EntreContos

Detox Literário.

Balada por Adele5 (Claudia Roberta Angst)

Cosmo-olho

A vida não é justa. É apenas um apanhado de dados analógicos, desorganizados e caóticos. Não entendo o porquê da surpresa dos mais jovens. Estamos todos inseridos neste mesmo contexto, sem esperanças de um final feliz.

Quando Adele5 mostrou-me os seios, achei que enfim tinha encontrado o paraíso dos nossos antepassados terrenos. Não gosto quando se referem a eles como terráqueos. Associo logo a batráquios e, sapos sempre me enojaram, mesmo que eu só os tenha visto nos catálogos virtuais de biologia.

Voltemos aos seios de Adele5. Deleitei-me ao ver o redondo das suas formas, a junção quase perfeita dos três montes em erupção. Há quem prefira quando existem quatro deles, mas eu ainda acho que três é o número perfeito. E pensar que o par já foi considerado o ideal.

Não sei porque associei a injustiça da vida à visão dos seios de Adele5. Neste mundo, não há mesmo espaço para a poesia, não vê? Nem mesmo é mais um mundo. Não ria. Creio que este eterno orbitar sem parada ou dimensão, tirou-me o resto do que eu julgava razão.

Há dias (se posso dizer que dias ainda existem) que recalculo nossa rota em vão. Não, não preciso de sua ajuda para isso. Continue reformulando esse seu emaranhado de chips e… Que droga é essa afinal?

Tivemos dois filhos. Do modo tradicional, claro. Provetas, embriões pré-selecionados, adequação genética. Tudo como manda o protocolo estelar. Adele6 e Parkson9, gêmeos idênticos. Duvido que você tenha encontrado crianças mais lindas do que aquelas. Mas o tempo, ah esse tempo de trevas, fez com que minha descendência e glória virassem pó em algum buraco negro da existência. Não sei onde estão meus filhos. Não os vejo desde que Jargão49 destituiu de vez o poder pátrio, reduzindo as famílias a contingências autônomas. Sinto falta dos olhares, do suave retorno de sorrisos que visualizava através do blindex-X19.

Bolhas. Falaram muito sobre isso lá nos primórdios tecnológicos. Apreciei parte da minha vida através de bolhas. O contato físico sempre me foi danoso, pois sou alérgico a tudo que é vivo. Entende agora o porquê de considerar a vida tão injusta?

Adele5 e eu costumávamos conversar sobre constelações antigas. Era o nosso momento romântico, quando conseguíamos nos transportar para um outro universo, sem fendas radioativas ou suspeitas alienígenas. Eu não sei. Muitas luas passaram a contornar nosso planeta. A diversidade de acontecimentos foi tremenda e levou parte da civilização registrada pelo cosmo. Não, não sinto pena. Foi um tempo confuso, com sombras históricas e acidentes geográficos que não merecem memória.

Jargão49 surgiu como um imperador. Foi o termo que usaram na época: imperador. Sim, eu sei que uso demais essas palavras consideradas arcaicas. Talvez, eu seja mesmo um erro de programação. De fato, não sou um ser sublime, desses que andam por aí sem emoções ou conexões cármicas. Jogue aí no GoogleX45 e descubra o que é carma.

Não me aponte meus vícios, pois conheço todos eles de cor. Confesso que desejaria ser um robô sem coração ou lataria enferrujada. Meus olhos têm a cor do inox, não têm? Minha mãe preferia ônix, mas meu pai errou na grafia e deu nisso. Olhos de aço.

Claro que meu discurso é caótico. O que esperava de alguém que já completou 345 voltas em torno do mesmo sol? Uma cartilha intergaláctica? Não sou um manual de civilizações, embora muitos me considerem um e-book bem interessante.

Ainda penso em Adele5 e nos seus incríveis olhos violetas. Dizem que os dela, sim, resultaram de uma experiência perfeita. Inspirados em uma diva da antiguidade humana, foram lapidados por engenheiros genéticos com cromossomos nanometricamente selecionados.Conhece a extensão dessa beleza? Os olhos de Adele5 sempre foram para mim um pulo no abismo.

Tenho medo de apertar um desses botões e me desviar demais do nosso percurso. Semana passada (como vocês chamam isso agora? Septciclo?), Pavarotti22 e eu assistimos a um lindo espetáculo através das bordas cibernéticas. O universo explodindo em mais uma colisão de planetas. A chuva de meteoros foi tão incrível que tive mesmo vontade de chorar. Mas eu não choro nunca. Não, se não for Adele5.

Eu poderia falar sobre a diversidade planetária, sobre os avanços da mecânica e das ciências pós-jargonísticas, mas esses assuntos cansam-me demais. Vocês não aprendem isso tudo lá na fase Beta-Steps? Então, por que eu repetiria a mesma sequência de relatos? Não pretendo esclarecer meu ponto de vista sobre o Terraforming e suas consequências. Já se debateu muito sobre isso, não acha?

Deixe-me falar de uma época em que tudo isso que vivemos agora era considerado ficção científica. Alguns eram doidos por esse tema. Doidos mesmo, de verdade. Claro que eu sei muito pouco sobre isso, afinal o meu registro cronológico não é tão antigo assim. No entanto, percebo a beleza naquela ingenuidade humana. Sou mesmo um cadete espacial, não sou?

Precisa mesmo ficar traduzindo tudo o que falo? Interpretação de texto nunca foi mesmo o forte dos engenheiros espaciais. Garanto a você que se fossem realizadas pesquisas a fundo, encontrariam o real motivo do fim de várias civilizações: ruído na comunicação. Simples, assim. Ninguém se entende e nem se dão conta disso.

Pensa que meus chips estão em curto? Que nada restou dos meus neurônios biônicos? Não ligo se me denunciar às autoridades cósmicas. O que farão comigo? Rasparão meus códigos de barra e anularão minha previdência vitalícia? Há muito não me importo mais com isso. São muitos anos-luz para recordar sem temer abandono.

Compreendo que não me queira muito bem. Tanto tempo, aqui, ao meu lado como copiloto e pouco lhe tenho dito de útil, não é mesmo? É porque sinto falta de Adele5 e seus três montes de aconchego. Se tivesse experimentado um amor assim, também se sentiria perdido neste cyberspace.

O que é o amor? Procure no… Ah, deixa para lá. Não vale a pena explicar o que se derreteu no espaço atemporal. Digo apenas que o amor que senti por Adele5 não possui registro, já que escapa de qualquer forma de classificação. Não há medidas para esse tipo de sensação, esse formigar de sentimentos, torpor de sentidos. Digo-lhe ainda, meu jovem, que me contaminei com tudo de antigo mergulhado na essência humana. Assim que me deitei com aqueles olhos abismais, meu mundo mudou de eixo.

Quando mergulhei naquelas íris violetas, abandonei meus princípios e deixei-me naufragar sem delicadezas. Agora, sem ela, sinto o frio da existência guardar meus dias na espera de mais um big bang. A que velocidade vamos? Traçarei outra rota, pois as estrelas têm sido obstáculos perigosos em nosso trajeto.

Pensei em um atalho que nos levasse ao destino final. Eu sei que não era o que você pretendia, nem mesmo supunha que eu seria capaz disso, mas… Aqui, estamos: Nietzsche56 e Freud78/45, velejando em um mar de suposições.

O fim é tão bonito, não é mesmo? Aprecie sem moderação a chuva de luas. Não há porque se apavorar, criança. O caos sempre será a perfeição em nós.

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58 comentários em “Balada por Adele5 (Claudia Roberta Angst)

  1. Claudia Roberta Angst
    13 de agosto de 2015

    Agradeço a todos pelo feedback recebido. Realmente, os comentários são muito importantes para que se possa reavaliar o que foi escrito. Não tive a pretensão de realizar um bom trabalho, já que torci o nariz para o tema FC logo de início. BIG MISTAKE, diria Julia Roberts em Uma Linda Mulher (filme tão apropriado para FC quanto o meu conto rs). Deveria ter me esforçado para apresentar algo razoável.
    – Não deveria ter escolhido nomes com números para os meus personagens – Adele5, Adele6 e Parkson9, Jargão49, etc. Ficou artificial e bem estranho, “alfa-numéricos esquisitos” como disse o Renato Silva.
    – Não havia necessidade de incluir expressões em inglês, mas foi falta mesmo de conhecimento e preguiça de fazer uma pesquisa mais atenta.
    – Sim, eu sabia que ANO-LUZ é medida de distância e não de tempo, mesmo assim empreguei errado aqui. Mancada, mesmo.
    – Adele deveria ter sido melhor explorada, assim como suas lembranças – sem pressa, sem atropelar a narrativa.
    – O conto ficou um tanto confuso, caótico como afirmaram alguns. Isso é verdade não me preocupei em dar muito sentido à trama.
    – Vírgulas precisam ser revistas.
    – O personagem/narrador estava conversando com o co-piloto. Posso ter confundindo alguns leitores, mas Isso eu não sei se mudaria. Gosto dessa coisa meio esquizofrênica.
    – a imagem ficou bem tosca, como disse o Thales “nossa, que montagem careta a da sua imagem. Parece aquelas feitas no paint.” Exatamente, meu caro Thales, inabilidade e pressa resultam nisso…rs.
    – Boa a ideia de Maria Santino em deixar o narrador como um software. Pensarei nisso.
    – Falha apontada por Angelo Dias – quando o narrador diz que vive em uma bolha e depois diz que se deitou com Adele5. Nem eu entendi isso direito, vou ter que mudar.
    – Outra falha, desta vez apontada pelo Pisciez – “o personagem principal fala sobre “Não ser idoso o suficiente para saber tudo sobre a Ficção Científica do passado”, porém ele lembra de SPACE CADETS! ” Pressa dá nisso!
    – TRAMA ficou morna, segundo Cat Cunha. O morno tinha de aparecer, né? rs. E ela ainda me deu uma boa nota assim mesmo. Valeu!
    – Minhas tentativas de relações filosóficas não foram boas segundo Felipe T.S . Sinto muito, mas é mais forte do que eu.
    – Pontas soltas a amarrar! Parece que joguei algumas ideias e não me dei ao trabalho de desenvolvê-las. Novamente, pressa.
    – Algumas passagens foram riscos felizes. Como “Os olhos de Adele5 sempre foram para mim um pulo no abismo” e a frase final “O caos sempre será a perfeição em nós.” E muitos disseram que o conto está bem escrito. Fiquei bem feliz por isso!
    Acho que fiz a lição de casa direito – ou Hausaufgaben, né, Rubem Cabral? Enfim, relendo todos os comentários, percebi que o conto não foi uma grande catástrofe e vamos sobreviver. E sabem que eu até comecei a apreciar Ficção Científica?
    🙂 🙂 🙂

  2. Marcel Beliene
    11 de agosto de 2015

    Seu conto é belo, Joe Space, muito bem escrito. Adele5 foi tão bem descrita! Os olhos, os três seios… Gostei muito 🙂 Parabéns!

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 6/10

    → Criatividade: 6/10 – Não achei os nomes nem um pouco criativos. A prosa é um tanto criativa.

    → Enredo: 5/10 – Alguns trechos ficaram confusos, outros simplesmente não agradaram. O emaranhado de nomes também não ajudou.

    → Técnica: 7/10 – Bem escrito, mas poderia ser um pouco menos confuso.

    → Adequação ao tema: 10/10 – É ficção científica.

  4. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    “Claro que meu discurso é caótico. O que esperava de alguém que já completou 345 voltas em torno do mesmo sol? Uma cartilha intergaláctica? Não sou um manual de civilizações, embora muitos me considerem um e-book bem interessante.” Um discurso caótico… Hmm, um fundo de verdade que se estende ao resto do conto. Fiquei meio confuso com este. O narrador ora expõe eventos ora dialoga com o leitor ora surge em introspecção. Este tipo de escrita resulta bem, mas confesso que aqui não me surgiu assim tanto a ideia de uma conclusão definida, talvez pelas voltas que o conto dá. Tem, todavia, frases muito bem conseguidas e por isso leva mais uns pontinhos eheh =P

    Bem jogado! 8D 7

  5. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O começo parece muito com a minha filosofia, por isso identifiquei-me. Há uma ordem geral no caos, mas não nos eventos que o compõem. Por isso levou bilhões de anos para estarmos aqui. Discordo, acho que dois, sim, é o número perfeito. O conto é bonito e a ideia da cyborguização, que faz o “Homem Bicentenário” parecer brincadeira, é ótima. O caos é a perfeição, penso da mesma forma, como prova veja meu humilde conto. Gostei da sua escolha pra a trilha sonora, ficou muito adequado.

  6. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    O que o texto ganha em vitalidade com Adele5, perde quando se fala de outras coisas. Quando ela surge o conto floresce, fica colorido. Ao abordar outros aspectos, perde-se em monocromia. Senti o personagem-narrador um tanto sem paciência. Por vezes ele começa a explicar alguma coisa, mas depois desiste, dizendo que “isso vocês já sabem”, ou “isso você encontra não-sei-onde”. Não gostei muito dessa fuga, não. Pareceu-me a tentativa de erguer uma fachada sci-fi, usando-se expressões típicas desse estilo, sem, no entanto, emprestar-lhe substrato verdadeiro. Talvez, se o foco da narração privilegiasse Adele, tivéssemos um resultado melhor, já que a especialidade do autor é, sem dúvidas, falar de relações interpessoais. Aí surgem os momentos mais inspirados do texto, os mais poéticos, os mais filosóficos. Para mim, um bom conto de ficção científica deve misturar esses aspectos – o nerd com os dilemas humanos. Vislumbrei essa tentativa aqui, o que é válido, mas o resultado poderia ter sido melhor. De todo modo, um bom exercício narrativo.

    Nota: 7

  7. Bia Machado
    10 de agosto de 2015

    Uma FC poética, é possível definir assim? Acho que sei de quem é este, rs. Tenho certeza de que não consegui captar o enredo do conto. Mas achei interessantes as imagens que construí a partir da narrativa. Acima de tudo, o que mais senti no seu texto foi segurança. Você escreveu e cada um vai fazer uma leitura diferente, isso é certo. Eu agradeço pela leitura, que foi boa, pois o texto é de qualidade, embora incomum, pra mim, enquanto FC. Parabéns!

  8. Renato Silva
    9 de agosto de 2015

    Olá.

    Você escreve bem, descreveu tudo de modo bem poético, mas não conseguiu me “convencer”. Faltou uma narrativa, um objetivo. Só vi o narrador se lamentando pela Adele5, mas, também, pouco falou sobre ela. Poderia ter descrito mais o relacionamento entre o narrador-personagem e Adele5, suas características psicológicas, fatos marcantes da vida deles. Eu também achei esses nomes alfa-numéricos esquisitos; por acaso, se tratava de robôs? Ou eram humanos bem artificiais, desses gerados em úteros artificiais? Enfim, achei o texto um tanto confuso. Pode ser que eu precise ler pela 3ª vez para entender, pena que não terei este tempo.

    Boa sorte.

  9. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Não posso negar que esse foi o conto que deu inspiração ao meu. O favorito, se assim posso dizer. As relações com o nosso presente e o futuro utópico do conto foram perfeitas. Gostei muito, realmente.

  10. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    Este conto parece-me bem escrito e é muito interessante por apresentar novas palavras, muito interessante. Não gostei muito dos “clichés” de nomes com números, mas a história é interessante de seguir, desejo as maiores felicidades neste desafio.

  11. Anorkinda Neide
    30 de julho de 2015

    Ahh… por não gostar de sci-fi, possivelmente é por isso que não pude me conectar ao texto, espero que os mais entendidos lhe dêem comentarios mais pertinentes.
    Tb não gosto do autor conversando com o leitor, mas depois se diz que ele estava falando com o co-piloto, entendi bem? Bem… este tipo de narrativa me afasta, infelizmente.

    Não sei, muitas informações para um papo de pré-morte… Preferiria ter os acontecimentos se sucedendo ao invés de lembranças e explicações…

    Mas,boa sorte ae!
    Abraço

  12. Laís Helena
    25 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Gostei da sua escrita e os erros de revisão foram poucos, entretanto, não gostei do estilo de narrativa, apenas contando alguns fatos do universo criado por você.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O conto não possui propriamente um enredo; como dito acima, você apenas conta algumas coisas sobre seu mundo, sem necessariamente ligá-los em uma história com começo, meio e fim.

    3 – Criatividade (2/3)

    Devido aos pontos citados acima, os elementos que você adicionou e que poderiam ter dado um toque de originalidade ao conto ficaram um pouto apagados. Ainda assim, gostei da cultura para a nomeação que você inventou, utilizando-se de nomes de pessoas famosas seguidas por um número.

  13. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    nota= 8

  14. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Joe Space. Hmm…
    Primeiramente, nossa, que montagem careta a da sua imagem. Parece aquelas feitas no paint. Desculpe, não sei se foi você quem fez… eu não vou tirar nota de você por isso, foi apenas um comentário sincero sobre o que eu senti quando vi. Mas estou aqui para julgar sua história, não sua habilidade de selecionar ou editar imagens.

    Bom… o conto está muito bem escrito. A linha de narração se parece bastante com o conto anterior, que acabei de ler, mas este aqui usa e abusa de vários elementos e termos aleatórios criados pelo autor. Não aprecio muito contos com essa linha de narração, onde o narrador-personagem vai falando um monte de coisas sobre sua vida e talz… sei lá, questão de gosto mesmo.

    Gostei do facínio do personagem principal pela Adele5… eu o compreendo, de certa forma… nós, homens, sempre temos aquele mulher da nossa vida, que parece a melhor coisa do mundo, mas depois perdemos e ficamos meio amargo e com lembranças inesquecíveis para sempre… (ou pelo menos até surja a próxima mulher! kkkk)

    A história não possui a ousadia que eu busco neste desafio, mas está muito bem escrita.

  15. mariasantino1
    22 de julho de 2015

    Beleza, Joe?
    Boa proposta. Falar de amor não cansa, nao fica velhor, porque não conhecemos e nem dominamos nossos sentimentos(aff! Acho que viajei um pouquinho). Então, as descrições, os nomes estranhos aí são para se manter no tema e o clima despojado foi mantido do início ao fim (e isso é bom). Não entendi bem o que o narrador era, mas gosto de pensar que ele era um software. Acho que já falaram que o ano-luz usado aqui parece que está se referindo ao tempo, mas é medida de distância.
    Nota:07
    Boa sorte.

  16. Fabio D'Oliveira
    21 de julho de 2015

    Balada por Adele5
    Joe Space

    ஒ Habilidade & Talento: A escrita está magnífica, em todos os sentidos. É natural. É real. Viva, principalmente. Talvez uma junção perfeita da habilidade com o talento? Espero uma resposta sua, Joe Space.

    ண Criatividade: A criatividade é rica, mas a organização é pobre. Vemos um universo gigantesco diante nós, mas temos um breve vislumbre. As ideias são jogadas uma atrás da outra no leitor. Um verdadeiro brainstorm! Existe e não existe. E por causa disso, não funciona exatamente como conto.

    ٩۶ Tema: Vemos um mundo do ponto de vista de uma possível máquina (ou talvez…), que vê tudo com olhos científicos. Deu para sentir isso. Porém, faltou algo. Não tem fundamento, as coisas são apresentadas e, logo em seguida, esquecidas.

    இ Egocentrismo: Gosto de relatos. E me senti atraído por esse conto. Filosofia é uma coisa que adoro, e apesar do conto abordar uma forma superficial de filosofar, conseguiu me capturar. Mas não por completo, hahaha, sou bem difícil!

    Ω Final: O casamento da Habilidade com o Talento foi belo. O conto transborda Criatividade, mas logo nos afogamos num mar de confusão. Vemos ciência no Tema, mas não tem fundamento, então logo desmorona. O Egocentrismo agradece. No final de tudo, fica um vazio, pelo simples fato do texto ter potencial se fosse filosofia profunda e pura.

  17. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Um conto de ficção científica bem escrito, não são só as citações das técnicas fictícias de um época que lhe dão valor e sim os eventos elaborados com maestria. Boa sorte.

  18. Leonardo Stockler
    19 de julho de 2015

    Achei bonito. O autor escreve bem. Às vezes me parece ter sido escrito por alguém que não está acostumado a escrever ficção científica, e que resolveu escrever um texto de amor, usando com isso metáforas extraídas do repertório da ficção científica, inserindo aí pequenas mudanças (que na verdade não mudam em nada) em relação ao nosso mundo. Por exemplo, o amor, e o carma, coisas que fazem parte do passado (porque o personagem principal se assume como um amante do passado). Percebi que muitos contos aqui do concurso fazem alusão a coisas do nosso mundo, mas como que negando elas dentro do futuro projetado no texto, mesmo que isso, no final nem seja tão relevante. Parabéns.

  19. Angelo Dias
    18 de julho de 2015

    Gostei bastante do que li. A escrita é fluída e os termos complicados não incomodam mas são detalhes da beleza do conto. Algumas falhas (como quando ele diz que vive em uma bolha e depois diz que se deitou com Adele5) não são realmente importantes e, principalmente, não fazem o leitor perder o ritmo da leitura. Parabéns ao autor.

  20. piscies
    18 de julho de 2015

    Um monólogo bonito de ler, engraçado e sem se preocupar muito com história ou narrativa. Imagino que rodar pelo espaço

    durante mais de trezentos anos realmente faça você divagar assim.

    Gostei da leitura mas no final fiquei com aquela sensação de “ok, legal, mas e aí?”. Acontece quando leio algo que não me

    marcou de forma alguma. Acho que falta impacto no texto; algo marcante.

    Alguns problemas que notei:

    – Pontuação: “Associo logo a batráquios e, sapos sempre me enojaram, mesmo que …” – acho que a primeira vírgula não

    deveria existir.

    – Outra vírgula desnecessária: “Creio que este eterno orbitar sem parada ou dimensão, tirou-me o resto do que eu julgava

    razão.” Ou então adicionar uma outra vírgula entre “orbitar” e “sem”.

    – Em um momento ele compara os seios de Adele5 a “Montes em erupção”. Como assim em erupção? Ela estava lactante?

    – Os nomes do conto não me agradaram muito. Essa moda de botar número no final de tudo é da década passada, ou mesmo de

    antes. E falando em década passada, o personagem principal fala sobre “Não ser idoso o suficiente para saber tudo sobre a

    Ficção Científica do passado”, porém ele lembra de SPACE CADETS! rs.

    Abraço e boa sorte!

    • pisciez
      11 de agosto de 2015

      PS: Essas quebras de linha estranhas no meu comentário são do notepad. Esqueci de acertar antes de enviar o comentário. Falha minha =)

  21. Cácia Leal
    17 de julho de 2015

    Bastante criativo. Gostei. Muito bem escrito. A trama está legal, embora eu não tenha gostado muito do final, nem compreendi muito bem. Estavam indo em direção à morte? Achei essa parte um pouco confusa. Encontrei alguns erros de português também.

  22. Marcos Miasson
    17 de julho de 2015

    Olá! Quantos termos, não? Gostei da idéia dos olhos violeta. Não me processe se usá-los, hahaha. Senti falta de um final de mais impacto, porém a estrutura do texto já nos antecedia o que viria.
    Boa sorte!!! Abraços

  23. Mariza de Campos
    16 de julho de 2015

    Olá! o//
    Começando pelo que acho que pode ser melhorado, não entendi muito bem quem (ou o que) era o narrador, tampouco Adele5. Creio que faltou uma certa explicação em que século ou tempo eles estavam e de qual raça eram (humana, de outro planeta ou até robótica).
    Gostei do jeito irônico em que o narrador fala e se dirige ao co-piloto e também do amor dele pela Adele5.
    É isso, abraços!

  24. José Marcos Costa
    14 de julho de 2015

    Olha, acho que você escreveu um texto não um conto, no máximo uma crônica ficcional. não me leve a mal, mas de tudo que eu li até a gora nesse desafio, o seu foi o pior trabalho. sorry

  25. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) a trama ficou confusa com as idas e vindas do narrador. Mas existe uma: o amor do narrador pela Adele5 e seu desgosto pela vida a ponto de se matar no final. É isso? Senti falta de saber o motivo da morte dela, ou o que quer que tenha acontecido com ela.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa. Um tom intimista e filosófico muito bem empregado e um bom trato na ortografia. Perdeu um ponto apenas pela parte prolixa.

    ➵ Tema: (2/2) manipulação genética, viagens espaciais, etc. (✔)

    ☀ Criatividade: (2/3) ser criativo com FC não é fácil, mas gostei da ideia proposta nesse texto, como os nomes com versões.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) o tom intimista e triste do protagonista é visível, mas não me contaminou. Senti falta de um motivo para sua depressão, para que eu a comprasse.

  26. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Achei o “clima” desse conto parecido com o do “Um Pálido Ponto Cinza”. A mesma melancolia não-humana, por assim dizer. Porém, cai naquele mesmo problema lovecraftiano que mencionei no meu outro comentário, a saber, seres não humanos teriam uma psicologia totalmente diferente da nossa.

  27. Anderson Souza
    11 de julho de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Ficou pouco coeso. Para um diário de bordo talvez fosse interessante demonstrar lapsos de gravação. Para quem ele estava gravando? Não ficou claro na minha opinião.

  28. Pedro Luna
    8 de julho de 2015

    Gostei de algumas construções textuais. Não reconheci uma trama, e acho que será assim em diversos contos do desafio, devido ao tema e ao limite de palavras. Mesmo assim, o autor torna tudo bem visual e por isso interessante. Achei bacana.

  29. Andre Luiz
    8 de julho de 2015

    O conto fluiu muito bem ao som de “Ballade pour Adeline”. Parece até sincronizado com a belíssima composição. Apreciei o tom lírico durante o conto, além de um “caos delicado” que praticamente me transportou ao universo idealista com que o narrador lida. A perda do infinito cósmico dos olhos de Adele5 certamente mexeu muito com a “mente” deste narrador perdido no espaço e em seus próprios pensamentos, deixando tudo muito tênue e sublime como deveria ser. ” O caos sempre será a perfeição em nós.”

  30. Sidney Muniz
    8 de julho de 2015

    Conto que também prende mais pela narrativa e pela tentativas interessantes de provocar risos. Adele, três seios, bem, quando li o comentário do pessoal no FB já me remeteu ao filme “O Vingador”. isso tirou um pouco da novidade para mim.

    Com relação ao enredo é bem melhor que o primeiro conto, ainda assim algumas reflexões e jogadas, como a do final e algo que me deixou frio com relação ao início e fim, que foi dizer no começo que não tinha esperança de um final feliz e no final perguntar se o final não é tão bonito. Soou meio incoerente, ou talvez eu é que tenha deixado passar algo.

    A repetição do nome de Adele três peitos também ficou maçante.

    O final, com esse aprecie sem moderação, essa interação que muitas vezes acaba sendo bacana nesse caso soou forçada e a quebra de ritmo da leitura não agradou.

    Ainda assim eu gostei de algumas coisas, se esse conto for lapidado e a história alongada um pouco mais, bem como investir mais do lado cômico, ficará melhor!

    Um forte abraço e boa sorte!

  31. Marcellus
    7 de julho de 2015

    Senhor, Pai Eterno… que foi isso? A Balada do Louco HAL 9000?

    Confesso que não entendi patavinas. O computador enlouqueceu ao longo dos milhares de anos de existência, é isso? Se for, parabéns ao autor, ficou perfeito!

    Confuso e tortuoso, mas ainda assim, foi bom.

    Boa sorte no desafio!

  32. catarinacunha2015
    7 de julho de 2015

    TÍTULO delicioso. Interessante é que a balada é “por” e não “para”.
    TEMA perfeito. Depois dos 3 peitos e olhos de inox tudo é possível.
    FLUXO muito bom. Vocabulário enxuto e rico.
    TRAMA ficou morna. Mas o texto é tão bem escrito que joguei junto.
    FINAL – Gosto de contos que terminam com uma boa frase de efeito.

  33. Davenir da Silveira Viganon
    6 de julho de 2015

    A escolha de falar de sentimentos foi bem perigosa, fácil de cair no clichê e ficar barato. Acho que o autor conseguiu fazer isso bem. Eu demorei pra entender que se tratava de um piloto espacial kkk

  34. Ferreira Silvio
    6 de julho de 2015

    Gostei
    Esse mundo estranho que você apresenta dá uma sensação boa de que realmente estamos em um futuro distante e não um futuro emulado dos gadgets da Apple como muitos filmes retratam atualmente.
    O amor por Adele5 me faz embarcar no conto; ”foram lapidados por engenheiros genéticos com cromossomos nanometricamente selecionados.” Muito bom!
    O tom existencialista e a percepção de um mundo a partir de um robô é envolvente e seu texto convence.

    Não Gostei
    Acho que os ”três montes de aconchego” dão um tom cômico que destoa muito do resto…”ônix, inox.” Não que seja engraçado pontualmente, mas não funcionou no todo comigo.
    Em certo momento você despeja termos ”beta-steps”, ”terraforming” e fica exagerado. Sugeriria um corte do parágrafo inteiro.

    Abraço e Boa Sorte

  35. Felipe Moreira
    6 de julho de 2015

    Rir foi inevitável quando li sobre Adele5 e seus três montes de aconchego. Total recall! =D Ótima referência de um ótimo filme.

    Quanto ao texto, ele partiu, a meu ver, do mesmo campo de ideia ou criação que o primeiro conto publicado no desafio. Porém, dessa vez eu senti uma ambientação melhor e o principal: O narrador, por não ser exatamente humano, possui uma cosmovisão diferente da nossa. E isso é fundamental para que o texto ganhe credibilidade.

    Parece que esse tipo de narrativa vai ser a mais utilizada nesse desafio, porque o limite de palavras impede que algo grandioso seja criado como um romance. Mas seu texto é bom, divertido. Eu li com a impressão de que o autor escreveu com uma certa tranquilidade, sem medo de arriscar.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  36. Jefferson Lemos
    5 de julho de 2015

    Olá, autor (a)! Tudo bem?
    Sua narrativa é muito eficiente. Gostei de como você descreveu as situações e da forma de numerar tudo nessa realidade. Haha

    A história me agradou bastante no começo, mas quando foi chegando ao final, achei eu ficou um pouco maçante, talvez por esperar um desfecho diferente. O mundo, no entanto, é muito bem criado em todos os momentos. E a frase final é muito boa.

    Parabéns e boa sorte!

  37. Pedro Teixeira
    5 de julho de 2015

    Olá autor(a). Belo texto. Há sentenças belíssimas , como ” seus olhos eram um pulo no abismo”. Mal alguma coisa não ficou muito clara aqui, a ideia me pareceu um tanto vaga. Acho que faltou mais sobre o narrador, a história dele. Isso era o que eu esperava. Mas o seu texto, como já disse, tem qualidade, é fluido, ágil e claro. Eu só esperava mais da estória mesmo. Parabéns e boa sorte no desafio!

  38. Rogério Germani
    5 de julho de 2015

    Olá, Joe Space!

    Rapaz, pensei que estava diante da Emília, boneca falante do Monteiro Lobato, numa versão robótica…rsrsrs Eita robozinho que metralha pensamentos! srrs

    Em meio a este caos de acontecimentos, gostei mesmo do sentimento do robô saudosista. Afinal, tirando os episódios de Futurama, poucos indivíduos conseguem resistir uma amada de três seios….rsrsrs

    Boa sorte no desafio!

  39. Michel M.
    5 de julho de 2015

    Esse conto é marcado por algo comum a textos escritos em primeira pessoa por escritores que estão em começo de carreira: um fluxo mental fica claro no próprio conto Momentos quando o narrador fala:

    “Não sei porque associei a injustiça da vida à visão dos seios de Adele5.”;

    “e… Que droga é essa afinal?”;
    ou

    “Procure no… Ah, deixa para lá.”

    mostram as dúvidas do autor enquanto ele escrevia o conto, dúvidas que surgiam em sua mente e foram repassadas para o texto. Isso é muito comum, mas deve ser eliminado no momento de revisão do texto.

  40. Fil Felix
    4 de julho de 2015

    Gostei da sensação orbital, se é que existe esse termo! De como tudo ocorre num monólogo, cheio de pensamentos que vão entregando os pontos desse futuro. Interessante a maneira como se relacionam, da estrutura dos nomes e dos pequenos detalhes, como da bolha. Só senti falta de algo mais aprofundado, pois acho que ficou um tanto batido em se tratando de sci-fi, num cenário comum.

  41. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Entre tantos nomes não consegui identificar nenhum personagem. Entre tantas questões me senti lendo um tipo de filosofia “psicosideral” (se é que isso existe) e do meio para o fim a estrutura do texto não conseguiu me manter conectado ao enredo. Uma mensagem muito vaga dentro de um amontoado de suposições criativas, além de clichês e convenções desnecessárias.

  42. Felipe T.S
    3 de julho de 2015

    O vocabulário futurístico não foi bem aplicado aqui. Isso é coisa difícil de se fazer, poucos autores de FC tem o talento de não transformar essas invenções-adaptações linguísticas em linguiça. Por isso acho arriscado o uso.

    Gostei de algumas divagações de nosso narrador, mas as tentativas de relações filosóficas não foram boas, achei que como o camarada do primeiro conto do desafio, o narrador quer dizer muito e acaba falando pouco. Mesmo na FC, os bons contos são recortes de um universo ou de um determinado personagem. O conto está mais para fotografia, do que filme. Vale a pensar nisso…

    Não gostei dos sentimentos expressos em relação a Adele5, ficaram superficiais. A descrição dos peitos no início foi legal, achei a cena muito interessante, mas no fim, quando desbanca para amor e a revelação do que o personagem sente, tudo vai por aguá baixo, pois durante o texto não são mostrados valores da relação, não há sustento.

    Boa sorte no desafio.

  43. Claudia Roberta Angst
    3 de julho de 2015

    Segundo conto? Gente apressada! Sedenta por pontinhos de bonificação. Não sei se vale como ficção científica porque não entendo muito do tema, embora tenha crescido vendo Star Wars e assistido a filmes como De Volta ao Futuro. Vale? Não sei. Fica a licença poética intergaláctica. Boa sorte!

  44. rubemcabral
    3 de julho de 2015

    Olá, Joe.

    Achei um bom conto! É uma leitura leve, com algum humor também. Eu ajustaria, contudo, algumas expressões, por terem versões em português: ciberespaço, terraformação, etc. Ah, “ano-luz” é medida de distância, e não de tempo, ok?

    Abraço e boa sorte no desafio.

  45. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Excelente! As referências a elementos e personalidades da cultura estão muito bem posicionadas. As ranzinices humanizam o cibernético em um ambiente que robotizou o humano. Até o momento, parece-me o melhor conto do desafio.

  46. phillipklem
    2 de julho de 2015

    Eu tentei, e juro que tentei mesmo, encontrar um sentido para o que eu acabei de ler, mas não consegui encontrar nenhum.
    Ideias iniciadas, mas não finalizadas. Um festival de termos futuristas sem muito fundamento jogados a esmo na narrativa.
    Apenas no final fui capaz de compreender que o narrador dirigia-se ao seu co-piloto.
    Foram tantas as pontas soltas que não consigo lembrar-me de todas.
    A narrativa ficou cansativa e tive dificuldade em prender minha atenção ao que estava lendo.
    A única coisa que começou a fazer um pouco de sentido foi a personagem que dá título ao conto, Adele5. Porém, também ela não foi muito bem desenvolvida.
    Peço perdão por essa torrente de críticas. Sou capaz de reconhecer que você é criativo e foi capaz de imaginar um universo futurista bem intrincado, porém, não o soube desenvolver.
    Você tem potencial, basta trabalhá-lo.
    Boa sorte amigo. E não pare de escrever.

  47. Renan Bernardo
    2 de julho de 2015

    Parabéns! Conto excelente! Confesso que costumo ser mais fã da ficção científica mais “direta”, mas a poesia em seu texto me deixou estarrecido. Sem contar o tema, que sempre gostei, e o seu vocabulário, que parece bem vasto.

    Uma única crítica é a associação de nomes de robôs, inteligências artificiais ou andróides com números. Acho que teria ficado bem legal se fosse apenas “Adele”, “Pavarotti” e “Parkson”, por exemplo. Fica fácil associar “Adele5” com um ser não humano ou semi-humano. Acho que seria interessante deixar o leitor desvendar que “Adele” não é uma humana comum.

  48. Brian Oliveira Lancaster
    2 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Eis um sci-fi com raiz na era dourada, cheio de especulações e termos técnicos com um pé no neologismo. É uma comédia romântica esquizofrênica pós-astral. Um tanto confuso às vezes. >> 7.
    G: Não consegui me conectar muito bem ao protagonista, até porque não especifica exatamente o que ele é, além de certas menções. O tom de divã não me agradou tanto, apesar de gostar do bom humor e as sacadas hilárias com os “nomes do futuro”. Não encontrei muito propósito no texto, além de uma espécie de desabafo. Teria gostado mais se descrevesse algum encontro entre ele e Adele5, num bar no fim do universo. >> 7.
    U: Não notei grandes erros. A escrita é leve e flui bem. Apenas algumas construções gramaticais soaram estranhas. >> 8.
    A: Os termos e as referências ao Vingador do Futuro (o original) deram o tom certo. >> 8.

    Nota Final: 7.

  49. Ed Hartmann
    2 de julho de 2015

    Ficção Científica surreal…ou não?

    Bem diferente. Mistura sentimentos humanos com impulsos positrônicos…rsrsrs. Pelo que tenho visto até aqui, a criatividade dos colegas é mesmo sem limite…
    Apenas me pergunto quem era este interlocutor com que este ser se comunicava.
    Estaria deixando uma gravação para a posteridade? Ou uma consideração psicológica. Ou estaria ditando um tratado de psicologia meta-mecânica?

    Perguntas que ficam no ar….

    Boa ideia.

  50. Tiago Volpato
    2 de julho de 2015

    Olá Joe, gostei do inicio do seu conto, você estava preparando o terreno para o que eu achei que seria alguma história de amor intergalático. Seu estilo de escrita é bom e tem várias ideias bem interessantes no texto. Infelizmente achei o texto um pouco parado, você constrói muitas coisas, mas não acontece nada. Achei que faltou um pouquinho mais de ação. Abraços!

  51. Evandro Furtado
    2 de julho de 2015

    Separei por categorias, vamos lá

    Tema – 10/10: adequou-se perfeitamente em todos os pontos, desde o teor da narrativa até o clima.

    Linguagem – 10/10: você usou uma linguagem bem estática, até parecia um robô falando, e se adequou perfeitamente ao propósito.

    História – 7/10: faltou um pouco de profundidade apesar de nos dar a ideia geral do que está acontecendo, quem sabe se aumentasse um pouquinho desse para detalhar.

    Personagens – 10/10: gostei do personagem narrador e a forma como ele se dirige a esse coadjuvante/co-piloto/leitor; os outros personagens que apareceram na narrativa também foram bem construídos.

    Entretenimento – 6/10: leitura fluída que prende a gente, mas não é nenhum Mad Max.

    Estética – 7/10: muito boa a escolha da narrativa-relato, ficou bem verossímil; essa ideia de ele conversando com o co-piloto também me lembrou de uma história em quadrinho que li faz um tempo, achei bacana.

  52. Alan Machado de Almeida
    1 de julho de 2015

    Interessante Space Opera. Gostei da alusão à Vingador do Futuro através da mulher de três seios e da realidade governada por imperadores galácticos e manipulação genética. Inclusive, quem quiser saber mais sobre os temas científicos que geraram esses plots no sci-fi sugiro esse canal do youtube – https://www.youtube.com/channel/UCsXVk37bltHxD1rDPwtNM8Q Voltando ao conto, dou a ele 7. A história é boa, mas não muito inovadora e a escrita é comum.

  53. Fabio Baptista
    1 de julho de 2015

    Mais um conto formado por divagações de um ser fantástico (aqui um robô) acerca dos eventos que o cercam e o conduziram até ali.

    Como falei no primeiro conto, esse tipo de narrativa é bom para dar asas à imaginação, porém quase sempre acaba ficando meio frio, não envolvendo o leitor emocionalmente na história. Além de não constituir um enredo propriamente dito.

    Daria a mesma nota que dei ao primeiro conto, mas duas frases muito inspiradas acabaram conquistando um ponto a mais:
    – Os olhos de Adele5 sempre foram para mim um pulo no abismo.
    – O caos sempre será a perfeição em nós.

    Essa última, memorável.

    NOTA: 7

  54. Jauch
    1 de julho de 2015

    Olá Joe 🙂

    Estou tento muitas dificuldades para comentar o teu texto.
    Não consigo perceber se é uma espécie de “fluxo de consciência”, se é um monólogo, se é um diálogo unilateral, se é um louco falando sozinho…

    É caótico demais. Ou melhor, talvez caótico não seja a palavra certa. Acho que “desconexo” é mais adequado. Não consegui perceber sobre o que é que o narrador está divagando. Ou seja, não consigo resumir os aspectos principais de que trata o teu texto.

    Nem tão pouco consigo perceber o contexto. Ele(s?) estão numa nave? São consciência que pode se materializar? Estão em um planeta que vagueia pelo espaço? Estão viajando no tempo????? O que raios está acontecendo aqui????? :O

    De qualquer maneira, há algo aqui, que se calhar é gosto pessoal, que eu não gosto. Os termos. blindex-X19? GoogleX45? Nomes com números? E teu texto está abarrotado de termos em inglês, como “terraforming”. Qual é o problema com os termos em Português? Não me parece que estes termos todos acrescentem algo ao texto. Certamente não em termos de forma. Mas também não em termos de conteúdo ou de criação de um ambiente futurista.

    Não me parece que seja uma ridicularização. Se for, não funcionou muito bem.
    Mas também não sei dizer o que é que parece, muito sinceramente.

    Penso que esse texto não funcionou.
    As vezes acontece.

    Boa sorte e continue escrevendo.
    Abraços!

  55. Lucas
    1 de julho de 2015

    Olá,
    Gostei da temática extremamente futurista, os três peitos chamaram atenção hahahaha.
    O conto de relato que escreveu ficou bom, mas não prende nem faz o leitor se importar com a história. O que leva o leitor até o final da história é apenas a curiosidade.
    Um conto fácil de ler e interessante.
    Parabéns e boa sorte.

  56. William de Oliveira
    1 de julho de 2015

    3 seios! ou 4, será que no futuro teremos 4 mãos tb? rsrs se bem que não haverá contato físico conforme o conto aponta. É meu amigo, realmente que mundo injusto.

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Informação

Publicado às 30 de junho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .