EntreContos

Detox Literário.

O Ancestral (Daniel Dutra)

Aline acordou. Nua e abraçada a Eduardo, ela não sabia quanto tempo havia dormido, mas estava acostumada. Era comum ao casal, após a terceira ou quarta relação sexual consecutiva, dormirem horas a fio.

Ela teve um sobressalto quando ouviu a batida na porta.

Aline abriu a bolsa. Retirou um calibre 38. Ela se pôs ao lado da porta e perguntou em voz baixa quem era.

– Comandante Liebmann. Sou eu, Nicolas. Abra – disse a voz em um idioma estranho, mas semelhante ao português.

Aliviada. Ela abriu a porta.

Para sua surpresa a figura perante ela nada lembrava Nicolas. No lugar do negro robusto e intimidante, havia um idoso mulato de pele quase alva. O ar cansado e a lentidão de seus movimentos denunciavam uma saúde frágil.

– Este homem de 87 anos é o meu único ancestral nesta cidade – ele explicou, frustrado.

– Como você me achou? – perguntou, no mesmo idioma do idoso.

Após mais de um ano falando a língua arcaica de 2014, Liebmann experimentava dificuldades em voltar a falar no seu português nativo.

– Não foi fácil. Você está fazendo um bom trabalho em se esconder.

– Vamos para fora. Não quero acordar Eduardo.

Apoiada na varanda do segundo andar, ela observava a piscina localizada no centro do motel, o qual os quartos formavam um círculo em volta. Aline não conseguia deixar de se sentir levemente excitada ao ouvir os gemidos dos casais nos quartos vizinhos.

– Já encontrou Dantas? – perguntou o idoso.

– Não, desde que cheguei nesta época estou pesquisando por possíveis ancestrais de Dantas. Mas você sabe que A Guerra que Terminou com Todas as Guerras acabou com muitos registros históricos desta época.

– Ele já tentou te matar?

– Não. E esta é a parte mais estranha. Estou há mais de um ano deste corpo e até agora nada aconteceu. Talvez Dantas não tenha encontrado meu ancestral ainda.

– Como isso é possível? – indagou Nicolas perplexo – ele sabe exatamente quem você é. O homem que torturamos confessou.

Aline permaneceu em silêncio. Ela observava de soslaio pela fresta da porta o corpo nu de Eduardo entre os lençóis.

– Parece que você está mais preocupado com outras coisas – insinuou Nicolas.

– Explique-se.

Aline adotou um tom de voz ameaçador, e o encarou com um olhar fulminante. Ela se surpreendeu ao descobrir que, mesmo naquele frágil corpo feminino, seu subordinado a temia.

Nicolas era seu guarda-costas e homem de confiança. O futuro de onde ambos vieram era um mundo completamente diferente do Brasil de 2014. Nestes 300 anos que separava o ano de 2014 do século 23 muito havia mudado. Línguas, costumes, religiões… Liebmann se sentia num mundo alienígena.

Porém, uma constante permanecia: a luta pelo poder.

O general Dantas era seu adversário político. O militar perderá a batalha pelo poder no mundo não democrático do futuro. A nação brasileira, ou pelo menos o que sobrou após a Guerra que Terminou com Todas Guerras, estava sob o poder ditatorial de Liebmann.

Porém, Dantas não desistira.

Em sua busca pelo poder ele teve acesso a uma tecnologia banida após a Guerra que Terminou com Todas Guerras: um aparelho capaz de transportar a consciência do usuário para o corpo do antepassado de sua escolha.

Felizmente, nem todos os homens de Dantas eram fiéis a ele. Um deles era um agente duplo a serviço de Liebmann, e conseguiu avisá-lo dos planos de Dantas de viajar ao passado e matar um ancestral de Liebmann, e desta forma, finalmente tomar o poder que tanto desejava.

Liebmann, ao saber dos planos de seu arqui-inimigo, ordenou a invasão ao laboratório secreto. Mas era tarde, o corpo de Dantas era uma casca vazia e sua consciência estava no ano de 2014, confessou um dos cientistas, após uma longa sessão de tortura.

– Afinal, porque você está aqui? Dei ordens claras para que ninguém mais viesse ao passado.

– Você precisa saber de algo importante. Descobri quem é o pai de seu filho.

Nicolas, como homem fiel ao seu governante, ofereceu-se para retornar ao passado, encontrar o ancestral de Liebmann, e protege-lo. Todavia, Liebmann sabia que era complicado. Dantas, conforme o torturado informou, sabia exatamente a quem procurar, pois investira muito tempo planejando o atentado. Porém, o torturado não sabia quem era o ancestral de Liebmann.

Por outro lado, Liebmann sabia que não havia tempo para pesquisas arqueológicas extensas e demoradas para identificar o seu ancestral. Portanto, ele concluiu que a melhor opção era retornar ao corpo de seu antepassado e garantir a sua proteção ele mesmo.

– Isso é ótimo – ele sentiu um alívio ao ouvir a notícia.

Liebmann sabia que retornar ao passado significava modificar o futuro. O risco de alterar o passado de modo que ele nunca viesse a existir no futuro era uma constante que o atormentava tanto quanto a ameaça de Dantas.

– Nesse envelope está tudo o que você precisa saber – antes que Liebmann pudesse abri-lo, Nicolas prosseguiu – em resumo, sua ancestral Aline conhecerá o homem cujo nome e foto está no envelope e terá um filho com ele. Este filho terá descendentes e um destes descendentes é você. Portanto, quando você cruzar com este homem, não dê um fora nele!

Nicolas despediu-se. Aquele corpo idoso o deixara exausto e ele tinha que retornar ao seu tempo. Eduardo ainda dormia. Liebmann retornou ao quarto e olhou-se no espelho.

Liebmann não tinha problemas em dormir com homens, pois em seu tempo homossexualismo não era mais tabu, e ele próprio já havia já experimentado com ambos os sexos. Contudo, fazer sexo com homens no corpo de uma mulher era uma experiência que ele jamais imaginava que um dia teria, e esta o havia viciado. Talvez Nicolas estivesse certo. Ele estava preocupado demais com prazeres carnais e perdido o foco. Mas ele não se sentia culpado. O prazer com Eduardo era maior que tudo e ele até pensava em não retornar ao futuro. Desejava permanecer em 2014 com seu amante.

Todavia, Liebmann se lembrou do homem no envelope. Este seria o futuro pai do filho de Aline e, sem ele, não haveria Liebmann. Ele abriu o envelope e começou a puxar a foto, ansioso em conhecer o rosto. Quando a foto estava metade fora, Liebmann sentiu uma mão forte segurar sua boca e puxar seu braço esquerdo para trás, impedindo-o de vê-la.

– Está confortável, querida? – disse um irônico Eduardo.

Amarrado numa cadeira, e amordaçado, Liebmann tentava se soltar, mas aquele fraco corpo feminino nada podia fazer contra as cordas.

– Preste atenção! – Liebmann parou de se digladiar – aposto que você deve estar se perguntando, “porque o Edu está fazendo isso comigo?”. Não é mesmo, Aline, ou devo dizer Liebmann?

Liebmann ficou pálido ao ouvir seu nome.

– Como sei o seu nome? Simples. Nos conhecemos há muito tempo. Pode-se dizer que nos conhecemos há séculos – sua expressão sádica ficou mais soturna – sim, é exatamente o que você está pensando, eu sou Dantas.

– Liebmann desabou em lágrimas. A despeito de ser um homem, os hormônios femininos influenciavam seu comportamento. Ele descobrira isso ao experimentar a menstruação pela primeira vez.

– Você deve estar se perguntando por que eu não te matei quando nos encontramos pela primeira vez? Eu ia, mas quando vi o quanto você era bonita, decidi que te seduzir, para depois te matar quando fosse oportuno, seria mais cruel. Não queria apenas te matar, quero te humilhar! Como foi ótimo fazer você se apaixonar por mim, se entregar a mim, apenas para, agora, eu poder saborear esse momento!

Liebmann não conseguia controlar seus hormônios e chorava com mais intensidade.

– Isso, chore bastante! Sua vagabunda! – Dantas esbofeteou Aline.

Dantas observou, por alguns minutos, e com uma felicidade cruel, o seu adversário político em desespero. Então, ele pegou a arma que Liebmann havia colocado de volta na bolsa, e após colocar um travesseiro no rosto de seu inimigo, apertou o gatilho.

Entretanto, Dantas soltou um grito de dor no exato momento em puxou o gatilho. Uma dor lacerante atravessou seu corpo.

Ele caiu no chão.

Dantas sentia sua consciência esvanecer aos poucos. A vista estava ficando nublada. Os pensamentos confusos. Ele percebeu, a cerca de um metro e meio, o envelope caído. Ouvira toda a conversa entre Liebmann e Nicolas na varanda enquanto fingia dormir. Ele usou o pouco de força que ainda tinha para rastejar até o envelope e puxou a foto para fora.

Ele agonizava diante da verdade deprimente e irônica que a foto lhe relevou. Dantas morreu enojado e revoltado.

A foto no envelope era de Eduardo.

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54 comentários em “O Ancestral (Daniel Dutra)

  1. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 6/10

    → Criatividade: 7/10 – Houve uma tentativa de criar uma história mais complexa, mas esse tipo de história precisaria de mais espaço. Porém, há bastante criatividade.

    → Enredo: 6/10 – Simplesmente não agradou. Não consegui gostar da história. Talvez, com mais espaço para o desenvolvimento, isso poderia ser diferente.

    → Técnica: 5/10 – Poucos erros, em geral bem escrito. No entanto, não há nada que encha os olhos.

    → Adequação ao tema: 10/10 – A história está adequada ao tema.

  2. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Gostei do conto. Bons diálogos, boa linguagem, boas personagens. A qualidade da escrita é, ainda que simples, muito bem empregada, com frases muito gráficas e compreensíveis. O conto entra bem e termina de forma semelhante. Estou inclinado a dar um nove. Veremos o que sai =P

    Bem jogado eheh !!! =DD

  3. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O início complicado desafia a inteligência, uma característica de grandes como Asimov, que foi transmitida aos discípulos. O estilo é altamente erótico (sexo vende), incluindo o sadomasoquismo no final. A história é muito grande para um conto, e o autor teve que descrever fatos passados como um resumo. Não é o ideal, mas já vi isso em muitos livros hoje em dia, onde o objetivo é o que está no conto, quase como um capítulo final. O fim é bom, o sugestivo parentesco entre dois ditadores. Em resumo, o conto me pareceu daqueles populares, daqueles que vendem bem, lembrando-me “Clark Carrados” e “Curtis Garland”, da antiga Cedibra, com um toque erótico.

  4. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    O conto é um pastiche hollywoodiano. Não que isso seja ruim, mas peca pela falta de ousadia. Sim, está redondinho e sem pontas soltas, mas, para meu gosto, não empolga. O pequeno núcleo de personagens faz com que seja possível adivinhar muito antes o que se revela como pretenso “plot-twist”. Tem o mérito, porém, de prender o leitor, o que não é pouco. Imagino que o autor(a) é capaz de enredos mais inteligentes, mais instigantes do que um roteiro de sessão da tarde.

    Nota: 6

  5. Marcel Beliene
    10 de agosto de 2015

    Eita! Cada reviravolta que você criou, hein? Primeiro Liebmann era homossexual, depois Eduardo era Dantas, e então a foto no envelope era de Eduardo… Hehehe! Uma trama bem complexa! Os diálogos no início foram legais, mas, quando Eduardo começa a falar, fica meio forçado. Contudo, em termos gerais, é um bom conto 🙂 Parabéns!

  6. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Viagem no tempo é um tema que eu adoro, mas não foi o suficiente para me interessar pelo conto. O começo estava interessante, depois achei muito explicativo, e por isso houve repetições que incomodaram, como o termo “Guerra que terminou com todas as guerras”. O final deu uma engenhosidade bacana ao conto, que ajudou a minimizar as explicações do meio, embora eu tenha ficado com a sensação de que já vi isso em algum texto/filme nessa temática, rs. Acho que necessitava de mais espaço para o desenvolvimento. O termo “homossexualismo” está incorreto: http://cultpopshow.com.br/homossexualismo-x-homossexualidade-como-etimologia-pode-ajudar-na-propagacao-preconceito/

  7. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Olá.

    Tive dificuldades de entender o conto da primeira vez que o li, não entendendo direito quem era quem. Li mais uma vez e tudo ficou bem claro, já que a sua narrativa flui de modo bem claro.

    Achei interessante a premissa de viagem no tempo através de um tipo de “viagem astral”, onde somente a consciência volta ao passado e se conecta a um antepassado. Acho que você cometeu um pequeno equívoco nesta parte: “Nestes 300 anos que separava o ano de 2014 do século 23 muito havia mudado.” Como estamos no século 21, daqui a 300 anos estaremos no século 24, correto?
    E quanto ao fato do corpo de Dantas ter sido localizado, o que aconteceu? Por uma questão lógica, ele deveria ser destruído. Acontecendo isso, ele não deveria morrer ou, pelo menos, ficar preso para sempre no corpo de seu ancestral no século 21?

    Mais um questionamento: Se Aline engravidaria de Eduardo, então Liebmann e Dantas são parentes e ambos descendentes do casal. Como é que Liebmann não reconheceu em Eduardo seu antepassado e Dantas não viu isso em Aline?

    Como eu já havia dito sobre alguns pontos positivos, seu conto é bem escrito, tem linguagem clara, apresenta uma forma mais convincente de viagem no tempo (mas eu ainda não acredito que possamos fazer isso…), não ignorou a mutabilidade da nossa língua e conseguiu fechar com aquele “efeito surpresa”.

    Boa sorte.

  8. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    A ideia desse aparelho é interessante, criativo. No entanto, acho que você necessitaria de mais palavras para elaborar uma boa trama para explicar melhor o seu objetivo. Isso seria assunto para algo maior, um romance, por exemplo. Do jeito que está, me pareceu bastante confuso, quem é quem, quem é ancestral de quem… no fim, o efeito de toda essa confusão não ficou legal.

  9. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Gostei do Conto. Acreditamos que uma grande guerra está para acontecer em um futuro próximo. As evidências das inimizades nos levam a crer nisso…

  10. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Um pouco confuso. Achei o envolvimento dos personagens no conto muito intensa, mas talvez tenha faltado um pouco mais de explicação.

  11. Fabio D'Oliveira
    8 de agosto de 2015

    O Ancestral
    Astrogildo Silva

    ஒ Habilidade & Talento: Quando analisamos o ritmo e desenvolvimento, percebemos que existe talento no escritor. Sua grandiosidade, porém, não é possível mensurar com esse texto. Mas quando vemos a escrita, sua continuidade e afins, percebemos que a habilidade ainda está relativamente precária. Oriento que o autor escreva muito, muito mesmo, apenas para melhorar. Ler também é aconselhável, mas com moderação. Tente mostrar, não contar.

    ண Criatividade: Não sei… Foi impossível capturar a essência criativa do autor através desse conto. Ficou uma incógnita. No entanto, vemos uma falha muito grande no desenvolvimento da história. Falar sobre linha temporal é complicado para um escritor iniciante, que possui dificuldade em organizar suas ideias. Esse parece ser o caso. Se não, repreendo o autor por tamanho descuido. Nesse tema, tudo deve ser explicado da forma mais clara possível. Da forma como ficou, encontramos diversas pontas soltas. Sim, a criatividade também está relacionada à organização das ideias e construção do texto.

    ٩۶ Tema: Mais ou menos. Vemos um futuro científico. Vemos situações impossíveis para nosso tempo. Mas não encontramos nenhuma explicação plausível para tudo.

    இ Egocentrismo: Quando o autor decide contar, o texto perde o brilho que poderia ter. O ideal é mostrar sempre que possível, contando apenas quando necessário. Não gosto muito quando o escritor apenas conta.

    Ω Final: O Talento parece existir e a Habilidade ainda está em crescimento. A Criatividade está e não está presente. O Tema também. E o Egocentrismo ficou insatisfeito com o resultado final.

  12. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    Adorei. História muito bem contada, que apesar de imaginarmos o que passa lemos até ao fim com o maior interesse. Muitos, muitos parabéns

  13. Pedro Luna
    3 de agosto de 2015

    Bom, não dá pra não comentar as semelhanças com Exterminador do Futuro. Fora isso, as explicações soam um pouco confusas a primeira vista, mas lendo novamente dá para se situar melhor. No entanto, essas partes no conto são cansativas. As reviravoltas no final cumprem o seu papel e confesso que foi tudo tão louco, esse lance de voltar no corpo de outra pessoa, que fiquei pensando sobre isso. Achei legal.

  14. Fil Felix
    3 de agosto de 2015

    Gostei da ideia de levar a consciência ao passado, num corpo ancestral. Daria pra criar um ensaio muito bom! Também gostei de como abordou a troca de gênero, experimentações e homossexualiDADE, de maneira bem simples e sem parecer piegas. Só que a maneira como a história se desenrolou não me agradou muito =/ Ficou um pouco novelesco, toda a cena em que o vilão é descoberto e passa a falar demais é bastante mexicano, só faltou uma risada. Acabou prejudicando o conto.

  15. Laís Helena
    26 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A ideia do seu conto é interessante, mas pecou na narrativa. O uso de frases curtas, especialmente no começo do conto, tirou um pouco o ritmo. Exemplo: “Aline abriu a bolsa. Retirou um calibre 38. Ela se pôs ao lado da porta e perguntou em voz baixa quem era.” Ficaria melhor sendo: Abriu a bolsa e retirou um calibre 38. Colocou-se ao lado da porta e perguntou em voz baixa quem era.” Assim há menos interrupções, tornando a escrita mais fluída. Apesar disso, me envolveu o suficiente para que eu lesse o conto sem problemas.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    O enredo foi interessante, embora em alguns pontos seja confuso. Além disso, encontrei uma incoerência: “Liebmann sabia que não havia tempo para pesquisas arqueológicas extensas e demoradas para identificar o seu ancestral. Portanto, ele concluiu que a melhor opção era retornar ao corpo de seu antepassado e garantir a sua proteção ele mesmo.” Se Liebmann não sabia quem era seu antepassado em 2014, como sabia que Aline era sua antepassada. Isso ficou confuso, o que acabou tirando o impacto do final: se essa questão tivesse sido melhor explicada, eu provavelmente teria entendido melhor o final.

    3 – Criatividade (2/3)

    A ideia toda de voltar no tempo para o corpo de um antepassado é interessante, mas poderia ter sido melhor trabalhada.

  16. Anorkinda Neide
    26 de julho de 2015

    Olá
    Todos devem ter dito já, da inspiração Exterminador do futuro e tal… rsrsrs
    eu gostei da originalidade do lance do homem vir no corpo da mulher 🙂
    .
    Mas, na real, o enredo ficou confuso, talvez precise-se de muito mais espaço para se desenvolver esta historia.
    Por isso, acho que precisa retrabalhar este conto, ok?

    Abração

  17. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Astrogildo…. gostei do seu conto! Essa ideia de viagem no tempo através de linhagem dos ancestrais eu nunca tinha visto… achei bem bacana! Conflitos políticos sempre se tornam legais com viagens no tempo!!!

    A escrita está bastante agradável, e a narração flui muito bem.

    Achei o final um pouco previsível…. sei lá, eu pelo menos já imaginava algo assim! Achei que poderia dar uma floreada maior na revelação, não sei como dizer… Eu queria ver mais do arrependimento do Dantas, no momento em que ele descobrisse que fez cagada!

  18. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=8

  19. Piscies
    24 de julho de 2015

    A ideia é excelente! Voltar no tempo por projetar sua consciência no corpo de um ancestral… nunca tinha ouvido essa antes. BEM LEGAL.

    Só achei a execução bem fraca. Notei o esforço do autor em escrever de forma fluida, mas o texto ainda está artificial. Acho que com um pouco mais de treino a coisa melhora. Me senti como se estivesse lendo um autor que já caminhou 70% da estrada para tornar-se um escritor de primeira. Se é que essa frase faz algum sentido para você, rs.

    Outra falha de execução para mim foi o famoso “discurso maléfico do vilão no final”. Pessoalmente, não gosto deste tipo de discurso por que não condiz com a realidade. Sempre leio com aquele tom de “MWAHAHA! Sou um grande vilão, não é mesmo? NÃO É MESMO EIN?”

    Por fim, o final foi previsível. Deduzi na metade do texto.

    Mas a ideia está aí. E que ideia!

  20. Felipe Moreira
    24 de julho de 2015

    Um pouco confuso enquanto muito acelerado. A relação entre Liebmann e Dantas no clímax do texto foi a parte que deu pra compreender com mais clareza, sem muitas explicações corridas. O conto carece de uma boa revisão, parece que foi escrito às pressas. A ideia em geral envolvendo ancestralidade é muito boa, mas não achei que tenha sido usada como o autor realmente queria, talvez pelo limite de tempo ou espaço. Aliás, Dantas mostrou ser na sua “revelação” o próprio estereótipo de vilão do século XX.
    Homossexualismo?? Imagino que se esse termo estivesse sendo usado por uma personagem não haveria problema, visto que pode ser parte de sua cosmovisão enxergar a sexualidade nessa maneira, como uma doença ou ideologia. Mas o termo foi empregado pelo narrador onisciente e me soou muito fora de contexto a julgar pelo que se espera de um narrador.

    De todo modo, parabéns pelo seu trabalho e boa sorte no desafio.

  21. mariasantino1
    23 de julho de 2015

    Oi, Astrogildo.
    Seu conto tem a mesma ideia do Exterminador do Futuro, né? A de retornar ao passado para exterminar o futuro líder da resistência. Achei a trama boa, o clímax também está bom, mas senti falta de algo mais. Maior proximidade com o personagem, mais detalhe sobre a GTTG (Guerra que Terminou Todas as Guerras. Kkkk, eu ri disso).
    Alguns probleminhas de digitação, creio eu [Estou há mais de um ano deste corpo (neste)… O militar perderá a batalha pelo poder (perdera, sem acento)… e ele próprio já havia já experimentado (acho que sobrou um “já”)… “porque o Edu está fazendo isso comigo?” (por que separado para pergunta)… protege-lo (acento)… ele percebeu, a cerca de um
    metro e meio (acerca)] Observe as muitas repetições de Liebmann, ele, ele, ela, ela… às vezes o próprio contexto já explica e não se precisa repetir tanto nomes e pronomes.
    Gostei da ideia de ter um vilão em corpo de mulher, mas, tem passagens que causam dívidas ao tratar ele como Aline e ela como Liebmann.
    Boa sorte no desafio. Nota: 07

  22. Mariza de Campos
    22 de julho de 2015

    Olá! o//
    Hm, como começar? Gosto de histórias com o paralelo de presente e futuro, e gostei dessa também.
    Não me senti muito amistosa com o Liebmann, acho que pelo fato dele, no futuro, ser um ditador. Então, não me magoei tanto quando, no final, Dantas mata seus ancestrais e ambos deixam de existir.
    Só achei meio estranho o fato de Dantas não ter sentido nenhum remorso em matar o Liebmann no corpo da Aline, pois, como o Liebmann sentiu os hormônios femininos e sentimentos pelo Eduardo, deveria ter acontecido o mesmo com o Dantas.
    OBS: fala que no futuro homossexualidade não é mais doença, então, o nome certo de se usar é “homossexualidade”, não “homossexualismo”, pois o ismo representa doença.
    É isso, abraços. 🙂

  23. Evandro Furtado
    22 de julho de 2015

    Tema – 10/10: se adequou inteiramente à proposta;

    Linguagem – 7/10: não foi nada mal, mas em alguns momentos a ambiguidade transpareceu;

    História – 10/10: muito boa, apesar de ligeiramente previsível no final;

    Personagens – 10/10: muito bem construídos e bastante verossímeis;

    Entretenimento – 10/10: sem dúvida me prendeu à tela do computador;

    Estética – 6/10: você fez uso de uma narrativa em terceira pessoa com diálogos intercalados, bem bacana, só que, como eu disse, o final ficou meio óbvio, já sabia o que ia acontecer no momento em queo envelope foi entregue.

  24. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Um bom argumento que no final a gente fica pensando, quem é quem? A verdade realmente foi irônica…

  25. Marcellus
    21 de julho de 2015

    O excesso de pronomes cansou um pouco. E ainda estou tentando visualizar um “mulato de pele quase alva”…

    Daí apareceu um “o qual” que só perde para “o mesmo” (que, felizmente, não encontrei). Difícil.

    “Estou há mais de um ano deste corpo…”. “Neste corpo”, imagino.

    “Ela se surpreendeu ao descobrir que, mesmo naquele frágil corpo feminino, seu subordinado a temia.”. Pelo desenrolar da história, a moça parece ser jovem, enquanto o “mulato de pele quase alva” é um ancião. Quem é o frágil e, portanto, deve temer por sua integridade física? Furo.

    Desisti de contar os erros quando cheguei à parte do século 23. Tudo bem, a falta de revisão é uma constante. Mas a história é simples demais, explicadinha demais… o autor até tem boa imaginação, mas precisa exercitar muito sua habilidade narrativa.

    Boa sorte.

  26. Angelo Dias
    20 de julho de 2015

    Não gosto de histórias de viagem no tempo que usam a premissa de “voltar ao passado para matar X e assim impedir sua influência no futuro”. Esse pensamento me tira da história, me faz desacreditar nela, já que fico imaginando os inúmeros problemas –começando pelo próprio paradoxo temporal.
    Essa premissa me fez não ligar muito para o resto da história. Me confundi nos nomes e só terminei pois já havia começado.
    Não digo que o conto é bom ou ruim. Eu não gostei (de uma maneira bem pessoal).

  27. Marcos Miasson
    18 de julho de 2015

    Interessante, mas pode melhorar em alguns pontos… Uma atenção maior aos detalhes, como a contagem de 300 anos até o século 23 (acredito que sejam 200, não?) ou a quantidade de repetições de palavras em poucos intervalos, que causam um pouco de canseira no leitor. A idéia para o conto está bem executada.
    Boa sorte!

  28. Leonardo Stockler
    16 de julho de 2015

    Fiquei um pouco triste do meio em diante. O conto começou tão bem, e com uma temática de viagem no tempo a partir da mudança de corpos, de um jeito tão aparentemente original, que me pareceu muito promissora. Mas a necessidade de vincular-se a algum conflito que pudesse conduzir a trama, por exemplo essa história do Dantas, algo absolutamente sem sabor e cor, comparado com o cenário que você construiu pra sua história (esse lance de mudar de sexo, por exemplo, olha quão vasta é essa possibilidade, o lance dos ancestrais), essa necessidade acabou matando tudo aquilo que pra mim parecia promissor. Às vezes a exigência por um conflito com twists e surpresas não cabe muito bem num conto tão curto, e as coisas acabam soando procedimentais demais, como se estivessem mais recitando uma fórmula do que criando mundos.

  29. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) a ideia é bem interessante e me prendeu a atenção, mas a execução ficou um pouco confusa e novelesca. Algumas ações dos personagens parecem sem sentido, como o Dantas no final, morrendo, resolver ver a foto. Também não entendi a morte dele, quem o matou?

    ✍ Técnica: (2/5) o autor tem uma excelente imaginação, mas precisa de um pouco mais de treino na escrita. Não está ruim, conduz bem, mas está um nível abaixo da média do desafio. Mas nada que muito treino lendo e escrevendo não possa resolver. O mais difícil, a criatividade, ele já tem.

    ➵ Tema: (2/2) viagem de consciência no tempo (✔), uma ideia bem interessante.

    ☀ Criatividade: (3/3) como disse antes, é uma forma bem criativa de voltar no tempo. Merece nota máxima nesse quesito.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) a história prendeu e o final, mesmo sendo novelesco, funcionou como clímax. Faltou, pelo menos pra mim, uma maior compreensão da última cena para aumentar o impacto.

    Problemas que encontrei:
    ● *na qual* os quartos formavam um círculo em volta (“na qual” tem relação com piscina)
    ● Estou há mais de um ano *neste* corpo
    ● Em sua busca pelo poder *vírgula* ele teve acesso a uma tecnologia
    ● já havia já experimentado (um “já” sobrando)
    ● e esta o havia viciado (ficou estranho, eu removeria o “esta”)
    ● Liebmann parou de se digladiar (a fala é e Eduardo, seria melhor deixar isso marcado como: disse Eduardo. Liebmann parou…)
    ● – Liebmann desabou em lágrimas (sem o travessão)

  30. Ferreira Silvio
    11 de julho de 2015

    A sua escrita me envolveu até certo ponto e achei que você propôs ideias arrojadas – o protagonista estar em um corpo de mulher e saber lidar bem com isso e ter um conceito de homossexualidade superado, mas acho que depois disso o conto volta para um andamento burocrático.
    Você consegue manter a atenção, a trama é interessante, mas genérica.
    Apesar do gênero proposto, os escritos que saem um pouco dele me agradam mais, veja bem, estou analisando do ponto de vista pessoal.
    Além disso, o texto precisava de algumas revisões: ”havia um idoso mulato de pele quase alva”??

    Abraços e Boa Sorte.

  31. Andre Luiz
    10 de julho de 2015

    Olá, Astrogildo! Seu conto possui uma pegada mais “punk” dentro deste tema de ficção científica, pois apresenta conflitos ideológicos e físicos brutais, que dão este tom ao texto. Gostei de como você introduziu esta “manipulação” do tempo na história, e “linkou” a questão do envelope com a revelação do descendente com a história de Eudardo, fechando o conto com maestria. Boa sorte!

  32. José Marcos Costa
    10 de julho de 2015

    Bom, a história em si foi até legal, mas a condução foi decepcionante, A impressão que fica é de que você escreveu o texto pensando unicamente no final “surpreendente” e se esqueceu do resto, mas sinceramente o final acabou sendo mais um crichê, eu mesmo já percebi tive certeza quando o dantas morreu qual seria o final do seu conto, além do argumento ser cheio de furos. olha você escreve até bem, mas esse conto foi muito fraco.

  33. catarinacunha2015
    10 de julho de 2015

    TÍTULO apenas adequado.
    TEMA. Fora a bebida na fonte do EXTERMINADOR DO FUTURO, está valendo.
    FLUXO meio travado, falta fluidez. Uso excessivo da rubrica atrapalhou um pouco.
    TRAMA. A ideia é boa, mas poderia ser mais bem trabalhada.
    FINAL muito bom, mas previsto.

  34. Felipe T.S
    8 de julho de 2015

    A história é boa, principalmente o desfecho.

    Gostei da construção como um todo, mas acredito que narrativa pode ser lapidada, notei algumas repetições que deixam o texto um pouco cansativo, por exemplo “ele”.

    Sorte no desafio e parabéns pela ótima ideia.

  35. Davenir da Silveira Viganon
    7 de julho de 2015

    A história é boa, mas ficou meio confuso o inicio com os personagens, mas do meio para o final ficou melhor de entender. Pra mim ficou bom!

  36. Michel M.
    6 de julho de 2015

    Confesso que o início da trama foi bastante confuso para entender. Em menos de oito linhas a trama já nos apresenta uma Aline, um Eduardo, um Comandante Liebmann e um tal Nicolas.

    A ideia de se viajar ao passado através da ancestralidade é interessante. Mas uma pergunta ficou no ar: o que matou Eduardo?!

  37. Pedro Teixeira
    6 de julho de 2015

    Olá autor(a). O começo é até bom, mas depois a trama vai ficando cada vez mais confusa, e os personagens não convencem. Alguns travessões não foram bem utilizados. Há repetições demais de palavras(Liebmann) e o fim é previsível demais. Mas o texto tem sentenças bem construídas e a ideia até que tem potencial. Boa sorte no desafio.

  38. Rubem Cabral
    6 de julho de 2015

    Olá, Astrogildo. Bom pseudônimo, haha! Nunca pensei no prefixo “Astro” deste nome antigo.

    Então, a ideia, o mote do conto é muito bom! A escrita, contudo, tem lá seus escorregões. Alguns detalhes do texto devem incomodar leitoras e leitores com viés mais “liberal”, haha. Falar de chorar por causa dos hormônios e usar a expressão “homossexualismo” são alguns exemplos de “incorreção política”.

    Considerando prós e contras, achei o conto bom. Com uma revisão maior, sem tanta repetição dos nomes dos personagens e com um final um pouco mais mastigadinho, ficaria excelente.

    Abraço e boa sorte no desafio!

  39. Jefferson Lemos
    6 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Que final, cara! Haha
    Conto curto, mas conseguiu me prender de forma que nem percebi quando acabou. Gostei da história, do visual e das explicações. Apesar de poucas palavras, teve bastante conteúdo. Gostei também da sua narrativa leve e bem detalhada. As personagens não deixaram a desejar, com personalidades bem definidas, e o fator viagem do tempo foi bem utilizado.
    Como parte ruim, acho que poderia ter se alongado um pouco mais, mas para ficar melhor do que já está.

    Até o momento, o melhor que li.

    Parabéns e boa sorte!

  40. phillipklem
    5 de julho de 2015

    Olá, boa noite.
    Este foi um dos contos mais desafiadoramente complexos que eu li. Confesso que, por um lapso de atenção, demorei a entender. Tive que ler duas vezes e, mesmo assim, a ficha demorou a cair. Mas quando caiu fui capaz de reconhecer a qualidade da sua criatividade. Meus parabéns.
    Toda a trama foi muito bem desenvolvida, podendo até, na minha opinião, ser elaborada como algo maior. Um romance, talvez.
    Entretanto, nada é perfeito, e existem algumas coisas pra as quais eu gostaria de chamar sua atenção.
    O início do conto foi realmente muito bom. A escrita estava dinâmica e muito bem desenvolvida. Boas descrições e diálogos. Porém a qualidade da narrativa caiu bastante a partir do parágrafo em que você começou a discorrer sobre os acontecimentos do futuro e a rivalidade entre Liebmann e Dantas, deixando a leitura um pouco cansativa.
    Você comeu algumas palavras e artigos, nada grande demais, mas perceptível.
    Usou o termo “A guerra que terminou com todas as guerras” em dois momentos muito próximos, dando um ar de repetição.
    E no fim, quando Eduardo revela ser Dantas, rolou um monólogo pouco credível e plausível, estilo clichê de cinema, quando o vilão revela todo o seu plano maligno.
    Necessário para o desfecho da história? Sim. Porém poderia ter sido um pouco melhor desenvolvido.
    No geral, foi um ótimo conto. Um dos melhores deste certame, até agora.
    Muito obrigado por nos presentear com um conto tão criativo e instigante. Você tem talento.
    Boa sorte amigo.

  41. Rogério Germani
    5 de julho de 2015

    Olá, Astrogildo!

    Pelo visto, este conto foi escrito por alguém está com os hormônios à flor da pele. srsrrs

    A ideia de viajar no tempo é clichê, mas com esta roupagem de retornar como ancestral feminino, a abordagem ficou bacana.

    Apenas não ficou claro para mim como o protagonista, mesmo estando num corpo feminino, tornou-se presa fácil já que no início do texto ele apresenta atitudes de extrema precaução.

    Boa sorte no desafio!

  42. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Ainda estou confuso. Mesmo após ler o texto três vezes. O mais estranho é que a história parece conhecida. Uma mistura de Terminator com X-men (o último filme) e isso limita o leitor no fator da surpresa. O final foi totalmente previsível quando a leitura chegou ao meio do texto. A ideia da troca de sexos foi bacana e bem aplicada, mas em muitos pontos o texto perde a sequência e fica desnorteado. Abordar o tema “Viagens no tempo” tem este risco e exige do autor muita atenção ao que se chama FATOR DE CONTINUIDADE. Outro ponto é a controvérsia em algumas frases, como por exemplo: “havia um idoso mulato de pele quase alva.” Se o personagem é mulato a pele é escura e não pode ser ALVO, o que significa branco.

  43. Brian Oliveira Lancaster
    3 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Texto bem denso sobre viagem no tempo, abordando o tema um tanto fora dos padrões, o que foi um ponto alto. >> 8.
    G: Estava gostando do início, mas o meio soou um tanto confuso. O cotidiano está muito bem descrito, quase deixando nas entrelinhas a viagem em si. O final foi interessante, mas teria maior impacto se não tivesse dado um nó no cérebro. Repito, a ideia é ótima – talvez precisasse apenas de um pouquinho mais de explicações de quem é quem, e pausas para respirar. >> 8.
    U: O texto flui, apesar das trocas temporais, e encontrei apenas um verbo no tempo errado. >> 8.
    A: Viagens no tempo quase sempre seguem um padrão, mas aqui você foi bem criativo ao utilizar o fator jogo político. >> 9.

    Nota Final: 8.

  44. Lucas
    3 de julho de 2015

    Olá,
    Gostei da pegada de voltar no tempo estilo Assassin’s Creed. Achei legal o plot dos personagens terem antepassados em comum.
    O diálogo que revela Dantas no corpo de Eduardo ficou meio teatral, tipo vilão que pega o mocinho e revela seu plano maléfico.
    Enfim, gostei e achei diferente a abordagem do tema.
    Parabéns e boa sorte.

  45. Claudia Roberta Angst
    3 de julho de 2015

    Então, tudo bem? Tive de reler o conto para conseguir entender o final. Ficção científica não é o meu forte, nem o meu fraco, mas até que apreciei a leitura.
    Dantas no corpo de Eduardo matou o adversário político Liebmann que estava no corpo de Aline. Ambos estavam utilizando a casca corpórea de seus ancestrais,
    isso? Então, eram parentes?
    Eduardo seria o futuro pai do filho de Aline e, sem ele, não haveria Liebmann.
    Alguns detalhes escaparam na hora da revisão, como:
    (…) e ele próprio já havia já experimentado com ambos os sexos. – repetição do JÁ.
    Há algumas palavras que estão mal encaixadas e tiram o impacto, como:
    Entretanto, Dantas soltou um grito… Pra que esse ENTRETANTO?
    Enfim, acredito que a pressa de entregar o conto tenha contribuído para a ausência de lapidação da narrativa, mas mesmo assim, gostei da estorinha. Só preciso entender melhor alguns pontos.
    Boa sorte!

  46. Tiago Volpato
    3 de julho de 2015

    Um conto bem interessante. Achei a história boa e seu estilo de escrita agradável, mas tem alguns diálogos que não fazem sentido. Por exemplo,

    “Para sua surpresa a figura perante ela nada lembrava Nicolas. No lugar do negro robusto e intimidante, havia um idoso mulato de pele quase alva. O ar cansado e a lentidão de seus movimentos denunciavam uma saúde frágil.

    – Este homem de 87 anos é o meu único ancestral nesta cidade – ele explicou, frustrado.”

    Quem falou isso? Do jeito que tá escrito parece que o velho falou isso, o que não faz o menor sentido.
    Alguns outros diálogos também estão assim, perdidos. Mas fora isso é uma leitura agradável.
    Abraços.

  47. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Muito interessante a ideia da viagem no tempo, de voltar ao corpo de um antepassado. Tive que ler duas vezes o final para me certificar de que Dantas e Liebmann são parentes, descendentes do mesmo casal. A descrição no meio do texto ficou meio fora do tom em relação ao restante do conto. Fora isso, gostei muito.

  48. Renan Bernardo
    2 de julho de 2015

    Bem escrito, mas não me empolgou muito. Também achei a narrativa um pouco confusa, principalmente na parte que fala que é outra pessoa no corpo de Aline. Apesar de não ter me empolgado tanto, fiquei um pouco curioso para saber mais sobre a Guerra que Terminou com Todas as Guerras.

  49. Fabio Baptista
    2 de julho de 2015

    A premissa é boa. Uma mistura de algumas coisas tipo Exterminador do Futuro e Assassins Creed. Poucas ideias conseguem ser originais hoje em dia e eu não me importo muito com isso. Normalmente acabo caindo nos clichês também.

    O que acaba diferenciando é a abordagem do clichê e o jeito que se conta a história.

    Aqui achei que o autor foi um pouco infeliz na proporção entre complexidade da trama e limite de tamanho da história. Duas mil palavras não foram o suficiente para contar essa história de maneira clara… os eventos ficaram corridos e os personagens foram apenas nomes jogados ao vento, não geraram empatia.

    Alguns apontamentos:

    – Era comum ao casal (…) dormirem horas a fio
    >>> Concordância (casal dormir)

    – o qual os quartos
    >>> Eu evitaria usar “o qual”.

    – Estou há mais de um ano deste corpo
    >>> neste

    – 300 anos que separava o ano de 2014 do século 23
    >>> separavam
    >>> Em 300 anos estaremos no século 24, não?

    – homossexualismo
    >>> Acho que esse termo aqui vai gerar alguns comentários exaltados kkkkkkkkkk

    – próprio já havia já
    >>> Sobrou um “já”

    NOTA: 6

  50. Jauch
    2 de julho de 2015

    Sr. Silva!!!!

    Achei o enredo curioso. Mas acho que falhaste em alguns pontos.

    O primeiro é que as mensões ao “sexo” ficam muito em evidência e não tem o efeito que, me parece, você desejava. Não sendo um texto tipo “Nelson Rodrigues”, acabou deixando o texto assim com um ar um pouco “vulgar” (no mau sentido)… Ou seja, seu texto, como está agora, melhorava se essas citações sumissem, já que na prática elas não estão ali fazendo nada.

    Na verdade, acho que é pior. Conheço algumas feministas que iriam querer teu couro se descobrirem esse texto… rsrsrs Você dá uma imagem muito mazinha das mulheres.

    O facto de ser um homem no corpo de uma mulher é interessante, mas as explicações para o comportamento dele, estando nesse corpo, não são convincentes e são jogadas muito às pressas. Perdem o efeito. Eu já disse em outro comentário e volto a repetir. Num conto curto, menos é mais. Mais vale esquecer por completo determinados aspectos e focar no que é essencial (UMA ÚNICA coisa, provavelmente), do que tentar explicar várias. Não há espaço suficiente, geralmente, para criar o ambiente que vai torar o facto algo aceitável.

    Segundo, as personagens estão muito “infantilizadas”. São muito razas. Isso é um problema derivado da narrativa e do exceço de informação em um espaço tão curto, que não dá espaço para que você possa explorar UM aspecto e trabalhar bem esse aspecto. Por exemplo, você poderia ter feito “Eduardo/Dantas” permanecer em silêncio, e ainda assim conseguir um efeito melhor, com a narrativa. Ele nem precisava “arrastar-se” até a fotografia (que parece bastante forçado e sem justificação). Bastava que o narrador “contasse” de quem era a foto.

    Por fim, acho que há um problema grave que é fácil de perceber foi uma falta de atenção. Porque raios morre Eduardo/Dantas ao matar Aline/Liebmann? A única explicação que eu encontro é que ele também é descendente de Eduardo e Aline, assim como Liebmann. Mas essa informação não consta do texto (pelo menos se consta, eu não percebi). E é uma informação vital.

    Como disse, achei a história interessante, mas é preciso muito trabalhinho nela… 🙂

    Abraços e continue a escrever!
    Boa sorte!

  51. Alan Machado de Almeida
    2 de julho de 2015

    Gostei da viagem no tempo através da consciência. Acho que você pegou essa ideia do último x-men. O que não é um crime, não dá para ser totalmente original em fantasia e sci-fi. Por exemplo, tem um monte de termo criado em Star Trek que outras obras de ficção replicaram. Voltando ao seu conto você cometeu um erro que para mim foi grave. Deu a entender que Aline passou a história inteira pelada. Você a descreve indo até a porta do quarto após estar abraçada nua com o namorado e dá a impressão que ela foi falar com o visitante do mesmo jeito que estava. Algo que soou estranho. Desinibida essa Aline, mesmo ela sendo um homem em corpo de mulher. Nota 7. O conto foi bem escrito, mas acho que refazê-lo seria uma boa.

  52. William de Oliveira
    2 de julho de 2015

    O cruzamento dos personagens no conto está fantástico! Gosto muito desse tema de viagem no tempo, pois ao mesmo tempo que é futurista, é atemporal. Pode se localizar em qualquer época.

  53. Ed Hartmann
    2 de julho de 2015

    Muito bom! Final surpreendente.

    Texto fluido e conciso, onde a linha de desenvolvimento fia muita clara, e os detalhes apontados são o suficiente apenas para situar a história.

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 2 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .