EntreContos

Detox Literário.

Diretriz (Leonardo Stockler)

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Dentes da rua, pasta de dente, escova de dente, fio dental imprescindível. Um androide escova os dentes após a refeição, já há vinte minutos trancado no banheiro do bar, sem que seja o suficiente pra chamar a atenção dos bêbados envolvidos em problemas bem mais graves, como o problema da imigração na Itália, o calote da dívida na Grécia, o roubo de um banco na Moldávia, ou, por exemplo, esta mulher encostada ao balcão, o problema mais grave da espécie, dois movimentos artísticos rivais envolvidos em ameaças com cartas-bomba e acusações gravíssimas, a ressaca causada por uma garrafa de mescal que o umbigo desta senhorita apresentou a eles. Há um atirador no prédio da esquina. Um usa um chapéu, o outro não. Tudo o que havia pra ser visto despertou naqueles que contemplavam a irresistível vontade de prostrar-se em posição fetal e regressar para o calor de algum útero do qual devemos todos ter saído – o umbigo. Todos, menos aquele cuja mente obsessiva processa essa abundância calórica e ultrasugestiva de informações entrecruzadas, o nosso Andróide, Romeu XVI-Z, modelo 3.2, plenamente capaz, como já tantas vezes ofereceu em farta evidência, de simular tudo aquilo que as Grandes Corporações Humanas gostariam de vê-lo simulando, o que, em outras palavras, quer mais ou menos dizer um tiroteio sob o semáforo, rasteiras em eixos de caminhões ou aviões parados em pistas empoeiradas no centro-oeste, dois homens embarcando, um de capacete, o outro carregando uma mala de despachos, protocolos, programas e dossiês, algo que, na mente de nosso andróide, indicava alguma ligação relativamente obscura entre uma rajada de metralhadora disparada contra um homem que cortava o cabelo em uma barbearia às nove horas do dia anterior e duas semanas de visitas regulares ao controle remoto masturbante de uma sala de estar burguesa, adquirindo memórias para serem usadas como referenciais úteis quando em situações envolvendo escolhas, julgamentos, alguns mais subjetivos outros menos, para os quais nosso andróide fora programado – a própria vinda dele ao estabelecimento, por exemplo: o bar em frente ao antigo convento, final da rua do liceu, um carro rabo-de-peixe fazendo a curva, esquina de paralelepípedos, a motorista despediu-se d’O Alvo, aquele a quem o nosso andróide espera, as mãos respirando o frescor de uma loção pós-barba, tamborilando sobre a mesa em falsa ansiedade, pois que do lado de cá do vidro que nos separa do mundo que persiste do lado de fora do bar, a senhorita encostada ao balcão vê o garçom entregar uma garrafa de gim ao casal de cavalheiros bebericando um encontro secreto, algo substancialmente bem diferente do clube de cartucheiros que andou disparando contra a sinagoga, em vinganças passadas, milhares de vinganças armazenadas nas nuvens do meu HD, as nuvens pretas que fecham o tempo de uma cidade que não é nem Tegucigalpa, nem Katmandu, mas que consta no trajeto das nuvens pretas, a memória do deus Ymir, memória núbil, de cirros nimbus pairando feito alcatifa sobre o holocausto horizontal de repetitivas e pélvicas genuflexões, um pen-drive entrando e saindo desse espaço não-euclidiano a que chamamos de noosfera, no qual trafega a mente aventurosa de nosso andróide, tamborilando os dedos em gigantescas e intermináveis prateleiras de memórias românticas de senhas e contrassenhas que constam em sonhos cabalistas, de vertiginosas e místicas justificativas dadas aos pecados que os andróides da Central andam pagando à prestação. O Alvo – ele vem, pela calçada, mas antes de abrir a porta, Romeu, o nosso andróide, a barba feita, o chapéu panamá enterrado na cabeça, os dedos tamborilando, hesitavam, um pouco antes, em chamar o garçom, em pedir pra ele uma dose dupla de conhaque, algo forte o suficiente pra lubrificar engrenagens, que todos sabem que os robôs de madeira rangem mais que os de ferro, por algum motivo insólito não-declarado e que, até hoje, passou completamente desapercebido da população leiga em geral, ainda não acostumada ao fato de que há andróides perambulando por aí, em roupas e camuflagens tão perfeitamente ajustadas ao comportamento humano, que muitas vezes, quando somos deixados no vácuo após uma despedida não correspondida, ou quando acordamos preenchidos por uma vontade indesculpável que nos fazer querer continuar na cama por horas a fio, ou então quando usamos o fogão pra acender um cigarro, mal sabemos que estamos, justamente aí, no procedimento trivial de todas essas banalidades cotidianas, sendo observados, ininterruptamente observados por seres inteligentes, colegas de espécie, subordinados à esquemas de monitoramento mental invisíveis às mentes nuas, as nossas mentes, as mentes que eles observam e copiam em cada detalhe miserável, em cada gesto aparentemente desperdiçado em horas desocupadas, emprestadas às filas de banco, lotéricas lotadas, fenômenos favoráveis às especulações de uma cabeça paranóica o suficiente pra juntar os pontos e desvendar, no decurso de uma vida, um complô de camareiras de hotel imerso em trevas e drinques exóticos, de pacotes perseguidos e emendas feitas por terceiros, segundo espelhos que nos permitem atravessar clandestinamente a fronteira de certos países, coiotes que com suas carrocerias conduzem bolivianos pro lado de lá da floresta, fronteiras protegidas por cães de guarda e campos minados, tudo isso por algumas migalhas garantidas em notas de rodapé, comentários ambíguos em alguma coluna obscura de um jornal lido apenas por cinegrafistas amadores e cocainômanos insones – algum sinal subterrâneo vindo de Vladivostok ou de Bornéu, querendo ser captado por uma antena montada numa garagem. Há um atirador na esquina, prestando atenção no esbarrão. Um usará chapéu, o outro não. Café Polenta: doses que te deixam acordado até receber a próxima carta – a próxima ação programada, repetidamente exercitada no treinamento, como queriam os professores do nosso amado andróide, que tem inúmeras razões para sentir-se inquieto, entre elas, as mais recentes, a gosma roxa que ele têm notado em lugars diferentes. Na mesma semana pensou tê-la visto outra vez, próxima ao lixo de uma lanchonete. Noutro dia viu-a de relance na calçada em frente à borracharia, e algo, não sabemos o quê, o impediu de conferir de perto. Na quarta vez a gosma roxa se espalhava próxima a um acidente entre uma motocicleta e um automóvel num cruzamento movimentado. A gosma roxa que pinga do teto da Realidade. O inimigo cresce feito fungo, brota do chão e prolifera-se o micélio com chuvas de verão. A azêmola, ameaçada pelas sicofantas, pelos cupinchas & carcamanos, capangas de capuzes e capotes misturados aos ambientes esfumaçados e cinzentos, impressos em papel jornal, modelos de chapéu para salões em palacetes assobradados. Um furo no queixo parece indicar tudo. Aquele telefonema atrasado alguém deixou cair do bolso, o atirador na esquina, mirando no que está sem chapéu. No hotel, quarto vizinho, um casal briga. Apenas a voz do homem, e ele parecia agredir a mulher, que não dizia nada, nem gemia, nem protestava. Como eu sabia que era uma mulher? Como eu sabia que era um casal? Pelo conteúdo do que o homem dizia: flagras, cobranças, ciúmes… Enquanto acontecia eu falava ao telefone – a conversa não podia ser postergada. Eram ordens. Eu as recebia enquanto ainda acontecia. A ligação, assim como a briga, durou mais de hora. A mulher, talvez, fosse muda. Talvez não existisse mulher alguma. Nunca há mulher alguma, uma secretária pedindo meu endereço e telefone – uma carta estranha aparece três dias depois no hall de entrada. À época o elevador se encontrava avariado. As ordens são claras, mais limpas que o papel higiênico antes de prestar-se à sua função. Os balcões são palcos para traições perpetradas por punhais de becos e cápsulas de veneno deixadas dentro de xícaras discretas. Gente já morreu assim. Óculos escuros homogenizam reações faciais. Permitem certas coisas, certos olhares que não devem passar despercebidos pelos nossos ombros – as dragonas prestam-se às ameaças, mas quase nunca as querem cumprir. Não acredite nos telejornais, nas notícias, nos programas de mesa redonda – quase sempre os que estão ali saíram de bueiros e sarjetas muito mais poluídas que os balcões de uma conspiração de bastidores e boemias. O Alvo – o andróide não sabe nem quem é, qual é o seu nome, sua procedência, qual a razão de sua vinda, qual é a essencial justificativa que o torna um alvo: um senhor, barba sefardita, olhos baixos, sobrancelha circunflexa, a fisionomia de um triângulo isósceles – por que é interesse de alguém que ele caia morto? Por que é que o seu nome consta em listas negras? Informações lacunares, propositalmente omitidas pelos programadores, que se limitaram a dar diretrizes vagas demais ao nosso andróide, pra que ele não se apegasse, não fizesse perguntas, não mudasse de ideia na última hora, como tantos outros fizeram antes dele, que há um problema bem comum no ramo da robótica que é a dificuldade com que os programadores têm de acertar a tênue linha que impede o nosso amigo máquina de ser ora emocional demais, ora frio demais, o suficiente pra que ele continue produzindo raciocínios relativamente poéticos, guardando ainda para si sua capacidade de produzir obras de arte tão relevantes quanto aquelas feitas pelos controles remotos na Era de Ouro da robótica, porque hoje, muito depois, findado todo o pensamento mágico que floresceu e frutificou naqueles dias, hoje, no estéril presente, algumas corporações possuem redes de mentiras com mais milhas de extensão que as estradas incas. Tudo pra que um algum disco consiga armazenar todas as idiossincrasias e subjetividades humanas em algum banco de dados obscuro. Self-replicating machines. O material é barato e abundante. Cada androide é único – flocos de neve dotados de consciências prontas para serem desperdiçadas. Andróides com caras de paisagem – um dispositivo que os façam passar despercebidos com suas metáforas. Não é preciso mais investir em pessoas pra que se faça o trabalho sujo. Esbarrar no alvo, que está sem o chapéu. É o sinal pro atirador. Mentiras que são constelações, lunetas que vão jogar nossa vista no vácuo, e há órgãos públicos que se ocupam única e exclusivamente de desmentir boatos – boatos que foram plantados, eles mesmos, por outros androides, posicionados em outros lugares e degraus da hierarquia da conspiração, e Romeu, o nosso andróide aqui em questão, se lembra muito bem de quando teve a oportunidade de trocar uma ideia, ainda que muito breve, com outro andróide, que trabalhava em outro departamento do complô todo, e o sujeito, Romeu guardou voz fanha, dizia que era assim mesmo, que os mais heroicos androides deste século provaram seu valor em atitudes triviais e insuspeitas, como encontrões de mãos, sugestões suspiradas na pérgula do ouvido, esbarrões – esbarrões! É o caso do nosso andróide, Romeu, que agora contempla entusiasmado O Alvo, a porta do bar, o sininho repica e o garçom é levado automaticamente a olhar pra porta que vai abrindo e Romeu, já nesse instante, vindo de encontro ao Alvo, conforme programado, conforme recitado em sonhos premonitórios e agourentos. Espero que, um dia, esta mulher encostada ao balcão possa regressar ao lar dos lábios que a esperam, sem ter de dar olhares como esmolas àqueles que naufragam tentando transpor essa distância metafísica que existe entre o corpo e aquele que o deseja. Minhas mãos enxergaram mamilos no fim do tato. Sob as ordens, sob a supervisão, com a permissão de quem, quem foi que disse, alguém por favor se pronuncie! As ordens que me deram são incompatíveis com a realidade que se apresenta. Por onde começar? Por onde começar? Os fatos não se encontram. O Alvo vestia um chapéu – algo que não estava previsto. Foi tudo o que disseram para o atirador, que chegou atrasado demais e não teve tempo de saber da história toda: um com o chapéu, o outro sem. Não era um boato. Mas o Alvo, assim como Romeu, vinha com um chapéu – um chapéu coco. Ao vê-lo entrar, ainda fora, Romeu deixou o seu chapéu na mesa e apertou o passo. As ordens que aqui são dadas, aqui têm se cumprido desde 2034 d.C, o primeiro ano de funcionamento da Central. Um de chapéu, outro sem. Pouco importa quem. O atirador não vai errar o alvo – sua mira é infalível, mesmo lidando com imprevistos.

O tiro acertou-o em cheio no peito que pensava.

55 comentários em “Diretriz (Leonardo Stockler)

  1. Leonardo Stockler
    13 de agosto de 2015

    Olá povo, obrigado pela atenção. Fiquei feliz demais em saber que teve gente dividida: ao mesmo tempo em que alguns amaram, outros não conseguiram chegar até o final.
    Muitos disseram que estava confuso, o que é óbvio. Tentei usar a confusão como elemento estruturante pra narrativa. Por isso a opção pelo parágrafo único, e pela forma de fluxo de consciência – por isso tantas repetições, frases enormes, mudanças bruscas de direção, a voz narrativa dividida, enfim, coisas que geralmente são entendidas como defeitos.
    É muito bacana participar de mais um desafio. O fi-de-beque de vocês é sensacional.
    Abraços!

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Oi, Leonardo! Que pena eu não ter absorvido isso tudo que você falou. Mas parabéns por ter executado o conto da forma como queria, mesmo sabendo que muitos não entenderiam. 😉

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Olha, parabéns ao escritor. Um grande trabalho que me deixou admirado. Mas não é o meu tipo de leitura, me perdi um milhão de vezes e terminei o conto sem saber direito da trama. Me sinto um asno dizendo isso, mas ao mesmo tempo não me envergonho em dizer que existem textos e textos e leitores e leitores, então não há problema. Não sou um leitor para esse tipo de texto. Porém, como trata-se de um desafio, e meu critério principal é a identificação, o seu conto vai ter os pontos merecedores de um trabalho incrível, mas não vai estar no meu topo, pois não gostei muito.

  3. Marcel
    11 de agosto de 2015

    Seu conto é intenso, duro como um soco. Algumas partes são geniais, outras eu também acredito que sejam, mas confesso que não as entendi direito (rs). Mas o final foi épico: o simples fato de ter tirado o chapéu, e o Alvo pô-lo, fez com que Romeu fosse confundido e morto. Parabéns 🙂

  4. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Um conto fenomenal. Absolutamente genial. Tem tudo o que a ficção científica pede. Bom pano de fundo. Bom personagem. Pena ser demasiado compacto. Os parágrafos ajudam na leitura e no compasso da compreensão.

    Nove. Daria dez se o autor tivesse construído o texto com pausas de leitura.

  5. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 9/10

    → Criatividade: 9/10 – Bastante ousadia para escrever dessa forma. A história também é criativa.

    → Enredo: 9/10 – Poderia ter dado errado, poderia dar certo. Sei que uns vão gostar e outros não. Para mim, deu certo e ficou legal. Parabéns!

    → Técnica: 9/10 – Foi muito bem escrito. Talvez com espaço para aperfeiçoamento, mas muito bom de qualquer forma.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Enquadra-se em ficção científica.

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    Desta vez encontramos de tudo no Desafio: um conto de ficção científica estilo Saramago-jack-kerouac. É como se o autor dissesse: escrevo ficção científica, mas vou escrever literatura.
    Assim, temos uma história em que o autor relata as sensações diante daquilo que ocorre ao redor. Um destaque também para o ritmo, o conto é escrito em crescendo, começa calmo e vai intensificando a ação até o gran finale. Uma ótima e original realização.

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    É sempre interessante ver um conto que tenta fugir do trivial. Inovações são sempre bem vindas, ainda que provoquem desconforto. Naturalmente, o autor deste texto sabe o que está fazendo e espera que suas assertivas causem náuseas, tonturas e olhares estupefatos. Além de expor sua narrativa em um só parágrafo, atira suas ideias – na verdade as diretrizes do andróide – aos borbotões, falando do alfinete ao foguete em uma montanha russa sem dar tempo para o leitor pensar. As argumentações se seguem, ora sem pontuação, ora com frases curtas, mas o que deu para perceber, pelo menos para mim, foi um androide escalado para uma missão de execução que, nos momentos imediatamente anteriores, é inundado por uma profusão de ideias e considerações – entrando em curto, talvez – que o levam a questionar a legitimidade e as próprias intenções de seus programadores. No fim, evidentemente aberto, nós, leitores, devemos escolher se o androide foi morto porque, na hora errada estava de chapéu, ou se era, desde o início, o alvo aguardado por um atirador no alto do prédio. Como experimento, o conto é interessante. E pela ousadia e pela coragem – além da óbvia perícia do autor – merece uma boa avaliação, ainda que não reflita o tipo de texto que me atraia.

    Nota: 7

  8. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá, tudo bem?

    Para ser sincero, não gostei o formato. Considero extremamente desconfortável para ler frases e parágrafos grandes, onde as ideias se amontoam. A leitura fica cansativa, chata e pode estragar uma estória legal.

    Não baseio minha nota nos contos por gostar ou não, então darei a este conto a nota média que dei a todos os outros por sua boa estrutura, ortografia correta e estar dentro do tema proposto. O formato que você escolheu é gosto pessoal ou estilo, e isso não tenho o direito de julgar.

    Boa sorte

  9. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Depois de pegar o jeito, acho ate’ que entendi a proposta do autor. Sendo assim (e se for assim), é um ótimo exercício. Talvez um pouco excessivo para o meu gosto, mas merece pontos de reconhecimento. Boa sorte ao autor.

  10. Mariza de Campos
    10 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Começando com a escrita, entendo que possa ter sido proposital deixar quase toda a história em um só parágrafo, mas mesmo assim, não considero como uma boa escolha. A leitura ficou muito confusa e várias vezes me perdi, deixando-a cansativa.
    Gostei do jeito que falou do tiro e do jeito que falou como eram as situações nesse lugar, gostei do detalhe com os chapéus também. Eu sinceramente teria gostado bastante do conto se não tivesse o problema do um só parágrafo.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  11. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    formato arriscado para o entrecontos, pois torna o texto muito denso, mas eu gostei muito. Pareceu-me que o tema andou um pouco longe do conto, mas resultou uma história muito bem desenvolvida. Parabéns.

  12. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Me desculpe, mas não gostei. Pra mim não funcionou como conto, achei bem estranho e não foi nem pelo conto ser quase que em um parágrafo só, mas sim por total falta de envolvimento que senti pela personagem. Não me cativou, e sugiro que trabalhe no conto para melhorar o que o pessoal apontar nos comentários. Boa sorte.

  13. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Diretriz
    Okay Data

    ஒ Habilidade & Talento: O estilo escolhido é ousado. Requer gosto pessoal do leitor para agradá-lo. É um tipo de leitura veloz e ininterrupto. De um fôlego só. No entanto, a narrativa, nesse texto em específico, não foi muito fluída. Houveram diversos travamentos ao longo da leitura. Sem mencionar que a falta de parágrafo não ajudou. Não foi possível identificar se o autor é talentoso ou apenas habilidoso.

    ண Criatividade: Sim, o autor é criativo. O problema foi como ele decidiu organizar suas ideias. O texto parece um emaranhado de ideias. Tente evitar isso.

    ٩۶ Tema: Ficou um pouco desfocado. Ao mesmo tempo que temos um breve vislumbre da ficção científica, percebemos que há algo de errado.

    இ Egocentrismo: Como disse no início, é um estilo que requer gosto pessoal para ser apreciado. No meu caso, infelizmente, não consigo apreciar esse tipo de texto.

    Ω Final: A Habilidade ocultou o Talento com seu brilho. A Criatividade decidiu atirar para todos os lados com uma venda. O Tema decidiu não comparecer por completo. E o Egocentrismo decidiu ir embora antes do final da festa.

  14. Fil Felix
    9 de agosto de 2015

    Um pouco arriscado escolher este formato de conto, sem interrupções. Por um lado é muito bom, foge dos padrões e entrega algo diferente, como uma porrada só. Não há pausas, são muitos pensamentos sendo jogados ao leitor como num turbilhão. O resultado de tudo isso é interessante, mas há coisas que acabam sobrando. O próprio Androide poderia ser qualquer um, poderia ser um humano. Não vi uma pegada forte de FC, tirando o formato que lembra cyberpunk.

    Haviam dois assassinos de aluguel? O Androide e o atirador? Podia ter diminuído alguns floreios no meio para entregar um pouco mais do Alvo.

  15. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Não gosto muito desse estilo pós-modernista de José Saramago, de fluxo de consciência, ou ir escrevendo, sem parágrafos e sem muitas regras ou conexões. Acho que o texto fica pesado demais, cansativo e confuso. No entanto, é uma questão de gosto pessoal. Acho que fica um pouco sem linearidade, faltando um começo, meio e fim. Agora, me parece que seu robô apresenta muitas características humanas, como entusiasmo ou lembranças. Foi proposital?

  16. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Que devaneio! se assim posso chamar. Complexo e profundo. As descrições das cenas impecáveis. Gosto do que me faz refletir, e esse conto foi uma bela dose de reflexão. Li uma, duas e três, pra firmar, mas a diversificação da mente é perversa.

  17. Laís Helena
    5 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Acho que encontrei aqui uma das frases mais longas do mundo. Isso me fez ter de voltar algumas vezes ao que já tinha lido, mas me peguei gostando do conto. Apesar de longas, elas não são mal formuladas, e durante a leitura captei apenas um erro de digitação. Apenas notei, lá pela metade do conto, que você usou a primeira pessoa uma vez, quando todo o restante do conto está em terceira.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Não tenho certeza se compreendi tudo o que você quis passar, mas achei interessante a menção a coisas aleatórias para construir o clima do conto, mostrando em vez de contar. No final, ficou um ar de mistério, mostrando que os personagens não entendem por que precisam fazer o que fazem.

    3 – Criatividade (3/3)

    A ideia de uma conspiração secreta com robôs foi interessante, assim como a forma escolhida.

  18. Evandro Furtado
    31 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 9/10 – muito boa quando se tem um dicionário ao lado;
    História – 5/10 – tá por aí, em algum lugar;
    Personagens – 0/10 – não os senti, não os encontrei;
    Entretenimento – 0/10 – foi meio difícil pra respirar aqui, he he, alguns parágrafos delineados ajudariam;
    Estética – 2/10 – entendi o seu estilo, entendi mesmo, mas não é o meu tipo de coisa. Acho essa ininterruptividade das coisas permeadas por um vocábulário muito amplo que se perde nos devaneios da falta da pontuação arriscada demais.

    • Evandro Furtado
      31 de julho de 2015

      Foi mal, no caso da Estética é 7/10

  19. mariasantino1
    31 de julho de 2015

    Oi, autor.
    Usando suas próprias palavras, seu conto é mesmo uma “abundância calórica e ultrassugestiva de informações entrecruzadas”, e me lembrou o cerne do conto “Defeito na cama gelada”, que também está ligado à Matrix (do Neuromancer), o que me causou inúmeras sensações num clima espaculativo conspiratório de arrepiar os cabelos, porque é no mínimo aterrorizante imaginar que somos observados, que nossas atividades triviais resultam de programações programadas(!), porque cada um de nós se imagina único, a imagem e semelhança de Deus. Também lembra a teoria do caos (efeito borboleta), onde um evento simples resulta em algo maior e, dá até pra se ficar maluco imaginar que um encontrão em alguém possa estar subconscientemente programado.
    Houve muitas construções bonitas como “Cada androide é único — flocos de neve dotados de consciências prontas para serem desperdiçadas.” e se percebe que você deseja causar efeito sonoro ao casar as palavras: “capangas de capuzes e capotes misturados aos ambientes… palco para traições perpetradas por punhais…” Gostei do cerne do conto a ponto de me importar se a bala atingirá o Romeu ou não, uma vez que o atirador saiu apressado e “um usava chapéu o outro não” (erros probabilísticos permitem a perpetuação do que, pela lógica, deveria ser extirpado, né?), mas, enfim, eu curti sua forma de expor as ideias, ainda que eu tenha boiado naulgumas passagens.
    Acho sim que tudo aqui poderia ser apresentado de outra forma, dando espaço para o leitor respirar (parágrafos, seu texto tem dois parágrafos. Hehehe!) e, por vezes, nos sentimos lendo um grande poema moderno (eu ia dizer “concretista”, pela atenção quanto à estética),mas como nada destoa, segue assim do início ao fim, julgo ser estilo e respeito sua escolha (o que seria do mundo se tudo fosse igual hã?)
    Obs: ora há acento na palavra androide, ora não (é sem acento agora 🙂 ) … À época o elevador… (há época, não?)… lugars (sumiu o “e”). Boa sorte no desafio. Nota: 09

  20. Thales Soares
    29 de julho de 2015

    Okay Data…. nossa…. o que exatamente é isso?

    Desculpe, realmente não me agradou. As metáforas são muito boas, a escrita também, nota-se que o autor é experiente e tentou fazer algo que eu nunca vi……. e que eu não gostei!

    O conto inteiro ficou muito muito confuso!! Meu deus….
    O problema máximo deste conto é a estética. Um conto inteiro num parágrafo só, com pouquíssimos pontos, poucas vírgulas, um monte de palavras sendo vomitadas no leitor. Nossa, não…. socorro!! Eu, sinceramente, parei na metade. Se eu continuasse, provavelmente eu teria um derrame cerebral…

    Sinto muito por isso, mas pra mim, esse método que vc utilizou para escrever seu conto foi um tremendo fracasso… eu não conseguiria lhe dar uma nota maior que 5…

    Tenho certeza de que você, Okay Data, é um autor extremamente experiente, e que tentou fazer alguma graça aqui. Eu acho até legal se arriscar um pouco às vezes. Mas ao meu ver, este foi um daqueles casos em que a gente percebe que não rolou…..

    De qualquer forma, admiro a ousadia.
    Boa sorte na próxima

  21. Piscies
    29 de julho de 2015

    O problema deste texto, como vemos na primeira vez que o lemos, é que ele está escrito em um parágrafo único, imagine só, um conto inteiro em um único parágrafo, com frases escritas e separadas apenas por vírgulas, tão longas que você já não sabe ao certo, conforme lê, se está lendo sobre a mesma coisa que estava lendo quando começou a frase, que está em um parágrafo único separado por vírgulas, algo muito estranho realmente, imagine, um parágrafo que é conto, com tantas vírgulas e nenhum ponto, algo completamente diferente de tudo o que li e que, de alguma forma, tentei achar algo de artístico que pudesse ser realmente visto como uma obra literária diferente, mas achei tudo tão confuso que, no final, não consegui achar nada senão a falta de compreensão, então não sei mais ao certo se não entendi o que você quis passar neste conto ou se, talvez, exista a possibilidade de melhorar a forma como o texto foi apresentado mas, de qualquer forma, a história me pareceu interessante, só tão confusa e cansativa de ler que, por mais que eu tentasse, não consegui ler uma segunda vez.

    Boa sorte!

  22. Phillip Klem
    29 de julho de 2015

    Bom dia.
    Você conseguiu a proeza de escrever um texto de 1998 palavras em praticamente um parágrafo, excetuando-se a frase final.
    Tem ideia do quão confuso isso ficou para quem lia?
    Tenho certeza de que tudo fez bastante sentido na sua cabeça, mas do lado de cá foi outra história. Por inúmeras vezes, seja pela ausência de divisões, seja por não conseguir prender minha atenção, tive que voltar e reler.
    Você divagou demais em sua narrativa e não conseguiu construir o suspense que pretendia justamente por essa razão.
    Experimente dividir seu texto em parágrafos, para começar, e depois continue por tentar expor suas idéias de forma mais clara e menos difusa, sem viajar demais em um assunto dentro de um assunto dentro de outro assunto. Prenda-se um pouco mais à sua estória, que foi tão curta em relação ao número de palavras.
    O final não chegou a impactar, pois não tivemos chance de conhecer o personagem para podermos nos importar com ele. Isso também é algo importante: Se você pretende tocar alguém com a morte de um personagem, faça essa pessoa no mínimo gostar dele.
    No mais, você tem um bom vocabulário e uma boa gramática. A estória, em si, não está ruim. Está apenas perdida no meio de mais de um milhar de palavras desconexas.
    Boa sorte amigo.

  23. Felipe Moreira
    27 de julho de 2015

    O melhor do texto sem dúvida é a originalidade. Você não só criou um cenário pra preencher o tema do desafio, você criou uma cultura de linguagem para contar a história. Há um jogo de palavras difícil de digerir quando a gente vem lendo textos em sequência narrados de maneira mais fluída. Mas isso não é problema do conto e sim do leitor, no caso, eu.

    Algumas passagens me pareceram distantes demais, outras bem interessantes e assim o texto foi rumando nesse drama, se é que posso encará-lo dessa maneira.

    No entanto, bem criativo, o mais inusitado do desafio até agora. O que me alegra é o fato de ser algo bem pensado, escolhido e narrado metodicamente. Você, autor, sabe o que está fazendo, tem consciência do texto. Os detalhes, as sensações do Romeu diante dos acontecimentos me pareceram reais até a tensão no final.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  24. Michel M.
    27 de julho de 2015

    O texto está bem escrito, os eventos descritos são feitos, separadamente, com sucesso. O autor tem capacidade, mas vale analisar uns pontos:

    Ao ler o texto, a sensação que tive foi de que o autor – no melhor estilo Kerouac – sentou diante da máquina de escrever (no caso, provavelmente um computador) e digitou a história desesperadamente, enfiando uma série de elementos que surgiam em sua mente, em uma profusão louca de detalhes. Interessante, quando se tem um propósito. Em “On the Road”, a ideia era que texto fluisse como uma estrada sem fim, e o leitura fosse o carro com o qual o leitor estivesse dirigindo.

    Não estou dizendo que o autor desse texto tentou criar algo no estilo de Jack Kerouac (talvez não. Talvez ele nunca tenha nem ao menos lido “On the Road”). O ponto é que a profusão de imagens nesse conto – como um cadavre exquis – deixa o leitor zonzo e, pior, apático. Não há um parágrafo para respirar e todo o encadeamento parece ausente de sentido. Fica parecendo que o autor pegou elementos do seu dia a dia, da sua ida ao trabalho, da rua onde mora ou trabalha, dos eventos/pessoas que vê, e jogou tudo isso no texto, transformando a si mesmo
    em um robô para que o conto, assim, se tornasse uma ficção científica. Na minha opinião, funcionaria melhor como uma metáfora, a do trabalhador- perário/autômato, tão explorado por escritores e pintores do início do século XX.

  25. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=9

  26. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    Difícil esse texto em parágrafo único né? As primeiras linhas mostram futuro mas a falta de uma quebra, um respiro, tira ritmo do texto e o deixa muito enfadonho.

  27. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Um desafio e tanto ler essa narrativa sem diálogos, pausas ou parágrafos. No mais, a idéia é criativa. Boa sorte!!!

  28. Anorkinda Neide
    23 de julho de 2015

    Por um grande acaso, começo a fazer meus comentários por este conto, pq foi onde parei a leitura e decidi comentar os que já li antes q eu me perca no mar de contos FC!
    .
    Na real, só vim registrar minha participação, pq não posso comentar este conto. Sei que não há perdão, mas simplesmente não pude lê-lo!
    Li a primeira terça parte do conto mas foi como não ler, pois nada entendi. :O
    .
    Sinto muito, desejo-lhe sorte.

  29. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) atrás de toda a confusão e prolixidade da narrativa, existe uma trama simples, mas eficiente. Um alvo e um imprevisto findaram com a existência do androide poético.

    ✍ Técnica: (3/5) a escolha das palavras é bem feita, mas as frases são muito longas e possuem muitos níveis de indireção (a ideia dentro da ideia, dentro da ideia…). Assim, fica bem difícil acompanhar todas as nuances. Prolixidade, em minha opinião, é um dos inimigos do bom texto literário.

    ➵ Tema: (2/2) androides (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) afora o lirismo, a história é um pouco comum, já explorada em vários meios.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) achei o texto muito cansativo, quase abandonei a leitura diversas vezes. Mas me segurei à finíssima trama e consegui ir até o final. Sei que outros irão gostar mais que eu.

  30. Antonio Stegues Batista
    19 de julho de 2015

    Comecei a ler enquanto meus olhos dispararam pelas linhas absorvendo as palavras enquanto minha mente decifrava cada sentido buscando essencial justificativa para preencher as lacunas da memória, que tendiam a se distorcer como cobras em asfalto quente de uma noite de verão no deserto do Saara enquanto eu tentava entender como um robô escova os dentes…

    Bom texto! Nunca li nada tão caótico quanto cheio de sentido. Muito bom.

  31. Tiago Volpato
    17 de julho de 2015

    De inicio eu estava achando foda. O texto é bem criativo e foge muito do padrão. Só que lá pela metade ficou cansativo, talvez se você tivesse dado alguns parágrafos de cortesia, teria sido mais ‘fácil’ de ler.
    No geral eu gostei. Abraços.

  32. Andre Luiz
    16 de julho de 2015

    Olha, meu caro Andróide Romeu, sinto que você tem muito para passar para nós leitores e uma história riquíssima e muito bem elaborada para transmitir a seus leitores. Contudo, por fatores que listo abaixo, acho que seu texto ainda tem alguns pontos a melhorar:
    *Divida seu texto em parágrafo, seja por regime de separação de ideias ou por mudança de ponto de vista, para que o leitor não se perca na leitura;
    *Evite o uso de construções muito longas e enigmáticas, que poucos entendam ou compreendam o que você quer transmitir – lembre-se que a leitura é um espaço onde muitos se aventuram, nem sempre gênios; na maioria das vezes leigos e amantes da arte apenas;
    *Seja direto e sem muitos rodeios – um exemplo pessoal: “memória núbil, de cirros nimbus pairando feito alcatifa sobre o holocausto horizontal de repetitivas e pélvicas genuflexões, um pen-drive entrando e saindo desse espaço não-euclidiano a que chamamos de noosfera”. Acredito que você poderia ter utilizado melhor esta parcela do texto para sinalizar o que está falando. Sinceramente: não pude depreender quase nada do que você falou ao longo desta oração(seria algo relacionado ao sexo?);
    *Atente-se à narração: Você, por vezes, juntou a narração de uma cena física ou de um pensamento relacionado ao mundo material com uma divagação filosófica, similar a que eu havia citado no tópico anterior. Separe-as e, se possível, evite divagar muito sobre assuntos inéditos sem que você tenha entrado em seu mérito(sem dar as devidas explicações ou então até mesmo sem citar alguma coisa que ilustre esta teoria ou via de pensamento);
    Enfim, sugiro uma revisão no texto como um todo e uma adaptação da sua forma de escrita. Você precisa se encaixar em uma escrita que te valorize e que faça com que suas ideias sejam absorvidas sem que o leitor precise gastar horas tentando entender o que você fala – que, por experiência própria, nunca será feito. Como leitor, gosto de ler textos mais limpos, de parágrafos separados e menores, com uma sequência de ideias encadeada e – de preferência – com uma narração mais detalhada tanto do cenário quanto da personalidade do personagem. Gosto de sentir o que leio. Boa sorte!

  33. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Achei interessante a opção de ausência de paragráfos. Aumenta o efeito da frase final.

    Tem um conto do Braulio Tavares que utliza o mesmo recurso.

    Sobre a história em si, não é das mais originais (e o que é original?), mas o estilo prova que a forma influencia muito o resultado final. É como me falaram uma vez: “o importante não é o que se conta, mas COMO se conta.”

  34. Davenir da Silveira Viganon
    10 de julho de 2015

    Não gosto muito deste tipo deste estilo Saramago, sem parágrafos e tal. Mas o Saramago é tão bom que o leio mesmo assim, vou estender o mesmo elogio ao teu conto. Parabéns! Se eu for sugerir alguma coisa seria para colocar parágrafos kkk

  35. Sidney Muniz
    9 de julho de 2015

    Bora começar, li o conto ontem, mas esse texto carece de uma releitura para que eu dê uma segunda chance a mim mesmo de gostar mais ou até mesmo de reafirmar que não curti de fato a técnica aplicada em questão.

    Dentes da rua, pasta de dente, escova de dente, fio dental imprescindível. Um androide escova os dentes após a refeição, já há vinte minutos trancado no banheiro do bar, sem que seja o suficiente pra chamar a atenção dos bêbados envolvidos em problemas bem mais graves, como o problema da imigração na Itália, o calote da dívida na Grécia, o roubo de um banco na Moldávia, ou, por exemplo, esta mulher encostada ao balcão, o problema mais grave da espécie, dois movimentos artísticos rivais envolvidos em ameaças com cartas-bomba e acusações gravíssimas, a ressaca causada por uma garrafa de mescal que o umbigo desta senhorita apresentou a eles.

    Ah, não gostei mesmo da pontuação adotada, aqui caberia uma melhor divisão, mais pausas, utilizando-se de pontos finais, e uma melhor divisão de parágrafos. As repetições por aqui também são muito cansativas. Dente/ dental/dente/problemas/problemas.

    Simular/simulando – Tente enxugar melhor o texto, usar mais sinônimos, As repetições continuam, e essa pontuação, sério, não dá para ler sem burlar o que você propôs. Precisamos esquecer essa tempestade vírgulas e parar onde não há sinais, ultrapassar alguns sinais vermelhos e ditar o ritmo contrariando a total desordem dessa sua narrativa. Não sei se foi proposital, mas tendo em vista o conhecimento com a língua pátria que o autor possui, principalmente quando falamos em relação ao vocabulário, acho que deve ter uma ideia por trás da ideia. Ainda assim aconselho que leia sobre coesão, pois para mim é o que falta no texto.

    Repetição de nunvens 3X.

    utilização do pra e do para – uma indefinição. No caso da narrativa de certa forma mais rebuscada a utilização do para encaixa melhor.

    Fora isso nessa segunda leitura confesso que gostei mais do conto, bem mais. Ainda assim a formatação e pontuação são muito prejudiciais e se eu conseguir ler os contos e vier a votar, será justamente o que tirará alguns pontos importantes.

    Ainda assim dou os parabéns pela ideia.

    Boa sorte!

  36. William de Oliveira
    9 de julho de 2015

    “memória núbil, de cirros nimbus pairando feito alcatifa sobre o holocausto horizontal de repetitivas e pélvicas genuflexões”. SENSACIONAL!

  37. catarinacunha2015
    9 de julho de 2015

    TÍTULO. Discreto, mas totalmente encaixado em toda a narrativa.
    TEMA. Se não fosse o Romeu um androide não seria FC. Perfeito.
    FLUXO. Este estilo é que nem coentro, ou você ama ou odeia. Exige técnica e vocabulário apuradíssimo. E você, Okay Data, me apaixonou.
    TRAMA. O conto é tão denso, tão carnal que a trama escorre sorrateira entre a narrativa veloz e a crueza dos fatos sem perder consistência.
    FINAL. Achei simplesmente sensacional. O melhor que li no site até agora.

  38. Renan Bernardo
    8 de julho de 2015

    Confesso que de início achei que seu texto tivesse sido enviado às pressas por causa da falta de parágrafos, mas logo vi que é pra ser assim 🙂

    Confesso também que costumo curtir as histórias mais diretas, sem muita “poesia”.

    Por último, confesso que gostei de seu conto. A correria do texto me deu um ânsia absurda de continuar lendo e ver o que ia acontecer e na minha cabeça tudo ia passando muito rápido. Creio que conseguiu o que foi pretendido. Parabéns!

  39. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). Gostei do conto, um dos mais diferentes em que coloquei os olhos nesse desafio, e também um dos melhores. Vi várias sentenças memoráveis aqui e imagino o trabalhão que deve dar escrever algo assim, em fluxo de consciência. Só faço ressalva às repetições de andróide, alvo e Romeu, que foram demasiadas. De resto, está muito bom.

  40. Alan Machado de Almeida
    8 de julho de 2015

    Não sei se foi um erro na postagem, mas um conto com um paragrafo único gigante dificulta muito a leitura. Desculpa, mas não deu como não prejudicá-lo em minha avaliação por causa disso. Sua sorte é que achei a história interessante se não minha nota seria mais baixa. Nota 7

  41. Brian Oliveira Lancaster
    8 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um tom Noir misturado ao clima tecnológico caiu bem. >> 8.
    G: Tenho pavor da síndrome dos parágrafos colados. Entendi que o autor quis fazer uma proposta diferente, e está muito bem escrito, mas sem pausas para respirar ou raciocinar, tiram um pouco do gosto pela leitura. O locutor da “partida de futebol” não tem muito carisma. No entanto, ressalto a criatividade em querer fazer um parágrafo-monstro como história. E percebi que foi intencional, pois o autor escreve bem, acima da média. Não me agradou como um todo, mas como experiência literária é válida – só que nem todos tem a mente aberta (e o fôlego) para acompanhar a leitura. >> 7.
    U: Nada me incomodou, o que corrobora o fato acima. >> 9.
    A: Tem mais estilo policial do que sci-fi no cerne do texto. É criativo, intenso, mas ficou à margem do objetivo, em minha opinião. >> 7.

    Nota Final: 7.

  42. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Devo dizer que esse foi o conto mais cansativo que li até agora. :/
    Não sei qual foi a intenção do autor, mas acho que o conto precisa de uma revisão. Principalmente em relação a colocar um ponto final. Essa leitura sem fim cansa demais e deixa o texto feio, ao meu ver.

    A história não conseguiu me cativar e acho que o culpado maior é a formatação. No final, fiquei meio boiando. Talvez eu tente ler depois, mas veremos.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  43. Rubem Cabral
    8 de julho de 2015

    Olá, Okay.

    Muito curioso o conto. É uma leitura difícil, este fluxo de pensamento, as frases longuíssimas e as mil impressões que o narrador nos passa. O estilo lembrou-me, pela mistura de tantos elementos aparentemente díspares, “O Almoço Nu” do Burroughs.

    Entendi o enredo, muito embora não tenha certeza de ter entendido todas as referências e detalhes. Gostei também de muitas construções frasais e do uso de figuras de linguagem.

    Muito bom!

    Boa sorte no desafio e abraços.

  44. Rogério Germani
    7 de julho de 2015

    Olá, Okay Data!

    Não sei se foi intencional ou não, mas o formato do texto ao estilo Saramago( leia-se parágrafos quilométricos), acaba tornando tediosa a leitura que precisa estar atenta para tantas informações num conto de cunho científico. Mesmo encontrando pérolas como esta no mar de palavreado:

    “Espero que, um dia, esta mulher encostada ao balcão possa regressar ao lar dos lábios que a esperam,…”

    Outro tropeço foi a descrição cronológica da trama. No começo do texto, os problemas em voga são do ano de 2015, época em que Romeu XVI-Z, criação da Central, já está na “ativa”:

    “…, sem que seja o suficiente pra chamar a atenção dos bêbados envolvidos em problemas bem mais graves, como o problema da imigração na Itália, o calote da dívida na Grécia, o roubo de um banco na Moldávia…”

    e, para surpresa, no final do texto, descobrimos que a Central começou a funcionar em 2034:

    “As ordens que aqui são dadas, aqui têm se cumprido desde 2034 d.C, o primeiro ano de funcionamento da Central.”

    Boa sorte no desafio!

  45. Ed Hartmann
    7 de julho de 2015

    Este texto me deixou meio confuso.

    Não sei bem o que pensar a respeito. Ficou um pouco – como direi – psicodélico.
    Não entendi bem a proposta, nem o estilo de escrita.

    Mas, enfim, valeu a tentativa.

    Abraço.

  46. Fabio Baptista
    7 de julho de 2015

    Parabenizo o autor pela ousadia em escrever algo totalmente fora dos padrões convencionais e também pelo desapego quanto à classificação do certame. Ganhará pontos por isso.

    Mas infelizmente devo dizer que não gostei quase nada e terminei a leitura apenas pelo comprometimento de ir até o fim em todos os contos do desafio.

    O ritmo frenético ficou bacana no começo, mas logo cansou e não acabava mais. Faltou um pouco de tato quanto ao tamanho do texto, na minha opinião.

    – ele têm notado em lugars diferentes
    >>> tem / lugares

    NOTA: 6

  47. Anderson Souza
    6 de julho de 2015

    Esta ideia de simular o pensamento foi bastante criativa mas deixou a leitura cansativa demais…

  48. Lucas
    6 de julho de 2015

    Olá,
    Impecavelmente escrito. As metáforas e a forma de escrever poetizaram de forma prazerosa a história. A história em si não me empolgou tanto por ser bem simples. Mas a forma como foi contada valorizou bastante.
    Uma frase que gostei muito foi a comparação de limpeza com o papel higiênico antes de prestar seu serviço, hahaha.
    Parabéns e boa sorte.

  49. Claudia Roberta Angst
    6 de julho de 2015

    Vamos por partes porque as frases já foram longas demais para o meu cérebro compactador de imagens.
    A frase final: perfeita!
    O ritmo (presumo intencional) é quase alucinante, fazendo o leitor correr para assimilar toda a narrativa, sem tomar fôlego, aí falta oxigênio no cérebro e a compreensão não acontece como deveria. Tive de voltar e reler.
    Pelos assuntos apontados no começo como a crise da Grécia, pensei que se tratasse de um conto passado nos tempos atuais. No entanto, ao final da narrativa, fala-se em “desde 2034 d.C.” Entendo que a crise grega deva ter sido mesmo uma batalha de anos e anos. A mulher encostada no balcão….”Minhas mãos enxergaram mamilos no fim do tato.” Há outras sinestesias espalhadas pelo conto. Um de chapéu, outro sem.
    Fiquei tonta, acelerada,mas gostei. Há um quê diferencial aqui. Boa sorte!

  50. josé marcos costa
    6 de julho de 2015

    Achei muito rebuscado e a narrativa extremamente confusa, acho que esse estilo non sense e “crônica do absurdo” não se encaixa na ficção científica. nota: ruim

  51. elicio santos
    6 de julho de 2015

    Excelente! O autor consegue mesclar ritmo; riqueza linguística e criatividade neste conto. Ao mesmo tempo em que intencionalmente parece divagar, não perde o foco da narrativa. Parabéns!

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Publicado às 6 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .