EntreContos

Literatura que desafia.

O último e o primeiro (Renato Silva)

cidade vazia

Sem nenhuma cerimônia, a câmara abriu e revelou um homem em seu interior. Ele ainda permaneceu imóvel. Mexeu as pálpebras e seus olhos foram se abrindo, aos poucos. Os tubos que transportavam sangue e nutrientes se desconectaram do corpo. Automaticamente, a câmara foi tomando a posição vertical. O homem se sentia atordoado, mas queria logo sair dali. Não aguentava mais aquele lugar. Andou dois passou e caiu de joelhos, pois ainda estava muito tonto. Aproveitou para olhar o local: uma pequena sala, de cor creme, contendo algumas câmaras iguais a sua, mas todas fechadas e vazias. Havia uma pequena janela toda de vidro, sem qualquer fresta para entrada de ar. A luz era fraca, mas mesmo assim doíam-lhe os olhos. De modo mais lento, o homem foi se levantando e caminhou, trôpego, para fora do quarto.

***

Ao longo das semanas, as memórias foram voltando. Seu nome era Carlos. Ele tinha vinte e cinco anos… pelo menos quando aceitou participar de um experimento financiado pela NASA. Eram estudos sobre animação suspensa; os efeitos causados por longo tempo de repouso e como isso afetaria os astronautas em suas futuras missões a lugares longínquos, como as luas de Júpiter e Saturno.

Carlos era um jovem pobre, desempregado e com poucas perspectivas de futuro. Precisava trabalhar ajudar a mãe viúva. Realizava qualquer “bico” que aparecia, mas nunca se envolveu com o crime. Era um jovem religioso, devoto de São José. Sua chance de mudar de vida apareceu em um anúncio que ele viu na internet, enquanto procurava emprego. Uma empresa estava recrutando jovens entre 18 e 30 anos para participarem de experimentos médicos a serviço da NASA. Como pré-requisito, os candidatos deveriam apresentar boa saúde física e mental, além de um histórico limpo com drogas. Naquele contexto, não era fácil encontrar um jovem sem vícios, mas Carlos jamais pôs na boca um cigarro. Viu o pai se afundar no álcool e drogas, até ser morto por dívidas com traficantes.

O jovem passou por uma bateria de exames e foi aprovado em todos. “São apenas quinze meses. Quando terminar aqui, pego a grana e monto meu negócio”, pensou. Metade antes e a outra metade após o fim do experimento. Com a primeira parte que recebeu, ajudou a mãe.

Chegou o dia. Carlos estava um pouco ansioso, mas não com medo. Os médicos explicaram que o processo não seria doloroso em nenhum momento e nem incomodo. Durante o tempo todo, ele estaria dormindo profundamente. Sua mãe o abraçou forte e chorou. Em seu íntimo, ela sabia que era a última vez que viria seu filho. O jovem deitou na câmara. Estava trajado com calça e camisa de mangas compridas, cores claras, de tecido leve e confortável. Na camisa, apenas um discreto símbolo da empresa que estava realizando os testes. Tubos foram inseridos em seus braços. Enquanto o sangue parecia sair por um lado, uma solução aquosa entrava em suas veias do outro braço. Carlos sentiu uma sonolência e apagou.

***

Analisando jornais e revistas da época em que esteve sob animação suspensa, ele soube que o mundo enfrentou a maior pandemia da História. Um vírus terrível dizimou países inteiros em poucos anos. Começou na Ásia, logo se espalhando por toda Índia. O hábito de depositar corpos no rio Ganges potencializou a epidemia a níveis mundiais. O vírus era transmitido pelo ar, mas também estava nas secreções e sangue dos doentes. Não havia qualquer tratamento para essa doença que não diferia muito de uma gripe, causando febres altíssimas, delírios, desidratação e, em um terço dos casos, hemorragias internas. A doença matava em três dias e os sintomas apareciam em pouco mais de 12 horas após a exposição ao vírus. Apesar dos vários nomes, o que se tornou mais popular foi “Gripe Indiana” ou “Gripe do Ganges”. No entanto, acreditava-se que o vírus era uma arma biológica e países trocavam acusações sobre quem seria o responsável pela criação da maior arma de destruição em massa criada pelo Homem.

Em suas leituras – não só de jornais e revistas, mas também de diários –, o remanescente soube que muitos grupos migraram para o noroeste, região coberta por densas florestas equatoriais. “E pra lá que eu vou”, pensou. Ele poderia passar o resto da vida na metrópole vazia, tinha tudo o que precisava, mas sua vida não tinha mais sentido ali. Encontrar esses grupos sobreviventes se tornou um objetivo de vida.

***

Seguindo relatos e mapas, Carlos embarcou em uma longa viagem. Mesmo a bordo de um moderno e silencioso veículo, a viagem era longa. Quanto mais avançava em sentido noroeste, o clima se tornava mais quente e seco; insuportavelmente quente. Pelo calor infernal, viajava somente durante o final de tarde e parte da noite. Dormia nas instalações abandonadas que encontrava pelo caminho.

Passou por várias cidades e vilarejos; nada encontrou. Havia vestígios de que sobreviventes passaram por ali, mas nenhuma pessoa viva ou morta. Continuou seguindo o mapa na direção dos possíveis lugares onde poderia encontrar pessoas. Em sua viagem encontrou grandes desertos no lugar de árvores gigantescas. Nestes lugares, o ar era muito seco e suas narinas ardiam; em outras localidades, campos imensos com muito gado selvagem.

Muitos dias de viagem, Carlos chegou a uma localidade onde a floresta parecia intocada. Um grande rio descia em sua parte mais baixa. Chegando ao ponto mais próximo do rio, estacionou o veículo, retirou uma mochila com seus pertences e desceu. Caminhou por mais ou menos um quilômetro pela mata, descendo alguns barrancos, até avistar o majestoso rio correndo. Tirou a roupa, ficando apenas de cueca. Lavou o rosto e refrescou os pés. Retirou uma garrafa de água acoplada ao um purificador portátil e recolheu o máximo de água que podia.

Um estranho som vindo de dentro da mata chamou sua atenção. Carlos olhou a seu redor e percebeu que sua mochila havia sumido. Correu para buscar suas coisas, deixando suas roupas às margens do rio. Ao seguir os sons dentro da mata, se deparou com uma mulher agachada, mexendo em vários objetos espalhados pelo chão. Ela se assustou quando o viu, se jogou no chão e recuou, rastejando no mato. Carlos apenas a olhou. Viu uma moça muito jovem, de feições estranhas: olhos pequenos, rasgados e negros. Nariz pequeno. Cabelos longos, escuros e volumosos, caindo sobre os seios descobertos e pintados em branco e vermelho. Lábios finos, boca pequena. Corpo pequeno, esguio… e atraente; era a primeira mulher que Carlos via em décadas. Ela vestia apenas uma saia rústica, exibindo pernas fortes e bem torneadas. Não havia pelos no corpo, nenhum fio. Carlos a ajudou se levantar e sorriu para a moça. Ela não retribuiu o sorriso, mas não parecia mais assustada. Sua pele era morena como a dos indígenas que um dia habitaram aquela região, de textura diferente; era por causa da maior proporção de água, o que permitia suportar temperaturas altas e climas secos. Após se olharem por um tempo. Carlos tentou se comunicar. Era a primeira vez que falaria em anos; estranhou o som da própria voz. A jovem respondeu algo, mas num idioma totalmente incompreensível. Ele fez gestos e tentava explicar que vinha de longe e procurava por outras pessoas. Queria saber quem era ela e onde estavam os seus. Carlos ainda estava fascinado por aquela jovem, tão diferente, estranha, e que naquele momento lhe parecia a mulher mais bela que tinha visto na vida.

***

Muitos meses passaram. Carlos seguiu a jovem – que se chamava Maa — até seu povoado, em uma área pouco distante do rio. Eles eram simples, rústicos, como os antigos nativos daquele local. Habitavam cabanas simples, que aprenderam a fazer com os antigos habitantes ribeirinhos. Ao ver as demais pessoas do povoado, Carlos teve a certeza de que eles realmente não eram humanos, mas também não achou explicações para o que eles seriam. Autodenominavam-se tussiapi, que significava “escolhido”; eles eram o povo escolhido para sobreviver à pandemia que dizimou a Humanidade. Ao contrário do que parecia, eram muito inteligentes e tinham plena consciência de que pertenciam a outro grupo humano.

Apesar do alto nível de inteligência dessa nova espécie, eles viviam do modo mais simples possível. Quase não usavam roupas. As mulheres vestiam apenas saias e pintavam os seios, os homens usavam calções ou bermudas. Eles não tinham um único pelo no corpo, nem mesmo cílios ou sobrancelhas. A alimentação era baseada em vegetais que cultivavam ou colhiam na floresta.         Eles não se alimentavam de proteína animal e conviviam em harmonia com outras espécies, não temendo qualquer fera da região.

Carlos se adaptou à vida simples e tranqüila dos tussiapi e foi viver com Maa em uma pequena cabana, construída com a ajuda dos seus irmãos. Apesar de estranharem o rapaz, a família o aceitou bem. Carlos havia perdido a vontade de procurar outras pessoas, sua busca parecia sem sentido. A vida que levava com os tussiapi era prazerosa, tranqüila. Era um povo generoso, pacato. Nunca presenciou maiores brigas entre eles. Quando havia alguma discussão, logo entravam num acordo e tudo ficava bem, sem qualquer ressentimento. A relação que os tussiapi tinham com a Natureza era algo jamais visto entre os seres humanos. Carlos queria fazer parte daquilo para sempre. A sua infelicidade acabou. Maa era uma boa esposa e logo teriam um filho.

Numa certa manhã, Carlos acordou se sentindo mal. Muitas dores pelo corpo, febre, tontura e náuseas. Tentou comer, mas não sentia fome. Pessoas da comunidade se mobilizaram para ajudá-lo, pois ele apresentava sintomas nunca vistos antes. Os dias passavam e ele se sentia cada vez pior; sabia que sua hora havia chegado. Como queria poupar Maa e o filho que ela carregava, pediu para ser levado a um lugar isolado e, assim, morrer em paz. Sua esposa ficou triste com a decisão, mas aceitou com resignação. Ao se despedir do marido, ela chorou. Foi a única vez que ele a viu assim.

Como estava fraco e sentindo muitas dores no corpo, homens da vila levaram Carlos a uma cabana afastada, do modo como ele havia pedido. Todos se despediram com pesar e saíram. O último Homem da Terra estava morrendo, então ele aproveitou para gravar toda sua história, usando o equipamento que levou. Narrou tudo o que sabia na sua língua natal e na língua dos tussiapi. Em sua mochila, havia um caderno com anotações antigas. Aproveitou e inseriu suas últimas palavras, que foram de agradecimento ao povo que o acolheu. Deixou uma mensagem de amor para Maa e sugeriu que nome da filha deles fosse Maa –Ti (Mãe de Todos, no idioma tussiapi). Aproveitou suas últimas horas para orar por sua família. Morreu tranquilamente antes do amanhecer.

Horas depois, o pai de Maa e outros homens buscaram o corpo. Um ritual funerário tussiapi foi feito e o corpo foi cremado. As cinzas foram jogadas no rio por Maa.

Os tussiapi daquela vila não sabiam da incompatibilidade entre o organismo deles com os humanos. Um microorganismo totalmente inofensivo para tussiapi era mortal aos humanos, sendo transmitido apenas pela contaminação sanguínea ou relações sexuais. Mulheres humanas ou tussiapi abortavam em 99% dos casos, alguns dias após a concepção. Os embriões que se desenvolviam, geravam bebês híbridos saudáveis.

***

Anos depois, Maa-Ti casou com um jovem híbrido e tiveram muitos filhos. Eles seriam responsáveis pela fundação da primeira grande civilização tussiapi do Grande Rio, dominando por séculos suas águas e florestas.

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55 comentários em “O último e o primeiro (Renato Silva)

  1. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não gostei da história da forma como ela foi contada, apenas narrando o acontecimento dos fatos. Isso, no meu caso, não me deixa um convite a uma maior aproximação. Não sei se a opção por essa estrutura foi para poupar espaço, pois com diálogos e mais detalhes certamente ultrapassaria o limite. Enfim, espero que trabalhe mais na história.

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Bom, o autor criou uma história interessante. Confesso que eu gostei mais do começo, quando Carlos acorda e o autor fala sobre sua história, e que ele provavelmente dormiu pra caramba. Só achei que o mundo ter acabado enquanto ele dormia foi um clichê que eu não esperava : / Enfim, partindo daí, gostei da peregrinação solitária (gosto de histórias assim) e da caracterização do povo que ele encontra. O único ponto negativo, que não chega a ser um problema devido a proposta do conto, é a a forma fria como acaba a história de Carlos. Não sei explicar, mas foi tudo muito do nada (apesar do autor explicar a doença) e por isso ficou um conto um pouco vago no fim das contas.

  3. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto mistura lendas indígenas com o tema da animação suspensa, famoso nos EUA desde a “Ira de Kahn”. O efeito ficou bom. Além disso há outras lendas urbanas e selvagens, como a contaminação pelo sexo e guerras químicas que dão um colorido ao relato, não permitindo que o conto fique monótono, mesmo sendo puramente narrativo e sem diálogos. Um conto que tornou-se interessante graças à riqueza de detalhes.

  4. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 8/10 – A história é criativa, porém não se destacou das demais.

    → Enredo: 6/10 – As explicações apresentadas não foram suficientes para mim e nem fizeram muito sentido, principalmente a dos tussiapi. A história como um todo não me agradou muito.

    → Técnica: 6/10 – Alguns erros gramaticais e períodos ambíguos. Também senti que o texto precisa de uma revisão.

    → Adequação ao tema: 6/10 – Creio que o conto esteja mais para distopia.

  5. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Um conto sobre novas civilizações humanas. Um tema que abunda mas que, aqui, foi bem perspectivado. Tenho todavia a dizer que a última mensagem humana, o que o último humano tem a dizer quando se dá a morrer, é de extrema importância. Gostaria de ler o que ele tinha deixado, o último legado da civilização anterior. Os tussiapi são engraçados mas o foco, creio eu, recai sobre Carlos. Seria nele que talvez o autor se devesse ter concentrado, explorado os medos e os sonhos deste deambulante; saber-lhe o estado de espírito…e a mensagem! A mensagem é importante! eheh

    Bem jogado! =D 6

  6. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Excelente ambientação. Ótimo desenvolvimento de personagens. Um conto praticamente isento de erros, que faz a leitura fluir prazerosamente. Confesso: está difícil de ver isso tudo reunido num conto por aqui. Neste caso, acompanhei com muito interesse a caminhada de Carlos, desde o momento em que ele se voluntaria para a experiência na NASA até a ocasião em que ele deixa este plano de existência. Creio que o limite de 2000 palavras comprometeu alguns trechos, porém. Numa eventual revisão, que não esteja sujeita a essa limitação, sugiro ao autor explicar melhor os motivos que o levaram a ser selecionado – nesse ponto, creio que a NASA jamais iria publicar um artigo num jornal. Isso seria feito por uma seleção rigorosa, capitaneada por alguma agência subalterna; do mesmo modo, não sei até que ponto eles aceitariam um jovem pobre e cheio de problemas familiares; creio, nesse sentido, que o mais provável seria o recrutamento de jovens cientistas.
    Em qualquer caso, gostei do clima de cidade abandonada e da busca de Carlos pelo contato com os demais humanos. Também achei bacana o primeiro encontro com Maa, mas não curti muito a rapidez com que eles se apaixonaram e casaram – culpa, de novo, do limite.
    O final foi a parte mais fraca do texto. Fiquei esperando um clímax, uma reviravolta, algo diferente, cativante, emocionante. O conto apenas terminou todo explicadinho. Não precisava ser assim. Como leitor fiquei um tanto frustrado, embora, como autor, possa entender a opção de quem escreveu pelo arremate puro e simples.

    Nota: 7

  7. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Gostei dos Tussiapis, fiquei com vontade de morar lá com eles. A história é bem legal, não achei que ele morreria, mas depois que morreu deu pra prever o final.

  8. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    O último e o primeiro
    Julius

    ஒ Habilidade & Talento: A habilidade é razoável. Existem algumas construções excelentes ao longo do texto. No entanto, não foi possível identificar se o autor é ou não talentoso.

    ண Criatividade: Olha, o autor não mostrou muita criatividade nesse texto. Porém, quando se trata do desenvolvimento, da criação em si, ficou razoável. O maior problema nesse texto é a série de situações que já estão desgastados, como o despertar num mundo pós-apocalíptico. Tome cuidado com isso.

    ٩۶ Tema: O texto se encaixaria num desafio que trata de mundos pós-apocalípticos. Mas, nesse desafio de ficção científica, infelizmente, passou longe…

    இ Egocentrismo: Curti muito a ideia da suspensão da NASA, mas depois disso, nada me agradou. O texto não ficou ruim, mas as ideias não vingaram.

    Ω Final: O Talento ficou escondido nas trevas, enquanto a Habilidade mostrou um pouco de presença. A Criatividade falhou um pouco, mas se mostrou promissora. O Tema não compareceu. E o Egocentrismo gostou de algumas ideias, mas não de suas aplicações.

  9. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Achei a história um pouco atropelada. O início ficou muito legal, com os testes da NASA e a saída da cápsula. Depois disso o protagonista entrou num vórtex muito mecânico. Acordou num lugar pós-apocalíptico e sem ninguém, mas mesmo assim conseguiu um navio pra viajar e encontrar alguém em décadas (?). Acabaram ficando essas brechas. Como conseguiu se comunicar, casar e ficar na vila com tanta facilidade? Há outro híbrido, quer dizer que existia outro humano no lugar?

  10. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Não gostei do estilo de narrativa que mais conta do que mostra. Há alguns erros de revisão, mas não muitos.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Também não gostei do enredo: ele misturou muitos elementos (experimentos científicos, dizimação da humanidade por doença, surgimento de uma nova espécie) sem interligá-los de uma maneira interessante, fazendo com que parecessem simplesmente jogados. O psicológico do personagem poderia ter sido melhor explorado, o tema escolhido lhe deu muitas oportunidades para isso.

    3 – Criatividade (1/3)

    Não é um tema exatamente original, mas é o tipo de tema que dá uma história interessante se bem aproveitado. Infelizmente, não foi o que aconteceu aqui.

  11. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Gostei bastante. Muito diferente. Prova de que ficção científica não é só feita com robôs e tecnologia. A narração seguiu tão leve, tão fluida. Não senti falta de algo que compusesse as ideias. Uma bela história, que daria um belo romance, com certeza.

  12. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Parabéns pelo texto, gostei da invenção do povo, da descrição daquele novo mundo, novas vestimentas, consegue-se ver aqueles corpos sem pelos…. Muitos, muitos parabéns

  13. Anderson Souza
    8 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Um bom conto com uma boa narrativa. Não sei se uma nova espécie apareceria em um espaço de décadas… Talvez o vírus fosse uma anomalia completa da natureza. Quase um Alien.

  14. Mariza de Campos
    5 de agosto de 2015

    Olá! o//
    A ideia do conto é interessante, porém acho que a viagem que o Carlos fez deveria ter tido mais importância, parece que ela só existiu para fazê-lo escapar dessa Gripe dos Gangues. Além disso, sua mãe morreu também, e ele deveria ter amigos e outros parentes, sinto que faltou certa tristeza da parte dele em relação a isso, o simples fato de não existir mais nenhum humano deveria deixá-lo triste.
    Gostei da relação que os tussiapi tinham com a terra e de eles viverem como se vivia bem antigamente, o que faz com que eu me pergunte se eles vão acabar igual os homens dos dias de hoje.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  15. Thales Soares
    5 de agosto de 2015

    Gostei do seu conto, Julius.

    A ideia foi bem bacana. Hibernação, e depois acordar num mundo onde a humanidade está extinta! Meio estilo o comecinho de Walking Dead.

    A história está muito bem escrita, apesar de alguns errinhos de revisão terem passado despercebidos (coisa boba, como erro de digitação mesmo). Gostei bastante do fato do texto ser dividido em pequenos fragmentos, como se fossem capítulos. Facilitou a leitura, e fez o texto fluir com mais leveza.

    A narração conduz o leitor de forma muito agradável do começo ao fim. O final foi bem bacana. O cara pegou uma dst… putz… hahaha. Bom conto. Parabéns.

  16. mariasantino1
    4 de agosto de 2015

    Autor, no geral, um ser híbrido é estéril. Um exemplo básico é a mula (cruzamento entre um burro e uma égua), muares não geram filhos. Outra coisinha é, se o cara estava sofrendo ” fraco e sentindo muitas dores no corpo”, como ele morreu tranquilo? “Morreu tranquilo antes do amanhecer” (Sugestão: Retire o tranquilo, beleza?)
    Bem, o conto tem algumas inconstâncias. A sociedade dos Tussiapi é instigante, bem como instigante a resistência deles, porém, observe que você menciona “Os tussiapi daquela vila não sabiam da incompatibilidade entre o organismo deles com os HUMANOS” , isso é incompatível com o restante, porque em nenhum momento você diz que eles não eram humanos também. Não seria “HOMEM BRANCO?”, ou algo assim? (fica a sugestão).
    Apesar da boa ideia de alguém adormecido enquanto a humanidade padece com um vírus, a narrativa tem descrições muito genéricas (entenda que só me refiro a isso, pela proposta). Tente evitar repetições num curto intervalo de espaço, opte por sinônimos, beleza?
    Para mim, o que foi oferecido não deu para me ligar ao personagem, por isso pouco me importei com a morte do último homem da terra. Mas acho que o conto merece ser estendido, as arestas aparadas e a narrativa, enriquecida. Seu híbrido gera descendentes competentes? Explique melhor isso, amarre mais, venda seu peixe, autor.
    Deslizes: Andou dois passou e caiu (passos)… precisava trabalhar ajudar a mãe viúva (“e” ou vírgula antes de mãe)… histórico livre com drogas (livre de drogas, ou sem drogas)… incomodo(acento)… E (É) pra lá que eu vou.
    Boa sorte no desafio.
    Nota: 6

  17. Rubem Cabral
    4 de agosto de 2015

    Olá, Julius.

    Achei o conto bem escrito, mas está um tanto “frio” de emoções. Achei também que faltaram mais detalhes quanto como Carlos sobreviveu conectado ao equipamento por talvez centenas ou milhares de anos, ou como também não foi contaminado pelo vírus antes.

    O enredo lembrou-me um pouco “A Máquina do Tempo” do H.G. Wells. Penso que história poderia render bem mais com detalhes adicionais e com mais “coração”.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  18. Phillip Klem
    4 de agosto de 2015

    Gostei bastante da sua história. Você é bem criativo e inventivo.
    A nova raça Tussiapi foi algo interessante de se ler. Um pequeno vislumbre do que poderia ser a terra após a extinção dos humanos.
    O que eu não gostei foi o desenvolvimento dos personagens, todos muito superficiais e pouco humanos. Você poderia tê-los explorados mais, suas emoções e características, principalmente os Tussiapi, que pareceram um povo tão interessante mas foram retratados de forma tão rápida. Gostaria de ter lido mais sobre sua inteligência e suas capacidades.
    Sua narrativa também foi um pouco corrida, talvez pela pressão do limite de palavras.
    No geral, foi um conto bem legal e que tem potencial para ser muito melhor.
    Boa sorte amigo, e continue escrevendo.

  19. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Como outro conto, acho que aconteceu muita coisa em 2.000 palavras.
    A historia é boa, mas nao trouxe emoção, apenas narra os fatos.
    Dá pra pegar isso tudo e escrever um romance… hehehe

    Abração!

  20. Piscies
    3 de agosto de 2015

    A história começou bem, mas terminou um pouco sem sal. Esperava mais do enredo, tendo lido o início, que foi bem legal. Depois da metade do conto o texto entrou em um ritmo monótono e nada mais realmente aconteceu. O Clímax foi narrado nos primeiros parágrafos.

    A escrita está excelente. Quase não vi falha alguma, e as que vi foram muito sutis. O que incomodou mesmo foi a falta de conteúdo envolvente.

    Boa sorte!

  21. Evandro Furtado
    3 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei nenhum problema;
    História – 10/10 – acho que daria um ótima trama para video-games;
    Personagens – 10/10 – fascinantes, muito bem descritos;
    Entretenimento – 10/10 – quando menos esperei, estava imerso no texto;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em terceira pessoa que quebra a linearidade logo de início, só acho que a última parte podia ser melhor desenvolvida.

  22. Pedro Teixeira
    2 de agosto de 2015

    Olá, autor! Primeiro, tenho que dizer que o enredo é muito bom, talvez um dos mais interessantes até aqui. Uma pena que seja uma estória inadequada para o formato de conto curto, pela extensão no tempo e quantidade de personagens e situações. Acredito que o grande potencial da estória poderia ser muito bem desenvolvido em uma noveleta, na qual os personagens, cenários, situações e sensações poderiam ser melhor descritos. Por exemplo, a cena em que ele descobre que ficou todo aquele tempo em animação suspensa me pareceu muito sem emoção. Mas você escreve bem e tem um ótima estória em mãos, basta desenvolvê-la em uma narrativa maior.

  23. catarinacunha2015
    31 de julho de 2015

    TÍTULO. Legal, só dá para entender no fim.
    TEMA. FC é uma viagem e esta é imensa.
    FLUXO. Começou meio chato, mas melhorou a partir do meio. Contou uma grande história em pouco espaço.
    TRAMA. A mochila não tinha sumido? Os tussiapi não tinham um pelo no corpo, mas Maa tinha cabelão? Neste caso o deslize não comprometeu em nada o belíssimo conto e a trama novelesca. Lembrou Avatar.
    FINAL interessantíssimo me levou a pensar que esse novo povo bem poderia ser os tupis-guaranis que habitavam o Rio antes da chegada dos portugueses. Viajei.

  24. José Marcos Costa
    30 de julho de 2015

    Uma boa história, mas a narrativa poderia ser um pouco mais envolvente, acho que talvez vc devesse detalhar um pouco mais os personagens, os lugares e as situações, acho que ficaria mais legal, mas mesmo assim vc escreve muito bem e mesmo que seu conto não seja o mais interessante deste desafio ele está muito bom

  25. Felipe Moreira
    30 de julho de 2015

    Temos aqui uma história de proporções grandiosas. Existem vários clichês nela, que lembram Pocahontas, Avatar, entre outras. No mais eu gostei do conto. Gostei da história que você contou, da maneira que contou, mas com algumas considerações.

    Acho que aconteceu muita coisa e assim ultrapassou alguns limites de um conto. Penso que se você se dedicasse com uma boa pesquisa poderia arriscar um romance nessa temática. A parte em que Carlos e Maa se encontram na mata e depois é apresentado ao povo tussiapi foi muito longa, com detalhes até dispensáveis pra um conto.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  26. Tiago Volpato
    28 de julho de 2015

    Legal a história. Achei interessante esse resgate dos ‘índios’ no futuro. A história me pareceu corrida em muitos pontos, muita informação que você quis colocar no texto e você teve que espremer tudo para encaixar no limite do texto, isso prejudicou um pouco a história.
    Abraços.

  27. Lucas Rezende
    28 de julho de 2015

    Olá,
    A história é bem simples e isso não é uma coisa ruim. Conta a origem de uma nova espécie de forma e de como os hábitos dos humanos os dizimaram. E é só.
    O conto é bom mas não é excepcional. A simplicidade da história é uma faca de dois gumes.
    Acho que se o fim da humanidade fosse melhor explorado, bem como essa nova espécie e sua origem, daria um “hype” melhor no conto.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Andre Luiz
    28 de julho de 2015

    Então, eu gostei do texto e da trama apresentada. Você conseguiu ser criativo e inovou para criar a história. Contudo, senti falta da ficção científica em si, não somente de robôs ou raças alienígenas, mas também de tecnologia. Para mim, este tema pedia isto. Desde uma simples arma de fogo até mesmo um acelerador atômico colossal, mas o tema pedia tecnologia. Infelizmente, gostei da trama, mas ela não é o que eu esperava dentro do tema ficção-científica. Enfim, dou-lhe os pontos pelo texto, sempre lembrando do que escrevi em cima. Aproveito também para dar um conselho: É, em um conto, muito melhor sugerir do que descrever. Você narrou diálogos e descreveu de forma objetiva demais a sucessão de fatos. Tente ser um pouco mais subjetivo. Use mais o sentimento dentro do leitor. Use suas palavras para impressionar e emocionar, não apenas entreter. É isso, boa sorte!

  29. Angelo Dias
    25 de julho de 2015

    Gostei bastante do desenvolvimento da história e da ambientação. Acho que ela poderia ter um final ligeiramente diferente, mas nada muito longe do que foi apresentado. Gostei 😀

  30. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-8

  31. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    O objetivo da experiencia não fica claro no início do conto, e isso deixa o leitor um pouco perdido no que está acontecendo. Acredito que um início mais ameno e que deixe ‘iscas’ seja mais eficente. Boa sorte!!!

  32. Davenir da Silveira Viganon
    22 de julho de 2015

    A história tá bem contada, dentro da proposta. MAS a história em si faltou tempero, todos moralmente muito certinhos. Pareceu uma versão criacionista do Planeta dos Macacos. Só que sem macacos…

  33. Leonardo Stockler
    22 de julho de 2015

    O conto parte de uma premissa relativamente comum na ficção científica e nos filmes americanos de pestes, epidemias e zumbi. Aliás, tem até uma comédia do Woody Allen, chamada Dorminhoco, com uma premissa semelhante. Mas fiquei feliz em ver que o desdobramento e a conclusão foram muito mais tranquilos e belos do que aqueles que poderiam descambar pra uma guerra, uma resistência heróica, e outros clichês do tipo. Talvez se tivesse se dedicado a levar adiante uma escrita mais “viajada”, mais densa, com descrições mais imaginativas, o resultado seria ainda melhor. No mais é isso aí, abraços

  34. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) embora amarradinha e com mote interessante, conta uma história muito longa e à distância. Muitos acontecimentos importantes passam sem que pudéssemos sentir, como a estranheza do Carlos quando se descobriu sozinho no mundo, ou como foi o relacionamento com a Maa, ou como ele se sentiu prestes a morrer. Foi narrado de cima, e não nos foi mostrado os seus sentimentos.

    ✍ Técnica: (3/5) o português é muito bom, sem praticamente nenhum erro importante. Perdeu pontos por contar muito e deixar de mostrar fatos importantes: aqueles que realmente gostaríamos de ver.

    ➵ Tema: (2/2) extinção da espécie humana (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a nova espécie foi criativa.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) como já disse, o autor não mostrou os sentimentos e emoções no texto. Um bom texto deve focar na emoção dos personagens. A história deve ocorrer para que esses sentimentos sejam mostrados e não para contar como eles foram, percebeu a diferença? Se não, pesquise sobre a diferença entre contar e mostrar (to show/to tell) no Google.

    Problemas que encontrei:
    ● Precisava trabalhar *para* ajudar a mãe viúva
    ● acoplada *a* um purificador portátil
    ● Após se olharem por um tempo *vírgula* Carlos tentou se comunicar

  35. Renan Bernardo
    19 de julho de 2015

    Muito legal! Achei a fluidez do texto um pouco prejudicada, mas a história é boa e o cenário é excelente. Soube aproveitar bem um tema já batido (pós-apocalipse) e ainda mesclou com a história do Carlos com a Maa. Também gostei da descrição dos tussiapi.

  36. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Saindo dos dias atuais, o personagem nos arremete ao mundo do futuro longínquo, onde uma nova geração de Homem surge, afirmando com esperança que, apesar dos obstáculos e do perigo de extinção, a Vida sempre acha um jeito de seguir em frente. Bom texto. Boa sorte!

  37. Jefferson Lemos
    17 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Achei que você começou muito bem, contando a história do Carlos e tudo mais. Fiquei contente com a ideia de o conto seguir aquela linha narrativa, e então veio uma enxurrada de informações. Desandou completamente, ao meu ver. A história, a trama, e bem interessante, mas a forma como foi contada e como correu, não me agradou.

    A escrita é bem simples, mas não é ruim. Li sem problemas, e não me liguei em erros nem nada disso. Mas a trama deixou muito a desejar.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  38. Alan Machado de Almeida
    14 de julho de 2015

    Seu conto já me conquistou por apresentar um personagem que foge de estereótipos. Um astronauta devoto de São José. Isso é algo único, só o seu personagem tem isso, leia qualquer história de astronauta e você não achará outro. Ninguém é um estereótipo e colocar isso em uma história, principalmente de fantasia, a deixa mais interessante. Eu, por exemplo, trabalho com informática, gosto de escrever e ler (o que é raro, a maioria na minha área comete erros grosseiros de escrita) gosto de Heavy Metal e aprendi a gostar de samba de terreiro (que é bem diferente do comercial que passa na tevê e que não suporto) por causa da minha fé, candomblé. Acho difícil encontrar outro alguém com essa minha história. Nota 9. E ainda digo mais, nos seus próximos contos explore mais personagens que fogem do senso comum. Pra isso é bom usar sempre uma história real como base. Preste atenção nas conversas com taxistas, com o cara da padaria, com os seus pais e avós… Enfim, boa sorte.

  39. Marcel Beliene
    13 de julho de 2015

    Belo, conto! Gostei demais da narrativa, da trama bem fundamentada e cheia de elementos, dos tussiapi… Muito bom mesmo, parabéns!

  40. kleberm2015
    13 de julho de 2015

    Abordagem interessante de como no Universo nada se extingue. Tudo se renova, se transforma. E no caso dos seres biológicos há a adaptação…
    Apenas uma ressalva a fazer. No trecho;

    “Os médicos explicaram que o processo não seria doloroso em nenhum momento e nem incomodo…”

    Talvez seria interessante apenas um pequeno ajuste, para dar uma “burilada” a mais na sentença. Exemplo:

    “Os médicos explicaram que o processo não seria doloroso nem incômodo em momento algum…”

    Foi só o que achei.

    Parabéns ao autor(ou autora)!

  41. Fabio Baptista
    13 de julho de 2015

    Não gostei.

    A escrita não está ruim, mas é totalmente baseada na simples narrativa dos acontecimentos (como uma notícia de jornal), sem empregar qualquer traço de emoção.

    A trama também não me fisgou, achei tudo muito inverossímil. O contágio perpetuado pelo Rio Ganges, o cara ter ficado a salvo na bolha da NASA, a tribo de “escolhidos” aparecer do nada, a tribo de escolhidos ter aceitado o Carlos assim na boa… sei lá… infelizmente não gostei mesmo.

    Alguns apontamentos:

    – vez que viria seu filho
    >>> veria

    – O hábito de depositar corpos no rio Ganges potencializou a epidemia a níveis mundiais
    >>> Como assim???????

    – gado selvagem
    >>> Isso ficou esquisito… porque “gado” diz respeito a animais domesticados.

    – Ao contrário do que parecia, eram muito inteligentes
    >>> Não percebi em que momento não pareceu que eram inteligentes…

    NOTA: 5

  42. Brian Oliveira Lancaster
    13 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Gostei da atmosfera indígena, diferenciada. >> 9.
    G: A história prende e é bem interessante. Só achei que o tempo transcorrido entre o experimento e seu despertar foi pouco para todos aqueles acontecimentos posteriores. As ideias são ótimas, faltou apenas um pouquinho mais de coesão, ou seja, certas partes exigiam a supressão de detalhes e outras careceram de descrições. >> 7.
    U: Está no caminho certo, pois a escrita flui muito bem. Deve-se ter cuidado apenas com a pressa em descrever os eventos. >> 7.
    A: Abordou um futuro bem diferente, quase uma referência ao livro Máquina do Tempo. >> 8.

    Nota Final: 7.

  43. Ivanice
    13 de julho de 2015

    Sua história foi muito bem escrita, muito bem estruturada, foi muito criativo em fazer uma nova linguagem pro povo sobrevivente. Contudo não aconteceu nada emocionante, a narrativa foi bem desenvolvida, porém não houve surpresas.
    Eu não gosto muito de pensamentos utópicos e felizes (foi trágico destruir toda a humanidade, mas uma nova espécie perfeita?) então você pode considerar apenas os elogios e ignorar as demais coisas.
    Continue escrevendo 🙂

    • Renato Silva
      22 de agosto de 2015

      Entenda os tussiapi como uma nova humanidade. Eles não são perfeitos, mas estão mais adaptados às novas condições naturais do planeta do que a raça dominante anterior.

      Obrigado pelos comentários.

  44. Claudia Roberta Angst
    12 de julho de 2015

    Li de uma vez só. O ritmo da narrativa ajudou bastante na leitura. Achei a trama interessante, a do último homem. Ao contrário do que aconteceu com os nossos índios que foram contaminados pelo homem civilizado, aqui Carlos, mesmo sendo o forasteiro, foi o que sofreu com a incompatibilidade de organismos.
    Não encontrei problemas na linguagem empregada, só um deslize aqui:
    (…) sabia que era a última vez que viria seu filho. = que VERIA seu filho
    O tema FC foi bem desenvolvido, no entanto, o final me desapontou um pouco. Faltou algo a mais que fechasse bem a narrativa.
    Boa sorte!

    • Renato Silva
      22 de agosto de 2015

      O final foi corrido. Eu levei uns dias para escrever o conto e enviei no último dia para garantir meus 6 pontos. O conto deveria terminar com um diálogo entre Maa e sua filha. Aquele último parágrafo ficou um lixo. O problema é que, mesmo retalhando o texto, o diálogo não cabia.

      Esse meu “deslize” só encontrei quando li o texto já postado no blog. Fiquei com muita raiva, hehehe.

  45. Cácia Leal
    12 de julho de 2015

    Conto muito bem escrito, mas acho que faltou esclarecer alguns detalhes para se compreender melhor a obra. Entendo que 2.000 palavras é pouco para isso, mas algumas pistas seriam interessantes. Por exemplo, somente ele acordou? Viu o mundo acabado e o que sentiu? Ficou assim calmo e tranquilo? O que houve com os outros que também dormiam? Por que ele não os acordou? No fim, ficou um lindo romance, mas a ficção científica mesmo acabou ficando lá atrás, nas câmaras. Acho que você acabou se desviando do objetivo principal, embora tenha desenvolvido uma bela história.

    • Renato Silva
      22 de agosto de 2015

      A intenção do conto sempre foi de narrar apenas acontecimentos envolvendo a trajetória de Carlos e não entrar em muitos detalhes sobre o que aconteceu, deixando informações somente sobre aquilo que o próprio personagem descobria através de suas leituras e investigações.

      A limitação de palavras “matou” a minha estória. Como sou cabeça dura, preferi “retalhar” o texto ao invés de escrever outra que coubesse melhor no formato. O resultado foi suprimir muitas das emoções do personagem, até mesmo passando a ideia de que despertar naquele mundo fosse algo corriqueiro, como eu sempre vi em filmes/séries/animes/HQs e que sempre me incomodou.

      Ele acordou sozinho. As outras câmaras estavam fechadas e vazia, isso foi explicado no conto. Se havia gente lá, fica o mistério 😛

      Este conto será reescrito da maneira que ele deveria ter sido feito, então muitos detalhes serão acrescentados. Não vou contar tudo, mas pretendo escrever mais estórias envolvendo este cenário. Quem sabe, alguns mistérios não sejam explicados?

  46. Rogério Germani
    12 de julho de 2015

    Olá, Julius!
    O vocabulário vasto e o domínio da escrita mostram que há um escritor experiente por detrás do texto.
    Ainda assim, como disse noutro conto deste desafio, a estratégia de fragmentar a estória num desafio que exige apenas 2000 palavras em seu limite me incomoda: pausar o pensamento a cada troca de ambientação ou momento, confesso, não é uma das coisas mais saborosas numa leitura curta.
    Além disto, restam inúmeras perguntas sem respostas neste conto. Carlos foi o único sobrevivente do experimento financiado pela NASA? Se sim, os tubos ligados à sua cápsula possuíam nutrientes suficientes para mantê-lo vivo até o momento de seu despertar, já que, conforme afirma o texto, a sala estava vazia quando Carlos acordou? Após décadas sob animação suspensa, Carlos “guia” um moderno e silencioso veículo- no texto não diz se é um carro, moto ou outro meio de transporte conhecido- como? Os tubos, além de nutrientes, também o alimentaram com conhecimentos suficientes para dominar as novas tecnologias?

    Boa sorte no desafio!

    • Renato Silva
      22 de agosto de 2015

      Olá, Rogério.

      Concordo inteiramente com você que o limite de palavras prejudicou bastante o andamento do conto, pois eu precisava de mais “espaço” para contar bem os eventos e não deixar pontas soltas.

      Veja, Carlos fez parte de um experimento sobre animação suspensa, no qual ela passaria pouco mais de um ano “dormindo”. Na animação suspensa, as funções vitais são reduzidas praticamente a zero. O líquido que ele recebeu foi para substituir o sangue, mas permaneceria em seu organismo pelo tempo em que ele estivesse adormecido. Ele não recebeu alimentação durante todo este tempo, apenas foi mantido por uma máquina que tinha suprimento infinito de energia, pois era alimentada pela energia solar.

      Os eventos que levaram à extinção da Humanidade ocorreram durante o pouco tempo em que Carlos deveria permanecer na câmara, por isso a tecnologia é sua contemporânea. O que parece não ter ficado claro é que Carlos vive num tempo algumas décadas no futuro. Quando o texto fala em “moderno e silencioso veículo”, era o que tinha de mais moderno naquela época. Mesmo que fosse uma tecnologia muito mais avançada para ele, Carlos teve bastante tempo para estudar seu funcionamento. Além do mais, ele entendia bem de eletricidade, eletrônica e mecânica.

      Tive de cortar muitas parte dos conto. Num dos trechos cortados, é explicado sobre seu trabalho

      “Lavava carros, realiza entregas em sua moto, consertava objetos eletrônicos, realizava manutenções elétricas em galpões e prédios antigos (os novos dispunham de sistemas modernos, realizados por técnicos especializados).”

      Quando usei a palavra veículo, pensei que havia ficado claro que era um carro. Os carros do seu tempo não serão tão diferentes que nós mesmos não saibamos controlá-los; a diferença é que estes carros apresentarão muito mais recursos, funcionarão com energia renováveis, serão mais leves, silenciosos, potentes, seguros e confortáveis.

      “Carlos foi o único sobrevivente do experimento financiado pela NASA?”

      Esta é uma pergunta que realmente não terá resposta no conto. Complicado mensurar quantos humanos sobraram após tantos eventos catastróficos e a dificuldade humana em se adaptar às novas condições. Quantos neandertais existem hoje?

      Na sala em que Carlos despertou, a resposta está no conto:

      “Aproveitou para olhar o local: uma pequena sala, de cor creme, contendo algumas câmaras iguais a sua, mas todas fechadas e vazias.”

      Daí, você pode levantar algumas hipóteses.

      Se tiver interesse, dê uma olhada neste conto que escrevi no começo do ano. Tô pensando se vou ou não inseri-lo no mesmo universo.

      https://www.wattpad.com/myworks/34087839-minhas-impress%C3%B5es-sobre-este-mundo

      obs: O nome “Entre contos” não tem nada a ver com este blog e o o grupo. Foi o nome que sugeriram para a coletânea. Só não sei explicar se foi coincidência ou plágio. O nome também foi escolhido através de votação no grupo. Eu não conhecia este aqui na época.

      Obrigado pela força!

  47. elicio santos
    12 de julho de 2015

    Bom, mas acho que faltou a unidade de tempo proposta à categoria conto.

    • Renato Silva
      23 de agosto de 2015

      Verdade. Enredo inadequado para um espaço tão limitado de palavras.

  48. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Gostei da história. Eu faria um pouco diferente a construção da narrativa, mas é algo pessoal meu.

    Lovecraft diz que histórias fantásticas, para funcionarem, tem que ser narrados como se fossem um documento verídico (carta, depoimento, diário, etc).

    O interessante seria fazer a narrativa em primeira pessoa, como se fosse o diário do protagonista, e no final (último parágrafo) transformá-lo nas observações de algum personagem (um historiador, quem sabe) do futuro explicando que o diário é um texto histórico dessa nova civlização.

    • Renato Silva
      23 de agosto de 2015

      Acho interessante a tua sugestão. Não costumo muito escrever em primeira pessoa, pois acho meio limitante, a partir do momento em que tudo se resume às observações de um narrador-personagem humano e não um narrador-observador e onisciente.

      Vou procurar conhecer mais a obra do Lovecraft e observar mais seu estilo narrativo. O livro “Drácula” foi todo composto em forma de cartas, escritas por vários personagens. Ficou interessante.

      No caso deste conto, senti a necessidade de contá-la a partir de um narrador onisciente, que pudesse explicar a causa da morte de Carlos, por exemplo.

E Então? O que achou?

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Publicado às 12 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .