EntreContos

Detox Literário.

A Rainha e o Robô (Evandro Furtado)

Londres, 2144

Sob a espessa neblina, caminhávamos naquele inverno interminável. Era impossível distinguir se aquilo que caía sobre nossos ombros era neve ou poeira radioativa. Não importava, estávamos todos condenados de qualquer forma.

Eu descobrira, alguns meses antes, que um tumor maligno habitava meu interior. O doutor me dera poucos anos de vida, um choque para um jovem que galgava os primeiros degraus da existência. Mas pouco importava agora.

Continuamos avançando por entre os escombros da antes gloriosa capital britânica, rumo ao Palácio de Buckingham, a última fortaleza do poder britânico. Éramos aguardados pela guarda real que, munida de scanners de identificação, avaliava aquela última leva de sobreviventes que habitaria nos porões do palácio.

Formamos filas, separados por sexo, ou idade, ou aparência física. As crianças eram as que passavam mais facilmente, já que a revista não encontrava nelas nada de comprometedor. Assim também o era com os velhos, cujos crimes, em sua maioria, já haviam expirado. Mas aqueles, cuja vida desregrada se mostrava costumas, eram logo postos de lado para serem enviados para Deus sabe onde.

Temi a aproximação de minha vez, já que eu próprio tinha meu passado conturbado. Aproximei-me do guarda que exclamou em voz grave:

– Braço, por favor!

Arriei a manga da camisa, exibindo o código de barras que marcavam todos naqueles tempos. O scanner leu minha vida em um piscar de olhos. Mal as informações surgiram no holograma tridimensional que era produzido pelo aparelho, pude notar no   semblante do guarda certo tom de preocupação. Fitou-me como se questionando as informações que acabara de vislumbrar.

– Devo me juntar aos outros? – questionei ao guarda que respondeu-me com silêncio. Chamou aquele que eu julgava ser seu superior e, em voz baixa, disse a ele o que se passava. O outro homem contemplou-me, surpreso, e em seguida veio em minha direção.

– Mr. Paige? – hesitante chamou-me.

– Pois não?

– Queira me acompanhar.

Sob o olhar de curiosidade daqueles que ficaram para trás, segui o homem pela porta da frente do palácio. Pude imaginar que, em suas mentes, deveriam estar ponderando sobre a razão de tal ser, maltrapilho, cujas vestes se resumiam a trapos que combinadas aos longos cabelos e à espessa barba suja, sugeriam nada mais que um mendigo, estar adentrando a residência da rainha.

Caminhamos por um longo corredor que ainda guardava a magnificência de tempos passados. O longo tapete vermelho sob meus pés era tão suave que eu sentia come se estivesse caminhando sobre as nuvens. As paredes eram adornadas pelos rostos rígidos de monarcas de outras eras, desde que o Reino Unido nasceu.

Detemo-nos diante de uma enorme porta quando o guarda pediu que eu aguardasse. Ele adentrou o aposento interior deixando-me só no grande corredor. Aproveitei para olhar pela janela e contemplar a atmosfera londrina. Era terrível a visão que meus olhos insistiam em enxergar. A destruição ampla, em todo o lugar. Tudo era coberto por um manto branco que só era quebrado pelo vermelho dos focos de incêndio que ardiam aqui e acolá. Uma lágrima quis rolar de meus olhos, mas eu deti-a com determinação. Meus devaneios cessaram quando fui chamado.

– A rainha lhe aguarda! – disse o guarda em tom sereno.

Entrei pela porta, curioso pelo porvir. A nova rainha nunca fora vista fora do palácio, não sabiam quem era, como se vestia ou quais eram seus costumes. Seria eu o primeiro plebeu a contemplá-la?

Para minha surpresa, se tratava de uma das criaturas mais belas que eu já contemplara. Um ser de absoluta beleza cuja pele alva dirigia-me à loucura.

– Vossa majestade! – disse, ajoelhando-me.

– Não há a necessidade para bajulações, meu caro.

– Peço perdão, alteza, mas pensei que…

– Pois pensastes errado. Não sou o tipo de monarca que gosta desse tipo de tradição arcaica e ultrapassada. Tem ciência do motivo real por estar aqui, Mr. Paige?

– Creio que pelo meu passado.

– Exato. Fostes de enorme valia para a coroa em tempos antigos.

– Apesar deste não ser nosso real intuito.

– Não importa. A Resistência foi muito útil. Talvez possas ajudar-me a encontrar os outros.

– Não há outros, majestade. Estão todos mortos.

– Uma pena. Ainda assim, podes ser útil.

– Tu realmente acreditas que um velho ultrapassado como eu ainda pode ter valia perante a coroa?

– Sem dúvidas. És o melhor dentre os melhores.

– Já fui, em tempos passados.

– O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.

– Pensei que o tempo em que se citava Churchill havia passado também.

– Não passou, como podes comprovar. Eis uma oportunidade única, Mr. Paige. A Resistência precisa voltar.

– A Resistência está morta, majestade. Morreu com os homens e suas ideias.

– As ideias nunca morrem.

– Mas sim sua aplicabilidade. Não temos sequer as ferramentas para revivê-la.

– É aí que se engana.

– A senhora diz…

– Recuperamos um de seus robôs matriz.

– Isso é humanamente possível. Foram todos destruídos na batalha de Glasgow.

– Menos um. Ficou enterrado por anos entre os escombros, mas ainda é funcional.

– Sem dúvida poderíamos criar um exercito. Mas não funcionou antes, o que a faz pensar que funcionará agora?

– Eles não esperam um possível ataque.

– Sem dúvida. Desde que Washington caiu, as coisas ficaram menos abruptas.

– Por isso creio que seja hora de restaurar a Resistência.

– Precisaríamos ainda de uma inteligência poderosa.

– O MI6 ainda vive, apesar de moribundo. Basta que se envie algumas cartas.

– Quando foi que voltamos a enviar cartas?

– Quando a internet colapsou. E com ela o mundo moderno.

– O palácio ainda parece inteiro.

– Porque seus empregados não permitiram que morresse.

– Ninguém se lembraria do Bom Samaritano se ele só tivesse boas intenções. Ele possuía também dinheiro.

– Mais Churchill?

– Não, Thatcher.

– Acreditas que a dama de ferro ainda habita nossos corações?

– Assim como William Wallace habita os dos poucos escoceses viventes.

– Quando perdemos nossa glória? Quando o Sol deixou de brilhar no Império Britânico?

– Ele nunca deixou, vossa majestade. Só deixará quando nossos corações permitirem.

– E nossas espadas.

– E nossas espadas!

A rainha se virou, trazia consigo a mais brilhante lâmina que eu já vira. No cabo, uma palavra lendária se inscrevia.

– É realmente..?

– Sim. Ajoelhe-se.

– Eu pensei que…

– Cale-se e ajoelhe-se. – obedeci. – Modelo PAIGE DM37200, a partir de agora lhe declaro Sir Driscoll Malcom Paige.

– Eu agradeço, vossa majestade.

– Agora vá. O robô matriz o espera. Assim como uma guerra.

94 comentários em “A Rainha e o Robô (Evandro Furtado)

  1. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 8/10

    → Criatividade: 8/10 – A criatividade ficou a cargo da ambientação e do contexto. Gostei bastante.

    → Enredo: 9/10 – Achei muito legal. Há todo um universo a ser explorado. Fiquei querendo mais.

    → Técnica: 8/10 – Bem escrito e agradável de ler. Encontrei alguns erros, como o uso incorreto de tu e a mudança brusca para a fala informal.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Tenho quase certeza de que é steampunk (ramo da ficção científica).

  2. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Adoro Londres. Adoro reis e monarcas. Adoro diálogos. Adoro este conto.

    Mais um ou dois parágrafos para que o leitor se situasse na trama, no mundo ou nas personagens, e este levava um nove ou um dez. Gostei do português. É bom ver a versão portuguesa aqui também. Espero que não seja desclassificado. Repito, gostei bastante do diálogo; sem quebras, com identidade, com sentido. Adoro isso =P

    Bem jogado! 8D 8

  3. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    Ah, o primeiro conto genuinamente “pós-apocalíptico”. A história é bem contada, de fácil leitura e cativante. A ideia de um governo monárquico pós-catástrofe é interessante e foi realizada com originalidade. Apenas sugiro a retirada do segundo parágrafo, parece contraditório com o resto do conto, e também a mudança do título, que revela o fim do conto, que na verdade é bem original e agradável de ler. Parabéns pela lembrança do “Coração Valente”, que sempre estará entre nós.

  4. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Evidentemente se trata de um prólogo. Imagino que o autor esteja utilizando o desafio para testar o início de uma história maior, ainda em gestação. Do modo como apresentada, está bem escrita, ainda que o limite imposto pelas regras torne tudo muito acelerado.
    Achei bacana o clima pós apocalíptico criado no princípio, especialmente a seleção feita à la campo de concentração, separando as pessoas por aspectos diversos e toda a tensão daí gerada. Também gostei das alusões a Thatcher e a Churchill. Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado quando se começou a falar em “resistência”. Pelo que deu para ver, o mundo ocidental está sendo atacado e tudo entrou em colapso. Não sabemos quem atacou ou por quê. Só que a rainha da Inglaterra está organizando um contra ataque com robôs e que Driscoll será o organizador geral da estratégia. Ponto. Sinceramente? Achei muito clichê. Estou certo de que o autor é capaz de inovar, fugir dessa mesmice que caracteriza nove entre dez contos de ficção científica. Que se abandone Hollywood e Independence Day. Menos Asimov, mais Stanislaw Lem.
    Outra coisa: o título é um spoiler gigantesco e merecia ser trocado.

    Nota: 6

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Gustavo

      Realmente é bem clichê, mas eu adoro clichês. Sem dúvida o limite de palavras é um problema, mas estou aprendendo, he he.

  5. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    A leitura não me animou.As personagens não me cativaram. Boa parte do conto é o diálogo, que me soou muito artificial, principalmente ao final dele. Podia ser melhor, no início estava me interessando bastante… Falo mais por meu gosto pessoal, claro, certamente haverá os que gostarão da forma como colocou aqui. Acho possível trabalhar o conto de uma forma a desenvolver mais o enredo na parte narrativa e um plot melhor também. Boa sorte!

  6. Renato Silva
    9 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei o conto bacana. Descrições bem objetivas, frases curtas, texto linear e de fácil leitura. Apesar disso tudo, ainda fiquei confuso. O narrador-personagem era um robô? Mas um robô que fica doente, cheios de sentimentos. Este trecho parece deixar bem claro que se tratar de um ser humano:

    “Eu descobrira, alguns meses antes, que um tumor maligno habitava meu interior. O doutor me dera poucos anos de vida, um choque para um jovem que galgava os primeiros degraus da existência. Mas pouco importava agora.”

    Ou se trata de um ciborgue? No caso dos ciborgues, eles são humanos, mas com implantes cibernéticos ou mesmo o corpo todo robótico, com exceção do cérebro, mantendo-o vivo.

    Quanto aos diálogos, procure identificar quem é quem, no caso de falas longas. Houve momentos em que tive de retomar a leitura para compreender de quais personagens saíam as falas.

    Boa sorte.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Renato

      A parte do tumor eu percebi depois que já havia publicado. De início, queria usar como metáfora, mas acabou não funcionando no contexto geral.

      A parte dos diálogos eu sempre indico as duas primeiras partes, depois sigo a ordem, considerando que são só dois personagens.

  7. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    Muito bem escrito o conto. Encontrei alguns erros de português, um deles, mais gritante é o fato de o personagem chamar a rainha de “tu”. Ele jamais a chamaria de “tu” numa primeira vez, poderia até chamar depois de ela solicitar, mas nunca de primeira. Depois ele a chama de “senhora” em outros diálogos. Apesar de todo esse diálogo, quando o bom está pra começar, o conto acaba? Cadê a guerra, a real aventura? A gente ficou só com o bate-papo? Não gostei do final, acho que o diálogo poderia ser encurtado, para ter sido dado um destino a mais ao personagem-robô.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Cácia

      A guerra não coube, he he, prometo trazer mais ação nos próximos.

  8. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Esperei mais. Na metade do conto, acreditei que um bom enredo viria adiante. Mas o final valeu à imaginação.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Alberto.

      Espero mesmo que tenha dado pra imaginar o que aconteceu adiante.

  9. Marcel Beliene
    8 de agosto de 2015

    Conto breve e impecável, Driscoll Malcom Paige! Você fez um diálogo bem interessante entre a história britânica e a ficção científica. Seus diálogos são muito bons também. Parabéns pelo conto e boa sorte 🙂

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Marcel

      Sou fascinado por esse “britanismo”, uso sempre que posso.

  10. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    É uma história que se lê bem e só lamento que não tenha desenvolvido mais o aspecto da cidade de Londres, talvez um problemas das duas mil palavras, mas o conto tinha ganho pois assentaríamos os pés naquele lugar. Parabéns.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Vitor

      Realmente descrição não é meu forte, preciso treinar mais.

  11. Fabio D'Oliveira
    2 de agosto de 2015

    A Rainha e o Robô
    Driscoll Malcom Paige

    ஒ Habilidade & Talento: Há algo belo na escrita. Um talento inato, tenho certeza. Mas também há algo feio na escrita. A pressa? A falta de cuidado? Não sei, não sei. O único conselho que posso dar é: lapide suas jóias brutas.

    ண Criatividade: A história é gigantesca. Por isso mesmo, não se encaixou num conto tão pequeno. É possível enxergar a criatividade, mas é extremamente difícil ter um vislumbre real dela. O pacote inteiro está incompleto, tanto o cenário, quanto os personagens. Simples marionetes, nesse caso.

    ٩۶ Tema: O ambiente é terrível. Um mundo pós-apocalíptico, recheado de sofrimento e desgraça. O tema está ali, porém, pela falta de aprofundamento, acabou ficando muito no plano de fundo. Sendo assim, não funciona por completo. O desastre está mais em voga.

    இ Egocentrismo: Não sei. O ego está um pouco indeciso. E quando ele não está? Hahaha!

    Ω Final: Foi um prazer conhecer o Talento, mas ele não está ainda em harmonia com a Habilidade. A Criatividade grita por liberdade. O desastre toma os holofotes do Tema. E o Egocentrismo se encontra numa bifurcação complicada. Peço ao autor que não se prenda aos desejos do ego de vencer e se preocupe em desenvolver sua capacidade como escritor.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Fabio

      Realmente meu ego é enorme, he he. Esse é um grande problemas que tenho: falta de profundidade. E pressa. Quero acabar logo e deixo de desenvolver as coisas. Bem, vamos trabalhar nisso.

      • Fabio D'Oliveira
        12 de agosto de 2015

        Evandro, não se preocupe.

        Todos nós possuímos esse problema. O ego é nada mais do que nossa personalidade recheada de desejos. Para alguns é mais fácil controlar ela, enquanto outros sofrem um pouco mais para fazer isso.

        Você tem talento, colega, e é exatamente esse o motivo para lutar contra esse defeito. Vou ficar atento aos seus próprios textos!

        Um forte abraço!

  12. Anorkinda Neide
    30 de julho de 2015

    Sei lá, eu gostei… mas acho que pecou um pouco no desenvolvimento (eu passo muito por isso nos meus textos).
    O diálogo com a rainha não me convenceu, por uma falta de trabalho na criação da personalidade dos personagens, fica-se meio boiando no ‘tom’ que eles estão falando as frases, as sutilezas, as ironias e as citações…

    Mas gostei do enredo e do final abrupto, como convém a um conto pequeno.

    Boa sorte ae!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Anorkinda

      Acho que foquei tanto no finalizar que esqueci do desenvolver. Mas vamos lá buscar esse equilíbrio.

  13. Rodrigo Campos
    26 de julho de 2015

    Me incomoda que não seja ambientado em nosso país, que tenha clichês mal aproveitados de Juiz Dredd e que não se pareça com um conto e sim com um capítulo de livro. Um conto deve ter fim, ainda que em aberto, mas o fim deste texto é um fim de capítulo, não um fim de obra. Desculpe, 0.0

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Rodrigo

      Vou tentar me defender aqui. Não vejo nenhuma razão pra ambientar um conto pós-apocalíptico no Brasil, provavelmente nós não sobreviveriamos. Nunca vi/li Juiz Dredd. E quanto ao fim, é um fim como qualquer um.

  14. Laís Helena
    25 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    A narrativa é envolvente, apesar de alguns leves erros de revisão e algumas vírgulas mal colocadas. Senti falta de descrição em alguns trechos (como por exemplo quando ele vê a rainha pela primeira vez), mas isso talvez tenha sido devido ao limite de palavras.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    A premissa era interessante, assim como o mundo apresentado, mas, a partir do encontro com a rainha, o conto desandou. A partir desse momento, a história foi contada inteiramente por meio de diálogos, o que depois de alguns parágrafos me fez esquecer quem dizia o quê. Ademais, creio que você deveria ter focado mais no projeto envolvendo o robô. Também existe uma inconsistência: logo nos primeiros parágrafos você menciona que seu personagem fora diagnosticado com câncer e que isso foi um choque para ele pois era jovem; em seguida, na conversa com a rainha, ele diz ser velho. E aqui: “Isso é humanamente possível.” creio que você queria dizer “impossível”. Creio que houve uma descaracterização dos personagens quando a rainha indagou: “– Quando perdemos nossa glória? Quando o Sol deixou de brilhar no Império Britânico?”, e logo depois o protagonista, antes relutante, se torna confiante (quando antes a rainha era a confiante). Acho que foi um espaço de tempo muito curto para que ele absorvesse a ideia de que seus robôs e começasse a ficar mais empolgado com a ideia do que a rainha.

    3 – Criatividade (2/3)

    Apesar de breve, o conto apresentou ideias muito interessantes, que se bem trabalhadas dariam uma boa história, com referências interessantes a diversos elementos da cultura inglesa.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Laís

      A parte do tumor realmente foi um fiasco, não funcionou.

      A parte do velho/novo no entanto é no sentido de ser novo demais para um robô mas velho considerando os novos modelos desenvolvidos. É, faltou, explicar isso, my bad.

  15. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota= 6

  16. jose Marcos costa
    24 de julho de 2015

    Realmente você escreve bem, sua narrativa foi interessante e motivadora, a temática também foi legal, mas eu achei que poderiam ter-se colocados mais elementos na história afim de dar um maior clima de suspense, ou mesmo para deixar o leitor mais interessado. mesmo assim muito bom, um dos melhores que já li.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Jose

      Realmente, desenvolver mais já está na minha lista.

  17. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Driscoll Malcom Paige (que nome ein!!)

    Seu conto começou muito promissor. Adorei o título, e eu realmente esperava me surpreender aqui. O conto está bem escrito até a metade….. depois, quando começaram os intermináveis diálogos com a rainha, eu meio que me decepcionei um pouco. Os diálogos estão bem produzidos, mas faltou um pausa, algumas descrições entre eles, algumas frases de mais impacto, etc… e não simplesmente um monde de falas seguidas vomitadas no leitor. Sei lá, pra mim não funcionou… O conto parece terminar no momento em que ele deveria começar… fiquei um pouco decepcionado com o resultado final.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Thales

      Parece que a gente acaba sempre colocando aquilo que tem preferência, né? Eu gosto muito de diálogos.

  18. mariasantino1
    22 de julho de 2015

    Olá, Sir Driscoll. É bonita a sua narrativa. Tem clareza, cenas progressivas (algumas pessoas ficam dando voltas e voltas num mesmo lugar), e também tem boas doses de sentimentos.
    Alguns desacertos aqui e ali [come no lugar de como… exercito (acento)… e essa frase aqui parece ter algum erro “isso é humanamente possível”, não seria IMpossível? Ah, sim. “Tu realmente acreditas que um velho ultrapassado como eu ainda pode ter valia perante a coroa?” bem, se ela é a Rainha, ele não deveria usar “tu”, uma vez que usoi Vossa Majestade antes e que se mantinha a distância hierárquica.] Detalhes. Como disse antes, gostei bastante dos sentimentos que escaparam, das palavras que você escolheu para deixar a narrativa cativante. Parabéns e boa sorte.
    Nota: 07

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Maria

      A parada do tu foi tentanto imitar Henry James, kkkk. Megalomania nível máximo.

  19. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Belas frases, citações inteligentes, mas não me impressionou. Há um errinho ali em cima, acho, quando Sir Paige diz: “Isso é humanamente possível”, não seria impossível, já que ele considerava todos os robôs destruídos?

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Antonio

      Prometo fazer uma revisão mais profunda na próxima.

  20. Leonardo Stockler
    20 de julho de 2015

    O final é muito bom. Aliás, a ideia de o conto se passar em uma cena só, também é muito boa. Mas acho que fiquei um pouco decepcionado com o conteúdo do diálogo, e da pressa com que ele aconteceu. Sacrificou-se uma enorme oportunidade aí, de aprofundar o contexto, os personagens. Porque do jeito que tá tá muito em branco. É algo importante demais, envolve o chefe de estado de um país num momento ímpar. Às vezes também a escolha por algo dessa dimensão exige um tratamento mais formal. Quem sabe um oficial da inteligência munido de plenos poderes? Sei lá…

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Leonardo

      Da próxima vez vou tentar ser mais simples pra ser mais profundo.

  21. Piscies
    20 de julho de 2015

    Muitas perguntas, poucas respostas. Me interessei muito no início: a atmosfera catastrófica estava nítida e muito bem escrita, e havia todo o mistério sobre a origem de todo aquele caos e o que aconteceria com Paige. Gostei MUITO da forma como o início do conto – até a parte do diálogo entre Paige e a rainha – foi escrito. As palavras foram bem colocadas e as descrições estavam impecáveis.

    A segunda metade do conto, porém, foi estranha. O diálogo entre a Rainha e Paige foi interessante, mas enfadonho, por que não haviam pausas. Sem pausas, eu, como leitor, sentia como se cada personagem disesse uma frase logo assim que o outro terminava. Não havia tempo para pensar e formular uma resposta: era como se tudo já fosse ensaiado.

    Reli o conto uma vez e continuei sem entender uma série de coisas:

    1) Se Paige era um robô (como a rainha deixa no ar, chamando-o de “modelo” e dando a ele uma numeração), como ele desenvolveu um tumor? Era um andróide? Mesmo assim, andróides tendem a ter mais facilidade em remover “tumores”, visto que podem trocar de peças muito facilmente. No mínimo, esta situação ficou estranha.

    2) O que era a resistência?

    3) A guerra era contra quem? Só os EUA? Mundial?

    4) Por que havia “branco” por todo o lugar? “Poeira Radioativa”? Cinzas?

    Enfim, o início cativou mas as perguntas sem respostas e o diálogo corrido me fizeram terminar a leitura sem muita empolgação.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Piscies

      Realmente faltou profundidade. Faltou descrever. Excesso de diálogos. Vamos melhorar pra próxima.

  22. Angelo Dias
    20 de julho de 2015

    Não gostei muito. Talvez a ambientação ou o setting britânico não me cativaram. Não entendi as motivações dos personagens e o conflito. Nunca imaginei que o personagem poderia ser um robô e continuo sem imaginar, já que a revelação não me fez pensar “faz todo o sentido!”

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Angelo

      Acho que o plot twist falhou miseravelmente.

  23. Mariza de Campos
    17 de julho de 2015

    Olá! o//
    Achei toda a ideia muito interessante, o diálogo também foi, porém em algumas partes acabei me perdendo e achei que, o Paige cedeu muito facilmente para a rainha.
    Gostei da dama de ferro ter sido lembrada e de algumas citações filosóficas que teve, mas acho que a história acabou muito rapidamente, claro que com duas mil palavras não dá pra fazer tanto de história, mas seria bom se tivesse falado sobre a guerra que acontece depois disso também, esse conto mais me pareceu o primeiro capítulo de uma história grande (o que não é necessariamente ruim).
    De qualquer jeito, gostei da ideia e do conto em si.
    Abraços!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Mariza

      Vou trabalhar nesses pontos que citou.

  24. Marcos Miasson
    17 de julho de 2015

    Muito bom! Uma estória com objetivo sempre se destaca. O início me lembrou os pilares da terra, com uma narrativa descritiva bem ágil. Nos diálogos, senti falta disso.
    Boa sorte!!!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Marcos.

      – Intercalar diálogos com descrições – anotado.

  25. Marcellus
    14 de julho de 2015

    Tinha uma enorme expectativa quanto a este conto, mas acabei um tanto frustrado. O autor entrega no título aquilo que poderia ser a grande revelação da história…

    O autor tentou usar um palavreado mais rebuscado, talvez pela ideia de se passar no Reino Unido, mas a coisa não funcionou bem.

    De qualquer forma, parece o começo (talvez o meio) de uma boa história. Espero que continue a trabalhar nela. Boa sorte!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Marcellus

      É uma pena que não tenha funcionado, prometo melhorar.

  26. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) que pena, que pena! Estava adorando a história, estava me empolgando, mas acabou cedo demais e com informações de menos. O que era a guerra? Quem eram os inimigos? Por que os robôs eram importantes? Como ele iria sobreviver ao tumor? Robôs possuem câncer!? Enfim, é uma boa cena de uma história maior que infelizmente não nos foi contada 😦

    ✍ Técnica: (3/5) achei boa, as frases bem montadas e umas ótimas imagens. O diálogo poderia ter mais inserção do narrador para mostrar ação, expressões, sentimentos e, de brinde, nos ajudar a entender quem está falando o quê.

    ➵ Tema: (2/2) robôs, guerras apocalípticas, hologramas (✔). Gostei bastante da ambientação.

    ☀ Criatividade: (2/3) usou bem alguns elementos comuns de FC. E tirou um texto criativo deles.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) estava empolgado com a história, mas fiquei bastante frustrado com o final abrupto. O título tirou o impacto de descobrir que ele era um robô.

    Problemas que encontrei:
    ● cuja vida desregrada se mostrava *costumaz*
    ● hesitante *vírgula* chamou-me
    ● trapos *vírgula* que combinadas aos longos cabelos e à espessa barba suja

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Leonardo

      De volta à prancheta de desenvolvimento…

  27. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Bom o conto.

    Algo que tenho aprendido a apreciar, e também usar nos meus próprios contos, são recursos cinematográficos, como iniciar a história com uma frase indicando tempo e lugar (Londres, 2144). Isso dá a informação de forma sucinta para o leitor e, paradoxalmente, funciona melhor na literatura do que no cinema. No cinema teria uma imagem de uma Londres futurista, e colocar “Londres 2144” seria redundante. Infelizmente se usa muito no cinema provavelmente porque os produtores pensam que o público é idiota.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Daniel

      Sabe que eu até gosto dessa parada no cinema. E o mais legal é que de ver em quando ainda tem aquele narrador de fundo lendo o que já está escrito.

  28. Anderson Souza
    11 de julho de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Gostei. Enredo interessante que parece introdutório. Muitas perguntas sem respostas e algumas lacunas. Um bom texto de uma pessoa que compreendeu o objetivo do concurso: Sci Fi.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Anderson

      Realmente vou trabalhar nessa questão de preencher as lacunas.

  29. Felipe Moreira
    9 de julho de 2015

    Achei o texto até agradável de ser lido. Uma trama que respeitou limites técnicos de narrativa, ainda que predominada pelo diálogo. Eu senti falta de uma profundidade maior, porque Paige passava por coisas novas e únicas em sua existência, mas não fui captado por elas enquanto lia. Realmente, tenho visto que nesse desafio o que está complicando é o limite de palavras e não a capacidade dos autores.

    No geral, achei que o tema foi bem abordado. Competente.

    Parabéns trabalho e boa sorte no desafio.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Felipe

      Vou trabalhar na profundidade.

  30. Pedro Luna
    8 de julho de 2015

    Bom, o texto é interessante. O autor fez uma escolha, criou uma história que serve como mini começo de trama. Corajoso. Porém, do jeito que está apenas deixa água na boca, e assim não fica tão bom. Quem ler vai se perguntar pelo depois, pela guerra, por estes robôs, e de uma forma negativa, pois não existe depois (talvez na cabeça do autor). Se pelo menos terminasse de uma forma misteriosa, deixando lacunas interpretativas, seria diferente. Mas estando assim, é somente ler o começo de um livro que não continua. O diálogo poderia soar um pouco mais natural também. Gostei, mas não tanto. : /

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Pedro

      Vamos melhorar isso.

  31. Andre Luiz
    8 de julho de 2015

    Excelentíssimo PAIGE DM37200, Sir Driscoll Malcom Paige, senhor, juntar-me-ei à Resistência! Cara, não sei se foi meu gosto por distopias, mas eu achei seu conto incrível. Passa uma impressão de Prólogo, por isso mesmo é uma ótima premissa para um enredo muito maior. Torci junto à Rainha para que algo pudesse salvar a humanidade, e gostei bastante do desfecho, além do que, como já comentei, há essa “possibilidade” de desenvolvimento da história. O que eu colocaria como “mudança” seria o título, visto que é muito simplório para o tom da narração, que é muito mais do que uma simples fábula, como parece ao analisar-se o título. Geralmente, contos possuem títulos mais chamativos, visto que são textos bem mais impactantes do que as fábulas, muito mais pedagógicas. Boa sorte!

    • Andre Luiz
      8 de julho de 2015

      Nota parcial: 7

      • Evandro Furtado
        12 de agosto de 2015

        Valeu mesmo Andre

        O título é algo em que preciso trabalhar.

  32. catarinacunha2015
    8 de julho de 2015

    TÍTULO. Sacanagem, o título entregou a melhor surpresa da história.
    TEMA. Guerra e FC é como jabá com jerimum; nasceram um pro outro.
    FLUXO. História bem contada é aquela em que você visualiza os personagens e o ambiente. Ficou cinematográfico.
    TRAMA. Bem desenhada e sem buracos. Gostei.
    FINAL Muito bom, pena que não foi surpresa o robô.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Catarina

      Bora acabar com os spoilers.

  33. Ferreira Silvio
    8 de julho de 2015

    Gostei
    Já li histórias assim antes, mas sua escrita envolve e tem um conceito foda: ”o robô cavaleiro.”
    Os diálogos me pegaram e até as palavras da Rainha soaram críveis para mim. O que é difícil, pois de alguém da realeza já se espera uma fala empolada e artificial.
    Me deu vontade de ler mais sobre esse mundo.
    O contraste visual entre eras, essa Londres do futuro e o Palácio, são interessantes.

    Não Gostei
    Não teve nada que estranhei, a trama fluiu fácil e, quando vi, tinha acabado.

    Abraços e Boa sorte.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Silvio (putz, falei com a voz do Lombarde, he he)

      Cara, que bom que gostou, esse tipo de comentário sempre dá força pra gente.

  34. Sidney Muniz
    8 de julho de 2015

    – Isso é humanamente possível. Foram todos destruídos na batalha de Glasgow.

    Não queria dizer “impossível?” Fiquei confuso nessa parte do diálogo.

    Bom conto, mesmo sendo construído em sua maior parte por diálogos. Eu gosto de textos ousados. Lembrou-me um conto chamado Caixa preta, do autor Carlos Gonçalves. Só o conto dele é um conto longo e feito apenas de diálogos. Algo que ficou de fato incrível.

    Bem, voltando a seu conto, eu curti muito as referências, mas fico pensando se isso é realmente FC, entende. É ficção, certamente, mas para ficção científica mesmo que seja, foi pouco explorado em minha opinião.

    Bom, é um conto mediano. mais uma vez acho que a pressa em postar atrapalhou um pouco, mas pode ser eu que estou sendo mais chato que o normal. porém acho isso humanamente impossível. haha.

    Boa sorte no desafio!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Sidney

      Você foi preciso. Eu tenho que acabar com essa minha ansiedade de fazer as coisas logo.

  35. Davenir da Silveira Viganon
    6 de julho de 2015

    Admito: não gosto da Inglaterra, da monarquia, do Churchill nem da Thatcher. Mas não julgarei essas escolhas e sim parabenizar-te pelo conto bem conduzido. As falas ficaram bem encaixadas, ficou “redondo”, por assim dizer.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Davenir

      Caraca, kkkkk, você tinha tudo pra odiar o texto mesmo, hein? Obrigado pela crítica sincera.

  36. Fil Felix
    6 de julho de 2015

    Apesar dos toques futurísticos, a história poderia ocorrer em qualquer período. A visão que tive foi de algo medieval, com toques de robôs e ciência para se adequar ao tema. Não sei se gostei muito, por conta disso. O diálogo melhora com o passar da leitura, mas no início ficou bem mecânico, quase teatral. Acho que poderia ter deixado mais orgânico, ambientado melhor esse período.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Fil

      Eu tenho essa tendência de escrever meio peça/roteiro de filme. Essa é minha megalomânia shakesperiana.

  37. Jefferson Lemos
    5 de julho de 2015

    Olá, autor (a)! Tudo bem?

    Essa espada é Excalibur? Se for, é uma sacada legal. Gostei da narração ágil, mas achei que somente diálogos deixaram o texto um pouco pobre. Uma das melhores características do sci-fi, ao meu ver, é o visual. Aqui faltou um pouco, mas é questão de gosto.

    O enredo é bom, mas um pouco nublado. Um pouco mais de explicação cairia bem também.

    De qualquer forma, parabéns! Boa sorte!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Jefferson

      Achei que ninguém ia sacar a Excalibur. Parabéns. Vou melhorar esse desenvolvimento ae.

  38. Pedro Teixeira
    5 de julho de 2015

    Olá autor(a)! Texto bacana, com uma boa pegada, mas o enredo não me empolgou.Uma revisão cairia bem, notei alguns deslizes. A narrativa é boa,clara e bem conduzida. Os diálogos são bons também. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Pedro

      Vou trabalhar nessa revisão ae.

  39. Michel M.
    5 de julho de 2015

    É um texto bem escrito, com uma aura steampunk (mesmo com uma trama se passando no futuro, Mas, ei, Inglaterra, máquinas e monarquia me fazem pensar isso).

    Existem alguns pontos que gostaria de destacar:

    * O personagem, afinal de contas, é jovem ou velho? No início, ele se diz “jovem, galgando os primeiros degraus da existência”, mas logo depois afirma que possui uma “espessa barba suja”. No diálogo com a Rainha, ele se intitula “um velho ultrapassado”. Pois, jovem ou velho?;

    * longo corredor (…) longo tapete – repetições muito próximas uma da outra;

    * O personagem, se ele é londrino, está acostumado com a cidade. Dificilmente ele iria dizer algo como “Aproveitei para olhar pela janela e contemplar a atmosfera londrina” porque para ele a atmosfera londrina deve ser provavelmente algo banal, do seu dia a dia. Ele poderia ter dito algo como “aproveitei para olhar pela janela.”

    * “– A rainha lhe aguarda! – disse o guarda em tom ´sereno`.” (O guarda exclamou!!. Como alguém exclama em tom sereno?)

    * A história termina em aberto. Não se sabe o futuro da humanidade, nem ao menos o ocorreu com os personagens da trama.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Michel

      Vou trabalhar nesses pontos aí. O do tom sereno foi um vacilo enorme, eu coloquei isso mesmo, kkkk?

  40. Rogério Germani
    5 de julho de 2015

    Olá, Sr. Paige!

    Li uma estória interessante e com fôlego para dar continuidade. Basta apenas lapidá-la.

    A trama é boa. Só há desvios na conduta da Rainha:

    ” – Pois pensastes errado. Não sou o tipo de monarca que gosta desse tipo de tradição arcaica e ultrapassada. Tem ciência do motivo real por estar aqui, Mr. Paige?”

    É um paradoxo ela disser que não gosta de tradição arcaica e ficar usando a conjugação dos versos para a 2ª pessoa do singular(tu) em algumas falas e, noutras, abusa da conjugação direcionando para (você).

    Boa sorte no desafio!

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Rogério

      O tu foi eu tentanto imitar Henry James, he he, foi mal por essa.

  41. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    Uau! Sensacional a idéia de um robô sendo nomeado cavaleiro. Um texto que desde o primeiro parágrafo cativou minha imaginação. Me fez visualizar a medida que ia lendo, linha após linha, o palácio, o tapete, a fila com e a expectativa do personagem principal e a dos figurantes. Isso sem contar a rainha na pele de uma menina. Se me permite dizer, faltaram apenas dois detalhes.

    1o.) – Usar o longo diálogo como foi feito é arriscado e exige do leitor muita atenção. Uma maneira de reduzir a tensão para o leitor é auxiliá-lo a identificar quem fala o quê. Não a todo instante, porque o leitor não é burro, apenas preguiçoso. Mas o que quero dizer é que o autor deve sentir quando o diálogo começa a se perder e neste momento é preciso utilizar “incisos” para dar dinâmica ao texto/diálogo.

    2o) – EDITAR o texto. Digo isso porquê ao ler é possível identificar alguns erros mínimos, mas que influenciam na leitura. Posso citar a passagem “Isso é humanamente possível. Foram todos destruídos na batalha de Glasgow.” Acredito que o autor quis dizer IMpossível, o que encaixaria melhor ao texto.

    São apenas detalhes. Nada de mais. Nada que tire a glória de um texto muito, muito bom. Parabéns.

    • Evandro Furtado
      12 de agosto de 2015

      Valeu Sandro

      Vou focar nas suas dicas para os próximos.

  42. Felipe T.S
    3 de julho de 2015

    O mais legal aqui são os diálogos, que mesmo com algumas repetições desnecessárias “sem dúvidas” soa bem natural. Parabéns para o autor!

    No geral a trama me agradou, mas ainda assim, achei o texto meio imaturo, com algumas frases que doeram a leitura, exemplo “que um tumor maligno habitava meu interior” / “Ele adentrou o aposento interior deixando-me só no grande corredor.”

    Também achei desnecessárias algumas sentenças, como a informação do choque ao saber o tempo de vida, afinal, todos já estavam condenados… Enfim, como todos aqui, o autor deve ler muito e praticar, só assim para evoluirmos.

    Boa sorte no desafio.

  43. William de Oliveira
    3 de julho de 2015

    Muito bom, deu a brecha para a continuidade. Será que o Sir Paige ainda se apaixona pela Rainha? Não é difícil pelo jeito rsrs.

  44. Lucas
    3 de julho de 2015

    Olá,
    Achei que o conto é apenas um fragmento de uma história maior. Se fosse pra ficar um final aberto, subjetivo, era necessário um plot mais dramático ou um clímax muito forte.
    Uma guerra se iniciou, contra quem ou o que? Não deu pra sentir o perigo nem pra se importar com o personagem.
    Continue escrevendo.
    Boa sorte.

  45. rubemcabral
    3 de julho de 2015

    Olá, Malcom.

    Um conto interessante, embora pareça mais um prólogo do que conto. Há também um tanto a acertar em termos de revisão: “costumas”, “exercito”, etc.
    As referências ao acontecido poderiam ser mais claras. Digo, um conto pode deixar uma parte do contexto subentendido, mas não deve contar que o leitor preencha todas as lacunas…

    Abraço e boa sorte no desafio.

  46. Brian Oliveira Lancaster
    3 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: O tom de inverno em Moscou criou um clima de distopia muito bom. >> 9.
    G: Gostei muito da atmosfera permeando o texto. O final me pegou de jeito, pois você conseguiu desviar a atenção no contexto geral. Foi ótimo escolher deixar o grande cenário como pano de fundo e focar apenas na urgência do momento. >> 9.
    U: Notei que é um autor(a) que está pegando o “jeito da coisa”. Pouquíssimas construções soaram estranhas. A escrita está muito bem trabalhada. Está no caminho certo! >> 8.
    A: Sci-fi de raiz sempre traz várias camadas, apresentadas aqui, de forma direta e indireta. >> 8.

    Nota Final: 8.

  47. Tiago Volpato
    3 de julho de 2015

    Grande Driscoll, seu texto é muito bom. Você tem um estilo de escrita bem agradável que faz a gente continuar lendo até o final, eu por exemplo, não tive vontade de parar de ler nenhuma vez 😛
    Você construiu muito bem o enredo, esse texto poderia muito bem ser o início de um desses livros de trilogia que estão na moda. E essa é a minha crítica, não que eu queira desmerecer o gênero, só acho que você poderia criar alguma coisa para se diferenciar das demais histórias do tipo, esse é o legal de escrever, se deixar levar pela imaginação, não há limites.
    Abraços!

  48. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Muito interessante. O diálogo com a Rainha poderia ter sido um pouco menos eloquente e ter dado um pouco mais de informações sobre a situação do cenário, mas de um modo geral, está ótimo. Mostra bem o clima pós-apocalíptico e cita várias personagens da cultura britânica com propriedade.

  49. phillipklem
    2 de julho de 2015

    Bom dia. Que conto excelente! Gostei muito deste futuro distópico e, devo confessar, Mr. Paige é bastante convincente. Você soube ambientar bem a atmosfera, o plano de fundo e a sua personagem principal. Sem falar nas referências históricas, que são um deleite aos olhos e ao coração. Muito inteligente de sua parte incluí-las.
    Seu ritmo de escrita é rápido e direto, nos mostrando aquilo que precisamos saber, sem nos engasgar com informações desnecessárias e detalhes demais. Gosto disso.
    Mas talvez, e apenas talvez, sua rapidez em narrar seja também o que te faz deslizar. Por exemplo:
    Gostei do Malcom, bastante mesmo, mas por outro lado, a rainha não me ganhou. Fiquei com a impressão de que ela era o robô. Fui capaz de sentir um pouco de sua força e determinação e reerguer a nação, mas faltou-me algo ali, entre os diálogos. Uma expressão facial ou corporal uma vez ou outra não faz mal a ninguém e ainda ajuda a humanizar e aprofundar sua personagem.
    Dizer: “A Rainha franziu o cenho.”, por exemplo, entre uma fala do Malcom e uma dela, nos ajudaria a compreender melhor sem atrapalhar o ritmo da leitura. Mais de uma vez tive que reler algumas linhas para me certificar de quem estava falando aquela frase.
    No geral, é um ótimo conto, precisando apenas de pouquíssima revisão. Seu talento evidente permeia cada linha. Meus parabéns e boa sorte.

  50. Fabio Baptista
    2 de julho de 2015

    Está bem escrito no geral e a gera curiosidade para saber o que vai acontecer.
    O cenário criado foi bacana e o autor conseguiu ambientar bem.

    Tem algumas palavras repetidas com proximidade em alguns momentos (tipo britânica / britânico) e também alguns adjetivos que poderiam ser limados para dar mais dinamismo ao texto.

    – separados por sexo, ou idade, ou aparência física
    >>> Aqui o “E” ficaria melhor que o “OU”

    – costumas
    >>> Seria “contumaz” ?

    O maior porém aqui é o final. Na verdade, a ausência de final. Um conto, na minha opinião, deveria ser fechado em si mesmo. Vez ou outra vemos um final aberto, do tipo que fica a critério do leitor completar os três pontinhos e decidir o que aconteceu. É um recurso que, se bem executado, pode gerar resultados fantásticos. Mas aqui não foi um final aberto… foi só a introdução para uma história muito maior. Foi mais um prólogo que um conto.

    NOTA: 5

  51. Ed Hartmann
    2 de julho de 2015

    Texto bastante fluido, com narração em primeira pessoa, com diálogos rápidos e objetivos. Gostei da revelação no final, de que o “homem” em questão na realidade era um robô.

    Muito bom!

  52. Renan Bernardo
    2 de julho de 2015

    Cenário muito legal e conto bem escrito, mas como ponto negativo posso citar que o conto soa mais como uma introdução a uma história maior. O que não é de todo ruim porque me deixou com vontade de saber o que acontecerá e o que aconteceu nesta Londres de 2144.

  53. Claudia Roberta Angst
    2 de julho de 2015

    Bom, foi fácil de ler este conto. Diálogo! Embora, eu ache que o autor se atrapalhou um pouco com os pronomes, não sabendo se usava o TU ou o VÓS ou você. Enfim, pode ter sido só uma impressão mesmo.
    O título do conto já revela a surpresa que poderia ter ficado para o final – do robô.
    “Arriei a manga da camisa” – o correto seria ARREGACEI a manga da camisa
    O começo do conto me lembrou daquelas cenas nos campos de concentração – nazistas selecionando quem ia para cada fila. Ai, o autor caprichou na caracterização, mas depois parece que se cansou e resolveu apressar o passo da narração.
    Gostei dos trocadilhos com as citações de Churchill e Thatcher. Boa sorte!

  54. Alan Machado de Almeida
    1 de julho de 2015

    O clima do conto me lembrou Doze Macacos, principalmente o início. Fiquei animado com a ideia de humanos com código de barra na pele revelando suas vidas, uma ideia que os teóricos da conspiração alardeiam ser do desejo dos “donos do mundo”. Porém, com o final que revela que Paige é um robô fiquei meio na dúvida se os demais que esperavam na parte pobre do palácio também o eram. Eu deduzo que não, mas faltou clareza nessa parte. Também não gostei do diálogo gigante. E, para finalizar, uma dica que foi dada a mim por um professor de roteiro: tente diferenciar o tipo da fala dos personagens. A fala rebuscada na rainha fez sentido para mim, mas em um soldado ficou estranho. Esse negócio de criar ortografia e gramática própria para cada personagem é muito difícil, mas conseguido fica dez. Finalizando, dou-lhe uns 7.

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Publicado às 1 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .