmo. Devia ter omitido esse negócio de falarem a respeito de algo que não tive como pesquisar… Sobre a introdução, admito que realmente quis deixar a questão de quem era o Thiago para ser revelada mais pra frente. É arriscado, eu sei, mas não resisti, rs. De novo, obrigada!

  30. Anorkinda Neide
    4 de agosto de 2015

    Achei algumas frases um pouco simples demais ou até truncadas, mas coisa pouca, a leitura flui bem.. acho q reconheci o estilo de uma escritora aqui das antigas… 😛
    Quanta tragédia hein? viuvez, filho em coma, traição do irmão… eu e Catarina estávamos falando de drama mexicano…olha ele ae! rsrsrs
    .
    Mas assim, achei meio sem sal…
    Bonito o lance da projeção para encontrar-se com o filho… mas a execução tb não me arrebatou, talvez um pouco de poesia nas orações, seria legal… ^^

    Mas é um conto eficiente.
    Boa sorte ae!
    Abraço

    • Anorkinda Neide
      11 de agosto de 2015

      Chutando autoria:

      Bia

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Ah, sim, agora a coisa ficou bem clara: tem traços de drama mexicano? Bia Machado na área! 😉

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Anorkinda, obrigada pela leitura. Bem, o meu estilo é esse: sou mais do trágico, me alimento das notícias, das manchetes, principalmente. Às vezes escrevo coisas sentimentais e felizes, mas aí também me criticam, então… Sou o que sou, escrevo o que escrevo, dessa forma que talvez seja muito limpa, sem floreios e sem arrebatamentos. Pela amostra que teve no desafio fobias, já sabe que a poesia não é o meu forte, aprecio apenas como leitora, rs.

  31. Leonardo Jardim
    3 de agosto de 2015

    ♒ Trama: (3/5) bem desenhada, mas um pouco simples. Acaba por se desenvolver em torno do drama dos personagens e não mais que isso. Algumas coisas ditas parecem sobrar, como a traição do irmão (é citada e não acrescenta muito à trama). Além disso, os personagens terminam do jeito que começaram, como num relato cotidiano na vida deles.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, descreve bem, diálogos bem conduzidos e pontuados. Não vi nenhum defeito. Acima da média do desafio.

    ➵ Tema: (1/2) os elementos de FC estão lá, mas parecem figurativos. Quase toda a tecnologia apresentada existe hoje em dia.

    ☀ Criatividade: (1/3) vi pouca novidade no texto.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) Esse é o ponto alto do texto, onde ele se apoia. Não sei se outras pessoas o acharão piegas ou forçado, mas eu gostei do final. Achei tocante e bonito.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Leonardo! Obrigada pelo comentário. Sobre a trama, a sobra com relação ao irmão deve ter ficado assim por eu estar correndo no último dia para escrever. Mas não vejo mal com relação à trama ser um recorte do cotidiano. Aliás, era isso mesmo que eu pretendia, pois em 2000 palavras, no meu entendimento, não daria para acrescentar mais coisa. Para eu conseguir isso, só depois de muita reflexão, e infelizmente por causa do prazo não tive tempo para isso. Quanto ao tema, a única tecnologia que quis apresentar e focar foi o simulador de realidade, onde pessoas acordadas conseguem interagir com outras, e até mesmo com quem está em coma, eu não sabia que isso já existe hoje em dia… Sobre o final, alguns acharam piegas, sim, mas eu gostei, ficou satisfatório tendo em vista o curto tempo que eu tinha. Sobre a falta de criatividade, talvez se eu tivesse tido a ideia dias e dias antes, poderia ter buscado essa criatividade. Vou anotar aqui para analisar em um próximo conto. Só posso dizer que o texto saiu exatamente da forma como pensei por questão de falta de tempo. Fui fiel à premissa que me surgiu, assim, da forma como coloquei aqui. Te agradeço pela nota, certamente bem maior do que eu achava que receberia, acreditei que não conseguiria mais do que 6, devido à forma como tudo ocorreu. Mais uma vez, obrigada!

      • Leonardo Jardim
        15 de agosto de 2015

        Simulação de realidade já existe. A novidade ficou por conta de uma pessoa em coma poder participar. E foi aí que o conto ficou bonito e emocionou. Devo gostar de dramalhão, pois sempre avalio bem seus textos 😀

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Pois é, justamente por eu saber que simulação de realidade já existia que pensei em algo a mais, que ainda não existe… Todo mundo, no fundo, gosta de um draminha, eu aposto! =D

  32. Fabio Almeida
    3 de agosto de 2015

    Um conto interessante, mas dei por querendo saber mais sobre Marcelo ( que é a personagem introdutória) e sobre a aparente inquietação que o assola. E sendo ultimamente um conto sobre a perda de entes queridos, talvez fosse melhor ter sido introduzida em primeiro plano a dor de daniel e a importância que a família perdida teve para ele. Ainda assim, gostei do diálogo e da sensação de ciência e ficção científica que dá o pano de fundo. Um bom e interessante conto de FC que aborda um tema atual e sincero. I line 🙂

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada pelas impressões, Fabio! Sim, infelizmente não pude colocar mais coisas sobre Marcelo, isso seria interessante. 😉

  33. Marcel Beliene
    2 de agosto de 2015

    Gostei do conto, parabéns! Você trouxe uma relação familiar para a estória, tudo isso dentro de ficção científica. Ficou muito bom. Seus diálogos foram excelentes, muito naturais; parecia que eu escutava as vozes de Daniel, Thiago e Marcelo, pois o diálogo, como eu disse, ficou bem coloquial, e isso valorizou muito a narrativa 🙂

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada, Marcel! É o que eu mais tento mesmo, fazer com que tudo seja bem natural, como se fosse a realidade. Que um tenha essa impressão já terá valido a pena. 😉

  34. Anderson Souza
    1 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Não gostei do ritmo do conto. A narrativa também cansou um pouco. Você possui talento, talvez o tema não ajudou muito…

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Ok, Anderson, uma pena não ter gostado. Não sei se tenho talento, mas gosto de escrever, e gosto do que escrevo também, rs. Obrigada pelo comentário! 😉

  35. Daniel I. Dutra
    31 de julho de 2015

    O autor de FC John Scalzi diz que, para uma história soar verossímil. os personagens precisam falar como as pessoas de verdade falam.

    Esse conto conseguiu passar isso. Não somente os diálogos convencem, como também conseguem passar a emoção dos personagens.

    Muito bom.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada pelo comentário, Daniel! 😉

  36. Leonardo Stockler
    31 de julho de 2015

    É um conteúdo emocional bem forte, com uma história bem escrita e narrada. Talvez eu acabasse preferindo um andamento mais descritivo, com os diálogos um pouco melhor distribuídos, mas do jeito que tá também está bom. Gosto do tema da realidade virtual, e pensar nisso como um veículo para a restituição de laços é ter em vista um perigo bem palpável, certa neurose dos nossos tempos. A vida imortal garantida pela tecnologia, enfim. Só acho que a estrutura está mais cinematográfica do que literária – e isso é um problema recorrente em se tratando de Ficção Científica. Algo difícil de resolver, mas que precisa ser diagnosticado.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Leonardo! É, meus contos de FC têm saído muito pra esse lado cinematográfico, como você disse. Talvez porque minhas referências maiores de FC venham do cinema… Mas valeu pelo toque, vou tentar analisar isso da próxima vez! 😉

  37. José Marcos Costa
    30 de julho de 2015

    Emotivo, interessante, mas nada inovador, acredito que você poderia ter ousado mais e colocado alguns elementos um pouco mais inovadores no gênero, eu gostei da forma com que vc conduz a história, mostra que vc tem experiência em escrever. foi um bom conto, mas poderia ter ficado mais interessante se vc tentasse quebrar mais alguns paradigmas deste tipo de texto.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, obrigada pelo comentário.

  38. Davenir da Silveira Viganon
    29 de julho de 2015

    Estava gostando da história, quando eu achei que ia engrenar ou terminar com alguma revelação, simplesmente acabou. Não chegou a ser um anticlímax, mas ficou faltando um fechamento. Achei pouco, mas gostei do que li.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá! Bem, eu costumo fazer finais meio abertos, confesso. Se pegar a estatística dos meus contos, a grande maioria é assim, rs. Sei que tem gente que não gosta, mas é algo do meu jeito de escrever… Que bom que, no geral, gostou. 😉

  39. Jefferson Lemos
    29 de julho de 2015

    Olá autor (a).

    Conto bem escrito. As emoções estão bem expressas e os personagens bem criados. Quanto ao acontecimento entre os irmãos, se fosse comigo, nem a mulher e nem o irmão me fariam falta! Haha

    Mas o conto é legal, tem umas coisa meio inocente e pura, como a atitude de Daniel para com o filho.
    O sci-fi está aí e bem colocado.
    É um conto bem agradável. O final poderia ser melhor, mas ainda assim foi bom.

    Parabéns e boa sorte!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada, Jefferson, pelo comentário. Quanto ao final, poxa, vários não gostaram… Devia ter matado o guri de vez, aí será que gostariam? hahahhahha =P

  40. Fabio Baptista
    29 de julho de 2015

    Foi um conto tranquilo de se ler. Em outras palavras, não foi um conto chato… despertou o interesse durante toda leitura e esse é um ponto bem positivo.

    Mas achei que o autor se perdeu um pouco ao tentar abordar diferentes núcleos dramáticos – o triângulo amoroso dos irmãos, a ausência da mãe (final), o simulador. As abordagens acabaram ficando superficiais e nenhuma me envolveu.

    Tentaria focar em uma dessas abordagens e pesar um pouco mais a mão para emocionar nesse final.

    Bom conto.

    NOTA: 7

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Uma pena que não te envolveu, Fabio, mas escrevendo no último dia, correndo, com outras coisas, certeza que não ia ficar grandes coisas… Ao menos, gostei de escrevê-lo, então não foi de todo perdido (ao menos pra mim, rs). Provavelmente precisaria de mais espaço para desenvolver, mas acho que focar em uma coisa só seria o ideal para desenvolvê-lo em forma de conto. Mais do que isso, da forma como coloquei, só sendo uma novela, ou romance mesmo… Obrigada pela nota, certamente é até mais do que eu merecia, estava aguardando uma chuva de 6 e olhe lá…

  41. Angelo Dias
    29 de julho de 2015

    Bom conto. Interessante. Gostei do termo “ginoide”, nunca tinha parado pra pensar nele. Gostei que, no fim, a ideia do pai não era egoísta. Legal.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Angelo, obrigada pelo comentário! Sim, acho que o pai não é egoísta, é apenas alguém que amou muito e ainda ama alguém que se foi. Valeu a leitura! 😉

  42. Tiago Volpato
    29 de julho de 2015

    O texto está bem escrito, a ficção cientifica aparece bem pouco, mas está presente. Eu não gostei muito do enredo, esse tipo de história não me agrada muito, gostei da reflexão sobre Deus e nós que construímos mundos virtuais. Seriamos Deuses 2.0?
    Abraços.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      É, eu gosto de FC soft, e esse foi beeeem soft, rs. Sei que o que escrevo não agrada a alguns, mas é o que escrevo. Obrigada por ler e pelo comentário! 😉

  43. Renan Bernardo
    28 de julho de 2015

    Gostei do seu conto. Bem escrito, de forma simples, enredo legal e final cativante. O título também caiu muito bem. Soube desenvolver bem as personagens, mesmo com o texto sendo curto. Parabéns!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada, Renan! 😉

  44. Brian Oliveira Lancaster
    27 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O tom emotivo e mais cotidiano é muito bom. >> 8.
    G: O texto tem pressa em certas passagens, e fui gostar somente depois da briga dos irmãos – antes disso achei explicações demais, mas é opinião minha. Do meio para frente o texto chama muito a atenção e o lado emocional fala mais alto. Talvez o início deve-se passar por uma revisão, para se encaixar no belo clima do restante. >> 7.
    U: O texto precisa de algumas revisões, mas o autor está no caminho certo. >> 7.
    A: Somente no final fui entender do que se tratava. No entanto, a atmosfera é excelente, bem como a foto escolhida. >> 7.

    Nota Final: 7.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Brian! Que pena, eu não tinha percebido que o começo tinha ficado tão explicativo… Talvez isso tenha acontecido por eu ter ficado perto do limite e ter tirado umas coisas e precisado reformular algumas partes… Vou revisar, sim, só deu tempo de fazer isso rápido, nos momentos finais antes do prazo encerrar… Valeu pela nota, acho que foi mais do que merecida!

  45. José Marcos Costa
    27 de julho de 2015

    Interessante, faltou alguma coisa pra dar aquele toque especial ao seu conto, acho que vc poderia ter explorado mais as emoções dos personagens, realidade virtual é um tema que sempre cabe explorar um pouco o lado mais intimo dos personagens, ou talvez poderia ter escrito no presente porque isso realmente leva a outros olhares sobre os personagens, não sei exatamente. Eu gostei, vc escreve bem, ficou bom

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Ok, José, obrigada! Tendo 2000 palavras e chegando perto disso ao final do conto, não sei se caberia sua sugestão. De qualquer forma, grata!

  46. Antonio Stegues Batista
    25 de julho de 2015

    Um drama familiar. Uma estória onde a tecnologia transpõe algumas barreiras, mas não todas. Ao final, por fim, a ilusão é única coisa que resta.
    Nota= 7

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Obrigada pelo comentário, Antonio!

  47. Rogério Germani
    24 de julho de 2015

    Olá, autor(a)!

    Texto bem elaborado, diálogos funcionais, precisos, domínio de técnica para manter o clima de drama num cenário científico.

    Boa sorte no desafio!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Tá certo, Rogério, obrigada! 😉

  48. Alan Machado de Almeida
    24 de julho de 2015

    A comparação do personagem principal em relacionar o trabalho de um programador criando uma realidade virtual com a de Deus criando o mundo foi bem interessante. Inclusive tem cientista que estuda essa possibilidade à sério. Talvez seja uma falha minha, pois esse tipo de desfecho não faz meu gênero. Mas achei o final muito piegas. De qualquer modo, o conto tá amarrado, apesar de não empolgar. Nota 7.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Que pena que não empolgou, mas isso acontece. Valeu pela nota, acreditava que ficaria só no 6 e olhe lá… Você é o segundo que diz que o final ficou piegas. Eu gostei do final, devo ser piegas então, rs… Obrigada pelo comentário! 😉

  49. Claudia Roberta Angst
    24 de julho de 2015

    Comecei a ler o conto com uma ideia diferente do que seria. É sempre bom ser surpreendida. Por um lado, o diálogo entre Marcelo e Dani pareceu-me um tanto forçado. No entanto, gostei da lembrança do dia 23, pois é uma data importante para mim, também.
    Os elementos de FC estão aí, mesclados nesse drama de amores e traições, morte e coma. O final é um tantinho piegas, mas fofo. Gostei do efeito do simulador.
    Linguagem simples, correta, sem dificuldades para a leitura.
    Boa sorte!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      O diálogo entre os irmãos foi a parte mais complicada mesmo, porque como vi que não teria espaço para explicações de outra forma, seria ali que explicaria, mas… Não funcionou, pela pressa. Poxa, o final ficou piegas? Eu me emocionei com ele, tenho a alma piegas, rs… Mas falando sério, estava no último dia de envio, tive que sair, fui intimada, então durante o compromisso fiquei pensando no final, pense da forma como escrevi e quando cheguei em casa, não tinha tempo para fazer muita coisa diferente… Obrigada, Claudia!

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Publicado às 24 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .