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Literatura que desafia.

Perdido em Marte – Resenha (Marcelo Porto)

Perdido em Marte

Já “assisti” Perdido em Marte. Como todo bom leitor de best sellers, não resisti à campanha de marketing desse novo blockbuster e corri para comprar o livro.

Veredito: O livro é bom, agora vamos esperar o filme.

O autor conseguiu a façanha de tornar um quase monologo, cheio de tecnicismo em uma narrativa interessante, na maioria das vezes fluída, onde realmente ficamos preocupados com o destino do protagonista, este que pra mim é o grande trunfo da história.

Logo de supetão somos informados que o cara foi abandonado em Marte, por ter “morrido” num acidente durante um escape de emergência do planeta vermelho. A premissa interessante, se torna ainda mais, pelo próprio nonsense com que o personagem encara a sua situação, nos fazendo romper a barreira da realidade, criando uma empatia imediata.

A narrativa, em sua maioria, em primeira pessoa, escrita como um diário de bordo, funciona e nos faz temer pelo destino do astronauta, principalmente pelo fato de que ainda não sabemos como aquilo veio à público. O apuro na criação do protagonista, porém não se repete nos demais personagens, quando eles começam a aparecer, surgem estereótipos visto em dezenas de outras obras, a comandante durona, martirizada por ter deixado um tripulante para trás, a nerd tímida que descobre que o protagonista tá vivo, o chefe, o burocrata, o inconsequente que vai chutar o pau da barraca e por aí vai. Mas isso não atrapalha a história, diria até que ajuda, pois nos faz focar na situação do Robinson Crusoé marciano.

As descrições necessárias e algumas vezes excessivas das ações e planos do protagonista são sempre entremeadas por gracinhas e analogias simples, com o claro intuito de “dourar a pílula” e as tornar menos maçantes para o leitor, o que o autor consegue de forma eficiente, ditando o ritmo, enquanto descortina o drama do seu principal personagem.

Uma autêntica obra de ficção cientifica, sem fantasias e aparentemente calcada na ciência. “O Resgate do Soldado Ryan” espacial, ou então, “À Procura de Spock” em Marte, onde “As necessidades de um, sobrepõem-se às necessidades de muitos…”.

Já vimos isso em algum lugar, mas vale a leitura.

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3 comentários em “Perdido em Marte – Resenha (Marcelo Porto)

  1. Jefferson Reis
    4 de novembro de 2015

    Terminei a leitura agora. No início achei bastante maçante, mas depois não consegui deixar o livro. Estou ansioso por outras obras do autor.

  2. Fabio Baptista
    7 de outubro de 2015

    Filme assistido! Gostei! 😀

  3. Fabio Baptista
    4 de outubro de 2015

    Fala aí, Marcelo!

    A resenha me deixou curioso, principalmente para saber como essa narrativa “quase monólogo” conseguiu se manter.

    Infelizmente, com o tanto de livros que estão na fila, provável que vou acabar ficando com o filme. Muito livro pra pouca vida 😦

    Abraço!

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Publicado às 3 de outubro de 2015 por em Resenhas e marcado , , .