EntreContos

Literatura que desafia.

Ideia (Vitor Leite)

O espaço era escuro e sem qualquer referencia de em cima ou em baixo, esquerda ou direita. Sem cor e sem gravidade parecia um local ausente, um qualquer não-sítio, sem qualquer matéria. Ninguém sabia qual a sua companhia, se existia sequer algum vizinho. Somente a respiração, por vezes, deixava algumas pistas de outras presenças embora o movimento de ar quente, e, o som não deixassem muitas pistas. No entanto, nunca se conseguia perceber quem era ou o que estava ao nosso lado, masculino? feminino? Frequentemente aquele ambiente era detestável, pelo cheiro e pelo escuro. A presença no vazio nunca é confortável.

O silêncio acabava numa voz mecânica e metálica a acompanhar uma imagem holográfica, uma luz material na escuridão, bluf, onde menos se espera surge, bluf.

– Next, próximo… next, última chamada, próximo.

Desconhecia-se quem controlava a ordem de atendimento, mas o holograma aproximava-se de cada um de modo a não haver qualquer confusão na espera do atendimento. Longe iam as filas de espera tão famosas no passado.

– Quem é você? Fale pausadamente para registo!

– Sou uma ideia de um escritor.

– O que pretende? – respostas curtas acrescentava aquela voz imaterial.

– Ele solicitou-me palavras ou letras ou…

– Ou ou ou… Isso não existe na minha base de dados! Só pode ser uma coisa ou outra, entendido?

– Claro, peço desculpa mas é a primeira vez!

– Não vamos perder tempo com questões paralelas, por favor reformule o seu pedido!

– Muito bem.

– Aguardando nova solicitação.

– Será melhor levar letras e ele depois fará as palavras…

– Última chamada, por favor faça a sua solicitação de um modo nítido!

– Pretendo levar letras – L E T R A S! – Soletrou pausadamente.

– Em que estado as pretende?

– Como?

– Repito, em que estado pretende as letras? Sólido, liquido ou gasoso?

– Hum?!

– Tem três opções em resposta ao seu pedido, por favor, faça a sua opção rapidamente.

Naquele momento aquela ideia sabia que era o centro de atenções no meio daquela escuridão. Tinha deixado a cabeça de um escritor para encontrar as palavras certas para o seu autor desenvolver aquele livro que não queria ser acabado. Mais um por acabar! Um autor perdido entre cigarros, espaços escuros e sujos, esvaziando copos junto de pessoas, bem, na verdade, mais animalescos que pessoas.

– Última chamada, por favor, responda de modo nítido: estado sólido, liquido ou gasoso? – aquela voz saída da luz sem brilho, era uma massa palpável e viscosa, e continuava, Última chamada…

Rapidamente tinha que pensar: como seriam letras em estado sólido? Certamente impressas num papel cinza, fino e sem qualidade ou mesmo desmaterializadas num computador qualquer. Não seria uma boa opção! Muito menos em estado gasoso, distraído como é aquele escritor, em menos que um instante mistura as suas letras com o fumo dos cigarros que consome consecutivamente. Acendendo uns nos outros, uns menos legais que outros… Bem, também não é uma boa opção! Passado um segundo desde o último aviso daquela imagem inexistente parecia ter decorrido uma eternidade, e, disparou rapidamente: Pretendo em estado líquido!

Como seriam palavras em estado líquido? Será que iriam pedir uma embalagem para levar as palavras? Viriam numa garrafa? Espero que seja bem diferente das garrafas de cerveja ou de vinho! Será por isso que aquela casa está cheia de garrafas espalhadas por todo o lado?

– Como pretende receber o pedido?

– Hum

– Repito, como pretende…

Que raio, pensava a ideia, a simplificação da vida é uma teoria, uma utopia. Tanta complicação! Na era da linguagem zero-um acabava por ser tudo muito mais simples! Meu Deus, como está este mundo!

De repente, ao lado daquele holograma surge uma outra imagem virtual em tudo idêntica à que estava a dialogar com a ideia do escritor.

– Quem é você?

No meio do escuro, uma voz ensonada responde: Eu?! Pois eu sou uma ideia de um músico.

– Que tipo de músico?

– Desses cheios de cabelo e com muitos dentes podres… com droga, mulheres e má vida! Ah! Ah! Ah!

– Por favor pode dar uma resposta mais óbvia?

– Vai pró…

– Desculpe interromper…

– Interromper coisa nenhuma! Para quê fazer perguntas? Vocês não dizem que sabem tudo! Que lêem os nossos mais íntimos pensamentos? Que somos um código de barras para vocês? Então para que perguntam?

– Desculpe mas chegou uma nova mensagem, muito provavelmente proveniente do seu músico. Confirmo! Posso ainda informar que o resumo do conteúdo solicita o cancelamento da sua tarefa. Adeus.

– OH! Não! E agora para onde vou? O que vai ser de mim? Tudo o que é volátil acaba por se evaporar…

– Mais algum pedido? Ei, ideia do escritor?

– AH! Eu! Desculpe mas estava distraída com a conversa do vizinho.

– Mais alguma coisa?

– Sim, queria ainda conteúdo para encher o espaço entre as palavras e as entrelinhas.

– Como? Pode ser mais preciso?

– Olha o meu autor, por vezes, sente-se pendurado no espaço, a girar infinitamente, distribui letras e palavras, umas a seguir às outras e não tem…

– Desculpe a interrupção, mas está a discursar e não percebo qual a sua solicitação!

– Pretendo levar alguma coisa para preencher o espaço entre as palavras!

– Entendido, mas encontra-se no local errado, daqui pode levar a matéria, como as letras, mas os conteúdos não!

– Mas…

– Os conteúdos são tarefa das ideias!

– Eu sou uma ideia!

– Vazia? Então cumpra a sua função!

– Ai nos tempos dos zero-um essa velha linguagem magnifica… vocês… vocês…

– Desculpe a interrupção, mas caso não tenha mais nenhuma solicitação.

– E o meu pedido?

– Já foi entregue. Será melhor dirigir-se rapidamente para o seu autor, não esquecendo que durante a digitação das palavras há um controlo da publicação pelo que deverá haver algum cuidado com o seu conteúdo.

– Só isto?! Acaba assim?!

– Poderá ser mais preciso na sua comunicação?

– Se o autor pretender reclamar? E onde posso ir tratar desses conteúdos?

– Somente uma questão de cada vez, por favor!

– OH! não!?

– Reclamação? Caso pretenda apresentar alguma reclamação deve enviar mail…

Continuou a explicar que apesar de haver sempre um controlo sobre toda a informação que se introduza no computador, mesmo que se apague antes de editado, a informação é sempre lida e registada. Sempre foi assim, não é novidade para ninguém. No entanto, para reclamar, será obrigatório endereçar um mail para o serviço correspondente.

– Relembro que é possível saber quais os seus pensamentos, mesmo esses mais escondidos que no escuro fazem corar de vergonha qualquer um.

– Se assim é, porque passas a tua não existência a colocar perguntas? Se consegues saber tudo…

– Uma questão de cada vez, por favor! Mas posso dizer que a conversa serve para relaxar os músculos dos que se encontram desse lado.

A ideia manteve uma postura algo anárquica, durante todo o discurso, procurando com o olhar as imagens virtuais distantes que se encontravam naquele espaço ausente de tudo.

– Sim, mas… Não! Esqueça! Quero correr para o meu autor, certamente está lá uma mão à minha espera.

– Lembro que pode estar sempre em contacto com ele…

– Sim, eu sei disso!

– Embora pareça que ele pretende livrar-se de si o quanto antes.

– Como? O que disse?!

– A sua materialidade em texto está para breve.

– Mesmo? Não será essa materialidade virtual? Será mesmo física?

– Relembro que essa coisa primitiva de materializar ideias continua inalterável desde o início da vida.

De repente a ideia eclipsou-se, o holograma deslocou-se rapidamente para a esquerda iniciando um novo diálogo.

– Quem é você? Fale pausadamente para registo!

 

Mensagem nova:

Acabou de morrer uma ideia no black market underground… O autor não continuou a ler, pousou aquele aparelho que não se calava com informações consecutivas de “mensagem nova”. Ainda hesitou, mas decidiu a virar costas e seguiu para o exterior a falar alto e sozinho:

– “Acabou de morrer…!” Ora! Como se acaba de morrer? Pode-se acabar de beber, de correr, de falar… Sei lá, pode-se acabar de fazer mil coisas! Mas, como se acaba de morrer? Como? Como se acaba de morrer? (Silêncio) Como?

Sem inspiração o homem encontrava-se na rua, em frente de um painel cheio de pontos luminosos onde via famílias sorridentes a entrar em veículos de asas pequenas, e, pessoas bonitas, sem qualquer gordura a engolir pequenas pastilhas de cores puras.

– Que estou aqui a fazer? – perguntou a si próprio – O que vou escrever? Como vou acabar aquela história? Começo outra e depois acabo esta? “Acabou de morrer!” ha ha ha… filhos da puta lembram-se da cada uma! Parecia-me tão boa aquela ideia e perdia… perdia… porque não gravei! Foda-se!

Quem se cruzava com ele afastava-se como se fosse um qualquer objecto mal cheiroso. Ele não percebia aquela bolha artificial que o envolvia e continuava com aquele discurso para si próprio. Ao seu lado parou um veículo azul, onde se levantaram duas passagens e saíram quatro vultos integralmente revestidos de laranja. Rodearam-no e antes que ele abrisse novamente a boca, dois deles encostaram o indicador no seu pescoço, e, como se o tivessem desossado instantaneamente ele caiu como se fosse uma massa de gordura gelatinosa. Era aquilo “acabar de viver?” Pegaram pelos seus membros e levaram-no para o veículo.

Nunca mais se ouviu falar dele. Como sou o autor deste texto posso dizer-vos que acabou entre quatro paredes a receber comida por uma passagem minúscula. O seu estado não permite dizer com certeza se estava preso ou em tratamento psiquiátrico. Muito menos se está vivo, se ainda é um homem ou se está transformado num animal. Por vezes, a sua voz passa pelas paredes, “Quem é você?”, “Quem é você?” talvez ainda se procure no seu próprio corpo na tentativa de encontrar qualquer ideia perdida naquele corpo esburacado pela vida.

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47 comentários em “Ideia (Vitor Leite)

  1. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Achei interessante o uso da metalinguagem. O texto está bem construído, não tenho muito a acrescentar. No que se refere a adequação ao tema, parece não ter se encaixado muito bem. Espero não ter sido injusto em minha avaliação, estas são apenas simples impressões de um leitor mais ou menos 😛

    Boa sorte.

  2. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Que maluco esse processo das ideias. Gostei dessa representação.

  3. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Não gostei. Achei cansativo, e não sei se chegou ao limite, mas parece que sim, talvez se fosse mais curto… E fiquei em dúvida quanto a se enquadrar no tema. De toda forma, boa sorte!

  4. Cácia Leal
    11 de agosto de 2015

    Achei “o” ideia bem legal!!!.. rs… criativo. Embora eu não creia que tenha muito de ficção científica. Gostei da discussão toda, brincando com as palavras, com o processo criativo. Além do quê, o texto está muito bem escrito, com poucos escorregões gramaticais.

  5. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O quarto sem referência é uma ideia parecida com alguns contos de Asimov, mas aqui a ideia é explorada de outra forma. O conto é uma espécie de metaconto, ou um conto sobre escrever contos. Foi o primeiro que vi por aqui, e ficou muito interessante, inclusive pode ser classificado como realismo fantástico. O conto é bastante literário e termina com questionamentos filosóficos, como Milan Kundera. Um conto profundo, de reflexão.

  6. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 4/10

    → Criatividade: 5/10 – É criativo, mas não agradou… provavelmente por se entender pouco.

    → Enredo: 4/10 – História bastante confusa e pouco envolvente.

    → Técnica: 5/10 – Tudo muito confuso e com erros que pioram tudo.

    → Adequação ao tema: 0/10 – Sem vestígio algum de ficção científica… eu acho.

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Achei o texto muito divertido. Uma idéia – tcharãããã – bem pensada, repleta de divagações interessantes sobre o que se passa na mente de um escritor, sobre o embate dos argumentos que surgem de ponto a ponto até que algum deles se sobreponha. O conto, nesse sentido, mergulha fundo na metalinguagem e, com muita ironia e sarcasmo, ri de todos nós, esforçados aspirantes, revelando-se uma espécie de espelho. Inteligente sem parecer arrogante. Um texto brilhante mas que de ficção científica nada tem – eis seu único porém relevante (dada a temática exigida pelo desafio) pecado.

    Nota: 7

  8. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Sólido oito. Adoro este tipo de textos “metafísicos” onde o que está em causa é a própria linguagem e as palavras. Encontro neles uma espécie de satisfação interna: e gosto de ver que há mais alguém como eu 😛

    A ficcão científica está devidamente assegurada pelo diálogo sensacional do holograma. As trocas são extremamente humanas e fáceis de idealizar. A trama, por se tratar de um texto deste género, peca por defeito. Mas isso nunca é o que está em causa em contos como este. O que conta é a mensagem. “Quem é você”! Bem jogado! Parabéns. =D

  9. Fil Felix
    11 de agosto de 2015

    Achei o conto confuso e também fora de FC, só com algumas passagens pra poder entrar na temática. O foco é sobre o mundo das idéias, mas que ficou um pouco estranho e repetitivo, sem se aprofundar muito. Se isso fosse exclusivamente do processador de um computador, dos bytes e programas, sem tantas características humanas, ficaria mais interessante. Acho.

  10. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Ideia
    Aiedi

    ஒ Habilidade & Talento: Bem, um tanto poético esse conto, não? A habilidade não está ruim, mas pode melhorar, ainda. O talento é que ficou difícil determinar… Será?

    ண Criatividade: A ideia não é original. A maioria dos escritores, nem que seja uma vez, aventura-se a fazer um texto semelhante. Não vi motivos para aplaudir…

    ٩۶ Tema: Como isso pode ser considerado ficção científica? Não há nada que realmente indique. Isso é tão confuso quanto a Ideia em si.

    இ Egocentrismo: Consegui apreciar a leitura. Sim, não está ruim. Mas não tem nada de especial, também.

    Ω Final: O leitor se depara com uma Habilidade razoável, mas o Talento permanece distante. A Criatividade é uma mera planta que não impressiona. O Tema é como o amor, deveria estar presente, mas não está. O Egocentrismo, porém, sabe dividir as coisas e apreciar o que deve ser apreciado.

  11. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Cara,a a ideia (kk) do conto foi bacana, mas confesso que a execução cansou um pouco. Os diálogos um pouco repetitivos e travados não deixaram o conto correr. Ao final, o conto muda de rumo, mas confesso também que não compreendi bem o que aconteceu. Eu encurtaria o diálogo entre a Ideia e chatíssimo organismo burocrático. rs

  12. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Sua narrativa é boa, me prendeu do início, entregando algo diferente do que eu esperava. Não reparei em muitos erros de revisão.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Sua ideia foi muito interessante, só achei o final um tanto estranho, especialmente a parte em que o narrador conversa com o leitor. Não achei que falar sozinho na rua fosse suficiente para que alguém fosse preso ou levado ao sanatório, e também não ficou claro se era ou não um comportamento recorrente, ou se as regras dessa sociedade eram diferentes.

    3 – Criatividade (2/3)

    Foi criativo mostrar o processo de chegada das ideias, o final apenas me decepcionou um pouco.

  13. Marcos Miasson
    10 de agosto de 2015

    Boa idéia. Original. Tem uma barriguinha no momento em que os demais diálogos se confundem, mas tem bastante potencial. Boa sorte!

  14. Thales Soares
    10 de agosto de 2015

    Caramba, Aiedi… sinto-me como se eu tivesse acabado de fumar uma daquelas paradas bem doidas mesmo…

    Seu conto é totalmente insólito, criativo e bizarro.
    Gosto muito de contos assim. Todavia, achei que a história como um todo foi muuuuuito abstrata, até mesmo para os meus padrões. Não houve uma linha firme ao qual a narrativa caminhou, o que acabou me deixando muito confuso em certos momentos…

    Mas no geral, a maluquice apresentada aqui me agradou. Gostei da ousadia do autor.

  15. mariasantino1
    9 de agosto de 2015

    Que coisa! Esse conto começou muito insólito, passando para o surreal e deu medo desse final igualmente surreal. A narrativa é boa (sotaque do além mar, creio eu), e as divagações me fizeram ficar regurgitando momentos e momentos. Achei a sacada fantástica, o modo como você descreve o vácuo, o vazio do mundo imaterial do pensamento e fluxo de sinapses, e quando vem a perda da ideia e o escritor se pergunta o motivo de não tê-la gravado, fez pensar em todas as ideias perdidas e contos não concluídos (muito boa essas pontes). E a outra, a ideia do músico quando soube que sua função foi abortada e se perguntou “e agora?” Puxa… foram belas sacadas aí. Curti, refleti, achei sagaz, agradável, mas confesso que esse final me soa brusco e, por questão de gosto, não curto quando se fala com o leitor (mas há exceções, claro) Enfim, acho sim que está dentro do tema, mas eu só curto ler algumas coisas do gênero, não sei nada de nada.

    Boa sorte no desafio.

    Nota:8

  16. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Nossa, que complexidade bonita e simples ao mesmo tempo. Tive profundas imaginações, apesar da narrativa simples. Aliás, acredito que isso ajuda ainda mais quando se quer passar imaginações para o leitor. Gostei da “ideia”do conto. Criativa.

  17. Andre Luiz
    8 de agosto de 2015

    Lindo! Bravo! Você conseguiu descrever meu interior quando escrevo alguma coisa. A ideia fervilha, briga, luta e discute, mas no final acaba morta pelo esquecimento. Gostei da forma como você produziu uma descrição do cenário da mente do escritor, e principalmente do cuidado que você teve em explicar a efervescência das ideias na mente. Parabenizo-o pela obra!

  18. Phillip Klem
    7 de agosto de 2015

    Boa noite.
    Seu conto começou muito bem, e eu até achei que estava prestes a ler algo brilhante, mas a medida que eu lia o conto foi-se revelando confuso e desconexo. Fez pouquíssimo sentido.
    Amei a teoria de um lugar onde as idéias vão fazer seus pedidos, mas sua própria ideia não foi muito bem explorada. Como você exemplificou em sua própria história:
    “– Pretendo levar alguma coisa para preencher o espaço entre as palavras!

    – Entendido, mas encontra-se no local errado, daqui pode levar a matéria, como as letras, mas os conteúdos não!”

    Seu conto possui uma ótima ideia, porém está vazia. Falta o conteúdo.
    Boa sorte amigo.

  19. Tiago Volpato
    7 de agosto de 2015

    Vou ser sincero, esse é o tipo de texto que você lê uma vez e acha sensacional, mas quando lê novamente já começa a não achar muita graça. Já teve uns dois ou três textos nos desafios passados que tratou desse tema, ideias abandonadas pelo autor, a luta para conseguir escrever uma história e isso arruinou completamente o seu texto para mim.

    O conto é bem escrito e bem conduzido, o texto segue uma boa linha dentro do que você se propôs a escrever. Abraços!

  20. Mariza de Campos
    6 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Achei muito interessante a ideia que você teve para falar das ideias e delas tentando conseguir conteúdo para os seus donos. Gostei também da própria confusão que a ideia tinha para falar do que queria. Afirmo que as minhas não estão tendo muito exito nessa tarefa. ;w;
    Senti dó do escritor e espero que ele consiga recuperar sua ideia, saindo da loucura também.
    Embora o final me tenha ficado meio confuso, gostei do conto, pois achei a ideia muito interessante.
    Bom, é isso.
    Abraços! \\o

  21. Anderson Souza
    5 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Não entendi onde começa a ficção científica no Conto. Como encaixa a “ideia consciente” com a ficção científica…

  22. catarinacunha2015
    5 de agosto de 2015

    TÍTULO. A ideia fica rondando o texto, logo o título é bom.
    TEMA . Acho que, até agora, foi o FC mais fora do padrão. Ufa…
    FLUXO estiloso, cheio de frases bem construídas.
    TRAMA. Já vi muito escritor sem ideia escrever sobre a falta de ideia, mas a própria ideia consultando telemarketing, para mim, é inédito!
    FINAL. O último parágrafo foi desnecessário. Pena, estava indo tão bem.

  23. Piscies
    5 de agosto de 2015

    Poético. Metalinguístico. Interessante. Divertido.

    Gostei bastante da proposta do texto, apesar de achar que ele em nada se enquadra com o tema do desafio. Gostei da história e do desfecho. Bem legal!

    Ficou claro para mim que o autor é lusitano. Se eu estiver errado, então estou com sérios problemas. Mas, de qualquer forma, mesmo ciente do português levemente diferenciado de Portugal, achei o seu conto muito confuso. A escrita está muito errática, com vírgulas soltas e frases sem pausas. Somando isso à natureza amórfica do conto e dos seus personagens, o texto acabou ficando bem difícil e cansativo de ler.

    De qualquer forma, uma boa ideia de conto.

    Boa sorte!

  24. Evandro Furtado
    5 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – fantástica, dividida em dois arcos bem interessantes, o primeiro foi meu favorito;
    Personagens – 10/10 – uma ideia, uma personificação de uma ideia! Fabuloso, my friend, fabuloso;
    Entretenimento – 10/10 – a mágica de tuas palavras prendeu este pobre leitor;
    Estética – 10/10 – nem preciso dizer né? É preciso talento pra escrever algo dessa categoria, essa narrativa inexata e poética é qualquer coisa de belo.

  25. Pedro Teixeira
    4 de agosto de 2015

    Olá autor(a). Até certo ponto gostei da narrativa,bem humorada e construída, que propicia reflexões interessantes sobre a produção literária. Mas a partir daquela transição abrupta para a cena do escritor boiei: não consegui entender a conclusão, o que ela significa. Fica a impressão de uma ideia excelente, mas em determinado trecho mal executada.

  26. Lucas
    4 de agosto de 2015

    Olá,
    Desculpe a ignorância, mas não entendi muito bem o texto.
    Me pareceu que todo o diálogo da idéia com o holograma foi fruto da imaginação do autor. Ou então era real e ele se indignou de a idéia não ter dado certo, morrido e depois foi preso por parecer louco.
    Mesmo não entendendo muito bem eu achei interessante.
    Não tenho o que sugerir.
    Parabéns e boa sorte.

  27. Rubem Cabral
    4 de agosto de 2015

    Está lá, Aiedi?

    Então, já a implicar contigo: fora o final meio deus-ex, praticamente não há FC no conto. Isso é uma legítima metaficção com um pezinho na fantasia.

    Achei interessante o “mundo” onde as ideias vão buscar conteúdo e os diálogos são instigantes, mas penso que o texto não atenda ao tema do desafio.

    Boa sorte no desafio, ó pá.

  28. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Oi Vitor! É o Vitor Leite, pois não? rsrsrs
    Tem outro texto com sotaque português, atribuo este a vc 😛
    Se fores outro escritor da terrinha, por favor, seja bem-vindo!
    .
    Eu gosto de metaficção e gostei desta até certo ponto, qual seja: até onde entendi… gosto deste nonsense!
    à primeira vista não vi sci-fi no texto, mas agora percebo uma tecnologia lá no vazio da inspiração, é assim? acho que é… rsrsrs

    confunde-me, autor(A)! adoro!

    Parabens pelo conto e boa sorte!

  29. Felipe Moreira
    1 de agosto de 2015

    Que ideia… haha

    Eu só consegui me situar no texto a partir da metade, e com uma certa confusão ainda nas entrelinhas. Não é necessariamente original, mas tem um caminho solo muito interessante. Algumas partes poderiam ser descartadas nos diálogos, porque as descrições vinham bem até então.

    No geral eu gostei do texto. O final é bom também, com um desfecho interessante sobre essa questão.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio, aiedi.

  30. Leonardo Jardim
    28 de julho de 2015

    ♒ Trama: (2/5) preciso confessar que não entendi muito bem o segundo ato, quando o escritor é mostrado. O que acontece com ele? E o que isso tem a ver com a ideia que morreu? Quem eram os caras laranjas? A ideia geral do texto tinha me cativado, mas o final me deixou boiando.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, acertou em cheio nos diálogos ágeis e interessantes.

    ➵ Tema: (1/2) o texto fala de algumas coisas futuristas, mas apenas alegoricamente.

    ☀ Criatividade: (3/3) dar vida e voz às ideias foi o ponto alto do conto. Muito criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei até o fim do primeiro ato, mas fiquei frustrado com o segundo.

  31. Angelo Dias
    27 de julho de 2015

    Que texto confuso… até a metade, tudo bem. Depois da parte do músico já não entendi mais nada do diálogo e não consegui prosseguir até o final.

  32. Leonardo Stockler
    27 de julho de 2015

    É um jogo de metalinguagem difícil de ser feito. Gostei principalmente do final, quando saímos do diálogo (que achei um pouco travado demais) e vamos pra perspectiva do autor. Imagino que o povo esteja se perguntando se isso aqui se enquadra como ficção científica ou não, mas pra mim não importa tanto. Só acho que você podia fazer um uso melhor do repertório científico da neurociência pra explorar esse momento narrado aí no texto. Só teria a enriquecer.

  33. Kleber
    27 de julho de 2015

    Curioso.

    Aí está um estilo de escrita que nunca vi antes. Bem fluido, rápido e rasteiro, no bom sentido das palavras…
    Um texto diferente do convencional. Muito bom!

    P.S – Acho que temos um colega luso entre nós… “Controlo”, “contacto” e “está a fazer” não são utilizadas com frequência em nosso vernáculo…
    Se fores, seja bem vindo, nobre!

  34. Jefferson Lemos
    25 de julho de 2015

    Olá, autor (a).

    Não curti muito o conto.
    Achei que você se desviou do tema e partiu para a fantasia. Gostei de alguns diálogos, pois foram ágeis e contribuíram muito bem para a narrativa, enquanto outros, nem tanto.

    Gostaria de ter visto mais do tema e também um final mais conciso. Esse ficou meio perdido para mim, e acabei não sabendo se entendi ou não, o motivo de tudo.

    De qualquer forma, espero que outros possam gostar.
    Parabéns e boa sorte!

  35. Davenir da Silveira Viganon
    24 de julho de 2015

    Bem criativo! Adoro esses textos “tetos”, acho que consegui mergulhar na loucura do texto… pretendo ler de novo. Parabéns!

  36. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Ás vezes os escritores se sentem assim, sem inspiração, sem ideias e escrevem qualquer coisa, para não acabar morrendo…Nota- 6

  37. Renan Bernardo
    24 de julho de 2015

    Bem legal o texto. Você soube brincar muito bem com o mundo das ideias (literalmente). Com exceção de algumas partes um pouco confusas, sua escrita é bem legal e o final ficou bem legal. Parabéns!

  38. Daniel I. Dutra
    24 de julho de 2015

    Apesar de ter minhas dúvidas se esse conto pode ser classificado como ficção-científica, gostei muito. É bem escrito e o autor conseguiu capturar bem o drama do processo criativo de uma forma, digamos, metafórica. Como escritor me identifiquei bastante com a narrativa. Sinto esse tipo de conflito acontecendo sempre dentro de mim, rsrs

  39. Claudia Roberta Angst
    22 de julho de 2015

    Olá, autor que entrega a identidade por uma ou duas palavrinhas aí. Gostei do conto porque é cheio de diálogos e sou uma leitora preguiçosa e impaciente. A ideia me agradou, embora tenha sentido que o autor fez uma forcinha para encaixá-la no tema FC. Nada contra, na verdade. Fiquei imaginando mesmo como seriam as letras nos estados sólido, gasoso e líquido. Interessante essa imagem.
    A narrativa misturou humor, ironia e um toque poético-drama para o final. Gostei, ficou diferente dos outros contos. Boa sorte!

  40. Marcel Beliene
    22 de julho de 2015

    Gostei muito do conto. Excelente abordar este tema: a ideia de um autor. Sua narrativa também é muito boa e os diálogos estão maravilhosos, principalmente por se dar entre personagens…abstratos. Parabéns 🙂

  41. Rogério Germani
    22 de julho de 2015

    Olá, Aiedi!

    Seu texto, pelo o que eu consegui entender dele, enquadra-se na categoria literatura fantástica. Assim, acabou afastando-se do mote do desafio que era ficção científica.

    Boa sorte no desafio!

  42. Alan Machado de Almeida
    22 de julho de 2015

    Esse conto merecia uma revisão antes de ser publicado, já de cara reparei em alguns acentos comidos. Mas fora isso a história me entreteve e não percebi mais erros graves. Nota 7.

  43. Fabio Baptista
    22 de julho de 2015

    Fiquei com impressão que esse conto vai mais para o lado do insólito… que não sei se classificaria exatamente como Ficção Científica.

    Mas, de todo modo, a leitura não me agradou. Achei as ideias (literalmente!) muito jogadas ao vento, sem nenhum atrativo maior que me prendesse a atenção.

    O último parágrafo, porém, é realmente muito bom. Infelizmente não o suficiente para tirar a má impressão do restante do texto.

    NOTA: 6

  44. Brian Oliveira Lancaster
    22 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Gostei da originalidade de ideias e da personificação delas em vários estados. Criativo. >> 9.
    G: O texto como um todo está levemente confuso. Entendi a premissa, mas a coesão das ideias (mesmo falando sobre elas) se atropelam no decorrer do desenvolvimento. A criatividade é o ponto alto e, apesar da língua ser diferente, certas passagens pediam revisão. Só precisa lapidar um pouco mais, pois a atmosfera transmitida está ótima. >> 6.
    U: Palavras bem escritas, outras construções nem tanto. Mas está no caminho certo, pois percebo cuidado com certas frases. >> 7.
    A: Esse texto ficou mais no subjetivo do que no concreto. Só que pareceu um grande devaneio, sem conter as características principais do tema. >> 6.

    Nota Final: 6.

  45. josé marcos costa
    22 de julho de 2015

    Interessante, me lembrou um conto que li há uns anos atrás numa coletanea de histórias fantasticas, gostei da narrativa. acredito que você tentou criar um clima que mistura realidade com pensamentos e fantasias, achei legal mesmo, só acho que poderia reescrever um final mais emocionante

  46. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Às vezes os escritores se sentem assim, sem inspiração, sem ideias e acaba escrevendo qualquer coisa par não acabar de morrer…

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Publicado às 21 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .