EntreContos

Detox Literário.

O Sentido da Vida (Fabio Baptista)

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Faz 385 bilhões de anos, mas parece que foi ontem.

Chegamos à praça e nos juntamos à pequena multidão cercando o homem de boné engraçado que transformava o líquido das garrafas coloridas em massa gelada com gosto de inocência. Quis de uva. Meu pai, abacaxi. Recebi um pouco de abacate, que era o que a moça à nossa frente havia pedido e ele pegou um pouco da uva que era minha. Provar o sabor que não se pediu fazia parte da mágica – e eu demorei um bocado para entender isso. Na hora só torci o nariz, porque abacate era bem o que eu menos gostava. Tomamos assento improvisado no tronco de uma árvore desafortunada e observamos o céu, quietos por instantes infinitos. A noite estava salpicada de promessas cintilantes, tão bonitas e puras como só um garoto de nove anos consegue enxergar.

— Cuidado ao olhar as estrelas, filho…

Virei-me, surpreso com o conselho inesperado que quebrara o silêncio e vi toda felicidade do mundo refletida nos olhos do meu pai. Com a boca cheia de sorvete perguntei:

— Por quê?

— Por quê? – Ele sorriu com ternura. – Porque se seus pensamentos perderem-se nelas… jamais conseguirão voltar.

Essa foi outra coisa que custei a compreender. Na ocasião, limitei-me a concordar com a cabeça, enquanto mastigava o que sobrou da casquinha. Não sabia que o conselho do meu pai chegara atrasado, que meus pensamentos já estavam imiscuídos ao cosmos e que eu não seria mais o mesmo, nem se quisesse.

— Qual é o sentido da vida? – Questionei de supetão, fazendo meu velho rir, mais por espanto que por graça.

— Quem pode saber? – Encolheu os ombros. – Se é que existe uma resposta certa para isso, acho que ninguém a conhecerá. Pelo menos não até que a última estrela se apague

Foi minha vez de sorrir. Estava com a mão toda grudenta de sorvete, ao lado do meu super-herói favorito de todos os tempos, conversando sobre os segredos da vida e do universo. Pensei que jamais ficaria tão empolgado novamente.

Estava errado. Pelo menos quanto à intensidade da empolgação. Porque num dia você é garoto, balançando as pernas enquanto toma sorvete com o pai e no outro é adolescente, com os olhos grudados na colega de cabelo encaracolado que senta lá na frente e responde todas as perguntas da professora. Laura. A menina mais linda do mundo, do sistema solar, da Via Láctea e de todas as outras galáxias do multiverso-paralelo-hexadimensional. Depois de muito ensaiar, tomei coragem e convidei-a para um sorvete. Ela abacate com resquícios de groselha, eu uva com comecinho de abacate. Achei meio irônico ela ter pedido logo esse sabor, mas não liguei. Foi o primeiro, o mais gelado e também o mais doce beijo da minha vida. Namoramos intensa e desesperadamente, como só se pode fazer aos quinze anos. Certa vez, em meio às juras de amor exageradas, perguntei:

— Qual é o sentido da vida?

— Da minha… é você. – Laura respondeu, arrancando-me um sorriso que ofuscaria uma supernova.

Uma semana depois, veio à minha carteira e lançou-me um pedido de desculpas em forma de olhar. Deixou-me um bilhete. Cinco linhas apressadas que partiram meu coração em tantas partes que eu jamais pude juntar. Pensei que não conseguiria amar nunca mais. Novamente estava errado. Bom, na verdade, estava certo. Porque amar, eu amei – Luanas, Lilians, Lucianas, Larissas. Mas nenhuma outra Laura. Amores doces, agridoces e amargos. Esses vêm e vão. Mas o amor inocente, despido de qualquer medo ou mácula, o amor insano e brutal que nos faz pular do trampolim antes de ver se tem água na piscina, esse é só uma vez. Seja como for, acabei me casando, com a mulher mais divertida que já tive a honra de conhecer. Regiane. Impossível não se animar com ela por perto.

Desse dia, mais que do bolo, do champanhe e da festa, eu lembro dos olhos do meu pai, transbordando orgulho por detrás das grossas lentes que refletiam o teto da igreja. Ele segurou meu rosto e disse: “Eu te amo, filho… até a última estrela se apagar. Eu te amo…”. Abraçamo-nos por uma eternidade. Então ele colocou algo no bolso do meu paletó e me sussurrou ao ouvido:

— Desculpe não ter te levado ao cinema. Desculpe ter trabalhado tanto. Eu queria… queria poder viver tudo de novo, filho. Queria poder viver… mais.

— Tá tudo bem, pai. Você ainda vai viver bastante… uns cem anos no mínimo!

Nós rimos.

— Mesmo que viva duzentos… nunca será suficiente.

Essa foi outra coisa que não entendi de imediato. Beijei-o na testa e baguncei seu cabelo grisalho. Descendo as escadas cobertas de grãos de arroz, puxei o papel. Era um desenho do Han Solo e Chewbacca (que mais parecia um boneco playmobil ao lado de um Cocker gigante) que eu nem lembrava de ter feito. Olhei para trás e ele estava lá, me vigiando com carinho, como sempre fez.

Foi a última vez que vi a luz da vida brilhar em seu rosto.

Porque num dia você está tomando Piña-Colada à beira da piscina e no outro, está no velório do seu herói. O herói teimoso demais para ir ao médico ver porque as costas doíam tanto. Só voltei a sorrir com gosto três anos depois, quando minha filha nasceu. Sophia. Tão pequena, tão inocente. Ela me fez viver os melhores anos que alguém poderia desejar e ser feliz de um jeito que não sei se merecia ser.

Certa vez, levei-a para tomar sorvete, na mesma praça que meu pai me levara anos atrás. Disse para que escolhesse primeiro e não pude deixar de rir quando ela falou “abacate”. Nós observamos as estrelas e compreendi finalmente, na mais bela das epifanias, o que era o amor em seu estado mais puro. Olhando o céu, podia jurar ter visto os olhos de Deus por um instante e de todo coração eu disse: “obrigado”. Tive a certeza redundantemente absoluta que aquele momento iluminaria minha alma pelo resto dos dias e a tristeza jamais voltaria a se abater sobre mim.

Mas a vida tem o péssimo hábito de destruir sadicamente nossas convicções.

Quando você acha que tudo está bem e ficará assim para sempre, um cara de branco abre um envelope na sua frente e diz que infelizmente sua princesa não viverá o bastante para se tornar astronauta e descobrir se existem homenzinhos verdes em Marte. E você não pode fazer nada além de chorar e se perguntar em silêncio se o sentido da vida é ficar subindo e descendo nessa montanha-russa de alegria e tristeza, onde dor e perda, mesmo que em longo prazo, parecem ser o desfecho inexorável de toda e qualquer felicidade.

Sophia morreu numa quarta-feira e tive certeza que aquele seria o dia mais triste da minha vida, não importava o quanto vivesse depois. Dessa vez eu estava certo. Regiane definhou como se ela própria tivesse passado pelas sessões de quimioterapia. Depois do enterro foi tentar recuperar a vontade de viver, ou ao menos parte da sanidade, nas areias quentes da Austrália, longe de mim e de tudo que pudesse lembrá-la dos dias de bicicleta e algodão-doce que passamos com nosso anjo de olhos castanhos.

***

Queria dizer que foi por altruísmo, para ajudar a humanidade e evitar que outros pais sentissem a mesma dor. Mas estaria mentindo. Não foi por nada disso. Não foi por nada que eu saiba explicar. Talvez tenha sido para trilhar um caminho que não fosse o da janela do apartamento vazio até a calçada. Não sei. Simplesmente foi. Peguei o folheto que um dos médicos me deu no hospital e fui ver do que se tratava. Uma empresa farmacêutica precisava de voluntários (cobaias humanas) para testar efeitos de uma nova droga de “combate ao câncer”. Não sei se a ideia original era realmente essa, mas eles acabaram conseguindo algo muito maior. E muito mais lucrativo.

Eles descobriram a fonte da juventude.

Fui um dos primeiros organismos a aceitar bem a droga, sem vomitar as tripas nem desenvolver esquizofrenia ou síndrome de perseguição. Isso sempre me deixou na vanguarda das novas atualizações do remédio milagroso e soprei as velas de cem anos aparentando pouco mais de quarenta. Descobri que, de fato, com o tempo todas as feridas são cicatrizadas. E curiosamente fiquei mal ao constatar isso, pois era como se estivesse sendo injusto com meu pai. Injusto com Sophia. Ao deixar de sentir dor, parecia que meu amor por eles não era tão grande quanto deveria ser. Seja como for, aos duzentos já não eram muitos os sentimentos que pulsavam em meu coração, nem para o bem, nem para o mal. Uma existência insossa.

Mas as estrelas ainda brilhavam no céu e eu continuei.

Imaginei que com a popularização da nova expectativa de vida a humanidade mergulharia no mais profundo dos infernos de futilidade e degradação. Mas, para minha surpresa, não foi o que aconteceu. As taxas de natalidade despencaram, enquanto os índices de suicídio subiram mais que as ações da empresa que fabricava o coquetel de substâncias com nome científico maior que meu antebraço que ficou conhecido como “pílula da eternidade”. Mas os que restaram lograram êxito, pela primeira vez na história, em trabalhar por um bem comum ao mundo. Assim desenvolvemos escudos anti-meteoros e acompanhamos juntos as naves pousarem em Europa. E nos decepcionamos juntos quando essas naves perfuraram o gelo e não encontraram nada além de água no oceano interno daquela lua. Nenhum sinal de vida. Nem ali e, mais tarde constataríamos, em nenhum outro lugar.

Aperfeiçoamos o projeto HAARP e conseguimos atravessar o longo inverno trazido pela era glacial. Mineramos Vênus e Marte para extrair matéria-prima necessária à construção do hiperacelerador de partículas que circundava todo o sistema solar e também HAL-9001, o supercomputador com tamanho de Ceres e trilhares de vezes mais poder de processamento que a soma de todas as máquinas construídas até então. Os nano-robôs demoraram 278 milhões de anos para concluir o trabalho e a humanidade se revezou em turnos de vigília e criogenia, aguardando o resultado. Quando despertei, vi HAL-9001 cintilando prateado nos céus, imponente, assustadoramente belo. A expressão máxima da engenhosidade humana. Foi a última coisa que me impressionou de verdade.

Perguntaram a ele se a entropia poderia ser revertida. HAL respondeu que ainda não possuía dados suficientes para dar essa resposta. Eu teria perguntado qual é o sentido da vida, mas não o fiz. Menos por falta de oportunidade que por medo da resposta.

Com os novos brinquedos, esmiuçamos táquions e grávitons. HAL estimou em uma para 10^382 a possibilidade de conseguirmos controlá-los. Lutamos contra as probabilidades por dez mil anos. Depois desistimos e nos concentramos em gerar energia escura, o combustível perfeito, essencial para a fuga que precisaríamos fazer quando o Sol explodisse, ou quando Andrômeda chegasse perto demais.

Vi naves explodindo no cinturão de Órion e feixes de energia C brilhando próximos aos portões de Tannhäuser. Vi essas e muitas outras coisas, enquanto éons passavam e a raça humana migrava de planeta em planeta, esquivando-se dos caprichos de um universo indiferente. As constelações foram se apagando, uma a uma. Até não haver mais para onde fugir. Até não haver mais motivo para continuar. Depois que Sophia se foi, para mim nunca houve. Mas, o que meu pai falou… o sentido da vida…

Eu precisava saber.

Faz 385 bilhões de anos, mas parece que foi ontem.

Pelo vidro da nave acompanho o suspiro agonizante da anã-vermelha Sirius-919, a última das estrelas. Conservando nada ou, na melhor das hipóteses, muito pouco do que um dia já foi considerado humano, eu aguardo. Enquanto a luz do universo se apaga, eu penso no meu pai. Penso em Regiane e na mãe que não conheci. Penso até na Laura.

E eu penso em Sophia…

Então, quando tudo se torna um irremediável mar gelado de partículas e carcaças de planetas vagando a esmo, eu entendo. Na mais profunda escuridão, eu vejo o sentido da vida.

Ele é e sempre foi um sorvete de uva.

Misturado com um pouco de abacate.

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58 comentários em “O Sentido da Vida (Fabio Baptista)

  1. Pingback: [Livro] Até o Fim do Universo – FABIO BAPTISTA

  2. Iolandinha Pinheiro
    1 de setembro de 2016

    Muito bacana, inventivo, sentimental, com referências…para resumir, um conto notável. Parabéns, Fábio. Adorei lembrar de 2001, Uma Odisseia no Espaço, adorei a finitude das estrelas, adorei ver o protagonista namorar com uma porção de mulheres com o nome iniciado pela letra L e depois casar com uma Regiane. Encontrei referências que talvez só façam sentido para mim, rs. Você conseguiu fazer um trabalho que toca o leitor de várias maneiras e fez com competência e brilho. Espero ler outros trabalhos teus. Grande abraço.

  3. infoman32
    14 de dezembro de 2015

    Publiquei seu conto na minha timeline.

  4. Denise Cristine
    20 de agosto de 2015

    Lindo!

  5. Pingback: Resultados do Desafio “Ficção Científica” | EntreContos

  6. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    DEZ!! DEZ DEZ DEZ! O sentido da vida em FC. A qualidade de escrita do autor é arrebatadora. Os diálogos, a narração introspectiva, o ponto de vista imaculado, as pausas, os parágrafos…que viagem. Adorei. Ansioso por descobrir a criatura que escreveu tamanho conto!

    Muito bem jogado! =DDD

  7. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 10/10

    → Criatividade: 10/10 – A criatividade está mais na forma como foi desenvolvido o conto… gostei muito disso!

    → Enredo: 10/10 – O enredo seco é simples, mas foi executado magistralmente.

    → Técnica: 10/10 – Leitura bastante agradável.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Tudo bem, não vou tirar ponto aqui.

  8. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O autor já começa mostrando sua categoria com metáforas tipo “transformava o líquido das garrafas coloridas em massa gelada com gosto de inocência.” O que chama a atenção é que o autor narra inúmeros fatos, mas como são narrados com intensidade, nitidez, não dá a impressão que estão amontoados. A circularidade do conto, que começa e termina com o sorvete, é um toque de mestre. Excelente.

  9. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Não tenho a menor dúvida de que este será o conto vencedor do desafio. O que me faz ter esta certeza ainda hoje – 31/07 – não é o fato do conto ter sido bem comentado na página de autores do fb, mas a percepção de que a narrativa desperta nossas emoções mais autênticas. Não é possível passar incólume por um texto destes, que fala de modo sensível e e ao mesmo tempo profundo, sem jamais soar piegas, sobre aquilo que nos faz humanos: a capacidade de amar. Digo mais: o que torna este conto grandioso – em minha opinião, um dos melhores que já li no EC ou em qualquer outro lugar – é o trato das relações interpessoais. Não que o tema ficção científica tenha sido colocada de lado, mas, ao abordar os dilemas de uma vida que jamais se findará e suas implicações filosóficas, o autor praticamente tornou irrelevantes os aspectos de sci fi. Se eu fosse rabugento – e às vezes sou – eu poderia dizer que houve fuga ao tema, mas isso seria uma injustiça, afinal, ainda que tênue, o sentido da vida só pôde ser descoberto quando a última estrela se apagou, não é mesmo?

    Além disso, ainda que não importantes para o desenvolvimento da história, há alusões inteligentes ao destino do universo, como o fato do sol crescer e a noção de que a Via Lactea e Andrômeda um dia se chocarão. Do mesmo modo, achei bacanas as alusões às luas de nossos grandes planetas. Mas isso, como diria um velho professor que tive na faculdade, é perfumaria.

    A força do conto é a emoção que ele provoca, é o fato de sentirmos o coração apertado quando o pai dialoga com o protagonista ou quando este se vê impotente ao ver a filha partir. Além disso, traz questionamentos muito interessantes sobre o isolamento, sobre a solidão. Como nos comportaríamos diante da imortalidade? As experiências vividas na idade mais tenra, mesmo as mais marcantes, perderiam a importância? Teríamos paciência para uma vida sem fim? Claro, o limite de palavras impediu o aprofundamento dessas questões. Para que isso fosse explorado adequadamente, seriam necessárias, sei lá, umas dezenove mil palavras, rs Mas, de todo modo, ainda que tangentes, as assertivas nesse sentido funcionaram muito bem, como uma agulhada, só para recordar ao leitor que sim, o autor pensou nelas.

    O único aspecto que me fez piscar foi a maturidade um pouco exagerada do narrador quando, aos nove anos, pergunta ao pai “qual o sentido da vida?”. Não consegui aceitar muito bem esse trecho, ainda que percebendo, ao final, sua necessidade para conectar as diversas fases da vida do protagonista. Creio que ficaria mais verossímil se o menino perguntasse, como a maioria das crianças faz, “por que a gente nasce? Por que a gente morre?” A isso o pai responderia: “ah, sim, você quer saber o sentido da vida…” Daí por diante, da adolescência até o final do universo, a pergunta poderia ser, de fato, aquela que o pai “traduziu”, mantendo a premissa do título e, mais do que isso, funcionando como uma homenagem ao velho. Bem, é uma sugestão apenas.

    Sempre tento emprestar algo humano às minhas próprias narrativas. É isso, como eu disse, que atrai o leitor, que faz com que haja identificação com os personagens, quer pelo lado bom, quer pelo lado ruim, seja ao partilhar uma alegria, seja ao remoer um sofrimento. Aqui, você acertou em cheio. Um conto que eu desejaria ter escrito. Parabéns.

    Nota: 10

  10. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Alguns trechos são homenagens a alguns filmes? Eu creio que sim, mas o autor dirá melhor..rs

  11. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Belo texto. Mais um que parece ter muito mais palavras que o limite. O autor construiu um bom personagem e nos contou sua saga. Parabéns. Uma história interessante, com momentos tristes e tocantes. Um drama ferrado, como deve ser a vida de alguns bons e velhos seres humanos. O fim aponta que a simplicidade é tudo, mas como ser simples? Um dos meus textos favoritos. Parabéns.

  12. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    Primeiro, gotas de suor másculo escorreram pelo canto dos meus olhos ao encontrar, já no primeiro parágrafo, não uma, não duas, mas TRÊS crases. CERTINHAS! PERFEITINHAS! Do jeitinho que o Cegalla gosta (gostava, tadinho).

    E daí, com essa picardia em mente, me achando o próprio Jerry Lewis, vem o conto me dá um bofetada… e depois mais outra. E um jab. E um Hadoken.

    Maldito autor! Agora estou aqui com pimenta nos olhos. Nem vou desejar boa sorte. Não precisa.

  13. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Eu não ia ler esse conto, ia deixar para amanhã, porque hoje estava muito cansada: as pernas cansadas de tanto tempo sentada, as vistas cansadas de tanto ler em frente ao computador e a cabeça cansada de tantas histórias de FC. Mas que bom que resisti e resolvi ler “O Sentido da Vida”. No primeiro terço do conto, pensei: “é muito bonito, mas cadê a FC? Como posso dar 10 se não tiver a bendita da FC?”; aí a FC apareceu e eu me desanimei um pouco, porque essa parte ficou um tanto corrida, por conta do limite de palavras, creio, e também porque eu não estava me importando nem um pouco com a FC, queria que ela nem existisse naquele momento, queria a vida do personagem e não o que tinha acontecido com a humanidade toda. E no último terço, digamos, até a FC se encaixou bem, dando uma melancolia ao texto, me fazendo lembrar um pouco de “O Fim da Infância”, quando você sabe que não há mais volta, que é aquilo mesmo, o jeito é aceitar, com muita dor no coração, mas ciente de que não há outro jeito… E aí vêm as duas últimas frases, perfeitas. E eu te agradeço por isso, obrigada.

  14. Fabio D'Oliveira
    10 de agosto de 2015

    O Sentido da Vida
    Isaac Asiengov

    ஒ Habilidade & Talento: Adorei esse casamento. Foi belo, assim como uma noite estrelada. E competente, assim como o sorveteiro que sorri para a vida. É um relato lindo, mas longo. Não me cansei, no entanto, pelo estilo um tanto diferente, pode causar cansaço em muitos leitores. Tome cuidado com isso!

    ண Criatividade: O desenvolvimento da história e do protagonista me provou que sua criatividade é enorme. Apesar disso, achei a história um pouco linear demais, explicativa demais, irreal demais. No início, por exemplo, não parecia uma conversa típica de pai para filho. E o argumento para a imortalidade ficou raso demais. Antes de desenvolver uma ideia na ficção científica, pergunte-se uma coisa: é assim que aconteceria na nossa realidade?

    ٩۶ Tema: Tem um pé dentro, mas não se encaixa completamente. O foco é, e não dá para negar isso, o passado do protagonista. O fato de um futuro brilhante com exploração espacial não condiz completamente com a ficção científica.

    இ Egocentrismo: Adorei o texto e sua poesia intrínseca. O maior feito do texto é isso. Porém, apesar da escrita bonita, não dá para realmente sentir o que o narrador sente.

    Ω Final: A Habilidade e o Talento estão apaixonados. E são felizes juntos! A Criatividade se mostra competente como aconselhadora do casal. O Tema quase foi deixado de lado. Por fim, o Egocentrismo aprecia o namoro, pois é um romântico, mas também os reprimem por serem um pouco piegas demais.

  15. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Mais parece um tratado filosófico do que um conto. O texto é muito bonito e eu acho que quase todos que leram se identificaram com os questionamentos do protagonista. Quanto ao quesito “tema proposto”, acho que deixou a desejar um pouco. Mesmo que fale em novas drogas para prolongar a vida e explorar outros planetas, mais parece uma obra de fantasia do que ficção científica propriamente dita.

    Acho estranho um sujeito viver centenas de bilhões de anos e não encontrar uma única espécie extraterrestre; viveu tanto e não transcendeu o corpo físico? Esses humanos não evoluíam, não?

    Percebo que houve uma preocupação maior em se discutir o sentido da vida do que mostrar os avanços científicos em si. Por isso digo que é mais um tratado filosófico do que um conto de ficção científica. Mesmo assim, parabéns pelo belo texto.

    Boa sorte.

  16. Fil Felix
    9 de agosto de 2015

    Conto muito bem desenvolvido, há uma voz bastante profissional por detrás. Sabe medir as palavras, as sentenças, emocionar nos momentos certos. Fiquei na dúvida se a história iria caminhar pro sci-fi ou se ficaria na água com açúcar! Fiquei feliz pelo rumo tomado, lidando com essa questão da vida eterna que arrebata quase a todos. Quem que quer morrer, não é mesmo? A analogia ao sorvete do início também deixa o conto bem fechadinho e filosófico, vida nova com resquícios do passado, sempre. Por esses motivos, é um conto muito bom, sem dúvidas. Mas por questões pessoais e de gosto, achei muito romantizado. Que não é ruim, apenas não faz minha praia.

  17. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Gostei bastante. Excelente conto. Linguagem fácil e descontraída. Narrado na primeira pessoa, o autor ganhou a simpatia do leitor. Encontrei alguns erros de português e mereceria uma revisão mais apurada depois, mas nada que prejudicasse a compreensão da obra. Só achei que o final poderia ser mais desenvolvido, pois toda a história da humanidade se passa tão rapidamente, mas compreendo que são as lembranças do personagem. Me lembra o filme Interestelar. Parabéns!

  18. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Quando terminei de ler esse conto eu disse para mim mesmo: “Sem chance alguma de ganhar essa parada.” Perfeito! Tocante! De início me perguntei onde estava a ficção, mas depois me surpreendi com tal criatividade. Belo, genial e encantador. Um grandiosíssimo parabéns.

  19. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    História interessante de ler, mas que se liga mais ao presente que à ficção cientifica, mas gostei muito e parece-me que quem escreveu tem mão firme para a escrita. Muitos parabéns.

  20. Laís Helena
    5 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua narrativa é excelente e a escrita está impecável. Conduziu-me pelo conto rapidamente, é aquele tipo de história que parece menor do que realmente é.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    Gostei muito do enredo e da maneira como você trabalhou seu personagem, mostrando-nos por que, depois de tantas decepções com a vida, ele insistiu em continuar. Além disso, gosto muito do tema que você escolheu abordar: tenho uma fascinação por ler histórias sobre a busca pela juventude e pela imortalidade. E você fez isso muito bem!

    3 – Criatividade (3/3)

    O final foi totalmente inesperado, assim como a maneira que você misturou temas tão diversos (desde um simples passeio de pais e filhos até a busca pela imortalidade e por novos locais pelo universo) sem produzir um texto desconexo.

  21. Mariza de Campos
    3 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Não seria exagero se eu falasse que quase chorei lendo esse conto, ele foi o mais bonito de todos daqui que li até agora.
    Você me enganou direitinho, antes morte da Sophia, eu tive a linda ilusão de pensar “Awn, será que esse conto será todo fofinho?”, até pensei que esse conto não estava sendo ficção científica, mas depois mostrou que era.
    Os sentimentos dele foram colocados de um jeito muito bom e bonito também, a escrita me encantou e achei o final lindo.
    Achei a conclusão dele sobre o sentido da vida linda e faz sentido com tudo o que ele passou até agora.
    É isso, muito bonito o conto.
    Abraços! \\o

  22. mariasantino1
    30 de julho de 2015

    Olá, autor!

    Ah! Posso dá um pitaquinho sobre esse final? A inclusão da palavra “simplicidade” antes de sorvete de uva, alinhavaria melhor o sentido mesmo de simplicidade, de pequenas coisas, que é o que temos para “o sentido da vida”. Sabia que as fitas de DNA só são transcritas num único sentido? (5′ -> 3′, carbonos livres para fazer as ligações), e como está no DNA as caracteristicas genéticas dos indivíduos, dizemos que o sentido da vida é 5′ ->3′, pois é nesse sentido que as fitas de DNA são transcritas, que ele é duplicado… (sei, foi a coisa mais inútil que eu jé disse. Deixa pra lá).

    O conto tem uma forte carga de sentimentalismo, construções frasais bonitas, mas, com todo respeito, autor, pra mim faltou naturalidade em algumas passagens. Senti que muitas dessas construções foram colocadas aí para cativar o leitor e, gosto bastante de uma ou outra construção bonita, assim como curto referências dessa ou daquela obra aqui e ali, mas não curto quando ambas aparecem a todo momento em um texto (é só um exemplo). Exageros como: “A menina mais linda de todo mundo, do sistema solar, da Via Láctea e de outras galáxias do multiverso -hexadimensional”, me fizeram sentir um pouco de forçação de barra, como se eu estivesse olhando um quadro cuja tonalidade das cores se tornassem intensas ao ponto de ferir os olhos. Já em outras passagens, como o fato do personagem se casar com uma pessoa alegre, divertida, achei é tão natural, tão humano, porque muitas vezes ponderamos entre a paz de um relacionamento plano, à paixão avassaladora, e, para mim, mais do que o escrachado, o que vai nas entrelinhas funciona melhor.
    A trama é muito boa e me peguei pensando se seria possivel o lance de “entalpia e entropia” culminar em um novo “big bang”, hã? Ah, sim, e que bom que o projeto Haarp foi usado para o bem.
    Um bom conto que só não leva nota máxima pela intensidade das cores (minha opinião).
    Parabéns!

    Nota: 09

  23. Evandro Furtado
    30 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – perfeita, no mais puro sentido da palavra;
    História – 10/10 – dizem que não é ela em si, mas como se conta, e no seu caso…
    Personagens – 10/10 – fascinantes;
    Entretenimento – 10/10 – só faltou a pipoca aqui;
    Estética – 10/10 – faltou um pouquinho pra arrancar lágrimas, um pouquinho de vergonha na minha cara porque seu texto é simplesmente fantástico!

  24. Piscies
    29 de julho de 2015

    Minha nota 10 apareceu! XD

    Esse conto está tão sublime que nem vou me alongar no comentário. Tudo nota 10. Foi daqueles contos que você termina de ler com olhos marejados e um meio sorriso no rosto.

    Isto aqui é uma obra-prima. Parabéns!

  25. Phillip Klem
    29 de julho de 2015

    Boa noite. Que bela escrita você tem.
    Fiquei sinceramente apaixonado pelo seu estilo e pelo sentimento impregnado na sua narrativa.
    O relato da infância e adolescência do personagem principal conseguiu me tocar e trazer à tona memórias e sensações que vivi. Senti-me novamente como um menino.
    Apenas os grandes escritores têm a capacidade de despertar isso em seus leitores.
    Fiquei admirado com a sua habilidade em reparar nas coisas mais simples porém mais marcantes das relações que cultivamos com as pessoas, sejam elas nossos pais, cônjuges ou filhos. Você vê como um artista.
    Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o rumo que a estória tomou a partir do momento que ele passou a não envelhecer. De um personagem intimamente identificável com todos nós ele passou a mero observador de uma humanidade e um universo definhante. Sinceramente o conto merecia outro rumo.
    Porém, o desafio é sobre ficção científica e você cumpriu a tarefa com esmero.
    Aliás, minha decepção é puramente baseada em meu gosto pessoal e não, em hipótese alguma, na qualidade da sua escrita, que permaneceu bela e impecável durante todo o texto.
    Em resumo, um conto bem escrito, bem planejado, bem construído e com uma conclusão belíssima. Um possível, provável e muito bem merecido ganhador deste certame.
    Meus parabéns.

  26. Thales Soares
    28 de julho de 2015

    O que é isso, Isaac Asiengov??

    Cara….. pare com isso. Assim é até covardia, né? Ou melhor… não pare, continue! Ual… é meio que uma sensação estranha, conflitante, quando eu topo com um conto tão monstruosamente soberbo como esse!!! Por um lado, eu fico me sentindo meio chateado, pois vejo que não terei a menor chance de vencer hahaha. Por outro lado, eu fico me sentindo inspirado, e feliz por ver que ainda há um grande caminho para eu, como escritor, percorrer.

    Confessor que, a princípio, eu julguei esse conto pela capa… ou melhor, pela foto e pelo título. Eu vi a foto de um cara bem simples, e um título brega e genérico como “O Sentido da Vida”. Caramba, pensei, não há chances deste conto me impressionar! Como não havia a opção de eu pular este conto (pois eu precisava lê-lo para comentar), eu segui em frente, mas meio de má vontade. Acho que não demorou nem dois parágrafos para eu ficar totalmente vidrado no conto!!!!!

    Outra sensação que eu tive foi a seguinte: “caramba, esse conto tá prometendo demais!!!! Vai explicar o sentido da vida?? Acho que vai dar cagada no final, e o autor vai ser infeliz e infrutífero em sua tentativa… essa eu pago pra ver!”. Eu mesmo, confesso que já tentei escrever um conto falando sobre o sentido da vida, e não obtive sucesso…. Aqui, no entanto…. caramba cara……… o que foi isso??

    “Na mais profunda escuridão, eu vejo o sentido da vida.
    Ele é e sempre foi um sorvete de uva.
    Misturado com um pouco de abacate.”

    Sim! É isso mesmo!!! Vixi….. acho que não poderia haver resposta melhor para essa pergunta!! Achei que essa frase não fechou o conto com uma chave de ouro….. mas sim com uma chave de platina, cheia de jóias e diamantes em volta!!!

    Sofia….. caramba, pq esse nome?……. esse nome significa muito para mim, tanto é que é o nome da personagem principal do meu conto deste mês é esse. Esse amor de pai e filha significa muito para mim tbm, tanto é que ele está presente no meu conto, mas não com tanta intensidade como visto aqui. A Sofia, com certeza, foi a engrenagem central da história. Foi um acerto em cheio! Eu, como leitor, não estava me conformando com a morte dela, em momento algum da história eu consegui aceitar aquilo…. imagine então o personagem principal…. caralho….. acho que eu pude senti-lo!

    Eu simplesmente sou apaixonado por ficção científica. Estou buscando algo extremamente específico neste desafio para poder classificar meus contos favoritos. Seu conto com certeza passa longe daquilo que eu esperava (e queria muito) ver por aqui. Porém, para a minha surpresa, ele foi ainda melhor do que os contos que apresentaram aquilo que eu queria ver. Os contos que li que eram exatamente do jeito que eu queria, eu dei nota 9. Seu conto, que não foi nem um pouco do jeito que eu queria, eu dei nota 10. Parabéns, Isaac Asiengov, você sabe o que eu quero melhor do que eu mesmo!! E muito obrigado por produzir essa tão bela obra, me proporcionando todo esse prazer!!

  27. Felipe Moreira
    27 de julho de 2015

    Caralho, que texto foda!

    Estou lendo na ordem e esse é o melhor até agora, disparado. Finalmente surge um texto de FC carregado com questões relevantes, desprendido de obrigações com ambientes e sim focado em emoções.
    Os textos estão pecando justamente no que “O sentido da vida” acertou. Estão achando que FC por si só é descrição de ambientes futurísticos dominados pela tec e etc.

    Como foi gostoso ler esse conto, carregado de emoção e filosofia. Parece que Sophia e o seu pai realmente foram a maior referência de tod a vida do protagonista, tão extensa. Viveu até que a última estrela se apagasse e o universo congelasse pra ele perceber que a melhor coisa da vida era o instante como aquele na decisão do sorvete. Lindo.

    Durante a leitura eu estava supondo um desfecho mais pessismista nesse aspecto, como se por viver tanto tempo, ele acabaria simplesmente se esquecendo da Sophia, do seu pai e as pessoas que amou, claro que acidentalmente, uma vez que viver tanto tempo e acumular experiências faz com que a memória elimine determinadas lembranças, até as mais marcantes. Nossa memória não é um gravador, afinal. Ela vai modificando com o tempo, ganhando outros tons.

    Seu texto merece nota máxima, a primeira que eu considero nesse certame. Aliás, esse é um dos melhores que já li no EC.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. Michel M.
    27 de julho de 2015

    Um texto bem escrito, bastante poético e, eu suponho, com alguns elementos autobiográficos. Vamos a alguns pontos de análise:

    * O texto pega o leitor um pouco de surpresa, pois a sua primeira metade não possui nada de ficção cientifica (fora o conveniente “Faz 385 bilhões de anos, mas parece que foi ontem.”). O que se lê, é apenas a história de um personagem sem nome (e que continuará sem nome o resto da trama) que o leitor irá conhecer apenas como “filho”.

    * É a partir da segunda metade da história, após todas as tragédias que se abatem sobre “filho”, que a trama – como propulsionada por um foguete – ganha contornos de ficção científica através de eventos sobre aprimoramento genético e conquista do espaço pelos seres humanos – uma trama que nos remete bastante a “2001: Uma Odisseia no Espaço”, e não apenas por possuir um “Supercomputador” chamado “HAL-9001”.

    * A história passar por todo um processo da conquista espacial para que, no final, o protagonista – um homem que supostamente viu e viveu tudo – conclua que o sentido da vida não passa de um belo e inocente “sorvete de uva. Misturado com um pouco de abacate.” Bonitinho, mas achei meloso demais. Não pela metáfora em si, mas pelo fato do autor ter construído uma lembrança amorosa que o personagem tinha em relação ao pai e tentar, na última linha da trama,obrigar o leitor a comprar esse sentimento. Ou seja, uma saída fácil, que pega leitores menos experientes. Bom para vender livro;

    * Um ponto ficou confuso. Parece que o autor se preocupou tanto em tecer as características dos personagens secundários (do personagem principal apenas sabemos que é um homem amargurado pela morte da filhas, mas que ainda assim vive mais de 385 bilhões de anos)que esqueceu de descrever mais detalhadamente o cenário onde a história se desenrola. Assim, quando em um momento
    ele afirma “Depois do enterro foi tentar recuperar a vontade de viver, ou ao menos parte da sanidade, nas areias quentes da Austrália” o leitor fica sem entender se o protagonista estava viajando para fora do seu país (indo para a Austrália) ou se estava apenas indo para outro recanto da Austrália (ou seja, ele já vivia nesse país);

  29. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota =9

  30. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    Gosto bastante das referências e do toque de humor mas creio que o apelo emocional não me agrada tanto.

  31. Anorkinda Neide
    23 de julho de 2015

    Ahhh achei tão bonito!
    Chorei em várias ocasiões… srsrs
    Isso dá uma pista de uma certa autoria de alguém que administra o site e gosta de arrancar lágrimas dos leitores 😛
    .
    Texto lindo mesmo, tantas desventuras, vai pra ficção científica de uma forma que poderia ser forçada, mas não é. O final do personagem, lindo, lindo…
    Apenas torci o nariz para as duas últimas frases, me tirou um pouco do enlevo lacrimejante em que eu me encontrava…
    .
    Um bom ranking pra vc! Obrigada por esta leitura!

    • Anorkinda Neide
      11 de agosto de 2015

      Eu escrevi noutro texto uma autoria pro FB, mas no…

      Fabio Baptista está aqui, numa cena bem similar aquela q ele descreveu na homenagem do dia dos pais de 2014 :p

  32. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Perfeito, sem mais.
    Aconselharia a diminuir o excesso de repetições dos “é uma coisa que não entendo”, mas por puro detalhismo mesmo. Adorei a narrativa. Boa sorte!!!

  33. Renan Bernardo
    22 de julho de 2015

    Muito bom o seu conto! Está de parabéns. Tocante e profundo, com ótimas referências. Você soube explorar bem e com poucas palavras uma história que se passa durante 385 bilhões de anos, além de emocionar bastante.

    Um dos melhores! Parabéns novamente!

  34. catarinacunha2015
    20 de julho de 2015

    TÍTULO não é inédito, mas maravilhoso.
    TEMA. FC com drama e doses cavalares de fofura.
    FLUXO constante e delicado. Quase prosa poética.
    TRAMA muito bem costurada. Impressionante como o (a) autor (a) consegue transformar um mundinho simples em um universo complexo.
    FINAL Surpreendente e simples. Poucos conseguem executar essa façanha.

  35. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (4/5) muito boa, bem desenvolvida e encaixada. O final, mesmo infinitos anos depois, encaixa com o início. O único ponto que tirei é que ficou um pouco inverossímil alguém viver tantos e tantos bilhões de anos. Só isso incomodou. Ficou um pouco forçado para fazer a metáfora da última estrela se apagando. Uma bela metáfora, entretanto! 🙂

    ✍ Técnica: (5/5) perfeita! Um texto muito bonito, sem em nenhum um momento ficar chato. Evolui a história com agilidade, sem parecer mecânico. É esse meio entre beleza e agilidade que sempre busco, mas sempre escorrego para o lado errado.

    ➵ Tema: (2/2) demorou a aparecer, mas depois saltou aos olhos: 365 bilhões de anos em poucas palavras (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) utiliza elementos já existentes com maestria. De mais novo, o gigantesco salto no tempo e fim das estrelas (e isso valeu dois pontos).

    ☯ Emoção/Impacto: (5/5) ah, cara, mexer com esse coração de pai não vale. Me emocionei bastante com o texto e me arrepiei no final. Parabéns pelo texto! Estará com certeza no pódio (muito provavelmente no topo).

    PS.: é de uma nostalgia impressionante essa imagem do conto. Simplesmente adorava essas casquinhas!

  36. Antonio Stegues Batista
    19 de julho de 2015

    Muito bom! Homem eterno não e novidade, mas você escreveu um conto poético, com belas frases. O fim do universo parece assustador, mas viver nele é como um sorvete de abacate, gostoso como a Vida…

  37. Marcel Beliene
    19 de julho de 2015

    Maravilha! Um conto muito forte e bem escrito, cheio de filosofia. Parabéns 🙂

  38. Andre Luiz
    16 de julho de 2015

    Nossa, nem sei o que dizer deste final do seu conto kkk Só sei que achei fantástica essa ligação do desfecho com a introdução do sorvete de uva… Brincadeiras à parte, gostei da parte inicial do conto como um prólogo bem sucinto, ao mesmo tempo profundo, que faz com que nós leitores tomemos empatia pelo personagem e vamos, aos poucos, construindo sua imagem reflexiva e filosófica em nossas mentes, o que é muito agradável de se ler… Gostei também do trecho em que a tecnologia começa a aparecer(quando, por sinal, eu já estava pensando na fuga do tema kkk) e tudo que você inventou como desenvolvimento humano… Gostei desta história de fazer um “salto” no tempo, pegando desde o início da vida do narrador até seu limiar da vida eterna, uma vida milenar e que acabou fadada à solidão… Boa sorte!

  39. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Gostei da virada sarcástica nillista no final.

    Porém, a história não me cativou muito. Um problema que tenho observado nos contos é que os autores tenham a criar histórias épicas, que levariam romances inteiros para desenvolver, e tentam “espreme-las” em poucas linhas.

  40. Davenir da Silveira Viganon
    10 de julho de 2015

    Cara, que profundo. Muito tocante a forma que foste do trivial ao complexo, e de volta ao trivial. Parabéns!

  41. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). Gostei muito do conto. O enredo lembrou um pouco a HQ “Entre a Foice e o Martelo”, na última parte. Sua escrita é excelente, com cenas memoráveis, personagens bem construídos e ótimas descrições. Só senti falta de uma exploração maior da relação do narrador com a esposa, isso na minha opinião fez falta. De resto, é um conto muito bom, talvez o melhor até aqui.

  42. Pedro Teixeira
    8 de julho de 2015

    Olá autor(a). Gostei muito do seu conto, o enredo lembrou levemente a HQ ” A Foice e o Martelo”. Sua narração é primorosa. Só acho que faltou explorar a relação dele com a esposa depois da morte de Sofia, isso, na minha opinião, fez falta. De resto, é um texto irrepreensível, talvez o melhor até agora, com personagens muito bem construídos e cenas memoráveis.

  43. Brian Oliveira Lancaster
    8 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Espetacular. Demora a engrenar um pouco, mas o cotidiano se mistura com sci-fi de forma bem suave. >> 9.
    G: Textos melancólicos são meu ponto fraco. O começo é bem despretensioso, mas depois fui entendendo aonde o autor queria chegar. Gostei das referências a Blade Runner e ao famoso computador Multivac, das histórias de Asimov. A sucessão de eventos do meio para o fim foi bem cadenciada e aquele final, ganha qualquer um. Ganha pontos adicionais pela emoção transmitida. >> 9.
    U: O início abusa um pouquinho dos “queísmos”, e pouquíssimas frases soaram estranhas, mas o restante compensa tudo. >> 8.
    A: Um texto singular, onde metade é cotidiano e a outra metade sci-fi. No entanto, apesar do ótimo texto, fui sentir o tema apenas perto do final. >> 8.

    Nota Final: 9.

  44. Jefferson Lemos
    8 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Sensacional, cara!
    A leveza das palavras, a narração tão redonda e suave. Sua técnica é muito boa e com certeza contribuiu para o resultado final.

    A história, que começou super simples e bonitinha, acabou tomando um rumo que eu não esperava e fiquei satisfeito por isso. Os fatos aconteceram quando tinha que acontecer. Viver 385 bilhões de anos é uma coisa tão inacreditável que não consigo imaginar que possa acontecer, mas mesmo com esse exagero, eu gostei bastante do conto.

    Parabéns e boa sorte!

  45. Tiago Volpato
    8 de julho de 2015

    Sensacional. Conto muito bem escrito, muito bem trabalhado. Acho que esse é o texto vencedor, pelo menos dos que li até agora, esse foi o melhor. Contudo, achei ele um pouco ‘água com açúcar’, esse drama todo não me agrada, mas sei que ele vai fazer bastante sucesso.
    Abraços!

  46. Rogério Germani
    7 de julho de 2015

    Olá, Isaac!

    O conto é comovente e o seu melhor sabor vem puro até o trecho em que Sophia morre. Tudo bem que até aí não exista nada de ficção científica: a escrita é bela até esta parte do texto…
    Pena que o desafio exige elementos científicos e, após a morte de Sophia, toda a saga Highlander não emplacou com as descrições frias do mundo futurístico. Houve uma tentativa de promover comoção novamente no final, mas, infelizmente, já era tarde demais.

    Boa sorte no desafio!

  47. Leonardo Stockler
    7 de julho de 2015

    Não sei se você já leu, mas me lembrou muito um livro que saiu recentemente pela Cosac & Naify, chamado O Fundo do Céu, do argentino Rodrigo Fresán. É mais ou menos a mesma toada: um texto extremamente sentimental que usa a ficção científica como pano de fundo e instrumento pra produzir metáforas belas e calorosas. Inclusive as menções aos clássicos da Ficção Científica que aparecem aqui (Blade Runner e 2001), aparecem por lá. Gostei do ritmo. Às vezes não gosto quando o esforço que o autor faz pra atingir emocionalmente o seu leitor acaba ficando muito nítido, mas acho que o lance desse conto é justamente isso, essa coletânea de momentos importantes e únicos na vida de uma criatura imortal que ainda conserva sua origem humana. Gostei particularmente um pouco mais da segunda parte do conto. Me pareceu mais poderosa do que as reminiscências pessoais que estruturam a primeira.

  48. Rubem Cabral
    7 de julho de 2015

    Olá, Sr. Asiengov.

    Então, gostei do conto! Notei que você deu mais atenção ao aspecto humano, feito, por exemplo, em “A mulher do viajante do tempo”. Não vejo isso como defeito, mas costumo apreciar mais FC hard, a la “Contato”, “Interestelar”, etc.

    Ah, o supercomputador e esta questão sobre o sentido da vida lembraram-me muito o “Mochileiro das Galáxias”. Então, apesar das homenagens FC (bacanas) a Blade Runner e 2001, li o conto mais como FC “soft”. Explico o pq:

    – O suposto apagar da última estrela está previsto de acontecer, muito, mas muito (muito) depois do que o conto sugere (aqui poderia ter rolado uma pesquisinha, haha). Além da expectativa de vida das anãs vermelhas rodar na casa de 10**13 anos, devemos lembrar que novas estrelas continuam a nascer em todo universo neste momento e, segundo previsões, por mais 10**14 anos. Pra piorar as contas, as anãs vermelhas viram anãs brancas que ainda vão viver mais um tanto até, enfim, apagarem. Se não me engano, 10**40 anos é a expectativa do apagar das luzes, em definitivo.

    – A imortalidade do narrador aparentemente não é mera imortalidade física/biológica (quando não se morre de “velhice”), mas talvez imortalidade “mística”, pois sobreviver até o quase fim da entropia universal (quando todos os recursos mínimos estivessem esgotados) é coisa pra super-homem algum botar defeito.

    Feito disse, se encarasse como FC “hard”, eu cobraria mais pé no chão. Contudo, o conto cumpriu bem o seu papel em vários pontos importantes:

    – empatia pelo personagem;
    – boa qualidade de escrita;
    – enredo imaginativo.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    P.S.: sorvete de abacate não é ruim!

  49. Ed Hartmann
    7 de julho de 2015

    Texto tocante.

    Excelente mesmo, com qualidade, fluidez, excelente coordenação de ideias e conteúdo a toda prova.

    Parabéns!

  50. Anderson Souza
    6 de julho de 2015

    Sensacional. Bem escrito e estruturado. Li a primeira parte cobrando o SciFi mas veio de bom grado e de forma natural. Parabéns pelo belo texto!

  51. Alan Machado de Almeida
    6 de julho de 2015

    Geralmente o personagem amargurado por ter uma vida muito longa aparece no gênero sobrenatural, foi interessante vê-lo sob a ótica da ficção científica. Seu personagem inclusive me lembrou Jack Harkness de Doctor Who, um humano que viveu milhões de anos ao se tornar imortal. Reclamo só da passagem do namoro adolescente. Descrever como “ardente” para mim é muito brega além de clichê. Mas esquecendo isso, seu conto teve saldo positivo na conta: 9

  52. William de Oliveira
    6 de julho de 2015

    Gostei muito do conto, gosto muito desses sorvetes, principalmente o de uva. E entendo o drama dele quando vem um restinho de abacate.

  53. Claudia Roberta Angst
    6 de julho de 2015

    Lindo! Um conto de ficção científica todo coberto por romance e poesia. Li fácil e com cuidado para não ferir tanta delicadeza. O autor (ou autora?) sabe muito bem o que faz e não deixou nada a desejar com a sua escrita sensível e magnífica. Percebeu que eu gostei mesmo do conto? Muito mesmo.
    Não gosto do tema FC, mas aqui ele pesou pouco, ficando de fundo, uma parte da estória, embora tenha sido determinante quanto a vida sem fim do narrador.
    O diálogo com o pai, a perda da filha, o significado da vida. Tudo tão bem encaixadinho, sem arestas. E o final, voltando ao começo, à mistura dos sabores do sorvete, ao abacate tão sem noção no meio dos outros… Tudo finalizado com maestria e beleza. Parabéns!
    Boa sorte!

  54. Lucas
    6 de julho de 2015

    Olá,
    FODA
    Acho que só isso bastaria no comentário.
    A história conquista o leitor muito bem, o personagem pode ser qualquer pessoa. Me senti perdendo Laura, o pai, Sophia e Regiane. O descrever do passar do tempo com as tecnologias e a imortalidade da humanidade mostrou quão vazia poderia ser uma vida infinita. A constatação do sentido da vida na metáfora na ultima frase foi a cereja do bolo.
    Quem sabe o sentido e o valor da vida seja a morte.
    Parabéns e boa sorte.

  55. josé marcos costa
    6 de julho de 2015

    Muito legal a narrativa, gostei bastante da forma com que se conduziu o conto e como terminou, poético e existencialista. parabéns, o melhor até então nota: excelente

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Informação

Publicado às 5 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .