Doce Dulce (Jowilton Amaral)
Ela esticava as pernas grossas e bem torneadas e dizia: “Dá uma olhada aqui, veja como minhas coxas são fortes e bonitas” aí se virava e mostrava sua bunda: “Olha … Continuar lendo
Vigia (Gustavo Carlos)
Há mais ou menos quinze anos fiz uma viagem até o litoral, com Juliana. Eu havia ganhado um final de semana grátis em um Resort, e então resolvemos comemorar antecipadamente … Continuar lendo
Confusionante – Poesia (William Oliveira)
Minha cabeça está confusa Ela e tudo mais Tudo é uma imensa bagunça Nada está em paz Olho sem saber o que vejo Sem saber o que olhar Sem … Continuar lendo
O Clube dos Homens Respeitáveis (Alan Cosme Machado)
– Bolivar, são cinco horas da tarde, a hora do chá. A importância desse momento não está na comida ou na bebida servida. Mas sim pelo fato de ser a … Continuar lendo
Christmas Blues (Marquidones Morais)
Estava sentado em uma das mesas do lado de fora do restaurante próximo ao cais. Sua bebida permanecia quase intocada à sua frente enquanto seu olhar varria a cidade do … Continuar lendo
Uma vez, na primavera (Paulo Verçosa)
– Por que contemplais tanto a esfera dos humanos? – Eu não sei. Há algo dentro de mim que ouço chamar-me, num sussurro, para junto das jovens, quando as vejo passar com … Continuar lendo
Para te fazer feliz – Poesia (Miguel Bernardi)
Se eu fosse um vaga-lume, iria iluminar tua face, guiar-te os passos e ainda te roubar um sorriso, e, em volta de ti, rodopiar feito bobo. E se eu … Continuar lendo
Paraíso (Miro Messa)
Num mundo bem distante você pode construir maravilhas, os seus sonhos ganham vida e lhe ensinam a soltar as travas de segurança que só pausaram as suas batalhas e adiaram … Continuar lendo
Resultados do Desafio “Fobias”
Caros participantes, amigos e curiosos de sempre. Seguramente, o certame mais desafiador de todos os tempos. Além do tema difícil, a obrigatoriedade de se inserir um poema! Ao final, foram … Continuar lendo
Morte, desmaios e uma torrente de sangue (Rafael Sollberg)
Morro várias vezes antes do pôr do Sol. Mato várias vezes antes do fim do dia. Sou as balas úmidas de todo paiol. Sou a lâmina cega de toda a … Continuar lendo
Votação – Fobias
Caros participantes, Agradecemos mais uma vez a presença de todos por aqui. O tema “Fobias” revelou-se um dos mais desafiadores de todos os quinze certames realizados até hoje no EC. Além … Continuar lendo
Ossos do Ofício (Bia Machado)
Suaves, alegres, Nunca serão! Ao menos pra mim Horríveis é que são. A minha sina é essa: Não dá pra fugir, O mal é que manda Só me resta seguir… … Continuar lendo
Túlio (Jowilton Amaral)
A história que vou contar Acredita quem quiser Elas podem te abalar Preste atenção no que vou dizer. Vou falar de criaturas astutas Manhosas, e arteiras Que amedrontam pessoas … Continuar lendo
Odeio Gatos (Carlos Henrique Gomes)
“Atirei o pau no gatô tô Mas os gatô tô Não morreu reu reu Puxei o revolver ver Atirei nelê lê E o gatô tô Morreu reu reu” Cantiga impopular … Continuar lendo
Hissatsu (Gustavo Araujo)
Hideo Nakamura tentou enxugar os olhos com o punho. A manga da jaqueta, porém, só fez espalhar o suor, turvando momentaneamente sua visão. A nitidez veio em ondas, não deixando … Continuar lendo
Viúva Negra (Vitor Leite)
Aviso do autor – este texto deve ser lido somente por pessoas, e, com mais de 18 anos. Motivo? Apesar de várias fobias não existe nenhuma em especial, mas dado … Continuar lendo
Forrou a Cama e Matou-se (Fil Félix)
“Se fosse possível voltar no tempo… será que eu teria feito diferente?”. Mais nada passava pela cabeça de Ricardo, além desta frase. Tantos anos juntos, tantas conquistas e possibilidades que … Continuar lendo
A Flor de Açucena (Sidney Muniz)
Há um cálice amaldiçoado Oculto, envenenando meus versos Medo daquilo que é tão errado O par que é tão igual, tão inverso Estava não mais distante que cem metros … Continuar lendo
Do outro lado, do outro lado (Laís Helena)
Eu estava terminando de tomar banho quando a voz sobrepujou sons da normalidade. Do outro lado, do outro lado Vive a realização: O sonho idealizado, A atitude concretizada … Continuar lendo
Medo de que? (Simoni Dário)
“Não, por favor, to preso aqui…cadê o ar apertar botão de emergência anel de noivado Júlia celular…934…sem sinal soco soco soco pelo amor de Deus um dois três inspira quatro … Continuar lendo
Quando A Fobia é A Cura (Anorkinda Neide)
Como a consumir da uva a sua baga e mesmo que a abelha o mel lhe traga um horizonte de paz lhe adviria? Ziguezagueava pelas ruas tranquilas de sua … Continuar lendo
Cavalo de Troia (Catarina Cunha)
Com Betão não tem tempo ruim. Encara cave jump, escalada na chuva, mergulho de plataforma de petróleo, mulher ciumenta, chefe burro e turismo no Complexo do Alemão. Sem contar que … Continuar lendo
Perterritus Filius (Felipe Toledo)
Era eu um rapaz estranho, com ainda vinte e dois anos, procurando alguma forma de recuperação, depois da maior perca de minha vida. Saia de casa, noite fria onde só … Continuar lendo
Ecos (Pétrya Bischoff)
Banhava-se no alaranjado chiaroscuro que é a noite de débeis luzes artificiais. Havia dias, a pressa pela última condução a fazia arfar em taquicardia. Não só a pressa, é bem … Continuar lendo
Meu querido, e amado, medo (Wallace Martins)
Medo. Oh Medo! Porque diabos te desejo? Tão alucinado se torna meu anseio, Que me desespero! Posso-lhes afirmar que a vida é engraçada e cheia de reviravoltas! Irei … Continuar lendo
Nas Entranhas de Ceres (Victor O. de Fariar)
Cristais de quartzo absorviam a luz solar distante e ressoavam através do vidro panorâmico superior, transmitindo calor e energia ao complexo. Desciam lentamente pelas paredes hexagonais da cúpula, banhando seres … Continuar lendo
Crisálida (Jefferson Lemos)
Quando jovem, eu buscava uma explicação – ou qualquer outra coisa – que pudesse justificar o sentimento de solidão que crescia internamente. Uma sombra negra se apossando das cores de … Continuar lendo
Próxima Parada: Estação das Desgraças (Rubem Cabral)
1. José Um versinho inocente fora pichado num muro recém-pintado de branco. O ônibus 606 passou sacolejando defronte e o passageiro X o leu: “Queijo do Alentejo, gostoso como um … Continuar lendo
Roda Mundo, Roda Gigante (Claudia Roberta Angst)
A noite mal começara e a lua crescia no céu de verão. Bianca não sabia o que estava fazendo ali. De mãos dadas, sorriso no rosto, comendo pipoca fria. Pedro … Continuar lendo
Pato Manso (Evandro Furtado)
Pato manso Oh, pato manso Se for nervoso É porque é ganso! Havia certo ar de intranquilidade na vizinhança por aqueles tempos. Época de quaresma. As ruas se esvaziavam … Continuar lendo
O Futuro Desfeito (Tiago Volpato)
— Nove e oitenta —disse a moça e ele instintivamente colocou a mão sobre o bolso da calça. “Ótimo, ainda está aí”, pensou enquanto sentia um ligeiro formigamento tomar conta … Continuar lendo
Doce Tango Argentino (Ana Paula Lemes)
Tanto medo de encarar Em outra face, Um novo eu Como quem vive a delatar Meus segredos Em um museu. Aberto à visitação Em um fim de domingo Sonhos ressentidos … Continuar lendo
Crônica de uma morte anunciada – Gabriel Garcia Márquez
Para quem enxerga Gabo como um abismo assustador, eis a chance de se atirar do precipício.
Efebofobia (Rogério Germani)
Talvez eu já esteja morto quando este mapa de infortúnios estiver tatuando amargas lembranças em seus olhos, curioso leitor. Mas, acredite, os relatos macabros que, de agora em diante, irão … Continuar lendo
O Poema das Árvores (Fabio Baptista)
ABRIL DE 2015, CAPITAL, SESSÃO #1 — A primeira vez? Olha, não lembro a idade exata, mas devia ser quatorze, ou no máximo quinze. Fui praticamente a última da … Continuar lendo
Vidas Sem Rumo – Resenha (Gustavo Araujo)
Esqueça John Green, Stephanie Meyer e clones afins. O livro que todo jovem deveria ler é de uma autora chamada Susan E. Hinton. Foi escrito em 1967 e se chama … Continuar lendo
Regulamento Desafio “Fobias”
I – Das Disposições Gerais e da Inscrição 1) A participação no Desafio “Fobias” do EntreContos é totalmente gratuita. O Desafio é voltado a ESCRITORES que orgulhosamente sejam também LEITORES. 2) Os … Continuar lendo
Sumiço da Lua (Paulo José Pires)
Há alguns dias olhei pro céu .E daí ? Todo mundo olha. Tinha alguma coisa de estranho ou tava estranho ou tava estranho por não Ter a coisa. ’Cê tá … Continuar lendo
Sentimento (Vinícius Camara)
Os dois tinham quase a mesma idade. Foram casados por muitos e maravilhosos anos. Tinham filhos e netos. Tinham irmãos de sangue, irmãos de sentimento e irmãos que nem sabiam … Continuar lendo
Capitães da Areia – Jorge Amado – Resenha (Gustavo Araujo)
Em 1937 o Brasil estava às portas do Estado-Novo. Vivia-se no mundo à época uma divisão ideológica profunda e mesmo em terras tupiniquins as diferenças de parte a parte se … Continuar lendo
Reencarnação Sintética (Alan Cosme Machado)
– “A consciência vai além do nosso cérebro”, me disse um homem que acreditava em alma. Um fato que concordo plenamente, apesar de por outros motivos. Nossa personalidade não se … Continuar lendo
Beleza Fantasma (Anorkinda Neide)
A lua incitava ao passeio múltiplos guizos iludiam os tementes em receio A calma dela em rosto alvo, resplandecia noite de agosto A escuridão e o frio eram-lhe companhia mistério, … Continuar lendo
Anastácia (Roberto Noir)
“Mas quando a morte conduzir-te a sepultura Tirar todo o seu talento e formosura O teu orgulho em pó reduzirá” José M. Lacerda, “TALENTO E FORMOSURA” … Continuar lendo
Mercado da Alma (Sidney Muniz)
Neste quarto frio e úmido sobrevivo Na epiderme de um disfarce pífio No inverno de braços incógnitos Na veracidade de um mundo sombrio Busco a moeda sórdida que mal … Continuar lendo
Mergulho (Simoni Dário)
Naquele momento éramos apenas eu e ela, eu, e a natureza blindada por uma beleza resfolegante. Uma brisa mansa, e na minha frente o meu amado me convidando para comungar … Continuar lendo
Noite do Dia (Vitor Leite)
Noite do dia Vida sem espaço para a imaginação, onde só cabe a poesia. Sou casa, o teu espaço, desarrumado, baralhado, transformado em nós. Sou vazio preenchido, boca beijada, olhos … Continuar lendo
Poesia (Cácia Leal)
A esfera desliza, movimenta-se frenética sobre o papel, linha após linha. Rabiscos que ganham forma, moldam sentimentos indizíveis, defloram a folha virgem até alcançar a alma. E assim vai-se … Continuar lendo
Um Anjo na Terra (Alexandre Leão)
Vejo um anjo passando na rua… Todo povo sem entender. “Que faz um anjo na terra?…” Ninguém sabia dizer. Vejo o anjo prosseguindo Sorrindo, sempre a cantar. O povo sem … Continuar lendo
Máscara (Roberto Noir e Sharon Ligian)
A verdade que ocultas em teu pensamento responde À realidade de algo que em tua vida é ficção Talvez seja algo perigoso o suficiente Para destruir tua alma e teu … Continuar lendo
A Entrega (Claudia Roberta Angst)
De repente, o querer torna-se vendaval Desses que arrancam raízes e razões O encontro acontece como deveria ser Plena descoberta em oceano de emoções Sem separar o que invade pele … Continuar lendo
Morte (Leonardo Jardim)
Dor Dúvida Angústia Saudade Uma dor intensa Por não sabermos o motivo Por não termos uma explicação Para a perda que parece eterna A dor nunca cessa Apenas … Continuar lendo
Vulcão Inativo (Fabio Baptista)
Nunca vi um vulcão em erupção. Pedras de fogo voando, explosão e estrondo, magma escorrendo, cinzas cobrindo o azul, calor e Sol escurecendo. Espetáculo belo e tétrico, da natureza expelindo … Continuar lendo
Um Bocado de Saudade (Anorkinda Neide)
Paredes corrompem os desejos e eu me jogo contra elas perdida entre obediência e a satisfação arbitrária Depende das horas mortas o que extraio delas rendida por uma paixão Correntes … Continuar lendo
Apologia ao Ódio (Wender Lemes)
Odeio os moderados! Odeio tudo que torna a vida medíocre! Odeio quem apanha e se cala, quem não chega a odiar, quem acha chicória amarga – mas engole! Odeio a … Continuar lendo
Fumo (Vitor Leite)
À espera sei lá de quê, talvez nada, numa mesa redonda para as ideias não pararem. Entre os dedos, um cigarro que não vai à boca. Esfumasse, acaba no fumo, … Continuar lendo
Será (Neusa Fontolan)
O que é esta coisa que sinto? Esta certeza de que vivi onde seres míticos acrescem maior beleza em um mundo fabuloso Onde os seres deste mundo gargalham ao deslizarem … Continuar lendo
Conexões (Victor O. de Faria)
Parte 1 – Terra Estrelas distantes, luzes tênues… Poderia um simples olhar conter seu esplendor? Que lástima ao pensar, anos-luz de distância, Uma civilização morreu envolvida em terror. Este … Continuar lendo
Espelhos da Sedução (Sidney Muniz)
Seu reflexo no espelho, espelho seu… Os olhos que te enxergam, são os meus… O reflexo do brilho de tua alma, só teu… Reluzente a bronzear o seu corpo, seu … Continuar lendo
Momentos (Jowilton Amaral)
As cadeiras vermelhas, De um bar sem cor, Sustentam quarenta anos de mim. Nos momentos de silêncio, Entre um cigarro, um gole de cerveja, Uma dose de conhaque e um … Continuar lendo
O Caso da Rosa (Carlos Henrique Gomes)
… as únicas flores que todo mundo tem certeza de conhecer. Katherine Mansfield A campainha tocou. Era Ângela chegando, sempre atrasada. Todos já estavam no quintal, em volta da … Continuar lendo
Armazém Nove (Marco Antônio)
Vazamento de água. Basta uma brecha pra ela invadir, a água é foda, rapaz. Ela acha a saída, por menor que seja, ela sempre passa. A água invade, basta uma … Continuar lendo
A Queda (Fabio Baptista)
Lúcifer, Estrela da Manhã, distraiu-se por alguns instantes, segurando a manopla de combate em frente ao rosto. Contemplou todas as nuances e detalhes da luva prateada que refletia o azul … Continuar lendo
A Leoa Edêntula (Jowilton Amaral)
Nota do autor: Este foi um dos contos que escrevi depois da leitura do livro o Lobo da Estepe de Hermann Hesse. Escrevi com o intuito de enviá-lo a um … Continuar lendo
Last but not least (Rafael Sollberg)
A saideira é uma espécie de Santo Graal. Ela é inalcançável, inatingível. É um sopro de esperança para um bêbado desolado e solitário – apesar de acompanhado. Ela reluz sobre … Continuar lendo
Sangue e Saudade (Alexandre Leão)
De rubro tingiu-se à tarde, A noite descendo calma; De sangue banhava a cena, Negra, tornava minh’alma. Ouviu-se distante, a cigarra, Canção funesta, enfadonha. Aquela que amo, tão longe, … Continuar lendo
O Temor de um robô (Jefferson Lemos)
Hoje fui capaz de vislumbrar o passado E por um momento fitei a existência transgressora Havia carne nos ossos e circuito nas mãos Eram todos felizes e pareciam pessoas … Continuar lendo
Tudo Aquilo (Ricardo Falco)
Eu hoje me dei conta de que não consigo mais chorar. As cartas, certamente surpresas, não mais podem me encarar; não entorto mais suas linhas, devagar; nem rego … Continuar lendo
Mariposa (Roberto Noir)
Um enorme vulto voador voa na madrugada Rompendo o silêncio noturno de forma repentina O bater de suas asas é uma sonora pancada Que acorda até os mais íntimos da … Continuar lendo
Coração de Papel (Pedro Luna)
Estava perdido em um espaço em branco Sem nunca enxergar uma saída Um dia encontrei uma trilha de letras E então as palavras libertaram a minha vida Hoje eu rabisco … Continuar lendo
A Luneta Mágica, de Joaquim Manuel de Macedo – Resenha de livro
212 páginas L&PM Pocket Simplício, personagem possuidor uma severa míopia fisica, extende-se sua deficência a até sua moralidade, onde incapaz de lulgar por si só a índole e o caratismo … Continuar lendo
Vadinho (André Albuquerque)
O ônibus estacionou, ao final da viagem de dez horas. O relógio do terminal rodoviário marcava cinco horas e vinte minutos. Os passageiros desocupavam o carro, alguns ainda sonolentos, sem … Continuar lendo
Tortura (Cilas Medi)
Está amarrado e amordaçado. Suando em bicas. Por duas vezes aqueles dois mastodontes entraram e, não precisariam, mas, o fizeram obrigar a tomar água pelo canudinho, cujo furo, mínimo em … Continuar lendo
O Caso da Injeção (Carlos Henrique Gomes)
Prefiro acreditar que na minha família a união é diferente! Resume-se numa aglomeração de gente na casa dessa ou daquela vó sob qualquer pretexto de festa. Nada de ajudar uns … Continuar lendo
A Morte não pede carona (ela entra, senta e se aconchega) – (Jefferson Lemos)
Desculpe-me pela história resumida, mas os baixos níveis de oxigênio não me permitem extravagâncias. Afinal de contas, o ser humano tem dessas coisas. A morte iminente nos assola, cercando como … Continuar lendo
Menino Levado (Alan Cosme Machado)
Suas forças estavam acabando e a ajuda estava longe de chegar. Homens da alta sociedade passavam por ela em suas carruagens luxuosas e fingiam não a ver. Quando um deles … Continuar lendo
Murânio e o Gigante (Marco Antônio)
Ele ia seguindo para onde o ônibus ia, porque quando se está dentro de um ônibus é assim, você segue um caminho determinado pela cidade, pelo tempo todo em que … Continuar lendo
Corrente (Victor Leon)
Não sabíamos de nada, mas eu e minha irmã tínhamos lido um texto na noite passada, que dizia: “Se este conto for lido, às 00:00 em ponto, Basuruk aparecerá para … Continuar lendo
O Mestre (Leandro Cefali)
Estou extremamente perturbado com esta maldita situação, não entendo absolutamente nada do que está acontecendo comigo. Olho, não enxergo e sinto apenas um frio infernal que domina todo o meu … Continuar lendo
Receita (Regiane Folter)
Pisque duas vezes. Respire. Não se esqueça de respirar. Deixe que cada batida do seu coração aconteça, mesmo que cada uma tenha um ritmo próprio, que seja uma composição desordenada. … Continuar lendo
Semeadura (Elício Nascimento)
Agostinho, ao fim da sua masturbação mental, diz a si no meio da vigésima dose: “A vida não tem sentido sem minha Zefa… Ela é o cume e o precipício … Continuar lendo
de Paz (Högen Nicht) (Vinícius Aureliano)
O violão é tocado. Simples e concreto. Os dedos brincam com as cordas como se o mundo os pertencesse. As notas flutuam pelo ar sem direção. Como se já não … Continuar lendo
Tonin (Neusa Fontolan)
Antônio Cruz de todos os Santos, vulgo, Tonin, estava exatamente como todos os dias, esparramado em sua rede que ficava pendurada no meio do pequeno quarto, do casebre onde morava … Continuar lendo
Ciclos (Victor O. de Faria)
Gotas escorriam pela janela da sala, enquanto a pequenina sonhava com um universo de perguntas. A bola de pelos ronronou em seu colo. — Pai, por que o céu tá … Continuar lendo
Numa Floresta de Borboletas Mudas (Nina Spim)
Às vezes, Amélia sonhava com borboletas. Sonhou, um dia, que uma borboleta laranja tinha pousado na mão da Dona Mudinha, que se ria toda. Dona Mudinha morava no final da … Continuar lendo
Fabio Baptista
Fabio Baptista nasceu e cresceu (bom… crescer é modo de falar, porque parou nos 1,67) em São Paulo, cidade que odeia nos dias úteis por causa do trânsito e nos … Continuar lendo
Resultados do Desafio Multi Temas
Caros participantes, amigos e curiosos de sempre. Seguramente, um desafio que exigiu muito da criatividade de nossos autores e leitores. Bem lembramos que os temas e limites foram sugeridos pelos … Continuar lendo
A Strange Duel (Thiago Lopes)
I remember it clearly: first I heard the clicking of spurs, then came the imposing figure―skin tanned by the Brazilian northern sun, gray eyes, a leather hat and a prophet’s … Continuar lendo
I Think, Therefore I am (Pétrya Bischoff)
It’s not like dreaming. I don’t see images or hear voices—I feel. I feel sharply. At this moment I cannot hear myself speak, but I feel all the eloquence of … Continuar lendo
Votação – Multi Temas
Caros participantes, Agradecemos mais uma vez a presença de todos por aqui. O desafio multi temas produziu 39 (trinta e nove) contos com diversas abordagens e limites. Às regras da votação, então. … Continuar lendo
O passado é um viajante das estrelas (Bia Machado)
“Eu estava esperando por você, papai!” Abriu os olhos ao escutar a frase que parecia ter sido sussurrada em seus ouvidos. Deparou-se com a imagem lunar diante de si, … Continuar lendo
O Invencível Joe (Thales Soares)
Minhas pernas tremiam. Mas não de medo, e sim de ansiedade. Eu estava diante dos portões da mansão Wyncham. A família Wyncham possui forte influência na cidade. Mais que isso. … Continuar lendo
Um Estudo em Nunca Fui Santa (Fabio Baptista)
I – Nos Embalos de Sábado de Manhã Sherlock Holmes estava particularmente calado naquela ensolarada manhã de Sábado. Tentei puxar assunto duas vezes durante o desjejum, comentando, em uma das … Continuar lendo
503 (Felipe Moreira)
“Boa tarde, Ícaro. O Chrome tem uma novidade para você”. Ele bufou quando interrompido. Demonstra ser algo habitual. Não seria necessário iniciar qualquer análise para sentir a tensão ao volante. … Continuar lendo
Ás de Espadas (Carlos Henrique Gomes)
A graça é jogar, não importa o que você diz eu não tenho a sua ganância, a única carta que preciso é o Ás de Espadas Ace of Spades – … Continuar lendo
A Junção (Ricardo Falco)
Ernesto acordou encharcado de suor. Não lembrava os detalhes, mas o pesadelo desta vez pareceu-lhe mais real do que o normal. Sentou-se ainda a olhar em volta, como se quisesse … Continuar lendo
Passagem (Maria Santino)
Arigó, de nascimento: Cícero Sant’Anna, respondeu prontamente à voz surda que só ele ouviu. — Tô indo, meu pai! E num movimento brusco, despertou. Não de todo. Na mente embaralhada … Continuar lendo
Meu Querido Pai (Pedro Luna)
Nuvens cinzentas e mal encaradas escondiam o sol do meio dia e anunciavam que vinha muita chuva por aí, mas Téo não se apressou no caminho feito entre a escola … Continuar lendo
Brasil em Cor-de-Rosa Choque (Fil Felix)
Abrindo Arquivo Multimídia da TV Aberta Brasileira. Pasta: Brasil em Cor-de-Rosa Choque. Episódio: #347 # # # Brasil, 27 de Novembro de 2099. Sexta, 20h. – Boa noite queridos telespec-choques! … Continuar lendo
Azarão (Wender Lemes)
Meu cavalo tentava achar algum vestígio de grama entre pedras e pegadas na entrada de Alcázar. Não, não falo do castelo Sevilha, falo de uma casa empoeirada na periferia de … Continuar lendo
Malaika (Cácia Leal)
Tudo começou em uma noite de outono como qualquer outra. O frio já se mostrava, ainda que discretamente e à prestação. Minha mãe ralhava comigo porque, mais uma vez, eu … Continuar lendo
O Fantasma da Pracinha (Leonardo Jardim)
Gritos infantis de alegria e medo ecoavam em seus ouvidos. O aroma de pipoca salgada com muita manteiga impregnava seu olfato. Os olhos procuravam ao redor na multidão aquele que … Continuar lendo
Desforra (Maurem Kayna)
– Estamos tentando há quatro meses. Murilo tá ficando grilado, acha que devemos fazer uns exames, já falou em adoção até. – Mas quatro meses não é um tempo pra … Continuar lendo
Lembranças Bordadas em Preto e Vermelho (Rafael Magiolino)
Arnaldo sentou-se ao balcão no exato momento que os ponteiros do relógio marcavam dez horas. Pretendia chegar no cabaré antes das nove para encontrar um bom lugar, mas tanto a … Continuar lendo
A flor do hibisco amarelo (Swylmar Ferreira)
Ainda afastada pelas fitas amarelas e pretas do corpo de bombeiros, Lívia observa o que um dia foi uma casa, mais precisamente a sua casa. As colunas de fumaça que … Continuar lendo
Ana Cristina Cesar (Eduardo Selga)
Vivo a lhe escrever uma carta que, tenho certeza enquanto fumo e desarranjo levemente as ondulações de meu cabelo, nunca chegará a termo ou, quando muito, não tão cedo, prezado … Continuar lendo
Janelas Abertas (Anorkinda Neide)
Tarde nublada, um vento leve e morno viaja pelo jardim, movimenta as folhas de um arbusto. Pressentindo-o, uma borboleta levanta vôo em busca de paragens mais seguras. A brisa encontra … Continuar lendo
Cicatrizes Mal Formatadas (Rafael Sollberg)
Se até o sol cai no fim de cada dia, não vejo o motivo de tanto alarde ao meu redor. “Ele também se levanta”, diria Hemingway. “Claro”, concordaria em inglês … Continuar lendo
Mundo Paralelo (Vitor Leite)
As pernas esticadas debaixo da mesa, os pés na areia, olhos fechados e face voltada para o céu. Ouço, mais uma vez, que a inspiração não cai do céu. Sim, … Continuar lendo
A Rua das Assombrações (Jefferson Reis)
Havia aquela rua no final do bairro, próxima ao pasto íngreme que ficava pantanoso conforme o declínio. Era verão, e a chuva deixara de cair somente nos fins de tarde … Continuar lendo
Utopias (Pétrya Bischoff)
Nutria-se das lembranças de longínquas tardes outonais. As folhas estreladas das imponentes árvores há muito haviam perdido o verdor de fevereiro, que ameniza os dias calorosos. Adquiriam, no momento, aquela … Continuar lendo
A Pós (Claudia Roberta Angst)
Às vezes, tudo o que você quer é um abraço. Um aconchego morno, um acalmar de sentidos, um toque pacificador. Não mais, não menos. Apenas isso: terminar nos braços da … Continuar lendo
Sfortuna in Famiglia (Simoni Dário)
Ela era filha de Miguel e Maria Bronzatto. Trabalhava na lavoura até pouco tempo, junto com seus pais. Eram épocas difíceis na Itália. Amabile tinha se despedido de muitos amigos … Continuar lendo
Beth Mann & Robin (Rubem Cabral)
Houve um dia a Faerie, e Titânia, e o poderoso Rei Oberon, e unicórnios, e fadas, e todos os outros seres que habitavam tal terra literalmente fabulosa. Um mundo além … Continuar lendo
O Alimentador de Lobos (Jowilton Amaral)
Ele era assíduo de um lugar bem inusitado para um homem da sua idade. Uma lanchonete chamada Chris Burguer, frequentada por jovens estudantes universitários, roqueiros cabeludos vestidos de preto e … Continuar lendo
Fábula de destruição e caos (Tiago Volpato)
(i) Prenda a respiração e… Atire. Exploda a cabeça. Recarregue. Respire. Atire. Exploda a omoplata. Recarregue. Atire e exploda o torax e recarregue e respire e escolha o próximo alvo. … Continuar lendo
A vassoura também se levanta (Rodrigues)
As naves vinham pelo alto. Surgiam no horizonte como por mágica, redondas e verdes. A multidão apinhou-se na estação Levyx7. Os aerotrens chegavam lotados e as pessoas enchiam as plataformas. … Continuar lendo
Curto Circuito (André Luiz)
“Quem quer riso, quem quer choro Não faz mais esforço não E a própria vida Ainda vai sentar sentida Vendo a vida mais vivida Que vem lá da televisão” A … Continuar lendo
Devaneios Improváveis – Segunda Antologia EntreContos
Segunda antologia do blog, reunindo os contos campeões e outros que se destacaram nos desafios literários mais recentes — “Faroeste”, Tema Livre, “Bruxas”, “Música”, “Cinema” e Criaturas Fantásticas” –, a coletânea … Continuar lendo
O Último Pôr do Sol de Outono (Victor O. de Faria)
Olhos na escuridão, dotados de um brilho incomum, a estudavam. Rochas úmidas ao seu redor completavam a estranha sensação. A única luz disponível incidia sobre um corvo parcialmente cinza, na … Continuar lendo
Viagem (Neusa Fontolan)
Como vim parar aqui? Que lugar é esse? Foi o que me perguntei naquele dia. Olhava em volta e via o paraíso! Sob meus pés uma areia branca e tão … Continuar lendo
Workaholic (Marquidones Morais)
As mãos dançavam sobre a mesa de forma ordenada, os passos dos dedos muito bem direcionados. Hora pegavam papéis, hora digitavam. As pilhas de papéis amontoadas sobre sua mesa em … Continuar lendo
Ex Nihilo Nihil Fit (André Lima)
O homem com uma cicatriz nas costas se afastou do grupo. Estava pensativo. O poder de decisão não é algo fascinante? Pensou… Mas não da forma que o homem pensaria … Continuar lendo
A Herança de George (Alan Cosme Machado)
Quando o testamenteiro abriu o livro de registros eu pude sentir todos os membros da família que abriguei a gerações prenderem a respiração. Eu vi todos eles correrem quando infantes … Continuar lendo
Colifrenia (Jefferson Lemos)
A lua auspiciosa borrava a escuridão que se esgueirava pelos cantos gradeados. Os dedos graciosos que roçavam as barras de ferro, tamborilavam um som baixo, quase inaudível. Na cabeça da … Continuar lendo
Ele iria (Karla Kelvia)
Um dia, ela sabia, ele iria. Ele tinha que ir, não era dali. Tinha um brilho nos olhos e asas nos pés. Era talentoso, carismático, bonito, doentiamente bonito. Claro que … Continuar lendo
Tempo Inconstante (Vitor Leite)
Acordei, não sei com quê… Ao lado da minha cabeça, os números vermelhos do relógio diziam 3:21. Repeti-os, mentalmente, três dois um e acrescentei inconscientemente o zero. Mas nada aconteceu. … Continuar lendo
Regulamento Desafio Multi Temas
I – Das Disposições Gerais e da Inscrição 1) A participação no Desafio Multi Temas do EntreContos é totalmente gratuita. O Desafio é voltado a ESCRITORES que orgulhosamente sejam também LEITORES. … Continuar lendo
Nos Umbrais (Anorkinda Neide)
(Dilacerado sem sorte) Atravessamos vários problemas, mas jamais nos separamos, Antonieta e eu… Mesmo atravessando diversos umbrais, a presença dela me fortalece e de seu lado, andar comigo dá um … Continuar lendo
Espectro (Carlos Henrique Gomes)
Parecia uma centelha perdida brilhando perto da porta do quarto. Não senti medo; era uma luz azul turquesa, tranquila, bonita. Fiquei hipnotizada pelo brilho de pedra preciosa, pela sedução da … Continuar lendo
Em São Paulo com um grito na garganta (Tânia Casella)
Nauseabunda tarde aquela! Não, contar não é fácil. Tampouco impossível. Enrolo. Sim, porque me enfastia o final da história. Deambulando pelo Centro Velho de São Paulo seus olhos-câmera o focaram: … Continuar lendo
Le mademoiselle (Jéssica Stewart)
O sol transbordava toda a sua fúria presenteando os transeuntes com um calor escaldante de meio dia, todavia não era o suficiente para aquecer o coração da jovem. Sua pele … Continuar lendo
O Meu Amigo (Lucas Formaglio)
O barulho da campainha me tirou da cama. Caminhei. Pisando errado, dominado pelo medo. Quem seria? Passei pelo cachorro que, como eu, de vivo já não tinha nada, um enfeite … Continuar lendo
Claris Loira Mor (Alex Martins)
É a minha falta de habilidade social que me faz ficar aqui escrevendo… Cláris, a loira mor, foi a primeira loira que me chamou a atenção, foi na sexta série, … Continuar lendo
Não posso conhecer você (Marcos Perini)
Já faz algum tempo que lhe conheci. Foi algo totalmente casual, bem sabemos. Ambos estávamos navegando pela Internet, vendo informações interessantes, banais e até mesmo tolas. Eis que numa determinada … Continuar lendo
Encapsulado (Jefferson Lemos)
Sentado nesse chão acolchoado, olhando para as paredes brancas e macias que me cercam, lembro-me dela… E da vida que seu sorriso incutia no meu dia-a-dia. O cheiro de lavanda … Continuar lendo
A Carta de Odete (Jowilton Amaral)
Carta de Odete R. Falconi. “Meu caro amigo Pedro, preciso lhe falar da minha angustia, da minha dor e tristeza. Não confio em mais ninguém, ao não ser em você. … Continuar lendo
A Guerra dos Cinquenta Anos (André Albuquerque)
Anjinha no tanque de roupa, a esbravejar. No varal colorido, o ódio multicor em desacato ao vento. No fogão, o assado queima em repulsa e raiva. Brasas temperam em fogo … Continuar lendo
Escória (Edivana Berganton)
No começo eu era um deles! Levantava de manhã e fazia minhas abluções. Um beijo na esposa e um abraço no filho. Horas no transporte público e horas mortas, todos … Continuar lendo
Joãozinho Faz de Conta (Sidney Muniz)
João era um rapazinho curioso. Suas feições eram magníficas. Bem, preste atenção no que disse; ele não era belo, mas sim magnífico, como uma obra de arte, onde até mesmo … Continuar lendo
Minha ex-tranha namorada (Carlos Henrique Gomes)
Eu já entreguei meu coração Alguém já me teve na palma da mão Motorocker Maria Eduarda me conheceu num barzinho sinistro na parte divertida da Rua Augusta. Ambiente escuro, … Continuar lendo
E aí, já casou? (Alex Martins)
E AI JÁ CASOU? E aí, já casou? Por que não? Um dia você casa. Sempre o mesmo: já casou? E ai, já casou? Só se existe completo … Continuar lendo
Meu Gênesis (Anorkinda Neide)
Pela mão do anjo, eu vim aninhar-me e formar-me num fluxo criador. Moldar um corpo material, desde suas primeiras células, união feminino/masculino, gametas do amor. Tudo em muito parecido com … Continuar lendo
Superman Prog Rock (Alan Cosme Machado)
Não queria ir para aquela consulta com o psicólogo, mas tive que aturá-la. A outra opção era a cadeia. Sempre achei que psicólogo era coisa de maluco, e eu não … Continuar lendo
Fortalezas (Miro Messa)
Este mundo é engolidor Nos causa um temor desconsolável. Parecemos tão babacas e covardes Quando abrimos o coração por completo. É tão difícil pegar-se sonhando Com tudo aquilo que … Continuar lendo
Atrás da Névoa (André Luiz)
-1- BREVE HISTÓRIA O jovem entrou no consultório do hipnólogo na intenção de curar-se de feridas do passado. Cicatrizes imensas na alma e na pele, que roubaram seu sossego … Continuar lendo