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Detox Literário.

Não Mais! – Poesia (Anorkinda Neide)

nao mais

Não mais!

Tinhas o poder de manchar
a tela dos meus prazeres
Tinhas o prazer de profanar
a via das minhas purezas

Querias ser o castigo de elite
a veia que mais dói e inflama
Querias ver o muro do limite
a gota que, por fim, esparrama

Cheguei ao ponto final
da sutura na ferida
Cheguei em desfile triunfal
na outra ponta da vida

Onde não permito a profanação!

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14 comentários em “Não Mais! – Poesia (Anorkinda Neide)

  1. Rogério germani
    29 de agosto de 2015

    Olá, Anorkinda!
    Parabéns pelo poema em busca de liberdade!
    Como dica, só alteraria duas coisas:

    1-Prazeres e prazer estão muito próximos no poema. Algum sinônimo desceria melhor.

    2- Já que se trata de um quase falso soneto pela estruturação das estrofes, a última frase solta destoou do conjunto. Talvez enxugando mais o poema, o Grand Finale caberia no último bloco.

    • Anorkinda Neide
      30 de agosto de 2015

      Obrigada, Rogério!
      Sabes que este poema está pronto há anos e naquela época eu sabia menos de poesia do que hj.. né…
      Só qd o poema apareceu aqui no site, foi q reli com os novos olhos e percebi estes prazeres exagerados ae! A gente fica cego para nossos arquivos, por isso é bom por os versos para arejar volta e meia! 🙂
      Pois é, vez em quando me sai um verso assim desgarrado no final, não sei lhe dizer pq, só sei que é assim.. hihihihi

      Obrigada pela presença, amigo!
      óia q tô ansiosa pelo Encontro de Pelotas hein! roendo unhas!

      Abraço

  2. Fabio D'Oliveira
    23 de agosto de 2015

    ☬ Não Mais!
    ☫ Anorkinda Neide

    ண Mente: Às vezes, é necessário dar um basta em algumas coisas. É o grito da liberdade. O som que ecoa e perturba intensamente os tiranos. E o final é como um jato de adrenalina quando estamos numa grande disputa, revelando a beleza triunfal da vitória, principalmente sobre si mesmo.

    ஜ Coração: Senti o profundo sofrimento inserido no texto. O grito de uma pessoa que sofreu uma opressão de magnitudes inimagináveis. A tortura física não é nada comparada com a mental.

    Ω Final: Conhecendo Anorkinda como eu conheço, não me admira encontrar uma poesia tão grandiosa como essa. A simplicidade não incomoda, pois a poesia tem vida própria. Ela sangra de verdade! Parabéns!

    ௫ Nota: 10!

    • Anorkinda Neide
      23 de agosto de 2015

      Oh, Fabio! Que bom ler tuas palavras!
      Sabes q agora mesmo ao esperar abrir as páginas do navegador eu pensava… Não há quem respeite meus gostos, meus jeitos e tal… exceto meus filhos e o pessoal da internet!
      kkkk
      e tuas palavras me acarinharam profundamente! Obrigada!

      Pois sofri isso dae mesmo, e uma quantidade inimaginável de pessoas sofre isso ainda nos dias de hoje e não é exclusividade das mulheres! Espero que tantos testemunhos como o meu ajudem a evitar que mais almas sejam talhadas de forma tão implacável como é a tortura psicológica.

      Um beijo, guri!

      • Fabio D'Oliveira
        23 de agosto de 2015

        Olá, Kinda!

        Realmente, a tortura psicológica é horrível. Já experimentei um pouco disso com algumas pessoas, mas saltei fora antes de me aprofundar na questão! Esse poema é um grito de liberdade tão bonito que é impossível não se emocionar.

        Meus parabéns, pela poesia e pela liberdade conquistada!

        Um grande abraço!

  3. Brian Oliveira Lancaster
    20 de agosto de 2015

    Leitura rápida e intrigante. Gostei da sonoridade estilo relato, apesar do inconsciente sempre tentar buscar um “enredo”. Poesias são “fáceis” de ler. Entender é outro caso. Acho que muitos leem, mas tem preguiça de comentar.

    • Anorkinda Neide
      20 de agosto de 2015

      ou preguiça de pensar… rsrrs
      Entendo o fácil de ler, difícil de entender… é preciso de um estado de poesia pra captar o que pode ser captado pelo leitor, pq cada leitura é uma interpretação, não tem a interpretação correta, todas são! 😉

      Abraço, Victor!

  4. Claudia Roberta Angst
    19 de agosto de 2015

    Nem tinha percebido a tal “aveia”, mas agora olhando de novo, também impliquei com ela…rs. Também evitaria a repetição prazeres/prazer.
    O poema é leve, embora seja um recusar de profanação.:)

    • Anorkinda Neide
      19 de agosto de 2015

      Oi, Claudia
      é meu ‘estilo’ digamos assim, escrever leve… de pesada basta a vida! ho ho ho
      sei lá, acho que assim, entra mais fácil a mensagem na alma…
      será?

      Obrigada pela leitura… meus poemas antiguinhos tem muito que ser polidos (como se os novos não tivessem 😛 ) e eu nao gosto de polir, mas tenho q parar com essa rebeldia e ajustá-los, sim.

      Abração

  5. Rubem Cabral
    19 de agosto de 2015

    Belo poema! Para evitar o segundo “prazer”, poderia talvez trocá-lo por “deleite”, sem prejudicar o ritmo. Não achei “a veia” ruim, talvez “o vaso”, “a varize” poderiam ser usados no lugar, mas não ligo muito para cacofonias feito “amo ela”, “uma mão” e outros.

  6. Anorkinda Neide
    19 de agosto de 2015

    hihuaa vou nao!

    por causa de ‘aveia’ alimento?
    mas entao nao se pode mencionar a ‘veia’ do corpo, dae a culpa é dalíngua portuguesa q ‘fez’ duas palavras quase iguais…kkk

    eu torci o nariz para ‘prazeres’ e ‘prazer’ tão pertinhos um do outro… esse poema tem mil anos e só quando vem pro site eu reparo em coisas antes irreparáveis!
    q mistério!!

    obrigada pela presença, FB!!!

    • Fabio Baptista
      19 de agosto de 2015

      Sempre assim, né? Quando o texto é publicado parece que o erro (ou o que poderia ser melhorado) fica piscando lá no meio das outras palavras! kkkkk

      É… tem umas cacofonias que são difíceis de escapar. Mas eu é que tenho TOC por essas coisas rsrs

  7. Fabio Baptista
    19 de agosto de 2015

    Boa, Anorkinda!

    Vai me achar muito chato se eu disser que esse “a veia” me fez torcer o nariz por causa da cacofonia? 😀

    Vai né, eu sei… kkkkkk

    Abraço!

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Informação

Publicado às 18 de agosto de 2015 por em Poesias e marcado .