EntreContos

Literatura que desafia.

A Terceira Regra da Magia (Alan Cosme Machado)

A Terceira Regra da Magia

Os seus pés ágeis se ajustavam facilmente às cordas dos varais altos, às lonas das tendas dos mercadores, aos cantos das janelas e às telhas das casas. Para ele esses ambientes de difícil acesso eram terrenos agradáveis. De sua cidade mais ninguém conseguia acompanhá-lo, nem mesmo os outros meninos de rua, por isso ele se achava superior. – Sou o rei de Agrabah! – Gritava o garoto de onze anos em seu júbilo infantil. Ele não tinha medo de cair, pois era detentor da arrogância e a certeza de imortalidade dos muitos jovens.

Ele era irresponsável não só por desafiar as alturas, mas também por se arriscar ao olhar o que não lhe era permitido. A igreja islâmica era a maior edificação da cidade, do seu telhado o menino espiava os jardins do palácio. Para os seus olhos que conheciam pouco do mundo aquela visão era a mais próxima do Paraíso. O Jardim possuía um verde sem igual, um belo lago e pássaros de todas as cores. Porém, não eram aquelas belezas que atraiam o seu olhar, mas sim uma de outro tipo.

A princesa descansava sua preguiça em um banco acolchoado enquanto era servida pelas escravas do sultanato. Por estar em um ambiente particular a princesa vestia-se com uma roupa muito a vontade, ao ponto de deixar sua barriga de fora. Um traje azul de seda solto, que esvoaçava em sua pele. – Jasmine. – Mesmo saindo de sua própria boca, só a audição daquele nome já o encantava.

Ela era inalcançável sendo da nobreza. Não havia a menor possibilidade deles contraírem matrimônio, mas isso não o impedia de sonhar. Sonhou pela tarde inteira só se libertando da fantasia quando sua barriga roncou tragando-o a realidade. O garoto desceu do telhado e realizou um dos seus ofícios. Roubar moedas dos distraídos no mercado.

Fora os pequenos furtos, o garoto ajudava a mãe vendendo a tapeçaria que ela fiava. Ele reclamava que o trabalho era muito feminino. – É esse trabalho que te dá o que comer. – Era a resposta que recebia da mãe. Ela sabia que seu menino roubava. A mãe tinha vontade de repreendê-lo, de alertá-lo que aquele era um caminho que Alá não aprovaria. Mas como vivia com a fome sempre a espreita, ela engolia sua moral. O menino trazia dinheiro da rua e ela simplesmente “esquecia” de perguntar a origem.

Aquela manhã seria mais uma outra qualquer de furtos se um homem diferente não tivesse aparecido no mercado. Ele não era da nobreza, se fosse o menino de rua o reconheceria. O que chamou sua atenção foi o fato das pessoas o evitarem. Não por se acharem superiores, como normalmente faziam com os muito pobres, mas por medo. Só o fato dele trajar-se com tanto preto já chamaria atenção, mas o que mais o destacava eram sua pele excessivamente branca e o seu cajado com um rosto de bode entalhado na ponta.

– Quem é esse aí? – Perguntou o menino de rua.

De tão surpreendido com a presença do visitante de negro, o segurança da guarda real até se esqueceu que quem perguntava era um trombadinha e respondeu com educação. – Ele é um feiticeiro, garoto. Fique longe deles se tem amor a sua vida e a sua alma.

O menino usou de suas habilidades furtivas para seguir o feiticeiro pelos telhados. – Um homem tão poderoso assim deve ter algo valioso para se roubar. – Pensou. Acostumado a seguir compradores displicentes, o garoto nem desconfiou que o bruxo já sabia estar sendo seguido. O feiticeiro ignorou o seu perseguidor, deixando que o menino descobrisse onde morava.

Uma carruagem que tinha quatro cavalos e era grande o suficiente para servir de morada. O feiticeiro havia estacionado sua casa móvel em um terreno afastado do centro da cidade. Longe o suficiente para os telhados acabarem e darem lugar aos coqueiros. Aquele cenário estava fora do seu domínio, por falta da onde se esconder o menino de rua acabou se revelando.

– Quem me persegue? Diga o seu nome se não quiser conhecer a fúria de um feiticeiro!

Olhando de perto, o bruxo tinha um semblante bem cansado. Sua idade avançada fez com que a pele dos olhos ficassem flácidas ao ponto de parecerem penduradas. Para o garoto aquele homem não transmitia temor. Ele respondeu a pergunta por educação, não por medo de algum feitiço. – Sou Aladdin, filho de Cassim.

– E onde estão os seus pais?

– Minha mãe em casa, meu pai Alá já levou.

– O que quer comigo, filho de Cassim? – Silêncio. A resposta para aquela pergunta era “roubar algo de valioso”, mas claro que Aladdin não revelaria isso. Sem ter talento para mentir, ele simplesmente emudeceu. – Acho que o sol queimou sua mente, venha para dentro onde possamos terminar a conversa.

Aladdin ficou receoso de estar sozinho em um espaço confinado com um estranho. O jovem ouviu muitas histórias de meninos de rua abusados por guardas e até mesmo religiosos. Engolindo o seu medo, ele entregou sua sorte à Alá.

A carruagem tinha duas estantes recheadas de livros. Aladdin nunca havia visto tantas obras literárias juntas. O garoto olhou para aquela coleção interessado e o feiticeiro percebeu. – Gosta de ler, meu jovem?

Aladdin abaixou o olhar e com a maior vergonha do mundo respondeu. – Eu não sei ler.

O feiticeiro se sentiu estupido. “É claro que ele não sabe ler, é um menino de rua”. Tentando consertar o que julgou ter sido uma indelicadeza sua, o feiticeiro se obrigou a ajudar o garoto. – Eu posso ensiná-lo.

– O quê?

– Está decidido. Vou versá-lo nas artes da leitura, esgrima, astronomia e magia. Com esse conhecimentos duvido que você permanecerá na mendicância por muito tempo.

Os olhos de Aladdin brilharam e o feiticeiro sorriu em resposta. Apesar dos seus dentes serem falhados, tortos e amarelados, foi um sorriso bonito. – Você me dá tanto e eu nem sei seu nome.

– Jafar.

No dia seguinte, Aladdin já estava com uma espada em punho treinando esgrima com o seu mestre. Sem o menor aprumo para aquela arte, o menino achava que brigar com espadas era só enfiar a ponta da arma no bucho do adversário. Com um giro veloz Jafar desarmou seu discípulo e fez com que ele comece areia ao cair de cara no chão.

– Você tem onze luas enquanto eu já tenho oitenta e sete. Mesmo assim eu ainda consigo vencê-lo. Por quê?

Aladdin tentou uma segunda, terceira e quarta investida, não obtendo resultados muito melhores. – Separe mais as pernas. segure sua arma com firmeza. Tente surpreender o inimigo, seus golpes são muito óbvios. – O treino começou a ficar mais acalorado quando a primeira gota de sangue jorrou. O menino abriu a guarda com a espada e recebeu uma cotovelada na boca.

– Mas isso é aula de esgrima! Isso foi golpe baixo!

– Você acha que no mundo real o seu inimigo irá ligar para regras? Ele usará a espada, seus braços, suas pernas, qualquer coisa que estiver a sua disposição. Em uma briga real é vencer ou morrer.

Alguns hematomas depois, Jafar começou a ensinar ao seu discípulo astronomia. Uma tarefa que se mostrou mais difícil do que a esgrima, pois o menino estava cheio com as ideias erradas que lhe encheram a vida inteira.

– A Terra é o centro do universo. – Disse Aladdin. – Nós somos o fruto principal da criação de Alá.

– Garoto, olhe para as estrelas à noite. Milhares delas. Centenas de milhares. Você acha mesmo que todas elas nasceram só para nos iluminar? É muita prepotência.

– Qual o tamanho do universo, então?

– Imenso, grande demais para uma criança como você ou um velho como eu mensurarmos.

Para a próxima aula, Aladdin precisou aprender a ler e escrever. Um trabalho custoso, mas ao qual o menino conseguiu surpreender Jafar ao demonstrar uma grande afinidade na área. – Os melhores leitores aparecem de onde menos se espera. – Incentivou o feiticeiro.

Por último a aula mais aguardada: magia. Aladdin queria saber tudo o que seu mestre sabia sobre a arte de ser um feiticeiro. Mais do que tudo, ele queria presenciar Jafar executando uma proeza fantástica. Algo que não viu desde que o conheceu.

– Magia tem um preço, não vem de graça. Não pode ser gasta levianamente. – Instruiu Jafar.

– Mas como eu posso saber se ela realmente existe se eu nunca a vi?

Não foram bem as palavras de Aladdin que o convenceram. Lá no fundo ele queria se exibir. Jafar pegou de dentro da sua casa móvel o tapete que adornava o chão e o estendeu na areia. Aladdin achou um pecado tratar o tapete daquela forma. Como trabalhava com tapeçaria ele sabia reconhecer um trabalho valioso.

Jafar pisou no tapete e com sua ordem ele ergueu-se, mantendo seu dono a um metro do solo. A cena foi tão estranha para Aladdin que seu cérebro demorou de registrá-la. Quando o fez ele deu um gritinho de espanto e tapou sua boca com as mãos em seguida envergonhado.

– Gostou dele? É seu se quiser.

Com o tempo, a mãe de Aladdin começou a notar que o dinheiro dos furtos diminuía. Seu filho passou a aparecer cheio de cortes e manchas roxas, devido as aulas de esgrima. – Aladdin, o que você está aprontando? – O menino de início conseguia enrolar a mãe, mas logo suas aulas com o feiticeiro caíram em seu conhecimento. Uma conhecida revelou a ela ter visto o seu filho confabulando com “a figura sinistra”.

Depois de mais uma manhã espiando a princesa Jasmine em seu jardim, Aladdin voltou à sua casa e lá recebeu um sermão da mãe. – Meu filho, é verdade que você anda se misturando com feiticeiros?

O garoto demorou de responder, temendo que ela fosse explodir, o que de fato aconteceu. – Ele me ensinou a ler, a escrever e várias outras coisas.

– Meu filho, feiticeiros são os rejeitados de Alá! Vá para a igreja e peça perdão! Agora!

– Então é assim?! Eu tenho que abaixar a cabeça a vida toda e aceitar essa vida de miséria?! Aguentar os olhares de superioridade dos outros, beber água barrenta, comer um dia sim outro não. Mãe, você não cansa disso?!

– Se for da vontade de Alá a nossa vida humilde…

Aladdin saiu pela porta chutando um banquinho de madeira. – Para o inferno com Alá! – Mesmo sem o céu estar nublado, assim que tais palavras foram proferidas um trovão rugiu. – Se a magia for o caminho para eu melhorar de vida eu a usarei!

Na próxima vez que foi visitar seu mestre, dois dias depois, Jafar se assustou com o seu semblante irritado, o que não era de seu feitio. – O que foi, garoto?

– Seja sincero. Por que está me ajudando tanto?

Jafar olhou para baixo, fechou os olhos, respirou fundo e respondeu. Ele não gostava daquela verdade. – Não é obvio? Olhe para mim. Não tenho onze luas como você. Acumulei tanto poder durante anos que não tenho mais serventia para ele agora que estou no fim da minha vida. A não ser passar adiante, para alguém que me substitua.

“Acumulei tanto poder”, foram as palavras que deixaram Aladdin alerta. O garoto se ajoelhou perante o seu mestre, que estava sentado na escadinha da porta traseira de sua carroça, e pediu quase implorando. – Me ensine tudo o que sabe sobre magia. Por favor.

– Ser um feiticeiro é menos glamouroso do que parece. Tem mais a ver com estudar muito do que soltar raios ou voar.

– Tudo bem. Eu aceito qualquer coisa que disser.

Após a briga com sua mãe, Aladdin não teve mais coragem de voltar a morar com ela. Seu orgulho fez com que preferisse dormir ao relento, aturando as noites frias de Agrabah. Fazendo do telhado de uma fábrica de tinturaria cama. Enquanto dormia ele sonhava com a princesa. Um sonho nem um pouco pudico, onde faziam coisas que em sua cultura só aos casados era permitido. – Tenho que conquistar essa mulher e a magia vai me ajudar.

– Tudo na vida tem regras. – Ditou Jafar. – Com a magia não é diferente, anote. – Como um aluno aplicado, Aladdin escrevia em uma folha de papel o que o seu tutor lhe dizia. – Regra número 1: não dá para forçar uma pessoa a amar alguém que ela não queira. Você até pode forçar essa pessoa a ter uma atração sexual por outra, mas as duas coisas são bem diferentes. Regra número 2: não dá para ressuscitar os mortos. Sinto muito se você sonhava reencontrar o senhor Cassim.

– Não sinta, meu pai não era um homem que valeria a pena trazer de volta. – A resposta seca de Aladdin surpreendeu o feiticeiro.

– Regra número 3: a mais importante delas. Nunca, em hipótese alguma, invoque um djinn.

– O que é um djinn?

– É até melhor que não saiba. Vamos estudar outro assunto. Copie: o dictamo é uma flor que…

Com a passagem dos anos a voracidade de Aladdin em querer crescer socialmente aumentava. O menino de rua já não mais aturava os olhares de desprezo que recebia de todos. Não suportava mais os guardas do sultão o enxergando com suspeita sem ele ter feito nada a não ser respirar. Aladdin passava noites em claro devorando o conhecimento de vários livros. Com o tempo Jafar soube de sua condição de moradia e o convidou a morar com ele. O garoto dormia no chão duro da carruagem, em cima do tapete, mas ao menos tinha um teto.

Dentre essas leituras, Aladdin encontrou um livro de invocações a qual um dos capítulos versava sobre os djinns. “Como invocá-los e ter poder sobre eles”. “Seres de pura magia”. “Nascidos depois dos anjos e antes dos homens”. Aladdin sabia que não era certo, mas guardou aquele livro em um lugar separado para estudá-lo mais tarde. Agora com quinze anos ele se achava capaz de dominar tais criaturas.

Aladdin cresceu e ganhou tônus muscular devido ao treinamento com o feiticeiro. Ele não fora o único que se desenvolvera, a princesa que roubou seu coração também mudara. Jasmine ganhou corpo de mulher, ficando ainda mais atraente. Espiando-a do alto da igreja, o menino de rua se desesperou ao ouvir uma história de casamento. – Meu amor vai se casar?! Claro, idiota! Ela já tem quinze anos! – Mesmo sabendo que era descabido, Aladdin queria impedir aquela união.

Aproveitando-se da ausência de Jafar, Aladdin fez um círculo místico tal qual o livro ensinara. Foi uma tarefa difícil, pois o desenho era cheio de detalhes e qualquer coisinha errada faria a invocação falhar. Ele já estava começando a tentar quando ouviu um grito.

– Menino, o que está fazendo?!

– Treinando um feitiço simples de…

– Acha que sou estúpido?! Já vivi muitas luas para reconhecer o que está fazendo. Djinns não!

– Você é um velho burro, que ignora um poder desses que está à sua mão.

Visivelmente, o rosto de Jafar murchou com a decepção. – Não tenho mais o que te ensinar. Saia. Durante todo esse tempo você não aprendeu nada.

– Só saio quando terminar o que vim fazer.

Ao perceber que seu discípulo estava prestes a invocar a entidade, Jafar apontou seu cajado em sua direção para impedi-lo com um feitiço. O jovem foi arremessado por uma força invisível que o fez se chocar contra a parede da carruagem com força.

– Acho que fui muito mole com você ao ponto de fazer com que se esquecesse que ainda sou um feiticeiro a ser temido. Talvez algumas luas vivendo como um passarinho faça com que se lembre. – Jafar ainda preparava sua maldição quando o garoto teve um pensamento mais rápido.

– Tapete! – Em sua disputa com o seu pupilo, Jafar não atinou que pisava no carpete mágico. O tapete respondendo ao comando do seu mestre subindo até o teto da carroça e batendo o corpo de Jafar com força. Apesar de ser poderoso, ele tinha a constituição frágil de um idoso comum. A investida o deixou muito ferido ao ponto de não conseguir segurar seu cajado e muito menos levantar.

Aladdin tomou o cajado de Jafar. – Você disse certa vez que só lhe restava treinar alguém que o substituísse. Esse dia chegou. – Jafar assistiu horrorizado ao seu pupilo usar seu próprio cajado para amaldiçoá-lo, transformando-o em um outro cajado. Este tendo uma face de naja talhada na ponta.

Com o novo cajado que confeccionara em mãos, usando o corpo e a alma de Jafar, Aladdin jogou o antigo cajado de bode fora. – Agora é só continuar de onde parei.

O djinn foi invocado.

A criatura azul tinha corpo musculoso e era careca, com exceção de um rabo de cavalo longo. Suas orelhas pontudas e olhar sempre zangado eram intimidadores, mas não tanto quanto as escrituras entalhadas em seu corpo. Aladdin as reconheceu como partes do corão. O garoto nunca havia dado muita atenção aos ensinamentos religiosos de sua mãe, mas agora diante daquela prova viva o temor da fúria de Alá passou a abafar o seu peito. Mas agora era tarde demais para arrependimentos. A entidade já estava à sua frente. Se não conseguisse dominá-la ela certamente comeria sua alma.

– Foi você? – Perguntou o djinn. – Fui invocado por um menino que ainda mija na cama? – A voz do djinn ressoava como um trovão.

– Mais respeito comigo! Sou Aladdin, filho de Cassim! Seu novo mestre!

O gênio deu uma risada gutural e estrondosa, forte ao ponto de parecer poder desmoronar montanhas (e talvez até pudesse). – Então diga, “mestre”. O que deseja? Um brinquedo novo?

– Eu quero o que me foi negado a minha vida inteira. Eu quero tudo!

– Deixa eu adivinhar: mulher e dinheiro. Vocês criaturas de barro não são nada originais. – O djinn abriu seus braços apontando-os aos céus e ordenou uma chuva torrencial. Não de água, mas de moedas de ouro.

Agrabah recebeu aquela chuva inicialmente como uma dádiva, os pobres começaram a catar as moedas com voracidade, mesmo elas caindo em abundância. O suposto milagre começou a mostrar suas mazelas quando os primeiros morreram. Pessoas brigaram com facas e espadas mesmo tendo moedas suficientes para todos. A usura humana sempre falava mais alto.

Os miseráveis se iludiam acreditando que iam se transformar em nobres. Devido a falta de estudo eles não entendiam que muita moeda em circulação significava o declínio do seu valor. Para piorar, a chuva constante provocou desabamentos. O peso do acumulo de moedas em telhados fez com que alguns cedessem e muitos morressem. Inclusive a mãe de um certo adolescente que resolveu brincar com magia.

Aladdin, que era mais instruído do que a média, ao assistir àquela chuva não natural da janela da carroça percebeu que isso não iria acabar bem. – Pare com essa loucura, agora!

– Como quiser, meu amo. – O gênio respondeu com um sorriso zombeteiro que desagradou Aladdin.

– Você irá me respeitar, criatura danada! Não invente, faça exatamente o que eu pedir!

– Sim, meu amo. – Dessa vez o djinn respondeu com seriedade. Por não ter sentido mais o medo na alma do seu dono, a criatura mística passou a respeitá-lo.

Usando uma lâmpada a óleo velha Aladdin completou o feitiço ao prender o gênio no interior daquele objeto. Até o momento a entidade estava presa somente à um círculo frágil de giz. A lâmpada era ao estilo árabe, lembrava uma chaleira dourada, só que possuía mais curvas.

Aladdin saiu da carroça que agora lhe pertencia com o cajado de naja em mãos. No seu cinto guardava a lâmpada onde havia aprisionado o gênio. Ele precisava ver com os próprios olhos como Agrabah estava. Antes de partir, porém, ele colocou um feitiço na carruagem de proteção, para que ninguém a visse. Aladdin mal havia adquirido poder e já tinha medo de perdê-lo. Jafar nunca teve aquele tipo de cuidado.

Agrabah reluzia em ouro, a cor da sua tragédia. Não faltavam defuntos nas ruas e nem gente moribunda. Além disso pessoas se digladiavam e outras perdiam a sanidade, rindo como hienas. Apesar de tanto prejuízo, Aladdin não sentia remorso. Isso até perceber que feriu a única pessoa que o amava.

– Mãe?! – Usando magia, o novo feiticeiro removeu o corpo sem vida de sua matriarca dos escombros e começou a chorar.

– Eu posso trazê-la de volta à vida. – Sussurrou-lhe a voz que vinha de dentro da lâmpada.

– Então faça. – Ao pedido do seu amo o djinn ressuscitou a mulher falecida, Aladdin acabou de quebrar a segunda lei da magia. A criatura mágica que o servia era um ser pernicioso. Sabia que a magia que ressuscitava os mortos não era usada, pois só reanimava o corpo e não trazia a alma de volta. Só Alá sabia que espírito passou a habitar o corpo daquela mulher.

– Me perdoe, mãe! – Disse Aladdin ao abraçá-la. – Deveria ter te ouvido.

– Não, você tinha razão. – Respondeu o espírito incorporado em mãe. – Os ricos nos tiraram tudo, temos o direito de reclamar o que nos é de direito.

– Mas, mãe, a senhora disse…

– As vezes Alá age por maneiras misteriosas, se ele o apresentou à magia era para que a usasse. Faça tudo o que tinha em mente fazer.

Mesmo antes de ter poderes mágicos, Aladdin conseguiria invadir o palácio do sultão. Era só escalar as paredes e muros. Porém, em sua nova posição, ele se recusava a agir como um ladrãozinho comum. Aladdin ordenou que o seu tapete mágico viesse até a sua presença e o levasse até a parte alta do palácio. Ele entrou pelo jardim, o local que espiou por tantas horas seu amor platônico.

Os guardas vieram armados com suas espadas, mas assim que Aladdin transformou um deles em uma arara vermelha, os demais jogaram suas armas no chão e fugiram.

Aladdin entrou na parte interna em busca do seu amor. Mais primeiro teve que enfrentar a fúria do sultão. Um homem que já fora um guerreiro excepcional, mas cujo a vida confortável no palácio o enfraqueceu. Só por distração, Aladdin defendeu três golpes do seu adversário. Quando a luta perdeu a graça, o garoto resolveu por transformar o líder de sua cidade em um macaquinho. – Abu. Esse será o seu nome.

A porta pesada do quarto da princesa foi aberta com tanta brutalidade que estilhaçou. Jasmine se escondia ao lado do príncipe, encolhidos em um canto. Recém casados, eles nem haviam consumado o matrimônio. Aladdin teve essa certeza ao vasculhar os lençóis da cama.

– Você, saia. – O príncipe saiu do quarto implorando por uma clemência solenemente ignorada. Ao chegar no lado de fora foi transformado em um tigre. – Rajah. Esse será o seu nome. Fará a proteção da minha princesa.

– Eu nunca serei sua princesa! – Berrou Jasmine. Agora ela estava de pé, disposta a desafiar o feiticeiro não importando as consequências.

– Isso veremos. – Aladdin invocou o seu djinn e como resultado a princesa perdeu toda a coragem que havia acumulado para enfrentá-lo. – Faça com que ela me ame. – Sem se dar conta, ou sem se importar, Aladdin quebrou a primeira lei da magia.

– Amo, o amor verdadeiro não se consegue de forma não natural. – Disse o gênio. – Mas isso não significa que não seja possível suprir suas necessidades. – O ser místico mudou algo dentro da cabeça da princesa. Jasmine perdeu toda a força de vontade e se tornou não muito mais do que uma boneca de carne e osso. Suas vestes reais foram removidas peça por peça pelo gênio. Ela não reclamou, nem fez o menor movimento para impedi-lo.

Aladdin finalmente realizou o seu sonho de anos que era ter a princesa para si. Ela não falava, nem resmungava ou murmurava. Só respondia aos comandos gestuais do feiticeiro obedecendo-o em tudo e por fim entregou a ele sua virtude. Aladdin consumou o casamento que não era dele, mas não havia ninguém para puni-lo. Ele desobedeceu todas as leis da sociedade, de sua fé e da magia.

A era do sultão havia acabado, agora era a vez de Aladdin governar Agrabah com mãos de ferro. Com a ajuda do seu djinn os estragos da chuva de ouro foram consertados e a sociedade seguiu sua vida cotidiana, mas agora com muito mais medo de seu líder do que antes.

Aladdin mandou que seu gênio criasse um trono ainda mais suntuoso para que pudesse se exibir aos plebeus e aos visitantes de terras longínquas. Sua bela esposa, cuja voz pouco era ouvida, ficava sempre ao seu lado. Um tigre acompanhava Jasmine quando seu marido não podia estar perto dela. Era um marido possessivo, todos diziam quando ele não ouvia.

Após dois anos de Aladdin ter tomado o poder, Jasmine engravidou. Dessa aliança forçada nasceu um menino sadio que lembrava fisicamente o pai, mas que herdou o coração da mãe (graças à Alá). Aziz, foi como o batizaram.

Quinze anos depois…

Jafar estava preso na forma de um cajado, mas sua magia poderosa permanecia intacta. Ele só aguardava o momento oportuno para exercer sua influência, se livrar de sua maldição e realizar sua vingança.

Como qualquer membro da aristocracia, Aziz foi treinado nas artes de combate. Mal ele havia aprendido a caminhar e já lhe entregaram uma espada. Em seus primeiros anos foram armas de madeira com pouco potencial ofensivo, aos sete lhe entregaram sua primeira espada de verdade.

Aladdin era uma figura paterna distante, sempre perdido em alguma questão importante do seu reino, que a cada dia crescia mais. Agrabah deixou de ser apenas uma cidade para se tornar aos poucos o centro de um império. As cidades vizinhas foram as primeiras a cair perante seu nome e a lhe prestar tributos.

Apesar de lutar bastante com a espada em seus treinos, em sua vida real, Aziz nunca lutou por nada. Mesmo já tendo quinze anos ele pouco saia do palácio. Sua vida era um confinamento não declarado que não desagradava-o por lhe ser muito confortável. Suas roupas eram bem tratadas, a comida e a bebida eram da melhor qualidade e até mesmo sua futura esposa seria arranjada. Aziz recebia o que queria sem que precisasse esboçar o mínimo de esforço.

Com o tempo, porém, seu estilo de vida começou a incomodar. Aziz sentia que o mármore e a beleza do palácio estavam o enclausurando. Também começou a questionar algumas atitudes estranhas dos seus pais como o cajado de cobra a qual Aladdin nunca se separava e o comportamento de Jasmine frente ao sultão.

Certa noite, deitado em sua cama confortável, Aziz teve um sonho mais vivido do que um sonho deveria ser. Uma carruagem estacionada nos limites da cidade presa a quatro cavalos há muito tempo mortos de fome. Em seguida a voz de alguém idoso, cansado e cheio de lamúrias.

– Tentei deixar um legado, mas fui impaciente e escolhi o garoto errado. Estou pagando esse erro com uma maldição que me privou do meu merecido descanso eterno. – Aziz visualizava em sua mente o cajado do seu pai com a imagem sobreposta de um idoso vestido de preto. – Você é o garoto certo! A pureza do seu coração não irá deixar que se contamine pela tentação do poder como seu pai o fez.

– Meu pai? O que meu pai tem a ver com a história?

– Está na hora de crescer, garoto. Seu pai é um crápula que matou dezenas e escravizou outros tantos, inclusive sua mãe. Ele não é um homem, é um monstro.

– Não! Meu pai é um homem honrado que…

– Estou vendo que apesar de ter um coração puro lhe falta a coragem necessária até mesmo para encarar a verdade. Não me decepcione, você é minha última esperança. Minha e de Agrabah.

Na manhã seguinte, assim que despertou, Aziz foi procurar a tal carruagem de seus sonhos. Como era da nobreza ordenou que dois guardas o escoltassem. – Mas, príncipe, talvez o sultão não aprove sua saída.

– Já sou adulto o suficiente para tomar minhas próprias decisões. Vai me obedecer ou não? – Sem outra opção, os guardas acataram a ordem, mas com medo de que o “principezinho” aprontasse alguma que acabasse sobrando para eles.

Após vinte minutos de caminhada Aziz chegou ao lugar do seu sonho, mas não viu nenhuma carruagem. Ao menos a princípio. O príncipe foi se aproximando do que ele achava ser o ponto certo e quando chegou perto demais simplesmente sumiu da vista dos guardas. Os dois ficaram desesperados acreditando que Aziz havia desaparecido.

O garoto não havia desaparecido, só passou pelo feitiço de ocultamento que Aladdin lançado anos atrás. A carruagem estava lá. Em seu interior, Aziz viu uma coleção literária, muita poeira e um cajado parecido com o de seu pai, só que com o rosto de um bode entalhado.

Aziz pegou o item mágico e pela primeira vez sentiu circular em suas veias magia. – Liberte o Djinn. – Dizia a voz do idoso. – Destrua a lâmpada que o aprisiona e ele irá se voltar contra o seu amo. Essas criaturas mágicas não gostam de serem aprisionadas e são muito vingativas.

A imagem da lâmpada mágica veio a mente de Aziz. A experiência era ainda mais desconcertante do que a anterior, enquanto dormia. – Não posso ir contra o meu pai.

– Pode e vai. Está na hora de você deixar de ser um garoto mimado e se tornar o líder que Agrabah merece.

De volta ao palácio, foi fácil ao príncipe encontrar a lâmpada que Aladdin guardava em seu quarto. Durante o caminho os guardas e escravos se questionaram o porquê de Aziz estar portando um cajado similar ao do sultão. O menino percebeu os olhares, mas não se importou. Tinha uma missão a cumprir. O príncipe bateu com o cajado na lâmpada fazendo com que ela começasse a rachar até quebrar em mil pedaços. O espírito contido nela agora estava livre.

Momentos depois um grito se fez ouvir. Aziz reconheceu a voz do seu pai e foi correndo em sua direção. Durante o percurso ele notara que Abu, o macaquinho de estimação da família, se transformara em um velho e que Rajah, o tigre que protegia sua mãe, se converteu em um homem.

Em seu escritório Aladdin era cercado por uma nuvem azul. Aziz prestou atenção naquele nevoeiro mágico e viu o rosto de uma criatura que parecia bastante zangada. – Então é assim que um gênio se parece?

– Desrespeitador das leis de Alá! Receba o seu castigo! – Disse o djinn sumindo em seguida. O gênio, a fumaça mística e Aladdin simplesmente desapareceram. Para onde foram, Aziz não fazia ideia e se preocupava muito com isso.

– Muito bem, meu jovem. – O antigo cajado do sultão reassumiu a forma de um idoso trajado em ébano, Jafar. – Agrabah agora está livre. Venha, me devolva o meu cajado. Tenho muito a te ensinar.

Aziz protegeu o objeto mágico com o próprio corpo, a magia contida nele ainda falava à sua mente. Com sua manipulação o feiticeiro não previu que o garoto acabasse descobrindo mais do que o planejado. – Você fez o mesmo! Também invocou um djinn!

– Não! – Gritou Jafar ao temer o que Aziz pudesse fazer com esse conhecimento. – Veja bem, eram outras circunstâncias, uma causa nobre, eu enfrentava um ditador que….

– Você me forçou a matar o meu pai!

Aziz bateu o cajado de cabeça de bode contra o chão agindo como o objeto lhe revelava. O impacto não foi forte o suficiente para quebrar a madeira daquele instrumento, mas o feitiço que foi liberado sim. O cajado partiu ao meio e uma entidade saiu de seu interior. Agora foi a vez de Jafar se debater inutilmente aos gritos enquanto era cercado por uma fumaça, a sua vermelha, e desaparecer em seguida.

Aziz chorou, pois apesar de ter a ciência de que Aladdin era um monstro, ele ainda o amava como um filho ama um pai. Braços femininos o abraçaram por detrás. Pelo toque o garoto reconheceu que era a sua mãe, Jasmine. – Para onde meu pai foi, mãe?

– Para o… – Jasmine não conseguiu terminar a frase. Ao mesmo tempo que não queria mentir para Aziz, não queria chocá-lo com a verdade.

– E há escapatória desse lugar?

– Sinto muito, filho, receio que não. Mas não fique triste, seu pai e aquele homem velho trilharam o caminho que escolheram. Agora você deve se preparar para ser o sultão que Agrabah merece.

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4 comentários em “A Terceira Regra da Magia (Alan Cosme Machado)

  1. Alan Machado de Almeida
    5 de setembro de 2015

    Obrigado pelo apoio de todos. Vou refazer esse conto. Na verdade estou planejando um projeto envolvendo contos de fada só que modernizados. Claro que algo assim leva muito tempo, mas está nas minhas metas e vocês me ajudaram.

  2. Anorkinda Neide
    24 de agosto de 2015

    Eu gostei bastante!
    Claro que em umas lapidações importantes pra fazer na gramática
    e no enredo..

    como, por exemplo, não misturar pensamentos teus, autor, que és ocidental e brasileiro e tem em mente nossos problemas sociais, com a vida e a cultura orientais que são bem diferentes… algumas vezes o discurso do menino rebelde Alladim fica muito ocidental no seu texto.

    Algumas coisas aconteceram muito rapidamente como o feiticeiro decidir tomá-lo como discípulo e achei bem chato, na verdade a menção de q Aladim era um menino de rua, feita várias vezes na primeira parte da história, sendo que ele não era um menino de rua, mas morava com a mãe. Muito depois ele abandonou a mãe e foi viver na rua, mas daí o narrador já não o chamava de menino de rua.. rsrsrs E o feiticeiro demorou muito pra descobrir q ele estava dormindo na rua, achei isso estranho tb.

    Mas um Alladim perverso e o final com a revelação do djin do feiticeiro foram dois pontos super positivos pra minha leitura… hehehe

    Abração

  3. Fabio D'Oliveira
    21 de agosto de 2015

    ☬ A Terceira Regra da Magia
    ☫ Alan Cosme Machado

    ஒ Físico: Há um ponto que devemos ter foco nessa análise, na forma como o autor escolheu para contar sua estória. O mundo é gigantesco. O enredo é gigantesco. Para o leitor se envolver nessa grande aventura, que se trata de um verdadeiro épico, é necessário que ele sinta afinidade com o universo e os personagens. Nesse caso, apenas contar a estória não adianta. Você precisa mostrar tudo através dos olhos de um personagem. Pesquise um pouco mais sobre: Mostrar X Contar. Sobre o restante, se o autor for novato, não tem nenhum problema errar na gramática e narrativa. No entanto, foque-se no ponto que levantei no início.

    ண Intelecto: É uma releitura interessante. O conteúdo geral do texto não é ruim. Tem diversos elementos que funcionam no enredo. Existem diversos momentos de clímax. Há conflitos empolgantes. O autor possui uma criatividade enorme. Meus parabéns por isso! A aplicação dessa potência criativa, infelizmente, está num estado bem precário. É necessário desenvolver mais. É necessário dar vida aos personagens. É necessário dar solidez ao texto. Procure desenvolver essas coisas e integrá-las ao conto.

    ஜ Alma: Vejo um escritor que possui uma mente recheada de histórias épicas. Por que afirmo isso? Avaliando a magnitude dessa estória, é impossível não associar ela com a potência criativa do autor. Sim, isso é previsível. E achei a visão bela. Continue assim!

    ௰ Egocentrismo: A leitura foi muito cansativa, por causa da falta de habilidade do autor, e isso realmente influenciou no resultado final. Não consegui gostar. Vi muito potencial, porém. Isso me agradou.

    Ω Final: Um texto que representa muito bem o potencial criativo do autor. Porém, fica evidente que ele não possui o nível necessário de habilidade para aplicar essa criatividade. Basta praticar com afinco, caro Alan!

    ௫ Nota: 6.

  4. Piscies
    19 de agosto de 2015

    Uma visão interessante do mito de Alladin, que mistura um pouco da versão da Disney com a versão das Mil e uma Noites. Uma versão bem sombria, eu diria… do jeito que eu gosto! Curto muito essas visões mais “dark”, até mesmo mais “realistas” de histórias conhecidas.

    O enredo é legal, mas o texto parece um “resumão” do que a história realmente deveria ser. Acho que ele poderia ser muito melhor desenvolvido com mais tempo e dedicação. Algumas descrições estão corridas demais e algumas passagens foram muito superficiais.

    Notei também que a narrativa tem um tom formal que por vezes é quebrado por termos coloquiais que não combinam com o resto do texto.

    Por fim, vou citar abaixo algumas falhas que notei no texto, com o único objetivo de ajudar na melhoria do mesmo, se o autor assim desejar:

    1) “Por estar em um ambiente particular a princesa vestia-se com uma roupa muito a vontade, ao ponto de deixar sua barriga de fora.” – Esta é uma das passagens que achei coloquiais demais, fugindo do clima do resto do texto. “roupa muito a vontade” poderia ser substituído por “roupas leves e reveladoras, geralmente não usadas em publico”.

    2) “Ela era inalcançável sendo da nobreza.” – A frase ficaria muito melhor, para mim, se fosse “Sendo da nobreza, ela era inalcançável”.

    3) “…que a pele dos olhos ficassem flácidas…” – Os olhos não têm pele. Talvez a “pele abaixo dos olhos”?

    4) “…estava cheio com as ideias erradas que lhe encheram a vida inteira.” – Além da repetição do termo “encher”, acho que a colocação correta seria “cheio DE ideias erradas”.

    5) “…que seu cérebro demorou de registrá-la…” – Demorou EM

    6) “…demorou de responder…” – Mesmo erro. O certo seria demorou EM, ou demorou PARA.

    7) “Vá para a igreja…” – Não sou especialista no assunto, mas não deveria ser Mesquita? Igreja não é só para católicos?

    8) “não dá para forçar uma…” – Jafar fala isso sempre que cita uma das regras da magia. Achei estranho que um senhor de idade usasse falas tão simplórias assim, especialmente alguém tão sábio como ele. “Não dá” é um termo estranho para um personagem tão imponente quanto ele.

    Agora, alguns pontos que notei passíveis de melhoria:

    1) Primeiro, você narra que Aladin não sentia medo de Jafar, apenas um certo respeito. Então, Jafar o convida para entrar na carruagem, e ele não gosta da ideia, mas MESMO ASSIM VAI, pensando em ter deixado a sua sorte com Alá. Por que ele foi? Por medo de ser atacado por um feitiço? Mas ele não tinha medo de feitiços!

    2) “O Djin foi invocado”. Essa, literalmente, foi a sua descrição completa da cena de invocação do Djin. Entendo que esta cena deveria ser um pouco mais dramática.

    3) Passaram-se quinze anos e ninguém nunca passou pelo campo de invisibilidade que escondia a carruagem? Me parece extremamente improvável.

    De qualquer forma, gostei da leitura. Me tirou um pouco do meu dia a dia de trabalho e me levou para um mundo que eu não esperava ver hoje, e não vejo há muito tempo. Bem legal!!

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 18 de agosto de 2015 por em Contos Off-Desafio e marcado .