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Detox Literário.

Um Pálido Ponto Cinza (Alan Cosme Machado)

um pálido ponto cinza

Os seres de barro nos deram muitos nomes. Anjos, celestiais, orixás, loas, deuses, espíritos de luz… Devido à uma dominação cultural, a maioria deles nos imaginava como sendo europeus portadores de grandes asas de aves. Não podiam estar mais enganados. A começar, asas seriam inúteis para um ser com o tamanho e o peso de um homo sapiens. Não é só o fato de ter asas que faz um pássaro voar. Mas, enfim, não dá para exigir muita acurácia técnica de folclore.

Não nos parecemos em nada com aqueles macacos pelados arrogantes. Não somos perfeitos, é claro, mas chegamos muito próximos disso. Somos tão arrojados que os cérebros simplórios dos hominídeos não conseguiam interpretar nossa figura. Dos poucos que nos viram a maioria perdeu a sanidade. Com exceção de três ou quatro, se não me engano. Me lembro ao menos de um neandertal, um oriental gordo, um judeu cabeludo e um taoista.

O fim do mundo humano foi anunciado há algum tempo, desde então os mais desesperados gritavam “o fim está próximo” durante boa parte de suas ínfimas existências. Levando em consideração o tamanho do tempo e do universo até que eles não estavam de todo errados. A depender de ponto de vista, que é algo muito maleável, o fim não tardou a chegar. Apesar de seus defeitos que superavam suas qualidades, até que eu gostava deles. Me simpatizei pelo jeito desengonçado com que levavam a vida. Sentirei saudades.

Ano cinco bilhões do calendário cristão, com uma margem de erro de alguns séculos para mais ou para menos. Depois do primeiro bilhão de anos eles perderam a conta e eu não costumo me guiar pelos métodos mortais de mesurar o tempo. Os gases que formavam o sol se expandiram ao ponto de fazer com que a estrela devorasse o próprio sistema solar. Eu gostava da Terra e de seus macaquinhos pelados, claro, mas ela nem de longe foi a maior perda. Sentirei falta principalmente de Júpiter. Um planeta gasoso grande e belo daquele jeito era uma pérola no cosmo, difícil de achar similar. Ele tinha potencial até mesmo para se tornar uma estrela vermelha e superar o sol. Mas o Altíssimo não quis, paciência.

Do primeiro ao último. Do mais nobre ao mais cruel. Assisti à dor daqueles que caíram na danação e o júbilo dos que ascenderam na graça. Acompanhei a vida e a morte de todos. Essa era minha função. Não interferi no menor detalhe da vida de nenhum deles, fui criado só para registrar. E com o fim da Terra veio meu último registro e o termino de minha missão. O sol os engoliu tão depressa que nem perceberam o que acontecia. A maioria viajou aos planos etéreos sem perceber que haviam desencarnado. Da minha estirpe há aqueles encarregados de velar por essas almas confusas. Se eu interviesse nesse problema estaria excedendo as minhas funções. Algo punível até com a não existência. O Senhor Pai pode ser bem severo quando assim deseja. Eu bem sei, por exemplo, ainda não me conformo com o Dilúvio. Quer dizer, dois ou três gatos pingados cometem seus erros e gente que não tem nada a ver com a história é que paga? Deixa para lá, são águas passadas. Isso foi uma piada? He. Nunca tinha conseguido contar uma.

Pairando no vácuo que se tornou o sistema solar onde a Terra habitava, eu espero pela minha próxima missão. Cinco bilhões de anos de serviço, até que não foi tanto tempo assim. Isso levando em conta que sou eterno. Com uma expectativa de vida tão absurda, minha esperança é praticamente sem limites. Eu gostaria de continuar exercendo o mesmo trabalho de vigia cósmico. Afinal, como dizem, “em sua casa há muitas moradas”. Talvez seja do desejo do Altíssimo me realocar para outro canto do universo e me agraciar com a missão de vigiar e registrar uma outra espécie relevante para a Divina Providência.

Como um filho único que descobre que seus pais estão esperando um irmão, muitos humanos relutavam com a ideia de que não estavam sozinhos no cosmo com medo de terem que disputar o amor do Pai. Bobagem. Amor infinito e incondicional significa amor infinito e incondicional. Infinito. Cabe muita coisa dentro disso aí.

Mudando de assunto, e voltando a falar dos meus anseios, ouvi dizer que os seres do planeta Orion são mais evoluídos do que os homens de barro queacompanhei. Eles também vivem em uma pedra sem muita importância no panorama geral, só que a deles é cinza ao invés de azul. Engraçado, eles também nos imaginam como versões aladas deles mesmos e se acham o centro do universo. É, talvez a diferenças entre as “moradas” esteja só no endereço.

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62 comentários em “Um Pálido Ponto Cinza (Alan Cosme Machado)

  1. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 5/10

    → Criatividade: 6/10 – Há alguma criatividade a ser considerada. Até que é legal a história criada.

    → Enredo: 5/10 – Houve pouco desenvolvimento da história e espaço não foi o problema.

    → Técnica: 7/10 – A técnica não me agradou muito.

    → Adequação ao tema: 0/10 – Não é ficção científica.

  2. mariasantino1
    11 de agosto de 2015

    Olá, autor (a)!

    Esse seu conto tem ar total de prólogo, de apresentação de uma película. Gostei do ar irônico do narrador, meio frio e distante ao falar da humanidade, e por isso instiga o leitor (eu) a querer saber mais um pouco. Mas, infelizmente, ao menos pra mim, esse conto ficou com cara de apresentação.
    Gostei da narrativa, das referências bíblicas e clima apocalípitico.

    Boa sorte no desafio

    Nota: 7

  3. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Um conto breve e com pouca profundidade. Parece um tanto como um resumo. Gostaria de ver a versão alongada da história, talvez com uma ou outra personagem a dialogar. Este soou demasiado a exposição e não me arrebatou por ser demasiado linear.

    Um cinco =P

    Bem jogado! 8D

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    “Seres de barro”, “macacos pelados”, são boas ideias, parecida com um episódio de “Jornada nas Estrelas” em que os humanos são chamados “Bolsas de Água”, em referência à porcentagem de água dos nossos corpos. São colocações interessantes que levam a pensar em nós como seres, na nossa condição. As representações dos fundadores do budismo, cristianismo e taoísmo com certeza geram polêmicas, bem como o tom de religiosidade irreverente, mas isso é com vossa excelência. “Águas Passadas” foi ótimo. O conto, no estilo moderno de miniconto, é muito interessante.

  5. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Há algum tempo – tudo bem, há muito, muito tempo – quando eu era um leitor voraz de quadrinhos, me fascinava com um personagem secundário da Marvel, que normalmente aparecia nas histórias do Quarteto Fantástico: o Vigia. Era mais ou menos como esse personagem-narrador que temos aqui, alguém que passa um testemunho sobre o destino da humanidade quem quiser saber. Do ponto de vista de um ser quase-onisciente, sabemos, então, o que aconteceu com os terráqueos: o sol os engoliu. Mais do que isso, ficamos cientes de que os humanos adoravam os seres dos quais esse vigia faz parte. E agora, com o fim da Terra e do próprio sistema solar, um novo ponto de interesse surge para o Vigia, o pálido ponto cinza. Bacana a analogia com a expressão cunhada por Sagan, do pálido ponto azul. Bacana também a mistura, ou melhor, a explicação para esse sincretismo – a religião e a ciência. No entanto, senti falta de uma história no conceito clássico da expressão. O que temos aqui é um relato, um breve relato, sobre o que ocorreu com a Terra, o sol e os planetas. Bilhões e bilhões (para usar outra expressão de Sagan) resumidos em poucas linhas. Acho que o destino da humanidade merecia um pouco mais. De todo modo, um trabalho competente e com poucos erros a acertar.

    Nota: 6

  6. Bia Machado
    10 de agosto de 2015

    Gostei do texto, mas não me cativou totalmente. Podia ser mais elaborado, tem umas partes filosóficas, mas ficaram meio “levinhas”, tem boas sacadas, podia ter trabalhado mais nisso, tendo em vista o tempo que ainda havia pela frente para postagem (tá, eu sei, tinha pontuação bônus, esse deve ter sido o motivo, mas será que valeu a pena? Só conjecturas…).
    O narrador é simpático. Mas faltou algo para me cativar totalmente. Alguns errinhos, mas que não me atrapalharam. Revise e pronto. Lembretes: não seria mensurar o tempo, em vez de “mesurar”? Alguns pequenos problemas de pontuação e acentuação. Um “queacompanhei” grudado e deixado passar na revisão.
    Finalizando: um texto que pode ser trabalhado, assim como está é uma boa leitura. Mas pode se tornar mais que isso.
    Boa sorte no desafio!

  7. Renato Silva
    9 de agosto de 2015

    Olá, tudo bem?

    Não tenho muito o que dizer. Achei o texto bonito, reflexivo, que faz pensar a nossa existência nesse mundo e o quanto somos infinitamente insignificantes. Apenas vejo um “porém”, o texto está mais para fantasia do que ficção científica. Gostei muito do tema.

    Boa sorte.

  8. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Gostei da proposta. Uma construção bela e no fim o que queria ser dito durante todo o conto. Enredo muito bom. Parabéns!

  9. vitor leite
    7 de agosto de 2015

    A história parece-me bem contada e pode ser um belo ponto de partida para um desafio maior, um romance? Digo isto porque parece muita vontade de passar informação para um limite “tão pequeno” de palavras. Passaram duas gralhas mas sem importância de maior.

  10. Anorkinda Neide
    30 de julho de 2015

    Hummm…achei o texto um tanto imaturo, com potencial para crescer, desenvolva- o num conto maior!

    Agora, não gosto do tom de crítica mordaz ao ser humano, acho q isso está um tanto repetitivo hoje em dia… Afinal somos humanos, sejamos mais criativos na hora de nos auto-criticarmos… hehehe

    Boa sorte ae
    Abração

  11. Rodrigo Campos
    26 de julho de 2015

    Ousado, 10,0 com louvor. Já vi isso antes, mas nunca achei que alguém escreveria algo nesse sentido em um concurso literário. Isso é ser artista de verdade, saber que não vai agradar a todos e ainda assim ousar uma ideia tão arrojada quanto a indiferença de seres superiores para conosco e o modo errôneo como o interpretamos.

  12. Laís Helena
    25 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A escrita é boa, salvo leves erros de revisão, entretanto, não gostei muito da narrativa em forma de relato. Além disso, os últimos parágrafos pareceram um pouco destoantes, principalmente por você ter mudado de assunto e depois voltado ao assunto anterior. Ficou com um ar de divagação, mas talvez tenha sido essa a sua intenção.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Devido à forma de relato da narrativa, o enredo não ficou tão empolgante. Seria interessante se tivéssemos mais detalhes sobre como o planeta foi destruído e sobre a relação entre esse “anjo” e sua incumbência. Percebi referências a algumas religiões, e junto da mitologia que você criou para o ser, isso ficou interessante.

    3 – Criatividade (2/3)

    Histórias sobre anjos existem aos montes, mas você deu um toque seu à mitologia. Provavelmente ela teria se destacado mais se o problema apontado com a narrativa não tivesse ocorrido.

  13. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota= 6

  14. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Carl Sagan!! Quase que eu utilizei esse pseudônimo kkkk. Eu até fiz algumas citações sobre ele em meu conto (este comentário é fechado, correto? ninguém vai ler esta pista que eu dei sobre minha autoria até o dia das revelações, né?)

    Bom, seu conto está muito bem escrito. Foi o primeiro que li neste desafio. Então, para mim, tudo aqui ainda é novidade, e estou bastante otimista quanto a este desafio… adoro ficção científica!

    Eu, na verdade, esperava ler uma histórias com uma trama mais desenvolvida… Quero dizer… sua ideia foi legal, e talz. Mas eu queria, sei lá, sentir algo um pouco mais forte. Seu conto não me provocou grandes emoções. Não me identifiquei muito com o narrador-personagem. Na verdade, eu mal pude conhecê-lo… achei estranho um cara de mais de 5 bilhões de anos, com vida eterna, possuir uma forma de falar tão casual e próxima da forma de falar e de pensar dos humanos-macacos mortais que vivem só 80 anos…

  15. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Um conto meio sarcástico. Crônica de um inspetor celestial melancólico, que registra os castigos Divinos e não se conforma que o Diluvio Universal fosse um castigo para todos. Não foi uma boa ideia , Carl.

  16. Fabio D'Oliveira
    21 de julho de 2015

    Um Pálido Ponto Cinza
    Carl Sagan

    ஒ Habilidade & Talento: A escrita, em si, é bem suave. Ela flui naturalmente e não cansa. Isso indica que o autor não possui apenas habilidade técnica, mas também um talento inato. O conto escrito em forma de relato ficou competente, na medida certa. Excelente!

    ண Criatividade: É um critério difícil de avaliar olhando para esse conto. Vemos muita coisa de origem esotérica, até religiosa, mas houve algum problema na execução. Falar sobre anjos é complicado, principalmente por eles serem impessoais. Nesse caso, parece um mero humano conversando com o leitor, opinando sem parar enquanto relata o destino da humanidade. Não deu para engolir. Sem mencionar que o ser humano ficou muito distante para ser um dos fatores principais do texto. Na criatividade, não basta pegar situações incríveis e colocar no papel. A execução tem que ser incrível também.

    ٩۶ Tema: Procurei, procurei e procurei. Mas não encontrei o tema no conto. A escolha de contar o destino da humanidade através dos “olhos” de um anjo foi péssima para abordar esse assunto dentro desse tema. O tema central do conto é mais espiritual e esotérico do que ficção científica. Tome mais cuidado da próxima vez e tente ser mais objetivo!

    இ Egocentrismo: Pessoalmente, estudo e gosto bastante do esoterismo. Por causa disso, não desgostei completamente do conto. Mas o resultado final me pareceu, digamos, medíocre demais.

    Ω Final: Não deixou a desejar no quesito Habilidade & Talento. Vacilou um pouco na Criatividade. Falhou completamente no Tema. E não conseguiu alimentar o Egocentrismo por inteiro. No final de tudo, ficou um conto mediano, mas sem muito potencial da forma que está.

  17. Leonardo Stockler
    19 de julho de 2015

    Olha, o conto é bem escrito. Mas esse tom meio irônico e jocoso pra uma criatura que se supõe tal superior, simplesmente não pega bem. Aliás, não pega bem porque ela se utiliza de uma linguagem perfeitamente humana (não há nada na linguagem que possa colocá-la tão acima assim) pra falar sobre como os seres humanos eram “macaquinhos”. É um desafio interessante você tentar criar uma linguagem supra-humana, mas do jeito que foi feito aqui, a não ser pelo conteúdo do que esse ser está narrando, não há nenhum assombro. Aliás, resumir uma história tão fantástica como a da humanidade a um bando de macaquinhos, e assumir que um gigante gasoso (algo tão mais abundante do que a vida no universo) seria mais interessante do que a raça humana, é claro que é uma opção do autor que não necessariamente expressa a sua própria opinião, mas é que o efeito alcançado de querer entender a raça humana como algo pequeno, simplesmente não acaba acontecendo. Dito isso, a temática do conto me parece mais religiosa do que científica – mas isso, não necessariamente é um problema, uma vez que as duas coisas convergem em alguns momentos.

  18. Angelo Dias
    18 de julho de 2015

    Parabéns. A visão de um Anjo (ou Orixá, ou Loa…) sobre o fim da vida terrestre é algo que nunca imaginei. A correlação com o conto de Carl Sagan (um xará?) não diminui em nada a o efeito desejado. Gostei do que li, ainda mais por minha relação com a religião.

  19. piscies
    18 de julho de 2015

    Gostei do conto e do tom cômico dele. Sempre achei interessante pensar nas “entidades divinas” como seres que realmente existem, porém de uma forma tão avançada que foge da nossa concepção. É engraçado também como é retratado o fim da raça humana: o único “Armagedom” que está cientificamente provado e com data certa, apesar da falha natural de “alguns séculos para mais ou para menos” (afinal, não somos perfeitos).

    Só não curti o fato do discurso sair do racional e migrar para o fantasioso, indo de encontro com o tom de “deboche” inicial, quando o personagem principal caçoa – de certa forma – das crendices humanas. No meio do texto o personagem fala sobre seres humanos atingindo a graça, um pai altíssimo e até desencarnação – coisas que não têm muito a ver com Ficção Científica.

    O texto é simples mas muito bem escrito. Às vezes acho que a simplicidade é o melhor caminho para um texto cômico.

    Parabéns!!!

  20. Cácia Leal
    17 de julho de 2015

    Interessante a história, mas você encerrou-a do nada? Achei que iria prosseguir e, de repente, havia acabado! Senti falta de uma continuação da trama. Faltou uma melhor explicação sobre quem é o narrador e do porquê ele nos contava isso tudo. Mas sua ideia foi muito interessante. Você trabalha a ideia de múltiplos universos, mas apenas um Deus governando tudo. Legal. Além disso, está bem escrito. Há alguns erros de português, que precisam ser revistos.

  21. Marcos Miasson
    17 de julho de 2015

    Olá! Boa escrita e narrativa, uma vez que um diálogo único sempre é mais difícil. Senti falta de um rumo para a estória, e um sentido um pouco mais sci-fi (apenas para se encaixar no tema). Quanto a ortografia, revisaria apenas o último parágrafo.
    Abraços, e boa sorte!

  22. Mariza de Campos
    16 de julho de 2015

    Olá! o//
    Começando primeiramente pelo que acho que pode ser melhorado é que, teve algumas partes que ficaram meio confusas e não entendi muito o que o tal ser divino estava falando. Algumas partes precisavam estar mais esclarecidas.
    Agora, o que gostei, foi toda a ideia do tal ser divino filosofar sobre a existência humana e, no fim, perceber que seres de qualquer planeta sempre se verão como o centro do universo.
    É isso, abraço! ^^

  23. Marcel Beliene
    15 de julho de 2015

    Gostei, Sagan, seu conto é bem reduzido mas contém muita reflexão, além de ser bem escrito. Muito interessante essa relação do Humano-Divino que você abordou e também expôs isso de modo bem criativo. Parabéns 🙂

  24. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) senti falta de uma trama por trás desse texto. Um “alien” ancestral (ou um espírito de luz, na visão kardecista) conta sua visão sobre o fim da Terra e um pouquinho sobre Orion (também não foi destruída?). Faltou acontecer algo, um clímax, principalmente. Um texto sem trama, sem acontecimentos, não é bem um conto.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, sem erros visíveis (poucas escapulidas da rápida revisão) e narrativa apurada. Faltou mostrar mais e contar menos (mostrar mais cenas, ou pelo menos uma cena marcante envolvendo o personagem).

    ➵ Tema: (1/2) difícil avaliar, pois a história está num nível muito superficial, com mais cara de espiritismo que de alienígenas.

    ☀ Criatividade: (2/3) é boa, embora beba de fontes kardecistas, como já falei.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) achei que ia gostar, mas o texto não passa emoção e a ausência de um clímax reduz muito o impacto.

    Problemas de revisão:
    ● *término* de minha missão
    ● homens de barro que *espaço* acompanhei.

  25. Nilton Bartolomeu
    12 de julho de 2015

    Muito bom. A arte de escrever é como uma capacidade de forjar armas a partir de palavras, também de fazer de cada uma um cofre… assim um texto pequeno guarda em si um universo inteiro! Palmas… Gostei do tom e do estilo!!

  26. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Segundo H.P. Lovecraft, o problema de contos com personagens não humanos é que eles soam humanos demais, com o mesmo modo de pensar e os mesmos sentimentos que nós. Algo não humano deveria ter uma forma de pensar, e uma moral e ética, tão imcompreensívei para nós quanto humanos são incompreensíveis para macacos.

    Particularmente o conto não me convenceu por esse motivo. Sou bem “lovecraftiano” nesse aspecto.

  27. Anderson Souza
    11 de julho de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Não curto misturar religião com Sci Fi… Achei um monólogo enfadonho. Arrisque com estórias autenticas. Não aguento mais ouvir falar de vida em órion… até no cinema foi abordado.

  28. Andre Luiz
    8 de julho de 2015

    Ah, Sagan, precursor do cosmos na mente humana… Como filosofas neste conto… Brincadeiras à parte, gostei bastante do tom catastrófico que o conto tomou, apesar de achar que ele poderia ser explorado mais a fundo. Gostei também da forma como você tratou estes “seres” divinos diferentemente do estereótipo. Além disto, é louvável sua menção ao próprio Sagan no título do conto. Deixo-te com a citação e meus parabéns!

    “Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.”(SAGAN,1996)

  29. Sidney Muniz
    8 de julho de 2015

    Eita. Comecemos as leituras para ver seu consigo dar meus pulos e participar dessa edição. Não postarei meu conto enquanto não tiver certeza que terei tempo de ler, mas sim’bora para as leituras, pois esse mês está sendo o bicho!

    É um bom conto, principalmente por demonstrar que o autor tem um bom domínio quanto a narrativa.

    Em relação a estória achei fraca, queria mais do que uma simples explanação dos fatos. Sim, é arriscado, agradará a outros, mas a mim pareceu apressado. Até acho, e posso estar enganado, que devido a essa premiação por postar antes perderemos um pouco em qualidade no início do desafio.

    Mas é só minha opinião pessoal. O que senti foi pressa em executar algo que poderia ser muito melhor abordado.

    O tema até encaixa, mas vejo ficção mais associada a ciência, e não simplesmente ficção, como é feito aqui. O texto a meu ver é mais fantasioso, misturando certa mitologia, que é o que se usa para explicar origens, mitos que expliquem o surgimento da vida, do que propriamente ficção científica em si.

    Bom,

    Eu não gostei tanto, não. É um conto regular, e salvo pela narrativa.

    Boa sorte!

  30. Marcellus
    7 de julho de 2015

    O conto parece uma adaptação de um tema um pouco diferente. “Anjos” ou talvez “Religião”. Não ficou ruim, mas fugiu um pouco.

    Claro que esse é um sentimento, algo muito subjetivo. De “objetivo”, pouquíssima coisa: o mais grave talvez tenha sido o “mesurar”, mas que impacta quase nada.

    O autor está de parabéns. Boa sorte!

  31. catarinacunha2015
    7 de julho de 2015

    TÍTULO – Muito bem escolhido. Resume toda a proporção de grandeza do conto.
    TEMA – Está adequado se considerarmos a possibilidade da existência de um ser superior como ficção científica. Achei mais filosófico exotérico.
    FLUXO – Linear, mas não empolga.
    TRAMA – A ideia de grandeza do Universo poderia ser mais trabalhada. Não em quantidade, mas na sequencia dos pensamentos. O tamanho do conto está perfeito.
    FINAL – Não me cativou, fiquei esperando acontecimentos.

  32. Davenir da Silveira Viganon
    6 de julho de 2015

    Gostei de como o autor tratou com leveza a grandiosidade do ser que ele descreveu. Talvez com leveza até demais, se for par apontar algo negativo.

  33. Ferreira Silvio
    6 de julho de 2015

    Gostei
    – Você aproximou esse conceito divino com o extraterrestre e isso é sempre muito interessante.
    – Metáfora legal: ”uma pérola no cosmo”.
    – Achei interessante a ideia de que esses sentimentos tão humanos podem ser inatos de outras espécies também.
    Não Gostei
    -Acho que você poderia trabalhar mais a narrativa, dar mergulhos mais fundos.
    -esse ser tão elevado usa determinados dele que não soam convincentes: ”três gatos pingados”, ”isso foi uma piada. He.”, mesmo tendo observado o comportamento dos humanos.
    Só uma correção pequena: ”Me simpatizei pelo jeito…”.Não se inicia período por meio de próclise ( colocando o pronome oblíquo átono ”me” antes do verbo simpatizei),
    Abraços e Boa Sorte.

  34. Miguel Bernardi.
    6 de julho de 2015

    Bem… é um conto legal. Não acho que passe muito disso. Alguns erros (vírgulas ou letras faltando, frases mal construídas) tiram a beleza que o texto poderia ter. A ideia é legal, é sim, mas acho que não recebeu o tratamento correto. Gostei da casualidade do narrador, e devo admtir que o monólogo parece verossímil.

    Sugiro uma revisão, acrescentar algumas coisinhas pode, também, dar um vilho a mais à este pálido pontinho cinza (que se originou do azul, como você mesmo diz).

    Boa sorte no desafio, Carl Sagan.

    Nota: 6

  35. josé marcos costa
    6 de julho de 2015

    achei interessante a narrativa, mas acredito que poderia incluir um pouco mais de ação e não apenas fazer um crônica metafisica. nota : bom.

  36. Pedro Teixeira
    5 de julho de 2015

    Olá autor. Gostei da ideia e do tom de ironia do texto, além do rico vocabulário. Mas tenho a impressão de que ficou faltando algo a mais, inclusive elementos mais próximos da ficção científica. Algumas coisas não soaram bem pra mim: “me simpatizei” , parece que “simpatizei com” soaria melhor. Há um trecho que diz “mesurar o tempo”, não seria mensurar? Senti falta de um desenvolvimento maior também. Mas é um bom texto. Parabéns e boa sorte no desafio!

  37. Jefferson Lemos
    5 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!
    Bom, no que se refere a narrativa, o seu conto é bom. Li com rapidez, sem interrupções e não achei nada que pudesse atrapalhar de verdade na leitura.
    Quanto a história, eu não sei muito bem se entendi. Ao final, entendi que era o deus cristão, e que ele era apenas mais um na escala divina. Onde recebia ordens de um ser superior e existiam outros assim como ele. A melancolia da trama é legal, mas o enredo é meio confuso pelo o que falei.

    De qualquer forma, parabéns pelo texto!
    Boa sorte!

  38. Rogério Germani
    5 de julho de 2015

    Olá, Carl!

    Não irei me ater em análise sintática neste desafio.Prometo.

    Dito isto, repasso-lhe a impressão que tive ao ler seu conto: o enredo é bacana, mostrar a extinção humana sobre o olhar vigilante de imortais que não interferem na vida terráquea. Mas, daí que vem o paradoxo, já que a neutralidade fica apenas nos atos. Pelo conto todo existe a arrogância dos vigilantes ao narrar os seres humanos…

    Outro fato que deve ser levado em conta é a descrição dos elementos que, ao meu ver, ficou mais para literatura fantástica com cunho religioso do que ficção científica. Talvez seja uma falha minha em não captar a exatidão dos elementos…

    Boa sorte no desafio!

  39. Michel
    5 de julho de 2015

    Uma mistura de distopia e religião (principalmente da mitologia cristã) que não me agradou. O narrador, pertencente a um gupo de seres superiores, em alguns momentos apresenta passividade diante do que assiste e em outros parece apresentar contentamento com a extinção humana. Em alguns momentos fala com desenvoltura, em outros usa gírias comuns. Enfim,há apenas um personagem e ele não se mostra plenamente e é instável.

  40. Felipe Moreira
    5 de julho de 2015

    O texto me deixou um pouco confuso. Talvez o título e o pseudônimo tenham me passado uma ideia distinta sobre o que eu viria a ler a seguir. O texto não diz a origem(se é que há) do vigia cósmico, portanto, narrador do conto. Porém, eu devo imaginar que ele não tenha forma ou mente humana, precisamente por não ser humano.
    O que me pareceu confuso foi justamente esse ponto em que ele discorre o seu depoimento sobre a “nossa” passagem efêmera no Universo a partir de uma perspectiva humana. Assim como ele notou no final, quando enxergou o novo mundo que iria acompanhar, que os humanoides de lá também achavam ser o centro do universo. Toda espécie em qualquer bioma tem essa mesma ideia do mundo, visto que elas o enxergam sob a sua perspectiva.

    Quanto ao calendário, os 5 bilhões de anos atribuídos à terra é documentado apenas pela ciência moderna. A mitologia judaico-cristã afirma que a Terra possui um pouco menos de 7 mil anos.

    No geral o texto é narrado de forma impessoal, objetiva. Isso foi ótimo, sobretudo nesse estilo.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  41. Pedro Luna
    4 de julho de 2015

    Oi, achei interessante essa abordagem pelo ponto de vista do ”anjo” (?). Mas confesso que prefiro contos com tramas que desenrolam, e não com tramas que ficam nas entrelinhas. Exemplo: você fala que o sol engoliu geral. Eu prefiro ler um conto sobre como o sol engoliu geral, como isso rolou, do que ouvir falar sobre em outro conto. Não foi algo que explodiu cabeças, mas foi uma boa leitura. Escrita muito boa. VALEU.

  42. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Interessante o teor da história e o ponto de vista quase onisciente. O início da leitura foi pesado e sinceramente precisei ler três vezes para captar a mensagem, escondida entre palavras duras, quase engessadas, as quais, acredito não criaram um link com o leitor de maneira clara e convidativa. O conteúdo, digo a história em si, deixou alguns buracos, principalmente quando menciona “Ano cinco bilhões do calendário cristão, com uma margem de erro de alguns séculos para mais ou para menos.” Por mais que seja um conto de ficção científica o leitor precisa ter bons elementos para acreditar na veracidade da história. Por fim, um bom texto, mas notório que falta técnica para iluminar o talento do autor.

  43. Felipe T.S
    3 de julho de 2015

    Não gostei.

    O autor errou na escolha da narrativa, faria mais sentido e daria mais possibilidades de construção se fosse feita em terceira pessoa. O personagem narrador diz ser uma coisa, mas se mostra um simples humano narrando. Esse é o maior problemas de narradores que não são “homens”.

    Outro ponto, foi a questão do ser eterno, mas mesmo assim servindo à um senhor maior, um Deus. Foi difícil mastigar a ideia de uma criatura eterna, desenvolvendo a função aqui narrada.

    Um ser imortal? Quem sabe, mas eterno não foi um bom uso.

    Me parece que o autor teve mais pressa que atenção. Faltou pensar melhor no enredo, construção e propósito do conto. Foram muitas coisas a se narrar em tão pequeno espaço.

    A mensagem do desfecho é interessante, mas o texto como um todo, não tem brilho.

    Texto abaixo da média…

  44. rubemcabral
    3 de julho de 2015

    Olá, Carl Sagan!

    Então, achei o conto mediano… Vou explicar o porquê:

    – não é bem FC, ao menos não é FC “pura”, pois mescla com temas um tanto estranhos e esotéricos. Isso em si não foi o maior defeito, há até livros que misturam bem os temas, feito “Shikasta”, por exemplo. Mas numa narração curta acho que não ficaram bem desenvolvidas as ideias;
    – o mote de criaturas vigilantes e que não interferem é frequente, por exemplo, no universo DC;
    – a parte científica deixou a desejar: um bilhão de anos no futuro e não logramos sair nem do Sistema Solar? Júpiter teria, em teoria, o potencial para ser uma estrela, mas, nunca, jamais, sequer perto do tamanho do Sol ou muito menos maior que ele. Júpiter poderia ser uma anã marrom e olhe lá. A expansão do Sol, ao se transformar em gigante vermelha, não engolirá todos os planetas. É provável que a partir da órbita de Marte todos os planetas sobrevivam.

    Abraço e boa sorte no desafio!

  45. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Bem escrito, mas apesar de conter elementos de ciência, não me parece exatamente estar tanto no âmbito da ficção científica e sim da fantasia religiosa, algo meio na linha “Eram os Deuses Astronautas”, só que confirmando o aspecto divino, especialmente nas referências a “homens de barro” e “Dilúvio”.

  46. Brian Oliveira Lancaster
    2 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Um curioso texto em forma de relato, quase uma crônica. Quase pende para a fantasia, mas o lado cósmico venceu. A referência no título caiu muito bem. >> 9
    G: Curti o tom debochado e irônico da criatura, descrevendo seus afazeres como se fosse apenas fritar um ovo. O texto tem excelentes qualidades, com tons quase poéticos. Peca só um pouquinho no que direi a seguir. >> 8
    U: As palavras diferentes se encaixaram muito bem no início, apesar de não seguir o mesmo ritmo do meio para o fim. Aqui encontrei algumas passagens que careciam de uma revisão rápida, besteiras, que podem passar despercebidas – mas travam a leitura, como palavras grudadas ou “queísmos”. >> 7
    A: A meu ver está dentro do tema proposto, de uma forma não muito usual, mas está. No geral, gostei – é leve, flui e nos coloca em contato com o personagem de forma direta, criando fácil conexão. >> 8

    Nota Final: 8.

  47. Ed Hartmann
    2 de julho de 2015

    Gostei muito.

    Coloca a mitologia sob o prisma da ficção científica. Assim, se abre toda uma gama de novas possibilidades. Li um livro de um auto brasileiro chamado Eduardo Sphor que trata de tema semelhante. No caso dele, o gênero é fantasia. Por isso mesmo achei tão interessante a ideia da “mesclagem” entre os dois gêneros.

    Um dos melhores, na minha opinião.

  48. phillipklem
    2 de julho de 2015

    Bom dia. Em primeiro lugar gostei do seu conto. A ideia foi criativa e até que original. Sinceramente adorei o final e a reflexão que você deixou no ar.
    O que eu não gostei foi o tom da escrita. Para mim faltou um pouco de personalidade e naturalidade ao narrador, o que tornou a leitura cansativa. Houve algumas tentativas, devo confessar, como a piada sobre o Dilúvio, mas soou bastante forçada.
    A premissa é boa e o personagem sem dúvida tem muito potencial. Talvez uma “humanização” deste ser não humano nos faça gostar mais dele.
    Meus parabéns pelo conto e continue escrevendo.

  49. Renan Bernardo
    1 de julho de 2015

    Excelente! Lembrou-me bastante de 2001 do Arthur Clarke e um pouco das ideias de Erick Von Daniken. O tema envolvendo ciência e astronomia (e o pseudônimo) me agradaram bastante também.

    Gostei também do humor empregado no conto, acho que dá um aspecto mais descontraído para um tema que muitas vezes é abordado de forma pesada: a insignificância do ser humano perante a grandiosidade do universo.

    Minhas reclamações são apenas sobre pequenos errinhos encontrados, nada exagerado.

  50. Fabio Baptista
    1 de julho de 2015

    Gosto de ficção científica com essa pegada filosófica e aposto que será grande maioria nesse desafio. Mérito seu ter sido o primeiro a postar, parabéns!

    A narrativa é curta e fácil de acompanhar, mas não desperta grandes emoções no leitor. Foi apenas um breve relato de uma criatura misteriosa (anjo? Um tipo avançado e primordial de consciência?) que apesar de faz a imaginação voar, mas não se segura muito como trama.

    Achei que o narrador deixou o conto com um jeitão mais Fantasia (criatura espiritual) do que FC, mas é só um detalhe.

    A gramática foi aplicada corretamente. Ali no final, usaria “em vez” no lugar de “ao invés”.

    NOTA: 6

  51. Evandro Furtado
    1 de julho de 2015

    E aí Carl, como tenho um pouco de tempo vou tentar fazer uma análise mais profunda em algumas categorias, ok? Vamos lá:

    Tema: acho que você se adequou parcialmente à coisa. Sei que é um tema mutio abrangente, mas sinto que você partiu um pouco pro lado cósmico-espiritual que quebrou um pouco a ideia. Ficou meio J. J. Benítez.

    Linguagem: basicão, sem comprometer as coisas. Algumas coisas me incomodam, como quando você parte pra uma coisa mais próxima da oralidade, não sei se fica legal.

    História: talvez você pudesse desenvolver um pouco mais, ficou meio vago.

    Personagens: o narrador ficou bem definido. Vejo a raça humana como um plano de fundo, coadjuvante, talvez pudesse ter dado mais detalhes aqui.

    Entretenimento: texto fluído, rápido, de fácil entendimento.

    Estética: talvez pudesse arriscar um pouco mais, quebrar a monotonia da narração em primeira pessoa, inserir alguns diálogos…

    • Evandro Furtado
      1 de julho de 2015

      Pra ficar mais claro:

      Tema: 5/10
      Linguagem: 7/10
      História: 5/10
      Personagens: 7/10
      Entretenimento:6/10
      Estética: 3/10

      Lembrando que os tópicos tem pesos diferentes,então a nota vai sair dessa coisa meio maluca ae.

  52. Lucas
    1 de julho de 2015

    Olá,
    A começar pela técnica, não vi problemas.
    A história prende no início, o relato do ser superior gera expectativa de sua revelação que infelizmente não acontece. Achei que mais se parece uma história de fantasia do que de ficção científica.
    Um conto “ok”. Divertido.
    Parabéns e boa sorte.

  53. Tiago Volpato
    1 de julho de 2015

    Salve Carl Sagan, o ser supremo!
    Então. Interessante a forma que você conduziu o conto, se bem que acho que foi mais um relato do que um conto (ou não), uma criatura suprema que observa a tudo e nos conta o destino da humanidade. Só achei que faltou um pouco mais de ciência na ficção cientifica, mas tá valendo.
    Sua estilo é bom, gosto de textos simples, sem palavras rebuscadas ou frases que tentam ser complexas. Achei um bom texto. Faltou alguma coisa a mais pra ele se tornar ótimo, mas eu gostei. Cumpriu o papel.
    Abraços.

  54. Jauch
    1 de julho de 2015

    Olá Carl. Posso te chamar de Carl? 😉
    .
    Eu tenho alguns comentários sobre o seu texto, se me permite. Vou assumir que você permite, já que o texto está aqui para ser comentado, e os comentários só vão ficar disponíveis depois que tudo terminar…
    .
    Obs. Eu não sou bonzinho… 😀
    .
    1. O texto me parece bastante fora do tema. Claro que posso fazer um esforço tremendo e assumir que está, mas esse era o seu papel, enquanto escritor. Infelizmente não há ali “pistas” ou “ganchos” que me permitam imaginar que há algo de ficção científica. Não consigo deixar de pensar que é uma história de fantasia.
    .
    2. O texto é um monólogo, realizado por um “anjo”. Entretanto, a suposta “perfeição” e “sofisticação” com que ele descreve a sua própria espécie, não é corroborada pelo discurso. Basicamente, o discurso (forma, conteúdo) me faz imaginá-lo como um semi-analfabeto, incapaz de uma análise crítica profunda da condição humana e muito pouco inteligente. Em suma, bastante “plano”. Não consigo fazer a ligação entre o que ele diz e a forma como ele diz. Ele não tem nada de “especial”, e isso dificulta acreditar nele.
    .
    3. Há um ponto grave na história. Passaram-se 1 bilhão de anos e a espécie humana continua amarrada àquele pequeno ponto azual chamado terra? Não foram capazes de colonizar nem mesmo o próprio sistema solar? 1 bilhão de anos? Mesmo sabendo que o sol iria eventualmente destruir tudo quando consumisse seu combustível, virando uma gigante vermelha? Como???? É possível, claro. Há muitos motivos para isso acontecer. Mas você é o escritor. Ao não dar o motivo, nem pista alguma, retirou muito potencial à história.
    .
    No fim, acho que o texto precisa de uma revisão. Precisava ser lido por outras pessoas antes de publicado (ainda que eu compreenda a dificuldade em se fazer isso).
    .
    É preciso ter atenção aos detalhes. Um dos grandes erros numa história curta é não dar atenção aos detalhes, às pontas soltas. É preciso ser-se muito “focado” para garantir que isso não aconteça, o que significa que divagar sobre muitos aspectos ou ignorar os detalhes porque não são o foco da história, torna a história pouco verossímil e, no fim, torna a leitura pouco prazeirosa.
    .
    Boa sorte e continue escrevendo! 🙂

  55. Fil Felix
    30 de junho de 2015

    Entendi a história, mas não achei muito dentro da temática. Gostei do início, colocando esses seres num nível acima das crenças humanas, sendo chamados por diversos nomes. Mas durante o texto isso cai pro cristianismo, pra ideia de um “pai”, fora o dilúvio e tais. Poderia ter seguido numa pegada mais imparcial, que agregasse todas as culturas.

    Interessante a imagem gerada pelo conto, me lembrou bastante as indagações do Surfista Prateado, servindo de arauto do Galactus, quando ele está prestes a engolir um mundo.

    • Fil Felix
      1 de julho de 2015

      Me corrigindo aqui, os seres superiores são alienígenas? hahaha Agora que pensei nisso o/ Não tinha feito a ligação, mas ainda acho que poderia ter se distanciado mais da religião.

  56. Claudia Roberta Angst
    30 de junho de 2015

    Primeiro conto do desafio. Parabéns pela iniciativa. Talvez, você tenha tirado o conto da gaveta, mas mesmo assim, é um pioneiro.
    Gostei do tom da narrativa, o narrador que imaginei primeiro como anjo, depois como astronauta, depois como um deus e no final voltei para um mensageiro divino. Lembrei-me do documentário que assistia no cinema antes dos filmes – Eram os deuses astronautas?
    O tema ficção científica foi desenvolvido de uma forma peculiar que me agradou.
    Não encontrei problemas com a linguagem e olha que o autor ousou ao empregar o verbo intervir.
    O tamanho está ótimo, não se alongou com explicações desnecessárias. Não há diálogos, mas não fizeram grande falta.
    Enfim, dou os parabéns ao autor pelo final que caiu muito bem. Boa sorte!

  57. William de Oliveira
    30 de junho de 2015

    *ser

  58. William de Oliveira
    30 de junho de 2015

    O seu falando sobre o diluvio em tom de piada que são águas passadas ficou muito bem colocado. Ri lendo esse trecho! Muito bom, parabéns!

  59. Matheus Costa
    30 de junho de 2015

    Parece-me um exercício de estilo. A linguagem usada tem certa harmonia, mas não há história, nem nada inovador.

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Informação

Publicado às 30 de junho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .