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Literatura que desafia.

Nem imagem, nem semelhança – Poesia (Jowilton Amaral)

Não olho para o céu,
O céu não me é tentador.
Prefiro ver o arrastar dos pés,
No chão.

No avesso do celeste, ser do divino viés.
Evaporar a luz. Tornar-me vácuo e estupor.

No antro da minha alma,
Pálida de todos os tons,
Escondo-me do certo e dos bons.

Sem esperança…
Nem imagem, nem semelhança.

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5 comentários em “Nem imagem, nem semelhança – Poesia (Jowilton Amaral)

  1. Wender Lemes
    23 de agosto de 2015

    Que soco no estômago, sô Jowilton. Reduziu as aparências do que queríamos ser ao barro sem graça e disforme que acabamos realmente sendo. Parabéns!

  2. Brian Oliveira Lancaster
    9 de julho de 2015

    Olha aí, o “médico” e o monstro. Mandou muito bem. Sem rimas explícitas, mas transmite muito em poucas palavras.

  3. vitor leite
    27 de junho de 2015

    olá Jowilton tens aí imagens muito bonitas (“…evaporar a luz…”), que pena acabar num instante. gostei muito de ler isso, envia mais. muitos parabéns.

  4. Carlos Eduardo
    23 de junho de 2015

    Pulsante como a vida. Como tocar o solo com pés descalços.

  5. Anorkinda Neide
    23 de junho de 2015

    Óia,que bonito!!
    Gostei muito, Jowilton!
    Parabens

    Lembrei-me de minha infancia e pré-aborrescência,sempre com os olhos baixos, observando meus proprios pés a caminharem, passo a passo.
    hehehe
    gostei de lembrar disso.

    Abraços

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Publicado às 22 de junho de 2015 por em Poesias e marcado .