EntreContos

Detox Literário.

Chuva Ácida (Jefferson Lemos)

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Nem mesmo as estrelas duram para sempre

 (Avenged Sevenfold – Acid Rain)

Tão fugaz…

 

O horizonte árido se estendia tremulante com as ondas de mormaço estagnadas no ar. No céu, que antes fora anil, uma coloração esverdeada adornava a esfera celeste. Uma cúmulos radioativa se aglomerava a certa distância, vindo na direção dos viajantes, como um titã feito de pesadelos ascendendo ao cosmos, agigantando-se a cada centímetro conquistado – expandindo-se para todas as direções. À frente dos dois, uma pequena construção ruída emergia das areias como ossos de uma besta há muito regente. Os pés cansados arrastaram-se até a sombra projetada sobre o solo escaldante, e os corpos lançaram-se no chão sem se importar.

Olhos cansados; lábios ressecados e dotados de uma coloração anormal; os cabelos eram como palhas envoltas em turbantes maltrapilhos. Miraram-se durante segundos incontáveis (um tentando imaginar o que o outro pensava) e seguraram-se ali, buscando um conforto espiritual que era impossível de se conceber em meios físicos. Em seguida (desesperançosos) fitaram o deserto inexorável que se desdobrava até o infinito.

 

…e voraz…

 

Ele pensava na cruel pegadinha que sua mente pregava em si mesmo naquele momento. O ar seco cortava pelo ambiente e criava poços de água tão surreais, e ao mesmo tempo tangíveis, que sua vontade era correr e enterrar a face na placidez inquebrável daquela lagoa onírica, que só sua mente insana – quebrada como todas as coisas do seu presente – poderia conceber. Imaginava como seria bom poder ouvir a voz da amada. Lembrava como era o tempo em que cordas vocais dilaceradas pelo calor não era um problema. Tentou sorrir, fosse pela ironia do destino ou pelo doce sabor da lembrança, mas sentiu uma dor aguda alfinetando os músculos. Assim como muitas outras coisas, inclusive o mundo, seu sorriso morreu.

Sentiu o pesar no peito e tossiu com força. Uma crosta de sangue escapou pela boca e se estatelou no chão, envolvendo-se na terra. A companheira não percebeu. Arrastou o solado desgastado da velha bota nas evidências, e apagou os resquícios de sua morte evidente. Queria poder lembrar mais sobre os bons momentos da vida, mas até isso era enevoado agora. O sol escaldante queimava os neurônios e atrasava o pensamento. A falta de comida causava um buraco gigantesco no estômago, e os dias sem água já começavam a surtir o efeito esperado.

Soube, desde o primeiro momento, que ali, nos restos mortais do que um dia fora o mundo, seria sua morada.

 

…ela se aproxima…

 

Ela imaginava a sensação das gotas de chuva percorrendo o corpo. Sentia o calafrio do frescor da água preenchendo os poros, evaporando na pele e causando o alívio que seria tão bem vindo naquele momento. Percebeu a língua se remexendo, preguiçosamente, somente com a possibilidade. Não sabia se iria conseguir se levantar dali, e nem mesmo se queria fazer isso. Olhou para o amado e lembrou-se dos dias de glória. O verde lhe caia bem, pensou ela. Mas nem ele e nem ninguém poderia se gabar disso. Não agora e nem nunca mais. Formou palavras na mente e tentou vocalizá-las: Somente o esforço mental foi necessário para que a dor descesse pela garganta tão lisa quanto um copo d’água desceria. A dor fê-la se curvar, levando a mão ao estômago. Vomitaria se pudesse, mas seria um desperdício de líquido. E sabia que nada teria para sair dali. Respirou fundo e teve a impressão de que havia inalado mais areia do que oxigênio.

Tentou se lembrar qual fora a última vez que visualizara algum outro ser vivo além do companheiro. Durante o processo, a única coisa que veio à cabeça era de que nem mesmo se recordava a última vez que havia comido. Forçou-se por alguns segundos, e acabou por desistir. Chegou à conclusão de que até mesmo pensar era dolorido. E consumia sua energia.

Era como se a cada vez que olhasse para si, pudesse se sentir mais magra. Minguando e afundado dentro do próprio corpo. Parecia que a gravidade de sua alma pesarosa começava a sugá-la de fora para o interior, virando-a do avesso e encolhendo-a como uma estrela de nêutrons.

Queria chorar, mas se existisse algo realmente impossível em sua existência momentânea, era isso.

Como um último sopro de vontade em uma mente sã, obteve o conhecimento de que chegara ali para ficar. Seus ossos adornariam a lápide de metal e concreto da falecida sociedade, e juntos seriam um souvenir de um mundo que não dera certo. Como os globos de neves que existiram outrora.

Mas ao invés do branco alvo dançando nas sacudidelas, o amarelo é que nublaria a redoma de vidro.

 

…no silêncio…

 

Nó céu de algas, as nuvens esparsas corriam levemente para o além. Aquela água não chegava mais ao solo, e quando algum líquido alcançava, era somete chuva ácida. O pouco vento que movimentava os resquícios de sobrevivência no céu, já quase não corria mais pela terra. E mesmo quando o fazia, era como um sopro vindo das entranhas infernais.

A quietude que imperava entre ambos não era exclusividade de um momento particular. O mundo todo estava silencioso. Prendendo a respiração para o momento derradeiro que se sucederia. Os vazamentos nucleares nas badlands se encarregaram de limpar todo o continente Ocidental, e agora vinha arrematando com as magnificentes nuvens tóxicas, que criavam uma prensa, partindo das duas extremidades. Os viajantes já não se recordavam de como haviam sobrevivido desde a primeira fuga, mas ambos, em ressonância, tinham a certeza de que escapar não era mais uma opção. O que os impelia a continuar era apenas o instinto. A vontade de viver que entranha nos ossos e na carne, causando as reações químicas que contrariam até mesmo as verdadeira vontades.

E isso, assim como todo o resto, também havia morrido.

 

…e soturna placidez…

 

Ele, desde o início, só queria morrer. Ser enterrado no vapor verde e definhar como todo mundo que conheceu definhou. Mas seu corpo era incapaz de obedecer, Ao invés de ficar e encarar a morte, enquanto seus olhos se desfaziam na névoa ácida, acabou correndo. Segurou a mão da companheira e trabalhou com suas pernas o máximo que pôde. O vento quente parecia rasgar a pele, mas tinha a vantagem de estar levando a morte para o lado contrário a sua corrida. As lembranças eram picotadas como uma televisão com estática, mas por dentro, parecia que não havia parado de correr desde então. Quantos meses haviam se passado? 3?4?5? Não fazia ideia. Sentia ter vivido uma vida dentro da outra. Uma eternidade inteira fugindo e se escondendo, cheirando o ar e esperando que os pulmões secassem como os rios. Quando encontravam água ou algum pequeno animal, eram como uma mina de ouro. Racionavam o máximo que podiam e continuavam sobrevivendo. Mesmo com a possibilidade de ingerir alguma coisa infectada. No final, os prós seriam melhores do que os contras, e morreriam de barriga cheia.

Mas esses dias haviam ficado para trás. Já não comiam há o que ele achava ser uma semana e meia, e não ingeriam qualquer tipo de líquido há três longos, infelizes e dolorosos dias. O sol causticante massacrava em cada passo que era dado, adicionando gravidade aos seus corpos, que cada vez menos se sustentavam. Quando por fim, encontraram o local de descanso ideal.

Seria ali o fim, mas que pelo menos fosse agradável, pensou ele.

 

…que precede…

 

Ela tinha o passado em fragmentos. Parecia que não, mas eles já haviam começado a ingerir radiação. Já havia se incorporado a atmosfera e o próprio planeta fazia questão de espalhá-la pelo globo. Não queria gastar seus últimos suspiros pensando no que passou. Deixou tudo para trás no momento em que se lançou naquele poço que sabia não ter volta. Sentia-se envergonhada por desistir, mas não tinha disposição para demonstrar.

Estreitava os olhos a todo momento para contemplar a morte que galgava em sua direção. O verde escuro que da massa densa, começava clarear conforme ficava mais próximo. Brilhava fantasticamente refletido pelo sol. No final, não seria tão ruim. Até mesmo o medo já havia a abandonado, abandonando o navio com uma resignação dolorosa e ao mesmo tempo reconfortante. Não queria admitir, mas estava cansada de correr. Os músculos já estavam no automático e os ossos funcionando sobre pressão. Se fosse possível, acharia que a água do corpo tinha sido completamente evaporada, porque tocar a si mesma era como roçar os dedos em um solo rachado:

Seco. Morto.

Entretanto, uma certa sensação de dever cumprido também aparecia, bem lá no fundo, tímida e intimidada por toda a desgraça que se abatia. Eles não eram nada em especial. Apenas dois membros de uma comunidade agrícola, que sobrevivia a cada dia em uma deserto praticamente estéril, e que se viram com a vontade de continuar correndo. E sabia que correram até não mais aguentar. Até as bolhas nos pés estourarem e se formarem novamente por mais 100 vezes. Até a língua secar e as cordas vocais minguarem retraídas dentro da garganta sedenta.

Fitava a monstruosidade esmeralda se achegado mais e mais. Indiferente a quem estava em seu caminho, seguindo um fluxo inflexível e imutável. Gastou um sorriso que guardava há muito, olhando para o semimorto que falecia ao seu lado. Segurou sua mão, e olhou em seus olhos, quase fechados, que tentavam lhe retribuir a afeição.

 

…os mortos.

 

Os olhos ávidos foram perdendo o brilho aos poucos, exalando o que restava de vida e deixando que a morte preenchesse. As mãos utilizaram os últimos resquícios de força para um aperto de despedida. A cabeça dele já pendia desorientada. A boca aberta deixava escorrer aquilo que tanto lutaram para ter. A saliva gotejando caia na areia e desaparecia.

O rosto dela não era sereno. A última imagem que teve do companheiro foi a de um corpo frágil, vencido pela natureza implacável e a estupidez humana. Os dedos perderam a força e então, escuridão.

O mundo não parou naquele instante. As nuvens que cobriam o céu continuavam a correr, as ruínas do mundo antigo permaneceram tão intactas quanto poderiam e uma família de baratas surgiu por entre os escombros, começando a esquadrinhar a área.

Aos poucos, a atmosfera seca começou a dar lugar ao gosto metálico, trazido pelos batedores da entidade nuclear que galopava feito um cavaleiro da peste. Não matava nada no caminho porque não havia nada mais a ser morto. Apenas seguia o seu percurso costumeiro, como um vigilantes do augúrio. Cruzando céus e terra até o fim dos tempos.

Os corpos, já sem vida, deslizaram pelas paredes até tocar o chão. Um pingo de chuva tocou a areia próximo a eles, aumentando de volume a cada investida. A carne, tocada pelo ácido, evaporava, e logo nada mais sobraria.

Tão fugaz e voraz ela se aproximava, no silêncio e soturna placidez que precedia os mortos.

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50 comentários em “Chuva Ácida (Jefferson Lemos)

  1. Jefferson Lemos
    12 de agosto de 2015

    Olá, meus caros!

    Gostaria de agradecer a cada um que dedicou seu tempo para vir aqui e me dizer o que achou. A opinião de vocês é muito valiosa, e com certeza levarei para futuros projetos.

    Obrigado a quem gostou, obrigado a quem não gostou, e bola pra frente!

    P.s.: Distopia é FC. ;P

  2. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não gostei muito, esse estilo me parece familiar, já vi isso em algum conto por aqui, mas não me recordo de quem possa ser. Eu sempre tenho um pé atrás com textos como esse, em que não há diálogos quando eu acho que eles deveriam estar ali. É uma questão de gosto pessoal, claro, nada contra, e para mim o texto está bem escrito.

  3. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto é o que chamamos poema em prosa, retratando a solidão em um mundo pós- apocalíptico. A frase interrompida, “Tão fugaz e voraz ela se aproxima no silêncio e soturna placidez que precede os mortos”, remete ao “Despertar dos Deuses” de Asimov, em que os três capítulos dividem a frase “Against stupidity the gods themselves contend in vain”. As frases são muito bonitas, agradáveis de ler. O tom melancólico coaduna bem com o final dos últimos seres. Muito sugestivo.

  4. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 6/10 – Apocalipse climático padrão.

    → Enredo: 7/10 – É interessante, porém não se enquadra neste desafio.

    → Técnica: 10/10 – Está muito bem escrito e, embora eu devesse penaliza-lo ao máximo por fugir do tema, darei nota máxima aqui.

    → Adequação ao tema: 0/10 – Distopia?

  5. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Infelizmente não gostei da falta de caracterização dos personagens, pois isso tornou o texto um pouco cansativo, já que eu não sabia de quem se tratava. A escrita é bela, mas eu preferiria que aqui, coubesse algo mais simples, com algumas explicações. O texto acabou e não peguei direito a ideia do que estava acontecendo.

  6. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Um conto simples, focado num pequeno acontecimento, mas muito denso em suas descrições. Fiquei até com sede, lendo sobre o quanto este pobre casal estava sofrendo. Gostei muito da forma como você usa as palavras, da riqueza do vocabulário.

    Achei bacana a forma como você intercala o que está acontecendo ao rapaz e a moça. Apesar da narração no passado, tive a impressão de que aquilo estava ocorrendo em tempo presente (ou um passado recente, como narrar aquilo que acabou de acontecer). Essa sensação de que isso está ocorrendo em tempo real aumenta a angústia, sendo nós testemunhas de algo terrível e que nada podemos fazer, a não ser observar o destino inevitável.

    Boa sorte

  7. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Uma prosa poética sobre o fim dos tempos. Adorei a linguagem usada. Adorei o sentido depressivo e melancólico do texto. Os parágrafos, as frases, tudo. Tudo menos a extensão. A dado ponto parecia estar mais a enrolar do que a proferir a beatitude de toda a cena. Uma grande prosa de exposição sobre o Fim. Tomara, todavia, que o narrador desse um contributo mais pessoal sobre a cena narrada. Ainda assim, talvez pelo meu gosto pessoal, este atinge um sólido 8!.

    Bem jogado =D

  8. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Achei poético, muito inspirado, bonito mesmo. Gosto muito dessa atmosfera pós-apocalíptica e a melancolia que ela traz, esse vazio que nos reduz a nada. O conto está muito bem escrito, com metáforas bastante interessantes. A ambientação é a parte forte da narrativa. Impossível não se sentir parte do cenário descrito. Os personagens são de torcer o coração, com sua resignação pelo final inexorável. Enfim, um conto triste, como são os contos que nos ficam na memória. Só senti falta de algo mais concreto acontecendo. Sim, a ambientação está excelente, mas talvez fosse interessante acrescentar algo mais concreto à rotina dos protagonistas, algo que os aproximasse do leitor. Da maneira como somos apresentados a eles, somos, nós leitores, apenas testemunhas de seu sofrimento e de sua aceitação. Se houvesse um fiozinho de esperança, traduzida, quem sabe, na busca por um filete de água potável – algo simples –, essa aproximação a que me refiro poderia ser conquistada. De todo modo, um ótimo conto. Parabéns.

    Nota: 8

  9. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Bem escrito o conto, essa sensação da fuga e da luta fica claro ao ler o texto. E no final o autor ainda colocou uma conotação bíblica com os cavaleiros.

  10. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Chuva Ácida
    Rhaoden

    ஒ Habilidade & Talento: Inexplicável seria se eu falasse que o autor não é habilidoso e talentoso. Ele é isso e muito mais!

    ண Criatividade: A história não impressiona em nada, entrando em contraste com a narrativa maravilhosa, que se torna o maior atrativo do conto. Porém, foi possível simpatizar com os personagens e seus sofrimentos.

    ٩۶ Tema: Não se encaixou. Desde quando fim da humanidade ou morte de duas pessoas é ficção científica? Tenha mais foco da próxima vez. Um escritor do seu calibre não pode fazer esse tipo de coisa. Foco!

    இ Egocentrismo: Adorei o texto, tudo nele, do início até seu final.

    Ω Final: O Talento brilha, enquanto a Habilidade permanece ao seu lado. A Criatividade vacila na originalidade, mas manda bem no desenvolvimento. O Tema basicamente não existe. E o Egocentrismo parabeniza o autor.

  11. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Gostei dessa ideia dum casal lutando pela sobrevivência, se arrastando pelo deserto até o fim dos tempos, sucumbindo ao final. Ficou bem fechadinho e interessante, a estrutura do conto também ficou boa, apesar que demorei pra entender os pontos de vista o.O Só acho que faltou um clímax mais forte, porque está bem escrito e narrado mas sem um grande momento :/ Mesmo assim, muito bom por ser diferente do que vemos por sci-fi.

  12. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    Parece-me uma visão demasiado pessimista do futuro, espero que esta visão seja um engano. O conto parece-me muito bem desenvolvido com uma boa trama e bla bla bla, mas não gostei da ideia base, fiquei deprimido. Peço desculpas.

  13. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Sua escrita é excelente, entretanto, a narrativa não me prendeu muito, apesar de passar muito bem o sofrimento dos personagens. De problemas na revisão, encontrei apenas um “sobre” no lugar de “sob”.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Gostei do clima apocalíptico e da maneira como você deu apenas algumas pequenas pistas sobre o que poderia ter levado o mundo a ficar assim, sem ficar jogando informações intermináveis para o leitor. Gostei da maneira como os personagens foram retratados, sem lembranças do que lhes aconteceu ou com o mundo tendo em vista as preocupações mais prementes, o instinto de sobrevivência. Tendo isso em vista, o pouco detalhamento dos acontecimentos até ficou coerente com a condição dos personagens.

    3 – Criatividade (2/3)

    Apocalipse não é uma ideia nova, e tampouco o seu acontecimento devido às ações humanas, mas a boa escrita e a estrutura escolhida para contar a história compensou isso.

  14. Marcel Beliene
    10 de agosto de 2015

    Maravilha! Seu conto é muito bem narrado, descrições impressionantes e consegue transmitir as angústias vividas pelos personagens. Interessante essa abordagem da ruína da espécie humana e de um mundo desolado. Parabéns 🙂

  15. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Bom conto. Este futuro calamitoso que aguardamos é desesperador. Espero que consigamos reverter este processo..

  16. mariasantino1
    9 de agosto de 2015

    Olá, autor!

    Seu conto é sonoro, construções escritas para se recitar, declamar em voz alta, porém, se por um lado é bonito, passagens fortes com imagens aflitivas, por outro, se deseja um freio para captar o enredo, sair do ato, do presente e dar mais base para a pessoa leitora.
    O conto é extremamente descritivo e apreciei bastante algumas contruções como “titã feito de pesadelos… lagoa onírica…”, porém, caberia mais uns flashes para o leitor gostar e sentir mais o amor de ambos.

    Obs: tem um ou outro deslize de digitação, blz? Ah!, e para demarcar os meses, seria mais acertado usar numerais por extenso.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  17. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Conto muito bem escrito, palavras bem escolhidas. Magnífico. No entanto, achei que passou bem longe do tema de ficção científica. Narra muito bem o fim do mundo, com descrições precisa e espetaculares, mas a parte referente à ficção científica passou muito distante do pretendido neste desafio. O autor está de parabéns no que se refere à escrita e à trama, mas eu daria zero ao quesito ficção científica.

  18. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Agonizante. Cenas dolorosas, bem descritas. Não teve um enredo extenso e nem foi preciso para mostrar a causa principal do conto. Mostrou evidentemente a estupidez humana e, particularmente, achei crítica a pequena frase que você mostrou isso.

  19. Thales Soares
    7 de agosto de 2015

    Rhaoden… eu acho que consegui identificar o seu verdadeiro nome por trás do pseudônimo logo no segundo parágrafo. Quando você citou referências de astro física, como a estrela de nêutrons, vixi… você praticamente assinou a obra, Jef!! Acertei? Hahahaha. Seu estilo de descrições é único cara, e eu não tenho mais do que obrigação de conseguir reconhecê-lo quando vejo por aí 😉

    Ok… quanto ao seu conto…
    Caraca, sua escrita está realmente surpreendente!! Se você realmente for o Jef (antigo JC), confesso que estou admirado com sua incrível evolução. Parabéns mano! Lembro-me que começamos a participar desses desafios do EC praticamente na mesma época e, no início, ambos éramos ruins pra caramba kkkk. Nós dois evoluímos, com certeza, mas você evoluiu muito mais do que eu! Todavia, há um pequeno ponto negativo no seu processo de maturidade de escrita, e é nisso que vou focar nesse meu comentário. Ao longo dos últimos desafios, pude perceber que você adquiriu uma escrita fenomenal, com ótimas descrições, proporcionando uma profunda imersão do leitor nas suas obras. Porém, ao longo de todos esses anos, você preocupou-se em evoluir somente a sua parte técnica da escrita… a parte de construção de enredo para uma história, na minha opinião, está fraca.

    E é justamente nisso que este fabuloso conto peca aqui. O único ponto fraco de sua história, é o roteiro. Em sua história, há um casal de humanos num deserto de um mundo pós-apocalíptico, passando fome, sede, morrendo… e a história meio que para por aqui! Resumi o seu conto inteirinho em 2 linhas. Claro, você aplicou a sua escrita mágica para entreter o leitor do início ao fim com apenas essas 2 linhas de roteiro. Ok… porém, mesmo assim, eu ainda sinto uma falta imensa de uma trama um pouquinho mais sofisticada, sabe? Claro que isso é um gosto pessoal, mas eu venho percebendo, pelos comentários da galera, que o que mais encanta a maioria está mais no poder da história do que no poder da escrita. Os grandes escritores do Entre Contos são caras que conseguem juntar perfeitamente esses dois elementos: História bem produzida com escrita fabulosa. Os caras que conseguem fazer isso… vish… aí não tem pra ninguém! E é por isso que estou puxando o seu pé agora! Você já tem uma escrita fabulosa (que, na minha opinião, é o mais difícil do escritor conseguir), agora falta só você melhorar as tramas das suas histórias, e você ficará imbatível nos desafios!

    Sua história enche os olhos do leitor com suas ótimas descrições. Porém, ela não consegue emocionar o leitor! Você obteve sucesso em transmitir para o leitor uma sensação de angústia, e fazê-lo sentir seu universo fictício melancólico. Mas ficou faltando… err… algo a mais! Não sei explicar direito. Você ocupou-se tanto em massacrar as personagens… talvez se você tivesse colocado um vestígio de esperança nos olhos do leitor, fazendo-o acreditar em algo, conduzindo-o, através dessa saborosa leitura, por um rumo mais imprevisível e emocionante. Mas parece que você não se esforçou para isso. Você tentou impressionar o leitor unicamente com sua escrita. Os acontecimentos da história ficaram todos previsíveis, e o conto ficou excessivamente descritivo, sem que houvesse uma gama de acontecimentos regendo o destino das suas pobres personagens. Elas estavam condenadas desde o início, e em nenhum momento você pegou o leitor de surpresa.

    Bom, espero poder ter ajudado. Não sou nem um pouco profissional na escrita (eu sempre perco miseravelmente nesses desafios kkkk)… sou apenas um leitor comum, que na vida real é professor de matemática, e que gosta de se aventurar em boas leituras de vez em quando.

  20. Marcos Miasson
    6 de agosto de 2015

    Olá! Tudo bem? Boa escrita, mas achei o texto um pouco inchado com tantos adjetivos… Talvez pelo estilo da narrativa, mas sou simpatizante dos textos mais objetivos, rs. Boa sorte

  21. Mariza de Campos
    6 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Um detalhe que gostei foram as palavras em negrito que vieram antes de cada texto, deu um efeito bem legal.
    Uma coisa que gostei é de que deu para sentir o desespero que os dois sentiam e qual a situação que passavam. O conto me lembrou o livro Vidas Secas, gosto bastante desse livro e, igual seu conto, dá para sentir e compreender os sentimentos deles.
    Eu normalmente não gosto de tantos detalhes, mas no caso desse conto, ficou bem feito, ainda mais se tratando de um assunto tão delicado quanto a morte e a destruição da terra.
    É isso.
    Abraços! \\o

  22. Phillip Klem
    6 de agosto de 2015

    Boa noite.
    Você escreveu um conto extremamente íntimo, belo e poético. Nos fez viajar e sentir na pele o que os nossos protagonistas sentiam em seus últimos suspiros. Toda a dor, frustração e sensações experimentadas, desde a derrota até o triunfo de não ter desistido até suas últimas forças.
    Você tem um ótimo olho para detalhes sutis e sensíveis, mas que fazem toda a diferença na hora de humanizar uma personagem, como a língua remexendo-se suavemente na boca dele com a simples possibilidade de obter água.
    A atmosfera sombria foi esculpida através da narrativa de modo sutil, porém impregnante, fazendo-se sentir pelo prenuncio agourento e insistente da chegada da nuvem.
    Um belo conto, com belos personagens e um belo fim. Diga-se de passagem, a frase que divide e conclui o texto é uma obra de arte, um deleite para leitores que apreciam uma boa escrita.
    Meus parabéns e muito boa sorte.

  23. Anorkinda Neide
    5 de agosto de 2015

    Criatura, que texto lindo!
    O desafio com poema era outro hein…
    A leitura foi me cativando, cativando (várias frases destacadas para levar ao facebook) e nao olhei o verso antes, me dei o prazer de vê-lo surgir conforme o texto ia avançando.
    e quando chegou em
    … os mortos.
    desabei chorando
    muito muito bom isso! rsrsrsrs
    .
    a gente sabe o que vai acontecer e acontece, nada os salva e isso é bom apenas e tão somente pq o texto está perfeito.

    Parabens

    • Anorkinda Neide
      11 de agosto de 2015

      Chutando autoria:

      Gustavo Araújo, the Boss!

      primeiramente pensei que outro texto era o seu, mas… repensei 🙂

  24. Piscies
    4 de agosto de 2015

    Outro conto que me pegou. Uma bela narrativa de fim de mundo, talvez a melhor que eu tenha lido neste desafio. Passou bem o ar de finalidade, sem esperança, e o quê de lição aprendida, porém tarde demais: nós acabamos com o que nos faz viver; quão estúpidos somos nós?

    Escrita perfeita, fluida e clara. Simples e bela. Curti demais esse conto. Parabéns!

  25. Rubem Cabral
    4 de agosto de 2015

    Olá, Rhaoden.

    Então, achei um bom texto. Poderia, contudo, ter sido um conto muito bom se tivesse mais elementos: uma trama um pouco mais complexa, diálogos. O conto, apresentado como foi, revelou-se muito simples e entregou apenas o esperado, sem maiores surpresas: houve algum tipo de hecatombe nuclear que matou quase tudo e um casal que já estava condenado pela fome e sede tenta sobreviver, sem, no entanto, conseguir.

    A narração, por outro lado, revelou-se bem imagética e imbuída de alguma poesia ou beleza. Isso foi um ponto que apreciei bastante no conto.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  26. Pedro Teixeira
    3 de agosto de 2015

    Olá autor(a)! É um bom conto, com uma boa pegada literária. Só tive a impressão de que a narração se estendeu além do necessário, meio que repetindo o que já havia sido dito. A estória também é previsível, e o enredo não traz nada de excepcional, apesar de não comprometer. O ponto forte é a ótima escrita, que retrata bem o ambiente e as sensações dos personagens.

  27. Evandro Furtado
    3 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – dividida em dois arcos, foi muito bem construída;
    Personagens – 10/10 – essa mesma divisão auxiliou na construição dos mesmos;
    Entretenimento – 10/10 – texto muito interessante, apesar da monotonia dos acontecimentos, não perdeu gás;
    Estética – 10/10 – usar uma narrativa em terceira pessoa com esses versos intercalados que por sua vez formaram a última sentença do texto foi sensacional.

  28. Lucas
    3 de agosto de 2015

    Olá,
    Foi forte a forma como foram feitas as descrições no conto, parabéns. Deu o ar fúnebre e miserável que a história pedia. A reflexão proposta é totalmente válida. A vida é tão frágil.
    Cada vez mais eu fico menos esperançoso com o futuro da humanidade hahahaha.
    Parabéns e boa sorte.

  29. catarinacunha2015
    3 de agosto de 2015

    TÍTULO. O título ficou mais forte do que o texto.
    TEMA. Olha, forçou um pouco a barra. Se não fosse a “chuva ácida” não seria FC.
    FLUXO. Colega, você constrói frases lindamente, mas as cenas são muito repetitivas.
    TRAMA. Toda a trama poderia ser contada no primeiro e último parágrafos.
    FINAL. Já sabíamos desde o título.

  30. Felipe Moreira
    31 de julho de 2015

    Já li textos com estrutura semelhante no EC. Imagino que seja do mesmo autor por conta da habilidade de narrativa. A segunda parte me atingiu como um raio, tão forte que parei um momento, remoendo o que havia acabado de ler pra conseguir continuar… Realmente, tão fugaz.

    Parabéns pelo trabalho. Está muito bem escrito. Demonstra uma segurança invejável.

  31. Andre Luiz
    30 de julho de 2015

    Nossa, fantástica interpretação do tema ficção-científica! Você conseguiu com leveza, fluidez e o impacto necessários, atingir um nível de apreensão que considero muito agradável em um conto, ou seja, por ser um texto curto, acredito que os primeiros parágrafos de tal narrativa sejam os mais “valiosos” para conquistar o leitor. E você soube fazer isto com maestria! O clima criado ultrapassou o desolador comum, onde além de um deserto, o mundo parecia ter se tornado uma gigantesca esfera de gás tóxico radioativo. Até mesmo a pele dos personagens sem nome tornou-se parte do solo craquelado. Enfim, apreciei bastante seu conto, e já o considero como um forte candidato ao pódio. Parabéns!

  32. Claudia Roberta Angst
    30 de julho de 2015

    Que futuro árido,hein? Achei que o conto misturou os temas FC e Fim do Mundo em proporções quase iguais.
    O conto está bem escrito, linguagem adequada, sem entraves. Percebi o cuidado do autor ao delimitar os parágrafos com as ideias apresentadas. O cenário descrito é bem pesado, tenebroso mesmo, portanto não torna a leitura prazerosa. Não é uma falha, é uma característica.
    Dá até uma agonia de imaginar a situação dos personagens e a chuva ácida caindo sem salvação. O desmembramento da última frase como capítulos ficou interessante.
    Boa sorte!

  33. Leonardo Jardim
    28 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) o texto não possui uma trama, é uma descrição detalhada, cruel e bela sobre a sobrevivência e morte em um mundo morto. Esperei que algo mais ocorresse para valer uma nota maior nesse quesito, mas não encontrei nada. Apenas a beleza da escrita não sustenta um bom conto. Estes precisam de uma história por trás.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa. As palavras foram escolhidas com cuidado, as metáforas muito interessantes deixaram o texto todo muito bonito. Porém, a ausência de um fio de uma história deixou a leitura um pouco cansativa.

    ➵ Tema: (2/2) futuro apocalíptico (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) não vi nada de muito novo nessa história.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) eu gostei do texto por causa de suas belas descrições, mas não senti a emoção dos personagens. O impacto seria maior se soubéssemos mais sobre eles ou que víssemos algum fio de esperança na sobrevivência do casal.

    Encontrei os seguintes problemas na revisão:
    ● Mas seu corpo era incapaz de obedecer *ponto* Ao invés de ficar e encarar a morte,
    ● *era* como uma mina de ouro
    ● Já havia se incorporado *à* atmosfera e o próprio planeta fazia questão de espalhá-la pelo globo
    ● monstruosidade esmeralda se *achegando* mais e mais
    ● A saliva gotejando *caía* na areia e desaparecia

  34. Angelo Dias
    27 de julho de 2015

    Não sei se entendi muito bem o conto. Achei confuso. Não sei dizer se gosto ou não.

  35. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-7

  36. Leonardo Stockler
    24 de julho de 2015

    O tom excessivamente descritivo da cena fez com que eu me perdesse em alguns momentos. Não me leve a mal, está bem escrito. É um tom meio profético, inclusive, uma linguagem evocativa bem forte. Tem os meus cumprimentos.

  37. Davenir da Silveira Viganon
    23 de julho de 2015

    A ideia dos subtítulos sendo a frase derradeira, ficou muito bacana. A narrativa ficou bem profunda. Senti-me definhando junto com os personagens. Até tomei um copo d’água no fim do conto. Parabéns!

  38. Tiago Volpato
    22 de julho de 2015

    Você tem belas descrições, tem um estilo de escrita bem agradável e nos deixa interessado no texto. Como ponto negativo eu poderia destacar que o conto é um pouco parado, não tem muita coisa acontecendo, ele é mais descritivo, é uma opinião minha, mas eu não sou muito fã desse tipo de texto. Entretanto, eu gostei bastante dele, não sei se foi porque eu tinha acabado de ouvir a música e por puro capricho do destino eu encontrei esse texto aqui…

  39. Renan Bernardo
    21 de julho de 2015

    Uma das melhores descrições das consequências de uma catástrofe que já li. De verdade. Você soube passar muito bem a agonia que as personagens experienciaram. Excelente conto! Está de parabéns!

    • Renan Bernardo
      24 de julho de 2015

      Adicionando: as frases se formando nos sub-títulos encaixaram muito bem. Seu conto é emocionante! Parabéns novamente!

  40. Alan Machado de Almeida
    21 de julho de 2015

    A citação de uma banda de Metal farofa (muito comercial) no início não me animou, mas gosto pessoal não se discute. A história foi interessante e enriquecida pelo seu truque de entrecortá-la com uma frase. Ficou dando a impressão de que o texto podia ser lido em duas direções diferentes. Iniciando pela frase ou pelo conto. Sua criatividade merece um 9. E se quiser dicas de bandas de Metal melhores é só pedir. Você curte experimentação? Só mesmo melódico ou aceita um gutural?

  41. Antonio Stegues Batista
    17 de julho de 2015

    Uma descrição dramática de dois sobreviventes de uma guerra nuclear. Texto bem escrito, uma visão apocalíptica, mas foi só isso…

  42. JoséMarcos Costa
    17 de julho de 2015

    Legal. Se contos fossem filmes de curta metragens, o seu texto seria um video clipe, vc escreveu bem, montou um cenário muito interessante, um clima denso e atrativo, mas faltou aquela pegada literária de um conto. foi como se vc construisse todo um cenário fantástico e na hora de colocar a história deixasse os personagens lá vazios. minha sugestão? reescrever e reescrever.

  43. Brian Oliveira Lancaster
    17 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O clima de deserto pós-apocalíptico está bem presente e delineado em suas nuances. >> 9.
    G: Curti o estilo mais intimista, deixando o quadro maior apenas como pano de fundo. A jogada com as palavras em negrito, para depois juntá-las no final foi bem criativo, além de auxiliar na separação dos contextos. Sem resolução fácil, conquistou. >> 9.
    U: Notei apenas um “ao invés”, que ficaria melhor com “em vez de”. Mas flui muito bem no restante. >> 9.
    A: Climão Mad Max conquistou muitos por aqui. Quando você mencionou baratas, me lembrou de um anime bizarro, novo, chamado TerraforMars – onde enviam baratas para povoar Marte antes da chegada do homem por lá, só que elas evoluem e, como sempre, dá uma M bem grande. >> 9.

    Nota Final: 9.

  44. Kleber
    17 de julho de 2015

    Muito bom de se ler, mas um pouco arrepiante…

    Tenho notado até aqui que a grande maioria dos contos deste gênero descrevem um futuro distópico. Seria a impressão de que é assim que vamos acabar?rsrs
    Bem, brincadeiras à parte, achei interessante a proposta. Bem estruturado e escrito. Outro conto que nos convida a ler até o fim.

  45. Daniel I. Dutra
    17 de julho de 2015

    Gostei da linguagem. O conto é quase uma prosa poética. O bom uso do vocalubário prende a atenção.

  46. Fabio Baptista
    16 de julho de 2015

    Eu achei legal esse conto. Gostei bastante da atmosfera construída e do clima de desolação que toma conta de todo o texto. Esse cenário lembrou-me o conto vencedor do desafio Fim do Mundo, “Radiação”. Esse clima pós-apocalíptico é sempre algo que nos fascina e amedronta de certa forma.

    Aqui, porém, alguns “pecados” na narrativa impediram uma melhor apreciação da obra, um maior envolvimento. Fiz alguns apontamentos abaixo, a maior parte certamente fruto de uma revisão apressada. Mas o que mais me incomodou foi que me pareceu (posso estar completamente errado, é claro) que o autor tentou o tempo todo empregar um tom épico à história, seja com palavras mais “difíceis” ou descrições exageradamente adjetivadas. Essa pesada de mão infelizmente acabou se destacando demais.

    Apontamentos:

    – sua mente pregava em si mesmo
    >>> mesma

    – nos restos mortais do que um dia fora o mundo, seria sua morada
    >>> trocaria esse “seria” por “faria”

    – mente / fora (mais-que-perfeito)
    >>> Aparecem muito no texto

    – A dor fê-la se curvar
    >>> Esse “fê-la” é um exemplo de pesada de mão pra deixar “épico”.

    – somete
    >>> somente

    – as verdadeira vontades
    >>> verdadeiras

    – Ela tinha
    >>> cacofonia

    – funcionando sobre pressão
    >>> sob

    – uma deserto
    >>> um

    – E sabia que correram
    >>> correriam

    – se achegado mais e mais
    >>> achegando

    NOTA: 6

  47. Rogério Germani
    16 de julho de 2015

    Olá, Rhaoden!

    Se o futuro da humanidade for tão sombrio quanto os cenários pintados nos contos deste desafio, ninguém sobreviverá… rsrrsrs
    Quanto ao seu texto, parabéns pela descrição detalhada da trama. Percebe-se a textura da chuva no planeta carcomido…
    Só não entendo o porquê de, num desafio com o limite máximo de 2000 palavras, a maioria dos contos serem apresentados de forma fragmentada. Para textos curtos como os solicitados neste desafio científico, fica melhor um enredo que o leitor absorve de um único gole.

    Boa sorte no desafio.

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Publicado às 16 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .