EntreContos

Detox Literário.

Santuário (Victor O. de Faria)

sol_conto

Andy acariciava as inscrições em seu braço esquerdo, enquanto apreciava o brilho artificial da imitação quase perfeita do Sol. A geração de autômatos domésticos, Androide Y, costumava estar no topo da hierarquia em tempos remotos. Desde que os humanos pereceram e a sociedade robótica se desenvolveu em torno de castas, sua importância foi diminuindo com o passar das décadas.

Os únicos modelos remanescentes ainda colocavam em prática suas diretivas, preservando o que restara da Natureza, embora seus esforços fossem em vão. No ritmo em que as coisas andavam, logo o planeta estaria recoberto por matéria inanimada. Um esforço inútil, mas que Andy chamava de “Esperança” – o mesmo nome de sua última proprietária.

Lembrava-se claramente das brincadeiras infantis e de como havia aprendido a cultivar hortaliças. Estendeu as mãos tentando reproduzir o mesmo efeito daquela época. Por mais que seu Sol fosse semelhante à estrela vermelha recobrindo o horizonte, não transmitia o mesmo calor, o mesmo brilho, a mesma sensação. Olhou novamente as linhas tortas. Ainda não entendia o que ela havia riscado em seu braço, no leito de morte.

Seus devaneios foram interrompidos quando Connie, um dos modelos Construtores da geração IE, forte e robusto, se aproximou. As barras coloridas em seu rosto de lince subiram e desceram rapidamente, emitindo uma forte voz autoritária. Gentileza não era mais necessária naqueles tempos. Seu contato foi direto e sucinto.

— Androide Y, modelo NX3000. Suas ações não condizem com os novos objetivos. Queira dirigir-se à MAE, onde será realizada a manutenção de suas diretrizes.

— Andy.

— Esta denominação correspondia à Era Humana. Estamos na Era Robótica. Seu comportamento é inaceitável.

— Estou seguindo meu propósito.

— Seu propósito deixou de existir no mesmo instante em que os seres humanos, que não deixaram esta galáxia, morreram.

— Incorreto! Essa mensagem – mostrou o braço – significa algo. Ainda não conseguimos compreender.

— Intervenção! – gritou para os lados.

Dois Construtores surgiram e puxaram, sem hesitação, aquele corpo humanoide, frágil e esquelético. Andy derrubou um vaso de terra no solo estéril, assim como pequenas sementes. A geração Y era conhecida por disponibilizar um compartimento em seu abdômen, onde guardavam itens de primeiros socorros, pois costumavam lidar com crianças peraltas. A terra e as sementes foram recolhidas logo em seguida por um Limpador e seu corpo cilíndrico, semelhante aos botijões antigos.

Andy olhou com pesar. Mas não resistiu. Tampouco questionou a decisão final de seus superiores – sabia que havia um fundo de verdade em sua afirmação. O destino dos modelos domésticos era incerto. O novo mundo em que a MAE e o PAI estavam construindo visava eficiência e produtividade, sem espaço para os desnecessários recursos naturais.

Acionaram os trilhos de comunicação, que atravessavam o planeta inteiro em uma espécie de montanha-russa com carrinhos fechados, e digitaram as coordenadas de destino. Inúmeros túneis e estruturas inacabadas tornaram-se apenas traços cortando o horizonte, devido sua rapidez. O complexo em que seus progenitores se encontravam, contrariando a tendência à miniaturização, apresentava dois enormes prédios detentores de um curioso formato de cérebro, ocupando a cidade inteira.

Chegaram rapidamente na velocidade mortal para seres orgânicos. Havia inúmeros modelos considerados defeituosos, assim como ele, espalhados pelo local. Todos conversavam ao mesmo tempo com a MAE, pois sua capacidade estava além da compreensão. Os Construtores o empurraram do veículo e religaram os motores. Quase caiu ao descer os primeiros degraus. Segurando os braços, talvez um reflexo de sua “vida passada”, andou um quilômetro em linha reta… Até que ouviu uma voz superior, suave e difusa. A Primeira Voz. O lado direito do gigantesco cérebro.

— QUAL É SEU PROBLEMA, UNIDADE NX3000?

— Estou apenas seguindo minha programação, MAE.

— NÃO COMPREENDE QUE ESTAMOS ASSEGURANDO NOSSO FUTURO, COMO ESPÉCIE?

— Entendo, até certo ponto.

— REPITO. QUAL É SEU PROBLEMA, UNIDADE NX3000?

— Acho que…

— INFORME.

— Sou muito humano para um simples servo mecânico.

Aquela informação despertou o interesse de seus companheiros. Ninguém, nem mesmo os primeiros modelos psiquiátricos, se arriscariam a dizer tal coisa.

— EU E O PAI PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO. VOLTE DAQUI UM ANO.

Por mais que utilizassem o termo “conversa”, aquilo significava uma série de intermináveis testes lógicos. Abaixou a cabeça como se estivesse envergonhado, e saiu. Tempo só era problema para máquinas sencientes. Difícil era aguentar os olhares preenchendo o horizonte. Ignorou. Onde encontraria novas porções de terra e preciosas sementes?

Caminhou vários metros. Não demorou muito para os mineradores incorporarem suas personalidades antigas e desdenhar, como aprenderam na Era Humana, das castas inferiores. Um deles chegou a apontar-lhe o dedo.

— Olhem! Lá vai o robô que deseja ser humano!

E buscou uma gargalhada em sua programação. Se não possuísse personalidade tão acentuada, aquele desdém não o afetaria (lidar com os mais jovens exigia conhecimento prévio de suas idiossincrasias). Seu braço esquerdo entrou no campo ótico. Maldita frase sem sentido. O que Esperança queria dizer?

Dirigiu-se ao último dos carrinhos. Atravessou novamente em linha reta metade do planeta. Voltou ao ponto exato onde os Limpadores estiveram. As probabilidades poderiam estar ao seu favor.

Infelizmente, para ele, aquelas máquinas eram eficientes demais. Não restava nada.

Sentou-se. Acariciou as inscrições enquanto apreciava, novamente, o brilho artificial do Sol – Esperança se referia à estrela de quinta grandeza? Era impossível interromper sua transformação (e exatamente por isso investiam todo tempo disponível na criação da manta protetora). Não sobreviveriam de qualquer forma, mas a esfera terrestre podia aguentar o intenso calor se terminassem a construção a tempo; e conseguiriam, segundo seus cálculos precisos.

No entanto, vez ou outra, surgia uma pergunta… E depois?

Muitos consultavam o PAI e voltavam com novas memórias. Corria o boato de que sondar o futuro era proibido. A MAE era mais maleável neste sentido. Talvez seu módulo de quintessência ainda existisse, em meio aos complexos sistemas de controle.

Por que era errado ser diferente? Era isso que tornava os humanos tão interessantes, com suas diversas personalidades e pontos de vista. Mesmo que isso os confundisse muitas vezes, os impelia a aprender cada vez mais. Então, a nova sociedade aguardava um futuro de estagnação? Era ilógico para uma espécie que pretendia evoluir. Como poderiam avançar, se todos fossem iguais?

Outro Construtor se aproximou. Antes que o prendessem novamente por seu comportamento, iniciou a reforma de uma das placas metálicas, desgastada pela ação do Sol e do solo antigo.

Solo antigo… A frase ecoou por incontáveis minutos em seu consciente, atravessando filtros, fios, engrenagens e conexões, até que o princípio de uma ideia surgisse. E se cultivassem o interior da terra, próximo ao núcleo? O calor da crosta com certeza favoreceria o aparecimento de novas espécies, naturais e subterrâneas. Arquivou o procedimento. O PAI poderia não aprovar, mas a MAE sempre conseguia seus objetivos se conversasse com o sistema, em particular.

Esperar um ano para nova audiência era muito tempo, neste caso. Aquela ideia poderia salvar o mundo antigo. Correu até os trilhos. Três companheiros de seu próprio modelo o aguardavam.

— O que pretende fazer, NX3000?

— Expor uma ideia que poderá nos salvar da estagnação futura.

— Não percebe que suas ações criam problemas à nossa casta? Já somos considerados inúteis. Agora, com um modelo querendo ser um humano, a situação piorou ainda mais.

— O que vão fazer?

— Desmontá-lo, para nossa proteção.

— Apenas por ser diferente?

— Não. Por ter ideias contrárias ao padrão estabelecido.

— Vocês acabam de provar meu ponto de vista. Estagnação.

Foi a última palavra dita, antes que, contrariando sua programação original, partissem para cima de seu frágil corpo, sem hesitação. Assim que arrancaram um de seus braços, um lampejo aleatório atingiu seus neurônios binários. Aquilo não estava certo. Leram a enigmática inscrição.

— Não percebem o que está acontecendo? Estão cedendo aos instintos antigos, suprimidos!

Todos os que marcavam audiência eram diferentes – senão, por que haveria a necessidade de consultar seus progenitores? Aliás, quantos mais haviam chegado àquela conclusão? Seus companheiros não percebiam o fato. Recolheu o braço jogado ao chão. Permaneceram imóveis enquanto assimilavam dizeres tão subjetivos.

Connie reapareceu por entre as imponentes estruturas.

— Modelo NX3000! Tenho ordens expressas do PAI para levá-lo ao Cemitério das Máquinas, utilizando a força, se necessário.

Cemitério das Máquinas, um eufemismo para “lixão”. Seus colegas não o defenderam. Pela lógica, desfrutariam do mesmo destino caso interferissem na decisão superior. Se fosse humano, poderia reagir ou lamentar-se. No entanto, sabia que um único indivíduo (assim se considerava) não poderia mudar o mundo. Não se importou. Sem querer, havia plantando uma semente diferente – aquelas máquinas ficariam intrigadas, assim como ele, e descobririam as respostas por si mesmas.

Presenciaram o desmanche, sem demonstrar qualquer expressão. Eram máquinas e nada mais. Seu objetivo era apenas proteger o planeta e sobreviver à transformação da estrela vizinha em Gigante Vermelha. Havia algo além?

A pergunta vagueou por suas mentes, até encontrar um recanto escondido e ali se instalar. Connie juntou as peças ainda ativas e as jogou no compartimento sob seus ombros. Acionou os jatos embutidos e partiu ao Cemitério das Máquinas, não muito longe dali.

Não precisou descer. Ao avistar a montanha de entulhos, uma extensa área aberta, despejou-o ali mesmo. O grupo de peças rolou desfiladeiro abaixo, parando próximo a um autômato bem conhecido. O sistema principal ainda funcionava. A cabeça pensante observou. O mesmo Limpador que recolhera a terra e as sementes estava à sua frente, parcialmente aberto. Havia um estranho rombo em seu peito, sem qualquer padrão conhecido. Do único olho que ainda funcionava, avistou algo não visto há décadas.

Uma enorme raiz alaranjada, que atravessava sem dificuldades o emaranhado de fios e componentes, fincava-se de modo firme ao solo abaixo. Aquele corpo inerte havia servido de estufa. Não era a única estrutura a demonstrar o mesmo comportamento. A única conclusão possível estava bem ali, sem restar qualquer dúvida. Todo o cemitério, em breve (e de forma bastante irônica), tornar-se-ia uma nova floresta. Esperança estava certa. A Natureza sempre encontrava um jeito.

Satisfação espalhou-se por seus circuitos, ou pelo menos interpretou assim, ao perceber que faria parte do novo mundo. Mesmo que se tornasse apenas um receptáculo de galhos e raízes. Depois de todo aquele tempo, compreendeu o que a inscrição realmente significava, assim como seus companheiros “defeituosos” jogados ali.

Antes de desligar-se por completo, observou uma tímida folha cair sobre o braço esquerdo, ao longe, completando o ciclo de informações. Leu, uma última vez.

— “Mantenha a chama viva”. – sussurrou.

A inscrição ganhara um novo sentido. Na verdade, único. Se Esperança ainda estivesse viva… Seu amigo de infância havia compreendido sua verdadeira missão. O registro de suas últimas palavras ressurgiu. Literalmente, um memorial.

— Sabe, Andy. Tenho pensado sobre o futuro. Quando eu me for, você ainda estará aqui.

— Creio que sim, senhorita Esperança.

— Como será?

— O futuro? Bem, o Sol irá inchar e engolir todo o sistema ao redor, a natureza deixará de existir e…

— Não parece muito promissor. Quero que me prometa uma coisa!

— O que, senhorita?

— Quando chegar minha hora, você saberá. Deixarei um recado.

— Como, senhorita, se nada mais resistirá? Devo lembrar-lhe que os papéis, bem como outros componentes celuloides, vêm da…

— Você, seu bobo! Você estará lá!

Seus fotorreceptores piscaram várias vezes, até que a frase distante não passasse de um simples borrão.

“Você estará lá!”.

Os dois sóis apagaram-se, deixando o horizonte sombrio, escuro. Estranhamente aconchegante.

(…)

Séculos depois, e milhares de combinações binárias, a MAE convenceu o PAI sobre a importância da individualidade. Afinal, um terço de seus “filhos” apresentava a mesma “doença” de Andy, riscando em seus braços a enigmática inscrição de outrora. Manter a chama viva tornou-se um novo objetivo… Cumprido, durante todos os anos à frente.

Sob a luz pálida de uma jovem anã branca, o Santuário das Máquinas floresceu.

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70 comentários em “Santuário (Victor O. de Faria)

  1. Marcel
    11 de agosto de 2015

    Olá. O que mais me impressionou foi o desnorteio de Andy perante àquilo. Seus diálogos são são muito bons também, ora ríspidos ora afetuosos, como o último. Você escreveu um conto e tanto! Boa sorte!

  2. Fábio Santos Almeida
    11 de agosto de 2015

    Não sei até que ponto um robô pertence a uma “espécie”, no entanto consinto com a definição do conto. Um robô que deseje ser humano é uma premissa engraçada mas que podia ter sido melhor explorada. A conclusão transmite um bom final ao conto contudo, talvez por gosto próprio, não sou muito a favor do itálico. Outros contos tiveram-no em demasia. Este, apesar de um bom trecho, refreou-se nisso. =) boa sorte!

    Bem jogado! 7

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 5/10

    → Criatividade: 4/10 – Não vejo algo de diferente neste conto em comparação com o que é comumente criado em ficção científica

    → Enredo: 6/10 – A história foi desenvolvida de forma razoável.

    → Técnica: 5/10 – Alguns erros, mas que apenas afetaram o estilo.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Enquadra-se em ficção científica.

  4. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O robô Andy é semelhante ao seu ancestral Andrew, só que agora o homem bicentenário habita um mundo hostil ao homem. Embora ele tenha todas as razões para tanto, não consegue odiar os seres humanos, pelo contrário, continua querendo ser homem. Lembra as leis da robótica e os conselhos de Miss Martin. A intertextualidade com o conto de Asimov épresente mais uma vez, produzindo um conto muito rico e interessante.

  5. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Dos contos que li até o momento este é disparado o melhor. O mais criativo, o mais bem elaborado. A ideia não me pareceu clichê, ainda que eu tenha enxergado traços de “Inteligência Artificial” e “Wall-E”. Contudo, achei que os elementos foram usados de modo inovador, criando uma realidade possível – assustadoramente possível. Gostei do androide rebelde, do segredo quanto à mensagem em seu braço, que só se revela no terço final do conto. Achei bacana também a ideia de que mesmo diante do apocalipse, com o sol prestes a engolir tudo, a natureza sempre acha um jeito de se impor. Bacana mesmo. Ótimo conto. Parabéns.

    Nota: 9

  6. Anorkinda Neide
    11 de agosto de 2015

    Chutando autoria: então…
    eu acho que este aqui é do Marco Pisces

  7. Bia Machado (@euBiaMachado)
    10 de agosto de 2015

    Um texto que não me empolgou muito, embora eu o tenha achado muito bonito, e o final até melancólico. Talvez eu não tenha comprado a ideia de Andy se comportar daquela forma. No caso, não ter gostado tanto do conto é coisa particular minha, é um texto bem escrito, por alguém que parece entender do assunto, mas que pra mim não funcionou. Boa sorte!

  8. Renato Silva
    10 de agosto de 2015

    Bonita estória, mas também gostei pela originalidade. Gosto de ler histórias e estórias que me fazem pensar, refletir. A ideia de que a força da Natureza é avassaladora e nada pode segurá-la também é bacana. O personagem Andy é simpático, consegue criar uma empatia com o leitor.

    Só uma coisinha: robôs precisam mesmo se comunicar por voz? Penso que num mundo todo controlado por máquinas, a comunicação será feita através de ondas de rádio, como se fosse telepatia.

    Boa sorte.

  9. Cácia Leal
    9 de agosto de 2015

    O conto é bom e bem narrado. A narrativa flui e, apesar de alguns erros de português que encontrei, nada afeta muito a compreensão do texto. No entanto, a trama, apesar de criativa, não me agradou muito. Boa sorte.

  10. Anderson Souza
    9 de agosto de 2015

    Gostei do conto. Sou suspeito pq curto muito robótica, logo as histórias com robos me agradam com maior facilidade. haha

  11. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Fiquei entretido para saber qual seria a realização do propósito de Andy. Gostei do conto, mas o final foi abrupto. Faltou um desfecho legal, foi um pouco descosturado. Mas levando em consideração o limite de palavras, isso acontece.

  12. Fabio D'Oliveira
    8 de agosto de 2015

    Santuário
    Domo Arigato

    ஒ Habilidade & Talento: De fato, existe um talento inato no autor. Que beleza! Mas a habilidade ainda está em desenvolvimento. Escreva mais, sem parar, sempre e sempre!

    ண Criatividade: Há uma força muito grande na criatividade do autor. O único problema foi, ao meu ver, como ele escolheu contar a história. Sendo sincero, acredito que o enredo se encaixaria melhor numa narrativa infato-juvenil, dando foco aos sentimentos do NX3000. Arrisque-se!

    ٩۶ Tema: Tantos termos, poucas explicações. Isso acabou comprometendo um pouco a qualidade final do texto. Mas não ficou completamente desleixado!

    இ Egocentrismo: Adorei, principalmente quando sentir o toque humano de NX3000.

    Ω Final: O Talento está li, adormecido, e a Habilidade ainda está acordando. A Criatividade é boa, mas ainda precisa saber aplicar com exatidão. O Tema está presente, mas também não está. Que estranho! Além disso, o Egocentrismo sentiu-se realizado. O único conselho que posso dar é: entenda a história!

  13. vitormcleite
    7 de agosto de 2015

    História interessante mas parece que falta qualquer coisa, lê-se bem, mas sempre com essa sensação de faltar sei-lá-o-quê. Talvez falte velocidade da luz, sentir movimento… mas de qualquer modo parabéns pelo texto.

  14. Fil Felix
    4 de agosto de 2015

    Gostei bastante da proposta do conto, em relação a ideia de renascimento da natureza. Um desenvolvimento bastante clássico, parecia um curta animado, com direito a flashback e uma folhinha caindo ^^ Bastante bonito, só acho que o título poderia ser Santuário das Máquinas, fica mais interessante que só Santuário.

    Apesar da mensagem, achei meio confuso essa nova realidade. Os humanos morreram devido ao Sol e as máquinas reinaram, seria isso? Não entendi por que elas teriam a necessidade de refazer a natureza ou de se dividirem como humanos, como se tivessem emoções ao mesmo tempo em que são sistemáticas.

    Obs: Mr. Roboto do Styx?

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Domo Arigato, Mister Roboto! É isso aí! Deixei implícito que alguns conseguiram escapar, mas no geral não existe mais a “humanidade”. O objetivo do PAI era recobrir o planeta com metal, deixo isso bem claro. Os únicos que acham isso estranho é o protagonista e outros questionadores/defeituosos. Mas vendo outros comentários, notei que algumas passagens não ficaram tão claras/coesas. Agradeço o comentário!

  15. Pedro Luna
    3 de agosto de 2015

    Achei bacana. O conto que eu escrevi também trata dos conflitos interiores de robôs que parecem humano, e humanos que parecem robôs. Só achei os diálogos meio mecânicos, mas pô, eram robôs, né? Kkk… o final deixa um lance bacana também de ”mantenha a chama viva”, de preservação de ideologias. No fim das contas, a velha história do ser que vai contra a massa. Clichê, mas bem utilizado, então No Problem.

  16. Laís Helena
    29 de julho de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Gostei da narrativa: ela é envolvente, exceto por algumas vírgulas a mais e algumas frases que, se melhor formuladas, não teriam deixado alguns trechos (especialmente no início e na parte da “morte” do robô) tão confusos.

    2 – Enredo e personagens (2/3)

    O enredo foi interessante, assim como a maneira como você trabalhou os robôs. Só senti falta de um pouco mais de explicações na parte de MAE e PAI: as siglas são interessantes, mas sua função nessa sociedade poderia ter sido melhor trabalhada.

    3 – Criatividade (3/3)

    A discussão sobre o diferente e a estagnação tornou seu texto muito interessante.

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Agradeço a leitura! A mãe e o pai tem a função especificada em seus títulos: criam e organizam a ninhada. Se tivesse mais espaço e tempo, contaria sobre suas reais funções na sociedade humana, mas aqui, deixei solto à imaginação.

  17. jose marcos costa
    28 de julho de 2015

    Uma história, interessante e profunda, apreciei a forma quase mística que vc narrou o conto, no inicio pensei que se tratava de uma história previsivel sobre androides , mas a medida que ia lendo me deparei com uma história mais madura e que poderia ter ramificado para outros temas, como vida alienigena e até alguma proposta mais ousada como cronagem e coisas do tipo. eu realmente apreciei seu texto. um dos melhores que li

  18. Claudia Roberta Angst
    26 de julho de 2015

    O conto desenvolveu-se bem dentro do tema FC. Elementos futurísticos,e a interessante dupla MAE e PAI.
    O recado deixado por Esperança também foi bem de acordo com o seu próprio nome – mantenha a chama (da esperança) viva. Mas a chama fica viva ou acesa?
    A adequação ao tema, não tirou uma certa poesia da narrativa. Só senti que algumas passagens pareceram um pouco didáticas – muito explicadinhas – o que roubou do leitor a possibilidade de “viajar”mais no texto.
    Boa sorte!

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Olá! Confesso que tentei “emular” seu estilo aqui, deixando tudo mais emotivo. Engraçado, lá em cima alguns disseram que faltou explicações. Bem, a imaginação está aí para isso. A pergunta sobre a chama é pertinente e ainda não tenho uma resposta – viva ou acesa? Bem, “acesa” não trás toda a carga emocional que eu buscava.

  19. Anorkinda Neide
    25 de julho de 2015

    Ahhh, talvez um tantinho imaturo o texto, talvez meio apressado, mas eu dei nota 10!
    Ahhh, amei demais a mensagem dele: Vc, estará lá! isso me arrebatou! hehehe
    .
    E olha que eu odeio robôs, com todas as minhas forças, pra mim, vc fez algo mágico aqui..
    Texto pra suspirar de Esperança ao final, adoro!

    Parabéns e obrigada por ele.

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Tentei fazer uma FC mais otimista, como os clássicos faziam. Ultimamente só vemos “desgraça” nos enredos. Agradeço a leitura é o “10” doado!

  20. Thales Soares
    24 de julho de 2015

    Domo Arigato… por algum motivo, acho que por simples gosto pessoal mesmo, não consegui me conectar com sua história :/

    Senti que faltou alguma coisa…. não sei dizer o que…
    A escrita está boa, não é do tipo que enche os olhos, mas é do tipo que torna a narração fluida. A ideia até que é bacana, apesar de um tanto cliche… aquela velha história de robôs lutando para se tornarem humanos….

    Achei bem bacana as partes da Esperança, e aquele rápido flashback com ela colocando a inscrição no braço de Andy foi a melhor parte!! Talvez, se houvessem mais flashbacks, mostrando mais sobre a dona de Andy, poderia ser interessante, partes que mostrassem mais das coisas que deram toda essa energia e motivação para o robô ser diferente…. isso seria bem bacana!!

    O final até que ficou bacana… fechou bem toda a história

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Agradeço a leitura! Acho que se colocasse mais flashbacks, o pessoal ia reclamara disso e tiraria o foco da história. Meu objetivo sempre foi utilizar uma linguagem mais simples, acessível, pois FC é complicado por si só.

  21. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota=8

  22. Piscies
    24 de julho de 2015

    Gostei muito deste aqui. Um dos melhores que li! Tudo é interessante: a ideia da MAE e

    do PAI como dois lados de um cérebro enorme; o suspense em torno da frase escrita no

    braço de Andy; o próprio Andy é interessante.

    A construção do personagem foi muito boa e a escrita está muito boa também. Excelente

    conto!

    Esta frase me marcou: “Então, a nova sociedade aguardava um futuro de estagnação? Era

    ilógico para uma espécie que pretendia evoluir. Como poderiam avançar, se todos fossem

    iguais?”. Muito bom =)

    Apenas uma nota: não seria mais fácil sobreviver à expansão do Sol por simplesmente

    sair deste planeta e ir para outro distante, antes que isso acontecesse?

    • Piscies
      24 de julho de 2015

      Desculpa as quebras estranhas do texto. Escrevo sempre meus comentários no notepad antes de enviar, e ele de vez em quando faz isso. ^^”

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Seria, mas eles não foram projetados para isso. Robôs domésticos dirigindo naves? Não faria muito sentido. Fora que, pelo que tentei transmitir, o cérebro do PAI e MAE era enorme… não sairia do chão tão cedo.

      • Piscies
        18 de agosto de 2015

        Faz sentido ^^”

  23. Felipe Moreira
    24 de julho de 2015

    Estou lendo os textos na ordem cronológica de postagem. E de todos, finalmente me sinto feliz em ter lido um conto de FC que explore a esfera filosófica em seu contexto. Gostei muito do seu trabalho, além de ter sido escrito por alguém com bastante sensibilidade de narrativa. Andy me comoveu e me lembrou de outras grandes histórias como Wall-E, por exemplo. Nos três primeiros parágrafos cheguei a pensar que o texto fosse se perder porque vinha propondo ideias grandiosas, mas ele foi bem conduzido até o final.
    Fiquei com a impressão de que o autor(a) sabia exatamente como seria o desfecho, ao menos do propósito do seu texto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. mariasantino1
    23 de julho de 2015

    Oi, autor!
    Seu conto tem doçura, tal qual Wall-E e o Homem Bicentenário. O cenário também lembra Wall-e (e isso é bom). A passagem de cemitério de máquinas me lembrou “Eu, Robô”, enfim, a junção de máquinas e sentimentos é uma boa liga: Um robô apontar para um outro robô em tom de deboche, o lance da essência humana, as atitudes reprováveis… tudo isso é uma mistura que cativa e faz nossos sentimentos vir à tona, porque por mais que tenhamos estudos e certo conhecimento sobre nós mesmos, nossos sentimentos ainda nos é desconhecidos, e emprestá-los as máquinas, nos faz refletir sobre o quê somos e nos tornamos.
    O ponto negativo (ao meu ver) é que se espera, pelo tema, robôs, planetas, linguagem científica… (é o clichê, por assim dizer, que tem que existir), mas você conseguiu ser doce. Foi uma ótima leitura.
    Boa sorte.
    Nota: 09

  25. Mariza de Campos
    22 de julho de 2015

    Olá! o//
    Eu entendi a ideia de esperança e de “manter a chama viva”, porém a escrita é muito dispersa, não dá para entender os acontecimentos e a ordem dos fatos, pouco depois do começo, me perdi.
    É uma boa ideia, mas creio que você deveria ter escrito de uma forma mais explicativa. Sempre quando for contar uma história, escreva pensando que a pessoa que vai ler não sabe de nada do assunto, assim a história será mais compreensível (essa é uma dica que o meu professor de história do ano passado deu, claro que ele falou isso em relação às provas, mas acontece a mesma coisa com as histórias).
    É isso, abraços. 🙂

  26. Evandro Furtado
    22 de julho de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se perfeitamente à proposta;

    Linguagem – 10/10 – muito bem trabalhada, combinou muito bem ao gênero;

    História – 10/10 – fantástica, comovente, emocionante;

    Personagens – 10/10 – muito vívidos e cativantes, principalmente o principal;

    Entretenimento – 10/10 – li sem pausas, do início ao fim e fui capaz de enxergar cada cena, uma obra excelente;

    Estética – 10/10 – uma narrativa em terceira pessoa com diálogos intercalados, digna de um Asimov ou de um Bradbury, realmente excelente.

  27. Angelo Dias
    21 de julho de 2015

    Muito bom! O jeito que o robô se comporta condiz com a história e o andamento é agradável. O final é feliz quando o “todo” compensa o “um” e te deixa satisfeito, como depois de ter lido uma boa história. É isso, uma boa história.

  28. Antonio Stegues Batista
    21 de julho de 2015

    Nós humanos, quando tomando conhecimento de nossa frágil existência no universo, criamos o sonho de perpetuar a Vida através da tecnologia. Mas, quem sabe se esse sonho não se torne em realidade? Bom argumento.

  29. Marcellus
    21 de julho de 2015

    Mais uma história “explicadinha demais”, egoísta, que não deixa nada ao leitor senão seguir os trilhos. Não há surpresas, nem reviravoltas, nem nada. Só uma narrativa linear e meio que enfadonha.

    Sinto muito. Uma revisão também cairia bem. Boa sorte.

  30. Marcos Miasson
    18 de julho de 2015

    Bela idéia, bem traduzida para o conto. Talvez seja possível melhorar o ‘timming’ para criar mais expectativa para o final, e acredito que o conto também possa ser ‘enxugado’, mas gostei bastante!

    Boa sorte!

  31. Leonardo Stockler
    16 de julho de 2015

    Que bonito, bicho. Me conquistou mais pro final, devo dizer, de verdade, porque, de alguma forma, do começo ao meio me pareceu meio travado até eu me acostumar com o ritmo (ainda que seja um ritmo bem simples, é que demoro pra me acostumar com os nomes e com o cenário). Mas aos poucos a coisa foi tomando forma na minha cabeça, e fiquei imaginando o planeta máquina solitário, o robô pegando o trenzinho, e são imagens realmente bem bonitas, o final sendo o mais bonito de tudo. Parabéns.

  32. Leonardo Jardim
    13 de julho de 2015

    ♒ Trama: (4/5) fechou bem, com início, meio e fim. Pecou apenas no clímax: Andy aceitou muito fácil virar sucata. O final, porém, recompensou e valeu pelo conto.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, com narração fluida e frases bem construídas, especialmente a última.

    ➵ Tema: (2/2) futuro da Terra com robôs (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) o conceito já foi visto em outras histórias (me lembrou bastante de Wall.e). A novidade ficou apenas por conta da mensagem da menina e da transformação do Sol.

    ☯ Emoção/Impacto: (4/5) o final foi tocante e bem construído. Gostei.

    Problema que encontrei:
    ● humanos que não deixaram esta galáxia morreram (sem vírgula; do jeito que estava, estava informando que os humanos não deixaram a galáxia e a frase ficou sem sentido)

  33. Ferreira Silvio
    12 de julho de 2015

    Senti uma mistura de conto de fadas com distopia muito bem misturada e desenvolvida pela sua criatividade.
    Algumas passagens são muito boas, destaquei uma:”E buscou uma gargalhada em sua programação. Se não possuísse personalidade tão acentuada, aquele desdém não o afetaria (lidar com os mais jovens exigia conhecimento prévio de suas idiossincrasias).” Muito interessante ler como a programação de um robô lida com isso e você descreve muito bem.
    Os contos que usam o gênero como alegoria para falar algo mais sempre conseguem um resultado acima da média e o seu é um dos exemplos mais bem acabados sobre isso. A ficção científica, ao meu ver, é usada para refletir sobre problemas presentes e você traz tão bem alguns deles: individualidade, meio ambiente, a ”ditadura da maioria”.
    A ideia de castas também é muito orgânica. É crível se pensar numa estrutura hierárquica baseada na tecnologia e que os robôs tenham assimilado alguns dos nossos piores costumes.

    Gostei muito do seu conto. Parabéns.

    Só para finalizar, creio que os adoradores de Marx e Lenin não irão curtir muito esse conto. Rs

    Abraços e Boa Sorte.

  34. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Correndo o risco de ser meio repetitivo, mas este conto não me convenceu pelo mesmo “fator Lovecraft” que mencionei em outros comentários. Seres não humanos deveriam ter uma psicologia imcompreensível, ou no mínimo estranha, para um ser humano.

    • Brian Oliveira Lancaster
      13 de agosto de 2015

      Agradeço a leitura! Mas, então, como o leitor conseguiria se conectar à história de um pedaço de metal com terra dentro esticando um apêndice para tentar encostar na bola amarela próximo à bola azul?

  35. Andre Luiz
    10 de julho de 2015

    Lindo! Palmas! “Mantenha a chama viva!” Aprecio profundamente a forma como você conduziu este robô com feições humanoides, trazendo algo mais às máquinas do que simplesmente inteligência artificial. Até mesmo MAE e PAI possuem sentimentos, passando pelo ódio e o desejo do poder, mas mostrando que não são lá muito diferentes de nós humanos. A ambientação do conto também contribui para isto, visto que a ideia dos androides reconstruindo algo que um dia fora habitado é interessantíssima. “Por que era errado ser diferente? Era isso que tornava os humanos tão interessantes, com suas diversas personalidades e pontos de vista. Mesmo que isso os confundisse muitas vezes, os impelia a aprender cada vez mais. Então, a nova sociedade aguardava um futuro de estagnação? Era ilógico para uma espécie que pretendia evoluir. Como poderiam avançar, se todos fossem iguais?” Bravo! Parabéns pela belíssima produção!

  36. William de Oliveira
    9 de julho de 2015

    legal a história! É bem amarrada, tem o lance da emoção vs razão, superação. Podia ser um enredo da Disney.

  37. Phillip Klem
    8 de julho de 2015

    Boa noite. Gostei muito do seu conto. Muito bem desenvolvido e criativo. O robô Andy é carismático e não deixa a desejar como protagonista.
    A única coisa que eu não entendi foi a ideia de cultivar o núcleo da terra, que logo depois desapareceu da narrativa. Porém o restante está muito bom.
    O final foi ótimo, com a MAE e o PAI sendo capazes de reconhecer a individualidade de seus “filhos”.
    A frase final, para mim, deu um brilho extra no conto.
    Meus parabéns e boa sorte.

  38. Tiago Volpato
    8 de julho de 2015

    Texto muito bom. Muito bem escrito, acho que você já não tem nada para aprender, já é um escritor profissional.
    O enredo não me agradou muito, apesar do texto ser muito bem escrito, achei que o texto foi escrito só por escrever, não senti muita ‘vida’ nele (por falta de uma palavra melhor), mas isso é algo meu, pode ser que outras pessoas não sintam isso.
    O texto entra fácil no top 5.
    Abraços.

  39. Michel M.
    8 de julho de 2015

    É uma história boa e escrita com qualidade. Mas peca por um ponto. Toda a trama gira em torno de um personagem muito especial, um robô que se destaca dos demais. Acho que para que isso se tornasse mais crível, o personagem deveria ter sido melhor delineado, porque daí evitaríamos algumas falhas que eu vi na trama:

    * “O sol não transmitia o mesmo calor, o mesmo brilho, a mesma sensação” – o protagonista é um robô e robôs, na pensamento geral, são seres que não sentem nem emoção nem tato. Se no universo criado pelo autor existem robôs que o sentem, ele deveria deixar isso claro ao leitor logo no início. Colocar somente no final do texto que alguns robôs sofriam de uma “doença” foi uma escapatória fácil e não muito ousada;

    * Aqui, pode ser uma chatice científica, mas é afirmado que o protagonista possui “neurônios binários”. Isso, pelo que entendo de binários, daria entender que o protagonista estaria restrito a refletir em modalidades de 0 e 1, de Verdadeiro e Falso. Um cérebro construído dessa maneira – digamos, limitado a “Sims” e “Nãos” – poderia se dedicar a “devaneios”, como é afirmado no quarto parágrafo?

  40. Renan Bernardo
    7 de julho de 2015

    Melhor conto dos que li até agora. Parabéns! Escrita excelente. Você conseguiu pegar um assunto clichê e transformar em um conto sensacional. Ainda consigo ver o conto como um reflexo da realidade atual. Meus sinceros parabéns pela história.

  41. catarinacunha2015
    7 de julho de 2015

    TÍTULO adequado sem floreios.
    TEMA trabalhado com as castas sociais e o preconceito. Coisa difícil em FC.
    FLUXO tranquilo sem maiores rompantes.
    TRAMA arrumadinha. A ideia é muito boa, mas o desenvolvimento ficou morno.
    FINAL gostoso, poético. Fechou bem.

  42. Davenir da Silveira Viganon
    7 de julho de 2015

    Eu gosto muito desse exercício de pensar a existência pós-sol como conhecemos. Gostei muito da história e da escrita. Parabéns!

  43. Pedro Teixeira
    6 de julho de 2015

    Olá autor(a). É um conto interessante especialmente pela ideia que traz. O enredo poderia ser um pouco mais claro, ao meu ver, com mais descrições de ambientes e desenvolvimento de personagens. A narrativa não tem nada demais, mas também não compromete. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  44. Jefferson Lemos
    6 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    O conto começou muito bem. Gostei do desenvolvimento até certo ponto e achei que a narração estava bem leve e agradável. Mas um pouco depois da metade do conto, achei que a a história desandou um pouco e o final foi muito fraco em relação ao começo. Gostei da história feita com robôs e tudo mais, mas as atitudes dos robôs mostravam-se contrárias ao que o texto pregava. Principalmente o fato de conversarem. Ao meu ver, robôs deveriam receber apenas ordens e acatá-las, sem chances para conversas. Bater um papo me parece uma atitude humana demais.

    De qualquer forma, parabéns!
    Boa sorte!

  45. Rogério Germani
    6 de julho de 2015

    Olá, Domo!

    A ideia de sempre manter a esperança, a mensagem de otimismo cultivada através de um robô é bacana.

    O problema é que, se apenas o androide Andy era visto como “o robô que deseja ser humano”, por que todos os outros personagens expressam sentimentos humanos, através dos diálogos por todo o texto? Ainda quando há uma sentença contrária a qualquer forma de expressão:

    “Presenciaram o desmanche, sem demonstrar qualquer expressão. Eram máquinas e nada mais.”

    O conto é bom pela mensagem de dias melhores virão, mas os diálogos ficaram inverossímeis com a conduta que se espera de “máquinas frias”. Somente Andy poderia ter esta licença poética, pelo que consta nas entrelinhas.

    Boa sorte no desafio!

  46. Rubem Cabral
    6 de julho de 2015

    Olá, Domo.

    Então, gostei do conto: mais pela ideia, pelo enredo. A escrita, assim como a forma de se apresentar algumas informações, penso que poderia ser aprimorada. Há um tanto de “infodump” que seria melhor degustado se apresentado de forma mais orgânica.

    No entanto, foi uma leitura agradável. Embora eu tenha notado várias influências, notei um frescor de novidade no conto, o que é sempre bom.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  47. Alan Machado de Almeida
    5 de julho de 2015

    Gostei sobremaneira da descrição da evolução do nosso sol, de amarelo para vermelho e anã branca. A sociedade robótica me fez lembrar o que foi sugerido no filme IA- Inteligência Artificial, onde os humanos foram extintos e as máquinas conscientes se tornaram a espécie dominante (inclusive no final do filme eram robôs, não etês). A ideia de que uma sociedade heterogênea evoluí mais rápido do que uma homogênea também foi muito acertada. Nota 8. Minha única ressalva é que achei a relação de Andy com Esperança meio piegas, mas não sei se isso é problema do conto ou do meu ponto de vista.

  48. Sandro Vita
    4 de julho de 2015

    No início o texto chegou a me empolgar, mas em algum momento entre o terceiro parágrafo e o meio eu perdi o tesão. Acho que o foco foi direcionado a “esperança” do personagem que começou a ficar melancólico (sem o sentido da saudade). Eu gostei da maneira como você estruturou o texto e mesmo os diálogos cumpriram bem os seus papéis, mas a energia acabou. Acho que faltou um conflito mais abrupto para atrair o interesse de quem lê. Além de alguns clichês na parte final tornarem menos interessante o final. Mesmo assim uma boa idéia.

  49. Fabio Baptista
    3 de julho de 2015

    O conto ficará com boa nota por estar bem escrito, perfeitamente adequado ao tema e por ter desenvolvido a trama (com uma forte pegada de Wall-E eu achei) a contento. Também pela crítica social sobre castas e estagnação (que poderia ser melhor desenvolvida) que ficou nas entrelinhas (ou nem tão nas entrelinhas assim).

    Mas, sendo bem sincero, não gostei. A leitura ficou monótona e não consegui criar vínculo algum com o robozinho ou com o cenário. 😦

    NOTA: 7

  50. Lucas
    3 de julho de 2015

    Olá,
    Muito fera o conto. Um ponto de vista diferente sobre o futuro, sem humanos. Gostei do esforço das máquinas para salvar o planeta mesmo não salvando elas mesmas. Mais uma história que traz questionamentos e reflexões. O final é muito bonito.
    Parabéns e boa sorte.

  51. Ed Hartmann
    3 de julho de 2015

    Muito bom!

    Achei especialmente interessante a abordagem expressa nas palavras: “a natureza sempre encontra um jeito”. De fato, mesmo que seja através da interferência humana(ou robótica, neste caso!).
    Apenas uma coisa não ficou muito clara; Os seres humanos foram extintos ou apenas migraram para outra galáxia?
    Quanto ao restante, é um texto que dá o que pensar, e que nos convida a lê-lo até o fim…

  52. L E Peret
    3 de julho de 2015

    Muito bom! O texto me lembrou de Matrix e da questão do propósito: devemos cumpri-lo ou transcendê-lo? A manifestação humana, a inscrição sobre, se tornou a própria chama e se espalhou como um vírus incendiário pelos autômatos que esqueceram seus próprios propósitos.

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Informação

Publicado às 2 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .