EntreContos

Detox Literário.

Memória (Willy G.S.)

Quinta-feira, vinte e nove de setembro de dois mil e cinco. Faltam noventa e três dias para acabar o ano. O primeiro despertador de Thomas começou a tocar. Mas ele já estava acordado há cinco minutos olhando a hora passar. O despertador iluminou a palavra ‘banheiro’ em vermelho. Ele levantou, passou a mão sobre o relógio silenciando-o e rumou à porta onde havia ‘banheiro’ escrito em uma placa.

O espelho logo na entrada exibia um bilhete em sua borda: ‘feche a porta e escove os dentes’. Após fazer os dois sem criticar, virou para sair e leu outra frase na parte de trás da porta: ‘abra a porta e tome banho’. Mais uma vez obedeceu ao bilhete. A água do chuveiro ainda caía quando um segundo despertador começou a tocar, desta vez iluminando a palavra ‘armário’ e desligando a água, saiu do banho, se enxugou com a toalha, como sabia que deveria fazer e saiu do banheiro voltando ao quarto.

No fundo do quarto, sete enormes portas pintadas com a palavra ‘armário’ chamaram sua atenção. Em cada uma delas uma letra da palavra ‘armário’ e um dia da semana. Thomas achou aquilo engraçado. Como tinha certeza que aquele dia era quinta, resolveu abrir a porta onde estava pintado ‘quinta-feira’ e ‘R’.

Dentro dele um uniforme de uma lanchonete estava pendurado no cabide, e nas prateleiras sapatos e meias combinando. Vestiu tudo sem reclamar. No fundo do armário, escrito a palavra ‘cozinha’ em outro bilhete, fez ele se virar e sair do quarto encontrando uma porta com a mesma palavra no fim do corredor.

Abriu-a e se deparou com mais um bilhete em cima da mesa: ‘armário’. Pensou se já não tinha lido aquela palavra em algum lugar, mas desistiu quando não se lembrou de nada. Em um canto uma porta com a palavra ‘armário’ pintada chamou sua atenção. Dentro dela havia sete prateleiras. Cada uma com um dia da semana escrito. Novamente ele escolheu o da quinta-feira, e comeu tudo o que havia ali. Ficou parado em pé olhando para o armário, para as prateleiras e o restante da cozinha, tentando reconhecer o lugar. Alguns minutos se passaram quando outro despertador sobre uma bancada tocou iluminando um bilhete com a instrução: ‘pegue a chave e siga a faixa azul’, junto de uma chave.

Olhou para o despertador e viu uma linha azul descendo pelo armário até o chão, continuando pela cozinha e indo até a sala e passando por debaixo de uma porta. Na porta uma placa com as palavras ‘use a chave’ fez Thomas colocar a chave que encontrou na fechadura e girá-la. A linha azul continuava pelo corredor. Quando Thomas deu o primeiro passo se deparou com um papel pendurado no teto por dois barbantes amarrados na ponta. Como estava escrito ‘tranque a porta com a chave’, Thomas se virou e trancou a porta e logo voltou a seguir a linha azul.

No fim do corredor a linha desenhava um ângulo reto para a esquerda, em direção as escadas. Dois lances abaixo, a linha se virava em direção a uma porta de vidro, depois virava para um balcão, onde, atrás, um homem baixinho e de bigode engraçado olhava sorridente para Thomas.

– Bom dia senhor, sua irmã me pediu para te entregar isto.

O homem esticou um bilhete para Thomas que apenas o pegou sem dizer nada. Na nova pista em mãos a frase ‘deixe a chave e este bilhete e vá ao Ted’d Grills’ não fez sentido algum a ele. Olhou novamente para o porteiro sorridente apontando para fora. Thomas virou e se deparou com uma lanchonete do outro lado da rua: Ted’s Grills.

Agradeceu, deixou a chave e o bilhete e saiu. Olhou para os dois lados, atravessou a rua e entrou na lanchonete. Logo foi recebido pelo próprio Ted, não tão sorridente quanto o porteiro, que lhe deu um balde com água e uma vassoura com pano, dizendo que sua irmã havia lhe pedido para limpar o chão.

Thomas passou o dia limpando todos os cantos da lanchonete. Parou para almoçar quando alguém disse para fazê-lo e voltou ao trabalho quando Ted mencionou sua irmã. Às quatro horas da tarde, Ted tirou o balde e a vassoura de sua mão e o levou até a rua dizendo para entrar por uma porta de vidro do outro lado e falar com o homem atrás do balcão.

Obediente como era, Thomas fez exatamente o que Ted havia lhe dito. Olhou para os dois lados e atravessou a rua.

O porteiro novamente entre sorrisos lhe entregou uma chave e disse para seguir a linha azul do chão, como sua irmã pediu para lhe avisar.

Seguiu a linha, interessado para saber o que encontraria no final. Subiu dois lances de escada, virou em um corredor e chegou a uma porta onde uma folha balançava suavemente. Depois de ler ‘abra a porta com a chave’, ele passou pelo papel, girou a chave na fechadura e leu na parede em frente logo após passar pela porta a frase ‘tranque a porta’. Virou e trancou.

O som de um alarme tocando vinha da cozinha. Esquecendo completamente a linha azul que deveria seguir, andou até a cozinha e viu um despertador, iluminando a palavra ‘dispensa’. Acima dele uma portinhola com a mesma palavra chamou sua atenção. Dentro, prateleiras com os nomes dos dias da semana. Comeu tudo o que tinha na prateleira ‘quinta-feira’.

Minutos depois outro alarme tocou em outro cômodo. Thomas procurou de onde vinha o som e logo entrou no quarto lendo uma mensagem em um bilhete próxima ao despertador: ‘banheiro’. Indo ao banheiro seguiu todos os passos, escovou os dentes tomou banho e outro despertador no banheiro o informou que deveria colocar pijama e ligar para sua irmã. Em uma escrivaninha ao lado da cama um telefone com a foto de sua irmã exatamente sobre o número dois.

Apertou, esperou tocar, a voz da caixa de mensagem soou pelo quarto: “oi Thomas, como foi seu dia? Após o sinal me diga se correu tudo bem e depois vá dormir. Beijos. Te amo.” Um sonoro bip se fez ouvir e ele respondeu que estava tudo bem. Sentiu-se melhor ao ouvir a voz da irmã. Como se ela estivesse por perto.

Desligou o telefone e deitou na cama. Pensou em todas as pessoas que conhecia. Tentou lembrar do dia, o que tinha feito, e não conseguiu, algumas imagens embaçadas apenas. Logo seus olhos fecharam e ele dormiu.

Assim é a semana de Thomas. Toda sua rotina de caça ao tesouro, onde no fim não há tesouro algum. Apenas a vida tranquila de alguém que não consegue reter lembranças.

A sexta-feira começou idêntica. O banho, o uniforme, o café da manhã, a ida ao Ted’s.

Tudo idêntico, mas totalmente novo para Thomas. Estava limpando pela terceira vez naquele dia o mesmo canto da lanchonete, quando ouviu um celular tocar numa mesa próxima. Uma moça tão nova quanto ele, de cabelos negros curtos e roupas diferentes o atendeu, riu, girou a colher na xícara de café e confirmou “é sim, hoje é meu aniversário, que bom que você lembrou”.

Os olhos de Thomas se arregalaram. Trinta de setembro era o aniversário dela. Ele nunca mais se esqueceria disso.

Mesmo que ele não lembrasse nem mesmo onde morava, onde estava ou porque estava ali fazendo aquilo, de uma coisa ele sempre se lembrava: a data de aniversário das pessoas. Era a única maneira de reconhecer alguém. Sabia exatamente quando cada um dos seus colegas de trabalha havia nascido. De sua irmã e do marido dela e de algumas outras pessoas que o visitavam vez ou outra.

E agora, sabia o daquela garota.

Ela desligou o celular aborrecida, guardou na bolsa e voltou a tomar seu café como se não tivesse sido interrompida. Thomas colocou a vassoura de lado, as mãos no bolso e caminhou a passos lentos até a mesa da garota.

– Oi – disse ele sem muita certeza.

– Oi, – respondeu ela, ainda mais incerta.

– Ouvi você dizendo que hoje é seu aniversário. Bom, parabéns. Não conhecia ninguém que faz aniversário em trinta de setembro.

– Muito obrigada – respondeu a garota. – Eu conheço mais duas pessoas, eu acho. Mas o que te fez mudar de ideia e vir falar comigo?

– Como? – perguntou Thomas sem entender a pergunta.

– Faz um milhão de anos que eu falo com você todos os dias e no outro você me ignora. Ou você tem uma namorada ciumenta, ou, não sei, talvez eu não faça seu tipo.

– Nós já nos encontramos antes?

Ela riu e tomou o último gole da xícara.

– Você é estranho. Toma, – esticou uma nota de dez dólares para ele – pode ficar com o troco. Que horas você sai?

– Não sei. Sair da onde?

Ela riu mais alto ainda. Passou a mão pelo cabelo dele e saiu se despedindo.

Ficou parado onde ela o havia deixado, até Ted o chamar e dizer irritado para limpar o chão como sua irmã havia lhe pedido, depois de pegar a nota da mão dele.

O restante do dia correu normalmente, Thomas foi informado por Ted até onde deveria ir, saiu da lanchonete e se preparou para atravessar a rua.

– Aonde pensa que vai? Temos um aniversário para comemorar.

Ela pegou na mão de Thomas e os dois desceram a rua, dobrando esquinas e escolhendo o melhor lugar para comemorarem. Thomas nunca havia visto aqueles lugares, diferentes, coloridos. Nunca havia visto tanta gente, tantos carros.

Comeram um lanche e foram ao cinema. A garota, Jess, achava graça na falta de memória de Thomas. Ele ria junto, também sem entender porque não se lembrava de nada, e, ás vezes, nem se lembrando de porque estava rindo.

Ela falava de sua vida, da faculdade que abandonara, da família rica que odiava. Ele, de todas as pessoas que conhecia a data de nascimento, com Jess sendo a mais recente.

Saíram caminhando pela noite, pelos parques, pelas longas avenidas. Thomas adorou ver tantas luzes. Cada uma delas era nova para ele. No fim da noite, como era o aniversário de Jess, jogaram boliche de graça, tomaram uma caneca de chocolate quente e voltaram para casa. Mas Thomas não imaginava onde poderia ser sua casa. Nem mesmo sabia se tinha uma.

Divertiram-se muito com isso, mas no final, Jess achou melhor voltarem ao Ted’s. Talvez ele pudesse ajudar. Pararam do outro lado da rua da lanchonete, esperando o movimento de carros cessar para atravessarem. Antes que colocassem os pés na rua uma voz chamou Thomas. Era o porteiro do prédio em frente ao Ted’s.

– Sua irmã está te esperando lá em cima Thomas. Ela está preocupada com você – disse o porteiro, mais sério.

– Sua vida gira em torno da Jackson Street? – perguntou Jess.

Thomas entrou e não sabia por onde começar. Nunca havia estado naquele lugar antes. Como ele poderia saber onde sua irmã o estaria esperando?

– Siga a linha azul – disse o porteiro entregando uma chave a ele. – No fim você encontrará seu apartamento e a sua irmã te esperando.

Surpresa, Jess seguiu Thomas pelas escadas, e depois, pelo corredor até uma porta. Lendo o que estava escrito Thomas abriu a porta e entrou na sala sendo agarrado segundos depois por sua irmã.

– Onde você esteve? Não me ligou. Você me mata de preocupação assim! Ah graças a Deus.

Os olhos de Lidia, a irmã de Thomas, derramavam lagrimas em seus ombros, e quando se abriram, viram Jess encostada na porta.

– E quem é esta? – perguntou soltando Thomas do abraço.

– É Jess, hoje é aniversário dela.

Lidia deu um olhar furioso para a garota. Passou a mão pelo cabelo de Thomas o levando para o quarto. Disse para ele tomar banho, arrumou o despertador que o avisaria a dormir para tocar em dez minutos. Saiu do quarto e esperou ouvir o som do chuveiro para se voltar para Jess.

– Eu não sei o que foi que vocês fizeram, nem mesmo como ele sabe que seu aniversário é hoje. A única coisa que eu sei é que você vai sair daqui agora e nunca mais voltar a falar com meu irmão.

Jess fechou a porta e a trancou, tirou a chave da fechadura e a colocou no bolso.

– Só saio quando você me explicar o que está acontecendo.

Lidia respirou fundo, olhou para o quarto, o chuveiro ainda estava ligado. Mais lagrimas caíram pelo rosto.

– Você não precisa saber. Não precisa participar disso. Estou te dando uma chance de ir embora. Pra sempre – disse Lidia virando de costas para Jess e se apoiando na pia.

– Mas eu quero participar. Quero entender o que está acontecendo com o Thomas. Ele é tão adorável. Tão puro.

– Ele é a pessoa mais carinhosa e amável do mundo. Mas é um fardo meu. Ele já tem a mim, não precisa de você.

Ficaram em silêncio alguns segundos. Ainda ouvindo a água caindo no banheiro ao lado, Jess tirou a chave do bolso e colocou sobre a mesa. Achou um lugar para sentar no armário ao lado de Lidia e contou tudo o que passara com Thomas. Lidia limpou o rosto, respirou fundo mais uma vez e começou a contar a história do irmão.

Quando tinha oito anos os pais de Lidia se separaram. Menos de um ano depois seu pai casou e teve um filho, Thomas. Ela não gostava muito do pai, por ter feito sua mãe sofrer tanto. Porém se afeiçoou ao garoto, assim como todos que o conheciam. No aniversário de seis anos dele, eles fizeram uma festa com um grande bolo e muitos doces. No fim da festa o pai deles havia bebido mais do que deveria, porém a mãe de Thomas disse que cuidaria dele, era normal. Lidia deu um abraço no meio irmão e entrou no carro de sua mãe que a levaria para casa. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu depois. O mais provável é que o pai deles bateu na mãe de Thomas até a morte. Na frente do garoto. No dia do aniversário dele.

Desde então ele sofre de falta de memória recente. Os médicos disseram que era um trauma e que poderiam curá-lo, mas depois de tantos anos eles desistiram, começaram a chamar de sequela. Estranhamente, a única lembrança que ele guarda é a data do aniversário das pessoas. Aliás, ele é muito bom com datas. Sabe que dia da semana é qualquer dia do ano que você perguntar. Mas não lembra onde mora, quando tem que comer, a roupa que deve vestir.

Ele nunca chegou a frequentar a escola. Ela que o educava como podia. E depois que ela se casou seu marido não queria que ele morasse junto deles. Seu pai ainda preso e sua mãe falecida, e sem condições de pagar uma enfermeira particular, a única que podia cuidar dele era ela. Por isso ela preparou uma rotina a prova de memória para Thomas. Arrumou um trabalho para ele com um antigo colega de escola, mas sem receber salário algum, sendo apenas um favor mesmo.

E todo fim de semana ela o visita, lava suas roupas, enche a dispensa e o armário para toda a próxima semana.

– Fazemos isso há dois anos e ele nunca percebeu. Vive como se tivesse seis anos, sem preocupações, sem ambições – disse Lidia entre as lágrimas.

– Então é isso que aconteceu comigo?

Thomas estava ali o tempo todo, ligara o chuveiro, mas voltou para contar à sua irmã que havia conhecido uma amiga nova.

– Eu sempre achei tudo muito estranho. Não conseguia me lembrar o que tinha acabado de fazer, de falar. Mas parecia que logo esquecia o que estava querendo lembrar. Porque nunca me contou?

– Claro que contei Thomas. Os médicos te explicaram tudo isso mais de uma vez. Mas horas depois você nunca se lembrava. Usamos todas as técnicas conhecidas. Sem resultados.

Lidia ficou sem saber o que fazer, sabia que logo Thomas esqueceria aquela conversa, mesmo sempre tendo a esperança de que ele de repente começasse a se lembrar das coisas.

Jess foi até ele, segurou em sua mão e olhou dentro de seus olhos.

– Você lembra o que fizemos hoje Thomas? – perguntou Jess. – Para onde fomos?

Ele parou para pensar, se esforçou, quando estava para desistir, algumas imagens começaram a aparecer em sua mente.

– Lembro que você falou comigo de manhã, quando te dei parabéns. E lembro que eu esfreguei o chão depois. E tinha uma avenida, toda iluminada. Acho que nós jogamos boliche, não foi? – ela assentiu e ele sorriu de volta. – Também lembro da sua risada, gostei dela.

Ela riu, como Thomas lembrava, e ele teve certeza que as lembranças com ela ficaram. Sua irmã quase não se segurava em lágrimas. Nos outros dias Jess o levava para conhecer novos lugares e a noite ele ligava para a irmã contando o pouco que lembrava. Logo eles se mudaram para viver juntos, e Jess cuidava dele, de sua falta de memória, dos seus pesadelos e respondia todas as dúvidas que ele tinha.

A sequela de infância sempre permaneceu, mas os momentos com Jess, a casa na praia, os filmes que assistiam todas as noites, as receitas que aprendeu, as brincadeiras com suas duas pequenas filhas; essas lembranças, essas boas lembranças, nunca mais foram esquecidas.

Os tratamentos podem não ter surtido efeito algum. Mas amar e ser amado é mais poderoso que qualquer remédio. E desse remédio, Thomas nunca sentiu falta.

Anúncios

44 comentários em “Memória (Willy G.S.)

  1. G. S. Willy
    18 de novembro de 2015

    Olá, pessoal.

    Muito obrigado por todas as críticas que li aqui, me ajudaram muito, e me ajudarão ainda mais.

    Esse conto foi escrito nos idos de 2011, foi um dos meus primeiros, e devo ter revisto seriamente apenas uma vez recentemente.

    Desde então venho escrevendo muita coisa mas só agora resolvi publicá-los, começando por este, e autopublicando pela Amazon alguns outros, maiores; por isso, se alguém tiver interesse, segue o link da minha página no facebook: https://www.facebook.com/gswilly/

    Obrigado pela leitura mais uma vez…

    G. S. Willy

  2. Fabio D'Oliveira
    5 de novembro de 2015

    ☬ Memória – Final
    ☫ R. R. Underhill

    ஒ Físico: Então, acredito que o autor ainda está aprimorando sua escrita. Ele escreve bem, isso é inegável, mas falta algo. Falta vida! Sem mencionar que, muitas vezes, a narrativa fica acelerada e depois lenta. Essa instabilidade prejudica a leitura se não existe um motivo para estar lá. Por exemplo, no momento que fala sobre o passado do protagonista, fica claro que o autor não encontrou forma melhor de contar e que o limite de palavras o incomodava. Ele precisa trabalhar melhor o desenvolvimento de suas estórias.

    ண Intelecto: Os personagens não possuem vida própria. A quebra da rotina ficou ótimo. Mas a solução do final não impressiona. Pois lembra aquele lindo filme de Adam Sandler. No entanto, como a narrativa desse texto é bem distante, frio, digamos, é impossível se emocionar. O conto também ficou um pouco apressado. A primeira parte se alongou demais. A segunda, em contrapartida, ficou corrida demais.

    ஜ Alma: A quebra da rotina combinou com o tema do concurso, pois o foco permaneceu no cotidiano do protagonista. Acredito que foi um dos autores que realmente capturou a essência do desafio. Parabéns!

    ௰ Egocentrismo: Olha, gostei do texto, mas é inegável que o autor precisa melhorar muito. Vá em frente, em direção ao crescimento, pois parece ter talento na área!

    Ω Final: O texto permanece medíocre, mas o autor tem potencial. Precisa trabalhar o desenvolvimento da estória e não ser tão apressado. Se o enredo é grande demais para o limite de caracteres, guarde a ideia e capture outra. Se for para fazer algo, que seja bem feito! O conto está dentro do tema de forma perfeita. Parabéns!

    ௫ Nota: 7.

  3. Pedro Luna
    5 de novembro de 2015

    Um conto que me dividiu. Achei o drama de Thomas bem misterioso e isso me interessou, apesar da parte do texto que fala de sua rotina ser ao mesmo tempo intrigante e monótona. Com o surgimento de Jess, as coisas mudam, e o autor deixa claro que com ela ele fica melhor. Mas achei um pouco forçado. Porque diabos Jess assumiu essa missão? Interpretei que ela estava apaixonada por ele pois ela disse que falava com ele sempre, mas mesmo assim, seria fácil assim uma pessoa querer cuidar de outra com um problema assim? Bom, a resposta para isso é o amor, que surge em improbabilidades. Mas confesso que pela falta de mais foco nessa parte ( culpa do limite de palavras) achei forçado. No entanto, o resultado foi positivo.

  4. Bia Machado
    5 de novembro de 2015

    Esse era outro que queria muito ler a continuação. Até o momento da cena na cozinha, em que ele diz o que lembra e Jess riu disse eu estava gostando bastante, mas depois a coisa foi muito rápida! Foi como se fosse um resumo do que aconteceu depois, pra caber tudo. Eu nem percebi pela leitura, você usou todo o espaço possível? Só isso explica essa corrida no final… Estou feliz pela forma como tudo terminou (estava torcendo por eles, rs), mas acho que poderia ter sido melhor o desenvolvimento nos últimos momentos, pra não correr tanto nos três parágrafos finais.

  5. rsollberg
    5 de novembro de 2015

    Caro (a), R.R Underhill

    Seu texto se destaca pela competência ao narrar todas ações do protagonista. Não é fácil descrever esse dia esquematizado sem parecer muito chato. Seu ritmo foi muito bom, e me lembrou um pouco do “Mais estranho que a ficção”.

    A história em si não me agradou muito. Quando li o título, pensei que veria algo na linha do “memento” dos Nolan, mas o caminho foi na direção oposta. Na realidade, me soou muito parecido com o “Como se fosse a primeira vez” do Adam Sandler e da Drew Barrymore. Aqui com muito menos comédia e bem mais drama.

    Penso que a escolha do ambiente não teve um motivo justificável. Ou seja, os nomes e o lugares foram irrelevantes para história. Nesse sentido, confesso que ando muito chato pra essas coisas. Não chego a torcer o nariz para “Jess, Thomas, Ted´s”, mas tenho que admitir que já acende uma mensagem iluminada aqui na minha frente “não desanime, leia até o final”.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  6. Felipe Moreira
    5 de novembro de 2015

    Uma história com final feliz. Confesso que esperei algo mais melancólico porque nesse desafio tivemos várias histórias densas e tristes. Talvez o autor tenha mudado de ideia quando escreveu a segunda parte. No entanto, eu gostei do texto. Gostei do Thomas, dos diálogos. Existem elementos já batidos em que encontramos no cinema e até mesmo na tv, mas nada disso me incomdou. Achei o texto leve, bem conduzido e me senti entretido.

    Jess mudou a vida dele e o trouxe de volta aos poucos.O amor pode fazer efeitos desse porte, sem dúvida.

    Parabéns pelo trabalho.

  7. Jefferson Lemos
    4 de novembro de 2015

    Olá,  autor (a).

    Seu conto me prendeu. Gostei bastante dessa temática que você usou, e me vi ansiando por cada momento que viria. Quando terminei de ler nem percebi.  As personagens que você criou ficaram muito bem estruturadas, e o problema de memória dele foi bem descrito.
    Seu estilo me lembra o Pedro Luna.
    A narração é bem ágil e descritiva. Achei estranho quando o conto começou,  mas com o desenrolar fui vendo que a ideia era muito boa e original.
    Com certeza será um conto que figurará  entre os primeiros.
    Parabéns e boa sorte!

  8. Leonardo Jardim
    4 de novembro de 2015

    Memória (R. R. Underhill) – Primeira Fase

    📜 Trama: (2/5) a primeira parte é claramente a metade de uma história. Ela sozinha serve apenas para apresentar o personagem. Veremos se na segunda a trama se fecha.

    📝 Técnica: (2/5) achei muito simples, uma sucessão de ações uma atrás da outra sem um melhor tratamento e/ou pausas para avaliações. Além disso, muitos problemas de pontuação, como quando o pronome é deslocado para o início, por exemplo: “No fim do corredor *vírgula* a linha desenhava um ângulo reto para a esquerda.” Esse problema se repetiu em diversas frases e não tive tempo de anotar todas.

    🎯 Tema: (2/2) muito bem adequado ao tema.

    💡 Criatividade: (3/3) o ponto forte desse conto é a criatividade. Mesmo tendo outras histórias semelhantes por aí, a forma como essa foi contada é muito original.

    🎭 Emoção/Impacto: (3/5) me afeiçoei pelo Thomas, impossível não sentir nada por ele. Mas a primeira parte não deixa muita margem para entrar em sua mente.

    • Leonardo Jardim
      4 de novembro de 2015

      Memória (R. R. Underhill) – Segunda Fase

      📜 Trama: se fechou e se encerrou de forma bonita, mesmo que um pouco piegas. Merece uma bonificação por isso. (+0.5)

      📝 Técnica: manteve o mesmo nível e os mesmos problemas. (0)

      🔧 Gancho/Conexão: é basicamente uma mesma história dividida em duas partes. Esse tipo de conexão estou considerando, mas sem bonificação. (0)

      🎭 Emoção/Impacto: senti falta de um pouco mais se desenvolvimento da emoção das ações, entrar mais na cabeça das pessoas e não apenas contar como elas estão. (0)

      ⭐ Nota: 7.5

  9. Thata Pereira
    28 de outubro de 2015

    Após a leitura da segunda parte:

    Eu achei esse conto lindo. Bem diferente do que estamos lendo aqui nesse desafio, mas o que, para mim, melhor exemplifica o tema: “cotiano”. Confesso que não dou fã dos finais romantizados, mas o acontecimento que deixou Thomas traumatizado tem toda a carga de emoção que eu precisava, marcada pela rotina do rapaz.

    A atitude da irmã também é bastante pesada, deixando-o morar sozinho depois de casada… apenas não entendi se a decisão foi dela ou do marido. Acho bacana que isso fique um pouco mais claro.

    Acho que os últimos parágrafos poderiam ser menos diretos, sem falar o que aconteceu, mas mostrar. Mas entendo o limite do desafio.

    Boa sorte!!

  10. Gustavo Aquino dos Reis
    27 de outubro de 2015

    Tive dificuldade para engrenar na narrativa. E, no que concerne a primeira parte, essa dificuldade de compreensão beirou ao extremo.

    Porém, magistralmente, as pontas frouxas do conto vão se acertando na segunda parte e consegui vislumbrar uma história muito bem pensada. Infelizmente, não posso dizer que o conto me fascinou.

    No entanto, ele têm pontos de excelência. A maneira como a narrativa se desenrola em condução estética poderia ter sido melhor arquitetada – humilde opinião do leitor.

    Parabéns.

  11. Anorkinda Neide
    24 de outubro de 2015

    Olha, que a primeira parte me cansou, mas era preciso dentro de tua proposta, toda a sequência do dia a dia do protagonista. Mas ele cativou mesmo apenas na segunda parte.
    Achei meio romântica a cura dele, meio? kkk Mas tudo bem, ficou fofo 😛
    Até gostaria de ver mais detalhado o cotidiano dele casado com Jess, mas entendo, não caberia.
    Parabéns pela ideia, achei original e a execução muito boa.
    Abração!

  12. Piscies
    22 de outubro de 2015

    Eu gostei da ideia da trama por que foi uma forma interessante de jogar luz sobre o cotidiano comum das pessoas. Muita gente neste desafio estava apelando para cotidianos bastante incomuns para fazer alguma diferença, mas você conseguiu encaixar um cotidiano REALMENTE trivial e narrá-lo de forma interessante.

    Infelizmente, achei a ideia extremamente parecida com o filme “Como se fosse a primeira vez”, de Peter Segal e George Wing, desde a condição de Thomas até o fato de sua irmã ser superprotetora e de uma mulher apaixonar-se por ele e aceitá-lo como ele é.

    Notei alguns problemas na escrita que talvez sejam dignos de atenção especial:

    A frase a seguir está estranha:
    “No fundo do armário, escrito a palavra ‘cozinha’ em outro bilhete, fez ele se virar e sair do quarto encontrando uma porta com a mesma palavra no fim do corredor.”.

    Acho que seria mais claro se ela fosse:
    “No fundo do armário, o bilhete com a palavra “cozinha” o fez se virar e sair do quarto…”

    Outra frase estranha:
    “Tentou lembrar do dia, o que tinha feito, e não conseguiu, algumas imagens embaçadas apenas…”.

    Para mim, o melhor seria algo das linhas de:
    “Tentou lembrar do dia e do que tinha feito mas tudo o que conseguiu foram algumas imagens embaçadas…”

    Um erro: “…colegas de trabalha havia nascido..” – trabalhO

    Uma confusão no tempo da narrativa:
    “Os médicos disseram que era um trauma e que poderiam curá-lo, mas depois de tantos anos eles desistiram, começaram a chamar de sequela. Estranhamente, a única lembrança que ele guarda é a data do aniversário das pessoas. Aliás, ele é muito bom com datas.”

    Esta frase estaria OK se fosse uma fala de Lidia, mas não é. É um parágrafo explicativo. Logo, o certo seria que a segunda frase seguisse o tempo de narrativa da primeira:
    “Estranhamente, a única lembrança que ele guardaVA ERA a data de aniversário das pessoas.”

    É isso. Boa sorte!

  13. Thata Pereira
    22 de outubro de 2015

    Após ler a segunda parte:

    Acho que esse conto foi o que melhor falou sobre cotidiano, porque entendo cotidiano como uma rotina. Só uma coisa me incomodou: na segunda parte não ficou claro que a irmã de Thomas não queria que ele morasse com ela após o casamento ou se isso foi uma coisa do marido dela. Gostei muito do conto!

    Bos sorte!!

  14. catarinacunha2015
    20 de outubro de 2015

    Parte II: Mantenho a nota do TÍTULO (1/2). Quanto ao TEMA, houve uma guinada para “Como se fosse a primeira vez”, logo nada de novo no fronte de batalha. Mas como hoje em dia o ineditismo é exceção vou relevar (1,5/2). O FLUXO perdeu um pouco a batida, mas apareceu emoção (2/2). O tratamento da TRAMA ficou novelesco e tirou minha atenção 1,5/2). FINAL de roteiro, assim, legalzinho (1/2). Total 7

  15. Fabio Baptista
    20 de outubro de 2015

    O conto mudou completamente o ritmo na segunda parte, com uma pegada de “Como se fosse a primeira vez” e alguns elementos bem novelescos, tipo o chuveiro ligado enquanto o cara ouvia tudo atrás da porta, a irmã que ameaça expulsar a visita no instante seguinte desaba em lágrimas e conta a história toda, etc.

    Não me agradou tanto, pois houve uma profusão de explicações sem dar tempo do leitor se apegar aos personagens.

    Mas melhorou em relação ao marasmo inicial, então aumento a nota.

    NOTA: 7

  16. Brian Oliveira Lancaster
    19 de outubro de 2015

    EGUAS (Essência, Gosto, Unidade, Adequação, Solução)

    E: Texto com uma temática intrigante e fascinante. O tom de curiosidade permeia todo o texto. 9,00.
    G: A melancolia geral e o suspense cativam de primeira. Gostei bastante do desenvolvimento, mas o final foi muito apressado e atropelado. Não tira o brilho da história, e do cotidiano, mas foi um belo balde de água fria todas aquelas informações jogadas no encerramento. Dava para entender que ela ficaria com ele, mas poderia ter deixado o restante para imaginação do leitor. – 9,00.
    U: Há certas trocas verbais que incomodam um pouco, pois saltam do passado para o presente e voltam para o passado. Nada que uma revisão não dê um jeito. – 7,00.
    A: Uma abordagem bem diferenciada e enigmática. – 9,00.
    S: Quase não notei a quebra dos textos, mas consegui lembrar o “gancho” como sendo as datas de aniversários, um conceito muito bem explorado aqui. Flui muito bem. – 9,00.

    Nota Final: 8,60.

  17. Evandro Furtado
    19 de outubro de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Recursos Linguísticos – 10/10 – texto muito bem escrito, não encontrei problemas;
    Personagens – 10/10 – incríveis, complexos, adoráveis, para dizer, no mínimo;
    História – 10/10 – muito bem desenvolvida, apesar de achar o final levemente piegas;
    Entretenimento – 10/10 – texto fluído e cativante, que prende o leitor do início ao fim;
    Estética – 10/10 – tratar de um tema tão complexo com tamanha maestria é para poucos, gostei bastante do desenvolvimento dos personagens.

  18. Tiago Volpato
    19 de outubro de 2015

    Não é o meu estilo de texto, mas gostei. Um conto bem simples. Achei bem interessante você trabalhar o cotidiano de uma pessoa sem memória. Seu texto seguiu um ritmo bom. Você conseguiu unir bem as duas partes.
    Foi um ótimo texto, parabéns.

  19. Rubem Cabral
    19 de outubro de 2015

    Olá, R. R. Underhill.

    Então, eu gostei mais da primeira parte, do mistério da rotina do Thomas e da figura nebulosa da irmã. A segunda parte explica o mistério, mas resolve tudo de forma muito rápida e fácil, feito o último capítulo de uma novela: Thomas recupera parte da capacidade de lembrar, casa-se com Jess, tem filhos, etc. Acho que tal desfecho poderia ter sido feito de forma mais orgânica ou que você poderia apresentar algo muito distinto.

    Considerando a soma das partes, darei nota 7,0.

  20. Rogério Germani
    18 de outubro de 2015

    Olá, R.R. Underhill

    Fiquei feliz em saber que Thomas tinha “apenas” sequelas de um trauma que o fazia esquecer as coisas recentes.
    Novamente, utilizam o amor como o remédio para todos os males, uma receita que, pelo que tenho notado, dar bons resultados nos concursos da Entrecontos…rsrsrs. Tirando esta estratégia comum, o conto convence seja pela escrita primorosa, seja pelo desenrolar da trama.

    Boa sorte!

  21. Claudia Roberta Angst
    18 de outubro de 2015

    Eu arriscaria afirmar que o conto foi escrito por uma mulher. Jovem, sensível e romântica. Ou estou completamente enganada.
    O tema cotidiano está aí, com a rotina sem graça de Thomas, como se ele fosse um autômato, sem impressões ou recordações.
    No começo, achei que se tratava de um paciente com Mal de Alzheimer. A narrativa fez com que eu me lembrasse daquele filme Como Se Fosse a Primeira Vez (50 First Dates), pela perda de memória do protagonista, o romance iniciado em uma lanchonete e a “cura” pelo amor.
    A história é bonitinha, ingênua, bem cuidada quanto aos detalhes que fazem parte do cotidiano do rapaz. Só fiquei imaginando o que ele comia. Não tinha de esquentar nada? E os alimentos não se estragavam durante a semana?
    Alguns detalhes escaparam da revisão:
    Ele levantou > Ele levantou-SE
    virou para sair > virou-SE para sair
    um dos seus colegas de trabalha > de trabalhO
    Há algum conflito no emprego de vírgulas também.
    Considero a leitura bem agradável, como um filme da Sessão da Tarde, sem grande impacto, mas um bom passatempo para se apreciar sem pressa e sem preconceito.
    Boa sorte!:)

  22. Fabio D'Oliveira
    17 de outubro de 2015

    ☬ Memória
    ☫ R. R. Uderhill

    ஒ Físico: Fico dividido quando se trata da narrativa. O autor parece escrever bem, mas esse texto, em específico, pareceu-me um pouco medíocre. A narrativa acelerada não ajuda muito, pois a repetição da rotina do Thomas fica extremamente cansativa dessa forma. O ideal seria colocar frases curtas nessas partes. A pausa ajudaria o leitor a degustar a obra em sua totalidade. Devemos saber conduzir a narrativa e procurar evitar manias. Não tenha medo de acelerar e desacelerar. Além disso, o texto precisa de um bom refinamento.

    ண Intelecto: A estória é bem interessante. O autor consegue criar um bom mistério. E o leitor fica com a curiosidade aguçada. O final não impressiona muito, mas a revelação é legal. Não é uma estória medíocre. Parabéns pela ideia e desenvolvimento dela!

    ஜ Alma: O conto está dentro do tema. E se encaixou de uma forma única e perfeita. O cotidiano de uma pessoa sem capacidade de guardar memórias. Mas o conto poderia acabar ali. Não vi potencial para uma continuação.

    ௰ Egocentrismo: Gostei da estória, achei bem planejada, mas a leitura foi bem cansativa. É o efeito da narrativa acelerada com a repetição das descrições da rotina de Thomas.

    Ω Final: Texto um pouco medíocre, com uma ideia bem planejada e interessante. Está dentro do tema, mas não tem potencial para uma continuação.

  23. Renato Silva
    30 de setembro de 2015

    Olá.

    Conto bacana, me lembrou aquele filme “Como se fosse a primeira vez”. Gostaria de ver mais um dia na vida do Thomas, por isso espero uma continuação da estória.

    Boa sorte

  24. Gustavo Aquino dos Reis
    29 de setembro de 2015

    Embora o conto seja muito competente na narração da monótona e insossa da rotina de Thomas – e, acredite, a maneira como você conduziu o trabalho me fez evocar a época em que trabalhava num restaurante – achei um pouco confuso em alguns momentos. Bem dizer, não consegui compreender a trama.

    Existem alguns erros ortográficos.

    Parabéns pelo trabalho.

  25. Thata Pereira
    28 de setembro de 2015

    Gostei do conto. Fiquei pensando se o personagem realmente não consegui lembrar das coisas que fazia ou se o(a) autor(a) do conto queria fazer uma crítica à sociedade. Gostei muito da viagem que esse conto me proporcionou.
    Particularmente, eliminaria esse parágrafo: “Assim é a semana de Thomas. Toda sua rotina de caça ao tesouro, onde no fim não há tesouro algum. Apenas a vida tranquila de alguém que não consegue reter lembranças.”. Não gostei, tirou a delicadeza do conto, imaginei que ele fosse terminar ali, sem despertar a curiosidade para uma continuação. Bom, o conto continua, e deixa o parágrafo ainda mais deslocado.

    Boa sorte!

  26. Bia Machado (@euBiaMachado)
    28 de setembro de 2015

    Emoção: 1,5-2 – Em grande parte do conto eu sinto mais aflição do que qualquer outra coisa, imaginando esse cotidiano acontecendo, diuturnamente. Pensei quase a leitura toda: “isso será possível?” E respondo pra mim mesma que não, rs.

    Enredo: 2-2 – Na maior parte do tempo, a coisa me pareceu inverossímil, talvez pela aflição da situação, me peguei pensando que isso nunca seria possível. Como alguém conseguiria viver assim? Alguém deixaria o irmão viver dessa forma? Alguém empregaria um cara que sofresse desse problema? Alguém que não retesse as coisas na memória não seria passível de aposentadoria, sei lá? Mas eu gostei do conto, principalmente nos momentos finais. A questão de guardar as datas comemorativas poderia ser mais explorada, achei muito bonito o
    final. Abre um leque de possibilidades. É aberto, mas não é vago, funciona com ou sem continuação. E mesmo se fosse certo que o conto seria fechado em si, sem continuação, acharia o final bonito da mesma forma.

    Construção das personagens: 2-2 – Gostei muito do Thomas. Essa situação apresentada no conto, com uma amenização da vida dele dentro de casa renderia um livro. O Thomas pode ser comparado a alguém que sofre de Alzheimer, e alguém assim não poderia ser deixado a viver só, da forma como se apresenta no conto.

    Criatividade: 2-2 – Bem criativo. O inusitado da ideia foi o que me fez ler até o final,
    uma ideia que fez com que eu me perguntasse: “Onde é que isso vai dar?” Ponto para o autor, que deve ter sofrido pra escrever um conto com essa estrutura, rs.

    Adequação ao tema proposto: 1-1 – Bem adequado.

    Gramática: 1-1 – Algumas coisinhas a arrumar, talvez por revisão apressada antes de enviar o conto. Não é “dispensa”, no caso de armário é “despensa” mesmo. E no trecho “cada um dos seus colegas de trabalha”, não saiu o “trabalho”.

    Trecho destacado: “Uma moça tão nova quanto ele, de cabelos negros curtos e roupas diferentes o atendeu, riu, girou a colher na xícara de café e confirmou ‘é sim, hoje é meu aniversário, que bom que você lembrou’. Os olhos de Thomas se arregalaram. Trinta de setembro era o aniversário dela. Ele nunca mais se esqueceria disso.”

  27. Anorkinda Neide
    26 de setembro de 2015

    Olha…
    Ficou monótono de ler este texto… mas para se contar o que vc contou, realmente eu não saberia fazer de forma menos monotona.
    Muito interessante o seu enredo e o seu personagem… Qd ele arregala os olhos pra guardar a data de nascimento, brilhou uma luz neste conto…hehehe
    Até acendeu uma vontade pela continuação dele, o personagem é simpático em sua desmemória e a irmão uma fofa em ser tão cuidadosa.
    Um abraço e boa sorte!

  28. Gustavo Castro Araujo
    26 de setembro de 2015

    Para mim o conto começou um tanto enfadonho e assim se arrastou por boa parte da narrativa. Já no terceiro parágrafo dava para perceber aonde o autor (e Thomas) queria chegar. Antecipar os acontecimentos – saber com clareza para onde se caminha – é, na minha opinião, a melhor maneira de acabar com um bom argumento. E eu de fato estava torcendo o nariz quando chegou o final e me senti surpreendido. Há ali uma luz: a memória do aniversário. Isso, nobre autor, salvou o seu conto. Um gancho excelente para fisgar aquele que se debatia num marasmo de previsibilidade. Confesso que quando buscava inspiração para escrever meu próprio conto para este desafio, me vieram à mente filmes como “Como se fosse a primeira vez”, em que Drew Barrymore acorda sempre pensando que é o dia X em sua vida. De minha parte abandonei a ideia por não saber como desenvolvê-la. Você encarou o desafio. Embora este conto, no geral, não tenha me cativado, tenho que admitir que fiquei curioso para saber o desenrolar.
    Nota: 7

    • Gustavo Castro Araujo
      2 de novembro de 2015

      Retomando…
      Relendo a primeira parte, tenho que admitir que, ao contrário de minha impressão inicial, ficou bem interessante. Eu havia reclamado da mesmice e previsibilidade, mas, ora, isso reflete bem algo cotidiano, não é mesmo? Bem, ponto para você, caro autor. Conforme eu havia dito, o lance com as datas de aniversário serviu muito bem como gancho para a sequência, de modo que fiquei bastante curioso como que vinha por aí. Só que, infelizmente, fiquei bastante frustrado com o desfecho. A aura de mistério que você conseguiu empregar na primeira metade desapareceu completamente por causa das explicações esmiuçadas. Não me entenda mal, só penso que um conto se torna mais interessante na medida em que o autor deixa a quem lê lacunas a serem preenchidas pela própria interpretação. O que quero dizer é que às vezes cabe ao leitor arrancar a explicação do texto, como me parece ser o caso aqui. Quando o autor fornece tudo explicadinho, tira do leitor essa possibilidade, engessando qualquer outra interpretação. E, para completar, a explicação dada no conto foi, além de desnecessária, por demais decepcionante. Já é complicado de aceitar como verossímil a ideia de alguém com perda de memória recente viver sozinho, com base em bilhetes e linhas. Mas, tudo bem, fazia parte da premissa. Só que no momento em que uma garota aparece e passeia com Thomas ele simplesmente se cura do mal que o aflige desde criança. Putz, forçou a barra, né? E a cereja do bolo: Thomas e Jess se apaixonam e casam. Tudo num só parágrafo. Não consegui gostar dessa aceleração. Me lembrou a redação que um amigo escreveu quando era criança: “era uma vez um menino que queria ser rei. E ele conseguiu.”
      Em todo caso, vou dizer que você, caro autor, sabe expor suas ideias de modo interessante. Isso ficou claro na primeira metade do conto. E é justamente por se tratar de um conto, isto é, de um texto curto, que os fatos devem girar em torno de um núcleo simples e de uma premissa direta. Ao explodir o universo de Thomas e, principalmente ao forçar um final feliz e explicadinho, o que se obteve foi um enredo novelesco, insosso e até certo ponto piegas. Claro, haverá quem goste, mas para mim a segunda parte funcionou como um balde de água fria.
      Nota final: 6,5

  29. Lucas Rezende
    25 de setembro de 2015

    Olá,
    Deu pra perceber que Thomas tinha problemas de memória logo no começo do conto. Um personagem que chama a atenção, dá pra sentir pena dele. O começo do texto intriga, mas poderia gerar um segredo sobre o que está realmente acontecendo.
    O final não é empolgante, termina como começa, sem surpresa. A revelação de que ele sempre lembra do aniversário das pessoas é aparentemente o gancho para a segunda parte. Gostaria de ver o que aconteceu com Thomas.
    A única coisa que me desagradou foi o parágrafo onde cita “Assim é a vida de Thomas…” achei desnecessário, o leitor é capaz de deduzir isto.
    Parabéns pelo conto.
    Boa sorte!

    Nota: 6,5

  30. Felipe Moreira
    25 de setembro de 2015

    Estava esperando por um conto que abordasse a rotina, o cotidiano de um indivíduo incapaz de lembrar, seja por qualquer razão. O conto é interessante, embora seja um pouco travado. Achei a leitura um tanto mecânica demais com o Thomas seguindo as orientações. Imagino que além delas, caberia um espaço pra uma exploração maior do que está acontecendo, afinal, está em terceira pessoa.

    O final é interessante e deixou margem pra algo que pode ser grandioso ou extremamente bucólico. Gostei dessa abertura. haha

    Parabéns pelo trabalhoe boa sorte no desafio.

  31. Pedro Viana
    23 de setembro de 2015

    Excelente!

    Entre todos os contos do grupo, este é o que me deixou mais curioso! Está muito bem escrito, prende a atenção do início ao fim e conduz o leitor sem apressá-lo ou cansá-lo. Não tenho muito mais o que comentar. Só que está definitivamente entre os meus preferidos. A nota é 10, meus parabéns! Estou muito ansioso, mas ansioso mesmo, para ver o que posso encontrar na segunda parte!

  32. pythontrooper
    22 de setembro de 2015

    O melhor conto desse grupo. O autor conseguiu de maneira simples e eficiente criar uma história emocionante, curiosa, triste e alegre ao mesmo tempo. Sem erros de português, sem firulas desnecessárias e totalmente fiel ao tema

  33. Maurem Kayna
    21 de setembro de 2015

    Apesar de deixar algumas coisas excessivamente vagas, o extrato de cotidiano desse sujeito sem memória ou com algum tipo peculiar de deficiência é narrado de modo eficaz e é tocante. A onipresença gélida dessa irmã que comanda sua rotina à distância ao mesmo tempo em que apenas deixa um recado gravado no telefone dá um aperto no peito. Gostei.

  34. Tiago Volpato
    18 de setembro de 2015

    Bem interessante o texto. Você escreveu bem e conseguiu passar a rotina dessa pessoa desmemoriada. Não encontrei erros no textos. Faltou só um gancho para o próximo texto, o conto está muito bom, mas não sei se vai deixar o leitor na espectativa do próximo, mas como conto individual está muito bem escrito. Abraços.

  35. catarinacunha2015
    17 de setembro de 2015

    O TÍTULO entrega o melhor do conto; pena (1/2). Boa a ideia de um cotidiano sem memória, mas o TEMA não é inédito (lembra o livro e filme Amnésia) (1, 5/ 2). FLUXO é seco e ajuda a dar o clima de novidade a cada momento, gostei (2/2). TRAMA muito bem costurada e com imagens muito nítidas (2/2). Não precisava tanta explicação, o FINAL ficou meio didático, mas o gancho da garota chamando a atenção de Thomas foi brilhante.(1,5/2) – Total 8.

  36. Brian Oliveira Lancaster
    15 de setembro de 2015

    Altamente criativo. Gostei. Toda a construção lembrou muito alguns filmes. Só achei a frase “assim é a semana…” muito didática, quebrando o ritmo do texto. Tirando isso, é uma ótima atmosfera, bem pensada. O final estimula a curiosidade.

  37. Fabio Baptista
    14 de setembro de 2015

    Eu achei a ideia interessante, ficou algo no estilo daquele filme “Amnésia”.

    Porém, a execução deixou o texto bem… chato… 😦

    Tipo, eu sei que era intenção e tal, mas acho que dava pra passar a mesma ideia sendo bem menos repetitivo, acelarar um pouco até “Assim é a semana de Thomas…”. Até ali, passado o impacto de assimilação da ideia, a leitura ficou bem arrastada.

    O gancho com o aniversário da garota ficou bom.

    – dispensa
    >>> despensa

    – colegas de trabalha
    >>> trabalho

    NOTA: 6

  38. Rubem Cabral
    14 de setembro de 2015

    Olá, R. R. Underhill.

    Gostei do conto. Bem criativa a ideia de alguém com um tipo de amnésia ser guiado para executar uma rotina. Fiquei curioso sobre a irmã, sobre como alguém com uma profissão modesta vivia num apartamento todo preparado, com refeições prontas e roupas limpas, com empregados que o orientassem (o porteiro, por exemplo). Fiquei curioso para conhecer a continuação da história, o que é um bom sinal.

    Quanto à escrita, há pequenos deslizes, mas nada muito sério. Não gostei muito de repetições muito próximas de “armário”, “despertador”, etc. Também teria gostado de ler algo um pouco mais elaborado, feito metáforas interessantes ou frases bem sacadas.

    Enredo: 6 (0-6)
    Escrita: 2,5 (0-4)

    Abraços.

  39. Rogério Germani
    13 de setembro de 2015

    Olá, R. R. Underhill!

    Se não me falha a memória (trocadilho infame, eu sei! srrs), seu conto é belo por trazer à tona o constante reinício do cotidiano,a rotina de quem é vítima do mal de Alzheimer.
    Com escrita precisa e leve, a trama pede para ser continuada…

    Nota 8

  40. Ruh Dias
    12 de setembro de 2015

    Gostei da idéia de rotina mecanizada, pois me fez pensar em Huxley e Farenheit.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 12 de setembro de 2015 por em Cotidiano Trevisan e marcado .