EntreContos

Detox Literário.

Sete luas, oito planetas, quinze galáxias (Kleber Macedo)

Abro os olhos e vejo, sob um véu vermelho, apenas a poeira ocre que aderiu em parte do plexigas do visor de cristal líquido em frente ao meu rosto. Choco-me ao notar grandes trincas em sua estrutura. Se ela ceder, estarei morto em trinta segundos. Olho em todas as direções, tentando entender o que houve. Ondas de náusea me invadem. Não consigo me mexer. Sinto um gosto ferruginoso na boca. Provavelmente sangue. Ordeno um checkup em meus sinais vitais e estrutura física através da tela holográfica por comando neuronal. Nada. Nem sequer estática. Tento movimentar as pernas. Impossível. Braços? Idem. A mesma coisa com o pescoço e a cabeça. Comunicador? Sem resposta. Sinal de emergência hiperespacial? Ligado. Sistemas de suporte de vida; em funcionamento. Há um pequeno vazamento de oxigênio em uma microfissura abaixo do braço esquerdo, mas nada preocupante. Dispositivo de chamada de robôs auxiliares? Estática.

Após esta primeira verificação, passo a tentar me relocalizar no tempo e no espaço. O ponto de partida é o momento imediatamente anterior à minha retomada de consciência. O que por mil parsecs aconteceu afinal? Não consigo de imediato organizar as ideias. Ao que parece, o que houve foi suficientemente grave para desorganizar até mesmo meus arquivos cerebrais. Um caleidoscópio de imagens dançam diante dos meus olhos. Apenas borrões. Tento inspirar mais ar, sinto-me sufocado. Ao fazê-lo, uma dor lancinante percorre a caixa torácica. Devo ter costelas quebradas. O que me atingiu foi algo tão forte que conseguiu ferir-me mesmo dentro do traje de nanofibras de carbono. Noto logo acima de mim, através de uma abertura a segunda lua de Plexus 12. A última coisa de que me lembro era ter olhado para a gigante vermelha que serve de sol ao sistema em que me encontro e pensar que a posição em que estava indicava claramente o fim do meu turno neste planetóide onde há um complexo de mineração de cobalto. Diante dessa reflexão, concluo que estive “apagado” por mais de seis horas!

Onde estão meus companheiros? O Sergey? O Woo? O Ramón? E o operador das perfuratrizes, o Schneider? O que lhes terá acontecido? Será que estão bem? Porque não se comunicam? Estarão feridos – como eu – ou até mesmo… Não! Não pense nisso! Provavelmente estão te procurando neste poço de mina e vão lhe tirar dessa enrascada! Tudo o que tenho de fazer é esperar, tentando achar um  jeito de estabelecer contato.

Súbito, lembro-me que este traje possui sistemas de auto reparo de emergência. Ordeno acesso ao software. Sem resposta. Insisto. Nada. Mas que diabos! Persisto. O sistema se digna a dar sinal de vida, talvez por causa da veemência com que foi requisitado. O display holográfico dança diante dos meus olhos como uma velha TV mal sintonizada do já longínquo século 21. “Diagnóstico!” Ordeno imperativamente. Tenho de repetir o comando várias vezes para obter a resposta. E o que vejo me gela os ossos. Módulo de energia operando abaixo dos 30 por cento. Duração provável: Duas horas. Bateria de emergência: Inutilizada. Sistemas de suporte de vida; danificados, além da capacidade de reparo pelos nanorobôs. Sistemas de diagnóstico biológico: Inutilizados. Sistemas de Posicionamento Interplanetário: Operando, mas com falhas. Tanques de oxigênio: 25 por cento da capacidade. Estimativa de esgotamento: Duas horas e 20 minutos. Sistema de comunicação: Inoperantes. Sucesso de reparo estimado em 42 por cento. Paro por aqui. Prefiro nem olhar o restante. Preciso manter o sangue frio para poder raciocinar com clareza. Ordeno o reparo imediato do sistema de comunicação, apesar de relutar um pouco, devido ao fato de que o auto reparo consome cinco vezes mais energia do que o normal. Mas é imperioso que eu possa estabelecer contanto com qualquer ser vivente que possa me tirar desta ratoeira. Por hora, nada posso fazer a não ser esperar.

Cada inspiração é um sacrifício. Grossas gotas de suor se formam em minhas têmporas. Continuo me esforçando, tentando recuperar movimentos. Meus membros formigam. Bom sinal, antes nem isso sentia. Com mito esforço, levanto o braço direito e retiro a poeira do visor. Tenho uma visão mais clara do meu redor. Consigo mexer a cabeça. Esforço-me um pouco mais e levanto vagarosamente o tronco, por causa das dores horríveis. Grandes paredes do túnel número 4 ruíram totalmente, esmagando todos os equipamentos, robôs mineradores e auxiliares. Duas novas preocupações. Primeira; os sistemas de elevação foram triturados pelos escombros. Estou preso aqui, porque este maldito traje antigo não conta com propulsores e a gravidade neste pedregulho seco é equivalente à gravidade do meu planeta natal. Por mais que seja leve, ele limita meus movimentos e não há saliências no poço que me sirvam de apoio na subida. Segunda: O sistema de detecção – que por milagre ainda funciona – começa a indicar uma altíssima leitura de radiação proveniente das baterias esmagadas embaixo das milhares de toneladas de rochas. E não há vedação adequada contra este perigo.

À medida que os reparos avançam, começo a escutar meias palavras cuspidas junto com estática. Tendo entender o que se diz, mas é um quebra cabeças com peças quebradas. A náusea se intensifica, a cabeça começa a girar. Perco o equilíbrio frágil em que estava e caio para trás com estrondo, urrando de dor. Apago. Acordo pouco depois com o som estridente do alarme de radiação. O sistema de comunicação já se encontra parcialmente operacional. Agora consigo distinguir palavras inteiras. E reconheço a voz de um dos meus amigos: É o Schneider! Um clarão de esperança enche meu peito. Não estou só! Alucinadamente, tento fazer contato, indicar minha posição, dizer que estou vivo. Em más condições, mas vivo:

– Gama 3! Gama 3! Gama-Ponta 1 chamando! Está na escuta, Gama 3?

Não há resposta. Apenas a mesma litania acompanhada de estática, que estava agora menos intensa. Insisto:

– Gama 3! Gama 3! Gama-Ponta 1 chamando! Está na escuta, Gama 3?

Nada. Escuto-o falar sem interrupção. Mas não há a mínima resposta. Por alguma razão, ele não consegue me ouvir. Talvez a radiação esteja dando interferência. Troco as faixas de frequência, num esforço inutil. Em todas as outras não encontro nenhum sinal de vida. Até que, numa determinada faixa consigo captar uma linguagem muito diferente, mas inconfundível; Morlockianos. Como? Estamos no Setor 5-2, a pelo menos 80 anos luz de distância da Zona NGC, que delimita a fronteira! Eles estão por perto, porque até onde sei o alcance do meu equipamento é de no máximo 5 anos luz. Apuro os ouvidos, me concentrando no que dizem. Como sei muito pouco do seu idioma, consigo apreender apenas três palavras: “Guerra”, “ataque” e “mineradora”.

Sinto o sangue congelar nas veias. O coração martela dentro do peito. A respiração entrecortada acelera-se, intensificando a náusea. Com muito custo consigo conter o conteúdo do meu estômago. Forço-me à calma, porque agitação significa maior consumo de oxigênio, que já estava chegando a um nível crítico. Procuro novamente a faixa onde estava escutando o Schneider. Com os reparos quase concluídos, a estática diminui consideravelmente. Assim, condigo entender o seu comunicado:

            “A todos que possam me ouvir! Isso é urgente! Meu nome é Wilhelm Schneider, Gama 3 da Companhia Intergaláctica de Mineração CC-1! Transmito esta mensagem do Centro de Comando e Controle das minas de cobalto de Plexus 12, no sistema de Tartan 6! Estamos sendo atacados por um esquadrão alienígena não identificado! REPITO: Estamos sendo atacados por um esquadrão alienígena não identificado! Quem estiver ouvindo esta mensagem, por favor comunique imediatamente ao Comando da Frota de Andrômeda! Necessitamos de ajuda imediata! REPITO: Necessitamos de ajuda…”

Uma grande explosão interrompe a transmissão, que após alguns segundos, volta ao seu começo. Meu amigo sabia que iria morrer, e antes mesmo de terminar a gravação, a colocou em loop. Minha visão se embaça. Grandes lágrimas se formam em meus olhos. Choro copiosamente, em soluços. Choro por meus amigos. Choro por mim mesmo. Choro pelas dores atrozes. Choro pela sensação de abandono. Choro por causa da certeza de que morrerei aqui. Choro por minha esposa. Por minha mãe. Por meu filho, que não vejo há seis meses. E que não mais verei.

Engasgo-me e começo a tossir. Filetes de sangue escorrem pelos cantos da boca. Começo a invejar o fim que meus amigos tiveram. Morreram imediatamente, sem sofrer, sem se acabar nesta agonia por que passo agora. Minha mente vagueia, voltando para o passado, quando ainda morava na Terra. Fui para lá transferido logo que ingressei na Companhia, como inspetor geral de perfuração. Lembro-me como se fosse hoje o seu lema:

“CIM/CC-1: Minerando em sete luas. Construindo oito planetas. Servindo a quinze galáxias.”

Lá conheci uma maravilhosa moça, secretária do diretor de operações. Uma fantástica jovem, de cabelos negros lisos e brilhantes, olhos negros e pele cor de mate. Nasceu onde era o antigo Brasil, que foi integrado ao Bureau de Governança Global em 2186. Lembro-me do nosso primeiro encontro na costa. Do nosso casamento. De nossas núpcias em um magnífico litoral tropical no hemisfério sul daquele abençoado planeta. De quando eu soube que ela estava grávida. De nossas expectativas e sustos por ter sido uma gestação de risco. Da sensação única de segurar meu filho em meus braços pela primeira vez. Da festa que minha família fez pela sua chegada….

Sou arrancado do meu transe pelos múltiplos alarmes que soam, como que penetrando diretamente no meu cérebro. São seis ou sete deles, indicando falhas iminentes. Seleciono a opção de abaixar seus volumes, já que não existem meios de desligá-los por completo. Ainda tenho uma última coisa a fazer. Aciono o gravador, que estava em paralelo com o sistema de transmissão:

            ” Meu nome é Ricardo Sermant Gobler, supervisor de mineração da CIM/CC-1. Por motivos que ignoro, fomos atacados ao que tudo indica por um esquadrão da Frota Morlockiana. Meus colegas de trabalho foram mortos imediatamente, pelo que sei, sendo então – até aqui – o único sobrevivente. Há uma mensagem em loop deixada pelo operador Wilhelm Schneider, que corrobora as minhas informações. Estou preso no túnel 4 da ala leste do complexo, sem possibilidade de escapar por meus próprios meios, dado que estou num traje padrão AN 7.5 e os sistemas de elevação foram destruídos. Neste momento, todos os meus sistemas estão em situação de falha iminente. Não consigo fazer um diagnóstico preciso dos meus ferimentos porque o sistema de monitoramento biológico foi inutilizado. Devo estar com as duas pernas fraturadas e perfuração em um dos pulmões. Se por acaso alguém estiver na escuta, solicito ajuda imediata. Caso esta não seja ouvida, peço apenas que, quando me encontrarem, entreguem por favor a mensagem que segue à minha família:

            Querida Lana, meu tesouro, minha vida! Não poderei mais estar na companhia sua e de nosso pequeno Anders. Mas não se preocupe, não estou com medo. Sinto apenas não poder abraçá-los uma última vez. Não poder aconchegar em meus braços o fruto do nosso amor. Também, minha querida mãe, não chore. É a vida. Infelizmente aconteceu. Mas tenha orgulho, afinal. Porque cumpriste tua missão. Teu filho foi um homem de bem. E que te deixa um neto. Assim, tua missão se renova, ao conduzi-lo, junto com minha amada esposa, nos caminhos da justiça e do que é bom. Nunca se esqueça de que eu viverei nele, porque é meu sangue. Beijo, minha querida! Estou agora olhando suas sorridentes fisionomias em meu display, e esta visão é que levarei comigo para sempre. Nunca se esqueçam de que os amo. De que sempre os amarei.

            E que, de qualquer maneira, voltarei para casa um dia…”

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70 comentários em “Sete luas, oito planetas, quinze galáxias (Kleber Macedo)

  1. Marcel Beliene
    11 de agosto de 2015

    Olá. Seu conto é muito bem narrado. Deu para perceber a agonia do personagem, principalmente ao longo da primeira metade conto. As mensagens de Schneider também estão muito boas, me parecem bem reais. Parabéns e boa sorte 🙂

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Marcel!

      Muito obrigado pelas suas considerações! Sou estreante por aqui, e tenho muito o que aprender. Fico feliz em saber que atingi um dos objetivos do conto.

      Grande abraço!

      Sucesso!

  2. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 9/10

    → Criatividade: 9/10 – Bastante criativo. Um mundo coeso foi criado.

    → Enredo: 8/10 – Gostei bastante da história. Conseguiu me envolver e me fez ficar genuinamente interessado.

    → Técnica: 9/10 – Alguns erros, nada que prejudicasse a leitura de modo relevante.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Está perfeitamente enquadrado.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Luan!

      Agradeço pelas suas considerações. É um desafio e tanto estar no meio de tantas “feras” e ainda assim conseguir ser tão bem avaliado assim por você. E ainda mais difícil dar originalidade a um tema tão explorado como a Ficção Científica.

      Grande abraço e sucesso!

  3. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Este fez-me lembrar aquela cena do Interestelar, quando o protagonista vê as mensagens da família. Este conto retrata bem a profundidade que tais mensagens carregam, o fardo do envio cego para além-céu, a dureza de não saber dos ente queridos. Tudo isso traz valor sentimental e peso emocional ao conto. No entanto, há passagens que parecem um tanto forçadas, como esta “Grandes lágrimas se formam em meus olhos. Choro copiosamente, em soluços. Choro por meus amigos. Choro por mim mesmo. Choro pelas dores atrozes. Choro pela sensação de abandono. Choro por causa da certeza de que morrerei aqui. Choro por minha esposa. Por minha mãe. Por meu filho, que não vejo há seis meses. E que não mais verei.” Gosto mais de frases mais melódicas, com maior sentido poético quando é para mostrar peso emocional. A meu ver, este tipo de frases curtas são melhor usadas em contextos de acção ou de luta, tal como o autor usa mais adiante.

    Um sólido 7!

    Bem jogado! =P eheh

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Fábio Santos!

      Agradeço por suas dicas e considerações. Na realidade, tentei trazer à atenção justamente o intimismo do personagem e a profunda relação emocional com sua familia. Talvez a escolha das palavras não tenha sido a ideal, por isso ao ser ver possa ter soado “forçado”. Seja como for, ficarei atento de agora em diante.

      Grande abraço e sucesso!

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O início é bem estilo Asimov, indo diretamente ao drama e capturando o leitor. Os nomes de planetas são bem sugestivos. O estilo conseguiu passar a situação dramática vivida pelo personagem, e tornou a leitura do conto agradável. O lema da companhia é bem ao estilo de propaganda, proporcionando verossimilhança ao conto. Gostei também do toque romântico.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Wilson!

      Fico honrado por você ter comparado o estilo do conto ao de um escritor que muito admiro! Realmente honrado!

      Consegui atingir todos os pontos em sua leitura. Muito obrigado!

      Sucesso!

  5. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei do tom intimista que permeia o conto. O contexto de ficção científica também foi bem explorado, com as alusões ao trabalho e aos equipamentos. Também a visão dos alienígenas agressivos pareceu casar bem com a proposta, explicando o motivo do personagem-narrador estar preso e incomunicável.
    Achei estranho, porém, as alusões à estática de TV e século XXI porque me pareceu que ele, o narrador, não era nativo da Terra. Logo, teria outra medida de tempo e talvez nem conhecesse TV do modo como temos aqui. Mas isso é algo que pode ser arrumado sem maiores traumas para a narrativa.
    O que me prendeu mesmo foram as reminiscências da família, dando a ele uma dimensão verdadeiramente humana, fugindo do estereótipo hollywoodiano. Ponto para você, caro autor.

    Nota: 7

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Gustavo!

      Agradeço pelas suas críticas e elogios. Ficarei atento a detalhes desta natureza no futuro. O que talvez não tenha ficado muito claro (devido às limitações impostas pelo desafio)foi que o personagem poderia ter visto uma velha TV do século XXI quando morou na Terra, em qualquer museu por lá….rsrsrs
      Mas, isto fica implícito justamente devido às regras do jogo…

      Muito obrigado.

      Abraço e felicidades!

  6. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Queria ter gostado deste conto, é sério. No entanto, foi uma leitura arrastada que não me gerou empatia, e nem me emocionou quando acho que devia emocionar. Quanto ao título, achei exagerado. Fiquei pensando, impossível pra mim sentir verossimilhança com ele, iniciei a leitura com essa sensação, a de exagero no qual não dá para acreditar. A falta de diálogos, de outro personagem para interagir também não ficou legal, a meu ver.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Bia!

      Agradeço pelas suas críticas. E as levarei em consideraçãonão só porque é escritora experiente, mas também porque é professora e realmente sabe do que está falando….rsrs

      Creio que fui infeliz em algumas passagens do conto, em especial o título, que ficou encaixado na narrativa, mas é algo a ser corrigido.

      Quanto à falta de diálogos, achei que seriam desnecessários e retirariam mais verosiimilhança justamente por causa da forma como o texto se desenvolveu. Quis retratar o personagem de uma forma mais esférica e intimista.

      Bom, mais uma vez lhe agradeço muito por suas considerações. Tenho muito a aprender e creio que será uma excelente “sensei”…

      Abraço e sucesso!

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Como escritora, tenho tanto a aprender quanto você, Kleber, tô sendo sincera, rs. Para comentar, busco mais a minha experiência de leitora, porque quem escreve quer o comentário de leitores verdadeiros, né? Mesmo quando ajo como professora e uso critérios de correção de produção de texto (adequação ao tema, enredo etc…) não deixo de lado uma opinião pessoal, como leitora mesmo! Nunca comento “vestida” de escritora, porque acredito que não adiantaria nada. Sobre os diálogos, não que eles sejam estritamente necessários. Há textos em que não se precisa deles. Mas no caso do seu, seria interessante, para dar mais verossimilhança e naturalidade à narrativa. Pelos diálogos, você pode dar o tom que você deseja. A fala das personagens pode dar “toques” ao leitor, não deixar tudo para o narrador, entende? São dicas de professora, rs… Até o próximo desafio! 😉

  7. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Eu diria que o título exagerou em falar “quinze galáxias”, mas no próprio texto ficou claro que era o “slogan” da empresa. Como existe uma lógica própria na publicidade e ela não precisa seguir a ciência ao pé da letra (assim como o parque de dinossauros do Triássico e Cretáceo virou apenas “Jurassic Park, como questionou um professor que sabia tudo de Paleontologia e nada de Marketing), o título ficou pertinente. Segundo a ciência, a galáxia mais próxima da nossa (Via Láctea) está a 2 milhões de anos-luz da Terra, e cada galáxia chega a ter centenas de bilhões de sistemas planetários iguais ao nosso. É humanamente impossível cobrir áreas tão vastas e tantos lugares em poucas décadas. O tempo de existência humana é ridículo, um estalar de dedos para o tamanho do nosso Universo.

    Voltando ao conto.

    Vi um texto bonito, bem escrito, que conseguiu criar aquela “atmosfera” de ficção científica; além do clima de terror, angústia, medo e desolação do nosso narrador-personagem. Os últimos momentos de um homem comum, pai, marido, filho. O bacana é que a narrativa se resume a um pequeno momento, cronologicamente muito curto, mas denso e que descreveu bem o que estava ocorrendo naquele momento. Achei bacana as descrições que o personagem fazia sobre o cenário local e suas condições vitais, nos passando as impressões do quanto aquele cara estava “ferrado” de verdade e que sua morte era apenas questão de tempo. É angustiante presenciar alguém (até mesmo um animal) definhar e morrer, sem que nada possa ser feito, apenas presenciar o fim iminente.

    Boa sorte.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Renato!

      Como disse na resposta da Bia, creio que o título não se encaixou com a perfeição necessária para este tipo de conto. Acontece que tentei fazer com ele um jogo de palavras, que infelizmente “gorou”.

      7+8=15.

      Na realidade, tinha a ideia de ilustrar neste “lema” não as operações atuais da companhia, mas sim as suas ambições futuras.

      Sendo que então minerava em sete luas e estava presente em oito planetas. E sonhava em um dia “dominar” quinze galáxias…

      Acontece que isto não ficou claro e o objetivo não foi atingido.

      Bem, é isto, parceiro.

      Muito obrigado por suas críticas e elogios. O simples fato de saber que meu conto foi lido por você e muitos outros colegas me dá uma satisfação enorme.

      Abraço e boa sorte para ti também!

  8. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Gostei muito do conto. Achei simples, uma boa trama e muito bem narrado. Se enquadra bem no tema. Encontrei alguns erros de português, mas somente um prejudicava bastante a compreensão: na frase “Assim, condigo entender o seu comunicado”, acho que você queria dizer: “consigo”. Os demais nem chegaram a atrapalhar.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Cácia!

      Muito obrigado. Quanto aos erros de digitação, confesso que fiquei um pouco aborrecido quando percebi. Afinal, o texto pode ser o supra-sumo(o que não é o caso do meu)literário, mas se contiver erros, a beleza e “magia” são quebrados…

      Grande abraço e sucesso!

  9. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Adorei! As descrições minuciosas dos momentos que o personagem presencia são ótimas. Gostei de tudo. Parabéns!

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Alberto!

      Muito obrigado!

      Abraço!

  10. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    História muito interessante só lamento que muitos dos assuntos abordados eram demasiado semelhantes à realidade, ao hoje, mas achei interessante toda a trama. Desejo as maiores felicidades para o teu conto

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Vitor!

      Não sou um especialista em ficção científica. Então talvez tenha sido isto que não tenha te “convencido”.

      Muito obrigado e desejo o mesmo a você!

  11. Fabio D'Oliveira
    2 de agosto de 2015

    Sete luas, oito planetas e quinze galáxias
    Ed Hartmann

    ஒ Habilidade & Talento: É tão bom ler um texto onde o talento e a habilidade andam de mãos dadas! Fora algumas falhas, que podem ser resolvidas com uma revisão mais calma, o texto está magnífico!

    ண Criatividade: É engraçado… Vemos um conto que, no plano de fundo, a história é gigantesca. Parece que não seria possível contá-la em poucas palavras. Mas quando esse enredo está nas mãos de um bom escritor, tudo é possível! Vemos tudo através dos olhos de Glober! E vemos como ele!

    ٩۶ Tema: A ficção científica é isso. Não adianta ambientar uma história no futuro tecnológico, num mundo pós-apocalíptico, se não tem ciência nas palavras.

    இ Egocentrismo: Meu ego está satisfeito. Muito obrigado.

    Ω Final: O casamento do Talento com a Habilidade foi lindo. A Criatividade foi o padrinho. E toda a igreja escutou as palmas do Tema. No final, o Egocentrismo não aguentou e chorou de alegria. Parabéns!

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Fábio!

      Fiquei comovido pelas suas palavras e sua detalhada análise do conto.

      Por sinal, este é um estilo interessante e muito peculiar de crítica…rs

      Brincadeiras à parte, independente da colocação em que ficar neste desafio, o simples fato de ter meus escritos lidos e avaliados já é uma grande vitória para mim.

      Agradeço muito pelos parabéns. Valeu a pena!

      Grande abraço e sucesso!

      • Fabio D'Oliveira
        12 de agosto de 2015

        Parabéns mais que merecidos, Kleber! Vamos crescer juntos!

  12. Pedro Luna
    30 de julho de 2015

    Achei massa. Instigante e realmente uma leitura com trejeitos e indícios de FC. Só não entendi como o personagem sacou logo que eram Morlockianos enquanto o seu amigo morto não sabia qual era a raça dos aliens. Se eu tiver perdido algo, me desculpe. No mais, gostei. A escrita é clara, não enfadonha.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Pedro!

      Agradeço pela crítica e elogios.

      Explico:
      O Ricardo sacou que eram Morlockianos por que ele tinha um pequeno conhecimento de sua língua, conforme está no conto. Por exemplo: Você nunca passou perto de algum “gringo” e imediatamente percebeu de onde ele era só por seu jeito de falar e pronúncia de palavras mesmo sabendo muito pouco do seu idioma? Então foi esta a ideia do conto.

      Grande abraço e sucesso, parceiro!

  13. Anorkinda Neide
    30 de julho de 2015

    Falaram lá no grupo que conto de 2000 palavras não pode ficar cansativo…bem, discordo lendo este…
    o monólogo não me conectou, fiquei esperando algo acontecer e nada… e culmina na mensagem piegas de um moribundo… ahhh sinto muito mas não posso dizer que gostei, embora sinta em vc uma fluência boa para desenvolver um conto. Este tema não ajuda minhas considerações neste desafio… rsrsrs

    Boa sorte ae!
    Abraço

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, Anorkinda Neide!

      Agradeço pelas suas críticas e elogio!

      Apenas posso dizer que tentei…rs
      Mas é como eu disse em comentários anteriores: Tenho muito a aprender e este é o lugar certo para isso.
      Agradeço por se dar ao trabalho de ler o conto.

      Grande abraço e sucesso!

  14. José Marcos Costa
    27 de julho de 2015

    lembrei de 2001, até mesmo de alien o 8a passageiro, o clima realmente foi bem construido e posso dizer que realmente li um conto de ficção científica, apenas observei que ficou demasiadamente extenso, acho que não precisava tanto, mas no geral foi uma boa história e me agradou.

    • Kleber
      12 de agosto de 2015

      Olá, José Marcos!

      Escrever ou não escrever? Eis a questão…

      Sou verborrágico por natureza e isso se refletiu no conto. Tentarei ser objetivo na próxima!

      Muito obrigado pelas críticas e elogios.

      Abraço!

  15. Laís Helena
    25 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Gostei muito da narrativa: ela é envolvente, e se existem erros de gramática ou revisão, não reparei em sua existência. Você conseguiu passar muito bem o desespero do personagem.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Gostei do enredo. Como já mencionado, conseguiu passar o desespero do personagem e ainda adicionar detalhes que contribuem para a construção do seu universo. O final em aberto foi interessante, assim como a decisão de deixar em dúvida o que realmente aconteceu: isso passou credibilidade à sua história. Apenas achei que a relação entre o protagonista e seus colegas poderia ter sido melhor trabalhadas (algumas palavras a mais bastariam).

    3 – Criatividade (2/3)

    Não diria que os elementos apresentados são super criativos, entretanto, a boa escrita os favoreceu muito.

  16. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota= 5

  17. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Ed Hartmann, parabéns!!
    Seu conto é surpreendente, de verdade!

    O destaque aqui não é uma história mirabolante, personagens carismáticos ou elementos que surpreendem o leitor… mas sim uma escrita sublime e extremamente refinada, que dá gosto de ler! Foi uma das primeira histórias de relato de um narrador-personagem que eu li e adorei!

    O personagem principal está vivo e muito bem trabalhado! Ele é meio que o centro de toda a história, e não há espaço para os outros, pois todos estão mortos ou muito distantes. Não que isso seja ruim, pois deu para você desenvolver bem o personagem principal. Gostei das lembranças sobre sua mulher e seu pesar sobre não ver mais as pessoas que ele mais ama na vida. Isso foi bem bacana.

    A linha de narração está fabulosa, me prendeu do início ao fim! Minha única crítica negativa é que o final foi meio previsível demais… desde o início já dava para sacar que ia acabar assim. O conto não tenta, nenhuma vez, surpreender o leitor.

  18. mariasantino1
    22 de julho de 2015

    Gama3! Gama3! Gama-Ponta 1 chamando! Está na escuta, Gama3? kkk Vou sonhar com isso 😛
    Olá, autor. Esse foi um dos poucos textos que me colocou no lugar com riqueza de detalhes. Talvez pela linguagem, não sei. O lance de se repetir a mensagem para repassar a aflição do Ricardo Sermant Gobler, funcionou bem comigo. Achei que houve uma boa mistura de imagens e ação aqui, mas o lance do casal, ao meu ver, deveria vir antes para sinalizar melhor e não cair tudo de paraquedas no fim (não ME soou natural). Mas achei o conjunto muito bom (independente da narrativa ser um cadinho simples).

    Muitos deslizes por aí[porque não se comunicam? (por que separado para perguntas)… ordeno imperativo (ordenar e ser imperativo, não? Sei lá, sempre achei isso, e acabei julgando redundante)… estabelecer contanto (contato)… com mito esforço (muito)… util (acento)… assim, condigo entender (consigo)]
    Boa sorte no desafio. Gostei da firmeza. Você domina bem o tema.
    Nota: 08
    Abraço.

  19. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Relato de acidente numa mina num planeta qualquer. Leitura boa para passar o tempo, mas para uma competição é fraca. Tens que pensar nisso no próximo desafio…

  20. Piscies
    20 de julho de 2015

    Escorreu uma lágrima máscula aqui, mas não foi nada não, rs.

    O conto me pegou. A escrita está muito boa; arrisco dizer que está impecável. O texto me colocou ali, dentro daquele traje padrão AN 7.5, junto com Ricardo, sofrendo com ele e vendo tudo acontecer, sem chance de sobrevivência.

    O conto é muito triste, e passa essa tristeza muito bem. Quase fiquei tão desesperado quanto ele com o fato de não conseguir me mexer.

    Acho que não tenho muito a falar deste conto senão dizer novamente que ele está muito bom. Parabéns mesmo!!!

  21. Angelo Dias
    20 de julho de 2015

    Gostei da ambientação, da ideia em geral, mas o personagem e o jeito que ele é escrito me atraíram. Talvez um pouco mais de desespero e menos pensamento lógico o fariam ser mais verdadeiro, palpável. A parte que ele diz que sabe pouco sobre o idioma alienígena mas consegue entender “mineradora” me incomodou também (guerra e ataque, tudo bem, mas mineradora é bem específico). O próprio momento do “Sete luas, oito planetas, quinze galáxias” me pareceu estranho — em uma galáxia só há uma lua para minerar? De todas elas? Talvez uma reavaliação desses pontos faça o conto mais crível e ajude na suspensão de descrença.

  22. Leonardo Stockler
    18 de julho de 2015

    Excelente! Muito bom mesmo! Os termos técnicos foram precisos, na medida certa, e ajudaram a construir o clima tenso. Gostei demais dessa descrição detalhada dos problemas, as coisas se complicando cada vez mais. É um autor que sabe o que quer. O ataque alienígena, por exemplo, se fosse em outro texto, se tornaria uma questão central, aqui, ajudou a acrescentar uma profundidade pra cena, como pano de fundo, e não como figura. Isso é importante, porque nos permite concentrar a preocupação no destino do personagem principal, que não poderia ser outro. Fiquei na dúvida se você iria concluir com altura e não me decepcionei em nenhum momento – nenhum plottwist, apenas uma conclusão dramática sem parecer piegas. Parabéns!

  23. Mariza de Campos
    17 de julho de 2015

    Olá! o//
    Primeiramente falando do que acho que poderia melhorar, tiveram detalhes demais, fica meio pesado de ler com tantos. Sem contar que está em primeira pessoa, em terceira até é possível descrever bem detalhadamente, mas em primeira fica meio forçado.
    Achei o final lindo, muito bonita a mensagem que ele deixa para a família e realmente senti muita dó dele quando percebeu que morreria. Gostei também de ter mostrado um pouco das lembranças de sua vida com a esposa, ficou muito bonito.
    Bom, é isso.
    Abraços!

  24. Marcos Miasson
    17 de julho de 2015

    Um texto longo para o que se destina. Senti falta de uma jornada para o protagonista, mesmo que estivesse em seus últimos minutos. A escrita é muito boa, e bem descrita.
    Boa sorte!!!!

  25. Marcellus
    14 de julho de 2015

    Fiquei muito frustrado com esse conto… de início, a parte ‘científica’ da ficção apareceu mais que o enredo. Depois, esperei uma reviravolta… uma apoteose… e o conto terminou.

    Poxa, Ed, maldade isso…

    De qualquer forma, boa sorte no desafio!

  26. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) infelizmente não gostei. A trama começou bem, mas se desenvolveu de forma muito linear. Ele foi atacado e acabou morrendo por isso, não houve uma quebra, uma reviravolta. A introdução do passado e da família dele serviu apenas para gerar comoção.

    ✍ Técnica: (2/5) conduziu bem a narrativa, mas acho que, na pressa de entregar, vacilou um pouco na revisão. Algumas frases não ficaram bem construídas e a mensagem final não foi muito natural.

    ➵ Tema: (2/2) exploração espacial (✔). Gostei bastante da ambientação.

    ☀ Criatividade: (1/3) não está fácil avaliar esse quesito, já que na FC, muitos elementos se repetem, mas não vi muita coisa nova neste texto, apenas reuso desses elementos.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) a mensagem final passou bastante emoção, mas achei um pouco forçada. Uma reviravolta traria um impacto maior.

    Alguns problemas que encontrei:
    ● Algumas trocas de dois pontos para ponto e vírgula, como em: Sistemas de suporte de vida; em funcionamento
    ● Com *muito* esforço
    ● *Tento* entender o que se diz
    ● *consigo* entender o seu comunicado

  27. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    A história, apesar de manjada, não é ruim. E a execução, alternando narrativa em primeira pessoa com mensagens de texto, é boa.

    O que a prejudicou foi algumas passagens melodramáticas, como falar “meu tesouro, minha vida”. Soa forçado e clichê.

  28. Anderson Souza
    11 de julho de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Um estória agradável de ler. Nomes de sistemas, planetas, sistemas, espécies… Muita coisa original. Gostei muito. Parabéns! Está no caminho certo!

  29. Felipe Moreira
    10 de julho de 2015

    O conto passou a me conquistar quase na metade, quando a tensão eclodiu. O estilo de narrativa lembra muito o livro “The Martian”, que vai sair em filme agora, protagonizado por Matt Damon. Gostei do texto, fui convencido por Ricardo de tudo que aconteceu até o último instante. Acho que dentro dos limites desse desafio, criar algo nessas dimensões é muito difícil.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  30. catarinacunha2015
    10 de julho de 2015

    TÍTULO. Gostei do uso do “lema”. Até chegar nessa parte eu estava procurando as 7 luas, os 8 planetas e as 15 galáxias!
    TEMA. Pô, Ed, você foi tão técnico em ficção científica que me senti presa na mina.
    FLUXO intenso, mas controlado. O vocabulário e a estrutura são simples e acessível.
    TRAMA dramática é perigosa, pois fica a um passo do abismo da pieguice. Passou raspando. A agonia ficou bem representada.
    FINAL interessante. Pensei que iria descambar para um salvamento milagroso, tipo GRAVIDADE.

  31. Ferreira Silvio
    9 de julho de 2015

    Gostei
    As descrições envolveram e me permitiram ter uma experiência sensorial consistente, por mais, que em um momento, tenha sido repetitiva.
    A trama se desenrolou em um ritmo muito bom, você foi revelando aos poucos e cada vez mais dramática a situação do minerador.
    Você deu uma complexidade muito interessante a esse mundo. O lema da Companhia dá uma noção do nível da exploração terrestre.

    Não Gostei
    Tiraria o 4º parágrafo, ao meu ver, só reafirmou a situação de perigo do protagonista com dados exatos.
    O final na 2ª pessoa destoou de toda fala do protagonista durante o conto e quebrou a naturalidade. ”Teu filho foi um homem de bem. E que te deixa um neto. Assim, tua missão se renova, ao conduzi-lo, junto com minha amada esposa”.

    Gostei muito do Conto.

    Abraços e Boa Sorte.

  32. Andre Luiz
    8 de julho de 2015

    Gostei bastante de sua produção, principalmente pelo tom dramático que ele assumiu. Aprecio este suspense que os autores conseguem criar quando um personagem fica enclausurado, preso de alguma forma, e sem escapatórias. Acredito que neste ponto, você tenha sido bem-sucedido. Contudo, senti falta de algo mais direto ao final, fugindo de padrões, como se Ricardo conseguisse sair ou algo mais. Não há necessidade de deixar isto explícito, mas sugerido… Num contexto geral, gostei de seu conto.

  33. Evandro Furtado
    8 de julho de 2015

    Tema – 10/10: adequou-se inteiramente à proposta.

    Linguagem – 9/10: você usou uma linguagem bem cheia de cientificismos que se adequaram bem ao tema; a ideia da citação de certos aparelhos também foi muito inteligente; há apenas alguns pontos que parecem não se adequar ao todo.

    História – 9/10: muito bem construída, com um início interessante, uma construção bem feita durante e um bom final, só acho que poderia ser um pouco mais emocional esse recado.

    Personagens – 10/10: muito bem construídos fisica e psicologicamente; boa a estratégia de dar nomes, torna tudo mais verossímil.

    Entretenimento – 6/10: em alguns momentos a narrativa fica um pouco mais travada e, justamente pela falta de ação, não prende tanto; talvez se desenvolvesse melhor a agonia de estar ficando sem oxigênio e com as pernas quebradas…

    Estética – 8/10: você fez uso de uma narrativa em primeira pessoa, com diálogos, flashbacks, e houve o pequeno recado no final; tudo foi bem encaixado; a única razão de não te dar dez nesse quesito é porque sinto que faltou aquele drama que deixaria tudo bem mais interessante.

    obs: no primeiro parágrafo achei que a qualquer momento ele fosse levantar e dizer: “Buzz Lightyear para Comando Estelar. Acabei de pousar em um planeta estranho”.

  34. Fil Felix
    8 de julho de 2015

    Gostei bastante, a sensação de desespero e agonia foi passada com bastante sucesso. O formato também está muito bom, já começa com o principal e não entrega muito de como ele foi parar ali, o que é válido, e vai mostrando aos poucos o contexto dessa realidade.

    A maneira como descreveu o traje e suas funcionalidades é um dos pontos altos, e mesmo lembrando Gravidade (impossível não comentar), segue seu próprio rumo com um final meio aberto, mas ainda bem conclusivo, emocionante a mensagem deixada.

  35. Davenir da Silveira Viganon
    6 de julho de 2015

    A maior qualidade do conto é a descrição envolvente dos acontecimentos. Combinou bem as informações tecnológicas e a tensão do momento. Muito bom, parabéns!

  36. Tiago Volpato
    6 de julho de 2015

    Gostei do conto, apesar de achar que guerra interestelar já está batido, gostei da forma como você trabalhou o texto, partindo do ponto de vista de uma das vitimas da tragédia. Em dado momento fiquei imaginando que ele era vitima de algum alien/terrorista e achei interessante a ideia (apesar de que talvez você não tenha feito isso, mas gosto de pensar que sim).
    Tem alguns erros, provavelmente de digitação no texto que passaram despercebido, mas isso acontece com os melhores de nós. Para mim, foi um bom texto.
    Abraços.

  37. Jefferson Lemos
    6 de julho de 2015

    Olá, autor!

    O universo que você criou tem bastante potencial. Gostei das descrições e dos equipamentos que você criou. A história é boa, mas seu desfecho foi broxante, ao meu ver. Gostaria de ter visto um conclusão a altura do restante da trama. O final em aberto não funcionou muito bem aqui, ao meu ver.

    Quanto a parte gramatical, vi pouca coisa é um “mito” que deveria ser “muito”. Porém, a qualidade da narrativa não deixa a desejar.

    Apesar de tudo, merece os parabéns! Boa sorte!

  38. Michel M.
    5 de julho de 2015

    Texto bem escrito, trama completa e triste, como propõe. Parabéns ao autor.

  39. Pedro Teixeira
    5 de julho de 2015

    Olá autor(a). Conto interessante, algumas passagens trazem descrições muito boas e um clima claustrofóbico que demonstra grande habilidade na ambientação. Mas o enredo em si não trouxe nada de especial e o final foi bem previsível.Enfim, ficou meio a meio. Algumas descrições trouxeram certa verossimilhança. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  40. William de Oliveira
    5 de julho de 2015

    Gostei de como finalizou o conto, Visualizei o final com ele deixando essa mensagem.

  41. Rogério Germani
    5 de julho de 2015

    Olá, Ed!

    Conto mais ficção científica do que o seu até agora não vi no desafio!
    As descrições são riquíssimas nos elementos futurísticos, só faltou ser 3D para ter a falsa impressões de tocá-los!
    Por outro lado, este excesso zeloso em detalhar cada instrumento científico acaba se tornando cansativo. Ainda mais por apresentar apenas uma trama curta e tão batida em filmes do gênero.

    Boa sorte no desafio!

  42. Phillip Klem
    4 de julho de 2015

    Meus parabéns. Este foi um dos contos de que mais gostei até agora. Só tenho a elogiar. Uma narrativa firme, que não perde o ritmo e nos permite sentir na pele o desespero de estar preso em uma armadilha mortal sem nenhuma esperança de resgate.
    Todo o suspense foi muito bem construído, levando a um clímax que, apesar de um pouco previsível, foi bem satisfatório.
    Gostei bastante da maneira como as funções e consequentes defeitos do traje foram descritos de uma maneira envolvente e não muito exagerada.
    O universo em que o conto se encontra foi muito bem elaborado e palpável. Uma ficção científica gostosa de se ler.
    A unica coisa que não gostei foi a linguagem extremamente formal utilizada pelo protagonista para gravar sua última mensagem à família.
    Era suposto sentirmos toda a angustia que ele estava sentindo ao saber que nunca mais veria seus amados, e isso não foi possível. A mensagem parecia escrita, e não falada. Algo mais cru e sentimental definitivamente encaixaria-se melhor à essa parte da trama.
    No mais, seu conto está perfeito.
    Só me foi possível comentar um dia depois de ter lido, então perdoe-me se não fui capaz de tecer os elogios de que seu conto era digno. Você simplesmente merecia mais do que eu escrevi.
    Meus parabéns mais uma vez e muito boa sorte.

  43. Renan Bernardo
    4 de julho de 2015

    Muito bom e bem escrito. Senti a agonia do Ricardo junto com ele. Sou novo aqui e não sei se tem algum padrão de comentários que vcs seguem, mas vou fazer o que vi em alguns outros, dar notas para algumas categorias.

    Técnica: 7/10
    Temática: 10/10
    Impacto: 7/10
    Criatividade: 5/10 (Não é um tema tão criativo, mas você soube utilizá-lo bem no conto. Foi uma boa história.)

    Recomendo também uma revisão extra. Algumas letras foram comidas, nada exagerado.

  44. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Difícil escrever sobre este texto porquê em muito, me lembrou cenas da abertura de alguns jogos de PS4 ou Xbox. Não pela qualidade, mas pela história. Não estou dizendo que seja um plágio ou algo do tipo, não mesmo, contudo me fez lembrar e acredito ser importante passar o que eu como leitor, vivenciei ao ler o texto. Analisando um pouco mais, quero citar que algumas palavras são no mínimo desnecessárias, tais como Parsecs, Ocre, Plexigas, dentre outras utilizadas.
    O texto é sobre ficção científica e o AUTOR deve ter plena consciência que o leitor não conhece este mundo novo que está sendo revelado. É necessário introduzir estas palavras e jargões com calma, senão o leitor precisa ter um dicionário ao lado para fazer consulta e ninguém quer isso quando inicia a leitura.
    Outro ponto importante são os parágrafos em blocos longos que desanimam. Apesar de longos blocos, são quase sempre compostos por sentenças muito curtas, além de perguntas sem conexão alguma, feitas em uma única palavra. Outro detalhe que chamo atenção é o de existirem frases com erros, posso citar “Com mito esforço, levanto o braço direito”, onde fica claro que o autor não editou seu texto, causando assim uma quebra imediata quando lemos o texto.
    Quero deixar claro que não tenho intenção de magoar ninguém com meus comentários, mas como um leitor e escritor acredito que só melhoramos quando observamos o que fazemos de bom e principalmente o que fazemos de menos bom, para poder então, melhorar. Boa sorte, você tem a alma criativa.

  45. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Lindo e triste, mexe com as emoções. Primeiro, o susto, enquanto tentamos entender o cenário, depois o horror das revelações e, por fim, a triste resignação com o inevitável. Pode-se sentir pena do Gobler e da família dele. Muito bom, alto nível.

  46. Felipe T.S
    3 de julho de 2015

    Até agora o primeiro conto dessa edição que soube apresentar algo dentro do Gênero da edição! Parabéns ao autor.

    Sei que na pressa de postar, algumas coisas passam despercebidas. Notei incoerências na parte ortográfica, mas isso você pode resolver depois, quando revisar.

    O conteúdo aqui apresentado foi muito legal, no início você realmente consegue passar a angústia da personagem.

    Destaque também o fim, que além da excelente sacada de relembrar a vida do narrador, vêm carregada de emoção. Parabéns!

  47. Claudia Roberta Angst
    3 de julho de 2015

    Nossa, deu para sentir toda a angústia do personagem/narrador na sua solitária reflexão sobre a vida e o fim de tudo.
    O conto me fez pensar naquele filme com o Bruce Willis em que ele se despede da filha no final, pois sabe que vai morrer… Não lembro o nome e sei que não assisti ao filme inteiro. Só lembro mesmo que a música no final era do Aerosmith – I don’t wanna miss a thing.
    Está bem escrito, sem dúvida.
    Não há muita ação e não caberia mesmo na trama muita movimentação. Afinal, a trama baseia-se na verificação do caos e desolação do personagem.
    Acho que o conto está bem caracterizado com termos e cenário de ficção científica. Apenas acho porque não entendo quase nada do tema. Cumpriu o objetivo. Boa sorte.

  48. Lucas
    3 de julho de 2015

    Olá,
    O conto começou meio devagar e chato, mas do meio pro fim deu uma engrenada. O ambiente criado para a história me pareceu bem coeso. Senti que o começo podia ter um pouco mais de atenção, pra prender o leitor. No final o personagem ganha um pouco de carisma e da atenção, que novamente deveria ser abordado no começo do conto. Também achei estranho o conto em primeira pessoa contado no passado as vezes no presente, sendo que o narrador está morto.
    Parabéns e boa sorte.

  49. rubemcabral
    3 de julho de 2015

    Olá, Ed.

    Então, achei que foi um bom conto. A situação de emergência e paralisia deu um quê muito realista ao personagem. Gostei também da homenagem a H.G. Wells, ao criar a raça dos Molorckianos.

    Penso, contudo, que citar “sete luas, oito planetas e quinze galáxias” foi pouco científico. Que uma mineradora possa estar em sete luas e oito planetas, tudo bem. Mas quinze galáxias?! Elas são imensamente distantes umas das outras! Milhões e até bilhões de anos-luz! Ainda que no universo do seu conto fosse possível vencer tais distâncias, é meio despropositado citar tão poucos planetas e luas se a empresa está em quinze galáxias! Teriam milhares ou milhões de instalações, no mínimo! Como o futuro aqui retratado não é tão distante, penso que seria melhor trocar “galáxia” por “sistemas estelares” ou algo do tipo.

    Abraço e boa sorte no desafio.

    • Kleber
      14 de agosto de 2015

      Olá, Rubem.

      Compreendo porque pensou desta forma. Mas gostaria de dizer algo a respeito.

      Li vários livros da série Star Trek. Um deles é da autoria de Ann C. Crispin. Neste, quando a Enterprise vai enfrentar a frota Romulana, o engenheiro Montgomery Scott a coloca em velocidade máxima: Dobra Espacial fator 4, que equivale a 512 vezes a velocidade da luz.

      É inverossímil? Para os nosso conhecimento atual sim.

      Mas, li resenhas sobre livros de Isaac Asimov que falavam muito em “verossimilhança interna”. Ou seja: o autor cria e respeita suas próprias “leis” em toda a estrutura interna do seu conto ou livro. Mesmo que estas não encontrem paralelo com a realidade atual ou mesmo em um hipotético futuro.

      Bem, agradeço-te muito por avaliar meu conto, pelos seus elogios e críticas. É uma honra para mim ser avaliados por você e todos os colegas aqui do EC.

      Grabde abraço e parabéns pelo pódio!

  50. Brian Oliveira Lancaster
    3 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: A atmosfera de “minerador de asteroides” foi muito acertada. >> 8.
    G: Textos intimistas são ótimos, ainda mais quando o assunto é a solidão do espaço. Captou bem o clima de exploração e suas dificuldades. O final, um tanto esperado, se encaixou muito bem com o restante do texto. >> 8.
    U: A síndrome dos parágrafos colados sempre me arrepia. A escrita é correta, mas diante de tantos termos técnicos, ficou um pouco confusa. Sci-fi tem dessas coisas, mas é necessário dar um espaço entre um termo e outro, e talvez explicá-lo no decorrer do texto, senão sufoca o leitor. >> 7.
    A: Conseguiu captar outra nuance da FC: explorar o futuro com certo pé no chão, apesar de surgirem alienígenas no decorrer do enredo. Ganha pontos pelo clima e descrições. >> 8.

    Nota Final: 8.

  51. Fabio Baptista
    2 de julho de 2015

    O texto usa um recurso que faz muita gente (eu inclusive) torcer o nariz para as histórias de Ficção Científica: excesso de termos técnicos.

    Apesar de bem escrito/descrito, o início foi bem entediante, devo dizer. Mas a coisa melhora bastante quando o drama familiar entra em pauta.

    Na revisão, só achei um “tendo” que deveria ser “tento”.

    Só por curiosidade: Eu estava com uma ideia bem parecida… mas se passando na idade das trevas. Um guerreiro preso em uma armadilha inimiga, que passa os últimos momentos se lembrando da família.

    Gostei!

    NOTA: 7

  52. Alan Machado de Almeida
    1 de julho de 2015

    Só pelo fato de serem uma equipe de mineração espacial o conto já me lembrou o filme Alien, o original. Gostei do fato dele ser um monólogo e o final foi coerente com o mostrado no meio. Interessante também foram os termos científicos inventados. Vale um 8

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Publicado às 1 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .