EntreContos

Detox Literário.

Um Futuro Promissor (Phillip Klem)

Um futuro promissor - titulo

Adeline sentia a vibração magnética do trem enquanto este corria por trilhos quase invisíveis. Suas articulações doíam irritantemente sob uma pele pálida e enrugada.

― Isso eles não podem consertar. ― Pensou, enquanto apertava os nós dos dedos, sentindo o peso inevitável do tempo sobre seu corpo frágil.

Um piano quase inaudível soava na cabine e Adeline achou que fosse Chopin, mas não tinha certeza. Já não tinha certeza de nada. O trem corria a uma velocidade astronômica, atravessando estados quase tão rápido quanto as memórias da velha senhora atravessavam décadas.

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Terceira Antologia EntreContos, cujo download completo e gratuito pode ser feito AQUI.

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52 comentários em “Um Futuro Promissor (Phillip Klem)

  1. Phillip Klem
    15 de agosto de 2015

    Eu gostaria muito mesmo de ter tempo para responder comentário por comentário, mas tempo é o que mais me falta nesses dias. Então gostaria de agradecer à todos os que comentaram e votaram por sua dedicação. Suas dicas me enriqueceram muito como escritor e pessoa.
    Muito obrigado por tudo pessoal…

  2. Marcel
    11 de agosto de 2015

    Nossa, que infelicidade a de Adeline, hein? Hehe… Sua narrativa foi muito boa, cara, bons diálogos; dando para perceber a rispidez do médico ao conversar com Adeline. No geral, um bom conto. Parabéns!

  3. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Aí, no auge do conto, vem a maldita falta de revisão e: “Você nuca deveria ter nascido.”. NUCA.

    Enfim. Achei meio confuso lá pela metade, mas promissor. O final merece um pouco mais de trabalho para conseguir o efeito desejado pelo autor. Boa sorte!

  4. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    É uma maneira cética de encarar a reprodução e evolução do ser, linha de produção. Mas não é promissor.

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não sei dizer se gostei ou não. Talvez em partes. O enredo não me cativou, não consegui ficar aflita pelas personagens. Talvez seja o cansaço, e eu gostei de algumas construções que você fez. Fiquei um pouco em dúvida com relação aos tempos. Em algumas partes me confundi e tive que reler.Enfim, boa sorte!

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto representa o desenvolvimento de um tema presente em “Admirável Mundo Novo”, ou seja, a proibição ao ato de ter filhos. O título e o nome da personagem produzem uma trilha musical, no caso, “Ballade pour Adeline”, de Toussaint, interpretada por Richard Clayderman. O que dá um real valor ao conto é que parece algo que ocorreu antes da instauração do “Novo Mundo”, ou seja, alguns anos antes da história criada por Aldous Huxley. Assim, a história é um prelúdio a Bernard Marx e o “selvagem”, fazendo parte do ciclo do “Admirável Mundo”. Para quem quiser ler a continuação, e saber qual foi o “futuro promissor”, ler o romance de Huxley. Muito interessante, escrito no estilo Ursula Le Guin.

  7. Cácia Leal
    11 de agosto de 2015

    Muito bom o conto, excelente! Muito bem escrito e se encaixa com perfeição dentro do tema. Só não gostei dos dois últimos parágrafos, de arrependimento dela, acho que uma mãe não se sentiria assim, talvez. Achei alguns errinhos de português, pequenos, nada que prejudicasse a compreensão, mas que talvez fosse bom corrigir.

  8. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    O conto tá bem escrito, mas percebi pequenos erros de pontuação, mas nada que comprometa sua qualidade. A narrativa é agradável, me agradam as frases curtas e a linearidade do texto. A temática já foi explorada na literatura e no cinema, mas nem por isso deixa de ser um bom conto. Um futuro sem famílias, onde o Estado controla tudo e a todos, algo que tentam fazer e que realmente pode acontecer; parece-me um futuro bem provável, se nada fizermos para evitarmos esse tipo de controle. Gosto de ficção científica exatamente por sua capacidade de ir da fantasia extrema à realidade mais crua que possamos imaginar.

    Poucas passagens me emocionaram nos contos que li.

    Boa sorte.

  9. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei muito da ambientação. Tenho um fraco por distopias e aqui a atmosfera opressora ficou bem construída. Mesmo com um limite baixo de palavras, o autor conseguiu construir um enredo verossímil – dentro da fantasia proposta – capaz de dar sustentação a uma história bem interessante. É possível sentir a angústia de Adeline, especialmente depois que percebemos que ela busca reencontrar o filho. Seguimos seus passos, sabendo, pouco a pouco que ela havia optado, talvez encaminhada pelo Estado, por uma vida pré-formatada. Todavia, percebemos também que ela, já na velhice, tem dúvidas quanto ao caminho trilhado, se isso realmente fez com que ela vivesse a vida em sua plenitude. De fato, Adeline é uma personagem bem construída e interessante. O mesmo não dá para dizer do filho, do Dr. Powell. Achei-o bem esquemático, raso. Claro, poderíamos dizer que a culpa é do limite de duas mil palavras, mas quando comparamos com a profundidade psicológica de Adeline, é inevitável a constatação de que ele merecia – e deveria ter – uma abordagem mais caprichada. Bom o “plot twist” relativo ao momento em que nós, leitores, sabemos da relação entre eles, ainda que eu tenha achado um tanto novelesco o diálogo entre os dois. De todo modo, o texto provoca boas reflexões. Para mim, é isso que separa um conto interessante do esquecível. Faço, por fim, uma sugestão: retire a última frase do texto. Ficou com jeitão de lição de moral, de explicação desnecessária, uma muleta. O leitor deve chegar a essa conclusão por si, sem condução. Ou seja, deve ter sua inteligência respeitada, até para que possa interpretar o texto de outras maneiras.

    Nota: 8

  10. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Esse conto trata de coisas que também tratei no meu. Na verdade, são bem parecidos, principalmente nesse lance da gravidez. Acho que nesse desafio muitos focaram na questão da humanidade no futuro, e de escolhas terríveis. Bom, bacana. Um bom drama que criou uma realidade crível e dura, onde os humanos escolhem saídas aparentemente fáceis.

  11. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 9/10

    → Criatividade: 8/10 – Uma ideia interessante, porém um pouco comum.

    → Enredo: 9/10 – A história tem qualidade, sendo envolvente e dinâmica.

    → Técnica: 8/10 – Leitura agradável e dinâmica. Encontrei alguns erros pequenos, mas a experiência foi muito agradável. Estranhamente, parecia que eu estava lendo uma história em quadrinhos.

    → Adequação ao tema: 10/10 – É um conto de ficção científica.

  12. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Nota dez. Ficção científica, caracterização soberba, trama genial. O pano de fundo é imersivo e as sensações são quase palpáveis. Gostei e recomendo. A florescência dos vinte contra a melancolia dos sessenta: brilhante cenário para uma sociedade futura; e boa crítica social também.

    Não posso deixar de dizer que adorei o conto. Bem jogado! =DD

  13. Fil Felix
    11 de agosto de 2015

    Gostei muito desse conto, é o tipo de narrativa que agrega ao desafio, mostrando uma característica do futuro bizarra mas ao mesmo tempo plausível, explicando e ampliando o universo. Nesse caso, a ideia de extinguir os nascimentos “naturais”. Achei muito interessante e, por mais estranho que pareça, talvez não esteja tão longe de acontecer. Com o crescimento populacional e falta de recursos ambientais, cedo ou tarde será preciso um controle. Gostei de como utilizou desse sistema pra contar a história de uma mãe em busca do filho. Ficou “cinza” mas ao mesmo tempo emotivo. A FC serviu ao propósito.

  14. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Um Futuro Promissor
    Fréderic Sebastian Mozart

    ஒ Habilidade & Talento: O texto inteiro é uma verdadeiro orquestra. Tem harmonia, tem eficácia, tem emoção, tem vida! A habilidade refinada indica um talento inato. Poucos conseguem fazer um conto desse nível.

    ண Criatividade: O futuro racional é assustador, não é? Apenas quando temos tempo para pensar é que percebemos o quanto perdemos. A premissa não é original. O drama também não. Mas a roupagem diferente e o desenvolvimento do texto impressionam. Parabéns!

    ٩۶ Tema: Fico dividido. Oh, dúvida cruel! A tecnologia está presente, ela existe, mas está tão distante. Assim como a ciência. Um pouco mais de foco transformaria o texto…

    இ Egocentrismo: Adorei a história, a protagonista (principalmente o nome, hahaha) e como tudo tem vida própria.

    Ω Final: Talento inato. Habilidade refinada. Criatividade simples. Tema embaçado. Egocentrismo satisfeito.

  15. josé marcos costa
    11 de agosto de 2015

    Você escreveu muito bem, apesar de não ter aquela pegada de ficção científica, eu gostei bastante, mas acho que você poderia trabalhar um pouco mais questões do desenvolvimento da trama de forma a fazer aquele clima básico de um sfy, mas no geral seu trabalho foi legal sim e prendeu minha atenção.

  16. Marcos Miasson
    11 de agosto de 2015

    Olá, tudo bem? Curti o conto, mas acredito que as lembranças e o momento atual se confundem um pouco na narrativa… Senti falta de alguma característica que marcasse mais cada um dos tempos. Boa sorte 😉

  17. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua escrita é boa e a narrativa me prendeu, apesar de ter jogado um bocado de informações no começo. Não reparei em nenhum erro de revisão.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    No começo vi muitas informações sendo jogadas e logo imaginei que este seria mais um conto em forma de relato, mas me surpreendi positivamente. Você apresentou uma sociedade interessante e aproveitou todos os elementos para explorar a personagem e criar uma boa história.

    3 – Criatividade (2/3)

    Achei interessante você não ter mencionado nenhuma guerra, e ainda assim ter conseguido criar um mundo hostil, que se tornou assim apenas por decisões (ou não) individuais de cada um. O mundo estritamente controlado é um tema bastante utilizado, mas que ainda assim gera conflitos interessantes.

  18. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    Anúncio de um futuro assustador, ou melhor, muito assustador. História bem desenvolvida com um fundo assustador, algumas pontas deixadas para trás das costas, mas, no geral está uma boa história, muitos parabéns

  19. Thales Soares
    10 de agosto de 2015

    Fréderic Sebastian Mozart (nossa… que nome imponente ein!!)

    Tecnicamente falando, seu conto está muito bem escrito, com leitura fluida e prazerosa. Ótimas descrições, parágrafos bem organizados, e boas falas das personagens.

    Quanto à história, você aproveitou bem o tema. Utilizou-se de recursos como uma sociedade super desenvolvida no futuro, que se adequou muito bem ao tema. O sentimentalismo da velha, que é a chave de toda a história, não me tocou. Não sei… acho que foi por gosto pessoal mesmo. O conto não conseguiu me fisgar, nem mesmo em seu climax, quando a véia encontrou o médico, o abraçou e disse que ele era seu filho, e ele meio que pensou “foda-se”, e ela começou a chorar. Acho que ando muito insensível ultimamente kkkk

    Que final melancólico, cara! Acho que seria muito mais irado, e quebraria esse tom monótono e broxante do final, se a velha, não suportando a rejeição do filho e sua vida imprestável, se matasse com um tiro de uma arma lazer, ou qualquer coisa do tipo… putz, isso seria interessante de se ver, e daria meio que um gás adicional para a história!

  20. mariasantino1
    9 de agosto de 2015

    Ah!,autor, retire essa última frase, por favor. Não soa natural isso, deixe que o leitor chegue a essa conclusão. Creio eu que o que foi oferecido cumpre bem esse papel 😉
    Olha, sua narrativa é plana, é o tipo de leitura que se passa a vista sem cansar e se percebe logo certa facilidade em soar assim. Acredito que você poderia escrever um romance inteiro nesse ritmo, porque não senti desníveis no “rumo da sua prosa” Curti a boa referência ao Brave New World (nada de sentimentalismos e famílias, estímulo às práticas sexuais, e você ainda chamou de selvagens as pessoas comuns. Boa!). A forma que as ideias foram expostas é que pegou um pouco. Se posso, sugiro que haja uma sinalização da vida da Adeline (aliás nomes parecidos, duas Adelines e uma Adele5. Curioso isso.) antes, o motivos dela pegar o trem até a cidade ficaria melhor no início da narrativa. Mas gostei bastante do conto, embora ache um pouco brusco o confronto da mãe com o filho.

    Obs: Há um erro de digitação na imagem 😦

    Boa sorte no desafio. Parabéns!

    Nota: 8

  21. Tiago Volpato
    9 de agosto de 2015

    Que coincidência, duas Adelines no mesmo desafio. Era um nome que eu não conhecia. Pesquisei e encontrei o filme, não sei se foi daí que vocês tiraram o nome… Enfim…
    É um bom texto, você escreve muito bem e soube criar um fluxo narrativo que seguiu em um ritmo muito bom. A construção do universo e do sentimento materno de uma mulher que se arrepende diante de uma sociedade fria foi muito bem explorado. Você mandou muito bem no texto e acertou em cheio no desafio. Parabéns, um ótimo texto.

  22. Andre Luiz
    9 de agosto de 2015

    O mais curioso nesta história é que ela bate de frente com as “distopias” mais famosas e mais aclamadas, no qual a sociedade é totalmente moldada fora da família e do sentimentalismo. Assim, percebo a importância da discussão que você levantou acerca do tema, com uma mulher idosa voltando às origens, descobrindo-se humana, entendendo-se como mulher e como mãe. Indubitavelmente, você conseguiu ser pleno e sutil no tratamento com o tema de bebês de proveta e a intervenção tecnológica na espécie humana. Fantástico! Parabéns!

    PS: Destaco a seguinte parte: “Adeline havia escolhido a vida pré-fabricada que era moldada e vendida na sociedade, e ela havia comprado. E agora ela podia desfrutar de tudo o que isso trazia. À noite, quando chegou a casa, Adeline tinha, como sempre teve e como sempre teria, a solidão para lhe receber de braços abertos.” Para mim, a filosofia empregada neste trecho já o classificaria como obra-prima. Saudações!

  23. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Nossa, que chocante. Assustador imaginar que um dia o mundo se tornaria assim. Uma história curta, mas que ofereceu sensações tão variadas. Não mudaria nada. Gostei de tudo. A crítica foi bem visível. Parabéns.

  24. Mariza de Campos
    8 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei muito triste o conto, sinceramente partiu meu coração. Embora eu tenha achado triste, o preferi assim, faz mais sentido que o filho a tenha negado, principalmente depois de tantos anos e sem nunca tendo visto ela, além de ser frio ser tudo o que ele sempre aprendeu e o que todos sempre aprenderam nessa época.
    Gostei do jeito que a história foi escrita, de um jeito fácil e gostoso de se ler.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  25. Evandro Furtado
    7 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 8/10 – houve um breve momento em que fiquei confuso no meio, mas logo tudo se explicou;
    Personagens – 10/10 – é possível sentir pena pela protagonista e desprezo por seu filho;
    Entretenimento – 7/10 – faltaram algumas explosões, he he. Brincadeira. É um texto consistente e a discussão mãe-filho se sustenta como clímax, só senti que faltou algo que chamasse mais minha atenção;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em terceira pessoa muito bem construída com diálogos interessantes. Em alguns momentos você usa frases de efeito, o que é bem legal.

  26. Piscies
    6 de agosto de 2015

    O autor é muito bom. A escrita é suave e perfeita, passando bem a melancolia que a narrativa quer passar.

    Gostei da história, apesar de pessoalmente não concordar com futuros tão distópicos desta forma. Meu problema com distopias sociais é que eu acho elas incrivelmente difíceis de acontecer, quando o autor tenta passar que elas são uma possibilidade bastante plausível.

    De qualquer forma, ignorei essa minha opinião pessoal e curti bastante o conto.

    Parabéns mesmo!

  27. catarinacunha2015
    6 de agosto de 2015

    TÍTULO. Traduz bem a essência do conto.
    TEMA. Olha só, você provou ser possível fazer melodrama em FC.
    FLUXO de mãe. Será que só quem pariu sente o quanto o texto é carnal? Saberemos em breve quando sair o resultado.
    TRAMA sinestésica. Difícil escrever para a percepção sensorial do leitor. Boa manipulação.
    FINAL. Ai, ai, ai, ai, ai… Se não fosse essa explicação desnecessária seria nota 10: “Adeline havia escolhido a vida pré-fabricada que era moldada e vendida na sociedade, e ela havia comprado. E agora ela podia desfrutar de tudo o que isso trazia.” Tirou a magia sinestésica tão magistralmente criada pelo (a) autor (a).

  28. Pedro Teixeira
    5 de agosto de 2015

    Olá autor(a)! Belíssimo texto, muito bem conduzido. Tem um quê de “Admirável Mundo Novo” na crítica a uma sociedade mecanizada. Todo o contexto acabou tornando a reação de médico previsível, mas isso não tira o brilho da narrativa. Só o final poderia mudar um pouquinho, para transmitir a mesma ideia da vida pré-fabricada, só que de maneira mais implícita, na minha opinião. Seria coisa de algumas palavras numa frase, que tornariam a conclusão mais sutil. Mas é um belo conto, um dos melhores até aqui,

  29. Anderson Souza
    5 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Gostei do conto! A criação de humanos em grupos, extinguindo a família é factível. Um bom tema, parabéns!

  30. Lucas Rezende
    5 de agosto de 2015

    Olá,
    Eu gostei do texto em geral, é bastante emotivo e tem uma ambientação legal. A personagem foi bem construída e conquista o leitor. A trama é interessante e simples. O que me desagradou foi a última frase, quebrou a harmonia do texto. Ficou uma sensação de lição de moral, sei lá.
    Parabéns e boa sorte.

  31. Rubem Cabral
    5 de agosto de 2015

    Olá, Fréderic.

    Bom conto! O enredo é bastante interessante e abre as portas para boas discussões sobre os limites da ciência. Se, por um lado, a ciência poderá no futuro garantir crianças saudáveis e o descarte dos “deficientes”, por outro pode nos alienar ou manipular. Será que um mundo de somente pessoas lindas, saudáveis e superinteligentes seria assim tão desejável? Somente o futuro dirá.

    Quanto à revisão, há alguns pequenos problemas, em especial com a pontuação, mas não foi nada muito grave. Nos diálogos, por exemplo, deve-se grafar com maiúsculas após o ponto final.

    Boa sorte no desafio e abraços.

  32. Felipe Moreira
    5 de agosto de 2015

    Gostei do conto. Outro que mandou bem na originalidade. O drama do texto em si, a dificuldade da pessoa se encaixar no mundo em constante mudança me lembrou vagamente o filme Her. Não são parecidos enquanto enredos, mas na dor que esse cenário causa para aqueles que simplesmente não conseguem se adaptar, afinal, o que entendemos como natural vai se tornando desnecessário.

    Achei Adeline uma personagem forte, que mostrou uma face que provavelmente vamos ver algum dia. Isso é bacana. O encontro com o filho era uma esperança de redenção, de reverter tudo que ela havia perdido pelas escolhas e pela pressão da sociedade moderna. E como um bom drama, tudo dá errado e suas expectativas são eliminadas. Gosto de histórias assim, com esse tipo de efeito, que ensinam muito mais do que o tal “final feliz”.

    Enfim… Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  33. Anorkinda Neide
    4 de agosto de 2015

    Olha poderia ser um clichê uma história questionando a tendência moderna do fim da família, do controle de natalidade, da opção pela produtividade acima de tudo, pela crença disseminadora de que ‘se realizar’ é ter sucesso, dinheiro e o escambau vendido pela sociedade que só quer mesmo é a sua vida escravizada sem consciência disso… ops me empolguei no discurso! :p

    Mas não ficou clichê pela excelência do texto e pela execução deste. Parabéns.
    Me arrancou lágrimas!
    ate a frase final poderia ser tola até… mas encaixou-se tão bem…não sei pq! rsrsrs

    Enfim, obrigada por este texto!
    (ahh várias frases dele irão para o tópico da Catarina no grupo…hehehe)

  34. Renan Bernardo
    30 de julho de 2015

    Gostei do conto. Você escreve bem. Achei que pecou um pouco na descrição do cenário e houve influências fortes demais de Children of Men e Admirável Mundo Novo, perdendo um pouco da originalidade do tema. Não sei se você conhece o primeiro. Recomendo ler o livro ou assistir ao filme, caso não conheça 🙂

  35. José Marcos Costa
    30 de julho de 2015

    Seu conto foi bastante inovador, fugindo das temáticas comuns, eu gostei, acho que vc apenas deveria trabalhar mais a personalidade dos personagens, Adeline passou uma vida cheia de emoções e sofrimentos e mesmo ela não parece ter absorvida nada daquilo, sei la eu acho que a personagem deveria ser mais marcada por diversas questões psicológicas que deveria aparecer no texto, mas no geral foi muito bom sim, um dos mais bem escritos.

  36. Daniel I. Dutra
    29 de julho de 2015

    Bom conto. Tem uns toques de “Admirável Mundo Novo”.

    Uma curiosidade: a abolição do casamento não é tão ficção-científica assim. Há uma ala de intelectuais mais radicais que propõem abolir qualquer tipo de casamento. Seria uma forma, segundo eles, de acabar com o que eles compreendem como preconceito entre solteiros e casados, e que isto também beneficiaria minorias como os gays.

    Na verdade a coisa virou meio piada. Tem gente falando que,se for verdade, solteiros poderão alegar que fazem parte de um grupo discriminado, rsrs.

    Estou contando isso mais para dizer que as ideias do mundo real são tão estranhas quanto as da ficção.

  37. Leonardo Jardim
    28 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) a união do passado e do presente é interessante, embora fique um pouco confuso no meio do texto. Demorei um pouco a entender a história do passado e do presente, mas compreendi a tempo. O conto fechou bem, mas senti falta algo que marcasse mais no final e não apenas a aceitação da personagem.

    ✍ Técnica: (2/5) é boa, descreve bem e oferece diálogos convincentes. Mas contém alguns problemas, principalmente de pontuação (alguns exemplos abaixo). A nota reflete o padrão adotado no desafio, mas resolvendo esse passivo, tem muito potencial.

    ➵ Tema: (2/2) um futuro (nada) promissor (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) esse tipo de futuro é comum nas histórias de FC.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) o texto foca na emoção do relacionamento maternal. Mas não cheguei a sentir dó da protagonista, acho que faltou criar um pouco mais de envolvimento com ela.

    Exemplos se problemas encontrados principalmente de pontuação de diálogos:
    ● ― Senhora. ― *A* mulher olhava para a tela do exame
    ● perguntou Adeline *ponto* ― Há algo de errado comigo?
    ● Quando deu por si *vírgula* Adeline estava em frente à recepção
    ● ― Boa tarde *sem ponto* ― respondeu à moça
    ● ― Catherine Sinclair *sem ponto* ― mentiu
    ● ― Oh, sim *sem ponto* ― respondeu, indicando o elevador *ponto* ― Pode subir
    ● ― Bom dia Sra. Sinclair ― *disse* o homem *ponto* ― Em que posso *ajudá-la*?
    ● ― Que saudade *vírgula* filho.
    ● Estava sozinha *vírgula* cansada e velha

  38. Kleber
    28 de julho de 2015

    Excelente.

    Conto que suscita questões profundas e nos faz refletir. O que é importante nessa vida? Até que ponto os seres humanos irão no seu vão esforço de produzir a “sociedade ideal’?
    Lembro- me de uma frase famosa; ” Niguém é feliz nesta vida sem ter amado uma vez”. É a mais absoluta verdade. É justamente isso que me veio à mente ao lê-lo.

    Muiot bom!

  39. Leonardo Stockler
    28 de julho de 2015

    De imediato, me lembra de Admirável Mundo Novo, mas é algo bem mais melancólico, porque o que você se esforçou foi em demonstrar a permanência de alguns sentimentos e costumes que não sobreviveriam nesse futuro promissor aí descrito. O ritmo é delicado, adequado à descrição dos sentimentos e emoções. Tendo a gostar de finais tristes, inconclusivos, e o andamento desse conto também me agradou. Talvez eu não tivesse insistido tanto nesse lance do “fim do amor”, que é um tópico recorrente e que nunca me parece ser bem aproveitado.

  40. Angelo Dias
    27 de julho de 2015

    Por mais que o mundo criado se pareça até demais com “Admirável Mundo Novo”, devo dizer que o andamento do conto me surpreendeu. Acho que é um dos poucos contos desse concurso que é coerente quando fala sobre a relação humana do futuro. Parabéns.

  41. Brian Oliveira Lancaster
    27 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Gostei de todo o tom melancólico estilo “espera no trem de Londres”. >> 9.
    G: A construção do texto, como um todo, permeado de emoções, é o que mais cativa. Você abordou o lado social, em vez de tecnológico, e isso foi um grande diferencial neste mar de fios e peças. >> 9.
    U: Infelizmente, faltou um pouquinho mais de revisão num texto tão chamativo. Coisinhas bobas, como falta de acento ou consoantes trocadas. Nota-se que o autor escreve bem, apenas a pressa atrapalhou. >> 8.
    A: Utilizou o tema de forma diferenciada dos demais, agregando sentimentos ao futuro feliz e sombrio, ao mesmo tempo. >> 8.

    Nota Final: 8.

  42. Jefferson Lemos
    25 de julho de 2015

    Olá, autor (a).
    Muito bom conto.
    Gostei da sua narrativa leve, sem rodeios e que me levou ao fim da história sem nem perceber.

    A história tem uma aura de “Admirável Mundo Novo” que me fez imergir em um visual da outra história. Mas ainda assim é bom. Tem uma boa mensagem no final e a personagem é muito bem definida.

    Parabéns e boa sorte!

  43. Davenir da Silveira Viganon
    24 de julho de 2015

    Tem uma queda para o ciberpunk.. “high tech, low life” ainda que não seja no sentido material mas social a vida desta sociedade que imaginou é muito triste. Gostei da perspectiva feminina do futuro, para mim sempre bem vindo. Uma visão dessa metade tão misteriosa para um homem. Gostei bastante! Não senti falta de que situaste o ano e demais detalhes… a história se basta.

  44. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-7

  45. Fabio Baptista
    24 de julho de 2015

    Então… sei que é meio contraditório, mas fiquei com a impressão: bom conto, mas não gostei.

    Achei que o limite de palavras não permitiu uma maior profundidade que a história pedia e tudo acabou ficando “frio”. Porém essa frieza meio que jogou a favor, porque é justamente disso que trata o texto. Proposital ou não, acabou casando bem.

    Essa quebra de 4º parade no finalzinho não ficou legal.

    ― Que saudade filho
    >>> Que saudade, filho

    Frases muito boas:
    – na estação das escolhas ainda não feitas
    – quase tão rápido quanto as memórias da velha senhora atravessavam décadas

    Algumas poderiam ser melhoradas, por exemplo:
    – Adeline havia escolhido a vida pré-fabricada que era moldada e vendida na sociedade, e ela havia comprado

    NOTA: 7

  46. Rogério Germani
    23 de julho de 2015

    Olá, Fréderic!
    Conto comovente e muito bem escrito, repleto de belas imagens. A única coisa que eu mudaria: retirava a pergunta que encerra o conto e o finalizaria no parágrafo que comprova a solidão como companheira de Adeline.

    Boa sorte no desafio!

  47. Alan Machado de Almeida
    23 de julho de 2015

    Tem um filme com Christian Bale (o Batman do Nolan) chamado Equilibrium que seu conto me fez lembrar. O filme mostrava uma sociedade que suprimia e proibia as emoções em favor da praticidade. Seu conto mostra uma ideia parecida só que reduzindo o foco de emoções para amor. No seu universo você poderia explorar que obras de artes eram proibidas também (afinal a maioria sugere vínculo afetivo). Finalizando, gostei da luta carnal X afetividade que você quis passar e parabéns por não cair na pieguice. O que é difícil com esse tema. Nota 9.

  48. Antonio Stegues Batista
    23 de julho de 2015

    Belo conto sobre a assustadora possibilidade do ser humano perder os sentimentos que o tornam diferente dos outros animais. Uma sociedade onde o amor é descartado em proveito do bem físico.

  49. Claudia Roberta Angst
    23 de julho de 2015

    Conto bem escrito, narrativa introspectiva dentro do tema FC. Só no finalzinho encontrei falhas na revisão, mas obviamente de digitação.
    Hans usou para descarta-la – DESCARTÁ-LA
    – Você nuca devia ter nascido. – NUNCA
    Gostei da trama, apesar da tristeza envolvida. Um futuro nada promissor que me lembrou um pouco o livro Admirável Mundo Novo – de Aldous Huxley
    Foi uma boa leitura, sem sobressaltos ou grande impacto, mas interessante.
    Boa sorte!

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Publicado às 22 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .