EntreContos

Detox Literário.

Kobo (Alberto Lima)

kobo

Este é um futuro distante. Esse. Não há nada para sorrir, me desculpem. Se procuram sorrisos, gargalhadas ou barrigas doloridas, parem de ler agora, eu imploro. Mas se a curiosidade, que eu sei que há muita nesta dimensão que vos vive, for maior que a vontade de sorrir, eu peço que continuem. Puxem suas cadeiras, cruzem suas pernas e tenham o privilégio de ler essa história como se olha para uma estrada dividindo-se no presente e no futuro.

Me chamo Kobo. Sou um robô de apenas alguns meses. Um robô em meio a outros tantos robôs. Minha programação é diferenciada dos demais robôs, pois sou o primeiro robô programado para dar aulas a uma nova humanidade. Ficou assustado com o termo “nova humanidade”? Desculpem-me novamente, eu os avisei que não seria engraçado. O meu dever é, com os demais alunos — todos crianças —, mostrar a diferença, de um modo perspicaz, da tecnologia da nossa realidade com a da vida passada. Ou melhor: fazer com que as crianças de minha dimensão acreditem que a geração em que vivem é a mais avançada de todas.

Eu espero que não se assustem, mas as autoridades de minha dimensão estão constantemente vigiando vocês. É um tanto difícil compreender, não é mesmo? Eu encontrei uma maneira de comunicar-me diretamente com vocês. Enquanto onde vocês estão é o nosso passado, onde me encontro é o vosso futuro. É complicado de entender até para mim, pois não fui programado para compreender tais questões das quais vos apresento.

Um dia atrás, enquanto criava uma pasta no meu sistema sobre o antepassado das relações humanas para apresentar aos meus alunos, eu me encontrava sentado num banco em frente à escola. Pais chegavam com seus automóveis mui avançados para com os de vocês, deixando suas crianças para mais um dia de ensinamentos profundos sobre a tecnologia existente em nossa dimensão. A pasta de que vos falei, a intitulei de “Sentimentos Humanos”. Uma coletânea de momentos, escrituras e vivências presenciadas por vocês, agora. E por mais que eu seja rigorosamente proibido de passar tais coisas para os alunos da nossa dimensão, eu o farei.

Com o poder de captar sinais transferidos de uma dimensão à outra, sou capaz de registrar no meu sistema as mais variadas situações humanas. Programado apenas para passar ensinamentos sobre a tecnologia antepassada e a tecnologia presente, não ignoro, e sim quebro as leis impostas sobre mim. Podendo ser, a qualquer momento, desligado, ou pior, destruído, persisto na lógica de transformação do pensamento da humanidade.

Foi numa aula, em meio as duas sobre tecnologia, que perguntei à classe se algum dos presentes saberia responder o que é o amor. Minha voz robótica, um pouco falha, sem impulso. Meu processador diminuiu a velocidade, me deixando um pouco lento. Mas minha feição continuava a querer alguma resposta. Alguns sucumbiram à pergunta e deixaram um contínuo “é” de dúvida se prolongar na sala fechada. Uma garota, enfim, levantou um dos seus braços: O meu pai me disse que o amor não existe, Professor Kobo. Então o perguntei por que as pessoas precisam se relacionar com outras pessoas e por consequência nos trazerem para o mundo. Ele disse que faz parte da necessidade humana, mas que isso não é amor; amor não existe.

Mostrei um leve consentimento robótico com a cabeça e pedi obrigado a Luna pela resposta, pois esse seria o seu nome. Em seguida, afirmei sincero que sim, o amor existe. Ou melhor, existiu, meus alunos. Vocês aceitariam uma leve explorada no antepassado da nossa humanidade? Perguntei a todos eles. Minha capacidade de visão concluiu que sim, alguns alunos consentiam positivamente com a cabeça, enquanto outros não a moveram. Procurei rapidamente em meu sistema a pasta “Sentimentos Humanos”, e com um leve passo à frente, comecei:

Há muito tempo atrás, meus alunos, quando não existiam essas torres gigantescas, nem essas escolas que ensinam somente a tecnologia, nem os automóveis luxuosos que seus pais possuem, nem seus animais robóticos de estimação, existia o amor. O que viria a ser o amor, crianças? Vocês, como conseguimos ver, não possuem entendimento sobre o mesmo. O que viria a ser o que estou prestes a lhes contar? Tem explicação? Não, meus alunos. O amor jamais foi explicado com uma conclusão. O amor não existiu para ser explicado, e sim sentido, vocês conseguem me acompanhar? Conto-lhes agora uma real prova de que o amor existiu. Fiquem atentos as minhas palavras.

Foi numa quarta-feira, dia de descanso para as pessoas daquela época. A lua da noite banhava todo o mar do litoral nordestino do país. Uma multidão se encontrava descalça e vestida da cor branca sobre a areia da praia. Era 31 de Dezembro, último dia do ano de 2014. Todas as pessoas que ali se encontravam, esperavam pelo encerramento do ano para a chegada do seguinte. Deixada as preocupações da vida em casa, homens e mulheres bebiam do champanhe e do vinho, deixando ao ar suas gargalhadas e alegrias compartilhadas. Os zeros dos relógios eram o grande ápice da reunião: fogos de artifícios seriam soltados alguns metros da praia por um barco no mar. E enquanto a hora esperada não chegava, as pessoas continuavam a compartilhar suas alegrias.

Quando finalmente o relógio do barqueiro marcou zero horas em ponto, a sua equipe disparou os fogos. O primeiro confundiu-se com a explosão de gritos dos que estavam sobre a areia, à espera. Abaixo de um coqueiral, um casal trocava beijos e abraços. Quatro metros de distância do coqueiral, um pai, uma mãe e duas crianças se abraçavam enquanto contemplavam o colorido dos fogos artificiais. Em frente à família, duas amigas no último ano de sua universidade abraçavam-se enquanto lágrimas escorriam dos seus olhos. Vocês estão conseguindo enxergar o amor, crianças? Pois continuarei. Dois metros de distância das duas amigas, colegas de trabalho brindavam suas taças de vinho e champanhe em chegada do novo ano.  Na beira da praia, um grupo de amigos pulavam ondas, de mãos dadas, deixando-se confundir as suas gargalhadas. Toda a multidão vibrava pelo novo ano. O quão estranho isso pode parecer para vocês, meus alunos? Muitíssimo, não? Creio que andam se perguntando: “Que tipo de pessoa comemora a chegada de um novo ano sob a areia da praia, avistando explosões de fogos de artifícios?” Pois é exatamente aí onde se encontra o amor, pequenos! Na esperança do novo. Nas lágrimas compartilhadas. Nos abraços confortantes, cheios de si. Nos beijos eloquentes. Na crença do eterno. Na apreciação do colorido do céu, que supria qualquer emoção que a tecnologia vos passa — será que vos passa, crianças? Lá, naquele mundo, pois esse decerto me parece outro, o amor era compartilhado. A Arte, que vocês não conhecem, era a maior forma de expressão do amor. E agora, olhando em seus olhos, mesmo como um robô, vos peço que compartilhem o amor. Abracem seus pais e digam que os amam. Escrevam sobre o amor, crianças. Ele está nos pequenos atos dos nossos dias. Ele está nos olhos azuis da nossa amiga Luna, mas também nos olhos escuros e brilhantes do nosso amigo Clauber. Façam renascer o amor, que o mundo mudará. Eu prometo!

E enfim terminei o que estava disposto a falar. Meus alunos, quietos, pareciam empolgados a ouvir mais alguma coisa. Entreguei-os um bom dia e me retirei da sala, fechando a pasta “Sentimentos Humanos” e seguindo em direção à saída da escola.

 

Enquanto eu descia as escadas da escola, Luna, a garota dos olhos azuis, chamava pelo meu nome. Com aproximação suficiente ela deixou escapar: “Você sente o amor, Professor Kobo?” Pus minha mão direita em sua cabeça, num gesto de carinho, e a respondi: “Robôs não foram feitos para sentir, minha querida Luna, mas há um segredo de que não contei para ninguém. Você quer saber?” Luna, curiosa, balançou a cabeça positivamente. Abaixei-me até que minha boca — ou saída de voz — estivesse próxima ao seu ouvido, e segredei: O amor também está nos pequenos atos, criança.

Os dias foram-se passando, ligeiros. Meus alunos constantemente imploravam por uma nova história, mas recusei-me a contar. Murmúrios espalhavam-se pela cidade. Pais compareciam à escola questionando sobre uma palavra chamada amor. Certo dia, durante as últimas horas de ensinamentos sobre a tecnologia, Luna, a aluna dos olhos azuis, apareceu mostrando-me as últimas notícias em seu leitor digital. Uma delas dizia: “Mãe de uma aluna da escola Ciêntec acusa robô Kobo, professor da escola, de manifestações sobre o antepassado das relações humanas.

Luna, tristonha, abraçou-me. Confessou que em momento algum teria contado a alguém sobre o que falei. Retribuí o abraço, calculando a força exercida para não machuca-la, e consenti: Eu acredito em você, minha querida.

No momento seguinte, carregando desprezo, um grupo da Gerência de Robôs se aproxima de mim. No punho de cada um, o Choque de Desligamento mostra-se à vista. Meus alunos me olharam, aflitos. E a seguinte pergunta se formou no ar: O que você ensinou para essas crianças, Professor Kobo?

Calculei o estrondoso momento que viria a seguir. Olhei para meus alunos, consciente da despedida, e acreditei que aqueles olhos, virados para mim, seriam os olhos do futuro.

“Ensinei-vos sobre o amor, meus companheiros.”

Seguiram diretamente para mim, atingindo-me com o Choque de Desligamento. Meu processador, ante a se desligar totalmente, levou a perceptiva ao meu sistema a querida Luna a chorar. Dali, ao pingar da sua lágrima no chão daquela sala, concluí que a pequena menina sentia o amor.

Vos mando, meus amigos humanos, essas memórias diretamente para vossa dimensão. Meu sistema está sendo desligado. Decerto serei destruído. Peço que não esqueçam do amor, e que não deixem a tecnologia possuir-vos. Esse é o meu fim, mas vocês ainda podem mudar o futuro. Só basta amar, meus amigos humanos. Amar.

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50 comentários em “Kobo (Alberto Lima)

  1. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Como assim “…nessa dimensão que vos vive…”? E a tal estrada? Ela se divide duas vezes, agora e no futuro? Repetição da palavra “robô”… desculpe, autor, tenho TOC.

    “Ficou assustado…?” e, logo depois “Desculpem-me…”. Kobo se dirige a mim ou a uma platéia?

    Não vou elencar os outros pontos que encontrei. Não me empolguei com o conto, achei monótono. Mas desejo sorte ao autor.

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Um conto feito para glorificar o amor. Achei bacana, mas meu espírito pessimista atual me impediu de me tocar com o texto. Bom, tirando isso, o texto foi bem escrito, e apesar de alguns trechos que me soaram fofinhos e inocentes demais (cenas entre Kobo e seus alunos), gostei do resultado.

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 6/10

    → Criatividade: 6/10 – Certamente foi preciso criatividade para criar a história. No entanto, o conto não se destacou perante os demais.

    → Enredo: 6/10 – O enredo não empolgou e a premissa não fez muito sentido, levando a certo incômodo/afastamento.

    → Técnica: 6/10 – Creio que a técnica poderia ter sido melhor trabalhada.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Está adequado.

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    Incrível como o Robô Andrew deixou influências, até mesmo no subconsciente, de quem leu ou viu o filme do homem bicentenário. O conto presente foi muito bem bolado, com um recado temporalmente ao contrário, como um manuscrito deixado em uma garrafa no futuro. O amor sempre é bem vindo, o conto é muito bom de ler.

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Ah, eu gostei bastante. A narrativa prendeu minha atenção. Claro que o enredo é até bem simples, mas é bom acompanhar os parágrafos e ver o que acontece com o Kobo. Um final triste… Acho que seria bom uma mudança nos tempos verbais, com relação à pessoa. Mas alguém já deve ter dado algum toque sobre isso. 😉

  6. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Um texto robótico sobre o amor. Que sentimento este, o de amar alguém. A inflexão que o autor dá ao conto é, saliento com um sorriso nos lábios, bastante original. Um robô professor ensinando a arte de ser humano, a mais básica e inata superioridade humana: a arte de amar e de mostrar o amor.
    Pontos a mais por isso.
    Quanto ao conto, a linguagem é simples, a narrativa fluída. Gostava de ver mais de outras personagens no texto mas o protagonista enche bem a trama. Mais pontos a favor =P

    Bem jogado =P 8

  7. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    O seu conto se encaixou na proposta, ficou bacana, bem contado e agradável de ler. Kobo é um robozinho simpático e acredito que consegue criar uma empatia com o leitor. Não percebi nada de extraordinário no texto, mas você mandou bem.

    Boa sorte.

  8. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Lamento, mas não gostei muito, não. O tom professoral que permeia o texto me incomodou muito. Não só pela monotonia das explicações de Kobo, mas também porque está repleto de erros de português. Não só ortografia, mas também concordância. Poxa, se o robô é um professor, me parece bastante defasado quanto à maneira de se expressar, misturando tempos verbais, sujeitos e vozes. Isso quando não mistura primeira e segunda pessoas na mesma sentença. Mas, tudo bem, poderíamos passar por isso. O que ocorre é que a ideia – um robô “rebelde” que manda uma mensagem para o passado, exortando as pessoas a manterem o amor vivo, para que o sentimento não se perca –, é até interessante na essência, mas aqui o resultado ficou um tanto piegas. A parte em que a menina derrama uma lágrima no fim coroa o exagero. Enfim, creio que o conto pode ficar bem melhor se desbastado adequadamente. E também corrigido.

    Nota: 6

  9. Cácia Leal
    10 de agosto de 2015

    Adorei! Linda história! Um doce! Achei alguns erros de português e o conto mereceria uma boa revisão para ficar ainda melhor. Mas ele se encaixa bem no tema e a ideia de mostrar o amor às crianças foi apaixonante!

  10. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Kobo
    Lucio W.S

    ஒ Habilidade & Talento: Talento puro. E habilidade afinada. Claro, existem algumas falhas no texto, mas são, em geral, de gramática ou uma frase estranha. Nada que resista a uma boa revisão. Excelente, caro escritor!

    ண Criatividade: Falar sobre o amor é um assunto complicado. Mas o autor conseguiu aplicar esse tema com excelência. No final, inclusive, fiquei com vontade de chorar. Parabéns!

    ٩۶ Tema: Está dentro do tema, sendo que o foco se divide entre a distopia e a ficção científica. Mas o clima existe e isso influência o resultado final.

    இ Egocentrismo: Amei o amor do texto. Adorei a narrativa e o estilo. Palmas virtuais para o escritor!

    Ω Final: Todos os elementos estão em sintonia e se amam.

  11. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Uma história bastante açucarada. Interessante a maneira de desenvolver, conversando com o leitor. Caí na magia, pra não tentar entender como ele enviou a mensagem antes de ser desligado o.O Legal a mensagem por detrás, “ainda existe amor em SP”, de não ser subjugado pela tecnologia. Mas ficou muito novelesco, sem contar que não combina com um robô, que sabe mais desses sentimentos que os próprios humanos, que é quase primitivo.

  12. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    A narrativa que conversa diretamente com o leitor foi interessante, embora tenha alguns erros de revisão (mas muito leves).

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    Achei toda a ideia muito interessante, de um robô que viaja no tempo “mentalmente”. Só achei um tanto contraditória a ideia do robô falar tanto sobre o amor, e depois, mais para o final do conto, dizer que robôs não sentem. Tudo no seu texto parece atestar o contrário (e acredito que, a partir do momento em que o “ser” compreende aquilo que vivencia e emite opiniões sobre isso, já tem uma personalidade e, consequentemente, sentimentos).

    3 – Criatividade (2/3)

    Gostei da abordagem diferente sobre robôs e viagem no tempo. Só achei meio fora de lugar a afirmação sobre ele não ter sentimentos.

  13. William de Oliveira
    9 de agosto de 2015

    Quase parei de ler na segunda linha rsrs. Gostei do conto, ele descreve um robô um tanto diferente do que a gente espera.

  14. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Conto bem escrito mas não gostei do tema. O inicio foi envolvente mas depois ficou preso no tema da perda do amor no futuro.

  15. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Mensagem arrepiante, e só de pensar na possibilidade descrita no texto sinto um arrepio. O texto está bem articulado, tem um errito aqui e ali mas sem qualquer importância para o conjunto. Muitos parabéns

  16. Mariza de Campos
    4 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Quando o Kobo começou falando sobre o amor, achei que o conto seria a mesma coisa clichê de sempre e, mesmo eu achando que teve partes clichês, foi escrito de uma forma muito bonita para eu me importar com isso.
    O jeito que você escreveu e as palavras que usou ajudaram para a história ficar tão bonita. Já era óbvio que o Kobo seria desligado, mas isso não afetou a emoção do final. E eu acho sim que, mesmo o Kobo não sendo programado para isso, ele conseguia amar.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  17. Michel
    2 de agosto de 2015

    Em alguns momentos o autor se perde na conjugação dos verbos. O personagem principal está contando uma história que já ocorreu, mas um parágrafo inicia com ações no passado e termina com uma ação no futuro do presente (sendo que essa ação já havia ocorrido, pois todo o relato é isso, um relato de algo que ocorreu).

    O autor não faz uma separação entre a escrita do relato da escrita dos diálogos (uma marcação como aspas ou um travessão resolveria).

    Uma trama se resume em um robô “diferenciado”, que acaba sentindo amor, em uma socideade dominada pelo pragmatismo. Convenhamos, no universos de ficção científica esse tipo de história já foi contada várias e várias vezes.

  18. Claudia Roberta Angst
    2 de agosto de 2015

    O conto desenvolve-se dentro do tema proposto: ficção científica, tendo como personagem/narrador um robô. Nada original, mas com uma mensagem singela no final – amar.
    Não é necessário que o narrador repita que Luna tem olhos azuis, uma vez dito, não precisa reforçar isso.
    Existem algumas falhas na redação do conto, que podem ser eliminadas:
    Cuidado com a troca de pronomes. Decida-se se quer tratar o interlocutor como VOCÊS ou VÓS – Eu aconselharia a usar a forma mais simples e mais conhecida pelo autor. Evite o Vòs, vosso, etc.
    (,,,) pedi obrigado a Luna pela resposta – ninguém pede obrigado, ou se diz obrigado, ou se agradece;
    Foi numa quarta-feira, dia de descanso para as pessoas daquela época – do jeito que está escrito dá a entender que quarta-feira era o dia de descanso, ao invés de domingo – e a passagem fala do dia 31 de dezembro de 2014,logo não é em uma época desconhecida pelo leitor.
    Deixada as preocupações da vida – DEIXADAS as preocupações da vida
    fogos de artifícios seriam soltados – seriam SOLTOS
    zero horas em ponto – zero HORA em ponto
    Abaixo de um coqueiral – EMBAIXO de um coqueiral
    em chegada do novo ano – À chegada do novo ano
    sob a areia- SOBRE a areia
    Não desista de escrever suas ideias, mas procure ler mais e ficar atento(a) às dicas dos colegas. Boa sorte!

  19. Thales Soares
    2 de agosto de 2015

    Lucio W.S… seu conto ficou bom.
    Nota-se que você é experiente na escrita e sabe conduzir bem a narração.

    Gostei da história ser na perspectiva do robô. Poderia ter ficado meio confuso as falas do robô misturando-se com a narração em primeira pessoa… mas não ficou, ainda bem! Tudo ficou bastante claro e fluindo de forma muito boa.

    A história, no entanto, não achei que apresentou grandes louvores.
    Todo o enredo se propõe a desvendar um grande enigma presente na filosofia humana: o que é o amor? E, o mais legal de tudo, é um ROBÔ que está explicando este inexplicável sentimento. Essa foi uma boa proposta… o desenvolvimento, no entanto, não me convenceu. Quero dizer… não fiquei muito convencido com a conclusão a que a narração me levou… não fui capaz de sentir um forte de sentimento de amor, nem pelo robô, nem por sua aluna favorita. Na verdade, achei até um pouco piegas a execução. Esse assunto é realmente complicadíssimo… eu confesso que eu não conseguiria fazer melhor. Acho que, apesar do resultado não ter saído como eu esperava, valeu a tentativa.

  20. Evandro Furtado
    1 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 9/10 – algumas repetição de palavras em um curto espaço, o que um robô não faria, he he;
    História – 10/10 – fabulosa, fascinante, há algo mais que se possa dizer?;
    Personagens – 10/10 – quase transbordam a dimensão das palavras de tão bem feitos que foram;
    Entretenimento – 10/10 – até adiei o jantar pelo texto;
    Estética – 10/10 – você é um robô? Acho que isso é trapaça, kkkkk. É quase possível ouvir a voz metálica, a cabeça balançando naqueles movimentos bruscos e, ao mesmo tempo suaves, os olhos de led contemplando o ambiente. Faltou um triz pra lágrimas rolarem por aqui.

  21. mariasantino1
    1 de agosto de 2015

    Oi!

    Sabe o que o fim do seu conto me lembrou? Essa passagem aí de despedida do professor frente aos alunos e cobrança pelo seu comportamento fora dos padrões previamente acordados? Sociedade dos poetas mortos, sabe qual é? Um filme “dahora” com o Robin Williams. Bem, autor, acho que há inconstâncias em seu texto, referente a essa sociedade do futuro. Veja bem, uma vez que eles se preocupam com o que é ensinado para seus filhos e vem deixá-los na escola, isso, ao meu ver, ainda que num relance, deixa a impressão de que exista amor aí. Relacionar-se para ter filhos (afinal o nos trazerem ao mundo, não ficou claro pra mim. Não seria vos trazer ao mundo? E se fosse nos trazer ao mundo, ele, que era robô estava se incluindo junto com as demais crianças ou falava da espécie dele? Aff! Fundiu aqui o tico e o teco  ). Acho que caberia uma guinada meio “Admirável mundo novo” onde não há família e as pessoas são pré-condicionadas por lições induzidas pelo sono, separadas por castas e dominam seus sentimentos (na verdade expulsam eles) por meio de pílulas, drogas e tals. Pra mim, ainda há amor aí mesmo com a explicação da Luna ao relatar as palavras do pai dela.

    Caberiam tutores robóticos no lugar de pais, bebês de proveta (ao menos uma referência), e mais frialdade nas relações para poder se sentir a ausência de amor e não haver as inconstâncias que percebi.
    O personagem fala com os alunos e com o leitor em certas passagens e não há o uso de travessão para separar esses dois momentos (elucida melhor quando há essas separações).

    Gostei muito da proposta do conto, do personagem e da sua narrativa clara.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8

  22. Phillip Klem
    1 de agosto de 2015

    Boa noite.
    Adorei o seu conto. Você tem um jeito sutil e um estilo descontraído de escrever.
    Apesar de eu ter achado algumas partes um pouco forçadas no início, o que me fez não gostar muito à principio, o conto foi me ganhando à medida que Kobo se revelava.
    Me apaixonei pelo personagem. Muito carismático e dono de uma personalidade doce. Suas provocações são instigantes.
    Gostei de todo o enredo. Fez-me lembrar de “Sociedade dos poetas mortos”, um dos meus filmes favoritos.
    A mensagem não poderia ser mais clara, mais pura e verdadeira.
    Seus conto é um verdadeiro ponto de luz neste desafio.
    Valeu a pena ler. Uma história que, com certeza, vai permanecer comigo durante muito tempo.
    Meus parabéns e boa sorte.

  23. Piscies
    31 de julho de 2015

    Excelente conto. Foi bonito de ler. Interessante como que, mesmo sendo um robô, o personagem principal aqui passa um ar de finitude: o mesmo que nós sentimos quando descobrimos que não vivemos para sempre. E experimentamos este sentimento vindo de um robô, o que nos faz perguntar se ele realmente não conseguia amar.

    Gostei de Kobo e gostei de Luna. Só notei uma série de falhas na escrita; acho que o texto precisava de um pouco mais de revisão. Coisas básicas, como mudança no tempo da narrativa, ausência de vírgulas e erros de digitação.

    De qualquer forma, excelente conto. Parabéns!

  24. Marcel Beliene
    30 de julho de 2015

    Nossa! Seu conto é excelente, cheio de possibilidades. Compreender o amor, nos dias de hoje, é muito difícil; que dirá no futuro? Esta história é bem reflexiva neste sentido, além de ser bem narrada. Parabéns!

  25. catarinacunha2015
    29 de julho de 2015

    TÍTULO. Títulos com nomes pessoais me incomodam, mas como é bonito está valendo.
    TEMA. Se o personagem não fosse um robô acho que não seria FC.
    FLUXO lento e com algumas travas. Não ligo muito para isso, mas a construção “Há muito tempo atrás” doeu.
    TRAMA singela e simples.
    FINAL. Mensagem bonitinha.

  26. Anorkinda Neide
    28 de julho de 2015

    Olha, sinceridade, achei a historia boba. Ok, que o amor é importante.
    Mas não me dê atenção, eu odeio robôs…. rsrsrs
    .
    Você escreve bem, o que não me pegou foi o enredo mesmo, apesar da mensagem bonita.

    Espero que outros possam gostar.
    Um abraço

  27. Felipe Moreira
    28 de julho de 2015

    Kobo realmente não me conquistou. Nem abordando a humanidade através de Luna. O ensinamento do amor, o conceito do amor em si foi trabalhado de forma superficial, ao meu ver.

    De todo modo, parabéns pela ideia e boa sorte no desafio.

  28. Andre Luiz
    24 de julho de 2015

    A mensagem traduzida em suas palavras é muito bela e ao mesmo tempo emocionante, certamente uma bela versão de androide de inteligência artificial capaz de amar. Isto me fez lembrar o filme A.I.(Artificial Intelligence), que assisti esses dias aqui em casa. A ideia de um robô capaz de amar é fantástica, quanto mais a de transmitir o amor para os humanos. Gostei da forma como Luna se relaciona com Kobo e particularmente da forma como imaginei o robozinho fisicamente. Boa sorte!

  29. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota -8

  30. Tiago Volpato
    24 de julho de 2015

    Bacana o conto. Você trabalha muitas ideias interessantes nele. Eu senti um pouco de falta de alguma ação, não ação de explodir coisas, mas de acontecer algo, achei o texto um pouco parado. Tem gente que gosta desse tipo de texto, mas não me agrada muito, portanto é apenas minha opinião. Não que eu tenha achado seu texto ruim. Abraços!

  31. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    Não sou muito fã do tema “robô humano” e fica bem difícil acreditar na coisa do robô que é proibido de fazer tal coisa mas quebra as regras (isso é coisa de gente. Robô é lógico, programado, não quebra regras. No máximo cria regras novas e mesmo assim isso tem que ser explorado com atenção)

  32. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Olá, tudo bem? Boa estória. O que me incomoda é apenas um robô narrar os fatos em forma de diário, mas é neura minha. Boa sorte!

  33. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) interessante e bonita. Fechou bem, mas foi muito linear: aconteceu o que estava previsto.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa. Só gostaria que as frases ditas em voz alta ficassem entre aspas, mas atrapalhou muito pouco a leitura.

    ➵ Tema: (2/2) robôs (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) robôs com sentimentos são comuns na literatura.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto no geral e até fiquei triste pelo destino do robô. O final, porém, ficou dentro do esperado, diminuindo o impacto.

  34. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Uma bela mensagem mostrando que, por mais que a tecnologia avance, o amor entre as pessoas não deve ser esquecido. Que o Homem não se transforme na máquina que ele criou. Parabéns, belo conto.

  35. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Gostei do conto.

    O primeiro paragráfo já fisga o leitor. É interessante que um conto, para funcionar, precisa ou de um final impactante ou de um começo bom.

    O interessante é que o autor conseguiu dar uma personalidade própria ao seu narrador robô. Não soa como um robô genérico de ficção-científica, mas um personagem com seus próprios pontos de vista.

  36. Renan Bernardo
    11 de julho de 2015

    Parabéns! Conto excelente. Kobo morreu como um messias espalhando a maior religião de todas: o amor. Isso é ficção científica de qualidade. Uma prova para os leigos e “odiadores” da ficção científica, que acham que são histórias de robôs de laser e aliens enfurecidos.

    Gostei mesmo! Parabéns novamente.

  37. Davenir da Silveira Viganon
    11 de julho de 2015

    Bem bonita a história. Só não achei muito original, o professor, a menina de “olhos azuis”… porque a pureza de uma criança tem que ter sempre retratada por um par de olhos azuis?

  38. Lucas
    10 de julho de 2015

    Olá,
    O começo foi lento e parecia que o conto seria um porre, mas felizmente fui surpreendido pelas lições de amor do robô. Uma surpresa muito agradável.
    Achei emocionante a relação de Kobo com Luna.
    Acho que se a história nao fossem formato de relato e o começo nao tivesse aquele alerta sobre a história, o conto ficaria melhor.
    Parabéns e boa sorte.

  39. José Marcos costa
    9 de julho de 2015

    Cara, vc tem problemas com o uso de pronomes. sua história foi bem morninha, quase um desenho da Disney, não foi ruim, mas para os dias de hoje acho que as pessoas querem ler algo mais destemido. no geral você parece ter talento para escrever para crianças

  40. kleberm2015
    9 de julho de 2015

    Muito bom!

    A tecnologia pode ser a chave de um futuro brilhante ou macabro. tudo depende do seu uso.

    P.S – Ao administrador; estava comentando como anônimo, mas o site pediu o login e agora esta é a minha identificação nos comentários. Como o blog me comunicou que eu já “tinha dito isto”, estou apenas “reforçando”. (Peço perdão!)

  41. Ed Hartmann
    9 de julho de 2015

    Excelente!

    Bom texto, boa coordenação de ideias. Nos convida à leitura e à reflexão.
    O que é realmente importante nessa vida vazia que levamos? Estamos deixando a tecnologia extinguir as relações fraternas humanas? Quando vemos pais e filhos num restaurante ou num parque, cada um grudado em seu smartphone, sem prestar atenção a nada ao seu redor, já não podemos dizer que estamos embrutecidos pela tecnologia? Quando medimos nossas relações sociais pelo número de “likes” e seguidores?

    Foram essas as questões que este texto me trouxe à atenção.

    Mais uma vez eu digo; Excelente!

  42. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um tom levemente “meloso”, mas agradável. Gostei da inversão de valores e papeis. >> 8.
    G: O desenvolvimento geral é bem interessante, com o personagem conversando com o leitor. Na hora em que ele fala aos alunos, poderia ser utilizada aspas, mas não chegou a atrapalhar. É um texto mais doce, quase inocente. Muitos não curtem este estilo, mas as camadas gerais e escondidas me agradaram. >> 8.
    U: Algumas frases finais precisariam de revisão. A escrita é leve, mesmo com a tendência de “querer ser” refinada, afinal o robô é um professor. Mas nada disso atrapalhou a experiência. >> 8
    A: No geral, gostei da atmosfera e do desfecho melancólico. O robô consegue ser cativante. >> 8.

    Nota Final: 8.

  43. Rubem Cabral
    9 de julho de 2015

    Olá, Lucio.

    Achei o conto bonito, um bom conto, com um enredo interessante.

    Faltou, contudo, refiná-lo um tanto: há um bocado de repetições, por exemplo, de “robô”, logo no início, e o uso do “vós” ficou errado, várias vezes, ao se conjugar o verbo que acompanhava o pronome, por exemplo, “vos vive”.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  44. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). O conto traz uma boa ideia e uma mensagem bonita. Mas há pelo menos uma falha na construção do personagem principal, que acaba tornando-o inverossímil: ele não ser programado para entender um processo lógico, mas possuir essa sensibilidade para falar sobre o amor. Acho que as falas dele poderiam ser mais elaboradas também, algo no estilo do filme K-Pax, com alguma coisa de Admirável Mundo Novo – faria o texto ganhar muito em profundidade.

  45. Rogério Germani
    8 de julho de 2015

    Olá, Lucio!

    O mundo anda tão mudado que realmente a lição amor ficou esquecida… Ponto para Kobo em espalhar a chama do sentimento na nova geração.

    Boa sorte no desafio!

  46. Alan Machado de Almeida
    8 de julho de 2015

    Você já ganhou pontos comigo por se aventurar em um texto em segunda pessoa, onde o narrador conversa com o leitor. O mundo apresentado pelo conto é muito interessante, sempre curti essa ideia de dimensões. O texto está bem escrito, mas tem um ou outro parágrafo que estão grandes demais e poderiam ser divididos. Nota 8.

  47. Fabio Baptista
    8 de julho de 2015

    Teve um quê de conto de fadas que me agradou a princípio, apesar dessa conversa direta do narrador com o leitor que costuma me deixar com um pé atrás.

    Mas a pegada extremamente “lição de moral” com a mensagem sobre o amor, estilo “apresentação Power Point” foi tão escancarada que acabou decepcionando.

    Agradam-me mais os contos que sutilmente sugerem perguntas ao invés de prover respostas mastigadas.

    Alguns apontamentos sobre a escrita:

    – dimensão que vos vive
    >>> Seria “vocês vivem” ?

    – compreender tais questões das quais vos apresento
    >>> compreender as questões que vos apresento

    – Então o perguntei
    >>> Perguntei a ele

    – pedi obrigado
    >>> falei obrigado / agradeci

    – Há muito tempo atrás
    >>> Redundância: “Há” já denota passado, dispensando o “atrás”

    – e a respondi
    >>> e respondi

    – mas há um segredo de que não contei
    >>> mas há um segredo que não contei

    NOTA: 6

  48. Leonardo Stockler
    8 de julho de 2015

    Não sei muito bem o que dizer. O conto está bem escrito. O robô tem um tom meio empolado, que acaba soando afetado. Não sei se era pra soar engraçado, na verdade. Gostei desse ambiente criado de navegadores de memórias e dimensões. Aliás, tô pra dizer que esse lance de memória e dimensões é algo bem recorrente na ficção científica nos dias de hoje. O que me pareceu um pouco incompatível foi o final trágico pra uma história que me parecia começar tão descompromissada, com o androide me pedindo pra sentar, como se eu fosse ler uma pequena anedota. Mas na verdade é um futuro distópico, como tantos outros, onde o amor é reprimido. E, não tenho como não ler isso sem sentir um gostinho bem adocicado de pieguice se espalhar pela minha boca enquanto leio. Não me leve a mal, só acho que o amor fica muito mais bonito, muito mais emocionante (como a narrativa quis parecer que fosse), se for abordado mais sutilmente. Abraços!

  49. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    A história parece até promissor, mas essa coisa de amor… :/
    Comigo não colou muito bem não. Ficou um pouco lição de vida, e não curto muito textos assim. A narração é boa. O texto é bem detalhado e o robô lembra mesmo o do filme, mas o restante ficou um pouco forçado, para mim.
    Enfim, eu não curti muito, nas sei que outros irão gostar. Já é alguma coisa. 🙂

    De qualquer forma, parabéns!
    Boa sorte!

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Publicado às 8 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .