EntreContos

Literatura que desafia.

A lembrança de Prístina (Davenir Viganon)

pristina

A primeira lição de um revolucionário tem que aprender é que ele é um homem condenado. – Huey Newton

 

I – Kubinka, Novaya Soyus

No fim da tarde Vitaly caminhava em um descampado ao fim do dia de trabalho. Evitava usar os PPPs (Portal Portátil Pessoal), para poder contemplar o cenário caminhando. Adorava dar aulas e dos seus alunos, mas o ambiente restringente da sala o sufocava. Sentia-se muito mais à vontade caminhando calmamente enquanto deslizava os dedos pela grade de arame enferrujado do velho aeroporto da cidade. Relembrava o antigo estacionamento de navetas que havia ali antes de falirem, quando era criança. Antes do estacionamento havia um pequeno aeroporto para quem ainda se transportava com jatos para Moscou no século anterior. Poucos se importavam com o que havia ali antes do estacionamento, a história tinha pouco valor para além dos que trabalhavam com ela. Isso o deprimia e ao mesmo tempo o animava e dava um sentido para a vida que escolheu. Olhar para aquele descampado com asfalto rachado e pensar em tudo que aquilo já havia sido. Aquelas rugosidades do tempo que…

Seu aparelho tocou, interrompendo seus pensamentos. Era Prístina, pedindo um local para aparecer. Ele aceitou a chamada apontando o aparelho no chão a cerca de dois metros de distância de si. Sua lente de contato exibiu diretamente na retina o “X” que marcava o local de aparição. Um pequeno túnel de eletricidade e luz surgiu sobre a marca e Prístina apareceu.

– Você sabia que aqui existia uma base aérea? Na época em que se usava jatos de combate. Isso claro, no período dos antigos sovietes, não dos de agora. Era aqui que as “águias” com pintura azul pousavam, berrando e cuspindo fogo de suas caudas. Faziam até shows para o público se divertir. Vitaly falava olhando para o descampado plano. Prístina tentava ver o que ele via sem muito interesse. Ele notou e mudou o assunto. Estranhei você me procurar a essa hora Prístina. Ainda mais usando um PPP. Você não é contra o uso dessas coisas?

– Não podemos nos furtar de utilizar a tecnologia do inimigo contra ele, Vitaly.

– Não tem nenhum inimigo aqui, apenas eu.

– Sim, por isso vim te ver. Quero te dar a última chance de se juntar de fato a nosso lado. Vamos deslanchar um ataque decisivo contra o sistema.

Prístina olhou de forma acusadora com o único olho que tinha. No outro havia uma cicatriz e um tapa olho preto com uma estrela vermelha pintada. Estava usando um traje de combate completo, ainda que sem portar suas armas. O que fez Vitaly levar bastante a sério seu ultimato. Ele hesitou em responder, com receio da sua reação, mas respirou fundo e confirmou sua decisão anterior.

– Não vou com você. Espero que me entenda que…

– Entender o quê? Que você prefere se afundar em pesquisas históricas enquanto a história está acontecendo diante de seus olhos? O trem da história atropela aqueles que se recusam a embarcar, devia saber disso melhor do que eu.

– Meu caminho não é a guerra, mas o conhecimento Prístina.

– Você olha tanto a luz de uma lanterna que se esquece de ver o que ela ilumina.

– E você se esforça tanto para mudar a história que esquece que nem todos somos combatentes. Nem todos tem a mesma força de vontade que você, a grande maioria não tem, mas você não cobra da maioria não é? Você luta por ela, mas cobra tudo que ela não faz de mim. Eu não sou um guerreiro Prístina. Ela olha para o lado, mordendo os lábios, tentando se acalmar.

– Desculpe, não vim para brigar contigo. Na verdade eu já sabia da tua resposta. Trata-se mais de me despedir de você. Eu…

Vitaly tapou gentilmente os lábios de Prístina com os dedos. Nada mais precisava ser dito, ficou implícito nos olhares. Nada que pudesse dizer mais que um beijo suave e prolongado entre os dois. Para ele significava um último registro que levaria dela para sempre e dedicou-se para que fosse especial. Para ela seus lábios eram um bálsamo, um último desejo de uma condenada. No relógio apenas alguns segundos, para suas percepções daquele momento uma eternidade aproveitada intensamente. Ao fim, Prístina deu um passo para trás e acionou seu PPP. Vitaly observou até a última faísca de eletricidade sumir e se voltou para o descampado, novamente imergindo em seus pensamentos.

 

II – Deserto de Betpak-Dala, Cazaquistão.

Em um acampamento improvisado entre as rochas, um grupo de guerrilheiros aguardava as ordens. Estavam protegidos de vigilância externa por um tecido magnético criptografado preso por hastes que pareciam um toldo de praia, porém mantinham uma malha de camuflagem tornando o local seguro. O comandante da ação aguardava todos se transportarem, faltava um em sua formação, quando Prístina apareceu. Sem cerimônias o comandante Estebanovich começava a emitir as instruções.

– Camaradas. Hoje vamos acabar com essas máquinas de transporte que tem escravizado a sociedade. Milhões de trabalhadores são transportados via portal, a cada hora, todo dia, sete vezes por semana. Viajam em minutos para colônias instaladas em Marte e em várias luas e os recursos naturais de todo tipo nunca foram tão abundantes. Contudo a miséria nunca acabou, nem a custo das mortes causadas por esse transporte. Por motivos políticos os dados das transições por portal de trabalhadores contestadores deixam de ser concluídos. Ás vezes os portais os largam sobre vulcões ativos ou em florestas para morrerem violentamente por predadores transgemutados, ou como aviso, são largados sem partes do corpo, como braços, pernas ou um dos olhos. Disse olhando para Prístina. Como já se viu historicamente no sistema capitalista a tecnologia serve apenas para a exploração da classe trabalhadora. A nova União é incapaz de encontrar uma saída política ou diplomática para superar, sequer dirimir essa exploração. Por isso estamos aqui. Vamos ao plano de ações. Abriu um mapa holográfico e apontava as instalações da central de dados do transporte e apontou onde cada dupla devia estar.

Os revolucionários acreditavam que essa era a fonte física de comando tecnológico do sistema de portais. Se o sabotassem desencadeariam um processo social revolucionário maior. O comandante prosseguiu as instruções entregando a bomba PEM (pulso eletromagnético) para um membro do grupo.

– Vamos! Ordenou secamente.

***

A inserção havia sido mais fácil que Prístina pensava. A dupla encarregada pela bomba esperava seu o sinal para se transportar até perto de uma das câmaras cheias de imensos computadores. O campo aberto facilitava a detecção dos invasores, apesar da criptografia dos PPPs dos guerrilheiros. Estranhamente a guarda era pouco numerosa. Havia dominado facilmente alguns seguranças antes que pudessem, alertar alguém.

A lente de contato de Prístina agora marcava o local onde o pacote devia ser entregue. Navegava pelos menus oculares e autorizou a emissão do sinal para a dupla com a PEM. Logo depois, a cerca de cinco metros de Prístina, os dois guerrilheiros chegaram de sua viagem por PPP. Ambos picotados em vários pedaços ensanguentados, mas a bomba estava inteira apesar dos cortes no invólucro externo. Prístina correu para pegar o artefato enquanto começou a ouvir os sons de tiros e teve certeza. Emboscada.

As suas lentes mostravam as ordens do comandante. “Desativar PPP e dirigir-se a pé ao objetivo”. Prístina era o que estava mais perto da missão. Quando chegou até a bomba, o comandante surgiu de um portal, ordenando que protegesse o perímetro.

– Eu faço isso.

– O senhor não desativou o PPP?

– O que importa? Obedeça! Sem dizer nada Prístina se virou e começou a atirar nos braços mecânicos armados que se ergueram da terra para conter a ameaça. Rapidamente o comandante ativou a bomba e jogou como uma granada para o alto.

A reação foi imediata. O invólucro de metal se despedaçou ferindo de morte o comandante. Prístina foi arremessada vários metros até bater em um dos canhões já desativados. Quando conseguiu se colocar de pé, viu os outros  chegarem a seu auxílio e as defesas todas desativadas.

– O comandante está morto, senhora, mas a PEM detonou com sucesso. Disse sorrindo um deles, mas Prístina, assumindo a missão aparentemente concluída estranhou a explosão.

– Como você sabe? Já vi essas coisas estourarem antes. Essa foi diferente, teve um… Os guerrilheiros se viraram para o clarão que a explosão havia deixado. Esse clarão está, está parado ali? Isso não é efeito da PEM. Exclamou a incrédula Prístina.

O clarão era como olhar diretamente para o sol usando óculos escuros. Viam-se os raios que circulavam a forma esférica de luz que se formava em sua frente a uns 100 metros de distância. Ficou parada ali, até que aquela esfera de luz se aproximou de um dos computadores e começou a crescer de tamanho. Repetiu isso com mais quatro computadores e começou a crescer rapidamente. Os guerrilheiros se assustaram dando alguns passos para trás. Prístina ficou com medo, mas também não sentiu vontade de sair dali. O medo saiu e a calma tomou conta de seu corpo e mente. A missão era suicida mesmo, pensou. Porque não se aproximar daquela esfera? Ao olhar para o lado viu que os outros davam passos hesitantes para trás, porém não saiam correndo. A esfera engolia os computadores enquanto crescia cada vez mais.

– Vitaly ia adorar ver isso. Pensou Prístina, enquanto a esfera chegava mais perto. Sua luz não cegava, mas a acolhia docemente. Os raios de luz pareciam um tecido macio, imaterial. Os guerrilheiros viram a luz engolir Prístina lentamente. Quando não ouviram nenhum grito, pararam onde estavam e deixaram-se engolir também. A esfera continuou a se alimentar dos dados dos computadores até não sobrar mais nenhum naquela estação.

 

III – Caminho para Betpak-Dala, Cazaquistão.

 Vitaly ouvia a âncora enquanto dirigia uma naveta antiga com um mapa orientando-a frente do volante.

– “O sistema de transporte por portais parou por completo em todo o sistema solar desde a noite desta quinta-feira. Não se sabe quando o sistema vai voltar a operar e os lideres mundiais estão dando declarações nervosas e desencontradas, mas todas convergem em definir a situação como grave. Acredita-se que o epicentro da crise seja a estação de Betpak-Dala, no Cazaquistão. A empresa operadora do sistema disse não ter uma resposta confiável a respeito dos cerca de 4 milhões e meio trabalhadores que estavam codificados naquele momento. Era a hora do rush, no transporte por portal para Marte e os informes da colônia do planeta vermelho são de que ninguém chegou ao seu destino, assim como os que voltavam de Europa, Gaminedes e mais duas luas de Júpiter. O desespero tomou conta da bolsa de val…

Vitaly desativa a tela que exibia o informe no vidro do veículo, quando viu de longe uma luz branca no céu, mesmo sendo noite. Ninguém em Astana  sabia nada de concreto, apenas davam respostas místicas que não o interessavam, mesmo ele se fazendo passar por repórter da curadoria de informação Moscou. Dirigiu-se ao ponto de luz, saindo da estrada pouco utilizada.

Quando chegou mais perto da luz percebeu o formato esférico magnífico do objeto. Agora era “seu” objeto de estudo, pensou. Sequer percebeu na ausência de autoridades entorno do objeto. Desceu da naveta e caminhou sem muita pressa em direção à esfera branca de luz. Quando ficou de frente para ela sentindo algo inexplicavelmente agradável emanando de seu interior, tentou tocá-la, mas o objeto se retraiu exatamente naquele ponto.

– Não é isso que você quer? O que é então?

Após um segundo de silêncio a paz deu lugar a uma intensa avalanche  de sensações vindas de incontáveis existências. Cada uma parecia uma estrela e todas se conectavam em linhas de luz que enchiam sua percepção. A racionalidade começou a lentamente organizá-las. O tempo se relativizou de modo que sentiu-se perdido e sozinho, precisando de um guia em meio a toda aquela claridade, procurou algo conhecido em todas aquelas existências e se encheu de alegria ao encontrar um pequeno filete de luz.

– Prístina!

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83 comentários em “A lembrança de Prístina (Davenir Viganon)

  1. Davenir da Silveira Viganon
    14 de agosto de 2015

    Obrigado a todos pelos comentários. Principalmente os que apontaram erros técnicos. Não foram agradáveis de ler. Foi como tomar um remédio amargo. Mas são extremamente úteis e os valorizo muito por terem requirido um trabalho ninguém era obrigado a fazer e ainda sim fizeram. Vou levar as coisas que aprendi com vocês nos próximos contos dentro e fora dos certames.
    Não previ que a minha gramática pavorosa fosse incomodar tanto a leitura, peço desculpas por isso.

    Numa auto-avaliação, penso que não me adaptei ao limite de 2 mil palavras. Culpa minha de ter escrito a história primeiro e depois fazer cortes, sei lá.. coisa de principiante medíocre. Também não sei se foi certo utilizar um universo que já havia criado em outros contos que escrevi e inserir elementos que já haviam sido explicados em outros.

    Acho que esses três fatores me impediram de atingir minha meta (ficar na metade de cima da tabela). Para o próximo certame a meta será a mesma e tenho certeza que vou conseguir.

    Um abraço a todos!

    • Anorkinda Neide
      14 de agosto de 2015

      Não considerei vc como um principiante medíocre!
      😮
      😉

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Também não tem nada a ver esse “medíocre”, moço, o melhor jeito de deixar de ser principiante é escrever, escrever, reescrever e reescrever. Às vezes, quando escrevemos, achamos que a coisa vai dar certo, de alguma forma, mas não dá, e isso vai da leitura que cada um vai fazer do seu conto. O gosto do remédio pode ser amargo, mas a intenção é te dar um auxílio, pode acreditar! 😉

  2. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    “Adorava dar aulas e dos seus alunos…” o que?

    “Estranhei você me procurar a essa hora Prístina.”. O autor esqueceu do travessão.

    Bem, vou parar de catar erros e me concentrar no prazer da leitura.

    … “Como já se viu historicamente no sistema capitalista a tecnologia serve apenas para a exploração da classe trabalhadora.”. Parece o autor falando e não a personagem.

    Enfim, o conto tem seu valor, mas não me empolgou. Muito explicado e pouco explorado. Boa sorte ao autor.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      O trecho comentado é parte de um discurso, mas não um discurso meu (nem transcrito). Na verdade apesar de ser marxista os jargões eternamente repetidos me incomodam. Mas para o personagem julguei ser mais adequado.

      Obrigado pelo comentário!

  3. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    ‘Seu aparelho tocou, interrompendo seus pensamentos. Era Prístina, pedindo um local para aparecer. Ele aceitou a chamada apontando o aparelho no chão a cerca de dois metros de distância de si. Sua lente de contato exibiu diretamente na retina o “X” que marcava o local de aparição. Um pequeno túnel de eletricidade e luz surgiu sobre a marca e Prístina apareceu.”

    Gostei dessa invenção. kkk… o conto é bacana pois mescla um drama com ação, que apesar de batido (sabotar o funcionamento de algo opressor ), prende a atenção. Só achei que Pristina dominou quase todo o conto, mas Vitaly foi um personagem melhor caracterizado.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Vou jogar a culpa no limite de 2 mil palavras kkkkk
      Mas falando sério, vou rever esse ponto e trabalhar mais Prístina.
      obrigado e deixo meu blog que tem mais coisa que escrevi.
      Um abraço!

  4. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 7/10 – A história é bastante criativa, mas não se destacou e ficou na média.

    → Enredo: 7/10 – A história tem qualidade, mas o mundo criado não me conquistou. Tive uma sensação de afastamento, senti que faltou plausibilidade em alguns aspectos.

    → Técnica: 6/10 – Encontrei diversos erros, na maioria vírgulas ausentes. Por diversas vezes, não houve troca entre fala e narração.

    → Adequação ao tema: 10/10 – É ficção científica. E incrivelmente, tendo em vista as circunstâncias, isso te dá pontos… rs.

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não gostei muito. Acho que pode melhorar, sim, para o conto prender mais o leitor. A mim, pelo menos, não conseguiu prender. Que ele tenha mais detalhes (e isso não quer dizer que seja mais longo), que situe melhor quem está lendo (agora estou falando por mim, pois certamente deve ter agradado a várias pessoas), enfim, é preciso fazer da escrita um treino, uma habilidade a ser sempre aperfeiçoada.

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    “Seus lábios eram um bálsamo”, uma bela frase que parece inspirada no “Cântico dos cânticos”, resume bem os sentimentos do personagem. Existe um conto de Asimov em que um garoto é contra o uso contínuo do teletransporte e termina convencendo outras pessoas. O seu conto avança ainda mais e cria uma revolução. E como em toda revolução, milhões morrem. Para nada, na minha opinião. Um conto que leva a refletir, muito bom.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Nunca li este conto do Asimov, fiquei curioso sobre.
      Fico feliz que tenha apreciado, um abraço!

      • Wilson Barros Júnior
        12 de agosto de 2015

        O nome do conto é “Um dia tão belo” e faz parte do livro “O Cair da Noite”

  7. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    A dependência dos objectos tecnológicos em detrimento da preocupação pela humanidade; bom tema. Amplo mas incisivo. Quanto ao conto, gostaria de me ter sentido mais abraçado pela urgência em destruir o ppd. As personagens perdem alguma profundidade para dar lugar à trama revolucionária que o autor procura imprimir no conto. A meu ver, o contrário seria mais fácil de ler: um ou dois bons personagens caminhando para a “condenação” de serem revolucionários, ou qualquer coisa do género 😛

    Bom conto, porém. E bem jogado! =P 8

  8. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Conto bacana. Gostei da ambientação “soviética”, lembrando um pouco os tempos da Guerra Fria. Texto bem escrito, coeso, dentro da proposta “ficção científica” e com um final em aberto.

    Boa sorte

  9. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Uma espécie de revolução bolchevique em estilo cyberpunk. A ambientação soviético-retrô tinha tudo para agradar, mas a execução do conto ficou muito aquém das minhas expectativas. Pristina quer que Vitaly a acompanhe numa missão para sabotar o sistema de transporte para os diferentes planetas e luas da galáxia. Ele não vai. Ela assume a bronca e, com seu exército, explode tudo, criando uma esfera que engole o que há por perto. No fim, Vitaly encontra essa esfera e, em seu íntimo, o último resquício de Pristina. É isso, não? Pois bem, o conto está repleto de erros, não só de ortografia mas também de concordância e sintaxe. Misturam-se tempos verbais, além de se sobrepor a narração aos diálogos. Costumo não ligar para isso quando o conto é bom, mas aqui, confesso, senti a leitura travar. A isso somem-se os diálogos teatrais. Apenas os trechos de Vitaly se salvam um pouco. Desculpa, apesar da premissa interessante, não deu para eu me envolver.

    Nota: 5

  10. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Não vejo a hora desses transportadores chegarem ao mercado, iria me ajudar tanto. Gostei da trama.

  11. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    A lembrança de Prístina
    Vitaly de Kubinka

    ஒ Habilidade & Talento: O talento se manteve oculto. Não sei… No entanto, em relação à habilidade, ela se encontra num estado bem medíocre. Existem muitas frases ruins, narrativa não flui naturalmente, muitas falhas de gramática, etc. Continue escrevendo, porém, que esse tipo de coisa se aprimora com o tempo de prática.

    ண Criatividade: A trama não é complexa. O desenvolvimento também não impressiona. Julgar a criatividade do autor através desse conto seria injusto, pois ele já demonstrou ser iniciante nessa bela arte. Tenta, mas não consegue.

    ٩۶ Tema: Olha, o texto não é muito visual. Sendo assim, foi impossível capturar a essência do texto. Não é se passando num mundo futurístico que o texto já pode ser considerado de ficção científica.

    இ Egocentrismo: Não consegui gostar do texto. Não sei, simplesmente não me capturou. Tratar de romance em contos é complicado. Como o texto é sempre breve, temos que desenvolver rápido, e isso gera algumas complicações. Nenhum romance de verdade acontece de forma simples. O texto varia entre o romance fraco e a situação sem graça da guerra. Não teve como gostar…

    Ω Final: A Habilidade está fraca. O Talento está imerso na escuridão. A Criatividade se mostrou simples demais. O Tema não compareceu. E o Egocentrismo foi embora desapontado.

  12. Cácia Leal
    10 de agosto de 2015

    Sua história é ótima, mas escrevê-la em 2.000 palavras não foi uma boa ideia. Acabou ficando tudo muito corrido. Gostei da trama, mas acho que ficaria melhor se fosse mais bem explicada. Isso prejudicou um pouco a compreensão. Mas o resto, ficou legal. Há erros de português, que merecem ser revistos. E o tema se encaixa no desafio de ficção científica.

  13. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    Gostei do início do texto, principalmente da descrição dos novos elementos tecnológicos, mas, depois, com a incidência dos guerrilheiros pareceu-me que o texto se perdeu um pouco, o que lamento. Foi bom de ler, gostei, parabéns

  14. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Não peguei direito se Prístina era uma mulher ou homem, Vitaly também não rs Gostei da ideia dos transportadores e de como podia afetar as pessoas, o lance da luz crescente e da alteração de realidade ficou interessante, mas não curti muito o resultado final. Algumas frases estão estranhas, falta vírgula e pausa pro leitor. Acabou prejudicando a leitura e a descrição das cenas, sem muita profundidade.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Sim, Vitaly é homem e Prístina é mulher, mas poderiam ser de qualquer gênero, pois só defini isso depois que a história já estava quase pronta.
      Os erros de gramática são imperdoáveis, admito.
      E a falta de profundidade… bem, vou jogar toda a culpa no limite de palavras kkk
      Obrigado pelo comentário!

  15. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Notei que faltou pontuação em diversos trechos, especialmente nos diálogos. Apesar disso, achei sua narrativa envolvente.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Não gostei do enredo, entretanto. No início fiquei curiosa para saber o que se sucederia, mas no final senti que faltou algum propósito: a parte da bola de luz ficou muito mal explicada: quais eram os objetivos com ela?

    3 – Criatividade (1/3)

    Achei a ideia interessante, mas ela não foi muito bem trabalhada.

  16. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Achei bem complementar, as ideias se apresentaram e se resolveram. Encontrei alguns erros gramaticais que mudaram o sentindo da frase onde se encontravam, mas nada que não desse para entender. Poderia ter explorado mais o final. Descrito as sensações mais detalhadas que o personagem sentiu ao aproximar-se da luz. Ter investigado mais essa ideia e proposto algumas ameaças para o personagem, deixando a história mais emocionante. Mas é, tá legal.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Na verdade quase tudo isso que mencionaste eu explorei mas tive de cortar no final, resumindo, com toda a cara de pau do mundo vou jogar a culpa no limite de 2 mil palavras.
      Obrigado!

  17. Anderson Souza
    8 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Gostei do conto. Bem escrito e com narrativa fluída. Continue assim!

  18. Mariza de Campos
    5 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Gostei do jeito que foi narrado a invasão e só fui incomodada pela falta de travessões para indicar se é fala ou terceira pessoa, fora isso, não tenho críticas gramaticais.
    Embora mostrou que o capitalismo desses tempos era cruel (tal como hoje, aliás), faltou mostrar os erros dos revolucionários também, se eles usavam as tecnologias do inimigo, também não usariam as torturas, por exemplo?
    Não entendi o que era essa luz que os sugou e acho que faltou uma explicação sobre isso (ou pode só ser ignorância minha também).
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Oi
      Peço desculpas pela minha gramática ruim, pretendo melhorar.
      Eu gostaria de fazer este debate sobre os revolucionários. Mas preferi dar foco ao conflito de ideias dos personagens principais que apoiam a mesma causa, mas são simplesmente conflitantes.
      Em relação a luz definitivamente não foi ignorância tua. Falhei em descrever melhor a (agora explicando) entidade surgida da máquina por acidente.
      O conto original explica bem melhor estes pontos, mas me vi obrigado a cortar por conta do limite de 2mil palavras.
      Um abraço!

  19. Thales Soares
    5 de agosto de 2015

    Vitaly de Kubinka, achei bacana o seu conto.

    Gostei da história girar em torno desses “portais” que levam o pessoal pra qualquer lugar. Eu queria ver mesmo um conto baseado em portais neste desafio, pois joguei Portal 2 esses dias (um jogo de computador).

    O conto todo está muito bem escrito, e a divisão em mini capítulos ajudou bastante a deixar a obra mais fluida e leve.

    Confesso que não gostei muito do fado de haver narração no meio das falas, sem que a fala e a narração fossem separados por um travessão. Tudo bem, não é algo gramaticalmente incorreto, mas achei que fica meio confuso separar a narração e a fala apenas por um ponto final…

    O final eu não gostei muito… Bom, na verdade, confesso que ficou bastante parecido com o meu final, do meu conto hahahaha. Eu sou o autor de Ensaio Quântico. No meu final o cara também dá uma olhada numa esfera misteriosa (mas no meu caso não há luz, pois trata-se de um buraco negro), então ele observa uma porção de existências, e numa delas vê a personagem feminina principal viva!

  20. Michel
    5 de agosto de 2015

    Logo no primeiro parágrafo, o personagem tem seus pensamentos interrompidos. O problema aqui é que a forma como esse parágrafo foi escrito parece dar entender (e fica melhor) que ali
    quem está falando é a “voz autoral” e não o personagem. Isso gera dois problemas:

    1) Cortar a “voz autoral” nunca é bom. Dá entender que se está analisando eventos que ocorrem no presente. Ok, desde que isso fique claro. Mas quando todo o resto do texto ocorre no passado, o autor que faz isso dá um tiro no pé;

    2) Da mesma maneira que podemos colocar um travessão ou aspas para indicar que algum personagem está falando, é bom que o autor também crie um método de destacar os pensamentos do personagem em relação ao resto do texto. Uma forma é, por exemplo, deixar o texto do pensamento em itálico.

  21. Claudia Roberta Angst
    4 de agosto de 2015

    O conto atendeu à adequação ao tema do desafio. Gostei da ideia do transporte – lembrei de Jornada nas Estrelas. Também imaginei que a pessoa poderia ser transportada para um lugar perigoso, para um vulcão como foi citado pelo comandante Estebanovich .
    Encontrei alguns lapsos que podem ser facilmente corrigidos:
    – Adorava dar aulas e dos seus alunos, – Erro de concordância verbal – Adorava dar aulas e seus alunos. Fica estranho mesmo, melhor escolher outra frase com o mesmo sentido.
    – (…) ainda se transportava com jatos – POR MEIO DE jatos, utilizando jatos, através de jatos
    – Espero que me entenda que – acho que o pronome ME ficou demais aí
    – (,,,) mas o conhecimento Prístina.- faltou uma vírgula antes do vocativo Pristina. Do jeito que está, parece que o conhecimento é Pristina.
    – Eu não sou um guerreiro Prístina.- faltou novamente a vírgula antes do vocativo
    – Nem todos tem a mesma força – TÊM – no plural, o verbo leva acento circunflexo
    – (…) essas máquinas de transporte que tem escravizado – o mesmo caso aqui
    – Vitaly desativa a tela que exibia o informe no vidro do veículo, quando viu
    entorno do objeto- confusão de tempos verbais. Acredito que o autor quis dizer DESATIVOU
    Gostei mais do começo e do final do conto. O início prende a atenção e o final, apesar de um tanto confuso, está bem escrito e com um toque poético.
    Boa sorte!

  22. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Bom conto!
    Não é um enredo que me atrairia noutra ocasião… mas gostei aqui e principalmente do gran finale! Gostei muito desse encontro do personagem com Prístina.. show de bola!

    Parabens pelo conto!

  23. mariasantino1
    3 de agosto de 2015

    Autor, não consegui compreender o final do seu conto e já li um par de vezes. Não gostei muito não, sinto que houve uma destoada, porque começa calmo, com a apresentação do casal e depois deslancha para cenas de ação. O cerne do conto é bom(em minha opinião), e as divagações (mesmo poucas) sobre a negligência do sistema para com os usuários dos PPPs foi bacana e me lembrou o ensino médio (Karl Marx, captalismo, proletariado…), mas quando começam as cenas de ação, então tudo fica corrido e confuso também. Eles tornaram-se feixes de luz? Não captei mesmo e nem me afeiçoei pelos personagens ao ponto de torcer para que eles ficassem bem :/
    Há diversas falhas, principalmente quanto ao tempo verbal [ ABRIU um mapa holográfico e APONTAVA as instalações da central de dados do transporte e APONTOU onde cada dupla deveria estar” Esse trecho, além de repetitivo é incostante quanto ao tempo verbal, se ele ABRIU, ele APONTOU depois ” Vitaly DESATIVA a tela que exibia o informe no vidro do veículo, quando VIU…” (se DESATIVA, ele VÊ)… também há falhas quanto o vocativo — Meu caminho não é a guerra (,)Prístina… Eu não sou um guerreiro (,) Prístina.
    Outros deslizes: A primeira lição DE um revolucionário tem que aprender (QUE um revolucionário tem que aprender)… Adorava dar aulas e DOS seu alunos (sobrou o DOS)… esperava seu O sinal (sobrou o “O”)… lideres (acento)… cerca de 4 milhões e meio (de) trabalhadores que…]
    Boa sorte no desafio.
    Nota:6

  24. Piscies
    3 de agosto de 2015

    Rapaz, fiquei confuso. Gostei da história de fundo, dos problemas sociais narrados e das tecnologias descritas. Gostei também de Prístina, apesar de achar que ela precisa de um pouco mais de trabalho. Mas gostei especialmente de Vitaly. Senti que, mesmo sendo um coadjuvante, ele recebeu atenção mais que especial no conto. Seu comportamento e suas ideias foram narradas de forma bastante interessante.

    Os problemas aqui foram a execução falha (erros de português, pontuação e digitação) e um enredo confuso. Não entendi a cena da esfera luminífera. Voltei na cena duas vezes para entender mas não pesquei nada. Como leitor, não recebi nenhuma dica de que aquilo aconteceria, nem uma explicação razoável para o que era aquilo e como veio a acontecer. Como isto acabou sendo o grande clímax da história, fiquei realmente confuso.

    Uma outra nota sobre o enredo: é impossível que um sistema de portais de teletransporte que englobe todo o sistema solar esteja focado em um único ponto cheio de máquinas. Mesmo que a tecnologia permitisse que a central de controle de todos os portais existisse em um único ponto, é de praxe criar servidores de contingência. Como estamos falando de tecnologia que envolve vida humana, existiriam dezenas destes servidores de contingência.

    Alguns erros de português que identifiquei:

    – “Adorava dar aulas e dos seus alunos…” – Não entendi esta frase. Quer dizer, até entendi que Vitaly adorava dar aulas e adoravam também seus alunos, mas a frase não está certa.

    – “…ao smo tempo…”

    – O diálogo a seguir não tem separação entre as ações dos personagens e suas falas. Isso confunde o leitor. Use um travessão para marcar o fim de uma frase e o início de uma ação, e vice-versa: “Faziam até shows para o público se divertir. Vitaly falava olhando para o descampado plano. Prístina tentava ver o que ele via sem muito interesse. Ele notou e mudou o assunto. Estranhei você me procurar a essa hora Prístina. Ainda mais usando um PPP…”

    – “Abriu um mapa holográfico e apontava as instalações da central” – O certo seria “apontou”.

    – “…antes que pudessem, alertar alguém.” – Vírgula não deveria existir.

    Sugiro uma revisão mais dedicada do seu texto. Também sugiro que você se empenhe em trabalhar todos os seus personagens tanto quanto você trabalhou Vitaly no início.

    Boa sorte!

  25. Rubem Cabral
    3 de agosto de 2015

    Olá, Vitaly.

    Um bom conto, com ambientação bem interessante! Contudo, valeria à pena revisar um tanto mais quanto às repetições e pontuação: (“fim” 2 vezes na frase de abertura, “Meu caminho não é a guerra, mas o conhecimento Prístina.” (faltou vírgula antes do nome “Prístina”). Há algum problema de separação de narração de diálogo também.

    Quanto ao enredo, achei que o final ficou um bocado misterioso. Não percebi como a bomba PEM transformou-se na fonte de luz que tudo consumia…

    Abraços e boa sorte no desafio!

  26. Phillip Klem
    2 de agosto de 2015

    Boa noite.
    Seu conto não é ruim, porém não me agradou muito.
    A escrita tinha qualidade, porém o enredo não tinha muita consistência.
    Gostei bastante das PPPs, muito criativas, tanto elas quanto os estragos que elas causavam. E também todas as consequências causadas em Marte quando elas foram desligadas. Isso foi muito bom.
    O que não gostei foi da esfera branca, resultante da explosão do PEM.
    Ficamos sem saber o que era, por que atraía as pessoas e as deixavam tão calmas, e por que raios Pristina estava lá quando Vitaly chegou.
    As pessoas morriam ou eram transportadas para um tio de dimensão paralela?
    Vitaly nem sabia para onde Prístina tinha ido, como raios ele foi ao encontro dela?
    Enfim, um bom conto que poderia ter sido muito melhor desenvolvido e explicado.
    Boa sorte amigo.

  27. Evandro Furtado
    1 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 9/10 – em alguns momentos houve certa inconsistência na relação verbo-objeto;
    História – 10/10 – muito boa, a divisão ajudou a dar consistência;
    Personagens – 10/10 – identificáveis, verossímeis;
    Entretenimento – 7/10 – talvez tenha sido um pouco longo demais;
    Estética – 7/10 – você usou uma narrativa em terceira pessoa com diálogos intercalados, interessante a sub-divisão que fez também, só sinto que faltou aquele X-Factor pra ser um texto fora de série.

  28. catarinacunha2015
    29 de julho de 2015

    TÍTULO. A palavra “lembrança” remete ao passado, mas o conto parece presente e se passa no futuro. Sei lá.
    TEMA. Gostei da ideia de misturar FC com a luta socialista. Deu densidade ao conto.
    FLUXO claro e intenso.
    TRAMA. Eu me perdi na história e não consegui entender.
    FINAL Vitaly reencontra Prístina que explodiu o portal e virou um ponto de luz? Será que eu entendi?

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Prístina se uniu a ele tornando-se uma parte da entidade que emergiu da explosão.
      Grato pelo comentário!

  29. Felipe Moreira
    29 de julho de 2015

    Dividido em três partes, Prístina demonstrou ser muito interessante, embora eu tenha preferido o final. Não pelo desfecho, mas pela fluidez e como as coisas aconteceram.

    Está bem escrito, na verdade, é uma ideia que poderia ser estendida a algo maior, além dos limites do conto. Seria legal explorar mais POV’s.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  30. Andre Luiz
    27 de julho de 2015

    Gostei da forma como você utilizou o tema para produzir seu conto. Você conseguiu concentrar tudo o que eu admiro em uma narrativa: ação na medida, que para mim agrega muito ao texto; comoção e cunho social, algo muito interessante e que deve estar presente em uma narrativa, pois é ela que faz com que o leitor tenha empatia por seu conto; e plasticidade, sendo que você colocou boas descrições e fez com que eu me sentisse imerso na trama. Quando Prístina consegue detonar aquela bomba e acabar de vez com o sistema de teletransporte que, por sinal, foi muito bem utilizado durante a trama. Você não simplesmente jogou os fatos na história, mas sim usou-os para construir o clímax. Parabéns e boa sorte!

  31. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-6

  32. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    É médio. Pensei que ia abordar mais o tema militar mas nem arranhou a superfície.

  33. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Boa narrativa, mas tenho um certo preconceito com o ramo da estoria… É que acredito que as narrativas de sci-fi abandonaram a algum tempo o clima de ‘guerra fria’ dos anos 70/80. Boa sorte!!!

  34. Leonardo Stockler
    21 de julho de 2015

    Tive que reler algumas partes, porque acabei entrando nuns devaneios durante a leitura. Não consegui engrenar de jeito nenhum. Me parece uma história tão distante no tempo, distante no espaço, que não consigo desfrutar dela em nenhum momento. E é uma pena isso, porque o conto é bem escrito e me parece bem pensado. Gosto de histórias de revoluções. Mas talvez aqui tenha pecado um pouco pelo excesso de jargões. Não sei, talvez se o autor se permitisse uma escrita mais desapegada… A frase do Huey Newton me animou bastante no começo.

  35. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) as cenas são bem desenvolvidas e pareciam levar a algo, mas o final aberto não me agradou.

    ✍ Técnica: (2/5) muitos erros de pontuação, principalmente a ausência de travessões no diálogo, para separar a fala do personagem da inserção do narrador. Acho que só falta um pouco de estudo e alguma revisão para ficar boa.

    ➵ Tema: (2/2) futuro, portais de deslocamento, etc (✔).

    ☀ Criatividade: (2/5) alguns elementos novos como o PPP e reuso de outros.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei até surgir a esfera de luz. Dali em diante boiei e fiquei frustrado por isso.

    Exemplos de problemas de pontuação:
    ● No fim da tarde *vírgula* Vitaly caminhava
    ● Faziam até shows para o público se divertir. *travessão* Vitaly falava olhando para o descampado plano
    ● Ele notou e mudou o assunto. *travessão* Estranhei você me procurar a essa hora Prístina
    ● mas o conhecimento *vírgula* Prístina
    ● Eu não sou um guerreiro *vírgula* Prístina. *travessão* Ela *olhou* para o lado
    ● são largados sem partes do corpo, como braços, pernas ou um dos olhos. *travessão* Disse olhando para Prístina. *travessão* Como já se viu historicamente no sistema capitalista *vírgula* a tecnologia serve apenas
    ● Vamos ao plano de ações. *travessão* Abriu um mapa holográfico
    ● Vamos! *travessão* Ordenou secamente.
    ● Havia dominado facilmente alguns seguranças antes que pudessem *sem vírgula* alertar alguém.
    ● Obedeça! *travessão* Sem dizer nada Prístina se virou
    ● a PEM detonou com sucesso. *travessão* Disse sorrindo um deles

    Outros problemas encontrados:
    ● juntar de fato *ao* nosso lado
    ● essas máquinas de transporte que *têm* escravizado a sociedade
    ● não *saíam* correndo
    ● Vitaly *desativou* a tela
    ● Sequer percebeu *a* ausência de autoridade

    • Leonardo Jardim
      31 de julho de 2015

      Sobre a pontuação no diálogo, ser achar útil, segue um textinho meu sobre o assunto: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Obrigado pelo esforço desprendido nos apontamentos técnicos.
      No mais me vi obrigado a deixar o final aberto, pelo limite de 2000 palavras. Vou aplicar teus apontamentos técnicos numa versão final do texto para sabe-se lá o que o futuro reservar pra mim. Um abraço!

      • Leonardo Jardim
        18 de agosto de 2015

        Aprimoramento da técnica vem com estudo e treino. Eu ainda estou no início da minha estrada literária e já me deparei com vários problemas que aprendi a lidar. Gostei muito que me mostrassem meus erros e por isso faço questão de fazer o mesmo. Crescemos mais com as críticas que com os elogios. Grande abraço.

  36. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Revolucionários travam guerra contra o uso de máquinas de teletransporte que eles mesmos usam. Me parece que os motivos são incoerentes e um tanto quanto desnecessário. A central de computadores é destruída, e surge uma bola de luz que engole tudo, e torna o argumento mais confuso. O final não foi interessante.

  37. Marcel Beliene
    16 de julho de 2015

    Gostei, Vitaly, o conto é ótimo. Achei muito interessante as abordagens políticas e sociais na estória, além da excelente narrativa. Muito bom mesmo! Parabéns!

  38. Renan Bernardo
    16 de julho de 2015

    Bem legal! Algumas partes ficaram com fluidez prejudicada e há uns erros bobos, mas, no geral, é um conto bem bacana. Gostei da forma como tratou dos portais, inclusive da parte no final que fala das pessoas codificadas. A história também é interessante e comovente.

    Parabéns!

  39. Jefferson Lemos
    15 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Sobre a parte técnica, não curti muito. Acho que o texto necessita de uma revisão apurada, e a estética também precisa ser melhorada. O diálogo se misturar com a narração não é nada agradável. Acaba confundindo a leitura.

    Quanto a história, eu achei corrida demais. Algumas frases de efeito que não surtiram o efeito desejado em mim, acontecimentos um pouco superficiais e abruptos e desenvolvimento raso das personagens, ao meu ver. Gostaria de ter visto mais emoção. Creio que o limite tenha sido o vilão, mas devemos ficar ligados para não fazer algo que não caiba.

    No geral, eu não curti, mas espero que outros tenham curtido. De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Em relação a parte técnica não há desculpas e concordo com a crítica.
      Obrigado!

  40. Lucas
    14 de julho de 2015

    Olá,
    Achei bacana o clima de revolta da história. Os guerrilheiros sovietes contra o capitalismo, a exploração dos trabalhadores e tudo mais. Abre bastante espaço pra reflexão. Poderia ter sido mais bem explorado. Por outro lado, optou-se por este fim que eu não consegui entender muito bem.
    O que era a bomba? O que é a esfera de luz que consome os computadores? Os PPP podem ser usados novamente se for construído um novo centro?
    O final não me agradou, apesar do conto ter começado bem e abordado um tema interessante.
    Parabéns e boa sorte.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Não sei se serve como desculpas, mas fiquei preso pelo limite de 2mil palavras, optei por deixar o final aberto que cortar elementos da história que me apeguei bastante.

      “O que era a bomba?” A bomba foi a arma que os guerrilheiros decidiram usar para destruir a instalação.

      “O que é a esfera de luz que consome os computadores?” A esfera de luz é uma entidade surgida da máquina, por acidente. Não consegui encaixar esta descrição e notei pelo teu e pelos outros comentários que fez bastante falta.

      Obrigado pelo comentário. Um abraço!

  41. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    No geral achei bom o conto.

    O único “problema” é a ideia de exploração de recursos de outros planetas.

    Pelo que tenho lido a respeito, a ideia de explorar recursos de outros planetas não faz muito sentido do ponto de vista custo e benefício. Para que você vai explorar diamantes em outros planetas se podemos desenvolver tecnologia de sintetizar diamantes aqui na Terra mesmo?

    Mas coloquei “problema” entre aspas porque é FICÇÃO científica. Não há obrigação nenhuma da arte ser “fiel” a realidade.

    • Davenir da Silveira Viganon
      13 de agosto de 2015

      Li alguma coisa nesse sentido em relação ao custo-benefício na exploração de exoplanetas e pensei que o transporte seria o maior custo de uma empresa como essa. Então imaginei que um transportador tão avançado (como os PPPs do inicio do conto) aliviaria os custos de transporte entre os planetas a ponto de me permitir essa especulação/viagem. Claro isso se eu fosse argumentar para incluir minha ideia numa FC um pouco mais “Hard” o que para mim não é o mais importante, apesar de gostar de quem sabe fazer.

      Massa trocar ideias nesse sentido. Gosto muito de FC e ficaria decepcionado sem um comentário como o teu. Abraços!

  42. Pedro Teixeira
    11 de julho de 2015

    Olá autor(a). A ideia apresentada aqui é sensacional e foi muito bem desenvolvida até a cena em que a esfera absorve Prístina, em uma narração primorosa,. Depois o final acabou ficando um tanto previsível e acelerado. Acredito que em uma narração maior as situações poderiam ter se desenvolvido melhor. De qualquer forma, é um bom conto e tem potencial para ficar ainda melhor se o conceito da esfera for melhor desenvolvido.

    • Davenir da Silveira Viganon
      13 de agosto de 2015

      Fico feliz que tenha apreciado. Na verdade tudo isso que mencionaste que melhoraria o conto eu fiz, mas tive de podar para caber nas 2 mil palavras.
      Um abraço!

  43. Rogério Germani
    10 de julho de 2015

    Olá, Vitaly!

    Seu texto é bacana, mas precisa de algumas revisões. Senão, vejamos:

    1- “No fim da tarde Vitaly caminhava em um descampado ao fim do dia de trabalho”

    Esta repetição da palavra “fim” na mesma frase poderia ser evitada. Um exemplo:

    Concluído seu dia de trabalho, no fim da tarde, Vitaly caminhava em um descampado.

    2-“Adorava dar aulas e dos seus alunos…” Soou estranha esta frase. Talvez ficasse melhor assim:

    Adorava dar aulas e seus alunos.

    3-“Que você prefere se afundar em pesquisas históricas enquanto a história está acontecendo diante de seus olhos?”
    Acredito que este “Que” no início da frase esteja sobrando…

    Boa sorte no desafio!

  44. Fabio Baptista
    10 de julho de 2015

    Não gostei muito. A escrita foi inconstante, deixando algumas partes mais arrastadas do que deveriam.

    Achei que a trama acabou seguindo por um caminho “perigoso” que é o de abrir demais o leque de interpretações que ficam a cargo do leitor. Tentaria continuar no ambiente de guerra e revolução distópica que foi construído. Esse pulo para a bola de luz, algo que pode até ser interpretado como meio espiritual, acabou abrindo muito a trama, quando o normal seria fechar.

    Algumas coisa que peguei na revisão:

    – No fim da tarde / ao fim do dia
    >>> Logo no começo já tem essa repetição próxima de “fim”, que poderia ser evitada.

    – Adorava dar aulas e dos seus alunos
    >>> Adorava as aulas e seus alunos

    – restringente
    >>> Não sei nem se está certa, mas essa palavra soou esquisita.

    – Vitaly falava olhando para o descampado plano
    >>> Essas emendas dos diálogos sem separação confundiram em muitos pontos.

    – Eu não sou um guerreiro Prístina / mas o conhecimento Prístina
    >>> caberia a vírgula antes do nome

    – a cada hora, todo dia, sete vezes por semana
    >>> Exemplo de construção de frase confusa. “dias” no lugar de “vezes” resolveria.

    – esperava seu o sinal
    >>> palavras invertidas

    – Havia dominado facilmente alguns seguranças antes que pudessem, alertar alguém
    >>> essa vírugula não deveria ser utilizada

    – ausência de autoridades entorno do objeto
    >>> em torno

    NOTA: 6

  45. Brian Oliveira Lancaster
    10 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: A atmosfera futurista apresentada foi de fácil assimilação, sem precisar de muitos rodeios. >> 9.
    G: Gostei do cotidiano e de como transformou coisas estranhas em comuns, sendo utilizadas no dia a dia. O início tem um ritmo ótimo, já a parte final não muito. O deslocamento de personagem principal chamou a atenção, isso ficou bem interessante. Não consegui entender se, no final das contas, todos se tornaram uma consciência coletiva, bizarra de se pensar – haja visto as descrições dos erros que ocorriam com os portais. >> 8.
    U: Apesar da escrita leve e fluente, certas frases soaram estranhas. >> 8.
    A: Quanto a isso, não tenho dúvidas. Precisa de apenas mais um pouquinho de lapidação. >> 8.

    Nota Final: 8.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      “Não consegui entender se, no final das contas, todos se tornaram uma consciência coletiva, bizarra de se pensar – haja visto as descrições dos erros que ocorriam com os portais.”

      Os portais foram construídos pelos homens, já a esfera de luz surgiu de um acidente, como um deus surgido da máquina e não depende da vontade dos criadores do portal e de quem queria destruí-lo. Pode ser bizarro pensar algo assim.. não sei se isso é bom ehehehehe
      Um abraço!

  46. Alan Machado de Almeida
    10 de julho de 2015

    Gostei de sua história ambientada no Oriente Médio, ganhou pontos comigo pela ambientação. A tecnologia criada para o conto também foi bem interessante e a história fluiu bem. Nota 8

  47. Edwin Campos Junque
    10 de julho de 2015

    Uma conto bem narrado, abordando fielmente o tema proposto! Um amor separado por ideais diferentes fez com que eu quisesse ver o reencontro no final! Nota 9!

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Obrigado, você entendeu o que eu queria passar (conflito de ideias) através da minha premissa (relação amorosa). Somos todos seres conflitantes.

  48. Tiago Volpato
    10 de julho de 2015

    Legal o conto. Você escreve bem. Gosto desse estilo de frases bem concisas, não deixa o texto cansativo. Você construiu um universo interessante, mesmo o conto sendo curto deu para abordar muita coisa.
    Gostei, abraços!

  49. kleberm2015
    10 de julho de 2015

    Gostei da proposta!

    Guerrilheiros “neocomunistas” em um futuro não muito distante. A primeira impressão que ficou gravada foi a de que, não importa a época, sempre haverão aqueles que irão usar os instrumentos disponíveis para dominar outros.

    Apenas seria interessante uma melhor organização do “layout” do texto e da organização das frases. Um exemplo;

    “– Como você sabe? Já vi essas coisas estourarem antes. Essa foi diferente, teve um… Os guerrilheiros se viraram para o clarão que a explosão havia deixado. Esse clarão está, está parado ali? Isso não é efeito da PEM. Exclamou a incrédula Prístina.”

    Ficaria melhor:

    “– Como você sabe? Já vi essas coisas estourarem antes. Essa foi diferente, teve um… Os guerrilheiros se viraram para o clarão que a explosão havia deixado. Esse clarão está, está parado ali? Isso não é efeito da PEM? – Exclamou a incrédula Prístina.”

    O travessão deve ser utilizado na transição da primeira para a terceira pessoa, da personagem para o narrador, entende?

    No mais, está tudo certinho.

    • Davenir da Silveira Viganon
      12 de agosto de 2015

      Sim saquei, obrigado pelas dicas! Realmente meu português é pavoroso.

      A sua impressão está correta, por isso não coloquei um ano preciso, apenas umas gerações a frente repetindo erros e acertos, semelhantes aos nossos apesar de toda tecnologia.

      Obrigado, pelo comentário!

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Publicado às 10 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .