Avaliação – Desafio Microcontos 2026
Caros EntreContistas, Agradecemos mais uma vez a presença de todos por aqui. No total 37 (trinta e sete) microcontos inscritos neste desafio aberto! Agora é hora de ler, escrever nossas impressões … Continuar lendo
Desafio Aberto de Microcontos 2026 – Regulamento
Desafio Microcontos 2026 Limite de palavras 99 (noventa e nove) Tema Metamorfose Prazo para envio 07/02/2026, às 23h59 Postagem dos contos concorrentes Todos ao mesmo tempo, em 08/02/2026 Sistema de … Continuar lendo
(re)viver (Tempus)
O tempo congelou de súbito. Tudo. Pessoas, animais, carros, televisão. Menos ele. Mas a vida continuou. Passeando pelas ruas, ele observava tudo. Beijos intermináveis, despedidas incompletas, abraços impossíveis. Caminhou por … Continuar lendo
Voo Solo (Ícaro Icônico)
Ainda tentava entender a esposa abrindo a janela e esticando os braços: um estalo leve e as asas dela surgindo, brilhantes, enormes, sem pudor de serem exibidas. Ela lançou um … Continuar lendo
Paçoca (Carlinhos)
Mariana adorava aquele cãozinho vira-lata. Paçoca era o nome. Naquela tarde, saiu à rua com ele, apressada. Tome cuidado na rua, mamãe disse. Tem muita gente ruim nesse mundo! A … Continuar lendo
Sem carne (Seu Gnóstico)
Espíritas, seus filhos insistiram para que abandonasse a ideia da cremação enquanto havia tempo. Católico, lhes dizia que estavam enganados sobre o pós vida. E estavam. Das chamas que tomaram … Continuar lendo
Outro olhar (Menina Grande)
Observa os olhinhos. Assustadores, mas também belos. O sabor na ponta da língua, o desaprovado sentido. Quase doce, algo marinado no salgado das lágrimas e no amargo do desconhecido. Cheiro … Continuar lendo
Que nem bicho (Monarca)
O pai cambaleia. Sorri vermelho e moído, realizado. Quer mais. Entre sangue e dentes, cospe as malditas palavras: — Bate que nem homem. O filho obedece. E bate, bate, bate, … Continuar lendo
Outra metamorfose (Proletário)
Quando certa manhã Gregório Souza acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado em um proletário miserável. Não conseguia se levantar, mas teve que fazê-lo. Não conseguia pegar o … Continuar lendo
Trans-forma-ações (Miranda Magenta)
Nadava a braçadas, mas foi-se fluída com a correnteza, sem brigar. Já no sol escaldante, subiu às nuvens sem ser vista, leve e dançante. Lá de cima, sentiu tudo, viu … Continuar lendo
Só anjos (Ângelo Mendacium)
O jovem demônio passou por uma transformação inusitada. Parou de cumprir sua cota de maldades. Seus pares notaram que não cheirava mais a enxofre. Passaram a olhá-lo com certa indiferença. … Continuar lendo
Luz sobre a água (Aurélio Duarte)
Flutuava no lago, o corpo pesado de memórias de voo. Olhos refletindo nuvens que ninguém via. Agitou-se; nada mudou, e a penumbra se adensou. Subitamente, a água o engoliu. Algo … Continuar lendo
O canto (Caronte)
Foi colocado em um canto, de cara na parede. Ah! Que vergonha ficar ali, no escanteio do mundo. Logo ele, centroavante de voleios curvos, agora reduzido a quadrado substituto. No … Continuar lendo
Matéria restante (Arthur Gris)
A sombra de Inácio começou a se mover sozinha quando alguém batia à porta. Primeiro só observava. Depois respondia. Com o tempo, passou a resolver tudo por ele, discutir, pedir … Continuar lendo
O Preço (Garota Obcecada)
Era um pontinho no monitor: “Parabéns, é uma menina.” Aprendeu a brilhar através da dança e das aulas de canto… “Minha neta vai ser famosa!” Catorze anos: já podia fazer … Continuar lendo
Metamorfose não é mutação (Leide das Neves)
Eu tinha seis anos quando meu primeiro dente caiu. Chorei. Não entendi direito por que aquilo aconteceu comigo. Mamãe me disse: — Fique quietinha, que é assim mesmo. Escove os … Continuar lendo
No Escarlate do Beijo Borrado (Nygaard)
Inclinou-se em direção a Catarina, boca sedenta, costas rangendo ao peso do tempo e destino. Ao toque, lábios explodiram, lábios assimétricamente explosivos, vida e morte – beijo que encerrava em … Continuar lendo
Metafísica, Metalinguagem… Metamorfose! (São Tomás de Aquino)
Observou-se no espelho. Este o devolveu uma forma. Lembrou-se de quando era marujo. Agora, estava transformado, nos fios brancos, nas rosáceas. Ainda era o mesmo. A aniquilação não mais se … Continuar lendo
Mãe-terra (Gaia)
Visitava todas as manhãs aquele mesmo trecho de rio. Sentada sobre a pedra, aguardava que as águas lhe devolvessem seu filho. Com o tempo, seu corpo se moldou à robustez … Continuar lendo
O Livro (Clara)
Clara entrou no quarto do tio Ubaldo sorrateiramente. Precisava roubar um dos seus livros. Iria provar aos primos que tinha coragem e podia brincar com eles, mais velhos. O quarto … Continuar lendo
O Último (Lestat)
Caçava vampiros por mais tempo do que conseguia se lembrar. Seu único objetivo era livrar a humanidade desses monstros, banir o mal e as trevas, sempre, incansável, totalmente alheio a … Continuar lendo
Nuvens (Magikarp)
— Coelho. — Dragão. Ventos, minutos. — Cavaleiro. — Dragão. Meses, solstícios. — Virgem nua. — Dragão. Anos, amores. — Dragão. — Dragão, ora. Guerras, décadas. — Amantes enlaçados no … Continuar lendo
O Laboratório (Stevenson)
Em um prédio cinzento e sinistro, sem janelas no andar térreo, a porta de madeira antiga parecia uma cicatriz na parede de tijolos escuros. Naquele ponto da rua estreita, o … Continuar lendo
Morfoinércia (Santo Melo)
“Caramba, Pedro, você não muda”. Não era a primeira vez que me dizia isso, mas, se bem me lembro, seria a última. Não fazia sentido me deixar por isso, pois … Continuar lendo
Despedidas (Toninho)
Um, dois, três passos. Não vou chorar. Solto sua mão. Tenho medo de ficar sozinho… Viro para trás, lá está você, saia rendada, camisa branca. Coragem, você diz. No rosto … Continuar lendo
Casulo (Anais Nin)
Criança modelo, adolescente tranquila, jovem estudiosa. Formou-se em medicina e partiu para disputada especialização na América. O consultório lotado provava seu reconhecimento. Solteira, no Natal foi cutucada pela madrinha por … Continuar lendo
Crachá (Sombra)
Em casa, ria com dentes; o espelho confirmava. No trabalho, o rosto aprendia economia, um músculo por vez. Chamaram para a foto do crachá, e ele sorriu para a câmera … Continuar lendo
Apartamentos (Aparicius)
Eu morava sozinho. Não gostava de sair. Amava minhas rotinas secretas, rotinas que desapareceram depois do fato… Uma noite, saí do banho e, nu diante do espelho, senti uma mordida … Continuar lendo
Cores em fuligem (Honório Navarro)
À sua época, pálidos fantasmas revistavam arbusto por arbusto, empilhavam cestos abarrotados de crisálidas e cuspiam cólera nas pilhas, para a impavidez assistir às labaredas e, então, virar temor. O … Continuar lendo
Bença (Deus do Furdunço)
Sinto o frisson carnavalesco. Empertigado, Fernando vem pelo corredor. A pele negra reluz com a mistura de maquiagem e glitter. Os lábios carnudos são destacados por um batom vermelho-biscate. As … Continuar lendo
Atitude (Heráclito)
Chenille era uma adolescente que estudava magia na capital. Ela almejava por aceitação. Devido a ser vegana, seus colegas apelidaram-na de lagarta. Então, a menina passou a andar cabisbaixa. Certo … Continuar lendo
Anete (Astrongo)
Anete cantava no vagão E cantava muito bem E salvou o dia de muita gente Tirou pessoas da tristeza De pensamentos suicidas Mas cantar no trem era proibido Mesmo para … Continuar lendo
Antes do Vinco (Cálamo)
Habitava o silêncio entre as cartas do que foi. A pele, exausta de tato, secou em pergaminho. O sangue escureceu em nanquim, vazando pelos poros para narrar ausências em cada … Continuar lendo
Esquálidos (Byllaardt)
Insônia castigando, viro o celular e me levanto. Piso frio fervendo. Sou engolido, despenco. Desmaio. Acordo bidimensional, fino como asa de borboleta. Sons agudos, ar insuflado, odores plásticos. Perplexo. Informações … Continuar lendo
Farol (Muriel)
Encaro o céu escuro, à deriva em plena calmaria. Paro de contar o tempo. A fome é eterna e a sede, desespero. Quando estou prestes a desistir e fechar os … Continuar lendo
(Micro)conto nas mãos (Annie E.)
Mamãe cambaleou dois passos sob a mão espalmada de papai. O barulho foi de um estalo que doeu ouvir, seguido das sandálias dela chocando contra o piso. Nossas mãos contavam … Continuar lendo
A história de James McMurphy, empresário petrolífero renomado que certo dia acorda transformado em albatroz, tornando-se irreconhecido pela esposa e pelos filhos, embarcando, então, numa jornada para encontrar o Velho Sábio, figura envolta em mistério, supostamente capaz de conversar com animais e forte candidato a ajudá-lo a recuperar família, fortuna e respeito dos pares, com quem arquiteta um plano para fazer riqueza auxiliados por Peter Leroy – ex-braço-direito, ex-amigo pessoal e gênio da matemática especialista em contagem de cartas -, de quem havia se afastado por uma briga e a quem agora precisa abrir o coração com o intuito de convencê-lo a um último trabalho: usar o dinheiro de um cassino para recuperar a Corporação McMurphy, ao mesmo tempo dando um jeito de voltar ao normal (ou ao menos mudar para um animal mais confortável); tudo isso em uma história comovente, eletrizante e, por que não dizer, repleta de reflexões acerca de identidade, direitos dos animais, proteção ao meio ambiente, o lado perverso da humanidade e a banalidade do mal, além de referências sutis a Kafka, Ovídio e Virginia Woolf (Spielberg)
– Chefe – disse Leroy, suando antes de entrar no cassino – acho que isso pode ser considerado trapaça. Mas vai que dá certo?
(In)visível (Contrarregra)
Eu segurava as paredes frágeis do cenário. Era o caçula invisível de um drama familiar em cartaz. Minha mãe dirigia com régua: marcava posições e esbravejava. Meu pai pagava a … Continuar lendo
A santa no altar (Dr. Ian Kelson)
Nicete desejava saber se Litério, seu marido, ainda tinha quentura nos lábios. Da boca dele, só recebia resmungos e reclamações. A solidão dela transbordou em um aneurisma; no velório, Litério … Continuar lendo
Felicidade Clandestina – Clássico (Clarice Lispector)
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos … Continuar lendo
As Avós – Doris Lessing – Resenha (Gustavo Araujo)
Alguém aí sabe para que serve a literatura? Por natural uma infinidade de respostas é possível, mas para mim o principal objetivo é nos pôr para pensar, abalar nossos princípios … Continuar lendo
A Mente Transacional – Crônica (Pedro Paulo)
O chuveiro não parava de pingar. Investiguei a torneira e mesmo removendo o seu regulador não fui capaz de identificar como remover a peça interna para reparar a vedação. Foi … Continuar lendo
O Edifício – Clássico (Murilo Rubião)
Chegará o dia em que os teus pardieiros se transformarão em edifícios; naquele dia ficarás fora da lei. (Miqueias, VII, 11) Mais de cem anos foram necessários para terminar … Continuar lendo
Caim – José Saramago – Resenha (Pedro Paulo)
Aprendi que resenhar é recomendar ou não uma obra, construindo uma argumentação em torno desse veredito. Com isso em vista, nesta resenha senti ser mais necessário dedicar o início deste … Continuar lendo
Noites Brancas – Fiódor Dostoiévski – Resenha (Gustavo Araujo)
Dizem que ninguém entende a alma humana melhor do que os escritores russos. No caso de Dostoiévski, isso parece ser especialmente verdade. Pensar que o autor esteve à beira de … Continuar lendo
A herança que sobrou – Conto (Leila Patrícia)
Meu pai não foi embora de casa. Isso foi o que mais custou a entender. Ele continuava chegando à noite, bebendo um gole do café morno. Continuava ali, ocupando o … Continuar lendo
Requiem – Clássico (Anna Akhmatova)
Não, não foi sob um céu estrangeiro, nem ao abrigo de asas estrangeiras – eu estava bem no meio de meu povo, lá onde o meu povo infelizmente estava. (1961) … Continuar lendo
Nossa Cidade – Thornton Wilder – Resenha (Kelly Hatanaka)
Nossa Cidade é uma peça em três atos escrita por Thornton Wilder em 1938 e fala sobre a vida na cidadezinha fictícia de Grover’s Corners, nos EUA, entre 1901 e … Continuar lendo
On The Road – Jack Kerouac – Resenha (Thiago Amaral)
É importante, antes de tudo, mencionar que eu odeio viajar. Em 2024, no desafio Viagem do Entrecontos, escrevi Dicas de Viagem para quem não Gosta de Sair de Casa, conto … Continuar lendo
Cura – Conto (Pedro Paulo)
Dedico este conto ao ator Wagner Moura Sua mão estremeceu. Os tremores não eram novidade e tinham mais de um significado. Vinham a consumindo de pouquinho em pouquinho, … Continuar lendo
Vista Cansada – Clássico (Otto Lara Resende)
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez … Continuar lendo
Da Porta para Dentro – Conto (Angelo Rodrigues)
O sol ainda era ralo. Entrava pela veneziana com preguiça, filtrando a poeira parada do ar. O despertador — velho, com um tique tão alto que parecia uma tosse — … Continuar lendo
O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas – Resenha (Ana Letícia Bezerra)
O Conde de Monte Cristo é um clássico, escrito pelo francês Alexandre Dumas, entre 1844 e 1846, e traz, como tema central, a complicada moralidade da justiça – ou, da … Continuar lendo
O Menino Perdido – Clássico (Thomas Wolfe)
I A luz aparecia e desaparecia e aparecia de novo, o estampido das badaladas de três horas repicava pela cidade no bronze maciço do sino do tribunal, suaves ventos de … Continuar lendo
Priscila Pereira
Priscila Pereira nasceu e ainda mora em Passa Quatro, interior de Minas Gerais. É esposa e mãe, cristã convicta e leitora feroz. Começou a escrever na adolescência, toda a sua … Continuar lendo
Liga 2025 – Resultados Finais
Chegamos ao final da Liga 2025, tendo como grande vencedora Priscila Pereira que garantiu o primeiro lugar ao vencer a quarta e última rodada com o extraordinário conto A TORRE. … Continuar lendo
Liga 2025 – Rodada 4 – Votação
Esse é o tópico de votação para os participantes das Séries A e B da Liga 2025 – RODADA 4. Confira abaixo a composição de cada grupo: Conforme mostrado acima, os … Continuar lendo
A Partida — Xeque e Liberdade (Leila Patrícia)
Chovia lá fora, como se o mundo tivesse decidido parar também.Ele alinhava as peças com a precisão de quem ordena lembranças, cada movimento carregando intenção e memória. Ela observava o … Continuar lendo
A Sétima Trend (Rodrigo Vinholo)
A Morte não se importou que ele fizesse uma live da partida. Depois de tantas regras e proibições, o jovem surpreendeu-se com a permissão para mostrar aos seus fãs aquele … Continuar lendo
Apenas um Jogo (Roberto Fernandes)
O corredor é interminável, as luzes ofuscam seus sentidos, o ritmo da passagem das luminárias lembra o de um corredor do hospital. Sons confusos emanam da porta de duas folhas. … Continuar lendo
Coração em Xeque (Léo Tarilonte)
No princípio, só existia a Floresta Primordial. Ela se sentia solitária, então gerou o Grande Elefante e a Árvore Ancestral. Os dois deuses desejavam saber qual dentre eles era mais … Continuar lendo
Das Coisas que Persistem (André Brizola)
Quando o apocalipse aconteceu de verdade, não foi como as escrituras haviam predito. A promessa era de eclipses, terremotos e maremotos, gente marcada com o número da besta, diademas estranhos … Continuar lendo
Em Veludo Carmim (Martim Butcher)
Nunca fui muito de jogos. Na infância, passei ao largo do rouba monte, do porco e do detetive. Se um dia peguei num joystick, foi antes pela satisfação de tocar … Continuar lendo
Escolhas Complexas (Sarah Nascimento)
Elisabete levantou o olhar e mirou as luzes que evidenciavam a mesa com o tabuleiro entre ela e o ex-namorado, agora adversário no campeonato brasileiro absoluto. Respirou fundo sentindo o … Continuar lendo
Meus Dias de Tabuleiro (Suzy Lee)
Minha vida estava dentro dos padrões de normalidade, a minha e a de todo mundo. Eu tinha um amor, uma carreira, desafios diários, conquistas para me orgulhar, decepções para lamentar … Continuar lendo
No Silêncio do Oceano Verde (Fabio D’Oliveira)
Quem era Moacir Amaral? Era uma pergunta constante nas reuniões familiares. Um homem ausente, sem filhos. A grande incógnita da família Amaral. Para Cielo, o tio era uma lembrança de … Continuar lendo
O Herdeiro de Billy Hayes (Alexandre Parisi)
O outono caía sobre Istambul como um véu cinzento e úmido. As gaivotas riscavam o céu sobre o Bósforo, e Rogério, com a mochila gasta e os olhos fatigados de … Continuar lendo
O Jogo da Vida (Antonio Luis Mendes)
ABERTURA (d4 c4) Devo, antes de tudo, pedir paciência — e, se não for muito, benevolência. Escrevo estas linhas com as mãos que sempre foram de fazer, não de narrar: … Continuar lendo
O Tabuleiro do Fim (Kauna Kempner)
No fim do presente século, os exércitos se reúnem para a última batalha no grande tabuleiro chamado mundo. O primeiro a mover-se é o cavalo branco. Ele promete paz, mas … Continuar lendo
São Nicolau (Marco Piscies Saraiva)
I Havia uma rainha morta no caminho de volta para casa. Alice, que voltava da sua conversa recente com o Mar, parou quando viu a peça sob o arbusto. As … Continuar lendo
Travessia – Quando o Peão vira Dama (Cyro Fernandes)
Conheceram-se na faculdade “dos ricos”. Ela, bolsista por nota; ele, classe média remediado. Foi uma paixão imediata, ardente como a chama da juventude. Na mesma turma, sofreram com as provas … Continuar lendo
À Centésima Vigésima Potência (Pedro Paulo)
Não tinha vocação para beber. Sebastião disfarçava a náusea por performar um desalento alcóolico, a testa apoiada em uma das mãos, a outra mais sustentada pelo copo de whisky do … Continuar lendo
A Escolhida do Rei (Amanda Gomez)
O rei, em meio a guerras infinitas e conflitos que corroíam as fronteiras do reino como ferrugem sobre ferro antigo, buscava agora sua quinta esposa. O povo, antes devoto, agora … Continuar lendo
A História de Ferdinand Dunkel (Gustavo Araujo)
Com toda a força que tinha, puxou-se árvore acima. Jamais estivera tão alto naquele carvalho. Dali podia ver sua casa, pequenininha, onde seu pai consertava arreios e bridões. Também conseguia … Continuar lendo
A Promessa e o Xeque-mate em Três Atos (Mauro Dillmann)
Vou escrever essa história em três jogadas. Na primeira, o homem, um professor de matemática na Escola Santo Onofre, faz uma promessa quase em forma de cantiga iniciando o primeiro … Continuar lendo
A Torre (Priscila Pereira)
Foi naquela torre que tudo começou. Ninguém sabia quem a havia construído, nem qual era o seu propósito. Era apenas uma torre, no meio do nada. Era de pedra bruta. … Continuar lendo
Assassinatos nas Trilhas do Xadrez (Luis Guilherme)
Dia 1 – Peças brancas Hughes Town amanhecera outra vez encoberta pela neblina — falso prenúncio da monotonia de mais um dia moroso na pequena cidade mineradora. Amortecido pelo tédio … Continuar lendo
Autômato (Fabiano Dexter)
— Venham! Venham! Maravilhem-se com os Espetaculares Autômatos de Mitrovic! — gritava o homem de voz rouca, barba feita e longos cabelos brancos, apesar da pouca idade. Ele vestia um … Continuar lendo
Brincando de Xadrez (Thales Soares)
Vovó tinha o costume de ler histórias pra mim e pro meu primo, o Bruno. Como meus pais trabalhavam o dia todo, eu acabava passando mais tempo na casa dela … Continuar lendo
Diferentes uns Sessenta Anos (Anderson Prado)
O rangido do portão anuncia a filha e o neto. É o início do jogo e é sábado. Eles sempre vêm. Atravessam o caminho de sextavados e chegam à varandinha … Continuar lendo
Está tudo bem, Encrenca (Kelly Hatanaka)
Lembro daquele jeito dele, propositadamente desleixado. Não era legal ser bonito, bonito demais, como uma menina, dizíamos naquela época de expressões politicamente incorretas. Leonardo DiCaprio era bonito como uma menina. … Continuar lendo
Jogada de Mestre (Fabio Baptista)
Quando acordou, o exército inimigo ainda estava lá. Aurelio VIII chegou ao alto da torre e de lá contemplou a vastidão de seu reino, agora sitiado por um oceano de … Continuar lendo
Lascas (Mariana Carolo)
A goiva rasgava a madeira com precisão. Herculano trabalhava para que, daquele pedaço de árvore morta, saísse um cavalo para o jogo. O sol já tinha desaparecido, mas ele continuava … Continuar lendo
Nas Sombras do Beco (Antonio Stegues Batista)
Parte 1- Liége Aos 32 anos, ela parecia bem mais jovem, com sua pele acetinada e cabelo sedoso. Exibia uma beleza natural e despojada, evitava qualquer artifício. Contudo, em seu … Continuar lendo
O Cavalo de Nietzsche (Daniel Reis)
1 – Ichi (一) Foi há algumas semanas. Lembrei do que meu avô me disse um dia: “na vida, algumas vezes, a gente perde; mas, em outras, se é derrotado … Continuar lendo
O Filho do Bispo (Jorge Santos)
– É aqui, anda… – disse Duncan Bishop. Ethan seguiu o pai sem grande motivação. Não gostava do barulho dos karts. Tapou os ouvidos ao passar pelo portão. Duncan apresentou-o … Continuar lendo
Rainha em Xeque (Claudia Roberta Angst)
Após dobrar a última peça de roupa, Regina pôs as mãos na cintura e suspirou. Em parte, estava satisfeita com a tarefa cumprida, mas ainda experimentava um estranho sentimento de … Continuar lendo
The Knight’s Fork (Thais Henriques)
O tilintar da louça colocada sobre a mesa trouxe Blanche de volta à realidade. O café da manhã estava servido, e os olhares preocupados dos funcionários da propriedade, praticamente sua … Continuar lendo
Um Amor a Jogar Entre Vidas (Bia Machado)
“Alguns amores não se vencem, apenas se jogam eternamente.” (S.d.) O Café Dédalo tinha uma regra não escrita: depois da meia-noite, só entravam os que carregavam segredos. Àquela hora, o … Continuar lendo
Liga 2025 – Rodada 4
Limite: 3.000 palavras Período de envio: 17/10/2025 a 01/11/2025, sábado, 22:00h Avaliação: Notas de 1 a 5 (aceitando uma casa decimal) + indicação de favoritos Sistema de Comentários: Fechado … Continuar lendo
Satélite – Conto (Giselle Fiorini Bohn)
– Eu gostaria que a senhora falasse sobre o aspecto premonitório da literatura. Esse é um assunto interessantíssimo… Tantas coisas foram previstas na literatura… posso, como exemplo, citar Sinclair Lewis … Continuar lendo
Costume de Findo – Poesia (Leila Patrícia)
Começou bebendo para dormir, continuou para existir. O álcool deixou o copo, escorreu no ar. Ele respirava tragos como quem respira casa. As paredes pareciam inclinar-se, cansadas de vê-lo tombar. … Continuar lendo
Da estranheza: os documentários de Werner Herzog – Artigo (Mariana Carolo)
Werner Herzog é um excelente cineasta de ficção, o que demonstra títulos como o Enigma de Kaspar Hauser (1974) e Aguirre (1972). Porém, os seus documentários possuem um brilho que … Continuar lendo
Aqueles Dois – Clássico (Caio Fernando Abreu)
(história de aparente mediocridade e repressão) Para Rofran Fernandes — “I announce adhesiveness, I say it shall /be limitless, unloosen’d I say you shall yet find the friend you … Continuar lendo
Pessoas Normais – Sally Rooney – Resenha (Givago Thimoti)
“Pessoas Normais” é um romance escrito em terceira pessoa pela irlandesa Sally Rooney, que apresenta ao leitor a história de Marianne e Connell entre os anos de 2011 e 2014. … Continuar lendo
O Aleph – Clássico (Jorge Luis Borges)
O God, I could be bounded in a nutshell and count myself a King of infinite space. — Hamlet, II, 2. But they will teach us that Eternity is the … Continuar lendo
As Sombras Mais Escuras – Conto (Angelo Rodrigues)
Após chegar de viagem, paguei algumas contas que corriam em atraso e fui visitar Vittorio e Rosalie no apartamento de Laranjeiras. Tia Leah e tia Sarina, irmãs de mamãe, também … Continuar lendo
O Veredicto – Clássico (Franz Kafka)
Era uma manhã de domingo no auge da primavera. Georg Bendemann, um jovem comerciante, estava sentado no seu quarto, no primeiro andar de um dos prédios baixos, de construção leve, que … Continuar lendo
M: Os Últimos Dias da Europa – Antonio Scurati – Resenha (Pedro Paulo)
Atribuo o meu primeiro interesse por História ao potencial ficcional que o conhecimento do mundo supostamente me proporcionaria. Alguns anos atrás, encontrei o que até hoje vejo como um dos … Continuar lendo
Kelly Hatanaka
Por Priscila Pereira Constância, superação e personalidade definem a jornada de Kelly Hatanaka no EntreContos. Acostumada a estar sempre no pódio nos extintos desafios do Lume, quando aqui (no melhor … Continuar lendo
Conto de verão nº 2: Bandeira branca – Clássico (Luis Fernando Veríssimo)
Ele: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de … Continuar lendo
Resultados – Liga 2025 3ª Rodada
Buenas, caros entrecontistas! Mais uma rodada da empolgante Liga EC 2025! Alta Literatura?? Sabrinesco? Conceitos tão instigantes quanto misteriosos que renderam contos sensacionais, à altura dos nossos melhores participantes! Apenas … Continuar lendo
Liga 2025 – Rodada 3 – Votação
Esse é o tópico de votação para os participantes das Séries A e B da Liga 2025 – RODADA 3. Confira abaixo a composição de cada grupo: Conforme mostrado acima, os … Continuar lendo
A Falta que me Faz (Bia Machado)
Ressaca Boca de borracha de lápis gasto, pronta para apagar o dia, gosto de pó de giz riscando a garganta. Assim o homem acorda, com uma única certeza: bebeu demais. … Continuar lendo
A Forma do Desejo (Antonio Luis Mendes)
Nunca tive apreço por aqueles que desperdiçam minha tarde com relatos previsíveis. Gosto de desafios, complexidades intratáveis, que me forcem a escavar a fundo, desdobrando camadas invisíveis até expor algo … Continuar lendo
A Professora (Jorge Santos)
O clique que a porta fez ao fechar foi quase inaudível, mas para mim soou como o troar de um canhão a cinco centímetros da minha cabeça. O nosso relacionamento … Continuar lendo
As Deusas e o Grego (Alexandre Moraes)
Ato 1 O corpo estava ali. Deitado de lado, roupão aberto, peito peludo, boca entreaberta em apelo silencioso por socorro. A cueca arreada até o joelho. Um pé sobre o … Continuar lendo
Ausência (Priscila Pereira)
O frio e a escuridão chegaram à minha vida sem que eu esperasse. Um frio de congelar os ossos e uma noite perpétua. Mas antes eu era sol e luz. … Continuar lendo
Beijar à Lona (Pedro Paulo)
I Suas mãos se tocaram ao soar do sino e os dois se olharam, lendo um ao outro. São os mesmos dois indivíduos, mas os momentos são distintos. Lá no … Continuar lendo
Cabeça de Palha (Gustavo Araujo)
A primeira coisa que notei no novo professor de filosofia foram os sapatos. Brilhavam tanto que qualquer pessoa mais vaidosa ficaria contente de utilizá-los como espelho. O restante da sala, … Continuar lendo
Contágio e Transformação (Rodrigo Vinholo)
Ela dorme, eu não. Mesmo ao seu lado, meu pensamento a coloca com uma distância enorme, inalcançável. Não porque a sinta desconectada, mas justamente o contrário: ao sentí-la mais próxima … Continuar lendo
Entrelaçados (Sarah Nascimento)
Meus pés tocavam os degraus de cubos de gelo sem um som sequer. A escadaria em espiral me levava para mais perto das nuvens cinzentas, com formas diversas, mas eu … Continuar lendo
Eu, Elas e o Pug (Amanda Gomez)
Os dias começavam sempre iguais: ele despertava com aquele choro irritante e familiar. Virou-se na cama e se deparou com um par de olhos esbugalhados que pareciam carregar toda a … Continuar lendo
Iara (Fabiano Dexter)
O sol estava no ponto mais alto do céu, mas a luz não chegava ao grupo de Bandeirantes que seguia mata adentro em busca das riquezas prometidas. A caminhada pela … Continuar lendo
La Vie en Guerre (Thais Henriques)
O clima de tensão e insegurança assombrava a pequena cidade de Madison há algum tempo. A Segunda Grande Guerra custara muito às famílias locais, especialmente à de Anna McDowall: perdera … Continuar lendo
Leão Enjaulado (Marco Piscies)
I Era o tipo de outono que fazia Nova Iorque respirar mais devagar – luz dourada vazando entre as cortinas, o pulso distante do tráfego soando sob o silêncio do … Continuar lendo
Mudanças (Léo Tarilonte)
O ser humano teme o desconhecido. Esse temor costuma manifestar-se nas ocasiões em que vivenciamos situações inéditas ou imprevistas. Se formos informados, com antecedência, da possibilidade de alterações em nossa … Continuar lendo
Não Há um Céu Para os Animais, Apenas Moscas Sobre a Carne (Mariana Carolo)
24/06/1812 Alcest: O Niémen não se perturbou com a longa procissão. Manteve-se gelado e Kovno, um lugar cinza e feio. Quadro que pouco nos afeta: a coluna francesa é imensa … Continuar lendo
Nossos Sapatos Não Combinam (Claudia Roberta Angst)
O vestido pende no cabide equilibrado na porta do armário. Lindo, sensual, quase indecente. Como minha mãe chamava essa cor? Verde-musgo, uma tonalidade úmida e sombreada. Em contraste, a gravata … Continuar lendo
Notas Inapropriadas sobre a Gula e a Luxúria (Givago Thimoti)
Para L.A, Querida editora! Tudo bem? Segue em anexo minhas impressões sobre o restaurante Oxum. Adianto, esta não é uma crítica tradicional. Espero que goste. Aguardo seu retorno. Como meus … Continuar lendo
O Caminho dos Barcos (Fabio Baptista)
Outrossim, voltam a desabrochar as bromélias ao menor vestígio de primavera, preenchendo de vermelho o que dantes era só verde opaco da época em que a chuva faz vezes de … Continuar lendo
O Conde que me Amava e o Cemitério de Elefantes (Kelly Hatanaka)
Bianca olhava pela janela, ainda sob o impacto da estranha conversa que entreouvira na sala. Bárbara, a madrasta que a odiava, oferecia a seu marido, Theodore Wycliff, o conde de … Continuar lendo
O Homem Mais Feio Daquele Lugar (André Lima)
No meu destino, até onde minha vista alcançou, só eu desci do trem. Senti o reflexo de uma solidão metálica naquele imenso monolito em forma de dragão chinês, com seus … Continuar lendo
Olhares Oblíquos (Daniel Reis)
INTROITO Por certo, Deus deu a homens e mulheres sensibilidades muito diferentes. Mas não creio que um gênero possa sentir mais, ou de maneira superior ao outro. E nem que … Continuar lendo
Papoulas Vermelhas (Luis Guilherme)
Destroços Atravessando o antigo campo de batalha, Joaquim testemunhava uma França dividida entre passado recente da Segunda Grande Guerra e tentativa de futuro, de reconstrução. Algo que, em muito, assemelhava-se … Continuar lendo
Paredes Pintadas de Lombadas (Anderson Prado)
V E R T I C A I S, lado a lado, HORIZONTAIS, uns sobre os outros, punham em dúvida a engenharia da casa, faziam as vezes de paredes? quase.sem.espaço,sem.vão,chão.ao.teto,teto.ao.chão, … Continuar lendo
Rio Seco (Antonio Stegues Batista)
Fabiano girou nos calcanhares, franziu o cenho, deu de ombros e continuou a catar a escassa água, curvado como um vira-bosta esquadrinhando o leito do rio quase seco. De soslaio, … Continuar lendo
Sabino (Thiago Amaral)
A porta entreaberta parecia viva, como se esperasse por ele. Sabino parou, sentindo o impulso. Mais um passo e estaria dentro. Perdido ou salvo, ele não fazia ideia. Fazia pouco … Continuar lendo
Sessão Dupla (Cyro Fernandes)
Rita chegou em casa trazendo as compras do mercado. Era o dia do seu aniversário. Queria comemorar com um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Hesitava, preocupada em manter … Continuar lendo
Sinais (Mauro Dillmann)
Sempre costumei escovar bem os dentes e usar enxaguatório para te encontrar na cama com a boca em hortelã. Prezo que notes a fragrância em alecrim no meu pescoço, minhas … Continuar lendo
Universo em Branco (Thales Soares)
A manhã se arrastava, escorrendo sobre os azulejos gastos da Escola Estadual Clara Aurora, um edifício de concreto cuja tinta descascava à medida que o tempo tentava despir suas memórias. … Continuar lendo
Liga 2025 – Rodada 3
Limite: 3.000 palavras Período de envio: 17/07/2025 a 02/08/2025, sábado, 22:00h Avaliação: Notas de 1 a 5 (aceitando uma casa decimal) + indicação de favoritos Sistema de Comentários: Fechado … Continuar lendo
Vigrid é aqui – Conto (Leila Patrícia)
O primeiro sinal não foi o frio, mas o cansaço. Não nas pernas — no pensamento. Um silêncio denso, anterior às palavras. Depois vieram os irmãos. Um com arma. Outro … Continuar lendo
Amanhã – Conto (Priscila Pereira)
Chovia lá fora. E dentro, algumas gotas escorriam das frestas das janelas e outras mergulhavam em potes, do teto. Helena fingia não notar. Fingia não estar chateada, cansada, desgostosa da … Continuar lendo
Para Elisa – Conto (Alexandre Parisi)
Elisa tinha uma predileção: brincar de se esconder. Certa vez, papai construiu para ela um esconderijo com as almofadas do sofá. Elisa adorou. Entrou lá e não queria saber de … Continuar lendo
Morada entre o Céu e o Sal – Conto (Thais Henriques)
O sol brilhava tímido naquela manhã de inverno. A luz da grande estrela diurna refletia nas folhas verdes, concedendo-lhes um brilho dourado. Ventava. Embora não tivesse dormido bem na noite … Continuar lendo
Sonho de uma flauta – Clássico (Hermann Hesse)
— Toma — disse meu pai, e entregou-me uma pequena flauta de osso — leva isso e não esqueças teu velho pai. Quando alegrares com tua música as pessoas nas … Continuar lendo
A Minha Rua – Conto (André Lima)
Toda rua tem um jeito, mas a minha é diferente Rua caída do infinito, rua torta, indecente Rua-casa de um aflito, rua-estrada de um eremita Lugar donde ninguém lembra, que … Continuar lendo
A Queda – Conto (Angelo Rodrigues)
Foi Miguelzim quem trouxe aquela notícia tão inesperada: — Caiu um viaduto, dona Valquíria, gente que não acaba mais. Tudo morto. Chamaram o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. O … Continuar lendo
Moscou, 1995 – Crônica (Gustavo Araujo)
Cheguei a Moscou, de trem, por volta de 22h de um dia qualquer de abril. A Leningradskii Vokzal era idêntica à Moscovskii Vokzal de St. Petersburgo, com a diferença de … Continuar lendo
A Mais Forte – Clássico (August Strindberg)
PERSONAGENS Sra. X Srta. Y Garçonete (CENÁRIO: Canto de um café para senhoras. Duas pequenas mesas de ferro batido, um sofá e algumas cadeiras. A Srta. Y está sentada … Continuar lendo
Maus – Art Spiegelman – Resenha (Givago Thimoti)
Maus, de Art Spiegelman, é uma graphic novel serializada entre 1980 e 1991, que conta a história do pai do autor, Vladek, em meio ao Holocausto ocorrido na Segunda Guerra … Continuar lendo
Onírica – Conto (Elias Santos)
Onírica beija-o com lábios de uma fome atávica. Sente-se envolvida por um turbilhão de emoções que revoluteiam em sua cabeça, fazendo despertar instintos primários. Os olhos amantes são verdes e … Continuar lendo
Uma hora na vida – Crônica (Pedro Paulo)
Quarenta estudantes em sala, o mínimo permitido para formar uma turma segundo a Secretaria. São quarenta adolescentes e eu sou um só. A sala ampla com cobogós e ventiladores barulhentos … Continuar lendo
Carta a um jovem poeta – Clássico (Rainer Maria Rilke)
INTRODUÇÃO ERA PELO FIM DO OUTONO DE 1902. Sentado sob os antiquíssimos castanheiros do parque da academia militar de Wiener-Neustadt, eu lia um livro. Tão absorvido estava pela leitura que … Continuar lendo
Resultados – Liga 2025 2ª Rodada
Chegamos ao final da segunda rodada da Liga 2025, vamos conferir os resultados! Na Série A, tivemos o pódio formado por: Priscila Pereira em primeiro lugar, com o conto “Biscoitos … Continuar lendo
Liga 2025 – Rodada 2 – Série C
Chegamos a 5 participantes na Série C da segunda rodada da Liga Entrecontos 2025. Os participantes deverão comentar os quatro contos concorrentes (todos, exceto o próprio) e elencá-los em uma … Continuar lendo