EntreContos

Literatura que desafia.

A Colônia (Pedro Teixeira)

Max estava diante do projetor holográfico, com uma expressão inconfundível de tédio, os olhos cinzas cintilantes, o cabelo castanho ondulado penteado para trás, braços cruzados sobre a mesa. Seu trabalho como programador de sagas – jogos baseados em realidades virtuais projetadas diretamente no cérebro – há tempos não o entusiasmava mais. Considerava todas aquelas aventuras povoadas por inteligências artificiais  – as Ias – brincadeiras descerebradas.

Ao mesmo tempo, como resultado da completa imersão nessa atividade, acompanhada por viagens de ácido, uma ideia gradualmente brotou e deitou raízes profundas em sua mente: a criação de uma sociedade virtual constituída apenas por Ias, homens e mulheres feitos de bytes, vivendo em um mundo ilusório.

As implicações morais foram consideradas, mas não chegaram a incomodá-lo. Na verdade, pareciam-lhe irrelevantes: não se trataria de pessoas reais, mas de meros simulacros.

O plano foi sendo sonhado, acalentado, num crescendo, até que, naquela noite, o programador, farto do trabalho repetitivo que fazia, resolveu colocá-lo em prática. |Encerrou o programa no qual estava escrevendo o código para a enésima versão 4.0 de “Death Star”, fazendo com a mão direita um gesto semelhante ao movimento de uma concha se fechando, e iniciou a execução de seu mais ambicioso projeto.

Max optou por uma sociedade totalmente liberal, inspirada nas comunidades hippies de meados do século XX, chamada Nimbin, constituída por 15 mil inteligências artificiais. Para desenvolvê-las, combinou programas de geração de personalidades e cenários utilizados nos jogos com memórias virtuais e reais, tanto as comercializadas de forma lícita quanto as compradas no mercado subterrâneo. Empregou combinações aleatórias e, depois de trabalhar exaustivamente durante quatro meses, superando questões técnicas altamente complexas, criara uma comunidade. Tratava-se de uma colônia marciana , o que tornava o isolamento uma consequência lógica, de modo a evitar problemas como pessoas explorando o entorno e de algum modo descobrindo sua condição “artificial”. Nimbim tinha como origem fictícia um ousado experimento social e científico empreendido há 60 anos, que empregara vultuosos recursos para enviar contingentes de pessoas a Marte, visando estabelecer comunidades que permaneceriam isoladas por 100 anos.

Para Max, a possibilidade mais excitante do projeto era a de interagir com aquele mundo, ingressando nele por meio de conexões mente-máquina: capacetes com sensores e implantes cerebrais. Isso permitiria a qualquer pessoa transitar pela comunidade virtual e vivenciar situações junto às inteligências artificiais, agindo com total liberdade, ao empregar a forma de avatares, sem correr quaisquer riscos. O programador pretendia explorar o microuniverso que criara como uma espécie de parque de diversões e jogos, inclusive eróticos, para adultos.

No início resistiu à tentação. Mas após algumas semanas de monitoramento, ele conectou-se e passou a frequentar o lugar, empregando avatares bem-apessoados e sedutores, em busca de mulheres. A sedução era fácil; Max as conhecia melhor do que elas mesmas, afinal, havia as projetado. Depois de alguns drinques e de palavras cuidadosamente escolhidas, as moças invariavelmente o convidavam para sua cama. No dia seguinte, o programador desaparecia sem deixar vestígios. E depois a brincadeira recomeçava, na forma de outro avatar.

Contudo, uma delas viria a provocar um efeito mais duradouro. Chamava-se Isadora, uma bela moça morena, esguia, de olhos faiscantes. Mesmo sabendo de cor tudo o que precisava sobre a garota, esta sempre o surpreendia de um modo que lhe escapava ao entendimento.

Conheceu-a em um pub de Nimbin, chamado Smoog. Ele se aproximara dela, que observava os hologramas de videoclipes de bandas da Terra, muito concentrada. Vestia uma blusa de trico magenta e uma saia indiana. As luzes holográficas refletiam-se em seu rosto de traços delicados, o rímel ressaltando os belos olhos negros. Isadora parecia maravilhada com a imagem de um peixinho debatendo-se em uma poça de água, ao som de uma melodia de piano. Era a última cena de um vídeo no qual um sujeito cabeludo, com roupas coloridas, cantava no ritmo do rap uma letra sobre querer tudo e não poder ter, tendo como base um instrumental poderoso com linhas de baixo pulsantes e precisos riffs de guitarra.

– Faith no More, Epic. Um clássico – ele disse.

– Obrigada. Estava esperando pela legenda.

– Você tem bom gosto musical. Qual é o seu nome?

– Isadora. E o seu?

– Max. Posso lhe pagar uma bebida?

– Sim, obrigada! Pode ser uma vodca martíni, com azeitona.

– Conhece a Terra?

– Nããão, meus pais são de lá. Eu sou da 2ª geração. Mas, engraçado, vendo essas coisas da Terra, filmes, clipes, fico nostálgica. Uma saudade de coisas que nunca vivi. Engraçado isso, né?

Ele sorriu e respondeu:

– Sei como é, também me sinto assim.

A conversa seguiu fluida e logo ela estava percorrendo os botões da camisa dele com os dedos e fitando-o com olhos flamejantes. Foram necessários apenas mais vinte minutos para que Isadora o convidasse para acompanhá-la até sua casa.

Ao chegar lá, tendo ao horizonte um céu da cor de metal enferrujado, os dois já estavam enroscados, Max acariciando o sexo dela sob a saia e a calcinha, enquanto Isadora enfiava a língua em sua orelha, ao mesmo tempo em que colocava a palma da mão direita sobre o leitor da porta, destravando-a. Ela o conduziu até a cama e ele deixou-se cair sobre o colchão, observando Isadora, que se despia, revelando os seios pequenos de bicos duros e as belas coxas.

|           Depois a garota pressionou seu corpo contra o de Max, que lhe lambeu os seios com avidez. Logo Isadora deslizou sobre o corpo dele, sentando nos quadris e conduzindo a penetração, seguida pelo movimento de sobe e desce, o peito arfante, os olhos duas fogueiras, até os dois gozarem, com Isadora cravando-lhe as unhas pintadas de escarlate no peito, fazendo-o sangrar. No momento do orgasmo Max viu, delirante, zeros e uns de cor verde projetando-se e caindo do teto em espiral, e por um momento sentiu-se como se flutuasse em direção a uma dimensão além do tempo, povoada pelo vazio e pela quietude.

 

***

 

Alguns dias se passaram, e as visitas à Nimbin foram se tornando um vício, Isadora tornou-se um vício, e o programador sentia sua mente vagar e fragmentar-se, de um modo que nenhuma droga havia feito até então.

Assumiu em cada uma das visitas personas diferentes, mas sempre acabava diante daquela mulher, tornara-se devoto de seu sexo e das visões e diluição que se seguiam aos sucessivos orgasmos, um deixar-se cair em devaneios cheios de luzes estroboscópicas, explosões binárias de prazer e dor.

O programador não entendia o que estava acontecendo, nem buscava entender. Preocupava-se mais com os bugs que havia detectado no sistema: algumas das Ias as vezes deparavam-se com objetos que se tornavam intangíveis, etéreos, e percebiam, com assombro, que podiam atravessá-los, como se fossem fantasmas.

No entanto, em Nimbin o consumo de alucinógenos era farto, tornando difícil para muitos dos seus habitantes distinguir os efeitos do ácido de falhas estruturais na realidade falsa em que viviam. Em algumas situações, que resultavam em transtornos mais significativos, o programador recorria à remoção de memórias. Mas não conseguia apagá-las definitivamente: resquícios faziam com que tais episódios fossem revividos por eles em sonhos, embora de forma fragmentária, tornando impossível uma associação a qualquer episódio de suas vidas “reais”.

De qualquer forma, Max percebia até que ponto às visitas àquele microuniverso estavam deixando-o obcecado. Ele sonhara, repetidas vezes, com Isadora sorrindo-lhe aos pés da cama, nua, a exibir aquela beleza dourada como um pôr-do-sol, enquanto caminhava lentamente em direção à parede, até atravessá-la como se fosse um espectro, desaparecendo, enquanto o quarto desfazia-se em  uma nuvem de zeros e uns.

Max não conseguia perceber nenhum significado especial em tais devaneios, mas essa obsessão fê-lo enxergar a necessidade urgente de sair do isolamento em que se encontrava. Viciado na Realidade Virtual, o programador percebeu que era necessário deixá-la um pouco de lado, rever os amigos.

Decidiu então ir até o Blues. Lá talvez conseguisse falar com Igor e convencê-lo a patrocinar Nimbin e vendê-la de alguma forma no mercado negro.

Antes de sair, foi até o roupeiro e apanhou, no bolso de um casaco, pequenos quadrados que pareciam de papel, recobertos de pontos luminosos, colocando dois deles sob a língua.

Logo os selos incendiaram-lhe a mente, deixando-o ligado em alta voltagem. Ele estava pronto para vender sua ideia.

 

***

– Essa é a grande viagem, cara. Não se compara com os selos, com coca, com nada – Max gesticulava nervosamente, os olhos vidrados.

Igor balançava a cabeça com lentidão, num movimento que sugeria concordância. A luz azulada do Blues refletia-se em seu rosto estreito, fazendo o parecer um personagem retirado de alguma animação japonesa adulta.

– Você está bem, Max? Com essa cara pálida, tá parecendo um morto-vivo – perguntou, enquanto fitava o programador.

Max piscou algumas vezes e respondeu:

– Estou. Andei meio viciado nessa viagem, mas agora reassumi o controle.

– Bom, estou tentando me convencer de que essa parada não é uma imitação do GTA.

– Não, Igor, vai bem além disso. É igual ao que estamos vivendo aqui: as sensações, tudo. E a gente pode trabalhar em qualquer outra época: pré-histórica, medieval, pós-guerra…. Pense nas possibilidades disso, cara!

Max olhou para os lados, e depois aproximou-se de Igor, por sobre o tampo da mesa, fazendo um sinal para que seu interlocutor o imitasse, e disse, num tom mais baixo:

– Só não vou procurar uma corporação porque as regras em relação às Ias são muito rígidas. Posso até ser exilado. Você já conhece bem a pornografia virtual, não é? O Nimbin traz uma experiência incomparavelmente mais real.

Igor fez um gesto com a mão pedindo silêncio e respondeu:

– Vou pensar. Não fale sobre isso com mais ninguém. Quero ver essa coisa na prática. Prepare uma demonstração e depois entre em contato.

– Certo, deixe comigo.

Igor assentiu com a cabeça, e em seguida colocou-se de pé e seguiu em direção à saída, acompanhado por dois homens de porte avantajado trajados de negro, guarda-costas aprimorados geneticamente. As pessoas, tão logo os percebiam, prontamente abriam caminho para os tubarões, sem olhá-los diretamente.

Enquanto via-os se afastarem, Max balançava a cabeça, desgostoso. Os comentários do chefão não o agradaram: a comparação com um jogo eletrônico do começo do século era para ele uma ofensa, considerando a complexidade do trabalho que havia desenvolvido.

A Nimbin trazia a possibilidade concreta de fazer história. Mas as leis protegiam as inteligências artificiais: a discussão iniciara-se décadas atrás e tratava da dignidade equivalente à humana decorrente dos sentimentos que aqueles seres haviam desenvolvido. Além disso, existia uma preocupação relacionada ao grau de desenvolvimento a que tais Ias poderiam chegar, um vislumbre sombrio de máquinas subjugando homens. Assim, os estudos mais avançados com inteligências artificiais tornaram-se atividade exclusiva de estados.

Esse marco legal jogara na clandestinidade tudo o que havia de mais avançado nesse campo, sob a mira de agências que buscavam de todas as formas assegurar o monopólio estatal sobre tais pesquisas.

Imerso nesses pensamentos, Max de repente notou, com um sorriso no rosto, que o clipe exibido no projetor holográfico do palco era o de “Epic”, e foi tomado por uma sensação de Deja-vu. Lembrou de Isadora e do sonho, e logo teve uma ereção.

Tirou então do bolso lateral do casaco mais um selo, colocou-o embaixo da língua, esperou que batesse e levantou-se para comprar mais cerveja. Já próximo ao balcão, notou uma moça de cabelos negros debruçada nele, aparentemente tentando se fazer ouvir pelo garçom. Colocando-se ao lado dela, pensou em ajudá-la a comprar bebida. Mas ao buscar apoiar os braços sobre o balcão, percebeu que eles o atravessavam. Como se fosse um fantasma. Com pavor, Max olhou para a moça ao seu lado. Ela era esguia, possuía belos olhos negros cintilantes, realçados pelo rímel. E o fitava sorrindo como naquele sonho recorrente.

Estupefato, subitamente começou a sentir que sua mente dissolvia-se, enquanto tudo o que o cercava desintegrava-se em zeros e uns que se espalhavam, cercando-o, zombeteiros. Foi então que o programador chegou, com humilhação e assombro, a uma certeza: a de ser ele mesmo um simulacro, uma inteligência artificial habitando um mundo virtual. E, suprema ironia, essas memórias em breve seriam suprimidas, remanescendo apenas fragmentariamente, na forma de sonhos vívidos.

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57 comentários em “A Colônia (Pedro Teixeira)

  1. Marcel
    11 de agosto de 2015

    Sua estória é boa, você narrou bem. Interessante você baseá-la no universo dos games, se adequou muito bem ao tema de ficção científica. Parabéns, Gort!

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Pô, esse conto alterna bons e maus momentos. Gostei da criação do cara, apesar de não ser nada original esse lance de realidade paralela. Porém, as descrições das atividades do cara lá no mundo criado por ele form muito boas. E o lance dele com a Isadora ficou muito bem caracterizado. Só não gostei da parte final do conto, e o cara saber que ele também era um simulacro, para mim, ficou mais como uma decepção do que como uma surpresa impactante.

    • Pedro Teixeira
      12 de agosto de 2015

      Olá, Pedro! A ideia com o final era fazer uma referência à ” As Ruínas Circulares”, do Borges, mas não sei se funcionou muito bem, hehe. Abraço.

  3. Cácia Leal
    11 de agosto de 2015

    A história começou bem e está bem escrita, no entanto, a trama não prendeu como eu esperava. Se transformou em algo corriqueiro, um mero romance. Faltou algo novo na trama, diferente, que empolgasse. Você menciona “GTA”, quem não te referente nem sabe do que você está falando. É do jogo de corrida “alguma coisa de… “San Andreas”? Quando se fala de coisa diferentes, é preciso lembrar que existem leitores que podem não saber do que você está falando. Ainda bem. Mulheres, por exemplo, não jogam esse tipo de jogo. Ou você escreve exclusivamente para homens? Eu seu apenas porque tenho filho que já jogou há muito tempo. Enfim, acho que você precisaria reler com calmo seu conto e repensar algumas passagens.

  4. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    O cariz sexual nesse é forte. Gosto de gente assim. O sexo faz parte da vida. E, neste conto, da ficção científica também ehe
    No entanto, estaria a mentir se dissesse que adorei o conto. A premissa de outras “realidades” é confortável, o desenvolvimento e a conclusão adequam-se. Mas parece-me estar em perda o desenvolvimento das personagens. Soam muito plásticas a meu ver. Espero ter sido o único.
    Boa sorte =P

    Bem jogado! =P 7

  5. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 8/10 – Criativo, mas não se destacou por culpa da execução.

    → Enredo: 7/10 – A história não pode se desenvolver bem o suficiente nesse espaço. De todo modo, achei bem legal.

    → Técnica: 7/10 – Está bem escrito, mas a técnica não agradou muito.

    → Adequação ao tema: 10/10 – É ficção científica.

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    È um conto erótico, ou melhor, sexual, de ficção científica. O sexo com mulheres virtuais é uma fantasia recorrente, como no filme “Ela”. Aqui o programador vicia-se no sexo e descobre que o virtual era ele. Muito interessante o tema, e o desenvolvimento.

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei do conto, desse clima de “second life”. Me lembrou de uma história do Quarteto Fantástico que li há muito, muito tempo, desenhada e roteirizada pelo John Byrne, que tratava justamente dessa projeção de pessoas em uma realidade – não virtual, mas de “brinquedo”, sendo que essas pessoas não tinham conhecimento de onde se encontravam realmente. Seu conto segue o mesmo ritmo: opressor, envolvente, despertando interesse com personagens “vivos”. Enfim, um ótimo argumento desenvolvido com competência.

    Nota: 8

  8. Marcellus
    10 de agosto de 2015

    Gostei do conto, apesar de não haver muitas novidades. No cinema, “The Thirteenth Floor”, por exemplo. Mas tudo bem, o importante é a viagem, como diria Stephen King.

    Como sempre, minha principal reclamação é a falta de revisão: isso chateia o leitor, principalmente porque tem-se a impressão de que não merecemos um trabalho mais apurado… “tome o que está aí e dê-se por satisfeito”.

    Desejo ao autor boa sorte no desafio.

  9. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    É, eu estava gostando, mas na segunda metade perdi um pouco o fôlego para a leitura. No começo simpatizei com Max, depois a coisa diminuiu, sei lá, a impressão que tive foi a de que não estava tão animada com o que poderia acontecer a ele. Achei os parágrafos finais muito rápidos e muito explicativos, o último parágrafo, por exemplo, entrega tudo de mãos beijadas pra mim e disso eu não gostei.

    • Pedro Teixeira
      12 de agosto de 2015

      Oi, Bia! A ideia do final foi fazer uma referência à “As Ruínas Circulares”, do Borges. Talvez não tenha funcionado muito bem, hehe. Abraço.

      • Bia Machado
        15 de agosto de 2015

        Que pena, Pedro, apesar de ter lido algumas coisas do Borges e gostar muito, não me lembro desse. Creio que não devo ter lido mesmo… Mas o que mais me incomodou foi mesmo o final, como expliquei no meu comentário. Até o próximo desafio! 😉

  10. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    A Colônia
    Gort

    ஒ Habilidade & Talento: Parece que o autor tem bastante experiência, não deixando a desejar no quesito talento e tendo uma habilidade bem desenvolvida. No entanto, talvez tenha sido a pressa ou falta de atenção, a história inteira, basicamente, foi desenvolvida no princípio de contar, não mostrar. Procure fazer o contrário, pois esse tipo de coisa realmente influência o resultado final do texto.

    ண Criatividade: A história está muito bem desenvolvida. O princípio de tudo é genial, inclusive, principalmente quando entra no assunto dos direitos da inteligência artificial. Só peço que desenvolva melhor os personagens. Eles ficaram bem superficiais nesse texto.

    ٩۶ Tema: É interessante, mas acredito que a ciência não teve nenhum foco no texto. Está dentro, sim, mas não completamente, como a maioria dos textos aqui. Não basta falar de um tempo no futuro, tem que ter um enfoque científico.

    இ Egocentrismo: Consegui apreciar até certo ponto. Como a história foi simplesmente contada de forma impessoal e distante, foi praticamente impossível criar alguma simpatia pelos personagens.

    Ω Final: A Habilidade está afiada. O Talento também. A Criatividade falhou apenas quando se trata de criar seus filhos. O Tema está presente, porém, tem déficit de atenção. O Egocentrismo sentiu falta de mais humanidade.

  11. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Gostei muito do conto, pois me interesso muito pelo tema “inteligência artificial” e “mundo virtual”. Gostei muito da narrativa, da forma como foram conduzidos os diálogos e muitos detalhes foram explicados, evitando qualquer dúvida sobre a coerência.

    Boa sorte

  12. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Gostei do conto. Estamos caminhando a passos largos para uma mesclagem total entre mundo virtual e real.

  13. Fil Felix
    9 de agosto de 2015

    Conto muito legal, desenvolve bem a ideia de futuro e criação de ambientes virtuais, gostei da lei de proteção às IAs. Destaco a parte do bug, imaginei aqueles momentos em jogos estilo The Sims onde o personagem atravessa algo ou fica preso, cheguei a rir. Demonstra um detalhamento desse seu universo. A parte final, com a famosa reviravolta fecharia muito bem, daria pra criar diversos questionamentos. Mas o autor acabou entregando tudo de bandeja no último parágrafo, deu uma desanimada. Em relação ao título, acho que poderia ser um pouquinho maior.

  14. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Ual! Que beleza! Gostei muito da narração. A inserção do erotismo no conto foi bem empolgante, e essencial pro desfecho, acredito eu. Em momento algum passou pela cabeça que o personagem estaria dentro da sua própria vida virtual; por isso que os desejos eram tão fortes! Muito bom, parabéns.

  15. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Lamento que ainda tenhas recorrido ao 0 e 1 num texto de ficção cientifica, esta é a linguagem do presente, nós, os que vivemos no futuro já não utilizamos essa linguagem. Agora mais a sério, gostei muito do teu texto, não só da ideia mas também do desenvolvimento. Muitos parabéns. A cena de sexo talvez merecesse um outro tratamento, pareceu-me muito de hoje e menos de ficção, mas é só uma opinião descabida, desculpa. Muitos parabéns

  16. Laís Helena
    5 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Notei alguns erros de revisão mas, apesar disso, gostei muito da narrativa: ela é envolvente e me fez querer chegar ao final do conto.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Seu enredo é muito interessante, e foi por um caminho diferente do que eu esperava. Apenas o começo me incomodou um pouco devido às explicações sobre a vida do personagem e seu trabalho; normalmente prefiro quando essas explicações estão diluídas no texto, evitando quebrar a narrativa.

    3 – Criatividade (3/3)

    A ideia de uma inteligência artificial criando inteligências artificiais foi muito interessante; a simples ideia de um jogo como o que foi mencionado no conto já daria muitas histórias.

  17. Claudia Roberta Angst
    5 de agosto de 2015

    Eita viagem! A realidade virtual e a inteligência artificial, fundindo-se em meio a drogas alucinógenas?
    Conto desenvolvido dentro do tema proposto, bem escrito e com boas caracterizações. As projeções de Max ficaram interessantes, com um toque erótico. Interessante a ideia de tornar esse jogo de projeções virtuais um vício para o personagem. Tem sentido e delineou a trama.
    Não encontrei problemas com a revisão.
    Boa sorte!

  18. William de Oliveira
    4 de agosto de 2015

    Muito bom esse conto, a forma cíclica que toma a história é fantástica. É muito bem detalhado, ambienta o leitor, e gostei bastante do enredo ter fugido do comum em ficção cientifica.

  19. Mariza de Campos
    3 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Wow, nem devo ter críticas negativas, sinceramente gostei muito do conto. O enredo é bem desenvolvido, as palavras foram usadas de uma boa maneira e só a ideia já é interessante em si.
    Gostei do modo que fez o Max se perder no mundo virtual, foi feito de um jeito natural e ficou bem feito. Na história, o Max pensava que a qualquer momento poderia parar de jogar e voltar pro mundo real, e é uma ideia bem comum mesmo, até nos perdermos. Essa moral foi mostrada de um maneira convincente também.
    Bom, é isso, não tenho críticas negativas.
    Abraços!

  20. mariasantino1
    30 de julho de 2015

    Olá, autor!
    Epic é mesmo um clássico (gosto de “falling to pieces” e “we care a lot” também 😀 ) Ah, ainda sobre músicas, essa passagem aqui lembrou um trecho de” índios” do Legião (… engraçado, vendo essas coisas da Terra, filmes, clipes, fico nostálgica. Uma saudade de coisas que nunca vivi.)

    Seu conto me lembrou algo do livro NEUROMANCER. Sabe a parte que o Case está num bar e quer uma arma? Pois é, algo aqui me lembrou o livro. Acho que foram as drogas e o lance com o simulacro. Bem, a ideia é boa e a é narrativa acessível. Metafficção (por assin dizer, uma vez que é uma trama dentro de outra), acaba trazendo um clima de surpresa, quando bem usado (como aqui), e o autor tem intimidade com o tema. O parágrafo que começa assim ” A Nimbin trazia a possibilidade concreta de fazer história.”, explica de uma maneira sucinta o clima especulativo acerca de inteligência artificial e do cenário o qual Max vivia (vive), centrando o leitor ao universo criado pelo autor, de forma certeira(ponto positivo!).
    Há algumas redundâncias e senti falta de construções frasais mais elaboradas para grudar melhor na mente. Segue algumas sugestões e observações que julgo auxiliar para a melhoria do texto [ olhos cinzas (olhos cinza)… num crescendo (num crescente)… vultuosos (vultosos, não?)… uma blusa de trico (tricô)… cantava no ritmo do rap uma letra sobre querer ter tudo e não poder ter, tendo… (repetições de palavras com mesmo radical sempre soa estranho)… sair do isolamento em que se encontrava (isolamento em que se encontrava, trabalho que fazia…, recomendo o uso de “aquele, aquela, aquilo” para evitar o que para mim é redundância. Use “sair daquele isolamento”, por exemplo)]

    Bom conto.
    Nota: 08

    • Pedro Teixeira
      12 de agosto de 2015

      Oi, Maria! Pois é, muito coisa passou pela pressa, hehe. Concordo que essas frases poderia ser mais bem construídas. Obrigado pelas dicas!

  21. Phillip Klem
    28 de julho de 2015

    Uma inteligência artificial que cria uma inteligência artificial? Bravo!
    Gostei demais do seu conto. Extremamente criativo e bem escrito. Todo o universo foi montado com destreza, sem deixar pontas soltas.
    Adorei a parte sobre todas as pesquisas com Ias serem exclusivas do Estado.
    Você criou aqui algo digno de um roteiro de cinema. Certamente daria um ótimo filme.
    Sua escrita é boa. Você usa bem suas figuras de linguagem e também as descrições dos fatos. Faz-nos ver e sentir o que o personagem está vendo e sentindo.
    Apenas algumas poucas vezes você deu uma escorregada na gramática, como na frase “(..) afinal, havia as projetado.” Mas nada grande e nada que nos desviasse a atenção desta estória altamente instigante.
    Meus parabéns pelo conto e continue assim. Você tem talento.
    Boa sorte amigo.

  22. Piscies
    28 de julho de 2015

    É uma ideia interessante… mas extremamente parecida com o filme “O 13º andar”. Meio que “previ” que esse seria o final já nos primeiros parágrafos.

    MESMO ASSIM, o conto me prendeu. Você escreve bem demais e cria uma atmosfera muito rica, cheia de detalhes que envolvem o leitor e o “fisgam” sem que perceba. Gostei muito de ler o conto, mesmo com essa semelhança gigantesca.

    Parabéns!

    só vi duas falhas bobas:

    – IA é uma sigla. Não deveria ter ambas as letras maiúsculas? No texto você sempre escreve Ia.

    – “Max percebia até que ponto às visitas àquele microuniverso…” – não tem crase demais nessa frase não? Acho que nem “às” nem “àquele” deveriam ter crase.

  23. Thales Soares
    28 de julho de 2015

    E ae Gort, blz?
    Bom, vamos logo para a parte onde eu digo o que achei do seu conto:

    Cara, você escreve bem. Parabéns! Sua narração me prendeu do começo ao fim, e foi bastante prazeroso conhecer o seu universo. A técnica empregada aqui é excelente.

    Quanto a história….. você agarrou-se a um dos maiores clichês da ficção científica: vida virtual. Estou criticando vários contos deste desafio pro causa disso…. por agarrar-se à cliches do gênero e não apresentar nada de novo. Seu conto, todavia, foi diferente, pois apresentou boas novidades e fez bom uso desse clichê! Mais uma vez, parabéns! Gostei de ver (ou melhor…. “ler”)

    A única coisa que eu gostaria de acrescentar é que eu achei que no final você entregou demais o ouro. Não havia necessidade. O leitor não é burro. Já dava para sacar que o cara era uma inteligência artificial do programa. Você até poderia deixar esse suspense no ar, deixando o leitor com aquele gostinho de dúvida… aquela sensação de que as coisas não são o que parecerem.

    Mas no geral, o conto foi acima da média.

    • Pedro Teixeira
      12 de agosto de 2015

      Olá, Thales! Pois é, a ideia com o final foi fazer uma referência à ” As Ruínas Circulares”, do Borges, mas pelos comentários do pessoal acho que não funcionou muito bem, hehe. Obrigado pelo comentário e pelas dicas!

  24. Evandro Furtado
    27 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 9/10 – crescendo* = crescente, de resto, tudo certo;
    História – 10/10 – muito boa, com um belo plot twist no final;
    Personagens – 10/10 – são realmente o foco da trama, então foram muito bem trabalhados;
    Entretenimento – 10/10 – texto fluido e muito interessante que prende o leitor;
    Estética – 7/10 – narrativa em terceira pessoa permeada por diálogos, só acho que o final poderia ser mais bem trabalhado dando mas efeito ao plot twist.

  25. Felipe Moreira
    27 de julho de 2015

    Então, um conto que passou pra mim a sensação de ser mais longo do que realmente é. Eu fiquei interessado em explorar esse universo, Nimbi, a perspectiva de Max e suas experiências, mas por vários parágrafos acabei ficando sem vontade de ler, narrativa engessada.
    Eu comecei a me animar quando Max encontrou Isadora no pub, cujo diálogo, por mais curto que tenha sido, trouxe uma ambientação maior sobre o cenário do que as próprias descrições, a não ser pelo rigor filosófico e geopolítico tratado no mercado e a intervenção do estado.
    O trecho em que eles transam, achei um tanto desnecessário o número de detalhes. Sei que o orgasmo era a chave pra que ele atingisse a versão binária da matrix, mas imagino que uma outra pegada de narrativa, mais sucinta, cairia melhor, justamente por usar uma objetividade. FC exige uma forte ambientação e uma forte sobriedade na narrativa, por isso achei o trecho do sexo desnecessário nesse caso.

    De todo modo, é apenas a minha opinião. O trabalho em geral é interessante, sendo que gostei mais da ideia, da criatividade acerca da colônia. Amo esse estilo de FC.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  26. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota =8

  27. Anorkinda Neide
    23 de julho de 2015

    Gostei do final! Deu aquele quê de confusão que este tipo de historia gosta de proporcionar…
    Novamente não gostei do título, um enredo bacana merece um título mais criativo!
    .
    Gostei da história, embora ache que tenha ficado um tanto superficial,nas explicações sobre o mundo que o cara criou.
    Um bom conto, Parabéns!

  28. Angelo Dias
    22 de julho de 2015

    A ideia é muito boa! O final deixou por desejar —esperava Max matando seu sócio por amor, enquanto ele se encontrava com Isadora na realidade virtual— mas recebi um final explicado demais e até meio clichê. O conto é bom mas poderia ser ótimo.

  29. Antonio Stegues Batista
    22 de julho de 2015

    13°andar.

  30. Marcos Miasson
    22 de julho de 2015

    Acredito que falte uma linha que amarre todo o contexto, e torne o conto mais conciso. A prática leva a perfeição, então continue 🙂

  31. Renan Bernardo
    20 de julho de 2015

    Muito legal, Gort! Me lembrou um pouco o meu conto publicado aqui (“Defeito na Cama Gelada”) e o filme “Décimo Terceiro andar”. Você soube explorar muito bem a ideia das Ias e da realidade virtual. No futuro, consigo imaginar o seu conto (pelo menos antes do final) como “ficção” ao invés de “ficção científica”.
    Parabéns!

  32. Antonio Stegues Batista
    20 de julho de 2015

    Ao ler o seu conto, me lembrei de um filme, o 13º. É parecido, mas não é igual. Uma narrativa perfeita, argumento não tão original.

  33. Michel M.
    20 de julho de 2015

    Esse é o tipo de história que alguns escritores chamam de “”The Jar of Tang”, que consta basicamente do seguinte: o autor cria todo um cenário detalhado, onde, no final, ele traz ao leitor uma surpresa boba: Veja! tudo não passava de uma alucinação/sonho/delírio ou o que quer que seja.

    É uma saída fácil, que desobriga o autor de fazer totalmente sentido, pois, afinal de contas, nada era o que realmente parecia ser.

  34. catarinacunha2015
    17 de julho de 2015

    TÍTULO fraco. Muito genérico.
    TEMA. Oba! FC com erotismo para esquentar o desafio.
    FLUXO. A cena de sexo está maravilhosa. Digna de um conto erótico elegante. Mas depois perde o fôlego. Com duplo sentido, por favor.
    TRAMA morna. Não empolgou.
    FINAL com uma boa virada.

  35. Tiago Volpato
    17 de julho de 2015

    Você tem um estilo de escrita muito bom e a ideia do texto é sensacional. Contudo, fiquei um pouco frustrado com o desenrolar, você armou as coisas para explorar a ética de um Deus que cria um mundo apenas para ‘pegar mulheres’. Você tinha tudo para trabalhar com o mito da religião e a figura de um Deus que faz das suas criaturas seu brinquedinho.Não que o texto tenha ficado ruim, só achei que a forma como você o explorou foi menos criativo, já vi algumas histórias mais ou menos assim.
    Ainda assim foi um texto muito bom, ele cumpriu o desafio. Abraços.

  36. Andre Luiz
    16 de julho de 2015

    O conto flui de forma interessante e conduz a uma reflexão sobre o impacto da introdução de sociedades virtuais
    em um grupo que não está preparado para receber tamanha mudança tecnológica. Gostei da forma como o programador concebe
    Nimbim, e seu apego sexual para adquirir mais veracidade aos acontecimentos. Fato é que a pornografia é um assunto a ser considerado
    na era digital, e você tocou em um ponto(que por sinal, só vi até hoje uma vez aqui no EC) interessantíssimo da literatura
    futurística, que é a era do prazer digital. As pessoas seriam capazes de sentir prazer e se relacionar sexualmente via cabos(como vi
    neste conto do EC), estimulados por puramente química, talvez este quadrado alucinógeno de seu conto ou então por uma realidade
    virtual aumentada incrívelmente. Gostei da forma como você passou essa mensagem e também do modo como tudo foi explicado. O que talvez deixaria
    como sugestão tem a ver com o clímax. Sensacional a ideia de colocá-lo como vítima de uma realidade fantasiosa e irreal, manipulada, similarao que acontece
    com a Matrix na trilogia, contudo, você descreveu demais a última cena e a última parte do texto, deixando – talvez- as coisas muito artificiais.
    Quem sabe se você não sugerisse mais o que estaria acontecendo, talvez aludindo ao que já foi feito sobre o tema, como “Max teve um Deja Vú, imaginando já ter estado naquela situação horrenda, em que seu mundo não era mais repleto de cores e sabores, mas um amargo e imenso vazio que o consumia internamente. Memórias que desapareciam de forma lenta e dolorosa, como se estancassem sua realidade em um turbilhão de emoções aos poucos suprimido pela ignorância. Sentiu-se vazio.” ao invés de apenas descrever o que aconteceu em “Foi então que o programador chegou, com humilhação e assombro, a uma certeza: a de ser ele mesmo um simulacro, uma inteligência artificial habitando um mundo virtual.”?

    • Andre Luiz
      16 de julho de 2015

      Nota parcial: 6

    • Pedro Teixeira
      12 de agosto de 2015

      Olá, André! No final quis fazer uma homenagem ao fim de ” As Ruínas Circulares”, do Borges, por isso fiz assim. Obrigado pelas dicas!

  37. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) a ideia é legal e conto foi bem desenvolvido para chegar ao final. Este, apesar de bem legal, não impactou como o esperado, talvez por ser meio previsível.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, narra bem, com bastante fluidez. Minha imersão foi total. Na média do Entre Contos, o que não é nada ruim.

    ➵ Tema: (2/2) inteligências artificiais e realidades virtuais (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a ideia é boa, mas já foi explorada em outros meios. Eu quase escrevi um conto para este desafio usando o mesmo mote.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) o texto é divertido e prende até o final. Como já disse, o impacto foi diluído por eu ter intuído o desfecho.

    Problemas encontrados:
    ● as *IAs* (ou IA’s)
    ● blusa de *tricô*

  38. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Gostei do conto. Entretanto, creio que funcionaria melhor se fosse narrado em primeira pessoa.

    Uma constatação EUpirica minha é que quando contos tem apenas um único personagem central, a história funciona melhor ao narrar do ponto de vista do protagonista, porque podemos “mergulhar” na história com mais força.

    Mas claro, não é regra.

  39. Leonardo Stockler
    10 de julho de 2015

    O conto começou magistralmente. Uma longa sequência descritiva que me deixou entusiasmado. Depois, me desanimei um pouco com os diálogos. Ao longo de todo o texto, senti que os diálogos não estavam à altura da história, da seriedade exigida, e me pareceram banais e completamente dispensáveis. A reviravolta no final também não me agradou nem um pouco. Veio de maneira muito brusca, sem que não nos tivesse sido dada nenhuma pista ao longo do conto. O que fica fazendo parecer que foi um twist só pra ser um twist. A oportunidade de fazer um longo conto descritivo, explorando as possibilidades dessa ideia que você teve, me parece bem mais sedutora, mas o que fez aqui também valeu a tacada, uma vez que foi bem escrito.

  40. Davenir da Silveira Viganon
    10 de julho de 2015

    Gostei do final. Tratou bem da realidade virtual. Acredito que os recursos para explicar o final poderiam ser mais refinados, mas nada que prejudique o conto. Muito bom!

  41. Alan Machado de Almeida
    9 de julho de 2015

    Matrix nem de longe foi o primeiro filme a apresentar a ideia da mente dentro de um mundo virtual, antes dele teve Nirvana e Cidade da Meia Noite, por exemplo. Seu conto me lembrou de um outro que infelizmente esqueci o nome onde um cientista cria uma cidade virtual para fazer pesquisas de comportamento e acaba a utilizando para sair com garotas. Enfim, voltando ao seu conto, boa história. Nota 8.

  42. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Gostei da sua história até certo ponto. A narração é boa, firme e sem muito rodeio. Vai direto ao ponto e consegue contar bem.

    A história é boa até a metade, ao meu ver. Depois, parece que você se perdeu um pouco. Tenho visto muito isso esse mês. Acho que esse limite acabou atrapalhando o desenvolvimento de alguns contos. Mas a sua ideia é muito boa. A última ação eu curti, mas fiquei meio confuso com ela. Vou dar mais uma lida depois.

    No geral, é um bom conto!

    Parabéns e boa sorte!

  43. Brian Oliveira Lancaster
    8 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O texto contém uma essência bem interessante, quase Noir, criativa. >> 8.
    G: O início sugeria algo mais profundo, mas acabou ficando um pouco superficial no decorrer do desenvolvimento. A história tem uma atmosfera diferenciada e esse foi o ponto alto. Infelizmente, apesar de bem escrito, o meio sofreu com a pressa – é tudo muito fácil e simples. No entanto, o final se encaixou muito bem. >> 8.
    U: Talvez precisasse de mais uma pequena revisão, mas certas frases não chegaram a incomodar tanto assim. >> 8.
    A: Achei que o autor deveria ter abordado um pouco mais as implicações psicológicas. >> 8.

    Nota Final: 8.

  44. Rogério Germani
    7 de julho de 2015

    Olá, Gort!

    Parece que a franquia do “The Sims” terá mais um novo episódio com seu conto…

    A linguagem é perfeita, a gente se sente dentro do enredo mas, para quem espera algo inovador, o lugar comum é Deja-vu constante.

    Boa sorte no desafio!

  45. Rubem Cabral
    7 de julho de 2015

    Olá, Gort.

    Então, achei o conto bom, mas com possibilidades de ficar muito bom. Curiosamente, já escrevi uma vez um conto passado numa realidade virtual, mas minha “pegada” na época foi mais dramática.

    Aqui, eu acho que um pouco de drama cairia bem. Talvez se o Max se apaixonasse pela moça virtual ou alguma outra situação que causasse empatia. O final, ao descobrirmos que se trata de uma RV dentro de outra RV, foi mais ou menos esperado, digo, não houve, ao menos para mim, o famoso “efeito surpresa”.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  46. Ed Hartmann
    7 de julho de 2015

    Muito interessante.

    Ele mesmo era um avatar! Infinitas possibilidades! Um avatar, que cria um avatar, que por sua vez cria um outro avatar. Texto extremamente criativo expresso numa linguagem simples e interessante. A comparação com o GTA foi muito divertida.

  47. Fabio Baptista
    6 de julho de 2015

    Então… eu gostei, mas já na metade o texto se tornou previsível, dando muita cara que se resolveria nessa questão de “caixa dentro da caixa”.

    Está bem escrito, principalmente nas partes em que Isadora aparece… rsrs.

    Algumas coisas que peguei na revisão:

    – trico
    >>> tricô

    – ponto às visitas
    >>> sem crase

    – fazendo o
    >>> fazendo-o

    Também teria mudado a grafia de Ias… pela similaridade do I com L. Teria usado IAs, ou I.A.s. Lá no começo demorei a entender do que se tratava e causou estranhamento em alguns pontos do texto, travando um pouco a leitura.

    NOTA: 8

  48. Lucas
    6 de julho de 2015

    Olá,
    Que viaaaaaagem. Gostei, o loop infinito de “matrix” dentro de “matrix” faz uma abordagem diferente sobre o tema. Apesar de achar que se houvesse apenas a realidade que ele crii ficaria mais interessante. Mesmo assim o ponto de vista inverso deu um bom conto.
    Parabéns e boa sorte.

  49. josé marcos costa
    6 de julho de 2015

    Legal a pegada meio matrix, mas a narrativa ficou chata e clichê a maioria do texto, faltou elaborar mais as possibilidades do personagem. mas mesmo assim ainda é um bom conto. nota: regular

  50. Jauch
    5 de julho de 2015

    Olá Gort 🙂

    Acho que o principal problema deste texto é que o final é bastante previsível.
    Outros problemas são parecidos com os de outros textos, ainda que se calhar, em um grau mais leve.

    Ainda falta aqui “tridimensionalidade”. Teus personagens não são distinguíveis. São planos. Mesmo o personagem principal. Penso que isso acontece porque vocês se preocupam demais com o “enredo”. Como o espaço é curto, não sobra tempo para os detalhes que dão cor aos personagens.

    Outro problema pode ser o tipo de narrativa. Há várias maneiras de contar uma história. Você “descreveu” tudo. É uma forma, mas não me parece uma boa forma para contos curtos. O melhor é “mostrar”, dar pistas, deixar o leitor formar uma imagem.

    Mas isso é bem difícil de fazer.

    Ah, mais um detalhe. É algo que tenho visto bastante nos textos desse concurso.
    A necessidade de descrever “gadgets” e “comportamentos” para dar um ar de ficção científica, para descrever o ambiente. Isso é importante, mas tem que ser feito de forma sutil, tem que ser feito de uma maneira que não pareça forçada.

    Boa sorte e continue escrevendo!
    Abraços!

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Publicado às 5 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .