EntreContos

Detox Literário.

Destino Vazio (Mariza Campos)

Imagem de Futuro Vazio

Será que existe alguma maneira de ir para o futuro? Essa fora a frase que Jane Anning mais repetira entre os seus dez e dezessete anos, agora, com algumas centenas de anos, o que ela mais queria fazer era voltar no tempo, ir de volta para a sua juventude humana e desfazer tudo o que tinha feito. Pois foram só desgraças.

Jane olhou para aquele planeta azul que antes era chamado de Terra e agora era oficialmente apelidado de 03. Ele recebeu esse nome quando teve mais de cinquenta por cento da população desfeita pelo 01, chamado antigamente de Mercúrio, o que tem o maior poder de fogo, considerado como o planeta mais potente de toda a via láctea. Também, ser o planeta mais próximo do sol traz algumas vantagens inigualáveis.

Então era aqui que você estava o tempo todo, hein pequenininho? Jane sorriu, pegando o pequeno botão cinza e colando-o em seu peitoral. Agora estava completo. Ela finalmente tinha completado, novamente, a arma mais poderosa e mortífera que toda a humanidade já pôde conhecer. Jane até choraria de emoção se pudesse, mas como era provável que saísse óleo de seus olhos, ela não arriscaria, a máquina era sensível demais.

Anning, eu repito, venha para a capital imediatamente! Jane até desligaria o fone que estava em seu ouvido, mas, já que ele estava dentro de um chip, para desliga-lo ela teria que estourar seu tímpano, o que não era uma boa ideia, já que a máquina completa que ela esteve procurando por anos agora estava afiliada ao seu corpo.

De que cor será que eram seus cabelos algumas centenas de anos atrás? Jane se perguntou, de repente. Ela não se lembrava, não se lembrava da cor dos seus olhos, nem da cor da sua pele, ela só se lembrava que usava óculos quadrados. Agora ela tinha a pele acinzentada, olhos pretos e não possuía mais cabelos. Agora ela poderia se lembrar. Jane se lembrava bastante da sua história, mas o que mais se lembrava era de como havia colocado os planetas em eterna matança, em prol de salvar a humanidade.

Jane tinha dez anos quando não aguentava mais o medo que todo o seu país segurava em manter a paz, na verdade, não só o país, todo o mundo. A Terra havia entrado em contato com os tão conhecidos alienígenas e descoberto que havia vidas em cada planeta da via láctea. Tal descoberta não foi tão boa, Plutão, que a Terra nem sequer considerava um planeta, estava lotado de sua espécie e não cabia nem mais um ser lá. E, mesmo sendo um planeta pequeno, considerado uma rocha pelos humanos, era extremamente forte, o segundo depois de Mercúrio. Eles tinham planos de dominar a Terra e deixá-la como uma continuação de Plutão. A Terra estava com medo constante dessa invasão, mesmo sendo protegida por vários planetas que achavam que tal mudança mudaria a rota do destino. O pior era que Mercúrio estava com Plutão, isso abalava Terra e os demais planetas, só a força de Mercúrio já podia ser considerada tão grande quanto a da Terra e todos os planetas que estavam ao seu lado juntos.

Jane, considerada uma menina prodígio e extremamente inteligente, teve a ideia de ir para o futuro, descobrir o que os planetas tinham em mente, qual era sua força máxima e trazer esse conhecimento para o seu presente, assim, dando uma enorme força para a Terra e os seus aliados.

A menina prodígio sabia que, quando contasse sua ideia, achariam que ela estava louca, por isso, mentiu sobre a máquina que inventava, inventou que era uma tecnologia que passaria a língua dos mais diversos planetas para as línguas terráqueas. Acreditaram nisso. Afinal, por que duvidar da menina prodígio?

E foi assim que Jane Anning conseguiu verba para sua máquina do tempo e trabalhou nela secretamente por sete anos, com dezessete, estava pronta. Então ela foi para o futuro, cem anos futuros e assim ela viu, o que nenhum terráqueo do ano 3141 gostaria de ver, metade do planeta Terra explodir. Com a Terra, também explodiu sua máquina do tempo projetada como nave, sua máquina espalhou-se em múltiplas partes minúsculas e foi cada uma para o seu lado do universo, com isso, ela já não tinha mais como voltar ao seu presente. Aterrorizada, Jane foi descobrir como que os planetas entraram em uma tão longa guerra e ela descobriu o pior: seu desaparecimento fora o gatilho dessa guerra. Quando Jane desapareceu, junto com a sua máquina, pensaram que ela havia sido sequestrada.

Quando Jane descobriu que por sua culpa havia começado uma guerra que matara mais de cinquenta por cento da população do seu planeta e agora ela não tinha mais como voltar, ela primeiro enlouqueceu, mas o vazio do espaço a ajudou a ter o desejo de refazer todo o estrago que havia feito. Então, Jane partiu na procura de todos os pedaços destroçados de sua máquina, se afiliando ao exército 03 e juntando seu corpo com os pedaços da máquina que encontrava. Para isso, ela teve que passar por muitas cirurgias e se tornou mais máquina do que humana, tornando-se, também, uma dos três mais poderosos do 03.

Duzentos anos depois de batalhas sangrentas e procuras intermináveis, ela achou a última peça da sua máquina, localizada na lua. O único botão de quarenta e cinco que faltava. Muitas histórias aconteceram, ela já foi presa por Plutão, já detonou uma de suas principais fontes de controle, já fez diversos amigos que acabaram morrendo, ou pelas cirurgias ou pelos inimigos, já pensou em desistir, já até pensou em continuar naquele futuro que agora era o seu presente, simplesmente por não saber se a guerra não viria de outra maneira que não fosse por ela. Mas Jane não pôde desistir. Aquela guerra era terrível demais para não ser evitada e, se Jane pudesse salvar seus amigos mesmo se isso significasse nunca conhece-los, ela o faria.

Desculpa tenente, não poderei voltar agora. Tenho que terminar o que comecei, Jane falou ao seu tenente que continuava a chamando, mas agora ela estava muito distraída configurando sua máquina para o ano 3141, ela sabia o que fazer para que não fosse ela o gatilho da pior guerra que o universo já presenciou.

Depois de algumas horas de configuração, ela olhou para aquela anti-matéria, tirando as explosões e armas, era o que ela mais tinha visto nesses duzentos anos. Sua alma tinha sido sugada pelo vazio e agora não sabia mais o que eram os sentimentos. Ela era uma máquina. E estava ansiosa para se ver na versão humana, na versão inspirada, animada e cheia de sentimentos. Os únicos sentimentos que Jane reconhecia agora eram os de falta e arrependimento.

Olhar para o vazio a lembrou do quanto precisava voltar e continuou a configurar sua máquina, depois de duzentos anos, algumas horas não eram nada. Ela terminou assim que viu naves virem ao seu encontro, que ela reconheceu serem inimigas, mas antes que as naves pudessem acertá-la, ela já não estava mais naquele ano, estava olhando para a sua imagem de dezessete anos configurando a máquina e pior: quase a terminando.

Jane começou a se lembrar de tudo, da cor dos seus cabelos, marrons escuros, da sua pele, tão escuras quanto os cabelos e do seu porte pequeno e humano, agora ela era praticamente do tamanho da máquina, como que pôde já ser tão pequenina assim? Também lembrou que seus óculos eram redondos, ela podia jurar que eram quadrados. Jane percebeu que sua versão mais nova não podia vê-la e nem ouvi-la, além do que, ela quase já terminava a máquina, faltaria só mais alguns ajustes para estar pronta. Jane então percebeu que só havia um jeito de mudar essa realidade: a matando junto com a máquina.

Jane sorriu e pena que não podia chorar, esse era um ótimo jeito de morrer, percebeu. Por duzentos anos ela teve o medo de morrer em alguma batalha ou cirurgia, mas ela não morreria assim. Ela morrerá com os olhos cheios de inspiração, tentando criar uma tecnologia que salvaria seu planeta, esse é o jeito que Jane quer morrer. Não vão achar que foram os alienígenas que a mataram, pois ela destruirá a máquina e parecerá que foi uma morte falha por algum erro das mãos habilidosas da garota prodígio. Jane morrerá no planeta Terra, não no 03.

Então, sem mais arrependimentos, Jane mira seu canhão manual para o ponto fraco da máquina, a destruindo e matando a si mesma.

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49 comentários em “Destino Vazio (Mariza Campos)

  1. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Eu juro que tentei, autor. Tentei ignorar os erros, as repetições, a afobação… mas quando encontrei o “…foi descobrir como que os planetas…”, desisti. “Como que” é exigir boa-vontade demais do pobre leitor.

    Sua imaginação é boa, mas é preciso um pouco mais de trabalho “braçal” no texto. Boa sorte.

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Não gostei. Infelizmente a história, para mim, ficou maluca demais e com detalhes bastante difíceis de engolir. Como o fato de Jane inventar a máquina do tempo sozinha, disfarçando e a usando. Fora que esse tipo de conto, onde os anos passam em parágrafos e muitas coisas são citadas (como a pior guerra que o universo já viu) nem sempre saem positivos. Desperta mais curiosidade do que sacia. Não achei também que Jane foi uma boa personagem. : / a escrita é boa, só acho que pecou um pouco na estrutura mesmo.

  3. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    O conto não me cativou. A exposição demorou-se, alongou os parágrafos mais do que eu desejava. Terminou bem, no entanto, numa nota melancólica e nostálgica, com breves vislumbres do que o conto poderia ter almejado. Certas reflexões foram bem introduzidas e a linguagem geral do conto pareceu-me bem escrita e apropriada ao tema.

    Bem jogado =D 6

  4. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 7/10 – A criação desse mundo foi um processo criativo considerável, porém não o senti pulsar.

    → Enredo: 6/10 – É o tipo de história que precisaria de mais espaço para ser bem explicada. Por isso, pecou e alguns aspectos não fizeram sentido.

    → Técnica: 7/10 – Razoavelmente bem escrito, porém um pouco confuso.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Tudo certo nesse quesito.

  5. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto é do estilo dos contos curtos de Asimov sobre viagens no tempo, e se assemelha ao último episódio de Jornada nas Estrelas nova geração. O conto é bem criativo e agrega vários temas, como guerra interplanetária, armas mortíferas e futurologia. No caso, seria interessante o acréscimo de diálogos.

  6. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Hum… isso me pareceu mais o resumo de um livro do que um conto. Tudo bem que o conto é uma história curta e sem muitos detalhes, mas faltou um pouco mais de profundidade na estória. Parece que você confundiu alguns conceitos, pois falou em Via Láctea, mas acredito que estava de referindo ao nosso Sistema Solar. A Via Láctea é o nome da nossa galáxia, que contém aproximadamente cem bilhões de estrelas, sendo nosso sol apenas uma delas.

    Faltou melhor definição para as civilizações dos planetas vizinhos. Tudo se resumia a dizer que tal planeta era mais “forte” que o outro. O que seria forte? Tecnológica ou militarmente mais avançado? Seria mais interessante fazer um “recorte” disso tudo e contar com mais detalhes; isso chama mais a atenção do leitor.

    Boa sorte.

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Caso clássico de história maior que o conto. No caso, muito maior. Há tanta informação, tanta coisa acontece que o texto mais parece um relatório. E o pior (ou seria melhor) é que a ideia é boa. No entanto, para funcionasse, a autora deveria abreviar o universo de acontecimentos. Veja bem, o limite de palavras já é baixo, de modo que a inserção de determinados aspectos – como os detalhes da guerra entre os planetas – se afigura mais do que dispensável. Vamos lembrar que estamos tratando de um conto. Para que o texto funcione é fundamental restringir os fatos a um só núcleo. Se tratasse especificamente sobre os dilemas da protagonista – sobre esse “matar-se” ou não –, o resultado teria sido bem mais interessante. Outro aspecto que me fez torcer o nariz foi a narrativa arrastada e travada. Vê-se que a pessoa que escreveu este texto tem potencial, mas, ouso dizer, falta-lhe experiência. A dica óbvia é que leia sempre e cada vez mais. E escreva na mesma proporção. Não há vergonha em copiar estilos, em adaptar o próprio modo de escrever à maneira como o fazem aqueles a quem admiramos ou nos identificamos. Tudo começa com uma boa ideia – isso você já tem. Mas o resultado depende muito do conteúdo e é aí que dá para melhorar.

    Nota: 5

  8. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Poxa, no começo estava tão interessante, mas a coisa se perdeu! E mais pra frente, até ao final que foi rápido e seco, como aquelas histórias que contam pra gente e dão um jeito de terminar tudo logo pra “se livrar”, foi uma coisa estranha atrás da outra… Pra mim, ok? Isso é em minha opinião, foi a leitura que tive do texto, cheio de partes que achei estranhas, parecendo estarem ali fora de propósito… Bem, é isso, o plot me pareceu interessante, talvez se trabalhar mais no enredo, refletindo bem, dá para melhorar bastante. Jane, no começo, era adorável, devia investir nela.

  9. Cácia Leal
    10 de agosto de 2015

    Legal, interessante. Gostei da narrativa. Fluída, bem escrita. No entanto, acho que faltou algo que a tornasse mais especial diante de tantas outras. Talvez o pouco espaço que você tinha tenha feito com que a trama ficasse um pouco corrida demais. Quem sabe detalhando melhor e com mais calma ficasse melhor. De qualquer forma, está muito bom, só precisa de um aperfeiçoamento.

  10. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Destino Vazio
    Laura Magnatto

    ஒ Habilidade & Talento: Vou ser sincero. O texto não está bom. Não foi possível verificar o talento do autor, mas a habilidade deixa muito a desejar. Nesse caso, a primeira coisa que oriento ao escritor é que estude um pouco mais sua própria escrita e como pode melhorar ela. Depois, pratique até não dá mais e leia bastante para ter uma noção melhor de como se deve escrever. Depois disso, dependerá apenas de você. Mas não desista!

    ண Criatividade: O autor é criativo. E muito. Mas não consegue organizar suas ideias. E uma verdadeira tempestade, tão forte que mata tanto o leitor como o próprio criador. Primeiramente, tente analisar que histórias se encaixam para um conto. Essa história é muito grande, impossível de ser contada no limite de 2.000 palavras desse desafio. Use mais o bom senso. Analise tudo antes de colocar em prática. Criatividade não falta, agora é hora de aperfeiçoá-la.

    ٩۶ Tema: Até certo ponto, sim, está dentro do tema. No entanto, talvez pela impessoalidade do texto, não consegui captar aquele clima característico da ficção científica.

    இ Egocentrismo: Não gostei do texto. O autor reciclou uma ideia gigante e o comprimiu num conto pequeno. Horrível.

    Ω Final: Não foi possível mensurar o Talento, mas a Habilidade está bem precária. A Criatividade existe, mas não tem controle sobre si mesma. No final de tudo, o Tema está escondido na escuridão e o Egocentrismo queria ir embora antes do show acabar. Uma dica para o autor: procure pela internet a diferença entre o Contar e Mostrar no mundo literário. Pode ajudar bastante.

  11. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    A história tem uma pegada infanto-juvenil e é bem fechadinha. Só achei que os eventos vão acontecendo sem muita emoção, num momento pareceu a narrativa de um jogo de videogame: “Jane viaja ao futuro e precisa reencontrar as 45 peças de sua nave para poder voltar”. Acho que isso acabou prejudicando um pouco.

  12. William de Oliveira
    9 de agosto de 2015

    Legal você misturou viagem no tempo com guerra alienígena e ficou bom!

  13. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Gostei do conto.Sou suspeito pq curto muito viagem no tempo e robôs…

  14. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    A primeira frase do conto já deu um tom mais que especial para o mesmo. É de se ler, imaginar o que vem adiante, e querer ir até ao fim para ver no que vai dar. Achei bastante legal: das características da personagem até a criatividade entorno do lugar onde vive. Curto, mas bem desenvolvido.

  15. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Boa história e boa escrita. Faltou algo para me agarrar, não sei o quê, talvez algum acontecimento inesperado, não sei, mas nota-se que há mão de escritor(a) por isso quem sou eu para dar palpites. Parabéns e desejo as maiores felicidades.

  16. Laís Helena
    8 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Sua escrita é boa, mas a narrativa quase totalmente em forma de relato me incomodou, geralmente prefiro quando o narrador nos mostra, em vez de apenas contar.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Seu enredo é interessante, com uma boa reviravolta ao final, embora eu tenha achado este um tanto apressado. Se você tivesse encontrado uma maneira de inserir todas as informações necessárias sem prejudicar tanto a narrativa, provavelmente o conto seria muito mais interessante.

    3 – Criatividade (2/3)

    Viagem no tempo não é algo muito novo, entretanto, é muito interessante e pode se tornar mais ainda dependendo da abordagem. Eu gostei da sua, mas certamente ela teria tido melhor impacto com um final não tão apressado.

  17. Michel
    2 de agosto de 2015

    O texto começa muito bem. Já nos apresenta um personagem, conta um pouco sobre sua história e coloca um problema (“só desgraças.”) Breve. Sem rodeios. Ótimo.

    A história segura nossa mão e nos leva, sem deixar a peteca cair. Uma trama que envolve uma ideia curiosa sobre guerra entre os planetas do nosso próprio sistema solar, a possibilidade de vidas em áreas remotas como Mercúrio e Plutão foi uma sacada bem instigante.

    Quando à parte de crítica, acho que dá para apontar só algumas coisinhas, como erros de ortografia, construção de frases e conjugação de verbos que, tenho certeza, uma nova revisão rapidamente resolveria.

    Fora isso, é um texto excelente, que gostei muito. Até gostaria de “trocar umas figurinhas” com o(a) autor(a) caso ele(a) queira. Mande um e-mail para mim, camarada! Podemos criar um movimento literário de FS aqui nesse Brasil rsrs

  18. Claudia Roberta Angst
    2 de agosto de 2015

    O conto desenrolou-se dentro do tema proposto. Não apresentou nada muito original, mas trabalhou bem sua ideia. A guerra entre os planetas só se tornou um tanto cansativa por causa dos muitos detalhes e nem sei se a descrição dos mesmos está de acordo com a astronomia.
    A escolha do tempo verbal nos últimos parágrafos me pareceu um tanto estranha. Futuro, presente, futuro do pretérito? Enfim, não ficou natural.
    Boa sorte!

  19. Evandro Furtado
    1 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 8/10 – em alguns pontos houve demasiada repetição de palavras em um curto espaço de tempo e alguns probleminhas com a pontuação;
    História – 7/10 – ideia muito boa, achei o começo e o final sólidos, mas o desenvolvimento ficou um pouco confuso;
    Personagens – 5/10 – apesar de bem descrita, não consegui me identificar, nem por bem, nem por mal;
    Entretenimento – 4/10 – ficou um pouco preso devido aos fatores já citados e ao que vem por aí;
    Estética – 3/10 – você usou uma narrativa em terceira pessoa e alguns1/2 diálogos 1/2 reflexões. Algumas dicas: use um dicionário de sinônimos, evite repetir pronomes em um curto espaço, use mais pontos e menos vírgulas, acho que isso lapidará bem o seu texto.

  20. mariasantino1
    1 de agosto de 2015

    Oi, Laura Magnatto

    A ideia de ir e vir no tempo é algo que encanta, há muito, o homem e, é claro, instiga, porém acho que sua narrativa está crua, com inúmeras repetições tanto de mesma palavra quanto de palavras com mesmo radical num curto intervalo de tempo . Isso faz soar estranho, repetitivo, cansativo, sabe? E não falo isso como conhecedora/estudiosa/gramática, falo como uma curiosa que gosta de ler. Essa passagem mostra um pouco do que falo acerca de repetições “Jane se perguntou, de repente. Ela não SE LEMBRAVA, não SE LEMBRAVA da cor dos seus olhos, nem da cor da sua pele, ela só SE LEMBRAVA que usava óculos quadrados. Agora ela tinha a pele acinzentada, olhos pretos e não possuía mais cabelos. Agora ela poderia SE LEMBRAR. Jane SE LEMBRAVA bastante da sua história, mas o que mais SE LEMBRAVA era de como havia colocado os planetas em eterna matança, em prol de salvar a humanidade.” Opte por sinônimos “A Terra estava com medo constante dessa invasão, mesmo sendo protegida por vários planetas que achavam que tal MUDANÇA MUDARIA a rota do destino.”, “sobre a máquina que INVENTAVA, INVENTOU que era” (modificaria a rota, transformaria a rota, tal modificação poderia mexer com o destino… … máquina que construía, fazia, criava… nessa linha).

    Fora isso, seu conto parece um roteiro a ser desenvolvido, é uma história grande para pouco espaço o que faz as descrições soarem genéricas demais “descobrir o que os planetas tinham em mente… construiu a máquina… passou por inúmeras cirurgias…voltou no tempo…” tudo isso merece ser esmiuçado para que haja ligação com a trama.

    Enfim, não gostei muito desse conto. Parabenizo a criatividade.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 5

  21. Piscies
    31 de julho de 2015

    A premissa deste conto é interessante mas a execução está muito falha. O conto precisa de uma séria revisão. O enredo inovou um pouco por fazer a garota viajar para o futuro para só então descobrir que esse foi o estopim da guerra, quando geralmente o contrário acontece. Foi interessante, mas não foi o suficiente para salvar o conto.

    Algumas falhas que encontrei no enredo:

    – Não entendi por que ela teve que viajar pelo espaço tentando encontrar cada pequena peça da sua máquina do tempo. Se ela conseguiu construir uma com 10 anos de idade, conseguiria construir outra novamente. Sem contar que coisas como um botão são facilmente substituíveis.

    – Não entendi por que ela tinha que matar a si mesma no passado. Não poderia simplesmente conversar com ela e destruir a máquina? Sério que a única solução que veio à sua mente foi se matar?

    – Também não entendi como ela conseguiu se matar, se no texto fica implícito que ela não podia intervir com o passado (quando você diz que a “Jane” do passado não conseguia ouvi-la ou vê-la).

    Você tem imaginação e isso é essencial para um bom contista. Acho que só falta um pouco mais de trabalho e revisão. Segue algumas dicas que eu considero importantes para deixar a narrativa mais legível:

    – Evite frases longas demais. Alguns dos seus parágrafos se resumem a uma única frase enorme, cheia de vírgulas. Dou como exemplo logo o seu primeiro parágrafo. Veja como ele ficaria melhor com mais pausas e menos texto.

    “Será que existe alguma maneira de ir para o futuro? Essa foi a frase que Jane Anning mais repetiu entre os seus dez e dezessete anos. Agora, com algumas centenas de anos, o que ela mais queria fazer era voltar no tempo e desfazer todas as desgraças que tinha causado.”

    – Evite repetições de frases ou palavras. No parágrafo a seguir, note quantas vezes você repete a frase “se lembrava”, ou alguma variável de “lembrar”:

    “De que cor será que eram seus cabelos algumas centenas de anos atrás? Jane se perguntou, de repente. Ela não se lembrava, não se lembrava da cor dos seus olhos, nem da cor da sua pele, ela só se lembrava que usava óculos quadrados. Agora ela tinha a pele acinzentada, olhos pretos e não possuía mais cabelos. Agora ela poderia se lembrar. Jane se lembrava bastante da sua história, mas o que mais se lembrava era de como havia colocado os planetas em eterna matança, em prol de salvar a humanidade.”

    Enfim, você está no caminho certo. Boa sorte!

  22. Phillip Klem
    31 de julho de 2015

    Boa noite.
    Certamente você tem muita criatividade. Sua história é muito boa, com detalhes ricos e um final surpreendente.
    Porém, você peca por falhas na gramática, repetições, falta de concordância e um vocabulário limitado.
    Experimente reler o seguinte trecho do seu texto, contando quantas vezes o verbo “lembrar” é citado, independente do seu tempo verbal.
    “De que cor será que eram seus cabelos algumas centenas de anos atrás? Jane se perguntou, de repente. Ela não se lembrava, não se lembrava da cor dos seus olhos, nem da cor da sua pele, ela só se lembrava que usava óculos quadrados. Agora ela tinha a pele acinzentada, olhos pretos e não possuía mais cabelos. Agora ela poderia se lembrar. Jane se lembrava bastante da sua história, mas o que mais se lembrava era de como havia colocado os planetas em eterna matança, em prol de salvar a humanidade.”
    Seis vezes em apenas um parágrafo. “Agora” também aparece duas vezes. E você cometeu erros parecidos durante todo o texto.
    Frases como “que tal mudança mudaria” poderiam se escritas de outra forma, apenas variando um pouco o vocabulário.
    Algumas vezes você disse o oposto do que queria dizer, como na frase: “(…) ter o desejo de refazer todo o estrago que havia feito.”
    Ela queria repetir o estrago? Creio que não, mas foi exatamente que foi dito.
    Mais um exemplo seria: “(…) pois ela destruirá a máquina e parecerá que foi uma morte falha (…)”
    O que seria uma morte falha?
    Por favor, não considere o que estou dizendo como escárnio e nem se sinta ofendido ou desestimulado. Não é essa minha intenção. Eu estou apenas tentando dizer que você tem um ótimo potencial como escritor, mas que precisa aprimorar sua escrita. É para isso que serve este desafio, em primeiro lugar.
    Experimente ler mais. Livros, principalmente, se você gosta de escrever ficção. Tente prestar atenção, além da história, em como os autores escrevem. Nos estilos e figuras de linguagem que usam. Ler e garimpar a leitura é o primeiro passo para tornar-se um bom escritor.
    Releia seus texto, tomando atenção à repetições e falta concordância. Se notar que está usando muito a mesma palavra, pare e pense: de que outra forma eu poderia dizer isso?
    E, por favor, não pare de escrever. Já dizia o ditado que a prática leva à perfeição.
    Escreva escreva e escreva. E depois mostre o que escreveu às pessoas e evolua à partir das críticas que receber.
    Tenho certeza de que, em pouco tempo, você vai estar escrevendo tão bem quanto cria histórias.
    Boa sorte amigo.

  23. Thales Soares
    31 de julho de 2015

    Wow, Laura Magnatto, vai com calma aí!!

    A história está com um ritmo frenético…
    As ideias, na verdade, foram muito boas. Percebe-se que muita criatividade foi investida neste conto, e isso é bom. Parece até as histórias que eu escrevo! Até o pseudônimo é parecido com o meu (meu pseudônimo neste desafio é Maria Laura… mas isso você já não vai mais ser segredo no momento em que você estiver lendo este comentário).

    Há alguns errinhos de revisão perceptíveis:
    “(…) o vazio do espaço a ajudou a ter o desejo de refazer todo o estrago que havia feito.”
    Pow… a Jane quer voltar no tempo e REFAZER todo o estrago? Ela deve ter se divertido pra caramba com a destruição do mundo ein… Ou será que ela na verdade queria REVERTER as coisas?

    O que mais me incomodou, na verdade, foi o ritmo como a história se desenrolou. Nossa… Laura… parece que você criou todos os scripts para vários episódios de um seriado, e nos passou um resumão, meio por cima, dos acontecimentos importantes da série. Tudo acontece de forma tão acelerada, que o leitor mal sente o impacto de tudo aquilo.

    Veja esse trecho:
    “Muitas histórias aconteceram, ela já foi presa por Plutão, já detonou uma de suas principais fontes de controle, já fez diversos amigos que acabaram morrendo”
    Puxa… aqui eu senti como se eu tivesse voltado a assistir esse “seriado” depois de alguns dias sem assistir… e foi como se eu tivesse perdido um monte de episódios, me deixando com aquela sensação de “Caraca!!! Eu queria ter visto isso!!!”
    Pois é… eu queria ter visto essas “muitas histórias” que você disse que aconteceu mas não nos apresentou…

    Laura, que final foi esse?!
    Bom… eu sei que a situação era meio desesperadora para a Jane… mas me pareceu um pouco forçado demais ela recorrer ao ASSASSINATO DELA MESMA meio que como uma das primeiras opções. A Jane do passado não pode ver e nem ouvir a Jane do futuro… mas pode ser morta pela Jane do futuro: Ah, por favor né… Por que a Jane do futuro, ao invés de explodir a máquina, não enviou um email no computador da Jane do passado para explicar toda a situação? Ou escrevesse tudo num bloco de notas, sei lá né… Se dá para explodir uma máquina, então acho que daria para mandar um email ou escrever num bloco de notas também. Acho que alguém que possui inteligência suficiente para criar uma Máquina do Tempo teria inteligência o suficiente para bolar uma situação melhor… ou menos drástica.

    Bom, foi isso que eu achei, no geral.
    Boa sorte no desafio.

  24. Anorkinda Neide
    28 de julho de 2015

    Sorry, achei piegas demais.
    O texto está fraco mas é assim mesmo, praticando e aprimorando.

    Não achei que ‘juntou’ bem a historia da guerra com a historia pessoal de Jane, talvez num espaço maior, com detalhamentos, diálogos, construção da personagem…

    Mas é isso, boa sorte ae!

  25. Felipe Moreira
    28 de julho de 2015

    Jane não conseguiu me cativar. Acho que o ritmo inicial sobre a versão dela sobre a vida e o próprio universo se diluíram no texto, que focou apenas em catástrofes e eventos de tamanha magnitude. Pra mim, a leitura ficou um tanto cansativa nesse aspecto. E só no final do texto que esse interesse por Jane regressa na narrativa.

    O texto está bem escrito, com algumas passagens interessantes que eu considero positivas.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  26. Andre Luiz
    24 de julho de 2015

    Seu conto brinca com a questão da viagem do tempo, incluindo teorias físicas de tempo-espaço, bem como a simpática teoria do Caos a que tanto gosto. Aprecio, de certa forma, como você conduziu a trama, deixando Jane como uma menina responsável e que percebeu o erro que cometeu e tentou se retratar. Contudo, uma pergunta não quis calar: Por que ela não simplesmente reconstruiu a máquina, ao invés de sair buscando pedaço-por-pedaço pelo universo? Além disso, como ela viajou pelo universo? Sinto que algumas falhas como essa deixaram muitas perguntas no texto. Nada que um pouco mais de palavras e mais atenção e dedicação em diálogos e descrições não resolva. Boa sorte!

  27. catarinacunha2015
    24 de julho de 2015

    TÍTULO. Vago, mas está valendo.
    TEMA adequado.
    FLUXO. Achei a narrativa meio travada. Merece uma revisão, cortar algumas palavras desnecessárias. Mas isso é muito pessoal. Falo só porque me incomoda como leitora.
    TRAMA. Fiquei perdidona no tempo e no espaço. Só me encontrei quando desisti de descobrir em que ano se passa a trama. Ficou confuso.
    O FINAL teria um efeito melhor se não tivesse as explicações didáticas no parágrafo anterior.

  28. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-7

  29. Tiago Volpato
    24 de julho de 2015

    Legal o texto. Só que ele parece mais um resumo, como se alguém tivesse feito um relato de uns três livros. Acho que para o pequeno espaço que tivemos nesse desafio, o texto não funciona, cabe a ele um melhor desenvolvimento, uns três livros como eu falei. Se você quiser, desenvolva com mais calma, coloque as peças do enredo aos poucos no papel que com certeza vai se tornar uma ótima série.
    Não estou dizendo que o seu texto está ruim, ele só está muito resumido. É como aquele quadro dos palhaços, em que 10 pessoas entram em um fusquinha 😛
    Abraços!

  30. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    Chatinho… mostrando muito e contando pouco. A historia da menina prodígio não me convenceu, muito menos a coisa de alienígenas em todos os planetas.

  31. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Desculpe, não vou conseguir avaliar bem o seu conto, mas é pessoal. Distopias com space ópera não me agradam muito… Misturadas com viagem no tempo então, rs
    Quanto a técnica de narrativa, sinto que você está no caminho certo. Pode focar agora em estruturar o texto para provocar curiosidade no começo, surpresa no final… No mais, boa sorte!

  32. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) é legal e inventiva. Só achei inverossímil existir vida inteligente em algum planeta do sistema solar além da Terra (muito próximo).

    ✍ Técnica: (2/5) tem uma narrativa um pouco travada, com frases muito longas, trocando pontos por vírgulas. Prefira frases curtas e coesas. Evite passar muita informação dentro de uma única frase. E evite repetição de termos iguais ou com sonoridade parecida muito próximas. Deixa o texto com aparência pobre. Ah, não se esqueça de ler muito e seguir as dicas do pessoal.

    ➵ Tema: (2/2) viagem no tempo, guerras espaciais, homem-máquina (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) utiliza alguns elementos comuns de FC, mas possui algumas ideias bem legais.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) a história tem emoção, mas não me conectei, talvez pela forma da escrita, à personagem. Não me emocionei como o autor gostaria. É realmente bem difícil conseguir emocionar. O leitor tem que se sentir cúmplice da personagem, torcer por ela. Não aconteceu comigo, mas pode ter ocorrido com outros.

    Alguns problemas que encontrei:
    ● Essa *foi* a frase que Jane Anning mais *repetiu* entre os seus dez e dezessete anos (o mais-que-perfeito enfeiou essa frase)
    ● *já que* ele estava dentro de um chip, para desliga-lo ela teria que estourar seu tímpano, o que não era uma boa ideia, *já que* a máquina completa (repetição muito próxima)
    ● Ela não *se lembrava*, não *se lembrava* da cor dos seus olhos, nem da cor da sua pele, ela só *se lembrava* que usava óculos quadrados. (…) Agora ela poderia *se lembrar*. Jane *se lembrava* bastante da sua história, mas o que mais *se lembrava* era de como havia colocado os planetas em eterna matança (muita repetição de sons, a nível irritante)
    ● assim ela viu *sem vírgula* o que nenhum terráqueo do ano 3141 gostaria de ver *dois pontos* metade do planeta Terra explodir.

  33. Antonio Stegues Batista
    19 de julho de 2015

    Muito bacana seu conto, Laura, mas quando se fala em viagens no Tempo, sempre se levantam algumas questões, como às dos paradoxos. Por exemplo: como Jane foi para o futuro se ela estava morta? Como ela voltou do futuro, se a máquina que ela criou ainda não funcionava e ela nem tinha ido?, etc. De qualquer forma é um bom texto e essas questões não invalidam a sua ideia. Boa sorte!

  34. Marcel Beliene
    15 de julho de 2015

    Gostei, muito original o conto. Achei muito legal essa guerra de planetas que você criou e as viagens pelo tempo como forma de reverter o passado, mudando assim o futuro. Parabéns!

  35. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Pode ser implicância gratuita minha, mas sinceramente não compreendo porque usar nomes americanos para personagens quando se pode usar nomes brasileiros.

    Repito o que falei sobre outros contos: a ideia até que é boa, mas funcionaria melhor como um romance ou noveleta.

  36. Renan Bernardo
    11 de julho de 2015

    Não curti muito. A ideia é legal, mas não senti fluidez no texto. Também acho muito pouco plausível haver vida em Plutão e Mercúrio, muito menos que nada tivesse sido descoberto até o ano em que a história se passa.

    Achei mais interessante a parte em que ela faz cirurgias e se transforma em mais robô que humana.

    Abraços

  37. Davenir da Silveira Viganon
    11 de julho de 2015

    A história é bacana, mas soa como um roteiro básico de algo maior. Eu gostei, mesmo balançando entre algumas coisa que poderiam ter sido deixadas no ar e outras melhor explicadas.

  38. Lucas
    10 de julho de 2015

    Olá,
    O enredo é promissor, só não foi explorado adequadamente.
    O universo criado é interessante e criativo, a luta da personagem pra conseguir as peças que faltavam da máquina se manteve em segredo muito bem sobre o que era a máquina.
    O final ficou pobre, eu estava imaginando que ela voltaria ao passado tarde demais. Ela já teria viajado só futuro e acusariam seu eu do futuro do sequestro e iniciaria a guerra. Entrando em um loop infinito de que o futuro nao pode ser mudado. Que brisa em hahaha.
    Parabéns e boa sorte.

  39. Alan Machado de Almeida
    9 de julho de 2015

    Muito bom o seu conto. Uma Space Opera meio fantasia. Tirar alienígenas dos planetas do sistema solar foi uma ideia bem original. Já a viagem no tempo me fez lembrar algo próximo à Doctor Who (seriado britânico sobre um viajante no tempo, é meio desconhecido, mas procure que vale a pena). O fato da solução da heroína acabar provocando o que ela estava tentando evitar faz bem parte dos plots de história de viagem no tempo. Parabéns, curte bastante. Nota 9.

  40. Leonardo Stockler
    9 de julho de 2015

    Talvez essa ideia coubesse melhor num espaço maior, e não no limite de 2000 palavras. Tudo passou muito corrido e despercebido. Por exemplo, como é que uma história com dimensões tão grandes, no tempo e no espaço, possui somente um personagem? É tudo assim tão indigno de nota? Por querer condensar tanta coisa num espaço tão pequeno, as coisas acabaram se passando depressa demais, sem profundidade, e até mesmo, sem explicações. Eu até acho bacana quando o autor não fornece muitas explicações pros seus leitores, mas há momentos e momentos pra se omitir informações. Por exemplo, não entendi essa parada de planetas mais fortes, não entendi essa guerra toda, as motivações da personagem não me pareceram nada claras. Diante de tudo isso, o próprio conto acaba soando meio vazio, especialmente no que diz respeito à sua personagem principal, à qual você dedicou tanta atenção, mas sem que ela ganhasse cores realmente impressionantes. Sabe qual é o problema? Às vezes a gente acha que pra coisa ser realmente grandiosa, ela precisa envolver o destino de planetas, de raças cósmicas inteiras, armas ultra-poderosas, enfim… Não é um destino tão vazio assim…

  41. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: A essência que permeia o texto é ótima. Dá aquela sensação de space ópera. >> 8.
    G: O tom mais intimista do enredo cativa. O meio foi um tanto corrido, mas o início se encontrando com o fim e fechando o looping foi muito bem delineado. A personagem principal é bem carismática, mesmo sem demonstrar muitas ações. Recomendaria apenas ignorar tanta informação contida no desenvolvimento, pois o que mais interessa aqui é como ela chegou a este ponto (e voltou, ocasionando tudo novamente, pelo que entendi). >> 8.
    U: O autor(a) escreve bem, mas algumas construções frasais precisam de revisão. Está quase lá, basta um pouquinho mais de treino – e por isso estamos aqui. >> 7.
    A: Uma viagem no tempo quase subjetiva, mas sempre presente, criou uma ótima atmosfera. >> 8.

    Nota Final: 7.

  42. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). O texto traz boas ideias, mas contém um problema que vi em outros contos do desafio: tentar resumir uma estória muito longa nessas duas mil palavras. Isso acaba acelerando demais a ação e tornando algumas descrições superficiais demais. Também vi problemas no enredo, em termos de fundamentação, não ficou parecendo verossímil existir vida em Mercúrio e nos outros planetas solares, ainda mais nesse nível de desenvolvimento tecnológico. Também não entendi porque ela chegou a conclusão de que precisava matar seu eu passado: ela poderia ter tentado convencê-la antes.

  43. Rogério Germani
    8 de julho de 2015

    Olá. Laura!

    Apesar do uso clichê de uma máquina do tempo e de um humano transformado em ciborgue, o seu conto convence. Este puzzle no futuro é interessante por dois aspectos: juntar as peças da máquina para retornar ao passado, juntar os pensamentos da menina prodígio até o momento da autodestruição. Pontos pelo inusitado final.

    Boa sorte no desafio!

  44. Fabio Baptista
    8 de julho de 2015

    Li como se estivesse assistindo aqueles filmes da Disney. Infelizmente os que passam na sessão da tarde sem causar muita euforia, não os clássicos da Pixar.

    Tem o lado bom, que a leitura passa rápido, sem qualquer entrave.
    Mas tem o lado ruim, que fala cada vez mais alto à medida que fico mais velho e rabugento – a leitura é extremamente rasa.

    A escrita, apesar de raras falhas (achei só uma cacafonia, pra falar a verdade), ainda precisa ser melhor trabalhada, pois está simples demais. Uma frase mais elaborada ou uma palavra mais “incomum” cai bem de vez em quando.

    A trama… eu realmente não entendi essa guerra entre planetas. Fiquei imaginando bolinhas de gude gigante batendo umas contras as outras no espaço e… bom… isso não fez muito sentido para mim.

    NOTA: 6

  45. Rubem Cabral
    8 de julho de 2015

    Olá, Laura.

    Então, não gostei do conto… Além do texto necessitar de alguma revisão, há muita repetição do nome da Jane e a história, o enredo, definitivamente, não é do meu gosto. Vamos lá:

    – Via Láctea é uma galáxia, um universo-ilha, um conjunto de 100 bilhões de estrelas. Dizer que se descobriu que existe vida em todas as centenas de bilhões de planetas é estranhíssimo. Como se chegou a tal conclusão?
    – Usar os planetas do nosso sistema solar como protagonistas de uma guerra interplanetária é também estranho. Mercúrio, por exemplo, já foi bem fotografado e mapeado, e é apenas um mundinho estéril e quentíssimo (embora rico em minerais e interessante como fonte de recursos no futuro). Plutão está para ser visitado nos próximos dias pela nave New Horizons e certamente é apenas um planetinha geladíssimo e estéril também (é tão frio que a atmosfera se congela no período mais frio e volta a evaporar no mais “quente” – que ainda é muitíssimo frio).

    Os eventos passados foram contados muito rapidamente e sem emoção alguma. Jane fez isso, Jane fez aquilo… Terminamos por ler o conto e não ligamos se Jane morre ou se vai morar em outro sistema solar.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  46. kleberm2015
    8 de julho de 2015

    Excelente ideia para um conto.

    É uma pena que o estilo de escrita, incoerências e erros de pontuação – se me perdoar pela expressão – empobreceram o texto. A criatividade está em um alto nível. Apenas procure aprimorar seu conhecimento da língua e técnicas de coordenação para aprimorar sua escrita.

    Incoerência: Uma parte do texto menciona;

    ” Sua alma tinha sido sugada pelo vazio e agora não sabia mais o que eram os sentimentos.”

    E na sequência;

    “Jane sorriu e pena que não podia chorar, esse era um ótimo jeito de morrer, percebeu. Por duzentos anos ela teve o medo de morrer em alguma batalha ou cirurgia, mas ela não morreria assim.”

    Dito isto, a pergunta que fica na cabeça do leitor é; “Mas afinal, ela tem ou não sentimentos? Se não tem, porque sentia remorso por ter provocado uma guerra?

    Dito isto, fica-se com a impressão de que o texto é vago, confuso e raso. Assim, o leitor não “se identifica”, literalmente abandonado-o. Nem sequer o lê até o final.

    Peço ao(a) autor(a) que me perdoe – mais uma vez – pela franqueza, mas creio que é uma crítica construtiva.

  47. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Sendo sincero, achei o conto muito fraco. A motivação da personagem não é convincente, as ações no decorrer parecem um pouco impossíveis e no geral, a narração precisa de certa revisão. Senti falta de emoção nas descrições também, pois senti que você contou uma história de no mínimo 3000 palavras em metade disso.

    Sugiro que faça uma revisão no texto, retrabalhe os textos e melhore as motivações. Esse final foi abrupto e bem desanimador.

    Não desista e caso não concorde, ignore tudo que falei.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  48. José Marcos costa
    8 de julho de 2015

    olha, vc escreve bem e da até prazer de ler. Mas que argumento fraco, meu Deus. seu conto parece um roteiro de filme da sessão da tarde. Com uma história melhor vc poderia ter aproveitado muito mais sua habilidade de escrever. no final deu até uma pontinha de animo, mas ficou tão piegas que eu até gostei da menina ter morrido e acabar com esse sofrimento

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Publicado às 7 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .