EntreContos

Literatura que desafia.

Ainda há esperança (Marco Piscies)

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Parte I: Uma mensagem

Eden era a única nave inventada pelo homem com a capacidade de captar e utilizar a energia escura. Abundante no universo, essa energia alimentava seus motores, iluminava seus aposentos e refrigerava o alimento da tripulação. Enquanto estivesse no espaço, Eden cruzaria o universo perpetuamente, rumo ao desconhecido em busca de um novo paraíso onde a humanidade pudesse recomeçar.

Diferente da nave que ocupavam, os seis tripulantes de Eden – três Adões e três Evas – não compartilhavam com ela sua perenidade. Um dia morreriam e neste dia a busca acabaria. Procurando postergar o inevitável, os três casais revezavam-se em ciclos de dois anos de sono criogênico. Assim, mesmo que seis anos passassem, envelheceriam apenas dois.

Dezoito anos haviam se passado desde que o seu planeta natal resolveu expulsá-los, e raras eram as ocasiões onde toda a tripulação se reunia. Esta era uma delas.

Miguel acordou seus colegas de tripulação, auxiliado por Sofia, sua esposa. Tinham uma mensagem nova vinda da Terra. Reuniram todos na sala de controle – seus colegas ainda sonolentos devido ao repouso de meses – e iniciou a transmissão.

O vídeo exibiu um homem idoso de olhar cansado. Era Kihvhu, o maior cientista da humanidade, e também seu pai.

Eric. Fran. Quisling. Linda. Miguel, meu querido filho, e Sofia, minha linda nora. Minhas Saudações”.

Faz dez anos que vocês saíram daqui, em uma viagem que eu esperava não ser a última da humanidade”. Uma pausa. Um suspiro. “Bem, no fim ela tornou-se justamente isto. Hoje faleceu a última mulher humana”.

Nós lutamos. Ah, como lutamos. Tentamos de todas as formas, mas falhamos”. Dirigiu o olhar derrotado para o chão enquanto falava. “O resto de nós está com os dias contados. Não sei se existem grupos isolados pelo mundo. Eu espero que sim, mas não confio nisso. Minha confiança agora está depositada em vocês. Vocês são nossa última esperança. Nosso último esforço. Continuem a missão. Achem um novo lar para a nossa espécie” .

Kihvhu parecia não saber mais o que falar. Esticou o braço para interromper a transmissão, mas antes de finalizá-la levantou os olhos uma última vez.

Adeus, meus caros. E Miguel, meu filho. Eu te amo”.

A tela mergulhou em escuridão. O silêncio prevaleceu na sala de controle por incontáveis minutos.

– Nós poderíamos voltar – Quisling comentou, quebrando o silêncio. Miguel discordava.

– Voltar seria tolice.

– Estive pesquisando a cura para a doença. Acho que, se voltarmos, poderemos comparar anotações e…

Sofia interrompeu-o, sempre com educação e voz suave.

– A sua pesquisa é baseada em dados e estudos virtuais. Não é possível que você tenha conseguido um avanço mais significativo do que eles, que estavam em contato direto com a peste.

Linda, a esposa de Quisling, tocou a mão do marido, dirigindo-o um olhar resignado. Ela concordava com Sofia. Quisling olhou ao redor e viu apenas olhares de reprovação.

– NÓS TEMOS QUE VOLTAR!

– Voltar será inútil. Essa mensagem foi gravada há oito anos. Demoraremos mais dezoito para voltar para lá. Todos terão morrido até então. Se entrarmos naquele planeta de novo, será o nosso fim.

Uma lágrima rolava de um dos olhos de Quisling. Ele lutava contra ela, com o rosto vermelho e os dentes trincados. Quando Miguel tocou em seu ombro para confortá-lo, ele o rechaçou e retirou-se da sala.

Foram muitas as horas passadas em silêncio. Não havia dia e não havia noite. Miguel gostaria de conversar com os amigos. Eram agora, provavelmente, os únicos seres humanos do universo. Queria relembrar os poucos anos felizes que passaram em seu planeta natal. Queria confirmar que o que eles faziam ali proporcionaria momentos parecidos para seus filhos e netos, caso conseguissem achar um novo lar.

Ao invés disso, abriram uma das garrafas de whisky e beberam em silêncio, até decidirem que deveriam voltar ao sono criogênico. Miguel voluntariou-se para trabalhar nos próximos dois anos que viriam.

– Você pode dormir se quiser – falou para Sofia. Ela o abraçou e tocou-lhe a ponta do nariz, esforçando-se para sorrir.

– E deixar você sozinho com os seus pensamentos? Nem pensar.

Mas foi sozinho com seus pensamentos que ele passou a maior parte do tempo.

“Fizemos tudo errado”, ele pensava. “Inventamos um sistema monetário que focava tanto no ganho sem escrúpulos e na exploração das maiorias mais fracas que nos esquecemos de trabalhar em união para o bem comum”. Quando a epidemia veio, os humanos morreram tão rapidamente que as pesquisas para a cura não conseguiram manter o ritmo. Morriam mais pessoas que nasciam, e as equipes de pesquisa estavam espalhadas e minguavam com o passar dos dias. Quando finalmente entenderam que deveriam trabalhar em uníssono, mais da metade da população mundial estava dizimada.

“Imagine onde estaríamos caso tivéssemos nos dedicado a exploração de outros planetas, ao invés de inventarmos novos armamentos, confortos desnecessários e deuses para adorar”, seu pai dizia. “Estaríamos espalhados pelo universo, onde uma epidemia destas em um planeta isolado não significaria nada na grande escala das coisas”. Ao invés disto, estavam todos morrendo e sem chances de descobrir a cura a tempo; mas seu carro na garagem era a essência do conforto e o potente sistema de som tocava músicas de artistas que ganhavam milhares de vezes mais do que qualquer pesquisador científico.

Desta vez, ao menos, tentariam fazer tudo da forma correta.

Passados os dois anos, Miguel e Sofia despertaram Eric e Fran para que continuassem as buscas, então dormiram no sono criogênico.

 

Parte II: Loucura

Miguel foi despertado de sonhos esperançosos para acordar no inferno. Estava sozinho na sala de repouso, então teve que manipular a máquina de recomposição de músculos sem ajuda. Por mais que gritasse, ninguém o ouvia.

Quando finalmente saiu, encontrou o corpo de Linda sem vida, imerso em sangue coagulado, whisky e cacos de vidro. Um rastro de sangue o convidava para um passeio pelos corredores da nave, como migalhas de pão.

O sangue o guiou até o observatório, onde encontrou Quisling sentado em uma poltrona dirigindo um olhar sem vida para o planeta terra logo à frente. Tinha um copo de bebida na mão rígida deitada sobre a mesa, e uma faca encravada no tórax. Ao seu lado, um monitor de varredura indicava o resultado de sua última pesquisa. “0% de vida encontrada com o biótipo fornecido”, as letras digitais informavam. O biótipo que Quisling havia tentado encontrar no planeta antes de morrer era o humano.

Miguel entendeu que vinte e dois anos haviam passado desde a última vez em que estivera acordado. Quisling, enlouquecido, refizera todo o trajeto de volta para casa após ser acordado por Eric e Fran.

Foi encontrar os outros três corpos da tripulação estirados na antecâmara de evacuação. Tinham as gargantas cortadas e uma frase escrita à faca e sangue em suas peles:

Não somos merecedores”.

As seis cápsulas de evacuação estavam prontas para serem ejetadas.

– Somos merecedores sim. – balbuciou Miguel, os olhos assustados não conseguindo mais resistir ao pranto. Caiu sobre os joelhos ao lado da esposa. – Ela merecia. Ela merecia…

Repetiu a frase infinitas vezes, enquanto o chão era lavado por suas lágrimas e pela essência da vida da amada.

Nada mais tinha importância. Nada mais fazia sentido.

 

Parte III: Perdido e achado

A decisão de congelar-se para sempre veio naturalmente. Miguel não sabia dizer se estava louco: não havia outro para comparar sua sanidade. Também não sabia dizer se tinha perdido a fé na humanidade: aquilo era o mesmo que afirmar que tinha perdido fé em si mesmo. Tudo o que fez foi congelar-se e deixar que a nave viajasse a deriva. Não faria sentido ficar acordado, esperando encontrar um planeta habitável: a humanidade morreria com ele, o último ser humano, sem poder reproduzir-se sozinho, sem companheira e sem amigos.

De certa forma, congelar-se para sempre foi a maneira que encontrou de perpetuar a sua espécie.

E Eden navegou. Munida da energia escura para propulsão e inteligência artificial para desviar de obstáculos, navegou pelo sistema solar e além. Adentrou outros sistemas solares, ultrapassou os limites da Via Láctea, e foi além. Não hesitou diante de cometas, estrelas gigantes ou buracos negros. Passou por milhões de planetas habitáveis e milhares de civilizações extraterrenas.

Então, depois de dezenas de bilhões de anos de viagem, quando a Terra há muito já havia sido engolida por seu Sol, Eden parou. Estagnou diante de uma situação não prevista e ativou, pela primeira vez em toda a sua existência, o sistema de emergência. O protocolo era simples: acordar todos os tripulantes para que resolvessem o problema.

Miguel acordou. Tinha bilhões de anos e, ainda assim, apenas trinta. Confuso, foi até a sala de observação e tentou detectar o que havia confundido os sistemas da nave.

Nada.

Não que ele não houvesse encontrado nada de útil, ou nada de relevante. O que ele via diante de si era o Nada. O Vazio. O fim do universo.

Sorriu. Lembrou-se da discussão eterna entre físicos na época que ainda vivia na terra: o universo expandia ou retraía? Acabariam no Big Crunch ou congelados após trilhões de anos de expansão? Ao que tudo indicava, diante dele estava o Big Crunch. O Nada avançava inexorável na sua direção, arrastando consigo todas as estrelas, planetas e cometas.

Miguel serviu-se de um último copo de bebida, sentou-se na poltrona uma vez tomada por seu colega ensandecido, e observou o fim de tudo.

O fim demorou poucos segundos. Ele esperava um grande calor; uma sensação horripilante; desespero incontrolável. Nada disso aconteceu. Tudo simplesmente acabou: o material; o imaterial; o tempo.

Não havia mais espaço ou tempo. Miguel estava em lugar onde nada acontecia. Onde nada existia.

Mas ele existia, e entendeu tudo. Em um lugar onde o tempo não existe, entender a totalidade do universo não é rápido nem demorado. Muito menos impossível. Todas as respostas que tanto procurou – que a humanidade inteira lutava para entender – vieram até ele: Qual a origem da vida? Qual o objetivo da existência? Para onde vamos? As respostas eram tão simples que ele não conseguia lembrar-se de uma época em que viveu sem entendê-las. Viu os erros cometidos pela humanidade e soube todas as soluções.

Miguel sabia de tudo.

Miguel era tudo.

 

Parte IV: Esperança

O Big Crunch reduziu todo o universo a um pequeno ponto, minúsculo mesmo ao olho humano. Era tão denso que explodiu em um novo Big Bang, quando matéria e tempo voltaram a existir, reiniciando o ciclo.

Miguel acordou em um local barrento. Achou ter sonhado com tudo aquilo, até que alguém falou com ele em uma língua conhecida – ele conhecia todas as línguas – exigindo que saísse do caminho. A caravana precisava da estrada para passar.

Estava de volta à Terra. Estava nu, mas ninguém parecia se incomodar com aquilo. Estava na Terra, mas em um tempo anterior ao que nascera, onde a civilização era mais simples e ignorante. Mais crua.

Sua missão era clara. A segunda chance diante dele era palpável, como se seu pai soubesse deste fim desde o momento em que o pusera naquela nave. Por isso, encontrou algo para vestir e algo para comer, então começou a andar.

Por seu caminho tentou ensinar às pessoas como viver a vida na terra. Ensinou-lhes os ideais corretos e a maneira correta de ver e fazer as coisas. Não repetiriam os mesmos erros de antes. Desta vez, a humanidade seria diferente.

Com o tempo, angariou seguidores. Suas palavras eram tão diferentes e sábias que abalaram o mundo. Em pouco tempo, como já previa, por não entenderem a essência do que falava, capturaram-no, julgaram-no e executaram-no. Mas as palavras que ele proferiu não seriam apagadas. A humanidade teria um guia. Por isso, no seu último momento ele sorriu.

As histórias contadas pelas pessoas que o conheceram mudaram com o tempo. Poucos escreveram o que realmente viram: sempre adicionavam ou retiravam algum fato importante: qualquer coisa que ajudasse a história a fazer algum sentido. Após milênios, ninguém sabia ao certo quem era Miguel, mas a essência dos seus ensinamentos ainda estava lá.

Ainda havia esperança para a humanidade.

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60 comentários em “Ainda há esperança (Marco Piscies)

  1. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    O conto é legal, mas acredito que você possa ter exagerado em alguns pontos. Achei meio “nada a ver” a viagem de retorno à Terra. Quem parte numa viagem exploratória, não volta até obter êxito. Não gostei muito desse fato.

    Eu não saberia explicar agora, mas acho muito, mas muito improvável que uma nave possa viajar por bilhões de anos pelo espaço sem sofrer qualquer intervenção. Como passar por tantos lugares e não cair em território sondado por alguma civilização “ultra” avançada? E a deterioração da nave, do próprio organismo de Miguel. Passar milhares de anos no espaço é compreensível, mas bilhões de anos é muito tempo. Como ele sobreviveu ao fim do Universo? A não ser que ele tenha transcendido o estado de matéria e tenha se tornado uma entidade cósmica. Será que foi esta sua intenção? Fazer uma analogia bíblica, onde Miguel tenha mesmo se tornado o deus de um novo universo?

    Boa sorte.

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Oi Renato, obrigado pelo feedback!

      A viagem de retorno à terra foi uma reação desesperada e fora do racional mesmo. Talvez não tenha ficado claro na trama, desculpe =(.

      Talvez a viagem de bilhões de anos não seja tão improvável assim. E a energia que a nave possuía para si era virtualmente infinita, o que a ajudaria a manter tudo em ordem… mas sim, concordo que era improvável, mas possível. E essa pequena chance de possibilidade é o que serve de combustível para a imaginação, não é? rs

  2. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    a história foi escrita de uma maneira que pode ser lida em uma reprodução cíclica, muito legal!

  3. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Uma escrita que me prendeu, gostei do conto, coerente e interessante. Acho que se diferenciou dos contos com a mesma temática. Li há alguns dias e hoje, relendo rapidamente, gostei ainda mais do resultado. Parabéns!

  4. Marcos Miasson
    11 de agosto de 2015

    Gostei do conto. É um dos poucos que vi no concurso que tem a veia sci-fi bem explicita, com explicações e indagações. Acredito que em uma estória menos grandiosa, sua narrativa deve ser bem interessante, gostaria de vê-la. Boa sorte!

  5. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    A nave usando energia escura como combustível, a criogenia, são excelentes ideias, ao estilo de Clarke e Asimov. As ideias da física quântica moderna são exploradas de uma forma emocionante no conto, que lembra o filme “Interestelar”. Um conto de primeira.

    Sei que vão me chamar de Munchhausen, mas vou contar. Um bar da avenida litorânea anunciava caranguejos frescos. Desconfiado, pois não era época desses crustáceos, fiz o pedido, mas exigi ver os caranguejos. O dono do bar abriu o freezer e retirou cinco caranguejos congelados e colocou-os sob a torneira, ligando a água. “Como você chama isso?”, ele me perguntou. “Propaganda enganosa”, respondi. “Criogenia”, ele falou, enquanto os caranguejos moviam-se lentamente, voltando à vida.

  6. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Gostei do modo como foi escrito, da condução do conto. Essa melancolia que permeia contos pós apocalípticos sempre me atrai. O existencialismo também me cativou, especialmente por conta da solidão perceptível numa nave sem destino. Muito bacana também a alusão ao big bang X big crunch – eu, como entusiasta amador de astronomia, me amarrei. Entendi a ideia de ciclos, de idas e vindas e que, durante muito tempo teve defensores mesmo entre os mais renomados cientistas. Até onde sei, pelo menos, essa ideia de big crunch foi abandonada, não? De todo modo, entendi a intenção do autor, mas creio que no fim o texto ficou um tanto panfletário, não no sentido político, mas no sentido religioso. É bacana misturar ciência com religião, claro, mas aqui, creio que a mão pesou um pouco, deixando o conto com ares de lição de moral. Em todo caso, um trabalho competente, bastante empolgante no início, mas que me decepcionou um tanto na parte final.

    Nota: 7

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Falae chefe, rs. Obrigado pelo Feedback =)

      Eu também achava que o Big Crunch havia sido abandonado mas, quando fui pesquisar sobre isso antes de escrever o conto, li que ele ainda é uma alternativa válida. Não li todos os detalhes então não sei explicar, mas ele ainda tem alguma força.

  7. Fil Felix
    11 de agosto de 2015

    Curti bastante a história até a parte final. Até ali o autor ambientou bem essa nova realidade, da Terra entrando em colapso e os últimos humanos sendo enviados ao espaço numa nave praticamente auto-suficiente, gostei muito da diferença de anos e achei genial a sequência em que a nave explora tudo em bilhões de anos e encontra o nada. Acho que deveria ter acabado ali, seria a resposta pra tudo, como o texto mesmo diz. Ter se comprimido e criado um novo bigbang. Estaria ótimo.

    A última parte fez com que a história perdesse o fôlego. Independentemente dele conhecer as coisas e tentar propagar seus saberes, acho que está na humanidade fazer merda, tudo vai se repetir =/

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Fil, obrigado pelo feedback =)

      Engraçado que você não é o primeiro que fala isso aqui nos comentários. Algumas pessoas falaram que também gostariam que o conto terminasse na fase do “nada”.

      Acho engraçado por que eu, como leitor, ODIARIA que o conto terminasse ali. Hahahah! Sério! Por isso continuei e, na verdade, toda a trama que desenvolvi era para apenas culminar neste último parágrafo.

      Acho que isso só mostra como existem leitores diferentes e não tem como agradar a todos. Mas temos que tentar né? Obrigado por ter lido!

  8. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Ainda há esperança
    Paulo Sent

    ஒ Habilidade & Talento: Podemos verificar que a habilidade se encontra entre o razoável e o bom. Com mais prática, provavelmente, o autor poderá melhorar essa parte. Sobre o talento, bem, não sei.

    ண Criatividade: Inicialmente, não existe nada de especial na história. O mundo estava no seu fim e alguns decidiram fugir, tentar novamente em outro lugar no espaço. A reviravolta e afins também não impressionou. No entanto, o final ficou estupendo!

    ٩۶ Tema: Bem, é inegável que, mesmo que seja um pouco, está dentro do tema. Faltou apenas foco e mais integração ao clima de ficção científica.

    இ Egocentrismo: Não gostei muito do texto. Achei o final espetacular, no entanto, o restante do conto não acompanha em nível.

    Ω Final: A Habilidade está presente, apesar de ser apenas razoável. O talento permanece na escuridão. A Criatividade deixou um pouco a desejar, mas brilhou no final. E o Egocentrismo não gostou do resultado final.

  9. Kleber
    11 de agosto de 2015

    Fantástico!

    Este post é de uma criatividade a toda prova. Miguel, um homem que sem querer retornou no espaço-tempo e tornou-se….bem, acho que todos entendemos.

    Muito bom! Texto que nos convida a lê-lo, e que nos faz pensar, suscitando perguntas…..

    Se o objetivo da literatura é entreter, ensinar e cativar, este cumpriu com estes requisitos de forma compacta…..rs

  10. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 8/10 – O conto tem na criatividade o seu ponto alto. No entanto, algumas coisas não fizeram muito sentido e causaram estranhamento.

    → Enredo: 6/10 – Algumas coisas ficaram sem explicação e isso me distanciou da leitura. Por exemplo: a volta dele à terra ficou corrida e mal explicada. Eu queria ter visto algum tipo de explicação para o que aconteceu e como ele foi parar na Terra.

    → Técnica: 10/10 – O conto foi muito bem escrito e os poucos erros que encontrei são irrelevantes.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Está adequado à temática.

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Oi Luan. Obrigado pelo feedback!

      Eu também acho estranha essa volta de Miguel à terra… mas era isso que eu queria passar mesmo. Estar em um lugar onde não existe o tempo nem o espaço é estranho, então imagina sair de lá? Não tinha como explicar isso de forma lógica, rs. Mas entendo que eu poderia ter feito melhor.

      Obrigado!

  11. Lucas
    11 de agosto de 2015

    Olá,
    Bastante ambicioso este conto, muito promissor, mas se perdeu, fugiu do controle. Até a parte em que ele se congela, estava indo muito bem. Quando começou o big crunch, começou a ficar um pouco exagerado, um pouco pretensioso, sei lá. Quando ele voltou pra terra e virou Jesus, ai desandou o caldo.
    No geral a história é bem interessante.
    Eu acho que se ele tivesse acabado vagando pelo universo e no final ficasse implícito que a nave parou por ter encontrado vida em algum planeta iria ficar interessante.
    Parabéns e boa sorte.

  12. Thales Soares
    11 de agosto de 2015

    Puxa vida, Paulo Sent…. o que eu posso dizer sobre o seu conto?
    Cara…… impressionante!!!!!!!!

    Ufa… finalmente eu li aquilo que eu realmente estava buscando neste desafio! Nossa…. isso sim é que é ficção científica! O texto me prendeu do início ao fim, o conto me surpreendeu e me empolgou cada vez mais a cada linha!! Parabéns, você é um verdadeiro rei neste gênero de história, sério mesmo!

    Acompanhando esta história de arrepiar a alma, a escrita não deixa a desejar, proporcionando uma leitura extremamente agradável e prazerosa para o leitor. Achei excelente a divisão em capítulos, fez a narrativa fluir de modo ainda mais suave.

    Vou dizer a verdade… eu estava extremamente de mal humor e com péssimas expectativas quando comecei a ler este conto. Calma, não é culpa sua… eu estava assim por problemas pessoais mesmo. Porém, quando iniciei a leitura… caramba… seu texto foi como um analgésico para o meu coração.

    Gostei muito da cena em que o cara enlouquece e mata todo mundo (desculpe, eu li o conto ontem, e me esqueci do nome das personagens… ler 55 contos, com várias personagens diferentes, e deixar pra comentar depois, é meio foda…). Aquilo foi realmente desesperador!!!!! Puxa!!! Foi tipo aquela cena do filme Interestelar, quando o cara volta do planeta da água (não vou dar mais spoilers, caso você não tenha assistido o filme… vale MUITO a pena!). Eu já sabia que o cara daria uma de zé-cuzão e voltarei para a Terra, refazendo tooodo o trajeto, enquanto os outros estivessem congelados. Mas eu não imaginava que ele se depararia com a extinção da raça humana, e que ficaria totalmente maluco…. isso foi incrível!

    Quando ao universo se contrair…. Hmm…. eu sou o tipo de cientista que acredita muito nessa vertente de pensamento. Tudo bem… eu não sou um cientista, sou apenas um matemático, mas eu gosto muito de estudar fenômenos físicos, e eu realmente acredito que essa teoria esteja correta. Achei muito legal o cara voltar no passado dessa forma… o conto terminou do jeito que eu queria… com um final totalmente insano!! Me lembrou bastante um episódio da série animada Futurama, em que os personagens principais constroem uma máquina do tempo que só viaja para o futuro. Eles pretendiam viajar apenas 5 minutos para o futuro, a fim de testar a máquina apenas, mas aí acontece uma cagada e eles acabam viajando mil anos no futuro! A humanidade está uma merda nessa época, e eles não conseguem voltar pra época deles. Então eles resolvem viajar para o futuro novamente, e continuar viajando para o futuro, até que eles encontrem uma época em que alguém inventou uma máquina do tempo que volte para o passado. Mas isso nunca ocorre, porque a humanidade vive evoluindo, evoluindo e evoluindo, e depois se destrói, ai começam a evoluir tudo de novo. Então eles fazem cagada de novo e avançam até o final do universo. Sem esperanças, eles apenas resolvem assistir ao final do universo….. e…. para a surpresa de todos, ocorre o mesmo que na sua história!!! Eles gostam tanto, que acabam dando esse loop no espaço-tempo do universo mais uma vez (o desenho é de comédia) kkkkkk. Acho essa ideia muuuito legal! Você já assistiu esse episódio?

    Parabéns cara!

    PS: O nome da personagem feminina que é usada para representar sentimentos de amor no conto é Sofia? Caramba…. Sofia faz um baita sucesso em ficção científica ein! Há 3 contos com o mesmo nome de personagem para representar o mesmo tipo de tarefa!

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Caramba! Obrigado Thales! É sempre bom saber que um texto meu tem algum efeito positivo em alguém, especialmente quando você falou que estava de péssimo humor e sentiu-se melhor após ler o conto. Estou lisonjeado!

      SIM, eu assisti Interestelar e achei MUITO BOM (apesar de não gostar muito do final, que possui alguns problemas lógicos). Já o episódio de Futurama, nunca assisti! Vou dar uma olhada!

      Sobre a teoria do Big Crunch, ela ainda está menos popular hoje, devido às evidências descoberta recentemente de que o universo está em expansão. De qualquer forma, continua sendo uma teoria válida.

      Novamente, obrigado pelo feedback!

  13. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Caramba, eu tinha uma ideia para um conto que utilizava essa cena do cidadão acordando do sono e encontrando os amigos mortos, e até mesmo uma mensagem..rs. Que bom que não foi pra frente ou ficaria bem parecido. Enfim, esse conto parece ter muito mais palavras do que o limite, pois bastante coisa aconteceu. Essa parte é positiva, pois entendemos tudo, desde o fim da terra, ao que aconteceu com os habitantes da última nave, e até mesmo ao que aconteceu depois. Uma saga em poucas palavras. Mérito do autor. Algumas partes me remeteram bastante ao filme INTERESTELLAR. Só não gostei muito da parte final. Miguel como um novo Jesus, ou ele era Jesus? Sei lá, não rolou.

  14. Laís Helena
    11 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (4/4)

    Sua escrita é excelente: me prendeu do início ao fim, envolvendo-me na história. Não notei nenhum problema na revisão durante a leitura.

    2 – Enredo e personagens (3/3)

    A história se encaminhou para um final que foi para mim totalmente inesperado, e ainda assim manteve a coerência na narrativa, sem parecer mais apressado em alguns pontos que em outros. Achei sua ideia de ciclo muito interessante.

    3 – Criatividade (2/3)

    Já li diversos contos com a temática de apocalipse e procura por novos planetas, mas você conseguiu dar um novo ar a esse tema.

  15. Phillip Klem
    10 de agosto de 2015

    Muito interessante seu conto. Bem diferente de tudo o que já li.
    Adorei toda a ideia da peste e da eliminação de uma grande parcela da humanidade. Brilhante.
    O fim foi bem legal, muito criativo.
    A viajem ao fim do universo foi incrível.
    Apesar de achar que os personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidos, eles foram brilhantes, com toda a parte da decisão de votar ou não à terra.
    Enfim. Meus parabéns e continue escrevedo

  16. vitormcleite
    10 de agosto de 2015

    Parabéns pela história, só lamento que seja tão negra, mas, foi boa de ler. Na minha opinião merece ser repegada, desenvolvida com mais espaço. Muitos parabéns

  17. catarinacunha2015
    10 de agosto de 2015

    TÍTULO. Eu deveria ter desconfiado que Jesus apareceria no final.
    TEMA. A crítica social vestiu como uma luva nesta FC.
    FLUXO muito intenso e claustrofóbico. O autor (a) consegue manter o leitor até o fim da parte III.
    TRAMA. Haja uísque para tanto tempo no espaço… Mas foi muito bem desenhado.
    FINAL. Se tivesse acabado no fim da Parte III: “Miguel era tudo”, eu teria dado 10. Que maldade…

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Hahahaha obrigado pelo feedback catarina!

      Bem, nos bilhões de anos que Miguel passou no espaço, ele só esteve realmente acordado durante seis…

  18. Andre Luiz
    10 de agosto de 2015

    Gostei bastante desta desconstrução do personagem Miguel, da forma como concebemos o materialismo em contrapartida à noção de nada e inexistência. Você conseguiu trazer isto, que são, a meu ver, alguns paradigmas físico-matemáticos complexos para uma realidade mais palpável e ficcional de um conto. Boa sorte no desafio!

  19. Mariza de Campos
    10 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei interessante o jeito que eles deram para resistir mais tempo na nave e tudo que faziam para poder achar outro planeta para continuar a espécie, embora eu não tenha compreendido muito bem por quem eles morreram.
    Gostei do jeito que foi narrado o fim do universo e, como que voltou a esperança. Quando o Miguel decidiu se congelar, eu realmente pensei: “mas como que ainda pode ser feita qualquer coisa para reverter isso?”, gostei do que reverteu e do rumo que a história tomou.
    Gostei também que não falou qual era a verdade suprema, isso fica a critério de cada um.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  20. mariasantino1
    10 de agosto de 2015

    Que coisa! Que conto longo mesmo tendo menos de duas mil palavras. Você meio que recontou a história dos vultos bíblicos, não? Do profetas, de Jesus. Eu gostei de algumas passagens, mas de outras faltou detalhezinhos. Sabemos que ninguém pode congelar e descongelar assim e eu sempre acho que inserir algumas sinalizações é uma(observação boba, mas que pra mim é relevante), mais uma observação é esse novo big bang, não sei, falta algo nessa explosão e compressão do universo, não funcionou bem comigo. Gostei da sua narrativa e de muitas descrições, sobretudo da nave navegando até chegar ao nada, mas os personagens só estão aí para a trama existir, eles não cativam e nem se sente o fim da humanidade.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Oi Maria, obrigado pelo feedback.

      A Criogenia é uma teoria válida. O problema é que hoje não temos sabemos a técnica correta de descongelar uma pessoa sem que ela morra no processo, mas a ideia é que no futuro isso seja possível. Não entrei em detalhes técnicos por que eu os desconheço (bem… se conhecesse, estaria rico! hahaha).

      A teoria o Big Crunch, que acaba culminando em um novo Big Bang por ter condensado todo o universo em um mísero ponto, também é conhecida, apesar de estar um pouco fora de moda hoje em dia devido às evidências descobertas recentemente que o universo está em expansão.

      • mariasantino1
        13 de agosto de 2015

        Oi, só agora vi sua resposta. Esse lance de congelar pessoas me fascina e me dá medo (mas eu tenho medo até da minha sombra, então…), Lênin ainda está congelado até hoje, não? Mas isso é só pra conservar o corpo dele, estou ciente, mas como disse, é meio bizarro. Bem, não disse para colocar termos técnicos e muito menos que vc tenha que saber sobre criogenia, somente sinalizar. Algo como: “Miguel entrou na câmara de criogenia, ativou por comando de voz o processo e antes mesmo de sentir a anestesia, já estava adormecido.” Mais ou menos isso. O lance de explosão e compressão é difícil pra mim mesmo, imagino o cara explodindo junto, expalhando seus átomos pelo universo, sei lá… :/
        Você escreve contos longos e eu nem consigo imaginar como é isso de mutilar histórias.

        Abç!

      • Piscies
        18 de agosto de 2015

        Maria, é isso mesmo. Sua imaginação trabalha de forma diferente de qualquer pessoa, afinal, ela é sua, rs. Eu gosto de escrever estes contos “limítrofes”, que brincam com situações que estão no limite do aceitável ou que brincam com o que não conseguimos entender. Sinto-me a vontade neste campo por que tenho liberdade para dar minha própria visão sobre um assunto que quase ninguém sabe nada a respeito.

        E sobre mutilar contos… é brabo mesmo. Hahahah!

  21. Evandro Furtado
    10 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – magnífica, as divisões foram precisas e, por mais que o início e o fim sejam tão diferente, não ficou forçado;
    Personagens – 10/10 – sem precisar de muito, você trabalhou a figura de Miguel com perfeição, disse poucas coisas após o incidente e, mesmo assim, deu uma imensa complexidade ao personagem;
    Entretenimento – 10/10 – a parte dois foi vital, deu um novo ritmo ao texto, prendeu o leitor;
    Estética – 10/10 – o desenvolvimento foi magnífico, nem parece que o texto é tão longo.

  22. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Excelente conto. Muito bem escrito, excelente trama, bem narrada e bem trabalhada. A história de um universo inteiro em tão poucas palavras. Isso é genial. Uma narrativa que consegue prender o leitor. Espetacular. Não encontrei erros de português.

  23. Marcellus
    9 de agosto de 2015

    O conto é bem escrito, vi apenas uma ou duas crases faltando. O autor parece ter feito uma boa revisão.

    A mensagem é um pouco esquerdista demais para o meu gosto mas tem lá o seu apego, isso é fato.

    Desejo uma ótima sorte no desafio!

  24. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Conciso, empolgante e simples. Não precisou de um enredo complexo para narrar uma história que parece complexa, foi o que achei muito bom. Apesar da ideia principal ser considerada, creio eu, um clichê, você a desviou para outra criativa, tornado o conto diferente.

  25. Felipe Moreira
    8 de agosto de 2015

    Esse conto acabou virando uma grata surpresa. Gostei dele e vinha lendo trabalhos que se voltavam mais pra fantasia do que FC em si. Lembrou um pouco a temática de alguns clássicos e recentemente Interstellar. Digo, no escopo do que é contado. Gostei também desse ambiente de thriller que o texto apresentou, com a tensão de Miguel e etc.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  26. Pedro Teixeira
    7 de agosto de 2015

    Olá autor(a). Um belo texto com uma ideia excelente, mas que ao meu ver precisava de mais espaço para seu desenvolvimento, para a construção de personagens. Alguns trechos destoam da bela narrativa, como o que fala sobre a música no carro – acho que a mesma ideia poderia ser passada de forma mais sutil.

  27. Fabio Almeida
    5 de agosto de 2015

    Absolutamente imersivo! A linguagem técnica não é complicada, a sucessão de eventos mostra coesão e a narração é fluída. Nota-se o esforço do autor em tornar o clímax do conto mais do que uma explicação religiosa. É neste tipo de escrita, com este tipo de género literário, que se conseguem as maiores proezas. Muito bom.
    Tenho.a.apontar, no entanto, o momento em que Miguel acorda para ver a tripulação morta. A profundidade sentimental não está lá. Talvez focar mais na mulher e deixar que a.morte doa restantes membros ficasse.apenas subentendida. Mas ainda.assim,.bom conto Eheh

  28. Rubem Cabral
    5 de agosto de 2015

    Olá, Paulo.

    Bacana o conto! Lembrou-me um livro clássico chamado “Tau Zero”, sobre uma nave desgovernada que avança no tempo por zilhões de anos no futuro e presencia o Big Crunch e sobrevive ao Big Bang.

    Gostei da mitologia bíblica mesclada à FC: ficou bastante bom. Acho que só a reclamar um desenvolvimento melhor das personagens, pois suas características ficaram um tanto apagadas.

    Boa sorte no desafio e abraços.

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Foi minha falha mesmo, Rubem. Tentei escrever uma ideia um pouco maior do que o aceitável para 2000 palavras, e sacrifiquei o desenvolvimento dos personagens no processo.

      Obrigado pelo feedback!

  29. Renan Bernardo
    3 de agosto de 2015

    Muito bom! Muito bem escrito com um final incrível. Você pegou o tema da criogenia em uma viagem espacial, que já está um pouco batido, e conseguiu criar uma história excelente.

    Parabéns!

  30. Leonardo Jardim
    3 de agosto de 2015

    ♒ Trama: (3/5) é bem amarrada e encaixada. Desenvolve-se bem e faz sentido até certo ponto. O último capítulo, porém, soou estranho pra mim. Senti uma alusão muito forte a Jesus, mas precisei reler pra ver que não era Ele. Por que Miguel voltou adulto naquele local, naquela época? Ele escolheu, planejou? Enfim, faltou desenvolver mais essa parte. Sendo uma história de FC, o final ficou desconectado.

    ✍ Técnica: (3/5) é boa, narra com eficiência e sem tropeço grave. Só reparei de estranho a repetição citada abaixo.

    ➵ Tema: (2/2) viagem espacial (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) a ideia geral foi criativa, principalmente pelo vazio no fim do universo. Outras coisas soaram comuns.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/5) estava conectado no texto até ele encontrar o vazio. Comprei bem até ele ter reaparecido na Terra. Dali em diante, como já disse, perdi a conexão e fiquei frustrado.

    Repetição:
    ● *Estava de volta à Terra*. Estava nu, mas ninguém parecia se incomodar com aquilo. *Estava na Terra*, mas em um tempo anterior ao que nascera

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Leonardo, obrigado pelo feedback. A repetição que você citou foi proposital mesmo. Achei que emprestaria um sentimento a mais… mas pelo visto não teve o efeito desejado em você, rs.

  31. Marcel Beliene
    2 de agosto de 2015

    Muito bom, Paulo Sent! Você foi muito feliz nesse conto, o enredo é bem reflexivo e abre muitas possibilidades quanto aos caminhos que a humanidade deve seguir daqui em diante. Gostei principalmente da parte três, do final dela, onde o Miguel encontra o fim de tudo e que será uma nova origem, uma esperança. Excelente!

  32. Anderson Souza
    2 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Um bom texto. Acho que a epidemia nos alcança antes de manipularmos a energia escura…Infelizmente.

  33. Anorkinda Neide
    2 de agosto de 2015

    OLha, gostei muito do enredo nao…
    Nao gostei do que aconteceu na nave e tal…
    mas qd Miguel encontrou o Nada, apesar do texto nao estar excelente, levantou uma reflexão bem interessante:

    ‘Miguel sabia de tudo.

    Miguel era tudo.’

    Essa conexão, o saber tudo, ser tudo, acho que define bem o auto-encontro, a experiência de fundir-se ao Nada, ao princípio de tudo, essas parada ae….rsrsrs
    se o conto terminasse ae, eu teria guardado dele esse enlevo.
    Mas ele seguiu e novamente eu não gostei do que se sucedeu, infelizmente.

    Vc quis trazer uma mensagem de esperança, mas no meu ver, usou de um clichê, preferiria eu o texto derrotista…céus! sou eu falando isso? deixa eu parar por aqui, pq a filosofia me vira do avesso… 😛

    Boa sorte ae!
    abraço

  34. Tiago Volpato
    1 de agosto de 2015

    O conto é muito bem escrito e o universo dele é bem construído, contudo, o enredo não me atraiu muito. Mas isso é algo pessoal, não quer dizer que ele seja ruim, eu só não achei interessante. Provavelmente isso é trauma pelo – NÓS TEMOS QUE VOLTAR! 😛
    Abraços.

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Cara… o pior é que eu só percebi o WE HAVE TO GO BACK depooois de ter postado o conto. SÉRIO! hahahahahah. Nâo liguei a versão em português com a versão em inglês da frase, rs.

  35. Daniel I. Dutra
    31 de julho de 2015

    A história me lembrou uma mistura do filme Pandorum e o roteiro não filmado do primeiro filme de Jornada nas Estrelas.

    Não estou acusando o autor de plágio. O problema é que certas ideias estão tão batidas que acabamos absorvendo-as via osmose cultural.

    Mas no geral o conto é bem escrito. Tem um “tom” de desolação, apesar da história (para mim, pelo menos) pouco inspirada.

    A minha sugestão seria eliminar ou diminuir os quatro primeiros parágrafos. Eles são um tanto redundantes, visto que pela mensagem do pai já é possível o leitor compreender o contexto.

    Também eliminaria os discurso de crítica ao capitalismo, soam um tanto óbvios e clichês.

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Oi Daniel. Eu nunca vi Pandorum e não sabia do roteiro não filmado de Jornada nas Estrelas, rs. Mas concordo que não foi um dos melhores roteiros que poderia ter pensado. Obrigado pelo feedback!

  36. Leonardo Stockler
    30 de julho de 2015

    Não vou aceitar a suspensão da descrença sem reclamar um pouco: pôxa vida, eles são capazes de inventar uma máquina que é capaz de utilizar energia escura, mas não são capazes de salvar os seres humanos com a própria tecnologia? Ademais, eu reconheço o quão sedutor é situar os seus personagens no Nada, na pós-humanidade, além do infinito (por isso o conto poderia ser uma mistura de 2001 com Interestellar), como a última esperança pra espécie, mas por ter se tornado uma tópica comum aqui no desafio, acho que acaba perdendo um pouco do efeito e do brilho. De certa forma, a gente acaba prevendo o que vai vir pela frente, e isso não é nada bom. É a mesma coisa que eu comentei num outro conto com a mesma temática agora à pouco: talvez, fora desse contexto do desafio, eu tivesse gostado mais. Mas agora que estou com a leitura viciada e afetada, faço críticas à falta de originalidade da proposta.

  37. Davenir da Silveira Viganon
    29 de julho de 2015

    Tu não teve medo de pensar grande, é um mini-épico ehehehe ficou bem bacana. Engraçado como quando pensamos grande e usando a ciência para flertar com o desconhecido não conseguimos escapar da cosmogonia cristã. Não acho que isso diminua o conto, apenas é uma característica dele. Assim como poderia ser feito imaginando o universo como um braman, criando mais um deus… olha, viajei junto com o personagem e depois que terminei de ler fiquei “pirando na batata” pensando no que escreveste. Me fez pensar bastante.
    Parabéns!

  38. Fabio Baptista
    29 de julho de 2015

    Um bom conto, muito bem escrito.

    Três aspectos, porém, me tiraram boa parte da empolgação:

    – O tom “panfletário” que foi empregado ao se falar das possibilidades de uso do dinheiro. Achei bem desnecessária essa parte.

    – Esse final com viés meio religioso, com Miguel se tornando um tipo de Jesus (ou talvez o próprio).

    – Similaridade com um conto do Asimov, que também chega nessa solução do reinício de todas as coisas com uma criatura pré-existente sobrevivendo à singularidade e “renascendo” na nova realidade como Deus ou algo similar.

    Esse último aspecto deixou a coisa meio previsível e com uma sensação desagradável de “déjà vu”. Mesmo assim, foi uma leitura bem agradável no balanço geral.

    NOTA: 7

  39. Angelo Dias
    29 de julho de 2015

    É interessante a relação bíblica em contos de ficção científica, em minha opinião, mesmo sendo um cliché. A ideia de Cristo como ser de outro mundo (ou de outro tempo) já foi utilizada muitas vezes mas nunca pensei nesse caso, que ele fosse Deus de fato (por ter sobrevivido ao fim dos tempos). Interessante.

  40. Jefferson Lemos
    28 de julho de 2015

    Olá, autor (a).

    Gostei da sua narrativa. Da forma como criou os personagens e de como conduziu a história até o final de forma bem satisfatória.
    Estava imerso na história quando começou a contar quando ele viajava pelo espaço até o nada e tudo mais. Quando ele encontrou o vazio, imaginei que ele fosse virar uma força superiora no universo, como um paradoxo de Deus. Mas acabou rolando o quer rolou, e isso não me agradou muito. Teria dado um 10 se tivesse acontecido da outra forma. Haha

    De qualquer forma, é um bom conto. Parabéns e boa sorte!

  41. Brian Oliveira Lancaster
    27 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: A atmosfera e o clima são muito cativantes. >> 9.
    G: O final deu uma boa sobrevida ao texto. Estava esperando a conclusão no capítulo 3, que poderia terminar ali sem problemas, mas o prólogo tornou tudo muito mais interessante. Apenas perto do final, saquei que “tipo” de história se referia e a “quem” se referia. Criativo. Os saltos temporais é que ficaram grandes demais, mas não vejo outra solução no momento. >> 8.
    U: A escrita flui bem, simples, sem grandes floreios. >> 8.
    A: A forma como abordou o conceito foi o ponto alto. Consegue despistar o leitor até o final. >> 8.

    Nota Final: 8.

  42. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Um enredo bem escrito, mas que não chega ser original.
    Nota-8

  43. Alan Machado de Almeida
    24 de julho de 2015

    O desfecho foi sensacional, parabéns. A ideia de misturar religião com tecnologia sempre me atraiu em uma história (tanto é que fiz o mesmo na minha). A segunda parte do conto foi tensa só puxo a orelha para sua critica ao sistema capitalista que pareceu gratuita e sem criatividade, muito presa ao senso comum. Veja bem, em uma história você critica ou defende o que quiser, mas tem que ser de um jeito que case com a trama. Algo muito difícil, já cai nesse erro várias vezes e recebi puxões de orelha aqui por isso. Enfim, você merece 9.

  44. Rogério Germani
    24 de julho de 2015

    Olá, Paulo!

    Existem lacunas na trama que afastam a expectativa do leitor diante do seu conto: uma delas, por exemplo, refere-se ao fato de Miguel, congelado por bilhões de ano, acordar com o sistema de emergência da nave Eden e já estar de prontidão, sem aos “aquecer” os músculos.

    Boa sorte no desafio!

    • Piscies
      12 de agosto de 2015

      Rogério, eu tive que deixar a parte dos músculos implícita nessa parte por que senão não teria espaço nas 2000 palavras. rs rs rs.

      Obrigado pelo feedback!

  45. Claudia Roberta Angst
    24 de julho de 2015

    Apesar de longo, o conto foi fácil de ler, sem cansar. O tema FC foi bem desenvolvido com boas caracterizações. Fiquei um pouco confusa por causa dos nomes, mais uma vez Sofia apareceu neste desafio. Engraçado isso, não?
    A narrativa lembrou um pouco um filme de ação intergaláctico (releve minhas viagens – sou analfabeta em questões FC).
    Não encontrei lapsos de revisão. Tudo parece muito bem cuidado neste conto, sem pressa no seu acabamento. Por razões subjetivas, apreciei seu trabalho. Boa sorte!

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Publicado às 23 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .