EntreContos

Detox Literário.

O Homem do Caos (Wilson Barros Junior)

Eu não conseguia afastar os olhos do seu terno amarelo-mostarda.

– Doutor, o senhor já deve ter ouvido falar de Simon de Laplace – perguntei. – O matemático.

O psicanalista respondeu:

– Você é matemático?

– Não – eu disse. – Laplace afirmava que se uma inteligência conhecesse todas as variáveis do universo, nada seria indeterminado para ela.

– Como você se sente a respeito disso? – O psiquiatra perguntou.

– Não há, pode ter certeza, como conhecer todas essas variáveis – ignorei a pergunta -, mas é possível encontrar-se ordem no caos produzido por elas. Mais ou menos como um enxadrista não pode prever tudo que vai acontecer após um movimento, mas consegue atingir o objetivo vários lances depois. E antes que pergunte, não, não sou nenhum mestre de xadrez.

– Você se sente frustrado por isso? – Dr. Jardim mantinha-se impassível.

Respirei profundamente.

– Não. Posso continuar?

– Claro, se é isso que você deseja.

– Há muito – continuei – os matemáticos descobriram que há certa regularidade nos eventos aleatórios. Por exemplo, existe uma teoria, chamada “mundo pequeno”, que diz que os eventos sempre estarão conectados. Daí por que o que chamamos “coincidências” não são tão espantosas assim.

– Aconteceu algo assim com…

– Quem tivesse um talento especial, digamos assim, para mover-se nesse emaranhado de eventos, e processá-los instantaneamente, poderia, como um bom enxadrista, criar uma ponte entre dois acontecimentos.

Tomei fôlego e prossegui rapidamente, sem dar tempo para o Dr. Jardim perguntar mais disparates.

– Na antiguidade, pessoas com esse talento especial eram chamadas “magos”. Conseguiam descobrir eventos que provocavam outros eventos, em uma sequência encadeada, e assim produziam chuvas e boas colheitas.

– O senhor acredita em magia, Sr., aaaahnn… – Dr. Jardim, baixou os olhos para a tela de computador último modelo – Caos? É o nome que está na sua ficha, é isso mesmo?

– É isso mesmo. O que era magia ontem é ciência hoje, doutor. Um cientista chamado Feigenbaum demonstrou que existe uma matemática que pode unificar o caos. Esta matemática foi desenvolvida posteriormente por um jovem brasileiro chamado Artur Ávila. Mas não é preciso conhecê-la para mover-se através do Caos.

– O senhor está querendo dizer que o futuro pode ser matematicamente previsto através dessas teorias?

– Não – respondi. –  O que quero dizer é que as pessoas podem manipular o futuro, mesmo em face da caoticidade dos eventos, se tiverem capacidade suficiente para isso. Tomemos um exemplo, um jogador de futebol. Quando ele vai cobrar um escanteio, não precisa calcular a velocidade do vento, a inclinação da bola, nem o ângulo do seu pé. Seu cérebro processa as informações de outra forma, não-matemática, e ele consegue colocar a bola suficientemente próxima à cabeça do centroavante para que ele faça o gol. Assim, de certa forma, ele criou uma cadeia de eventos que modificou o futuro. Claro que essa é apenas uma analogia. Mover-se em eventos mais complexos requer uma habilidade muito maior.

– E o senhor…

– Sim, Doutor, tenho essa capacidade, em altíssimo grau.

Houve uma pausa, desta vez mais longa. Finalmente o bom do doutor perguntou:

– Mas tal capacidade…

– É divina? Não, doutor, não acho que sou Deus. Apenas consigo pressentir, captar a delicada teia dos acontecimentos. Ela está diante de mim, e geralmente consigo alterá-la, como um programador de computadores inclui linhas de código em seu software.

Finalmente Dr. Jardim parecia interessado. Talvez ninguém houvesse apresentado esta neurose anteriormente. Quando ele falou, foi para dizer:

– Você costuma pensar que, na infância, as pessoas impediam-no de realizar o que desejava?

– Poucos ousariam. Geralmente aconteciam coisas desagradáveis com quem tentava.

– Você disse que consegue criar, manipular cadeias de eventos. Como se sente sobre isso?

– Muito bem. Para mim, é como se tudo acontecesse dentro de um funil. Não importa a forma com que tudo se processa, pois sei que tudo será atraído para o seu fundo. Eu consigo deslocar o funil e os fatos serão levados para onde eu quiser.

– Você se sente bem falando sobre isso?

– Imagine isso, doutor, como um torneira estragada, e você tentando impedir as gotas de cair. Você tenta ajustar o abridor de modo que ela goteje menos, e consegue até certo ponto. Se ultrapassá-lo, ela passa a jorrar água caoticamente e você terá que começar tudo de novo. Alguém com suficiente habilidade conseguiria que ela parasse de gotejar, desde que pudesse sentir o ponto certo em que deve ser posicionada a manivela.

– Você já quis ser encanador? – O doutor não conseguia fugir de sua natureza.

– Não. Sempre me contentei com a capacidade de conduzir qualquer evento e modificar o futuro da forma que eu bem entendesse.

O psiquiatra pensou por mais um instante.

– Você poderia demonstrar sua habilidade?

– Se fizer você se sentir bem, para usar suas próprias palavras.

– Você seria capaz de fazer minha secretária ligar para nós? Por uma questão de honestidade, devo adverti-lo de que ela raramente interrompe as consultas. Tem ordem de não fazê-lo a não ser em casos extremos.

– Isso é fácil demais. Peça algo mais difícil.

– Seria suficiente, no momento.

Sem levantar-me, deixei três moedas caírem no chão, como um intervalo de dois e cinco segundos entre as quedas, respectivamente.

– Não creio que isso será bastante para atraí-la – disse o cético doutor.

Sete exatos segundos depois o telefone tocou. O doutor quase pulou da cadeira.

– Alô? Dona Rosita, o que houve?

– Doutor – pude ouvir a atendente desesperada no viva-voz -, lamento, mas gostaria de avisá-lo de que vou chamar o dedetizador imediatamente. Acabaram de sair dois ratos da parede. – a ligação foi cortada bruscamente.

– Ora, mas… Isso… – O célebre psiquiatra olhava-me agora, um pouco assustado.

– Peça outra coisa. Algo mais difícil.

– Eu… Não… Está bem. Faça minha esposa ligar-me. Ela nunca telefonou para o consultório em todos estes anos.

– Como você se sente em relação a isso?

– Ora… Normal, creio eu.

– Você a trai frequentemente?

– Eu nunca a traí.

– Acha que ela o trai?

– Ora, Sr… Caos…

– Acha ou não?

– Claro que não!

– Como se sentiria se ela o traísse?

O doutor levou dois segundos para responder.

– Bem, eu apenas me separaria dela. Não suportaria uma relação onde não houvesse confiança. Agora chega. Vai fazê-la me ligar, ou irá reconhecer que o que fez há pouco foi apenas um truque que não consegue repetir?

No mesmo instante, o telefone tocou. Ao terceiro toque, o doutor criou coragem suficiente para atender.

– Está bem, querida – sua testa e suas têmporas porejavam suor. – Irei direto para casa. Conversaremos quando eu chegar.

O doutor pousou molemente o fone no pedestal.

– Você disse – Dr. Jardim tentava controlar o nervosismo da voz – que “geralmente” consegue captar a cadeia dos acontecimentos. Em que casos não consegue vê-la?

– Quando existe um profundo amor envolvido. O amor é o caos na ordem do caos. Não há nada que se possa prever quando emergem os confusos sentimentos do amor.

Dr. Jardim ainda tentou refugiar-se em suas perguntas frívolas:

– E… é difícil isso que você faz?

– É fácil, desde que você saiba enxergar através de dimensões fractais, como 3.2, 1.4, etc., no lugar das três inteiras a que está acostumado.

– Preciso de um drinque – o doutor serviu dois cálices de licor de boldo. Tomou o seu e enquanto eu bebericava o meu serviu-se de mais um.

– Doutor, sua companhia é fascinante, mas receio que eu tenha um compromisso inadiável.

Dr. Jardim esboçou um frágil gesto de concordância enquanto eu abria a porta de saída, que dava para um pequeno saguão onde se encontrava a verdadeira porta de saída. Interessante. Saí para o corredor.

Sentia-me bastante satisfeito com o resultado da consulta. Desci pelo elevador. Na portaria do prédio meu celular tocou. Era Dalila.

– Dalila, pensei ter deixado bem claro que havíamos terminado.

– Caos, preciso falar com você. Não estou aguentando.

Suspirei. Nunca conseguia prever nada quando estavam envolvidos tantos sentimentos contraditórios.

– Dalila…

– Caos, se eu não o vir hoje, vou contar tudo ao meu marido.

– Dalila…

– Seu cafajeste.

– Dalila, eu não sabia que você era casada. Como eu ia saber? Não estou preparado para um relacionamento tumultuoso assim.

– Meu amor, não posso mais… – a ligação caiu.

Saí do prédio e fiquei parado do lado de fora, pensando. Uma jovem aceitava ofertas ao lado de um cartaz “Igreja da Exatidão Plena – Empreste para Deus”.

Pobres coitados, nada sabem da natureza do mundo, como podem saber da natureza de Deus?

Subitamente, tudo se fez claro para mim. Entrei novamente no prédio e subi a escada de dois em dois degraus até chegar ao sexto andar. Bati febrilmente na porta do consultório do Dr. Jardim, sem sucesso. A secretária devia ter ido embora há muito tempo. Fui até a porta de saída e esmurrei-a com toda a força, obtendo o mesmo resultado. Em desespero, lancei-me contra ela e não consegui deslocar nem um milímetro daquela porta feita para conter doidos.

Não havia nada a fazer, a conhecida sensação de fatalismo já se apoderara de mim. Desci a escada em um terrível estado de espírito. Ao chegar à rua sequer me voltei para ver a figura amarelo-mostarda voando do sexto andar. Dalila havia cumprido a promessa.

Ao lado, a jovem tinha parado de pedir empréstimos para Deus e corria para ver o que tinha acontecido, ao lado de outros transeuntes. Continuei meu caminho sozinho. A estrada é mais solitária quando sabemos para onde ir.

Este mundo é sórdido, às vezes hesito em pisar sobre ele.

 

********************

 

In memorian “Jack” Holbrook Vance (28/08/1916-26/05/2013),

“Escritor dos Escritores”, conforme Asimov.

Por Maske, Alastor, Tschai e Príncipes Demônios,

Minha eterna gratidão.

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54 comentários em “O Homem do Caos (Wilson Barros Junior)

  1. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Dou um sólido 8 a este. Há um quê de bonito neste conto. Os diálogos são intrigantes, as frases bem construídas…parece-me que se respira uma aura absolutamente criativa. Um parágrafo de introdução não faria mal. Mas os diálogos ressalvam o conto. Bem feito, autor. Bem feito.

    Bem jogado! 8

  2. Marcel
    11 de agosto de 2015

    Gostei do seu conto, Jack Vance, parabéns! Você trabalhou bem com as teorias que propôs, através do protagonista, tudo isso em diálogos bem naturais. O final ficou muito interessante também. Parabéns 🙂

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 5/10

    → Criatividade: 6/10 – A história é criativa, mas um tanto nebulosa devido à escrita confusa.

    → Enredo: 6/10 – Entender o que foi escrito envolveu bastante esforço. Há algum mérito na história criada.

    → Técnica: 5/10 – Muitos trechos confusos. Encontrei alguns erros de pouca relevância.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Não é ficção científca.

  4. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    A maneira de narrar – inserindo explicações de teorias não tão conhecidas – me lembrou bastante o Dan Brown. Na verdade, achei que ficou muito bom, fluido, interessante sem parecer enfadonho ou pedante. As agruras de Caos parecem verossímeis e as respostas do psicanalista bem casadas. Aliás, a alternância de analista-analisado ficou bem engraçada. Gostei bastante dos diálogos – a pessoa que escreveu sabe como torna-los agradáveis, fugindo do teatral. A parte fraca é o fim. Quando Caos deixa o consultório e tem a conversa com Dalila, já dá para imaginar o que vai acontecer. De todo modo, no geral, é um conto acima da média. Bem escrito, inteligente e que segura muito bem o leitor.

    Nota: 8

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Não me empolguei. Comecei a ler e achar interessante, mas sem muita paciência para as explicações. Por esse motivo, concluí a leitura sem muito arrebatamento. Talvez tenha faltado um desenvolvimento melhor no personagem principal, ele não sustenta a história da forma como ela foi constituída. Na minha opinião, ele precisa de mais carisma.

  6. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    O Homem do Caos
    Jack Vance

    ஒ Habilidade & Talento: Quando vemos o desenvolvimento desse texto, é inegável o talento do autor. No entanto, acredito que ele ainda está procurando seu estilo, então não direi que sua habilidade está 100%.

    ண Criatividade: Uma história interessante, apesar de ser um pouco inverossímil. Além disso, parece que o conto inteiro foi feito para explicar a habilidade do protagonista.

    ٩۶ Tema: Não deu para engolir. Fala de ciência, mas não se sente ela no texto.

    இ Egocentrismo: Apreciei o texto em sua totalidade, apesar de algumas falhas.

    Ω Final: Não é possível negar o Talento, mas a Habilidade precisa sair numa busca de autodescoberta. A Criatividade encontrou um pouco de dificuldade em fazer seu papel, mas está no caminho certo. O Tema não existe, como os personagens desse texto. E o Egocentrismo, apesar de tudo, gostou do resultado final. Tente se focar na escrita, esquecendo a leitura em excesso, para assim definir seu estilo, seja na narrativa, seja no tema.

  7. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Não me pareceu um conto de ficção científica, tava mais para um outro gênero. O fato de falar em matemática e cientistas clássicos não torna uma obra em ficção científica, a meu ver; mas não veja isso como uma crítica negativa, só uma observação. Gostei muito do conto, da construção dos diálogos. Já vi muita gente reclamar que não gosta de ler muitos diálogos, mas eu gosto, acho fácil e dinâmico.

    O seu protagonista é muito interessante. É um legítimo canalha, mas muito inteligente e seguro de suas ações. Esse tipo de personagem costuma fazer muito sucesso, independente do gênero literário.

    Boa sorte.

  8. Marcellus
    9 de agosto de 2015

    Muito bom conto, talvez o melhor até agora. Senti falta de uma pitadinha de humor negro mas aí já estou querendo demais, não é? 🙂

    Boa sorte no desafio!

  9. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    O conto tem ficção sim, mas não vi nada de ficção científica nele. O personagem tem controle sobre os acontecimentos? Ele manipula. É isso? Como? Não entendi muito bem. O conto está bem escrito, mas seu desenvolvimento está confuso demais depois que o Caos deixou o edifício. Como a namorada estava próxima a ponto de ele vê-la cair da janela? Realmente, muito confuso. Creio que mereceria uma revisão nesse final, para que o leitor possa compreender melhor, pois tudo o mais está muito bom mesmo. O final é que está um “Caos”!!!… rs.

  10. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Que máximo! Achei a teoria e as definições muito legais. Gostei da entrada da personagem mostrando um exemplo do que se queria transmitir, e a saída dela também.

  11. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    O texto não me agarrou, não gostei muito apesar de haver a imagem do ambiente e da casa, mas a trama e o desenvolvimento… lamento e peço desculpa, mas não gostei.

  12. Fil Felix
    5 de agosto de 2015

    To meio em dúvida sobre o conto, por mais que inclua explicações “científicas” ou matemáticas para elucidar a teoria do caos, causa e efeito, não acho que esteja tanto na categoria de FC. O desenvolvimento e as descrições estão boas, mas as personagens também não me convenceram muito. O doutor ficou bem estereotipado, assim como o Caos que demonstrou bastante confiança em suas “habilidades”, ter se espantado com o suicídio.

  13. Pedro Luna
    4 de agosto de 2015

    Hahaha… Dalila era a mulher do doutor? Bom, se for isso, bem louco. Boa sacada do autor criar essa cadeia de situações interligadas. O final surpreende e a leitura é boa, não é cansativa. Pretensão do Homem do Caos achar que manjava de tudo. Bacana.

  14. Mariza de Campos
    29 de julho de 2015

    Olá! o//
    Gostei bastante da explicação do Sr. Caos conseguir alterar o futuro, embora não tenha entendido como que ele o faz na prática. Fiquei com dó da morte do Dr. Jardim, ainda mais por ele ter se matado pela Dalila o trair e contar a traição, odiei a Dalila, aliás.
    O Sr. Caos não conseguiu alterar o futuro da morte do Dr. Jardim por ele ter o feito por amor? Isso conduz ao que já foi explicado anteriormente.
    Creio que com todo esse poder, ele acabe se sentindo solitário, de certa forma sinto dó dele também.
    Bom, é isso.
    Abraços!

  15. Laís Helena
    29 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua narrativa é muito boa, e sem erros de revisão, prendeu-me do início ao fim. Os diálogos foram muito bem utilizados, introduzindo o leitor aos personagens e ambientes de forma bem natural.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    O tema abordado foi muito interessante e bem conduzido: cheguei ao final devido à curiosidade. E este é, sem dúvidas, muito interessante: foi o tipo de final que normalmente me deixa cheia de teorias.

    3 – Criatividade (3/3)

    Achei tudo muito criativo, desde o tema abordado até a maneira como toda a história se desenvolveu. Certamente é um dom muito interessante o desse seu personagem.

  16. Claudia Roberta Angst
    26 de julho de 2015

    Hummm… bom conto. Não prometia nada a princípio, mas aos poucos, prendeu minha atenção. Gostei da capacidade de “captar a delicada teia dos acontecimentos” do personagem/narrador. Considero o conto desenvolvido dentro do tema proposto.
    Achei a expressão “relacionamento tumultuoso” estranha, mas tudo bem, esse Sr. Caos era bem estranho, também.
    O final foi o melhor, com a imagem da moça recebendo empréstimos para Deus e o corpo mostarda voando pela janela. Poético…rs! As últimas duas frases são o melhor de tudo:
    A estrada é mais solitária quando sabemos para onde ir.
    Este mundo é sórdido, às vezes hesito em pisar sobre ele.
    Muito bom. Boa sorte!

  17. Anorkinda Neide
    25 de julho de 2015

    Achei a história toda como uma boa sacada, porém acredito que a personalidade do Caos, ficou um tanto esquisita…o dialogo dele com o doutor soou além da arrogância, pareceu-me despropositada e então o conto perdeu o poder de contar uma história, entende?
    Baixar um pouquinho o tom dele, o Caos, acho que facilitaria o fluir da leitura.
    Eu achei muito bacana o desfecho do triângulo amoroso, apesar de ter gostado muito da penultima frase, toda a reflexão dos parágrafos finais, tb me pareceu fora do tom. 😦

    Boa sorte ae!

    • Anorkinda Neide
      11 de agosto de 2015

      Chutando autoria:

      Dr Jardim..ops… Léo Jardim :p

      • Leonardo Jardim
        19 de agosto de 2015

        Acha mesmo que daria uma dica dessa sobre minha autoria? 🙂

  18. Felipe Moreira
    25 de julho de 2015

    Gostei do conto. Uma narrativa agradável, perfilando um aspecto filosófico muito interessante, pouco explorado nesse desafio. Caos passou pra mim uma lucidez do início ao fim.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  19. Thales Soares
    25 de julho de 2015

    Que incrível, Jack!!!
    Meu favorito até agora.

    Sabe… sou matemático na vida real, já tinha ouvido falar sobre todas essas referências. Já havia pensado nesse tipo de coisa, claro que de forma menos exagerada, e sem os fractais das dimensões, pois fractais nem se encaixaria nesse assunto. Mas seu conto é excelente!! Não só a linha de narração é boa, como a escrita e a forma como você conduz o leitor é extremamente agradável!

    São contos assim que eu estou procurando neste desafio!!!
    Vamos parar, por apenas um minuto, com essas viagens interestelares, civilizações bizarras, nomes ainda mais estranhos…. eu quero ver é algo bastante próximo do nosso cotidiano!! Eu adoro ver a ficção científica presente nas coisas simples da vida! Uma história sobre um homem tendo uma consulta psiquiátrica… hmm, parece normal e enfadonho… mas junte ficção científica nisso e… blam, fica genial!!!

    Parabéns cara, seu conto me alegrou neste desafio.

    A propósito… o que são essas coisas que escritas no final? Essa referência eu não consegui compreender…

  20. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=7

  21. Piscies
    24 de julho de 2015

    Cara, estou me divertindo muito com esse desafio. Cada ideia mais original que a outra.

    Achei os diálogos muito interessantes. A caricatura de psicanalista foi perfeita e cômica. A escrita está boa; um pouco apressada, mas boa. Não vi erro algum.

    Um excelente conto. Parabéns!

  22. mariasantino1
    23 de julho de 2015

    Oi, tudo bacana?
    Um conto bem sagaz, narrativa acessível, cautela nas palavras (para evitar repetições). Sei lá acho que daria mais contos com esse personagem, não? Gostei horrores do texto, da ligação com o caos do amor, do desenrolar da trama, alusão ao Laplace e não senti pressa em nenhum momento. Fiquei pensando nos motivos que levaram o Caos até ali (e não encontrei esse motivo).
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Nota: 10

  23. Evandro Furtado
    23 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se perfeitamente à proposta;
    Linguagem – 10/10 – a forma como você escreveu foi exata, os termos corretos, tudo;
    Personagens – 10/10 – muito bem construídos, particularmente o principal;
    História – 10/10 – fantástica, confesso que a metáfora do jogador de futebol me assustou um pouco, realmente, alguém capacitado seria capaz de transformar o futuro nesse caso;
    Entretenimento – 10/10 – me prendeu do início ao fim, sem dúvida;
    Estética – 10/10 – uma narrativa em primeira pessoa muito bem construída, com os diálogos servindo de ponte para explicar um tema.

  24. Angelo Dias
    21 de julho de 2015

    O conto estava correndo incrivelmente bem… até chegar o final. Não saquei direito o que aconteceu e não me senti impelido a reler o conto para entender.

  25. Antonio Stegues Batista
    20 de julho de 2015

    Eu li tantos contos e romances de ficção científica nos anos 60 que perdi a conta. Ma parece que já li uma estória semelhante. Philip K. Dick, Jack Vance, Edmund Hamilton e tantos outros! O sr. Caos não me impressionou. O amor nesse caso se torna obvio.

  26. Marcos Miasson
    19 de julho de 2015

    Olá! Gostei do conto, me lembrou uma estória do Sherlock, onde ele não consegue desvendar um caso por ter amor envolvido, e uma mistura também com a ‘psico-historia’ da Fundação do Asimov.
    Boa sorte!!!

  27. Michel M.
    19 de julho de 2015

    Bom texto, bem escrito, mas a história não me passou muita coisa. Não sei ao certo porque. Talvez porque tenha sido toda construída em diálogos o que a tornou um pouco vagarosa.

    Acho que para um conto curto, a trama deve de ser um pouco mais dinâmica, não apenas uma sucessão de teorias explicadas por um personagem.

  28. Phillip Klem
    17 de julho de 2015

    Boa noite. Que ótimo conto você tem aqui. Muito bem escrito e embasado. Sinceramente um dos melhores que li neste certame até agora.
    O Caos é um personagem forte e bem definido, constante em sua personalidade e bem ciente de seus dons e limitações.
    Toda a teoria apresentada no início foi muito bem escrita, nos apresentando bastante informação, mas não de forma cansativa. Um ótimo ritmo de diálogo.
    A trama foi muito bem desenvolvida e me manteve tão interessado quando o próprio Dr. Jardim. Minha curiosidade foi a mil e eu mal podia esperar para saber logo para onde o próximo paragrafo me levaria.
    A única coisa que eu não entendi foi o motivo que levou o Caos a procurar um psiquiatra, em primeiro lugar. Ele parecia bastante confortável e satisfeito com sua vida, dom e sanidade.
    O final foi, de fato, surpreendente. Um golpe de mestre cegá-lo com o amor. Suas próprias manobras com o futuro o levaram ao desfecho trágico, assim como nossas ações moldam nosso futuro.
    Meus parabéns por um conto tão agradável e instigante.
    Muito boa sorte, você merece.

  29. Leonardo Stockler
    14 de julho de 2015

    Está ótimo. O formato é compatível com a história a ser contada, não notei nenhum erro gramatical, e o conteúdo filosófico/matemático me interessa sobremaneira. As únicas críticas que eu poderia fazer são o início um pouco brusco, e a falta de personalidade do personagem do Dr. Jardim (gostei do nome). Uma vez que a maior parte do conto é um diálogo, mais do que uma exposição, seria interessante se você explorasse um pouco mais o embate entre eles. São apenas sugestões, porque, mesmo assim, o conto já está bom. Parabéns!

  30. Ferreira Silvio
    13 de julho de 2015

    – Jack, o seu conto foi o que mais me prendeu através da ideia apresentada e não pela exploração de um mundo futurista. Achei isso sensacional!
    – O diálogo fluiu fácil e sempre estava ansioso para a próxima fala de Caos.
    -Não sei se era sua intenção, mas pelo terno amarelo-mostarda do doutor, imaginei um futuro colorido e espalhafatoso. E adorei, Imaginei um contraste que sai das mesmices das distopias sombrias que se vê em várias histórias.
    – sou muito interessado pelos temas que você apresentou: previsão do futuro, o imponderável, a variável do amor, o fatalismo e seu conto me pegou em cheio.

    Parabéns e Boa sorte.

  31. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (4/5) interessante a ideia, bem desenvolvida e bem fechada. O mote é bem legal mas acho que precisava de mais algumas palavras.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, narra bem, bom diálogo. Só não foi nota maior, pois não vi nada que se destacasse, comparando com outros textos do desafio.

    ➵ Tema: (0/2) não vi nada de ficção científica, apenas uma espécie de superpoder no presente.

    ☀ Criatividade: (3/3) achei muito criativa a ideia do homem que consegue controlar o caos.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto, mas o impacto final não funcionou como desejado, acho que pela forma como foi contado.

    Problemas encontrados:
    ● – Há muito – continuei – *vírgula* os matemáticos descobriram
    ● Finalmente o bom do doutor perguntou (está certo esse “bom do”?)
    ● Repetição de “ao lado” no último parágrafo

    PS.: o fato de você ter matado um parente meu não influenciou nem um pouco minha avaliação 😀

  32. Andre Luiz
    12 de julho de 2015

    Muito bela sua visão sobre transitoriedade da vida e teorias de “ordem no caos”, francamente, muito bem construídas e planejadas para deixar seu conto com um ar poético do início ao fim. A julgar pela questão do Sr. Caos, consegui encontrar realismo em um personagem tão abstrativo(incomum, certamente) e com ideias tão mirabolantes. Assim, parabenizo seu trabalho de composição. Você conseguiu transmitir sua percepção de mundo através das palavras simples e bem feitas, o que me rendeu uma boa avaliação e, antes de tudo, uma leitura prazerosa e fluida, que aprecio com fervor. Parabéns e sucesso!

  33. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Excelente conto. Arrisco até dizer que este será o vencedor.

    É uma história que trabalha muito bem com um alicerce fundamental da ficção-científica: construir narrativas a partir de pressupostos científicos (ou pseudo-científicos, estou supondo que as informações científicas do conto estejam certas, mas mesmo que não estejam, não é demérito. Vários autores famosos de ficção-científica já escreveram grandes baseadas em concepções científicas erradas).

    Um problema da ficção-científica atual é que ela vive a girar em torno dos mesmos pressupostos científicos (viagem no tempo, realidade alternativa, inteligência artificial, etc). Não que não seja possível escrever boas histórias usando “mais do mesmo”. O ponto que quero chegar é que criar uma boa história a partir de um pressuposto científico pouco explorado ou conhecido é um desafio e tanto.

    Parabéns ao autor.

  34. catarinacunha2015
    11 de julho de 2015

    TÍTULO. Entrega o ouro logo no título. Estragou uma das surpresas.
    TEMA. FC e controle da mente é uma dupla imbatível.
    FLUXO. O diálogo flui bem, expõe a teoria de forma clara.
    TRAMA. Os poderes do Sr. Caos lembram o filme LUCY. Só fiquei com uma dúvida: Por que o Caos precisaria de um psicanalista suicida? Ou foi um homicídio premeditado? Melhor não saber. Gostei desse jeitinho mesmo.
    FINAL. Frase linda. Posso usá-la nos meus dias especiais de ódio profundo? Só esse “em” que eu tiraria.

  35. William de Oliveira
    9 de julho de 2015

    Ficou bem agradável a mistura de romance, suspense e premonições. Achei criativo.

  36. Pedro Teixeira
    7 de julho de 2015

    Olá autor(a). Gostei do conto, um dos melhores até agora. O enredo estava bem interessante até a metade, depois tornou-se um tanto previsível. Os diálogos são bem naturais, gostei disso. Parabéns e boa sorte no desafio.

  37. Davenir da Silveira Viganon
    7 de julho de 2015

    O autor aqui é profissional, só pode. Notei como deu personalidade aos personagens em tão poucas linhas. Poderia ler muito mais sobre esse personagem. Gostei bastante!

  38. Rogério Germani
    6 de julho de 2015

    Olá, Jack!

    Bela homenagem!

    Basta apenas algumas pequenas revisões nas pontuações e teremos um digníssimo conto de realismo fantástico, bem ao estilo dos ilusionistas.
    Para o mote do desafio, ficaram faltando mais elementos científicos…

    Boa sorte no desafio!

  39. Jefferson Lemos
    6 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    O começo do conto ficou meio monótono, na minha opinião. A personagem principal mostra-se muito chato e incômodo. No entanto, sua personalidade é bem definida, dando veracidade ao que se fala.
    Continue achando que era monótono até a metade, quando as coisas importantes começaram a acontecer, e aparte didática ficou de lado. O final chegou perfeito, com um desfecho um pouco esperado, mas muito satisfatório.

    No geral, foi um conto acima da média.

    Parabéns e boa sorte!

  40. Renan Bernardo
    6 de julho de 2015

    Seu texto está muito legal. Sua técnica é boa e sua ideia idem. Parabéns!

    Confesso que não me empolgou tanto de início, mas depois me cativou. Gostei dos termos mais “técnicos” também. Diria que o escritor é matemático, engenheiro ou físico 😛

  41. Brian Oliveira Lancaster
    6 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)
    E: Esse texto tem uma atmosfera bem interessante, cotidiana, diferente. >> 8.
    G: A conversa com o psicanalista foi uma grande jogada, mas achei alguns diálogos um tanto forçados. A questão da cadeia de eventos deixou o texto instigante. Apesar do final quase em aberto, não consegui me conectar plenamente à história. >> 7.
    U: Algumas frases soaram estranhas, mas no geral, está bem escrito e flui bem. >> 8.
    A: Abordou um lado mais psicológico, sem muitos disparates ou maquinários. Isso me agradou. Confesso que não entendi a inserção no final. >> 8.

    Nota Final: 7.

  42. Tiago Volpato
    6 de julho de 2015

    Olá Jack Vance, eu como discípulo do Caos fiquei completamente empolgado com o título do seu texto. Tem muitas informações interessantes aí, o personagem principal também é bem interessante, mas eu não gostei da ambientação que você escolheu para contar a história. Achei o personagem do psiquiatra bem inútil. Por que um cara que manipula os fatos iria num psiquiatra? Lá pelas tantas achei que era apenas um maluco que fingia ser algo maior, tipo a versão do louco que diz ser Deus no futuro. Mas logo você deixa claro que ele realmente tem ‘poderes’. Pelo fim achei que ele tinha ido visitar o médico porque tinha um caso com a mulher dele, mas não fica muito claro isso.
    Enfim, não me entenda mal, eu não achei o conto ruim, como disse tem muita coisa interessante nele, só achei você poderia ter criado algo mais interessante e ao invés de ter escrito um bom texto, teria escrito um texto excelente.
    Abraços.

  43. Rubem Cabral
    6 de julho de 2015

    Olá, Jack.

    Gostei bastante do seu conto! O tema de se prever o futuro de maneira científica não é novo, mas a abordagem trouxe um sopro de frescor.

    Achei o Dr. Jardim igualzinho um “chatbot”, estava esperando a revelação de que ele não fosse humano, mas isso não aconteceu, o que o deixou com muita “cara” de psicólogo genérico.

    A “instabilidade” gerada pelo amor ficou meio irmãos Wachowski, mas não foi de todo má, pois permitiu o bom plot twist ao final.

    Escrita bem limpa, praticamente sem erros, só vi uma frase estranha aqui: “Finalmente o bom do doutor “. A palavra “finalmente”, aliás, é repetida muito próxima da primeira.

    Resumindo: um conto muito bom.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  44. Ed Hartmann
    6 de julho de 2015

    A mim pareceu mais um thriller do que ficção científica, mas, de qualquer forma, a ideia é interessante.
    Principalmente se tratando de macroestatísticas, que tentam prever o comportamento de grupos de pessoas. Mas, aí é que está a chave; segundo esta ciência, indivíduos são imprevisíveis, por causa do livre arbítrio. Já grupos são mais previsíveis por causa da sobreposição de leis, regras e macrotendências que invariavelmente conduzem as pessoas numa determinada direção.

    Em conclusão, muito bom!

  45. Alan Machado de Almeida
    5 de julho de 2015

    Citações em uma história são legais, mas encher o conto com elas cansa. O conto também tem diálogos demais. A história é contada em primeira pessoa e no início eu cheguei a ficar confuso se quem contava o caso era o paciente ou o psicanalista. Já li contos que eram apenas diálogo e que ficaram muito legais, mas primeira pessoa em que o narrador quase não aparece e muito diálogo ao meu ver prejudicou sua história. O fato da previsão do caos ser prejudicada pelo amor e a citação de designo divinos no final ficou em descompasso com o início, que deu a entender que a história iria puxar para o lado científico da coisa. Nota 7.

  46. Anderson Souza
    5 de julho de 2015

    O conto é interessante mas não é ficção científica. Não encontrei elementos suficientes. Nota 5

  47. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Uau. Que texto magnífico. Bem estruturado, diálogos precisos, conflito bem exposto e um toque de mistério e aventura. Me prendeu do início ao fim. Muito bom mesmo. Não sei quem é Jack Holbrook Vance, mas tenho a certeza que o autor o honrou com este texto. Parabéns.

  48. Lucas
    4 de julho de 2015

    Olá,
    Parabéns pela história, conseguiu fugir dos pitacos futurescos que invadiram o certame.
    Adorei a abordagem dos “poderes” do personagem, ficou bem crível. O envolvimento do personagem com a esposa do analista (foi isso que entendi) se mostrou um plot bastante trágico com o suicido do psiquiatra.
    Gostei bastante.
    Mais uma vez parabéns e boa sorte.

  49. L E Peret
    4 de julho de 2015

    Teoria do Caos e manipulação da realidade como um jogo de xadrez, muito interessante. Em determinado momento, parece que ele é um charlatão ou louco e é até possível prever o que está para acontecer, mas mesmo assim o desfecho é dramático. Esse conto é cativante.

  50. Felipe T.S
    3 de julho de 2015

    Muito bom, um dos melhores até agora. O autor mostra segurança ao escrever, isso já um ponto forte. A história é muito criativa e eu adorei os diálogos, bem do jeito que eu gosto.

    Com certeza ficará em um boa posição! Parabéns e boa sorte!

  51. Fabio Baptista
    3 de julho de 2015

    Bom, devo dizer antes de qualquer outra coisa que achei a ideia sensacional.

    Algumas coisas ficaram meio forçadas, tipo: não acredito que a secretária interromperia a consulta para falar algo tão banal. Também nem consigo imaginar qual foi a cadeia de eventos que culminou na ligação da esposa, mas até aí, tudo bem.

    O que eu não curti foi o desfecho da história, que ficou com cara de uma solução muito simples (eu sei que jogar pedras é fácil…. kkkkkkk. Não consegui pensar em nada melhor para substituir esse triângulo amoroso, mas aqui escrevo como leitor).

    No apanhado geral, um conto acima da média e um dos meus preferidos até o momento.

    NOTA: 8

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Informação

Publicado às 3 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .