EntreContos

Literatura que desafia.

Ensaio Quântico (Thales Soares)

garota e gato 1

Sofia desceu as escadas apresentando um nível alarmante de euforia. Seus pezinhos descalços correndo pelo chão gélido do sábado de manhã provocavam um alvoroço comparável a uma desordenada orquestra de bramidos de elefantes. Dourado, o gato, estremeceu ao acordar de seu cochilo matutino. Possuía esse nome devido à coloração com tom de caramelo de sua pelagem. Espreguiçou-se esticando ao máximo sua coluna, deu duas lambidelas na pata para esfregar a saliva nos pelos do rosto, e seguiu a garota até a sala de estar.

Havia algo “diferente”, por assim dizer, na sala de estar. Criando um excêntrico e pequeno campo gravitacional próprio à sua volta, onde xícaras e torrões de açúcar flutuavam exercendo um movimento de translação com trajetória elíptica ao seu redor, um pequenino buraco negro estava situado ao centro do aposento. Sofia e o gato vislumbravam com espanto, apesar de ambos serem alvos de uma inquietante curiosidade.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

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48 comentários em “Ensaio Quântico (Thales Soares)

  1. infoman32
    14 de dezembro de 2015

    Publiquei seu conto na minha timeline.

  2. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei esse conto fantástico. Os diálogos são sensacionais. Toda essa discussão sobre o que existe ou não, o uso da metalinguagem de uma forma inteligente e divertida; me deu até pena da pequena Sofia, ao se dar conta de que era apenas uma personagem literária e vivia num mundo de fantasia. O gato Dourado é um dos personagens mais legais deste desafio. Novamente, os gatos mostrando que um dia irão dominar o mundo (rivalizando com os robôs ou em aliança com eles…?)

    Boa sorte

  3. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Psicodélico é pouco, começou com gato falante para dragão invisível. O campo gravitacional ficou comum perto do contexto. Bem criativo e ousado o conto.

  4. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não tive dúvidas quanto à criatividade, mas sei lá, faltou algo. O gato foi o que mais me perturbou, kkkkkk, adoro gatos, mas esse estava mais para aquele cachorro falante do “Uma família da pesada”, rs… O final achei meio corrido. Foi uma boa lembrança da minha leitura de “O Mundo de Sofia”, contudo. Boa sorte!

  5. Marcos Miasson
    11 de agosto de 2015

    Mais um conto muito bem postado dentro do termo “ficção científica”! E a desculpa de utilizar o sci-fi como pano de fundo para uma estória mais pessoal também foi bem trabalhada, parabéns! Boa sorte

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto é cheio de cenas que mantêm pontos de contato com temas científicos e filosóficos. Há reminiscências do Schrodinger, d’O Mundo de Sofia e da filosofia do “que não é visto não existe”, ou seja, o empirismo. O enredo é misterioso e mantém o leitor fisgado em uma boa execução.

  7. Andre Luiz
    11 de agosto de 2015

    Brilhante como você conseguiu adaptar teorias científicas a um contexto literário, como a teoria do “Dragão em minha garagem”, de Sagan, e também a teoria do “gato dentro da caixa” de Schrödinger. Até mesmo as teorias do universo, galáxias e dos misteriosos buracos negros apareceram em seu conto. Você soube passear pela física, química, matemática, biologia e muitas outras faculdades com maestria. Você falou até mesmo de filosofia! Parabéns por sua produção!

  8. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Mais uma Sofia! “Sofia desceu as escadas apresentando um nível alarmante de euforia.” Você acabou de descrever a minha filha haha
    Gostei muito do conto. Uma leitura excelente, prazerosa, dessas que deixa a gente mais leve. O tom bem humorado e levemente terno caiu muito bem com a proposta. Mais do que isso, a menção a um dos meus livros favoritos de todos os tempos, “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, do Carl Sagan, e justamente à parte do dragão, fizeram com que eu pensasse “putz, esse conto é foda!” E depois, a metalinguagem: “estão nos lendo”. Cara, que sacada genial! Me lembrou de “A História Sem Fim”. Imaginei que o final seria um pouquinho diferente, mas a forma como foi elaborado ficou bem casada com o restante do texto. Em suma, uma leitura adorável com uma escrita criativa à Rubem Cabral. Parabéns! Ah, e o gato ainda fala “caralho!” Putz! Sensacional! Hahaha

    Nota: 9

  9. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Ensaio Quântico
    Maria Laura

    ஒ Habilidade & Talento: Que leitura fantástica! É um texto maravilhosamente mágico, com uma narrativa excelente e desenvolvimento impecável. Realmente, os últimos contos do concurso são os melhores! Na realidade, acredito que isso se deve mais ao talento. Parabéns!

    ண Criatividade: Criativo demais, tanto a história, quanto o desenvolvimento de tudo, até os personagens. É um conto que tem vida própria, que fala por si mesmo. Excelente!

    ٩۶ Tema: Olha, desculpe contrariar, mas não senti aquele clima de ficção científica. Ficou faltando algo…

    இ Egocentrismo: Adorei o texto e a Sofia não precisava ter se preocupado tanto: também a amei!

    Ω Final: A Habilidade aceitou namorar com O Talento. A Criatividade ficou feliz com a união. No entanto, o Tema morreu de ciúmes e decidiu avacalhar. O Egocentrismo assistiu tudo comendo um pouco de pipoca.

  10. Fil Felix
    11 de agosto de 2015

    Muito bom! Tem uma pegada de Alice, com a ingenuidade e personalidade da garota, não estranharia se a própria Alice agisse assim ao perceber que Diná consegue falar. Também tem uma pegada das histórias do Dr. Seuss, essa coisa da casa e moradores excêntricos. A construção ficou muito boa e, apesar de ser fantástica, mescla-se muito bem com a ficção científica, como se fosse um erro na Matrix a ser corrigido. Só tiraria o “caralho” dali do meio, destoou um pouco. O looping no final fechou o conto perfeitamente. Gostei bastante.

  11. Kleber
    11 de agosto de 2015

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

    Desculpe por rir, mas este texto tem um excelente toque de humor e realismo fantástico. Surpreendeu-me quando me saltou aos olhos, de forma abrupta a informação da “segunda anomalia douradiana”….

    Criativo, interessante, errático e divertido.

  12. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 9/10 – Mesmo com o desvio na temática, não tive coragem de descontar mais do que 1 ponto na nota final, tendo em vista a qualidade do conto.

    → Criatividade: 10/10 – A criatividade do conto me encheu os olhos. Parabéns!

    → Enredo: 10/10 – Achei a história muito divertida e envolvente.

    → Técnica: 10/10 – O conto foi muito bem escrito e não pude encontrar erros.

    → Adequação ao tema: 7/10 – Na minha opinião, o conto não se consolida no campo fantasia, e não no da ficção científica.

  13. Lucas
    11 de agosto de 2015

    Olá,
    O conto memorareis bastante promissor no começo, mas decepcionou no fim. Até a parte em que o gato, o pai e Sofia estão tentando saber o que é o buraco negro, estava indo tudo bem. Depois da máquina, do dragão e do leitor, as coisas se perderam.
    Acho que se tivesse um rumo diferente ao invés do que tomou, de uma pessoa ter criado tudo aquilo, ficaria excelente.
    Parabéns e boa sorte.

  14. Phillip Klem
    11 de agosto de 2015

    Acho que acabei de ler o conto mais perspicaz de todo o desafio.
    Foi um deleite para a mente. Algo realmente único.
    Seus personagens, por mais inusitados que sejam, são extremamente tangíveis. Mesmo que alguns deles aceitem fácil demais coisas absurdas, como Serginho com o buraco negro e o gato falante, tudo isso torna-se plausível à medida em que eles mesmos descobrem ser meros frutos de uma criação literária.
    E em que outro conto eu, eu mesmo, o leitor, fui incluído na história como um personagem? Que jogada brilhante.
    E claro, quem não se apaixona instantaneamente por Sofia quando ela tenta nos conquistar? Deu vontade de levá-la à praia agora mesmo.
    Meus parabéns, meu caro, por uma escrita tão rica e uma criatividade tão bela.
    Vou guardar seus conto e seus personagens comigo até o fim de todos os universos.

  15. catarinacunha2015
    11 de agosto de 2015

    TÍTULO. Não poderia ser mais apropriado.
    TEMA. Quando FC trabalha mais de uma dimensão sempre me interessa.
    FLUXO experiente. O autor sabe o que está fazendo, me enganou direitinho.
    TRAMA envolvente. Criou várias correntes interessantíssimas: gato nerd falante, vídeo para rebobinar (das antigas), dragão invisível, buraco negro, máquina inútil. Mundo micro para o mundo macro do escritor com sua família.
    FINAL. Fiquei tão chateada quanto a Sofia. Sacanagem: era só um ensaio, não um conto. Bem que você avisou. Pena, eu estava gostando.

  16. Laís Helena
    11 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua narrativa é muito boa, me envolveu totalmente.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Quanto ao enredo… Bem, diferente de tudo o que já vi no desafio, e ainda muito bem trabalhado.

    3 – Criatividade (3/3)

    Como já dito, é uma história totalmente diferente da esperada, com um final que conseguiu explicar os eventos, torná-los mais críveis e, ainda assim, sem tirar o mistério do pequeno buraco negro.

  17. Pedro Luna
    10 de agosto de 2015

    Uma tremenda loucura que, pelo menos para mim, no final não deu em nada. Porém, gostei da imaginação do autor, dos personagens, e da explicação do homem de preto de que possivelmente as suas criações estavam fugindo do script. Não gostei muito da parte em que o gato explica que existe alguém ”nos lendo”. Sorte minha que o texto pouco ficou nessa artimanha de quebrar a parede (que já cansou um pouco.) e caiu em uma nova reviravolta. Enfim, um texto bacana, que prende o leitor por intrigar, mas que no fim não deu uma sensação de ter lido algo muito sólido, pois o todo ficou bastante inconclusivo. Bom, minha opinião, e mais uma vez parabéns pela criatividade.

  18. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    História bem contada mas esperava um outro fim, parece que era necessário um final e a trama correu para aquele lado. Lamento, mas desejo as maiores felicidades neste desafio.

  19. Mariza de Campos
    10 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei engraçado esse conto, principalmente quando o Dourado percebe que eles estão sendo “lidos” e, embora eu tenha gostado do gato tão inteligente, prefiro gatos na forma normal mesmo, igual a minha que está dormindo aqui do meu lado.
    Achei bem cruel da parte do homem misterioso simplesmente criá-los e depois apagá-los desse jeito, até foi burro da parte dele, porque talvez com eles, ele pudesse descobrir mais sobre a anomalia.
    Não entendi muito bem o que o último parágrafo significa, por quem ele descobriria que amava mais que tudo e por que que o buraco desapareceria?
    O diálogo é escrito de um jeito bom e admito que já tive quase os mesmos pensamentos que a Sofia, isso a deixou bem real, embora ela tenha sido inventada.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  20. mariasantino1
    10 de agosto de 2015

    Esse conto conseguiu fazer uma coisa sensacional como no conto dos Chubs, ele conseguiu tornar vivo os personagens. O leitor (EU) ver, sente e quase toca nos personagens, se importa e quer avidamente saber como vai terminar, se o gatinho e a menininha vão ficar bem. Porém, autor, infelizmente, ao menos pra mim, esse final foi um balde de água fria. Você criou algo sensacional, mas, como você mesmo menciona, nunca termina como queremos. Não sei, a surrealidade destoou no final quando o personagem de terno negro entra em cena. Talvez seja incapacidade minha de assimilar essas informações, mas não vou punir o conto só pela forma que terminou. Particularmente quando leio algo, busco por uma critica uma visão, ou por leituras onde os personagens são humanizados de uma forma que me faz torcer, preocupar e amar eles. Por esse motivo parabenizo-o horrores pelos personagens, diálogos, e por me fazer amá-los.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8

  21. Evandro Furtado
    10 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    Histórica – 10/10 – fantástica, literalmente;
    Personagens – 10/10 – avisa à Sofia que sim, nós a amamos;
    Entretenimento – 10/10 – me prendeu do início ao fim, mais do que isso, ainda está me prendendo;
    Estética – 10/10 – acho que foi o primeiro conto que conseguiu me deixar com os olhos marejados. Se isso não merece um dez…

  22. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Muito divertido… rs. Sim, havia alguém lendo seu conto!… rs. Adorei. Meio Matrix, meio interestelar. Extremamente criativo. Uma linguagem simples, gostosa e fluída. Se encaixa bem no tema e consegue fugir aos robôs e ao fim do mundo. Parabéns!

  23. Fábio Almeida
    9 de agosto de 2015

    O conto tem tanto de ficção científico como de fantástico e metafisico. A combinação é uma ideia muito interessante que roça, como aqui acontece, certas imagens que obrigam ao pensamento e à meditação. É sempre curioso saltar de plano em plano, lendo as diferentes formas com que o conto desenrola…mas temo que, em detrimento deste deslumbramento, o início tenha ficado aquém. Talvez tenha sido só eu mas a súbita coisa do gato falador e da rapariga (apesar de estranhar) não agir conforme a situação é um tanto esquisito. O pai o mesmo. Ao homem-mistério, o criador, faltou um parágrafo de desenvolvimento; parece um agente abrupto posto na história para que não se ultrapassasse o limite de palavras.

    Ainda assim, a linguagem é fácil e a compreensão instantânea. Gostei, mas poderia ter recebido mais pontos da minha parte =P fiquei com vontade de conhecer mais do homem-mistério do que todos os outros intervenientes.

  24. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Muito criativo e bem narrado. Não pude conter o riso quando imaginei um gato falando “caralho!”, sério. As ideias foram muito boas e diferentes. O desfecho, igualmente.

  25. Marcellus
    9 de agosto de 2015

    A mistura de Gaarder com Sagan me fiscou pelo nome da protagonista… mas confesso que achei a trama um tanto insossa.

    A ideia, no entanto, é muito boa e merece mais trabalho. Boa sorte!

  26. Pedro Teixeira
    8 de agosto de 2015

    Olá autor(a). Sem dúvidas, um belíssimo conto, inteligente, instigante, como deve ser. Gostei muito da menção a Carl Sagan e a criatividade demonstrada aqui é fora do comum. Além disso, toda essa riqueza foi condensada em um texto curto, de narrativa ágil ótimas descrições. Apenas o fim me pareceu um pouquinho abrupto, talvez por não tê-lo entendido muito bem. Ainda assim, é um dos melhores do desafio até agora..

  27. Felipe Moreira
    8 de agosto de 2015

    Que texto divertido. Achei muito bom, criativo. Os diálogos entre eles estão muito bem empregados, até para um gato que xinga e manja de mecânica quântica repentinamente.

    *Engraçado como tem personagens que se chamam Sofia nesse desafio. haha

    Parabéns pelo trabalho. Está ótimo.

  28. Piscies
    7 de agosto de 2015

    Genial! hahahah! Gostei demais!!! Que conto legal cara!! Mesmo sendo completamente maluco, bem divertido!

    Curti. Tentei achar algo de ruim para falar sobre ele (sério). O que passou pela minha cabeça foi: “poxa, não posso dar uma nota boa a este conto. Seria um desrespeito aos outros contos, tão mais sérios, tão mais profundos”. Só que este conto me fez rir e me fez pensar. Ele até mesmo me motivou a pegar o “O Mundo Assombrado pelos Demônios”, de Carl Sagan, da estante e começar a lê-lo (ele estava pegando poeira já faz quase dois anos).

    GOSTEI PRA KCT. PARABÉNS!

  29. Leonardo Jardim
    6 de agosto de 2015

    ♒ Trama: (3/5) é estranha, mas divertida. Prende a atenção pelo estranhamento. Consegue encerrar a bagunça criada, mas utiliza-se de um Deus ex machina. É um final interessante do ponto metalinguístico, mas essa figura sempre me incomoda pela facilidade de se resolver a trama.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, com boas descrições e toque correto de humor. A metalinguagem foi bem aplicada e os diálogos e personagens são convincentes. Encontrei apenas alguns problemas de pontuação em diálogos, conforme exemplificados abaixo.

    ➵ Tema: (2/2) física quântica (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a cena descrita é criativa e causa um divertido estranhamento. A solução não é tão criativa.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) achei o texto divertido, mas não gostei muito do final.

    Exemplos de problemas de pontuação nos diálogos:
    ● respondeu o gato, com tom esnobe *ponto* – Não dá para saber de fato
    ● buscando tranquilidade em meio a toda aquela insanidade *ponto* – Dourado disse que está construindo
    ● buscando tranquilidade em meio a toda aquela insanidade *ponto* – Dourado disse que está construindo
    ● retrucou o gato *ponto* – A máquina é um sucesso

    PS.: Se te interessar, escrevi um artigo simples sobre a pontuação no diálogo. Tinha muito essa dúvida e resolvi juntar as dicas num lugar: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  30. Renan Bernardo
    5 de agosto de 2015

    Muito bom! Você transformou o absurdo em uma história com excelente entretenimento. Gostei da sua forma de escrever e bastante do final. Parabéns!

  31. Rubem Cabral
    5 de agosto de 2015

    Olá, Maria Laura.

    Gostei muito do texto, achei bem simpático e divertido. Tem um “quê” de Moebius e sua Garagem Hermética no conto, por juntar elementos surreais do jeito que fez.

    Gostei da metalinguagem também. Só achei talvez uns pequenos erros de concordância, mas o texto está bem escrito em linhas gerais.

    Algumas besteirinhas que achei: “cada sistema solar com seus bilhões de planetas” (sistemas solares podem ter dezenas de planetas e olhe lá), outra: não dá pra se gravar sem querer sobre um filme de fita de locadora, seria necessário fechar o furinho (que permite a gravação) com fita adesiva ou algo assim.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  32. Anorkinda Neide
    4 de agosto de 2015

    Claro que é do FB! Ele é fissurado no cavalo de fogo! hahuhua
    .
    Gostei demais, meu top 10!
    quase chorei no final…

    Adoro metaficção, nonsense e inteligência, tudo disso tem aqui.
    Sei lá se se adequa a FC, mas achei genial!

    Parabéns!
    Não tem como não pensar na Sofia do livro O mundo de Sofia… coisas doidas acontecendo… num texto bem executado.

    Valeu demais!
    Abraço

  33. Marcel Beliene
    1 de agosto de 2015

    Bela estória, belo enredo, excelente narrativa, Maria Laura! Gostei muito. Você conseguiu criar personagens muito bons e realistas, fez bons diálogos entre eles e desenrolou com bastante fluidez a sucessão de fatos, embalando o leitor a este final muito interessante, onde você interrompe a trama porque um novo personagem, que é o responsável por tudo aquilo, assim quis. Bem original. Parabéns!

  34. Anderson Souza
    1 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Posso reconhecer quando o “olho da mente” desperta e tudo ao redor fica distante e estático como um quadro na parede. Gostei bastante. Curto também deixar a história seguir seu próprio rumo. Parabéns e continue assim! 🙂

  35. Daniel I. Dutra
    31 de julho de 2015

    Na minha opinião, o conto foge um pouquinho da FC caindo no final em toques de fantasia (seria o homem Deus?).

    Porém, é muito bem escrito. A trama é cadenciada e evita explicações científicas muito longas. Dando um chute, a história poderia ser intepretada como uma metáfora ao ato de criação literária.

  36. Leonardo Stockler
    31 de julho de 2015

    Pôxa, o conto começou tão bem! O buraco-negro no meio da sala eu achei lindo. Quando o gato começou a falar, então, pensei: “nossa, que maravilha! Tchou apertar os cintos aqui que a experiência vai ser intensa”. A menina gaguejando pra explicar a máquina do gato, pôxa, genial. Seu talento como escritor(a) já estava provado aí nesses primeiros parágrafos. É por isso que o que veio em seguida me decepcionou tanto. Quando percebi que se trataria de uma metalinguagem, já sabia tudo o que ia acontecer, e até como terminaria. Aí, por tornar-se previsível, toda aquela aura mágica que você construiu no começo se desfez, claro, porque é isso que acontece quando sabemos que “é apenas um conto”.

  37. Davenir da Silveira Viganon
    30 de julho de 2015

    Espero que criem um troféu “quebrando a quarta janela” e o deem para você. Curti muito o conto, a criatividade foi as alturas e a condução prendeu até o final. Parabéns!

  38. Fabio Baptista
    30 de julho de 2015

    Cara, que viagem! kkkkkk

    Eu gostei, achei bem legal. Uma história assim, em mãos “erradas”, teria tudo para ficar chata, confusa, etc. Mas o autor acertou a mão na narrativa e conseguiu conduzir com leveza e abordar reflexões mais complexas de um modo divertido.

    Cavalo de Fogo apelou pra nostalgia e comigo pelo menos funcionou! kkkk

    Alguns apontamentos:

    – Possuía esse nome devido à coloração com tom de caramelo de sua pelagem
    >>> Algumas coisas devem ficar à cargo da imaginação do leitor. Aqui, por exemplo, já havia imaginado a cor do gato.

    – com suas trilhões formas de vida
    >>> Faltou um “de”

    – e tão pouco planejava
    >>> tampouco

    NOTA: 8

  39. Jefferson Lemos
    29 de julho de 2015

    Olá, autor (a).

    Sua história é bem interessante e diferente. Dei algumas risadas com o gato falante e achei que, no geral, o texto manteve a uniformidade.

    No entanto, não foi uma história que me agradou por completo. Foi bem original, com certeza, mas não bateu com a minha vibe. Gosto de histórias mais “pé no chão”, e essa fugiu demais disso. rs

    De qualquer forma, é um conto original, bom e bem escrito.

    Parabéns e boa sorte!

  40. Angelo Dias
    29 de julho de 2015

    Muito legal. Dei boas risadas com o conto e achei toda a metalinguagem bem aplicada. Parabéns.

  41. Tiago Volpato
    29 de julho de 2015

    Legal o texto, um caos bacana. Interessante você nos puxar os olhos e falar ‘olha, vocês estão lendo uma história’, por outro lado esse tipo de artifício hoje em dia já não chama mais muito a atenção, talvez se você tivesse sido mais discreta, ao invés de falar com todas as letras isso.
    É um texto muito bem escrito, você tem domínio das palavras e sabe escrever frases agradáveis.
    Abraços.

  42. Brian Oliveira Lancaster
    27 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Genial! Estava gostando de tudo, mas o baque do meio para frente foi a chave de ouro, a cereja do bolo. >> 9.
    G: Metalinguagem muito bem aplicada, com toques de Douglas Adams. Quanto o gato falou já senti que a história teria bastante humor, só não esperava a resolução do enigma – isso sim, me surpreendeu. Pena que foi tão curta. A atmosfera cativa de um jeito que me fez lembrar episódios da Turma do Charlie Brown, quando o Snoopy resolve as coisas. >> 9.
    U: Escrita leve e fluente. Nada me incomodou. >> 9.
    A: De uma forma bem inusitada, quebrando a quarta parede, conseguiu atingir o objetivo. Altamente criativo. >> 9.

    Nota Final: 9.

  43. Antonio Stegues Batista
    25 de julho de 2015

    Uma bela estória de fantasia, me faz lembrar de Alice no Pais das Maravilhas.
    Ficou engraçado aquele homem usar chapéu de coco…
    Nota-8

  44. Rogério Germani
    24 de julho de 2015

    Olá, Maria Laura!
    Uma das melhores estorias de realismo fantástico que já li! Impecável até nos absurdos…rsrsrs
    Pena que, para ser considerado como um conto de ficção científica, faltaram elementos deste gênero literário…

    Boa sorte no desafio!

  45. Alan Machado de Almeida
    24 de julho de 2015

    Das histórias que li até agora foi a que mais gostei, no início eu pensei que você iria enveredar pelo realismo fantástico, onde coisas absurdas acontecem e os personagens agem como se fossem cotidianas, porém o final que traz uma explicação para o absurdo quebrou a classificação. Por exemplo, em Metamorfose de Kafka o personagem vira inseto sem explicação nenhuma, mágica, sobrenatural ou cientifica. A mesma coisa vale para os poderes dos personagens de Saramandaia. A citação do dragão invisível me empolgou assim como a cara dura de comparar fadas com Deus. Parabéns e, de certo modo, Sofia conseguiu o que queria. Pelo menos eu gostaria de ver mais histórias dela e de seu gato de QI elevadíssimo, A ambientação anos 1990 sem precisar escancarar a data foi brilhante. Sugiro que procure pelo gênero literário New Weird (que é uma evolução do realismo fantástico) acho que você vai gostar. Nota 10.

  46. Claudia Roberta Angst
    24 de julho de 2015

    Bom, o conto revela bastante criatividade, claro. Uma mistura de fantástico, FC e viagem poética. Não entendo muito de FC (quase nada, na verdade), mas parece que aqui, o autor deixou o tema meio de lado para desenvolver um projeto pessoal. Achei bem interessante, em alguns momentos, o conto me lembro do livro O Mundo de Sofia e não me pergunte o porquê disso.
    Está bem escrito, não encontrei erros aparentes. O gato é até engraçado, mas queria saber mais do tal dragão invisível. Viagem total dos seus neurônios, autor.
    Boa sorte!

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Publicado às 24 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .