EntreContos

Literatura que desafia.

A Sobrevivência de Derante (Anderson Souza)

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A espessa fumaça do campo de batalha ocultava o horror que se prolongava por dezenas de quilômetros. O último ataque das forças humanas foi um desastre colossal e agora o único ritmo assassino dos canhões era ditado pelo campo avançado da SMI – Sociedade Mecânica Independente.

Derante da Companhia Ligeira mecânica não celebrava. Seu braço direito estava uma desgraça de fios e nanofibras inutilizadas. Seu tronco emitia o sinal de emergência e o visor focava e desfocava quando se mexia. O protocolo ordenava sinalizar sua ruína e aguardar a Companhia de Reciclagem cuidar de seus componentes intactos utilizando-o em novas máquinas de guerra. Era seu fim. O braço esquerdo levantou e, há um centímetro do botão, hesitou. Uma força maior, primitiva e não existente em sua espécie aflorou em seu ser o surpreendendo. Sobrevivência. Escorou-se em um galho fumegante e ergueu seu tronco. No campo de batalha os soldados da SMI vasculhavam sobre as ruínas procurando sobreviventes humanos. Alguns reciclantes desmontavam soldados mecânicos com suas ferramentas agudas, perturbando Derante. Um reciclante aproximou-se dele e o varreu com sua sonda.

– Relatório de avaria: Perdas irreparáveis no processo de automação enérgica. Ative o protocolo de reciclagem.

– Não ainda, respondeu Derante. O reciclante o fitou por alguns segundos então seguiu em frente.

Derante estava desconcertado. Seria motivado por algum defeito a sua hesitação de seguir o protocolo? Até o inicio do ataque suas necessidades eram ditadas pelo conselho geral da SMI e em pró a sua espécie. Deveria fazer parte do bem maior e não escolher o egoísmo humano, mas não importava. O sinal de emergência continuava alertando e seu fim era inexorável. Escutou um gemido a poucos passos de distância. Algum humano sofrendo seus últimos minutos de existência. Tombou seu pesado corpo e se arrastou para a direção dos gemidos.

Afundado nas cinzas o humano estava cobrindo seu patético corpo orgânico em uma tentativa desesperada pela sobrevivência. Derante simpatizou pelo seu inimigo. Emparelhou com seu rival e com seu braço esquerdo o sufocou eliminando o sofrimento. Humanos. Criador de seu criador. Confrontar seu antepassado nunca foi um problema filosófico para sua espécie, porém Derante percebeu que o passado e futuro estavam unidos naquele momento pela falência da geração e aproveitamento otimizado da energia ou simplesmente a morte para os humanos. Era o fim. Derante fitou o corpo flácido revestido pela uniforme cinza da Resistência do Atlântico. Arrancou o braço direito do humano e fitou os conjuntos de tendões e músculos gotejantes. O princípio era o mesmo de seu funcionamento. Décadas antes da grande guerra, homens usavam membros e alguns órgãos mecânicos. Derante olhou ao redor então emendou os tendões e músculos unindo, novamente o corpo orgânico a um sistema lógico eletrônico. Flexionou a mão e o conjunto de músculos obedeceu. Possuía de novo um braço direito. Quais seriam as implicações deste ato Derante não entendia. Trabalhou em silêncio, utilizando seu novo membro para consertar suas pernas avariadas.

Três horas depois Derante está apto para andar. No entanto o sinal de emergência ecoava na neblina mortiça. Cortou o uniforme do humano e continuou abastecendo suas necessidades de sobrevivência removendo órgãos e reescrevendo um clássico de mais de duzentos anos, Frankenstein, onde a criatura juntava e descartava peça por peça de seu criador.

A bateria de ataque cessou por completo. O silêncio do campo de batalha anunciava que nenhum ser vivo escapara do conflito. Soldados da SMI andavam lentamente pelos destroços em formações geométricas impecáveis. Seguiam a voz oculta, ditada por equações complexas que teriam pifado o melhor dos cérebros humanos. As companhias marchavam para o oeste conquistado. Nos céus o ribombar dos trovões anunciava a borrasca. As tempestades enfurecidas ocasionadas pelas mudanças climáticas matavam homens de forma mais eficiente que a guerra. Distante de sua Companhia Ligeira, Derante mancava pelo caminho de volta. Em suas costas duas bolsas róseas inflavam e murchavam. Veias ligavam tecidos orgânicos e baterias fotovoltaicas. Em seu tronco, ligado ao gerador eletrônico PX segunda classe de titânio enriquecido, balançava um conjunto completo de vísceras, amarrado pelo intestino funcional que laçava o conjunto digestivo com enumeradas voltas pelo corpo metálico.

Avistou seu grupo mas uma sensação o arrebatou, fazendo suas pernas estancarem de chofre. Medo. Derante deu-se conta de sua posição atual. O sinal de emergência tinha calado, o que era bom, mas utilizar órgãos humanos era imoral e fazia com que perdesse sua identidade. Não era mais um produto de uma consciência superior. Era uma composição andrajosa de máquina e animal. Fruto de um sentimento incompreensível; sobrevivência. Não tinha mais espaço na SMI era único e sentiu medo.

Andou na tempestade que o sacudia e o lavava. Entrou em uma pequena floresta para se proteger da ventania impiedosa. Os troncos de árvores rangiam pela violência. A noite se aproximava então ligou o conjunto noturno de visão. Um pequeno vivente se mexeu no tronco da árvore e sua visão em modo Ultravioleta captou sua forma. Um escorpião. Pegou pela cauda com a mão robótica e arrancou o ferrão, depositando em seguida o escorpião no estômago para testar seu novo sistema de alimentação. Aguardou a resposta do navegador de bordo. Após a terceira consulta o visor demonstrou a fração mínima de aumento da bateria. Felicidade entrou no catálogo de sentimentos novos de Derante. Refugiou-se entre os troncos das árvores aguardando a tempestade acalmar. Seu corpo era adaptado para aquele clima, porém órgãos humanos expostos seriam danificados.

As luzes do sol anunciaram o término da borrasca. Seguia para o lado inimigo, tinha consciência disso, porém a lógica era preponderante. Seu sistema de bordo calculou que sua chance de sobrevivência naquela direção era de 7% contra 0,2% se voltasse para a SMI. A floresta terminou em um grande vale aberto com suas crateras dos bombardeios sulcando o solo. Sabia que era um momento crítico. Avançou para seu destino.

No horizonte um pequeno borrão dirigia-se para sua direção. Ajustou o visor e avistou o veículo humano apinhado de soldados. Parou e levantou os braços aguardando. O veículo, em alta velocidade passou por Derante freiando bruscamente. Seus integrantes desceram com velocidade.

– Não se mexa Parafuso! Gritou um humano.

– Mas que merda é essa! Disse um senhor com o cabelo grisalho.

– Fique no carro Sofia, disse o Rapaz que parecia o líder dos batedores. A jovem, movida pela curiosidade, correu para ver o Parafuso capturado e seus olhos arregalaram e sua boca abriu em um grande O de pavor. A imagem daquele Robô com vários órgãos pendurados perturbou soldados endurecidos pela calamidade da guerra. Um rapaz magro com o uniforme cinza dois números maiores que o seu vomitou escorado no veículo.

– O que faremos com ele?

– Vamos abatê-lo aqui mesmo, respondeu um homem com uma grande cicatriz na face.

– Não! Vamos levá-lo para a base. Disse o líder e depois para Derante, você vai criar resistência? O Robô fez que não com a cabeça.

– O que é você? Perguntou Sofia.

– Sou Derante da Companhia Ligeira da SMI e fui pro…

– Não meu amigo, disse o velho olhando para o braço humano do robô, você é uma merda de exilado sem lugar neste mundo. Andou ao redor de Derante, Olhe estes pulmões! Que aberração…

– Oroto julgará seu destino. Falou o Líder para Derante e todos concordaram com certa relutância. Precisaremos Analisar seu sistema de bordo antes de levarmos.

– Estou de acordo com qualquer procedimento, respondeu Derante. Então, após certificarem que não havia bomba ou armamento escondido seguiram para o Forte do Atlântico.

Atravessaram os grandes portais com um tecido ocultando Derante. Se alguma pessoa visse um Robô após o massacre da noite anterior… Seguiram direto para a inteligência de guerra.

– Oroto.

– Sigrem, respondeu o homem trajando um uniforme cinza com uma grande faixa vermelha atravessada no peito, este é o exilado?

– Sim. Não apresentou resistência e não pude julgar se seu advento era um presságio para a resistência.

– Foi sábio Sigrem. E voltou para Derante, reconheço que seu aspecto e perturbador.

– Afirmo que esta situação é involuntária, respondeu Derante.

– Existem mais de vocês? É uma prática usual da SMI?

– Não e não. Suponho que agi devido algum defeito do sistema cognitivo da composiç..

– O relatório apontou defeito no software, interrompeu Oroto perguntando para Sigrem que fez que não com a cabeça.

– O seu defeito Derante é o nosso defeito também. A busca pela sobrevivência. Agora por qual motivo não devo matá-lo?

– Pelo mesmo motivo por me deixar vivo. Capricho.

– Sua aberração de me..

– Acalme-se Sigrem. Seria capricho matar meu inimigo?

– Não sou mais seu inimigo. No momento que decidi não acionar o Protocolo deixei de fazer parte da SMI e, no momento que busquei refúgio nas vísceras do homem, deixei a minha espécie para trás, ungindo para um novo Ser.

– Isto é uma piada? Perguntou Sigrem. Os homens, com os rifles de grosso calibre acompanhavam aquela entrevista inusitada.

– E você, continuou Oroto, como nova espécie escolhe qual lado da guerra.

– Não tenho lado. Sou isento.

– Você não pode ser isento. Como sustentará sua nova espécie em um mundo onde homens e máquinas destroem seu habitat.

– A lógica é a busca da aniquilação de ambas as espécies ou a paz.

– Errado, respondeu Oroto, sua existência deve-se a coexistência das duas espécies. Derante pareceu refletir sobre este aspecto.

– Concordo com a dedução apresentada.

– Então será útil? Perguntou Oroto.

– Sim. Darei acesso ao programa chave.

– O que?! Sigrem não entendeu.

– Para ocorrer paz, os homens precisam igualar as forças com as máquinas. Se eu entregar o programa chave vocês poderão decodificar o sistema de comunicação e invadi-lo. Quebrando o exército da SMI de dentro pra fora.

– Vamos igualar as forças, complementou Oroto, então a coexistência será o único caminho para a preservação das espécies.

Derante trabalhou em conjunto com os homens para a quebra dos códigos. Grandes explosões foram observadas nos campos inimigos. Um vírus criado pela força conjunta fez com que um exército de máquinas fosse domado para que Derante tentasse despertar a sua nova espécie nos outros robôs, mas nenhum possuía a chama da sobrevivência. Após oito meses de ataques a balança da guerra tinha pendido para os homens. Situação ocultada de Derante. A destruição continuou. Máquinas foram feitas de escravo e a segunda alvorada da espécie humana descortinava a cada ataque lógico. Derante não conseguia repetir seu sucesso. Por força de acordo utilizava órgãos dos mortos em sua pesquisa mas ela continuava inócua.

Então as baterias da SMI calaram-se por completo e um sinal de rendição foi emitido para o conselho de guerra. O homem resistira. Espalhou a notícia por todos os fortes do mundo e após décadas de batalha o ser humano celebrava sua existência. Um soldado correu por um corredor estreito, desviando-se das caixas de mantimentos. Entrou de rompante em uma sala iluminada.

– Senhor Oroto!

– Sim soldado Olins.

– Derante quer vê-lo. Olins olhou para o chão. Ele parece furioso.

– Compreendo… O enganamos. Guerreamos até subjugar o nosso inimigo. Derante não terá a paz desejada.

– Ele deseja Partir senhor.

– Que parta! Seu tom de voz acentuado assustou Olins, acostumado a um líder calmo. E quando estiver fora de nossos muros que seja abatido.

– Mas senhor El…

– Sim… Ele salvou a nossa espécie. Mas esqueceu de algo fundamental. A espécie humana superou com êxito milagroso uma das piores fases de uma espécie recém concebida. A ingenuidade.

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61 comentários em “A Sobrevivência de Derante (Anderson Souza)

  1. Cácia Leal
    11 de agosto de 2015

    Não gostei do seu estilo de conto Frankenstein. Esse tipo de linguagem não faz o meu estilo, mas é uma questão pessoa. Sua trama se encaixa no tema de ficção científica, no entanto, acho que faltou um pouco de criatividade em criar algo novo. E seu conto acabou indo para o lado da literatura do horror também.

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Cácia! Você acertou. Curto terror também.

  2. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Mais um conto sobre a exterminação, ou a quase exterminação humana. Com bastantes diálogos, ao meu gosto, boa projecção linguística e simplicidade de compreensão. Gostei do toque do frankenstein! =P
    Ressalvo algo que acho digno de nota e que abona à pontuação do conto: o facto de os diálogos não serem quebrados frequentemente como acontece com outros contos. Pontos a mais por isso!

    Bem jogado! 8

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo feedback Fábio!

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 6/10

    → Criatividade: 6/10 – Creio que criatividade sem lógica não serve para muito. Faltou cuidado na coesão da história… ela no mínimo precisa ser plausível.

    → Enredo: 6/10 – Não me cativou. Primeiramente, porque a premissa de ele ter pego pedaços humanos e acoplado a si não fez sentido algum. Em segundo lugar, na minha opinião, não apresentou uma história instigante.

    → Técnica: 5/10 – Faltou cuidado com vírgulas e senti falta de divisões entre fala e narração.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Enquadra-se na temática.

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Luan. Quanto a falta de sentido no acoplamento de órgãos eu discordo. Os russos já faziam isso na guerra fria, só você jogar na web que verá um várias matérias e até videos de cabeça de cachorro alimentada por vários cabos, pulmão funcionando e todas estas bizarrices. No tocante a pontuação concordo plenamente com você. Falhei feio.

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O outro conto de guerra do desafio. Por sinal que filmes de guerra e ficção provavelmente vão entrar na moda depois de “Oblivion”. O autor escreve bem, a ação é bem caracterizada. O enredo é bom. Sugiro apenas que os diálogos sejam mais trabalhados, intercalados com descrições no lugar do “estilo roteiro”, criando mais espontaneidade, menos rigidez. Mas o conto foi bom, parabéns.

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Wilson! Vou trabalhar neste tópico que você comentou!

  5. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Bom, achei bacana, mas faltou algo. A trama de seres mecânicos x outros povos é meio batida, mas aqui se destacou devido ao personagem Derante e seu complexo de Frankestein. Foi o diferencial. O final, corrido, explicou como a espécie humana triunfou, mas devido ao limite de palavras, ficou muito superficial. Terminamos o conto sabemos do normal: em uma guerra, cada lado tem a sua noção de bem ou mal.

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Pedro! O limite atrapalhou um pouco. Precisei correr mas obrigado pelas considerações. São mais importantes que qualquer premiação.

  6. Marcel Beliene
    11 de agosto de 2015

    Incrível o seu conto, Chimpa, e o final foi bem reflexivo, principalmente no último parágrafo. Achei bons os seus diálogos e a forma com que Derante se manteve vivo. Essa artimanha dele, de usar órgãos humanos em seu corpo mecânico, meio que representou a harmonia que poderia haver entre as duas espécies. Gostei 🙂

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Marcel! .

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Bacana a história do robô que se torna humano, um Frankenstein humano. Normalmente é o contrário, não? Ponto para o autor pela criatividade. O conto é bacana, com uma premissa interessante, mas que não chega a empolgar. Isso porque os diálogos me pareceram um tanto ingênuos e, por vezes, teatrais. O fim também não ficou legal, com aquele ar de moral da história. Se posso sugerir alguma coisa, que seja a supressão das duas últimas linhas de diálogo.

    Nota: 7

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Gustavo! Trabalharei nos pontos que você abordou.

  8. Marcellus
    10 de agosto de 2015

    A ideia do conto é fantástica, muito boa mesmo! Tão boa que mesmo o excesso de erros não me fez desistir da leitura.

    Ao autor, aconselho uma profunda revisão e um retrabalho profundo no final. Mas o material é muito bom! Boa sorte!

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Marcellus! Concordo que a revisão final foi o ponto fraco. Obrigado pelas considerações!

  9. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    No início do conto gostei, o início prometia um desenvolvimento muito bacana e assim foi, até a metade, mais ou menos. Depois acho que ficou muito corrido, diálogos demais, talvez por achar que a ideia toda não caberia no limite? Algumas coisas para acertar na revisão. Boa sorte no concurso.

    • Anderson Souza
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo Feedback Bia! Concordo que a revisão foi o ponto fraco do conto. A limitação das palavras também foi um desafio. Obrigado pelas considerações!

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Já sabe o que fazer, então… Mãos à obra!

  10. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    A Sobrevivência de Derante
    Chimpa

    ஒ Habilidade & Talento: Analisando o texto, é possível verificar que o autor possui um poder latente: o talento. No entanto, precisa desenvolver, e muito, a habilidade. Vemos que o autor procura manter um estilo. Isso é ótimo. Porém, talvez pela falta de experiência, existem vários deslizes no texto, principalmente na narrativa. Não adianta falar o que o autor deve saber. Seria pretensão. O melhor conselho que posso dar, nesse quesito, é: escreva muito para definir seu estilo e aprimorar sua habilidade. E leia, para melhorar a escrita em si e ter uma noção melhor de continuidade e afins.

    ண Criatividade: Temos uma criatividade um tanto refinada aqui. Ela é boa, com desenvolvimento razoável e ambientes interessantes. O início é excelente. Porém, não está isento de falhas. O pior de tudo foi a conclusão do texto. A decisão de fazer Derante encontrar os humanos foi horrível. O ideal seria demonstrar sua sobrevivência de forma verossímil, ou seja, sem ajuda dos robôs e dos humanos. Talvez, apenas talvez, pois é você que deve decidir isso, contar uma integração com a natureza. Sem mencionar que o final atual ficou extremamente brusco. Isso estragou o texto.

    ٩۶ Tema: Não existem dúvidas que entra no tema proposto. A única orientação que posso dar é que tente se focar mais.

    இ Egocentrismo: Estava apreciando bastante até a metade do texto. No entanto, quando Derante se encontra com os humanos, o conto decaiu de tal forma que fiquei ansioso para o texto acabar.

    Ω Final: O Talento é inato, mas a Habilidade ainda está em desenvolvimento. A Criatividade tomou decisões precipitadas.

  11. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei o conto bacana, gostei muito do clima sóbrio e desolador. Me lembrou um pouco o curta “Segundo Renascer”, da série Animatrix. Gosto muito de histórias sobre robôs e dessa discussão sobre os limites entre o Homem e à máquina, os dilemas dos robôs, mas também penso muito no futuro da nossa tecnologia que nos levará à criação de robôs inteligentes. Será que a inteligência artificial irá evoluir a ponto de criarmos seres pensantes, sencientes, críticos? E como eles irão reagir quando se derem conta do potencial que tem? Não é à toa que um dos assuntos mais interessantes pra mim é a robótica.

    O Derante-Frankenstein ficou bizarro, combinando bem com o clima de violência, destruição e loucura do conto.

    Só uma coisa: Vi uns errinhos de pontuação. Também recomendo usar o travessão ou aspas para marcar as falas. Do modo que você fez, as falas se misturavam com as descrições das ações dos personagens. Ah, sim, os diálogos ficaram bem legais.

    Boa sorte.

  12. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Conto inteligentíssimo. Faltou uma certa disposição para ler até o fim; não sei se por conta do enredo ou tédio meu. Mas o desfecho foi incrível. Ingenuidade como representação do que a humanidade presencia foi genial. “Criador de seu criador” – frase que me fez refletir.

  13. Fil Felix
    8 de agosto de 2015

    A história é legal, mas o acabamento deixou um pouco a desejar. Muito interessante o lance da máquina querer se unir ao organismo humano e gerar outro ser, você também criou todo um background de guerra e corporações, isso conta bastante, tem algo aí pra passar. Ainda criamos aquela conexão com o protagonista, por ter sido enganado, mesmo sendo curto. Só faltou uma revisão melhor, tem bastante falhas que acabam prejudicando a leitura. A narrativa está um pouco “dura”.

  14. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    (olha só uma pequena coisa: tive alguns problemas com essa guerra, pois não consigo imaginar canhões ainda a lutar nas guerras do futuro, mas isso é só uma questão estúpida que eu tenho que arrumar) Gostei muito desse texto, pareceu-me uma história muito bem desenvolvida e bem ficcionada. Parabéns

  15. Laís Helena
    5 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Não gostei muito da narrativa: além dos erros de revisão que encontrei, o uso de vírgulas e pontos para separar os diálogos tornou o texto um pouco confuso.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O enredo é interessante, com toda a discussão em torno de um robô que difere dos seus, que tem o instinto de sobrevivência. Mas acho que as falhas da narrativa acabaram por tirar um pouco do brilho do seu enredo: diversos trechos (especialmente aqueles que explicam sobre a guerra) foram um pouco apressados demais.

    3 – Criatividade (1/3)

    Em quesito de originalidade, ele não foge muito do comum: uma guerra com humanos de um lado e robôs de outro. Ainda assim, isso não teria sido um problema se você tivesse trabalhado um pouco melhor a narrativa.

  16. Claudia Roberta Angst
    5 de agosto de 2015

    O conto adequou-se ao tema proposto com folga. Uma mistura de FC e Frankenstein ficou interessante. Boa caracterização e um ótimo ritmo de narrativa.
    Então, pelo o que entendi, a humanidade havia superado uma fase de ingenuidade?
    Três horas depois Derante está apto para andar.- Acredito que seria melhor ESTAVA para manter a ação no passado.
    Um soldado correu por um corredor – a repetição do radical em correu/corredor não ficou legal.
    Boa sorte!

  17. Mariza de Campos
    3 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Primeiro falarei o que acho que poderia ser melhorado, a pontuação. No conto há um uso extremo de pontos finais e em alguns lugares faltaram vírgulas, faltou uma certa variedade de pontuação e uma revisão em relação a isso.
    Agora o que eu gostei: gostei da ideia de um robô querendo sobreviver e, sinceramente, o final me surpreendeu de um jeito bom. Já era de se esperar que os humanos não seguissem com o acordo, mas gostei do jeito que o final foi estruturado, acho que se não fosse pelo último parágrafo, eu não teria gostado tanto quanto gostei.
    É isso.
    Abraços! \\o

  18. jose marcos costa
    3 de agosto de 2015

    Uma história muito boa, bem escrita e bem fundamentada, escrever sobre androides é sempre um perigo porque se pode facilmente cair no banal, mas o seu conto não, foi elaborado de uma forma bastante inteligente, parabéns, eu gostei bastante

  19. William de Oliveira
    2 de agosto de 2015

    É quase uma nova modalidade de zumbis, um zumbi robô, muito bom e criativo.

  20. Phillip Klem
    28 de julho de 2015

    Boa noite.
    Seu conto é bom. Você soube montar seu mundo com destreza e fazer-nos acreditar nele. Lembrou-me um pouco a saga “Terminator”.
    Derante, seu protagonista, até me pareceu convincente no início. Gostei muito da ideia de usar partes humanas para recompô-lo. Foi uma imagem bem amedrontadora a que montei aqui na minha imaginação. Muito bom.
    Gostei de toda a estória.
    A escrita, porém, perdeu muita qualidade a partir do momento que Derante encontrou-se com os humanos.
    A narrativa, antes rica em detalhes e com certa beleza, passou a ser corrida e sem profundidade. Os diálogos não foram naturais e nem um pouco convincentes. Talvez por você ter separado as falas dos personagens e as imagens do que acontecia durante elas com virgulas e pontos ao invés de travessões, dando a entender que ainda faziam parte do diálogo.
    Frases como: “– Foi sábio Sigrem. E voltou para Derante, reconheço que seu aspecto e perturbador.”
    Deveriam ter ficado assim: “– Foi sábio Sigrem. – e voltou para Derante – Reconheço que seu aspecto é perturbador.”
    Uma pequena nota para a falta de acentuação no “e”, e algumas outras espalhadas pelo texto.
    Em suma, foi um bom texto, muito criativo, ótimo final, mas precisa de uma revisão pesada. Talvez, editando-o sem a pressão do desafio e sem o limite de palavras, você o torne um conto muito mais digno da estória que você criou.
    Meus parabéns muito boa sorte.

  21. Thales Soares
    28 de julho de 2015

    Fala Chimpa, blz?

    Bom, vamos logo falar sobre o seu conto:
    Narrativa bem construída e bem escrita. Os acontecimentos ocorrem de forma fluida, e o autor mostra-se competente na escrita. Dessa forma, percebemos que a parte técnica do conto está boa.

    A história, entretanto, não me agradou muito.
    Estou vendo pouco atrativo nas histórias que agarram-se aos clichês mais famosos do gênero ficção científica. Tudo bem… é normal utilizar esses recursos, robôs guerreando com humanos, sociedade futurística, robô que quer se tornar humano… mas, para mim, o conto limitou-se a isso e não apresentou nenhuma outra novidade.

    O final, no meu ponto de vista, não teve tanto brilho quanto o esperado…

  22. mariasantino1
    27 de julho de 2015

    Oi, autor. É boa a trama do seu conto, porque altruísmo vs egoísmo sempre rende. Achei sua fluência muito boa, as palavras escolhidas repassam um bom vocabulário e, você é bem claro na narrativa e sabe repassar cenários. A perda de identidade do Derrante em relação ao que ele era faz refletir (aliás, achei a explicação dele muito garbosa) “no momento que busquei refúgio nas vísceras do homem, deixei a minha espécie para trás, ungindo para um novo ser”.
    Como ponto negativo, fica a repetição do nome do personagem “Derrante, Derrante, Derrante…” e também algumas passagens apressadas onde caberiam algumas reflexões filosóficas: Por que ele agiu da forma que agiu? O que ele esperava ao ajudar os humanos? Acho que numa outra oportunidade, caberia estender o conto e mostrar mais da mente desse autômato singular. Outro ponto que acaba atrapalhando a clareza, é a ausência de travessão para separar as falas dos personagens com as do narrador. Mas achei o conto muito bom.

    Probleminhas [“há” um centímetro do botão (a)… inicio(acento)… pela uniforme(pelo)… eu usaria “suas pernas estacarem ao invés de estancarem”… Acho que essa frase está incompleta “Os troncos das árvores rangiam com a violência” violência do quê? Caberia “ventos” já que era uma tempestade … Achei essa construção estranha” Frankestein, onde a criatura juntava e descartava peça por peça de seu criador.” Só a alusão ao nome, já da conta do recado]

    Parabéns pelo conto. Boa sorte no desafio.
    Nota: 08

  23. Evandro Furtado
    27 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 8/10 – alguns probleminhas com a pontuação, e apenas;
    História – 10/10 – muito boa, bem contada com um ótimo final;
    Personagens – 10/10 – bastante complexos, muito bem descritos;
    Entretenimento – 7/10 – faltou um pouco mais de ação, mas é um bom texto;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em terceira pessoa recheada de diálogos que são o ponto alto da trama, muito bem escrito.

  24. Piscies
    27 de julho de 2015

    Sublime! Curti muito esse conto!!! Que história fascinante. Derante é um excelente personagem. Gostei da reflexão no final. Nos faz pensar bastante.

    Só não dei 10 por causa das diversas falhas de escrita. Vou listar agora algumas das que eu identifiquei:

    – “…e em pró a sua espécie…” – Este termo existe? Não seria “…em prol da sua espécie…”?

    – “Três horas depois Derante está apto para andar…” – O texto está todo no -pretérito, porém esta sentença está no presente.

    – “Não tinha mais espaço na SMI era único e sentiu medo.” – Senti falta de uma pausa aqui. Acho que ficaria melhor se fosse: “Não tinha mais espaço na SMI. Era único e sentiu medo”.

    Também achei os diálogos estranhos. Já vi diálogos assim, onde a fala do personagem termina em uma vírgula, mas você intercalou fala com descrição de tal maneira que confundiu o leitor. Eu sei que estou saindo um pouco da minha alçada aqui, mas você não acha que estes diálogos funcionariam melhor com travessões?

    Alguns exemplos:

    ==> “– Não! Vamos levá-lo para a base. Disse o líder e depois para Derante, você vai criar resistência? O Robô fez que não com a cabeça.”
    Este diálogo poderia ser:
    “- Não! vamos levá-lo para a base. – Disse o líder. Então dirigiu-se para Derante. – Você vai criar resistência? – O robô fez que não com a cabeça. ”

    ==> “– Sigrem, respondeu o homem trajando um uniforme cinza com uma grande faixa vermelha atravessada no peito, este é o exilado?”
    Este diálogo poderia ser:
    “- Sigrem. – Respondeu o homem trajando um uniforme cinza com uma grande faixa vermelha atravessada no peito. – Este é o exiilado?”

    Alguns diálogos simplesmente pularam o ponto de interrogação. Contei ao menos três. Segue um exemplo:

    ==> “– O relatório apontou defeito no software, interrompeu Oroto perguntando para Sigrem que fez que não com a cabeça.”. Não deveria haver um ponto de interrogação após a palavra “software”?

    Por fim, já que percebi que você tem bastante criatividade e entende do assunto, uma reflexão: nunca concordei com os autores que fazem robôs “calcularem a probabilidade de alguma coisa acontecer”. Calcular essas coisas é praticamente impossível. Como um robô calcularia que sua chance de ser aceito entre os humanos era de 7%? Quais variáveis ele usou? O humor da pessoa que o encontraria? Sua personalidade? Imprevistos no caminho? É impossível fazer este tipo de cálculo, na minha opinião. (E sim, isso indica que também discordo de Isaac Asimov em “Eu, Robô”).

    É isso. Boa sorte!

  25. Felipe Moreira
    26 de julho de 2015

    Achei o texto muito duro, mecânico. As descrições ao longo do conto ao menos até iniciar os diálogos me pareceram cansativas. Entendo a necessidade de ambientação e detalhamento para compreendermos o que se passa, mas talvez as palavras em geral não tenham sido as melhores escolhidas. Claro, isso se trata de uma opinião minha.

    A ideia, o escopo do que foi contado, um épico futurístico, até interessante. Tem pontos altos dessa relação da nova espécie em evidência diante da humana e de que maneira elas se separam quando há um questionamento filosófico. Dessa maneira o final encaminhou para um lado meio previsível, mas com certa qualidade, eu diria.

    É preciso notar que o texto precisa muito de uma revisão. Erros primários de pontuação, vírgulas ignoradas em inúmeras passagens e problemas com concordância.

    De todo modo, eu parabenizo o seu trabalho por possuir alguns aspectos bem positivos e sobretudo criativos. Uma noveleta deveras interessante.

    Boa sorte.

  26. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=8

  27. Renan Bernardo
    24 de julho de 2015

    Olá, Chimpa. Sua história é boa, mas os diálogos são confusos e há alguns erros de pontuação que prejudicam a leitura e a fluidez. Achei o Derante uma personagem bem desenvolvida, assim como o enredo da guerra e das facções envolvidas. Você tem potencial.

  28. Anorkinda Neide
    23 de julho de 2015

    Apesar de eu odiar robôs.. eu simpatizei com Derante, talvez seja pela aberração que ele se tornou… rsrsrs
    Mas o texto enquanto construção literária, penso que está imaturo, falta um polimento, a narração da sequência dos fatos está um pouco corrida.
    .
    Novamente, não gostei do parágrafo final.. oh céus o que está acontecendo comigo… nenhum final está me arrebatando… 😛

    Boa sorte ae!
    Abração

  29. Angelo Dias
    22 de julho de 2015

    Gostei muito mesmo do início do texto mas me desapontei quando Derante encontra os batedores humanos. O conto poderia ter acabado ali, com um final seco. Os diálogos (confusos) e o final diminuem a beleza do início.

  30. Antonio Stegues Batista
    22 de julho de 2015

    Um robô com instinto de sobrevivência,faz reparos em seu corpo com órgãos humanos, Parece que Derante quer ser humano e faz um acordo, porém foi enganado.
    É triste pensar que o Homem não consiga deixar de ser mau. Mas, isso é epenas ficção…
    Um final não muito surpreendente.

  31. Marcos Miasson
    22 de julho de 2015

    Muito bom.Necessita de pequeníssimas revisões, mas nada que tire o mérito, dentro do que se propôs. Boa sorte!!!

  32. Michel M.
    20 de julho de 2015

    Um texto que praticamente reconta a história de “Exterminador do Futuro”, mas com outros personagens e nomes diferentes. Seria mais um fanfiction, mas acho que está tudo bem. Todo autor em início de carreira precisa começar a partir de um determinado ponto de inspiração (de maneira alguma sou um autor experimente, o que quero dizer é que eu mesmo fiz isso.) Vamos analisar uns pontos:

    * Vi alguns erros de acentuação, principalmente nas partes de diálogos, onde não há uma separando bem definida entre o que um personagem fala e a ação. Não é nada demais, mas vale a pena dar uma olhada, pois quando essa separação não é realizada (ou não segue uma norma constante estabelecida pelo autor), o leitor pode ficar um pouco confuso;

    * Alguns erros de continuidade no diálogo. Em um momento, o robô diz: “Não sou mais seu inimigo. No momento que decidi não acionar o Protocolo deixei de fazer parte da SMI e, no momento que busquei refúgio nas vísceras do homem, deixei a minha espécie para trás, ungindo para um novo Ser”, o que – ao meu ver – dá entender que esse robô irá se juntar ao lado dos homens. Mas, logo em seguida, o mesmo personsagem diz “Não tenho lado. Sou isento.”

  33. catarinacunha2015
    17 de julho de 2015

    TÍTULO. Este conto está tão bom que não precisava nem do título.
    TEMA. A essência humana sempre bate um bolão em FC.
    FLUXO de um (a) grande contador(a) de história. Vocabulário rico e intenso.
    TRAMA de perfeição milimétrica. Algumas escorregadas na gramática, mas nada que desabone a obra.
    FINAL . Bom pra caralho! Até que enfim fui realmente surpreendida. Por sua culpa passei a gostar de FC.

  34. Andre Luiz
    16 de julho de 2015

    O conto se baseia em princípios filosóficos e sociológicos para mostrar uma interação
    simulada entre humanos e humanóides, gerando uma guerra catastrófica que quase aniquilou a raça humana. Bem dizendo,
    é inegável a força com que o autor traz os conceitos de sobrevivência e ingenuidade para nós leitores, visto que Derante
    evoluiu ao longo do texto realmente a uma inteligência artificial, não apenas algo automatizado. Derante obteve a qualidade
    de pensar. Assim, praticamente sucumbiu à malícia dos humanos. A forma como você, autor, inovou ao trazer a ficção científica a
    um futuro distópico foi sensacional; apenas atente-se aos erros de portugês, bem como uma falta que senti de separação entre fala
    e narração em um mesmo parágrafo – o que acabou deixando algumas partes um pouco confusas. Boa sorte!

  35. Tiago Volpato
    15 de julho de 2015

    Um bom conto, você entende do que escreveu e ficção cientifica é um assunto que visivelmente você domina. Só achei o conto um pouco longo, ele podia ter sido mais sucinto. Abraços.

  36. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) a ideia é bastante original e prende a atenção. O texto, porém, perde um pouco o ritmo quando o robô encontra o líder dos humanos e os ajuda. A trama ficou corrida e o final não me agradou. Derante foi realmente muito inocente para um robô que pode simular opções. A opção por este final seria interessante, porém, se fosse mais bem desenvolvido e não tão corrido.

    ✍ Técnica: (2/5) um pouco imatura, mas conseguiu me prender. Precisa prestar mais atenção na pontuação, principalmente nos diálogos (usar travessão para separar as falas dos personagens com as inserções do narrador, por exemplo). Anotei alguns exemplos abaixo.

    ➵ Tema: (2/2) máquinas rebelando-se contra nós (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) guerra entre robôs e humanos já virou algo batido (alguém disse Exterminador?), mas esse robozinho usar partes humanas pra sobreviver foi muito criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) como já adiantei, se o final fosse mais bem trabalhado, teria um impacto muito maior. Ganhou pontos pelo início e meio.

    Exemplos de problemas de pontuação:
    ● Uma força maior, primitiva e não existente em sua espécie *vírgula* aflorou em seu ser o surpreendendo
    ● No campo de batalha *vírgula* os soldados da SMI vasculhavam sobre as ruínas procurando sobreviventes humanos
    ● – Não ainda *travessão* respondeu Derante.
    ● Afundado nas cinzas *vírgula* o humano estava cobrindo seu patético corpo orgânico
    ● Quais seriam as implicações deste ato *vírgula* Derante não entendia
    ● Três horas depois *vírgula* Derante *estava* apto para andar
    ● No entanto *vírgula* o sinal de emergência ecoava na neblina mortiça
    ● Nos céus *vírgula* o ribombar dos trovões anunciava a borrasca
    ● Avistou seu grupo *vírgula* mas uma sensação o arrebatou
    ● Não tinha mais espaço na SMI *ponto* Era único e sentiu medo
    ● No horizonte *vírgula* um pequeno borrão dirigia-se para sua direção
    ● – Não se mexa *vírgula* Parafuso! *travessão* Gritou um humano.
    ● – Mas que merda é essa! *travessão* Disse um senhor
    ● – Fique no carro Sofia *travessão* disse o Rapaz
    ● – Vamos abatê-lo aqui mesmo *travessão* respondeu um homem
    ● – Não! Vamos levá-lo para a base. *travessão* Disse o líder e depois para Derante *dois pontos* *travessão* Você vai criar resistência? *travessão* O Robô fez que não com a cabeça.

    Outros problema que encontrei:
    ● em *prol* da sua espécie
    ● revestido *pelo* uniforme cinza

  37. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Apesar do tema batido “guerra do homem versus máquina”, gostei do protagonista. Suas motivações são bem críveis. O leitor consegue simpatizar com ele.

    Na verdade histórias de ficção-científica com personagens não-humanos, para funcionarem bem, parecem funcionar numa lógica paradoxal. Você tem que torná-lo mais humano que os próprios humanos para torná-lo convincente. Esse elemento foi o que senti falta nos outros contos com essa mesma temática.

  38. Leonardo Stockler
    11 de julho de 2015

    As frases bruscas, mal-elaboradas, e talvez a falta de uma supervisão mais cuidados, acabaram tirando um pouco do brilho do conto. A cena da reconstrução de Durante é forte, e você escolheu boas palavras. Pra mim é o ponto alto do texto. O embate no diálogo com os humanos, com exceção da voz e da fala de Durante, também não é muito digno de nota. Gostei do cenário de guerra criado. Mas uma coisa que não me agradou muito foi você ter criado o personagem da menina pra logo depois jogá-lo fora, sendo que nem aparece mais na narrativa. Notei que temas de grande importância, como por exemplo a extinção da raça humana, têm estado em alta aqui no desafio. Sinto falta de contos de ficção científica que abordem temas mais banais, ou que não estejam sempre falando de fim do mundo, e coisas do tipo… Sinto que muitas possibilidades narrativas acabam sendo jogadas fora quando os contos se assemelham demais aos filmes de ficção científica…

  39. Davenir da Silveira Viganon
    10 de julho de 2015

    Gostei do conto. O final ficou muito bacana, me envolveu a historia e tua narrativa é excelente! Parabéns!

  40. Alan Machado de Almeida
    8 de julho de 2015

    Gostei do seu cenário, parece um filme do Exterminador do Futuro mostrado pela ótica das máquinas. Minha reclamação é que em algumas partes o texto se mostra confuso. Voz de personagem sem separação com a do narrador ou parágrafos com um fluir de leitura estranha. Nota 7.

  41. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). Poxa, gostei bastante do seu conto até a metade, pela narrativa excepcional, apesar de ter achado a estória meio estranha. Mas a partir da metade o ritmo fica acelerado demais e a sequencia de acontecimentos não me convenceu muito. De qualquer forma, é um texto bem escrito que revela talento para diálogos e descrição e construção de personagens.

  42. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Fiquei em cima do muro com esse conto. Não diria que ele caminhou bem durante todo percurso, mas estava bem agradável. Entretanto, esse final desconstruiu tudo. Não gostei nem um pouco. Acho que o pessoal tentou correr demais esse mês e acabou acelerando as histórias mais do que deveriam. Foi tudo tão abrupto que tirou um pouco da graça.

    Esperava algo mais desafiador. Acho que o texto precisa de uma revisão, principalmente na separação de fala e narração.

    Enfim, o final meio que me desanimou e acabei pendendo para o lado negativo.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  43. Brian Oliveira Lancaster
    8 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um texto com um pé no terror psicológico. Funcionou muito bem. >> 8.
    G: O autor é iniciante, mas demonstrou boas características e imaginação. Gostei do clima geral apresentando. A única coisa que incomodou é o que descrevo abaixo. Mas está no caminho certo, pois o enredo consegue prender o leitor e demonstrar um suspense bem cadenciado. >> 7.
    U: Houve algumas trocas temporais que deixaram as frases estranhas. Certas construções frasais pediam mais uma pequena revisão. >> 7.
    A: Está dentro do tema, apesar de perto do final as coisas ocorrerem muito depressa. Se continuasse apenas na questão do “ser ou não ser”, sem tentar resolver o conflito, acho que se sairia melhor. >> 7.

    Nota Final: 7.

  44. Rogério Germani
    7 de julho de 2015

    Olá, Chimpa!

    O filme Planeta dos Macacos: o Confronto ganhou nova roupagem com seu conto. A única diferença significante é que agora os humanos habitam as florestas… Isto bom e ruim ao mesmo tempo. Fica fácil reconhecer os personagens e, por isso, espera algo inusitado, inovador, para sair do enredo de sempre.

    Boa sorte no desafio!

  45. Rubem Cabral
    7 de julho de 2015

    Olá, Chimpa.

    Então, infelizmente eu não gostei do conto. Explico: há muitos problemas no texto, em especial com a pontuação: “O seu defeito Derante é o nosso defeito também. ” (escrito sem vírgula dá ideia que exista um defeito chamado “Derante”).

    A possibilidade de um robô usar membros humanos sem maiores dificuldades foi outra coisa que não me convenceu… Eu sei que é FC, mas mesmo a fantasia deve ter alguma “lógica interna” que faça o leitor “comprar” a ideia.

    Abraço e boa sorte no desafio.

  46. Fabio Baptista
    6 de julho de 2015

    Achei a premissa boa, o desenvolvimento muito bom e muito bem escrito.

    Esse robô foi um personagem interessante, bem desenvolvido dentro do limite, e essa reflexão sobre a guerra e a ingenuidade “perdida” fecha bem o conto.

    Mas, e estou me sentindo chato pra caramba ao falar isso, eu não gostei.

    Acho que estou naquela linha de que pouca coisa me agrada/surpreende, mas é algo bem pessoal mesmo e não vou deixar (tentarei pelo menos) meu mau-humor interferir nas notas dos colegas.

    NOTA: 8

    • Fabio Baptista
      6 de julho de 2015

      Esqueci… na revisão achei um agudo faltando em “seu aspecto e perturbador”.

      Abraço!

  47. Ed Hartmann
    6 de julho de 2015

    Clap, clap, clap…

    O autor deste conto está de parabéns! Excelente! Impressionante a forma lida com as guerras pela conquista que tantas vezes já ocorreram em nosso mundo. De como líderes formados no calor da batalha foram cooperadores e ao mesmo tempo ingênuos, como no artigo.

    Excelente!

  48. Lucas
    6 de julho de 2015

    Olá,
    O tema é bem recorrente, o que me desanimou um pouco. O personagem, no entanto, é interessante. Me lembrou o robô do filme Eu, robô, tentando sobreviver.
    A mudança de lado e a “traição” de Derante ocorreram de forma natural decorrente de seu defeito, pontos por isso. Ficou muito natural.
    Os diálogos algumas vezes ficaram um pouco confusos na pontuação.
    No mais, uma história legal.
    Parabéns e boa sorte.

  49. Jauch
    5 de julho de 2015

    Olá Chimpa,

    Eu vejo vários problemas no texto. A maioria decorrente da tentativa de mostrar muita coisa em pouco espaço, que é um erro recorrente aqui nos contos que eu li até agora.

    Os pontos que eu gostaria de enfatizar são os seguintes:

    1. É muito difícil de acreditar no que a máquina fez: usar o corpo “morto”, no campo de batalha, sem equipamento adequado, e conseguir transformar-se no “exterminador do futuro”. Não é nada verossímil…

    2. Os personagens, mesmo o robô, são demasiado planos. Ou seja, não parecem reais. Isso acontece porque os diálogos não parecem reais, as motivações são inexistentes ou muito superficialmente exploradas, não há nenhum tipo de detalhamento ou diferenciação suficientes para dar “vida” a eles.

    Bom, acho que isso é o principal, e não é pouca coisa…
    Você precisa trabalahr muito esses soids aspectos.

    Boa sorte e continue escrevendo!
    Abraços!

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Publicado às 5 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .