EntreContos

Detox Literário.

Opiniões (Lucas Rezende)

Dentro de um carro voltando para o apartamento que dividiam, a discussão seguia sem resolução. Contrariando um ao outro, gesticulando e de cenho franzido, defendiam energicamente seus ideais e objetivos:

– Caguei pros aleijados, cara. Vamos ficar milionários – disse o motorista que aparentava pouco mais de trinta anos de cabelo curto, olhos cansados e barriga saliente.

– Cagou? E se fosse sua mãe? Você ia cagar também?Garanto que mudaria de opinião – rebateu o homem no banco do carona que regulava na idade, mas destoava na aparência. O corpo indicava que se exercitava, os cabelos negros cuidadosamente penteados com gel para trás.

– Raul, entende o seguinte: a nossa descoberta é o instrumento do apocalipse. O governo vai entupir a gente de grana pra guardar nossa pesquisa do povão e principalmente da mídia.

– Isso se não rolar uma queima de arquivo bem sutil, não é? Nosso trabalho pode salvar muita gente, Marques.

– E com um pouco mais de trabalho e incentivo pode matar mais ainda. Como toda descoberta “em prol” da humanidade.

Raul contorcia o rosto ao ouvir os argumentos do amigo, sentia náusea enquanto conhecia esse novo lado da personalidade de Marques. Sempre foram tão amigos e agora o enfrentava como se defendesse uma cria.

O impasse se alongou por mais alguns minutos, Marques a todo instante virava o rosto para ouvir o companheiro, que o combatia como se fosse o próprio demônio, e rebater seus argumentos. Raul já estava corado e com a respiração acelerada em consequência da exaltação. Os olhos trêmulos de raiva do motorista transmutaram-se em pânico quando ao voltá-los para a pista notou faróis vindo na direção contrária, perto demais para fazer qualquer coisa.

No calor da discussão, Marques negligenciou o volante e invadiu a contra mão. Na fração de segundo que precedeu o impacto, tentou inocentemente frear o carro enfiando os dois pés no pedal do freio. Ambos independentemente da posição que tomavam na peleja de opiniões, sentiram o peito apertar. Sentiram a mão gélida e agourenta da morte esmagando seus corações.

O motorista do outro carro não sofreu ferimentos graves. Marques fraturou os dois pulsos e Raul sofreu uma lesão na coluna, que o tirou os movimentos da cintura para baixo.

Durante as semanas de internação, Raul tinha como única companhia os seus pensamentos. Seu passatempo preferido era refletir, pois era o único. O ditado que seu pai sempre dissera agora se mostrava verdadeiro: Cabeça vazia, oficina do diabo. Ficou depressivo. Cultuava e cuidava com afinco do corpo, que agora lhe parecia inútil e descartável.

Sua família não podia visitá-lo, a distância de três dias e quatro noites em uma viagem de ônibus era o segundo maior empecilho seguido dos problemas financeiros. O salário de pesquisador bancava suas despesas apenas, com alguns luxos, mas não tinha o hábito de poupar. Algo que o parceiro de pesquisas e de apartamento o encorajava a fazer sempre. Parceiro este que só apareceu para vê-lo no dia de sua alta, era a única família que tinha por perto.

– Ninguém terá o desprazer de ver você jogar futebol de novo – disse tentando animar Raul com um sorriso modesto.

– E você comprou sua carteira, né, vesgo – e riram juntos.

As brincadeiras acabaram servindo ao inverso do que foi planejado, o ar de descontração foi asfixiado imediatamente. Mesmo sob o efeito de antidepressivos, Raul já não era o mesmo.

– Desculpa. Diz que me perdoa, Raul – suplicou com a voz embargada.

– Já foi, cara. Bola pra frente – respondeu ao vento, sem acreditar nas próprias palavras.

– Eu não caguei pra você. Mudei de opinião.

Marques desejava usar o resultado da pesquisa que desenvolviam na faculdade de renome onde obtiveram seus doutorados. Uma vacina desenvolvida a base de um misto de células de águas-vivas que se regeneram indefinidamente. E células tronco, coringas para adaptarem a capacidade regenerativa ao corpo humano. O resultado mostrou-se capaz de reverter qualquer doença regenerativa ou lesão, até mesmo cerebral. A pesquisa ainda não havia chegado ao estágio de testes em humanos.

– Eu quero muito voltar a andar. Só que nossa vacina pode virar um elixir da vida eterna. Aí já era a ordem no mundo, imagina o caos. Religião, política, consumo, alimento, tudo iria ruir.

– A gente usa só em você. Depois seguimos o meu plano, lembra? – havia praticado esta fala todo o tempo antes de ver Raul. Queria convencer-se de que nunca estivera totalmente errado como se sentia agora.

– Vontade não falta, mas seria hipocrisia.

Não se falaram mais até a alta de Raul algumas horas mais tarde e nem no caminho de volta para o apartamento.

Nos meses seguintes, na cadeira de rodas, Raul tornou-se apático, introvertido e contraditório. Totalmente dependente do amigo, sempre dizia que teria sido melhor se estivesse morto. Marques evitava o companheiro, a culpa o apunhalava no estômago sem descanso. Enquanto realizava as burocracias necessárias junto do que um dia foi seu enérgico parceiro, elaboração de relatórios entre outras coisas, tentava de todo jeito encontrar uma forma de usar a vacina para curá-lo.

Na semana anterior da data marcada para a apresentação dos resultados, o olhar de Raul era faiscante, felino. Todo e qualquer som despertava agonia em Marques, que corria para ver se o amigo não tentava suicídio. Um dia antes da entrega, Marques começou a empacotar todo o material referente à pesquisa com pressa e afobação.

– Tá fumando o que?

– A gente não vai apresentar isso aqui porra nenhuma! Vamos sumir com esse material. Você tava certo, nossa vacina pode ajudar muita gente – Marques parecia sucumbir à pressão que colocara em si pela incapacitação do amigo.

– Espera, vai dar merda, cara. Vão colocar a polícia atrás da gente, e quando começarmos a curar as pessoas no mínimo vem meio mundo pra caçar a gente até no inferno. Sem falar que a ordem no mundo vai desaparecer.

– Não era isso que você queria? Vai poder se curar e curar os outros. Eu que pergunto: o que você ta fumando? – perguntou abrindo os braços.

Em uma metamorfose instantânea surgiu um novo homem, tom severo e olhar penetrante e fixo. Decretando com firmeza:

– Você não vai levar a minha vacina.

– Sua? Sua o seu rabo! A gente discute isso no carro. Agora vamos logo, força nos bracinhos aí – falou fazendo um circulo com o dedo indicando as rodas da cadeira.

Quando ia abrir aporta para sair, uma mão empurrou a porta fechando-a novamente. Olhou para trás e perdeu a respiração, arregalou os olhos boquiaberto e deixou cair as caixas.

– Não vai levar.

– Você usou – constatou retoricamente.

– Parabéns, gênio.

– Se funciona, por que não quer me ajudar?

– Porque ela não funciona apenas, ela é muito mais do que a gente havia projetado. Eu voltei a andar e me sinto forte, mais forte do que qualquer coisa. Tem mais, eu andei fazendo uns testes, extraoficiais é claro, meu organismo é imune às doenças com as maiores taxas de mortalidade que a humanidade conhece. Minha vacina não pode ser distribuída assim como doce.

Ainda perplexo e confuso, Marques abaixou-se para recolher as caixas:

– Mas vai. Não se nega cura a quem sofre, você é prova disso. E volte a tomar seus antidepres…- antes que terminasse sentiu um puxão e foi jogado contra a parede ao mesmo tempo que Raul o agarrou pelo pescoço.

-A vacina é minha! Eu faço o que eu quiser, e eu não quero dar uma de Jesus curando qualquer mendigo por ai – gritou apertando mais o pescoço de Marques.

– A vacina é nossa. Descobrimos juntos.

– Mas eu testei, eu arrisquei.

– Você só pode estar louco. A vacina afetou você.

-Pode até ser, não sabemos os efeitos colaterais, certo? Mas eu duvido muito.

-Duvida? Como assim? VOCÊ ESTÁ LOUCO, RAUL!!!

– Não… Apenas mudei de opinião.

E esmagou-lhe a garganta.

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50 comentários em “Opiniões (Lucas Rezende)

  1. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Não me empolguei com o conto, achei previsível e linear demais. Algumas frases ficaram confusas, talvez tenha faltado uma ou duas vírgulas.

    Mas é um bom ponto de partida. Com dedicação, a história pode render bons frutos. Boa sorte ao autor!

  2. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Infelizmente não gostei. O começo do conto é interessante, até o acidente, mas o final decaiu bastante. A briga entre os companheiros soou meio artificial. Não vi o tema do desafio também.

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 6/10 –Bastante simples e sem sal, não gostei.

    → Enredo: 5/10 – Não houve o menor esforço para se afastar do senso comum ou para criar uma história mais elaborada.

    → Técnica: 7/10 – Sem erros graves, porém a técnica não me agradou muito.

    → Adequação ao tema: 9/10 – É um conto de ficção científica.

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O estilo é leve, contemporâneo e literário ao extremo. As pesquisas de células-tronco baseadas nas células da água-viva são uma realidade, o que dá valor científico e verossimilhança ao seu conto. O conto desenvolve muito bem uma ideia presente em Conan Doyle, no conto “O Grande Motor Brown-Pericord”, indo além. Muito interessante.

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Até a metade eu gostei, achei que ia dar em alguma coisa. Mas depois achei meio sem noção esses questionamentos. Acho que o conto não é de FC, apesar de citar a vacina. Se a vacina em questão tivesse sido explorada mais, com conceitos científicos, creio que aí sim. Não gostei do final, foi o que mais me desapontou, acho que pode ser trabalhado para melhorar.

  6. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Um ótimo esforço num tema polêmico: a moralidade da cura. Os interesses instalados quanto ao aproveitamento do sistema de saúde é algo que nos atormenta nos dias de hoje e que, aqui bem demonstrado, sob o fundo de FC – mostra a atualidade da mente humana em relação a isso.

    Quanto ao conto, é leve e pequeno. Os diálogos muito bem conseguidos. Adoro contos em que o diálogo é superior à exposição; dá mais carácter a todo o texto. Um sólido 8!

    Bem jogado! =D

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    O conto lembra o clássico “O Médico e o Monstro”. A narrativa é ágil, num fôlego só, o que deve ser suficiente para atrair leitores mais jovens, acostumados ao ritmo frenético de leituras infanto-juvenis. Eu, como já passei dos quarenta, achei superficial. Claro, não dá para exigir muito com um limite baixo de palavras como este imposto pelo desafio, mas é fato que a narrativa preocupa-se muito mais em relatar do que em dar ao leitor ferramentas para que ele próprio tire suas conclusões. E, o que é mais decepcionante, é que a premissa é boa. Talvez, se o autor se concentrasse em abordar o dilema de Raul em tomar ou não tomar a vacina, debater os medos em relação às consequências desse ato desesperado, abordar a tentação que ele devia estar passando, ansiando por voltar a uma vida normal, o texto poderia ter me atraído mais. Demais disso, há erros de revisão, revelando uma pequena pressa com relação à postagem. Em suma, um bom argumento que poderia ter sido melhor aproveitado.

    Nota: 6

  8. Marcel Beliene
    11 de agosto de 2015

    Nossa! Que final, hein? Hehehe… Interessante ver os dois “amigos” mudarem de opinião em decorrência das condições em que eles se encontravam. Gostei bastante dos seus diálogos e, num momento ou outro, seu conto me lembrou “As Intermitências da Morte”, de Saramago. Parabéns!

  9. Cácia Leal
    10 de agosto de 2015

    Não gostei do conto e esse tipo de narrativa não me atrai. O modo de escrever que o autor utilizou também não é o estilo que eu gosto. Eu não consideraria a trama como sendo ficção científica e achei a linguagem muito despojada e descuidada, com muitos erros de português. Acho que o conto necessitaria de uma boa revisão e reestruturação.

  10. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Opiniões
    Imolível

    ஒ Habilidade & Talento: Não sei sobre o talento. Hahaha, está difícil identificar isso em alguns textos. Acho que é questão de tempo. Devo memorizar os autores e assim determinar com o tempo. Pretensão minha, né? Hahaha. Sobre a habilidade, vejo que está um pouco acima da mediocridade, mas ainda precisa melhorar bastante. A construção da narrativa e do estilo não está perfeita.

    ண Criatividade: Bem, uma ideia simples com um drama meloso, por isso não digo que o autor é criativo. O desenvolvimento também não ficou excelente. Muitas vezes, encontramos variações entre o Contar e o Mostrar. Tome cuidado com isso!

    ٩۶ Tema: Não está dentro do tema. Acredito que quase nada nessa história pode ser considerado ficção científica. Talvez o futuro desse mundo.

    இ Egocentrismo: Olha, não gostei muito do texto. O autor até tentou criar uma situação onde o leitor pudesse gostar do personagens, mas não deu certo. Talvez pela falta de experiência ou habilidade. Enfim, acredito que o futuro desse mundo pode valer a pena ser explorado.

    Ω Final: O Talento está oculto, a Habilidade está no fundo e a Criatividade não se pronuncia. O Tema inexiste e o Egocentrismo reprime.

  11. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Gostei de não ver robôs ou futuros alternativos. Acho que o legal do seu conto é discutir sobre as corporações farmacêuticas. Ninguém quer ajudar, todas só pensam em lucro e manter todos dependentes de remédio. Trabalhar com essa coisa da descoberta, de escolher entre ajudar ou não, ficou bem legal. Só que o desenvolvimento está um pouco didático demais, as coisas vão acontecendo sem grandes momentos, e a tal da “ordem no mundo” ficou bem estranho. Talvez uma pegada mais “científica”, mostrando o laboratório e talvez com o acidente lá mesmo daria um toque a mais.

  12. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Olha, achei os diálogos um pouco “artificiais”; eles não me convenceram. A mudança de temperamento dos personagens ocorreu de uma maneira meio brusca e isso também ficou estranho. Algo que ficaria legal seria explorar essa discussão sobre os efeito sociais da droga, de como isso poderia mudar a visão do Homem sobre sua própria existência e valores.

    Boa sorte

  13. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (1/4)

    Não gostei muito da narrativa: achei que algumas frases ficaram confusas e mal formuladas, especialmente mais para o final. Os diálogos, sem indicações de quem dizia o quê na maior parte do tempo, me fizeram voltar várias vezes para lembrar quem estava falando. Foi interessante, porém, você ter utilizado as falas para apresentar os nomes de seus personagens, apesar de não ter gostado de você ter acrescentado suas descrições: achei que, além de não terem contribuído para a trama, ficaram um pouco fora de lugar.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O enredo é interessante, mas se perdeu um pouco por causa dos problemas com a narrativa (assim como os personagens). A transformação de Raul teria sido mais interessante se tivesse sido melhor trabalhada: da maneira como foi exposta, soou confusa e um pouco apressada, tornando o personagem até mesmo um pouco contraditório.

    3 – Criatividade (2/3)

    O tema voltado para o lado biológico foi interessante e diferente dos temas dos contos anteriores, todavia, poderia ter sido melhor trabalhado: teria tornado o conto mais interessante (as próprias discussões entre os personagens poderiam ter sido utilizadas para isso, por exemplo).

  14. William de Oliveira
    9 de agosto de 2015

    Boa a escolha o tema. Gostei! é bem direcionada a historia e tem bastante sustentação.

  15. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Muito bom! Espero que esta vacina seja inventada e que caia em boas mãos! Parabéns!

  16. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Narrativa leve e entretida. Poderia prolongar mais o conto, adicionando outras cenas, tipo o personagem cadeirante tomando a vacina, citando características de sua mudança, mas ainda assim mantendo o mistério. Gostei, mas poderia ter explorado mais suas ideias.

  17. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    Para mim este texto só pode ter nota 10, muitos parabéns, pegou na ficção e não misturou letras e números… Muitos parabéns pelo ritmo e pela trama e só posso alertar para ter muito cuidado com as novas vacinas.

  18. Mariza de Campos
    4 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Tenho uma opinião concreta sobre o conto: Raul maldito! Sério, que filho da puta, e pensar que no começo eu fiquei com dó dele. Gostei do jeito que mostra como o poder pode mudar a cabeça das pessoas, mas acho que deveria ter tido mais detalhes da mudança do Raul.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  19. Michel
    2 de agosto de 2015

    Um história bem elaborada, com personagens construídos de maneira plausível (física e psicologicamente). É quase como uma releitura de Dr. Jeckyll and Mr. Hyde.

  20. Thales Soares
    2 de agosto de 2015

    Imolível… hmm…
    Sua história está muito bem escrita. Narração leve e fluida, isso é bom, pois juntando com seu tamanho reduzido, pude ler duas vezes o conto, sem me cansar.

    Os diálogos estão muito bem produzidos também. É possível sentir os dois amigos.

    A trama, apesar de não muito original, a forma como foi abordada foi bem diferente dos demais contos que apareceram aqui. Mais um ponto positivo para este conto.

    Acho que a história estava indo bem… até chegar o final, que não me agradou. Achei muito forçado… tudo bem, a vacina deixou o cara meio doidão…. porém, foi algo muito súbito. Achei que os efeitos colaterais poderiam ter sido apresentados com mais cautela. O amigo do Raul morreu como se fosse um pedaço de lixo, sem causar qualquer tipo de impacto na história e sem comover o leitor. Uma pena, pois uma cena como essa poderia ter sido mais explorada, para causar uma comoção maior do leitor.

  21. Evandro Furtado
    1 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei nenhum problema;
    História – 10/10 – surpreendente, tomou um rumo que eu não esperava;
    Personagens – 10/10 – fantásticos, até imaginei um cast aqui: André Matos (antes do regime) como Marques e Edson Celulari como Raul;
    Entretenimento – 10/10 – sessão pipoca aqui, sem dúvida;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em terceira pessoa repleta por diálogos que são o ponto forte, eu apreciaria uma continuação.

  22. mariasantino1
    1 de agosto de 2015

    Oi.

    Então, o conto é bacana, os dois personagens ficaram bem demarcados (em minha opinião) e achei que tudo, nesse espaço curto, foi repassado, bem como os diálogos foram críveis. Mas sinto que o conto cativa, mas não empolga, encena, mas não engrena. Talvez por ser curto se deseja algumas divagações acerca do pensamento do Raul, uma vez que é ele que muda de opinião e achei o final brusco demais.

    Tem uns probleminhas [acho que cabia umas vírgulas aqui, mas veja aí que eu não sou boa com elas  “mais de trinta anos (,) de cabelo curto… os cabelos negros cuidadosamente penteados (,) com gel (,) para trás.” … reverter qualquer doença regenerativa ou lesão (doença DEgenerativa, não? … Quando ia abrir aporta (ficou colado)]

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  23. Phillip Klem
    31 de julho de 2015

    Boa noite. Sua história é boa. Gostei bastante de todo o enredo. O desenvolvimento, porém foi pouco explorado.
    Você pecou bastante na falta de virgulas, e não conseguiu construir o suspense que pretendia.
    A narrativa foi rápida demais em algumas partes e lenta demais em outras. Os diálogos também não soaram muito credíveis.
    Os personagens confundiam-se em algumas partes e pareciam muito superficiais, sem personalidade definida.
    Resumindo, gostei da história mas a técnica não me encantou.
    Boa sorte.

  24. Piscies
    31 de julho de 2015

    Bem legal! Este é um tema recorrente, mas que foi muito bem discutido neste conto. A mudança de opinião de ambos os personagens é um a peça chave: como a culpa pode alterar o comportamento de uma pessoa, assim como a necessidade e o poder. Foram assuntos profundos, abordados em poucas palavras. Muito legal!

    Você escreve muito bem, ponto final. Gostei demais de ler seu texto por que ele não cansa e não tem erros. A única falha que vi aqui foi a falta de um desfecho, como tem acontecido muito nestes desafios com número de palavras pequeno. Faltou o ponto final.

    De resto, excelente conto. Parabéns!

  25. Anorkinda Neide
    28 de julho de 2015

    Uma história forte num texto fraco…
    Acho que para desenvolver este enredo e mostrar os perfis psicológicos dos personagens, a importância das opiniões deles e tudo o mais, precisaria-se de muito mais espaço, talvez até colocando-se toda esta ideia em um romance.
    (nao tô falando de amor romantico, mas de literatura)
    .
    Gostei do final e do que sucedeu com o cara que usou a vacina, como disse uma boa ideia para ser desenvolvida.

    Abraço!

  26. Felipe Moreira
    28 de julho de 2015

    Essa adrenalina do trecho final, a briga entre eles que resultou na tragédia ficou legal. Achei que o texto estivesse sem tempero até aí. Melhorou bastante.

    Alguns diálogos me pareceram um tanto forçados, frases de efeito, mas gostei no geral. Opiniões possui um bom teor de entretenimento. Veja que curioso, assim como o Raul, ao longo da história eu também mudei de opinião. ba dum tss

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  27. Andre Luiz
    24 de julho de 2015

    Nota parcial: 6

  28. Andre Luiz
    24 de julho de 2015

    Seu conto é muito interessante na questão de manipulação genética e transformação corporal, ressaltado pela personalidade forte e bem construída de Raul e Marques, que contribuíram e muito para o texto como um todo. Gostei disto. O interessante, no entanto, é que a Ficção-Científica foge aos padrões eletrônicos e intergaláticos com que costuma se apresentar, partindo para o lado da cura de doenças e uma “possível” vida eterna. Desta forma, você soube inovar e trazer uma abordagem nova. Parabéns!

  29. catarinacunha2015
    24 de julho de 2015

    O TÍTULO dá a tônica deste conto, desperta o interesse.
    TEMA. A recorrente imortalidade sempre dá sangue em FC.
    FLUXO bom, embora de estilo despersonalizado.
    TRAMA. Soube levar bem a longa trama para pouco espaço.
    FINAL. Bem construído, embora esperado.

  30. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota= 7

  31. Tiago Volpato
    24 de julho de 2015

    Bacana o conto. O nascimento de algum supervilão. Gostei do texto, você escreve bem e nos deixa interessado em saber o desfecho. Tudo bem que não é a ideia mais original do mundo, mas funcionou. Também gostei da mudança de pensamento dos dois personagens, no fim do texto, os dois não são mais os mesmos do início. Só achei que você podia ter dado mais clima de ficção cientifica, ficou muito discreto no texto.
    Abraços!

  32. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    Boa história, gostei da relação dos personagens e como eles mudam de ideia conforme a ocasião. São bem humanos.

  33. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Gostei da técnica dos diálogos descompromissados, mas falta ritmo ao contexto todo… No mais, gostei. Boa sorte!

  34. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) interessante e bem fechada. Achei que terminou um pouco cedo demais e o final foi muito corrido. O que Raul fez com a vacina, afinal?

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, sem erros aparentes. Li numa tacada só. O diálogo inicial ficou um pouco confuso, demorei a identificar quem era quem. Só depois do acidente que os personagens ganharam corpo em minha mente.

    ➵ Tema: (2/2) vacina contra todos os males (✔). Gostei de voltar para a Terra em nosso tempo 🙂

    ☀ Criatividade: (1/3) utiliza um mote já bastante batido: uma pesquisa revolucionária aplicada no próprio cientista que gera efeitos colaterais.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei do texto e fiquei apreensivo quando Raul mudou a personalidade. Mas acho que essa parte não teve um bom desenvolvimento, foi muito rápida, diluindo o impacto. O final abrupto me deixou um pouco frustrado.

  35. Antonio Stegues Batista
    19 de julho de 2015

    Boa estória. Alguns errinhos, como por exemplo: “Raul, entende… O certo é: Raul, entenda…
    “…e rebater seus argumentos” ficou sem sentido com a frase anterior. No mais é um bom argumento e um bom final. Não acredito que a ideia de vida eterna pode provocar o caos. Depende de cada pessoa fazer uso dela, mas é apenas ficção.

  36. Rodrigo Campos
    18 de julho de 2015

    Vários temas caros a ficção científica em um único conto. Impacto de uma descoberta científica sobre a sociedade, os conflitos de interesse decorrentes disso, como reagiria um homem que renascesse fisicamente superior, a corrupção do poder. Tudo bem colocado, diálogos bem feitos e síntese excelente. No final, puxou para o terror. Bom.

  37. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Gostei dos diálogos, bem “brasileiros” e informais. Um problema que vejo em contos de ficção-científica brasileiros é que muitos diálogos parecem mais traduções de textos americanos.

    Sobre o conto em si: a história é bem conduzida, em parte graças aos diálogos.

  38. Davenir da Silveira Viganon
    11 de julho de 2015

    A personalidade dos personagens se entrelaçou bem coma história. A descontração nas falas não ficou forçada e o final surpreendeu. Se fosse pra mudar alguma coisa, seria inserir elementos que mostrassem a tensão entre os amigos e deixar o leitor mais curioso em saber o que o Raul iria fazer.
    Mas tá muito bom!

  39. Alan Machado de Almeida
    9 de julho de 2015

    O cara fica aleijado assim que acaba de dizer que não se importa com aleijados?! Que justiça divina The Flash! Em uma história de fantasia você pode colocar qualquer coisa que sua imaginação inventar: dragões, robôs, aliens… Mas mesmo as fantasias mais viajadas precisam seguir as regras do mundo criado se não perde-se a credibilidade do leitor. Coincidência demais deixa o enredo inverosímel. Vou divagar agora, por exemplo, se você mostrasse um anjo assistindo à conversa e que se irritasse com o comentário a passagem deixaria de ficar estranha, perderia o fator coincidência. O que falei do anjo foi só um exemplo, o que quero dizer é que faltou uma conexão entre o comentário egoísta e a situação resposta. Nota 7

  40. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um conceito bem interessante e diferente, focando mais nos avanços tecnológicos em si. >> 8.
    G: É um texto mais cru e direto, tendo pontos muito fortes. Mas o desenvolvimento mostrou-se um tanto apressado. A história cativa e prende, até pela linguagem mais “natural”. O final em aberto até condiz com o objetivo, infelizmente não gostei muito. O ponto alto foi abordar uma nova visão, mais cotidiana e “caseira”. >> 7.
    U: Não notei grandes erros. A escrita é leve e flui bem. >> 8.
    A: Um pouco subjetivo, mas ganha pontos por abordar um lado diferente. Como sugestão, utilize mais as reticências (…) para demonstrar espaço de tempo. >> 7.

    Nota Final: 7.

  41. Leonardo Stockler
    9 de julho de 2015

    O conto inteiro é uma longa discussão sobre se devem usar ou não uma vacina? Então por que dividi-lo em dois tempos? Uma no carro e outra anos depois, como se fossem basicamente a mesma conversa? Não há nenhum trabalho do cenário, de personagens, de contexto, dos efeitos e consequências que os atos podem adquirir. E justamente por isso essa discussão aparece como que deslocada de tudo, pairando sem substância. Há que se pensar em como organizar o conto, como se estruturá-lo. Por que organizá-lo nestas cenas? O que você está se propondo a contar? Sem dúvida há muito o que ser trabalhado aí.

  42. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). O conto traz uma ideia muito boa e a estória é, até certo ponto, conduzida de forma competente, mas a meu ver muitos pontos ficaram sem explicação. Alguns diálogos não ficaram muito naturais e o fim é muito abrupto.Acredito que a estória poderia ser melhor desenvolvida em uma novela.

  43. Renan Bernardo
    8 de julho de 2015

    Achei razoável. A escrita é boa, mas a história não me cativou. Depois de determinado momento comecei a achar bem previsível o final.

    Ainda assim, a abordagem é interessante. Faz pensar um pouco sobre as consequências que um avanço tão almejado pela humanidade pode trazer. Deixa uma dúvida importante no final: foi a mesquinharia humana, a consequência de um acidente ou os efeitos de uma vacina que deixaram Raul louco?

  44. Rogério Germani
    8 de julho de 2015

    Olá, Imolível!

    Um conto que foge um pouco dos textos robóticos que andei lendo até agora…rsrsrs
    O enredo é forte, tipo a estória do Capitão América ao contrário; um fanzine onde o que fica na mente é ; To be continued…

    Boa sorte no desafio!

  45. Fabio Baptista
    8 de julho de 2015

    “Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”.

    A sacada do nome foi legal, mas no geral não gostei muito não.
    Achei o relacionamento dos colegas muito superficial… não sei se foi uma boa ideia ter começado já no diálogo. Sei que limite era curto, mas talvez fosse melhor apresentá-los no ambiente acadêmico para depois evoluir com o restante da trama.

    Pensei que o conto conseguiria explorar algo que não tive tempo de abordar no meu – essa questão de “o que aconteceria se…” a humanidade fosse imortal. Mas acabou não acontecendo… no final caminhou para algo meio Capitão América psicopata que não me agradou.

    NOTA: 6

  46. Claudia Roberta Angst
    8 de julho de 2015

    O conto é curto e cheio de diálogos, o que agiliza bem a leitura. Pelo o que entendi, com a vacina, houve uma inversão de identidades. O que queria ajudar a humanidade com curas, deixou-se contaminar por um egocentrismo sem dimensão. Bom, o tema ficção científica foi abordado e desenvolvido…. ou não. Apenas mudei de opinião…rsrsrs.
    O texto está bem escrito, pois não notei nada que tivesse escapado da revisão.
    Boa sorte!

  47. Rubem Cabral
    8 de julho de 2015

    Olá, Imolível.

    Então, achei o conto mediano… Primeiro, precisa de revisão, em especial quanto à pontuação: “trinta anos de cabelo curto”, por exemplo. Segundo, como o Raul descobriu tão rapidamente que ele é imune “às doenças com as maiores taxas de mortalidade que a humanidade conhece”? O ritmo está apressado demais e tanto Raul quanto Marques têm personalidades muito superficiais.

    O tema é bacana e o conto, com esta “pegada” informal, não é ruim. Só penso que ficaria melhor se mais trabalhado.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  48. kleberm2015
    8 de julho de 2015

    Gostei.

    Uma vacina que curaria toda a humanidade é um tema instigante, em especial por todas as questões que suscitariam em nossa civilização. Ética, moralidade, política, comércio… São muitas as possibilidades. Daria um excelente livro. Apenas atente para a pontuação, no quesito vírgulas. Quantidade e posicionamento.

  49. José Marcos costa
    8 de julho de 2015

    A história tinha potencial, mas sua narrativa deixou o conto bem sofrível, o contexto também não convence e o final foi risível.

  50. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    O conto é bem curto e sem muitos rodeios. Por um lado é um coisa boa, por outro não. A narração não é muito dinâmica e o texto necessita de uma revisão.

    A história lembrou-me o filme Lazarus Effect. A premissa é tipo essa, só que lá é renascendo. Não é uma ideia muito original, mas é algo que dá para trabalhar de forma concisa. Aqui acho que não foi todo o caso. A ação acabou correndo demais, deixando coisas importantes para trás e ocorrendo de forma superficial. Gostaria de ter visto uma melhor construção das personagens e um desenvolvimento diferente da trama até o ápice.
    O final também não me chamou muito a atenção.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

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Publicado às 8 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .