EntreContos

Literatura que desafia.

Os Quatro Irmãos (Anorkinda Neide)

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León era forte e decidido, adorava provocar uma rusguinha qualquer só para provar de suas habilidades viris, de luta e ação. Mas a verdade é que ele tinha poucas chances de exercitar este seu lado. Ele não vivia sozinho mas seus irmãos pouco lhe possibilitavam o exercício. Torino era sua vítima preferida, bem bobão, Torino caía em qualquer armadilha…

– Hey, espera aí! Quem é bobão aqui?

“Oh, você está ouvindo… Desculpe, vou reformular a frase.”

– Muda nada, deixe assim que está certo! – (Falou alto, León.)

“Vou mudar sim, porque não quero que Torino fique triste, porque você sabe o que acontece quando ele fica triste…”

– Tsc, tsc.

Torino era sua vítima preferida, muito sensível, Torino caía em qualquer armadilha, das mais simples, apenas por ser reativo e não gostar de levar desaforo pra casa. Embora eles sempre estivessem em casa.

– Você é meio bobão pra contar uma história! –( Virgo disse entre risos.)

“Gente, se vocês vão prestar atenção em mim, então apenas prestem atenção, ok?”

– Falou o sabe-tudo! Prossiga, companheiro, prossiga…

Esta história começa em uma manhã completamente normal. Torino estava avidamente entretido com seu lanche matinal quando León, que já terminara de devorar de forma sistemática o seu café, o encara bem de pertinho e lhe chama de esganado. Só porque Torino deixou respingar umas porções de leite pra fora da tigela. Torino não ia dar atenção a isso porque ainda havia leite e cereais no pote, ele estava entretido, como já disse…

León, para não perder a provocação, dá um soquinho na cabeça do irmão. A cara enterra no leite e Torino de rosto branco, dispara pra cima de León e a lutinha da manhã começa. Primeiro round, de Torino. Eles correm para a cama, que é o ringue favorito e ficam de viadagem lá por alguns minutos…

– Viadagem, não! Coisa de macho!

– Machu..cado! – (Virgo está com crises de riso hoje…)

León acabou arranhando com força o pescoço de Torino. Segundo round, León e fim da luta porque o oponente abandonou o ringue chorando. O pai chegou e ainda xingou Torino por este revidar às investidas de León. Aí mesmo é que Torino chorou mais alto, mas parou assim que encontrou o olhar duro do pai.

Ele fica amuado o dia todo e quando chega a noite, Torino está com os olhos inflamados e lacrimejantes. Isto sempre acontece em dias tristes, se ao menos o pai não ficasse bravo com ele…

– E nós, não vamos aparecer na história, não? – (Scorpion pergunta apontando alternadamente para si mesmo e para Virgo.)

“Calminha, não vês que estou desenvolvendo os personagens?”

– Desenvolvendo dois personagens, não esqueça que tem mais dois irmãos nesta casa!

“Não esqueço, não. Como poderia?”

Scorpion, o mais velho dos irmãos e o mais calmo também, ajudou Torino a se preparar para dormir, até lhe ofereceu um cantinho de seu travesseiro. Torino ficou emocionado pois o travesseiro é o tesouro de Scorpion! Virgo e o irmão mais velho começaram a contar histórias para enterter Torino até que ele dormisse, mas Virgo se empolgava tanto e ria tanto que ficava impossível dormir e também impossível continuar triste. Eles contaram o que fizeram durante o dia, enquanto Torino estava recolhido lambendo sua tristeza…

Scorpion gostava de observar a rua, os pássaros e as vizinhas. Ele e Virgo tinham uma brincadeira que era adivinhar qual seria a primeira das vizinhas a vir procurar conversa na porta deles, porque elas moravam no mesmo pátio, na casinha da frente e mulher, né… adora uma conversa. Elas vinham aproveitar o sol e sempre, sempre espiavam pra dentro da casa deles, também pudera, sempre tinha alguma comidinha gostosa sobrando e os garotos dividiam com as amigas. Naquele dia, Virgo estava mais animado do que nunca, ele tinha ganho a aposta de que Caprica seria a primeira a aparecer.

– É, eu ganhei, sim! Conte, conte, conte o resto!

O combinado entre eles era de que o vencedor ganharia a regalia de passar o dia todo sendo o primeiro em tudo. O primeiro a comer o lanche, o primeiro a usar o banheiro, o primeiro a cumprimentar o pai quando este chegasse em casa e em tudo o mais.  Por isso, hoje Virgo foi o primeiro a receber os afagos do vizinho dos fundos…

– Conta o nome dele. Conta que ele é rockeiro e deixa que eu canto um trecho do rock preferido dele e …

“Calma, calma, Scorpion! Que agito é este? Quem disse que vai ter música neste conto?”

– Af, decididamente você não sabe fazer uma história ficar interessante! – (Scorpion até foi deitar-se em seu travesseiro depois dessa…)

“- Posso continuar?”

(Recebi um silêncio como resposta.)

Nos fundos do mesmo terreno morava um vizinho rockeiro, todos os dias ele vinha à janela da casa dos meninos ofertar altas doses de afeto e de quebra, lhes ensinava a cantar várias músicas maneiras. O pai sempre  perguntava se eles sabiam o que estavam cantando e recebia a resposta:

– Claro! É rock’n roll! – (Responderam todos juntos, fazendo gestos de air guitarra)

“Vocês gostam de participar de minhas histórias, não é? Quem sabe  vocês contam  o que Virgo ganhou de Rêmulo, o vizinho rock’n roll?”

– Mas, eu não sei! (Disse Torino com seu tom amuado e manhoso)

– Eu conto, afinal, fui eu quem ganhei: Um pote de biscoitos bem gostosos que eu dividi com Caprica, porque ela é minha melhor amiga e foi ela quem veio primeiro falar comigo hoje de manhã! – (Virgo pulava enquanto falava, perdendo o fôlego, inclusive)

E enquanto Virgo e sua amiga saboreavam os biscoitos bem gostosos, Scorpion chamou León para observarem os beija-flores no quintal. O pai enchia um pote com água e açúcar e eles vinham…

– Isso eu sei, eles me contaram tudinho o que aconteceu. (Torino sorriu ao pensar nos pequenos passarinhos)

Primeiro os colibris esverdeados, um casalzinho, cheio de gentilezas um com o outro, depois vinha o beija-flor com ares azuis e ele meio que desfilava no ar, os irmãos contavam para Torino cada pirueta que o passarinho fazia. León até pulou para cima da cama, para tentar convencer o irmão a vir assistir também e esperar pelo beija-flor da cauda rosa,mas nem um nem outro satisfizeram as vontades dele. O beija-flor da cauda rosa não apareceu pois começou a ventar fraquinho com aquele cheirinho de chuva chegando, bem na hora em que o pai chegou também. E todos foram assistir a um filme animado com direito a revesarem-se no colo do pai.

À noite, o pai disse que ia preparar a janta mas antes tratou de Torino e lhe deu bastante carinho. Este só melhorou mesmo depois de encher a pança com a janta deliciosa que o pai sempre preparava para eles.

– Foi nessa hora que o telefone tocou!

“Isso mesmo, León e vocês ouviram a novidade!”

– Você ouviu o pai falar que ganharemos uma irmãzinha?

-“Sim, eu ouvi! “

– Eu fiquei tão nervoso! Porque uma irmã? Quem precisava de uma irmã nesta casa? – Scorpion tinha os olhinhos arregalados de susto só de lembrar-se.

Mais tarde, a tia chegou com Aquária, a nova irmãzinha, no colo. Ela era pequena e assustadinha. E o pai se desmanchou todo de alegria dizendo aos meninos que já estava tarde e todos iriam dormir para que no dia seguinte eles pudessem brincar e cuidar da irmãzinha Aquária com todo o carinho.

– Cuidar! Agora essa! Vamos ter que cuidar dessa menininha boba e assustada! – Torino não estava com vontade de conformar-se com isso.

– Aposto que ela tem medo de fantasma!

– Ela deve ter medo até de barata!

– Onde Aquária vai dormir?

– Não lhe dêeem o travesseiro, é meu!

– Bem, ela pode ficar na cama conosco, é mais quentinho.

– A pequenina irmã está chorando baixinho…

– Deixem ela dormir aqui ao lado do papai e apaguem as luzes, porque este conto já acabou.

 

………….

 

 

– Snifs, snifs…

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18 comentários em “Os Quatro Irmãos (Anorkinda Neide)

  1. Ricardo Gnecco Falco
    30 de setembro de 2015

    Uma pegada bem diferente. Com direito a autor-personagem e possível transfiguração de personagens “animalescos”. A dúvida, no entanto, é o maior trunfo deste trabalho. É o que deixa aquele sentimento no leitor: “Saquei ou não saquei o que o autor quis dizer?”
    No entanto, particularmente, para mim o conto “não pegou” como deveria e quem sabe até mesmo poderia, vide a proposta do autor ser realmente o que este leitor aqui, humano (e falho), imaginou. (rs!)
    Deixo os parabéns pelo trabalho e sinceros votos de boa sorte neste certame!
    Vale ressaltar que a palavra “enterter” saiu com duas “lertinhas” trocadas. 🙂
    Uma mord… Digo, um arran… Ou melhor, um abração,
    Paz e Bem!
    😉

  2. Pedro Luna
    30 de setembro de 2015

    Fiquei meio dividido quanto ao conto. Por um lado achei bacana a forma como foi contada, com intromissões dos personagens, mas isso também chegou a encher um pouco o saco na metade do texto. A falta de situações fortes e atrativos também não me fizeram gostar muito. Mas enxerguei o tema e achei curioso os nomes. É um bom trabalho, que só não me agradou o bastante por questão de gosto.

  3. vitormcleite
    29 de setembro de 2015

    história interessante que até podia acabar assim, mas certamente ficará muito mais cheia com a 2ª fase do desafio. Parabéns, mas parece-me que esta 1ª parte é um pouco longa e faz perder o ritmo, mas é só uma opinião

  4. Wilson Barros Júnior
    29 de setembro de 2015

    Como no desafio anterior, um escritor aposta na metalinguagem. O efeito, como sempre, continua bom. Só que aqui a coisa ganhou um toque surrealista. O conto parece também uma cantiga, um folguedo infantil, lembrando até mesmo Ray Bradbury no conto “Hora Zero” ( “Oh, seria tão divertido! Que brincadeira! Uma alegria que não tinham há tempos. As crianças catapultavam-se para cá e para lá através dos verdes gramados, gritando umas para as outras, de mãos dadas, esvoaçando em círculos, subindo nas árvores, rindo.”), algo que eu senti nesse estilo de conto desde o desafio anterior. Na realidade achei bom, o estilo bem original e atraente. Sugiro apenas acrescentar um toque, digamos assim, mais surpreendente, algo que dê um pouco mais de sustentação ao enredo, para que o leitor saia plenamente satisfeito. O conto é bem interessante, mas se houvesse isso que falei seria uma obra prima literária.

  5. rsollberg
    29 de setembro de 2015

    Caro(a), Roseblue

    A ideia de narrar a história de dentro do conto é muito interessante. Confesso que fiquei bem animado no começo, prestando bastante atenção e tentando entender a coisa toda. No entanto, o enredo em si não me fisgou. Talvez, por não conhecer profundamente a mitologia por trás dos signos do zodíaco, não tenha compreendido alguma referência.

    São muitos personagens para pouco espaço de desenvolvimento: Leon, Torino, Virgo, Scorpion, Rêmulo, Caprica, o pai, a tia, Aquária… e o narrador. Espero que o autor consiga desenrolar tudo isso na segunda parte, seria muito bacana.

    Achei a linguagem simples, bem direta, sem grande construções. Os diálogos são mornos, mas acho que casaram bem com o estilo do conto. Infelizmente, não consegui me identificar com o texto.

    De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

  6. Lilian Lima
    29 de setembro de 2015

    Por não sabermos a idade dos garotos não temos uma dimensão do que esteja adequado na estória. No começo deu impressão que eram adolescentes, depois, percebe-se que são menores. A imagem deles fica bem oscilante. O conto não tem um arco dramático. Mas a escrita é relativamente boa.

  7. Maurem Kayna
    28 de setembro de 2015

    hmmm… sabe aquela sensação de interrogação ao final da leitura!? POis sim… primeiro fiquei confusa, mas logo achei interessante o recurso de o narrador ir contando a história que lhe acontece como se fosse uma reprodução do “tempo rea”. Então comecei a esperar que se mostrasse o conflito, uma resolução ou um anticlimax, mas de repente um corte brusco!? fiquei boiando. ou vai ver que não fui uma leitora muito sagaz… sei lá.

  8. Davenir Viganon
    27 de setembro de 2015

    Eu boiei no significado dos nomes baseados nos signos zodiacais. Foi impossível não pensar que o ninja do Mortal Kombat, era um dos irmãos heheheh. De qualquer forma não consegui me envolver com a história nem entender pra onde ela queria chegar.

  9. G. S. Willy
    23 de setembro de 2015

    A ideia da quebra da quarta parede foi bem interessante, porém algumas vezes me perdia em quem estava falando, o narrador ou os quatro personagens, que imagino eu serem cachorros ou gatos. E com quem, se com eles mesmos, se com o narrador.

    O conto está bem escrito e descritivo, e cria a curiosidade para o próximo, o que eles irão fazer com a chegada da irmã, se são realmente animais, e se são, quais.

  10. Leonardo Jardim
    21 de setembro de 2015

    Os Quatro Irmãos (Roseblue)

    ♒ Trama: (2/5) acho que a história se perde um pouco. Fica indo e vindo e contando coisas sobre os personagens, mas fica difícil se agarrar a um mote. É importante para o leitor, desde o início do conto, saber qual o conflito, o que esperar do texto. Nesse eu fiquei perdido e achei um texto cansativo apesar de leve, pois não via motivos para continuar lendo. No fim, a trama foi sobre eles ganharem uma irmãzinha. Nem ao menos percebi se eles são crianças ou algum animal e onde eles vivem (um orfanato?). Enfim, a história focou em destaques menos importantes que aqueles que me prenderiam.

    ✍ Técnica: (2/5) um pouco imatura, com erros comuns em escritores iniciantes. Anotei alguns (abaixo), mas parei de anotar em algum momento para aproveitar melhor a história. Para melhorar a técnica, basta prestar atenção nos problemas para não se repetirem e treinar bastante.

    ➵ Tema: (2/2) está dentro do tema (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) o ponto forte do texto foi a forma, com os personagens “ajudando” a contá-la. Achei isso legal, embora ficasse melhor se o narrador também se mostrasse um dos personagens.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) o texto não me empolgou. No meio já estava cansado de não acontecer nada. Na próxima, tente conquistar o leitor nos primeiros parágrafos.

    ➩ Nota: 6,0

    Alguns dos problemas que encontrei:
    ● para provar de suas habilidades viris *sem vírgula* de luta e ação
    ● Ele não vivia sozinho *vírgula* mas seus irmãos pouco lhe possibilitavam o exercício
    ● *Torino* era sua vítima preferida, bem bobão, *Torino* caía em qualquer armadilha… (repetição na mesma frase)
    ● – Muda nada, deixe assim que está certo! – *Falou alto, León*. (não precisa dos parênteses)
    ● Você é meio bobão pra contar uma história! – *Virgo disse entre risos*. (idem)
    ● que já *terminara* de devorar de forma sistemática o seu café ( o texto aqui está no presente, logo não cabe o mais-que-perfeito, que é o passado do passado)
    ● sempre espiavam pra dentro da casa deles *ponto* Também pudera, sempre tinha alguma comidinha gostosa sobrando

  11. Fil Felix
    20 de setembro de 2015

    A ideia de pegar os signos e os transformarem em pessoas é legal, mas poderia ter dado mais ênfase às características clássicas ou até mesmo usar os nomes em português, pra deixar mais nítido. Os nomes diferentes deixaram um pouco caricato.

    Não sei se fiz as contas direito, mas já foi metade do zodíaco, a segunda metade fica para a segunda parte?

    Essas coisas deram mais personalidade ao conto, mas achei a história um pouco fraca e acelerada. Não gostei também de como conduziu os diálogos, ora com travessão, ora com aspas, acaba confundindo quem é o narrador. Acho que faltou um clímax também, ficou muito morno e infantil.

  12. Evandro Furtado
    19 de setembro de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Recursos Linguísticos – 9/10 – em alguns momentos houveram quebras no tempo verbal que prejudicaram um pouquinho;
    História – 10/10 – proposta bacana, ótima execução;
    Personagens – 10/10 – muito bem delineados psicologicamente;
    Entretenimento – 10/10 – diversão pra todas as idades;
    Estética – 8/10 – a única coisa que não gostei foram as quebras com os parênteses. O texto é muito bonito por si só, a ideia da narrativa interrompida pelos comentários foi muito bem executada.

  13. Piscies
    18 de setembro de 2015

    Fiquei curioso para saber quem conta a história. Infelizmente, a curiosidade não foi o suficiente para eu considerar este um bom conto.

    A história não tem fim, como alguns outros que eu vi neste desafio. O conto não é autossuficiente, o que para mim é um problema. Sem clímax, sem conflitos… a história não nos leva a lugar algum. O tema do zodíaco aqui é óbvio, mas ficou no ar e não foi explicado. A quantidade de personagens é muito grande, o que impede que o autor desenvolva qualquer um deles a ponto de sentirmos alguma ligação, e ainda confunde o leitor com a quantidade grande de nomes em pouco tempo de leitura.

    A técnica está bem falha. O autor misturou travessão, aspas, parênteses e texto comum para caracterizar as diferentes falas e narrativas. Isso deixou o texto bastante confuso. Vi também uma grande confusão com o tempo de narrativa: sim, existem eventos do presente e eventos do passado no conto, mas as vezes os eventos do passado são narrados no presente, e vice-versa. A pontuação falha em muitos lugares. Por fim, a narrativa está coloquial demais. Não tenho nada contra textos informais, mas este está além do tolerável.

  14. Jefferson Lemos
    16 de setembro de 2015

    Olá, autor (a)!

    Sendo bem sincero e indo direto ao assunto: Não gostei.
    Achei que faltou um objetivo. As personagens ficaram mal construídas, sem razão para estar ali, contando uma história que achei muito fraca e não me instigou a continuar em momento nenhum. A divisão entre os diálogos também ficou confusa, pois ao final eu já nem sabia qual signo estava contando a história.
    Se há algo subliminar na mensagem passada, eu não consegui captar.

    Espero que os outros possam gostar mais.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

  15. Fabio D'Oliveira
    14 de setembro de 2015

    ☬ Os Quatro Irmãos
    ☫ Roseblue

    ஒ Físico: Em linhas gerais, o texto está bem escrito. A narrativa não é perfeita, entretanto, e qualquer leitor vai travar uma vez ou outra. O autor também precisa prestar atenção na estética do texto. Não está muito bonito. Dá para deixar o conto dinâmico e lindo ao mesmo tempo!

    ண Intelecto: A estória é muito simples. É basicamente o relato de um dia na vida de quatro irmãos que seriam gatos. Perdoe-me se errei na associação. O maior problema é que o autor não se aprofunda na personalidade de cada irmão. Suas qualidades e defeitos são expostos, mas não explorados. Estão rasos demais. Uma coisa que me chamou a atenção foi a pureza da estória. Tão bonito…

    ஜ Alma: Trata-se do cotidiano, mas o pecado está no poder de atração do texto. Não é possível amar o texto. Apenas gostar. E uma continuação não apareceu tão atrativa, já que não foi criado nenhum conflito ou proposta algo maior. Agora, irei falar sobre o autor. E sua pureza. Muitas vezes, o texto revela quem é a pessoa por detrás dele. Não existe a possibilidade de transmitir algo sem possui-lo, mesmo que seja apenas através do conhecimento. Irei prestar atenção no autor quando ele for revelado.

    ௰ Egocentrismo: Gostei da estória leve e divertida. Não consegui me apaixonar pelo conto em si, mas a pureza encrustada no texto me conquistou.

    Ω Final: Texto bem escrito, mas que precisa de uma boa refinada, principalmente na sua estética. Enredo simples e puro, com poder de atração bem fraco. Irá agradar por completo apenas alguns leitores. Dentro do tema, mas sem um gancho forte para uma continuação.

    ௫ Nota: 6.

  16. Brian Oliveira Lancaster
    14 de setembro de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)
    E: O tom mais infantil é algo raro por aqui. Cativa pela parte “meiga” do texto. Deu a entender que se tratava do dia a dia dos irmãos – isso ficou bem claro. – 9,0.
    G: Depois de ler alguns parágrafos, comecei a achar os nomes um tanto conhecidos. Então entendi que se tratavam dos signos do zodíaco. Isto deu outra perspectiva. Parabéns pela criatividade. O texto, em si, infelizmente não chama tanto a atenção. No entanto, o próprio personagem narrando a história como uma espécie de conto de fadas, dá todo o tom leve que um texto assim precisa. – 8,0.
    U: Tem errinhos bobos, mas que não comprometem a leitura. Acho que apenas a coesão de ideias precisa ser mais bem trabalhada. As trocas do contador de histórias para os outros irmãos não ficou muito claro, soando confuso às vezes. – 7,0.
    A: Não encontrei um gancho específico. Apenas o uso da metalinguagem ao final, para informar que o conto havia acabado. Mas será que acabou mesmo? – 7,0.
    [7,8]

  17. Antonio Stegues Batista
    13 de setembro de 2015

    Na medida em que fui lendo, fui ficando confuso, sem saber quem era quem, o que eram.É uma estória dentro da estória? Quem é o autor? Em certos momentos parece um personagem.É meio confusa, mas é divertida em outros momentos. Acho que a autora tentou fazer uma coisa diferente, mas acabou sem inspiração…

  18. Claudia Roberta Angst
    12 de setembro de 2015

    Conto dentro do tema proposto, com uma abordagem diferente, sem dúvida. Os nomes dos personagens vindos do zodíaco ficaram interessantes. Não vi muita ligação entre os signos e suas características nos irmãos.
    O texto está bem escrito e os diálogos fazem a leitura fluir fácil. No entanto, no começo da narrativa, perdi um pouco da noção das coisas até descobrir que era uma estória dentro da outra.
    O fim deixou em aberto uma possível continuação. Não fiquei tão curiosa quanto gostaria, mas encantada com esse tom de contos de fadas.
    Boa sorte!

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Publicado às 12 de setembro de 2015 por em Cotidiano Veríssimo e marcado .