EntreContos

Literatura que desafia.

Esperança que vem do céu (Cácia Leal)

Regis_Kapa

Dizem que esse céu um dia foi azul. Eu não me lembro. Desde a primeira vez que o vi, sempre fora essa nuvem acinzentada que sufoca impiedosamente. Pelo menos contrasta com o concreto armado dos arranha-céus que sobem até lá em cima.

A multidão caminha uniforme, todos na mesma direção: o Bairro Industrial. Amanheceu há pouco, no entanto não se vê o sol desde que eu me entendo por gente. O que não é ruim, porque, após a destruição da camada de ozônio, ele vinha sendo o grande vilão da humanidade. Foi uma explosão solar que dizimou mais da metade do planeta. Isso ocorreu muito antes de eu nascer. Depois, as chuvas ácidas foram acabando com os animais e grande parte da população. O pouco que restou teve de se adaptar para sobreviver. E aqui estamos nós, no ano de 2360, com aproximadamente um milhão de pessoas, morando nesta selva de concreto.

Construíram uma redoma gigantesca que nos protege desses males e muros que cercam a cidade inteira, mantendo os animais selvagens distantes. O problema é que estamos presos aqui dentro: nada entra, mas também nada sai.

Faz frio. Como sempre, o sistema de calefação está quebrado. Eu puxo a touca para esconder minhas orelhas geladas e fecho o zíper da japona, fazendo a gola ultrapassar meu pescoço e meu nariz, na esperança de fazer o ar quente da respiração aquecer melhor o meu corpo. Coloco as mãos nos bolsos e me encolho mais.

Uma espécie de poeira grossa cai o tempo todo sobre nós. São fagulhas das chaminés que enchem nossas roupas e nossas ruas de uma espessa camada de cinzas. Quando eu era criança, meus pais diziam que era neve. E meus irmãos e eu brincávamos alegres nessa fantasia boba. A máquina de limpeza passa de hora em hora, para tentar manter a estrada limpa e evitar acidentes. Talvez queiram que a gente esqueça que esse resíduo existe; esquecer que as fábricas sujam nosso ar e nossa cidade. É mais fácil jogar tudo pra debaixo do tapete, ou das máquinas que sugam toda essa inconveniência.

À medida que nos aproximamos das fábricas, essa poeira vai engrossando, até se tornar fuligem. Não deveria ser assim. Toda essa sujeira deveria ser expelida acima da cúpula. Infelizmente, com tanta tecnologia, não somos capazes de nos proteger de nós mesmos. E não conseguimos nos livrar de nossos próprios resíduos. Dizem que uma das chaminés está com defeito, mas ninguém resolve, nem sequer se preocupa com isso. Não passamos de mão de obra.

Dois androides uniformizados, da equipe de segurança, passam por nós em sua ronda matinal. Eles realizam seu trabalho tranquilos, porque não há crimes e dificilmente existe qualquer contravenção, pois a pena para quem for pego é a expulsão para além dos muros que nos mantém. E todo mundo sabe que não é possível sobreviver lá fora.

Não existe vida civilizada do outro lado desses muros que nos cercam. Os animais que sobreviveram, tiveram que se adaptar, retornando ao seu status quo. Não existe mais uma convivência pacífica entre as espécies. Por isso estamos condicionados a ficar aqui pelo resto de nossas vidas. Não há nada pra gente em outro lugar. Pelo menos não para os que aqui nasceram e aqui cresceram.

Já é possível visualizar os grandes portões das fábricas ao final da rua. Portões de ferro gigantescos, que nos esmagam com sua onipotência.

Caminhamos maquinalmente, passos quase no mesmo ritmo, sem pressa. Passos de todas as idades, pois desde cedo é importante colaborar. Basta ter mãos firmes para atuar nas linhas de montagem, além do que, mãos pequenas cabem melhor nos pequenos compartimentos dos robôs cada vez menores que fabricamos a cada dia. Para as famílias, isso representava mais comida na mesa e mais dinheiro para as necessidades básicas em uma época de tanta escassez. E eles ainda necessitam de mãos para conectarem fios, soldarem circuitos, encaixarem placas sensíveis e realizar coisas que felizmente as máquinas não atinam fazer.

Eu trabalho nas fábricas desde os 12 anos, e já comecei tarde, porque não havia vagas. Comecei na linha de robótica, onde fiquei até os 14, depois trabalhei na nanotecnologia até os 16 e estou há quatro anos na linha de microchips.

Os portões estão a alguns metros. No alto, os dizeres “O trabalho dignifica o homem” emoldura a parede, como se isso nos representasse algo ou mudasse nossas vidas. Trabalhamos porque não temos escolha. Crescemos sabendo que iremos morrer nessas fábricas, apenas isso. Na verdade, quase ninguém sequer pensa ou fala sobre isso. Tudo o que fazemos se torna uma atividade mecânica: acordar, dirigir-se ao Bairro Industrial, trabalhar, retornar pra casa, dormir e recomeçar tudo no dia seguinte. A isso nossas vidas estão relegadas. Porém, não temos do que reclamar, tudo poderia ser pior.

Na entrada, cada um de nós é escaneado. Só passa quem realmente trabalha aqui. Possuímos uma espécie de código de barras holográfico no braço. O sistema de segurança é rigoroso, com computadores que praticamente leem nossas mentes. Robôs fortemente armados, que nós mesmo construímos, proveem a segurança. Uma pequena elite controla tudo. Ah!… Eu ainda não havia falado dessa elite! É claro que eles não moram aqui na cidade.

Após passar pelos portões do Bairro Industrial, que na verdade é um complexo enorme, cheio de prédios anexos, posso retirar o casaco, porque aqui sim a calefação funciona. Retiro também o par de luvas e a touca. Acompanho a multidão, que segue pelo corredor de acesso às fábricas específicas. Em uma das laterais, vejo meu reflexo na parede envidraçada. Corpo esguio, magro em excesso, pele extremamente alva, cabelos ralos e cortados rente à cabeça, como todos os que por ali passavam. Dizem que antigamente a população possuía características bastante distintas e que essa cor de pele quase translúcida se deve à falta de luz solar. Nossos cabelos também não crescem muito e preferimos deixá-los assim, bem curtinhos.

Agora preciso trabalhar. Não tenho tempo para pensar ou bater papo. Pelo menos não até a hora do almoço.

*****

A bandeja repousa na mesa diante de mim com uma porção de mingau e cinco comprimidos. O bom de trabalhar aqui nas fábricas é que eles sempre nos dão suplementos. Correm boatos de que existem hormônios esterilizantes entre eles, pois não querem que a gente engravide. Pode até ser verdade, afinal, a taxa de natalidade entre os funcionários é quase nula. Uma música suave soa pelas caixas de som, a fim de que relaxemos e possamos produzir melhor após a refeição.

Serão 30 minutos de almoço. Preciso ser rápida, porque tenho algo muito importante a fazer. Empurro o mingau em um minuto para dentro e os suplementos em seguida e deixo o refeitório rápido, sem, todavia, levantar suspeitas.

*****

O corredor é estreito e vazio. Em minha frente, a porta está trancada. Sei que não há ninguém por perto, mesmo assim, olho outra vez para todos os lados, antes de digitar no display o segredo obtido a muito custo. Entro rápido e fecho a porta atrás de mim. Ali, uma escada em espiral leva somente a um destino: para cima. Não é possível ver até onde ela vai, apenas parecia não ter fim. Tenho pouco tempo, então começo a subir eufórica. Talvez eu tenha sorte hoje.

Durante o trajeto, de vez em quando paro e observo, tentando enxergar o quanto ainda faltava até o topo. Na impossibilidade de visualizar, prefiro simplesmente prosseguir.

Já no alto, outra porta fecha o acesso. Também sei o código e, sem perder tempo, digito-o para abrir o caminho sem demora.

Vou parar em um pequeno terraço, local em que os técnicos consertam os controles de saída de ar das chaminés. No entanto o que me interessa de verdade está no céu e é pra onde dirijo meus olhos. Sinto a nuvem de fumaça sufocar meus pulmões e puxo a camiseta até o nariz, procurando aliviar minha respiração. Aqui também está frio, porém isso nem me incomoda diante do que irei presenciar.

A nuvem de fuligem ainda é espessa, contudo a esperança é grande. Às vezes, essa nuvem se dissipa um pouco e consigo visualizar daqui de cima. Meu tempo é curto. Parece que vai abrir uma brecha em meio à nuvem cinza pálido que tenta cobrir-me a visão. Sim. Está abrindo! Começo a ver… lá está! Aquela luz… o brilho no céu. É minúscula, mas muito maior quando se está vendo daqui do alto.

Aquela é a colônia construída no espaço, o lar da elite, longe das tempestades solares, das chuvas ácidas, da poluição, dos animais selvagens e de todo o mal que causamos ao nosso planeta. Ela foi batizada de Qantūris.

Dizem que as pessoas que vivem lá são muito bonitas e cheias de vida. Se vestem com roupas coloridas e o cabelo das mulheres cresce até passar dos ombros. A pele de todo mundo é dourada. Não lhes falta comida, nem suplementos, nem água. Todo mundo vive feliz. Parece que existe até uma escola e uma biblioteca cheia de livros. É pra lá que vai praticamente tudo o que fabricamos aqui. Todas aquelas máquinas, aqueles robôs e computadores.

Um dia irei morar nesse lugar com toda a minha família. Não sei quando, não sei como. Só sei que manter essa esperança me faz conseguir levantar da cama a cada dia e prosseguir em mais uma jornada.

Agora preciso retornar ao trabalho. Amanhã voltarei. Quem sabe terei sorte outra vez e poderei vê-la novamente.

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99 comentários em “Esperança que vem do céu (Cácia Leal)

  1. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Quase todo o texto é uma descrição desse mundo. Qual é o enredo? As lembranças do narrador? A vontade que ele tem de ir para a colônia? Achei muita informação jogada, sem mais nem menos. Por exemplo, diz que construíram uma redoma, eu achei meio inverossímil, imagina uma redoma que tivesse tanta coisa dentro dela, até fábricas? Não sei, não sei… Fiquei com essa coisa na cabeça, talvez relacionando com o “Under the Dome”, mas… na história do King a explicação era bem diferente… Enfim, boa sorte.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

  2. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    A distopia começa bem descrita: céu cinza, bairro industrial. Explosões, camada de ozônios, somente um milhão de sobreviventes em uma redoma. Ninguém entra, ninguém sai, o cáustico humor. O futuro é predito com precisão: trabalho infantil e a elite que mora no espaço. É o tema do episódio “The Clouder Minders” de Star Trek e mais recentemente de “Elysium”. “A Esperança que vem do céu” está bem escrita e pode ser o próximo passo.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

  3. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 10/10

    → Criatividade: 10/10 – Como aconteceu com outro conto que também recebeu minha nota máxima nesse quesito, é perceptível o material no qual a história se baseou. Porém, não creio que seja o caso de penalizar.

    → Enredo: 10/10 – O tom sombrio com um toque de esperança me agradou muito.

    → Técnica: 10/10 – A leitura fluiu e o modo como o conto foi escrito te obriga a ler até o fim, sem pausas. Gosto muito disso.

    → Adequação ao tema: 10/10 – História envolta em ficção científica.

  4. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Um triste e ”fodido” relato de uma realidade terrível. Esse clima de céu escuro já é realidade em alguns cantos do mundo. Outros contos nesse desafio abordaram o mesmo tema, mas esse foi bem mais cru, sem papas na língua. Gostei e achei bem escrito. O final do texto deixa claro que sempre se busca algo, e sonhar com o melhor para si e para os próximos é inerente ao ser humano.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

  5. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    O quotidiano de um operário fabril do futuro! Muito bem demonstrado, com um enredo interessante. Gostei particularmente do estilo que envolve o leitor nesta exposição negra de um planeta “virulento” e demasiado industrial. O pragmatismo do narrador é, de facto, estonteante pela atualidade do conceito: muitos hoje em dia trabalham sobre as mesmas condições o que, no âmbito do conto, faz o leitor pensar na imortalidade da ingratidão humana e da sempre permanente desigualdade social. Mais pontos por isso! =P

    Bem jogado =D 7

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

  6. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    Seu conto meu lembrou o filme Elysium. A temática não é nova, mas o conto ficou bacaninha. Acho interessante essa projeção de um futuro sombrio, onde o abismo entre ricos e pobres será ainda maior e as pessoas que tiverem dinheiro vão procurar se isolar em pequenos paraísos, longe da pobreza, miséria e doenças. O texto é simples, curto, mas mandou bem sua mensagem.

    Boa sorte

  7. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Muito bom o conto. Ambientação excelente. Pude perceber a atmosfera opressora, o frio inclemente, as paredes altas e frias encapsulando os trabalhadores. Muito bom mesmo. O contexto me lembrou um pouco do filme “The Machinist” em que o Christian Bale vive uma realidade (?) parecida com essa. Notei também as influências da Legião Urbana (Fábrica) e, claro, do mestre Stephen King. Na verdade, sou suspeito para falar porque gosto muito de histórias que seguem essa temática pós-apocalíptica. Isso, no entanto, faz minhas expectativas irem lá para o alto e nem sempre o desenvolvimento fica de acordo com o que eu espero. Aqui, porém, caro autor, a história ficou excelente. Reflexiva, filosófica e de uma sensibilidade exemplar. Poucos conseguem reunir todos esses elementos em um só texto. A isso some-se uma protagonista bastante verossímil. É como se pudéssemos conversar com ela. Aliás, é impossível não torcer por ela, temer por ela no momento em que começa a subir a escada. Claro, há também a crítica social bem elaborada, sem parecer panfletária. Enfim, um conto bem acima da média, brilhantemente escrito. Uma história que merece ser desdobrada para muito além do limite de 2000 palavras. Parabéns.

    Nota: 9

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada pela crítica. Adorei, como sempre, sua leitura. Vou trabalhar mais a história, quem sabe ela cresce um pouco mais!

  8. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Esperança que vem do céu
    Regis Kappa

    ஒ Habilidade & Talento: Talentoso e habilidoso, poderia falar. A narrativa está excelente, assim como algumas frases. Porém, em alguns momentos, foi possível perceber uma variação entre Contar e Mostrar. A primeira parte se encaixa no Contar. A segunda e terceira parte se encaixam no Mostrar. Veja bem a diferença dos dois.

    ண Criatividade: A história é simples, não impressiona, mas está muito bem construída. A personagem é meio seca, sem personalidade, e isso precisaria ser corrigido. Parece um robô ao falar.

    ٩۶ Tema: Não se encaixou. O tema está focado primariamente no mundo pós-apocalíptico.

    இ Egocentrismo: Em geral, gostei do conto. O que me incomodou muito foi que a protagonista passou muito tempo explicando a história do mundo. Isso poderia ser repassado através da rotina dela.

    Ω Final: A Habilidade está de mãos dadas com o Talento. A Criatividade falhou um pouco, mas mostrou certa competência. O Tema está longe. E o Egocentrismo adorou a festa, em geral.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      A personagem meio seca, robótica, foi proposital, como se, com toda aquela rotina, a própria humanidade meio que tivesse ido embora junto… rs. Vou rever os demais aspectos. Obrigada!

      • Fabio D'Oliveira
        12 de agosto de 2015

        Olá, Cácia! Espero que esteja tudo bem contigo!

        Claro,entendo seu ponto de vista!

        Só acho difícil relacionar um personagem com sonhos e esperanças tão grandes ser tão sem graça. Como não há espaço para desenvolvê-la melhor e explicar essa personalidade complexa, parece inverossímil. Mas é um problema meu, provavelmente!

        Um forte abraço!

  9. William de Oliveira
    10 de agosto de 2015

    Pode ser apocalíptica, mas falou japona já sei é curitibana rs. Gostei muito do conto, da trama como um todo, e o final ficou muito bem colocado, fechou muito bem!

  10. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Gostei de como construiu a história, deixou bem fechadinha e ainda com algumas brechas legais pra se discutir. Percebi diversas metáforas e a imagem criada pelas descrições ficou bem legal, uma cidade cinza com Another Brick In The Wall tocando de fundo. A ideia do povo dourado, que estão acima de nós, além de todo o maquinário construído pelo povo e que acaba por prejudicar a eles mesmos. Meio pesado, mas me lembrou dos judeus que construíam as fornalhas onde eram queimados.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Gostei de sua comparação… mas foi essa a ideia mesmo. Vc foi pelo caminho certo.

  11. vitor leite
    10 de agosto de 2015

    Pareceu-me uma história bem contada, mas com pouca ficção. Ao ler vi algumas zonas de Inglaterra e Irlanda, na actualidade e não com ficção cientifica. Esquecendo isso, gostei muito da trama. Desejo as maiores felicidades nas subidas da escada e muitos parabéns.

  12. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (2/4)

    Sua escrita é boa e não reparei em muitos erros de revisão, entretanto, a narrativa escolhida não me agradou, apenas jogando informações para o leitor.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Seu conto parece não ter também um enredo: ficou parecendo que você queria somente nos apresentar um mundo e as informações sobre ele. Quando estamos chegando ao final e a personagem parece finalmente apresentar um objetivo, o conto termina, sem que nada de extraordinário aconteça: era apenas mais um dia na vida da personagem.

    3 – Criatividade (1/3)

    A ideia de um mundo destruído com uma elite vivendo em um lugar melhor, apesar de não exatamente nova, traz conflitos interessantes (que não foram explorados nessa história).

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Essa é a história mesmo, um dia na vida de uma personagem… que vive em um mundo pós apocalipse… é um recorte. Mas obrigada por sua colaboração.

  13. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Gostei das ideias. Enquanto lia, pensei que poderia focar mais no que iria acontecer, mas cheguei ao fim e não aconteceu nada de tão marcante no conto, então concordei que a narração foi muito boa: descreveu bem as cenas e demonstrou a utopia sem precisar de uma causa extrema na história.

  14. Anderson Souza
    8 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.

    Você se prendeu demais nas descrições do ambiente. Talvez ir abordando a tragédia da vida no ano 2360 indiretamente daria mais fluidez na narrativa. Abordar uma ação do personagem narrador ocorrendo dentro deste mundo calamitoso.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

  15. Thales Soares
    7 de agosto de 2015

    Regis Kappa, seu conto está bom.

    Bem produzido, bem escritor. Você conseguiu criar, de forma admirável, todo um enorme universo fictício para o seu conto. O grande charme da sua história, na verdade, está aí, na forma como você apresenta esse universo para o leitor. Eu, particularmente, não me atraio muito por textos excessivamente descritivos, que acabam deixando os acontecimentos de lado. Mas o seu conto ficou muito bom. Dá para o leitor sentir o ambiente e acompanhar essa melancolia da protagonista por ter que trabalhar muito mais do que um ser humano deveria, nessas condições tão precárias, nesse mundo tão injusto. Porém, o legal aqui, é que você dá um vestígio de esperança para a protagonista e para o leitor!

    Ótimo final. Não era exatamente isso que eu estou querendo ler neste desafio. Mas você conseguiu aplicar muito bem a sua ideia. Parabéns.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada por seus comentários. Que bom que gostou.

  16. Mariza de Campos
    5 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Essa história me lembrou muito do que acontece em Jogos Vorazes (não sei se você leu) e o lugar onde estão presos me lembra Attack on Titans (também não sei se você viu), um anime. Como gosto dos dois, gostei também do conto.
    Senti dó da situação em que vivem e espero que, não só ela, mas todos que vivem na mesma situação consigam um jeito de melhorarem suas vidas.
    Muito bom o conto, gostei bastante do enredo e dos sentimentos que a narradora sente. Não tenho críticas negativas.
    Bom, é isso.
    Abraços!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou retrabalhar alguns aspectos do conto e melhorar sempre!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição!

  17. mariasantino1
    4 de agosto de 2015

    Ah, autor, que clímax gostoso (isso soa estranho, né? 😛 ). Gostei dessa explosão de sentimentos aí.
    A narrativa é boa, acessível, sem construções bonitas e mais elaboradas, mas também não destoa misturando palavras rebuscadas com mais coloquiais (por assim dizer). Fui surpreendida ao descobrir o sexo da personagem lá pelo meio e acho que cabe sinalizar antes (sugestão). O cenário e universo criado foi bem bacana e, é bonito o desejo em alcançar um lugar superior. Gostei, embora senti que deu uma demorada até engrenar de fato, mas a melancolia oferecida foi certeira para fazer sentir o contraste com o almejado.
    Obs: que nós mesmo construímos (mesmos)… “Não é possível ver até onde ela vai, apenas parecia (parece) não ter fim”… “de vez enquando paro e observo, tentando enxergar o quanto ainda faltava (falta) até o topo.
    Boa sorte no desafio.
    Nota: 8

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada! Vou arrumar suas sugestões e alguns outros aspectos! Que bom que gostou!

  18. Piscies
    4 de agosto de 2015

    Eu tinha gostado bastante do início do conto. Na verdade, gostei até o final da cena do almoço. Sua descrição nos remete à uma segunda revolução industrial, e serve como uma crítica à mesmice e a monotonia do dia a dia da classe trabalhadora, mesmo nos dias de hoje. Até eu me identifiquei com suas cenas, por ser um trabalhador de classe média e ter que pegar transporte coletivo diariamente, trabalhar durante 8 horas e voltar para casa, para fazer uma ou duas coisas antes de dormir.

    Gostei, inclusive, da sua mudança sutil entre uma narrativa de cenário para uma narrativa de personagem, dando vida à personagem principal no segundo e no terceiro ato.

    O problema mesmo foi o desfecho; o terceiro ato. Muito clichê. Me remeteu na hora ao filme Elysium, e mesmo este filme já era clichê quando saiu.

    De qualquer forma, a história é muito cativante pela forma como foi escrita (impecável) e pela ideia interessante, especialmente nos atos 1 e 2.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada! Que bom que gostou! Ainda vou trabalhar nesse conto, vai que o final toma novos rumos!… rs

  19. Phillip Klem
    4 de agosto de 2015

    “Até um dia ela cansar-se de apenas olhar para a colônia e lutar com todas as suas forças contra esse sistema, contra a elite, para que todos tenham os direitos que eles tem…”
    Wow. Adorei o seu conto. Ele merece, deve, precisa ser desenvolvido com algo maior. Um romance distópico. Tenho certeza que ficaria fantástico.
    Amei a personagem principal, sua luta, seus ressentimentos, suas esperanças. Me vieram lágrimas nos olhos quando ela disse que os cabelos das mulheres na colônia da elite chega até os ombros. Algo tão pequeno mas que faz uma diferença enorme para ela. Impossível não amá-la, tão humana que ela é.
    Todo o enredo, toda a atmosfera. A fuligem, a redoma, as fábricas, o planeta, a escrita. Adorei tudo.
    Por favor, não pare por aqui.
    Meus parabéns por um conto tão inovador e vivo. Este vai ficar comigo por um bom tempo.
    Boa sorte.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      obrigada! Que lindo comentário! Me deu vontade de continuar pelo menos para transformar em noveleta! Eu gosto de elaborar críticas sociais… Abraços…

  20. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Inspirado na Fábrica da Legião Urbana?
    me remeteu de imediato na primeira frase, música ímpar da minha adolescência…hehehe

    ‘ o ceu ja foi azul mas agora e cinza e o q era verde aqui ja nao existe maaaaaaaaaais’

    Nem sabes o que anotei aqui no meu rascunho de acompanhamento dos contos: ‘Um conto mimimi, inveja dos ricos’
    hauhuia

    Eu estava gostando até aparecerem os androides 😦
    mas o tom muito ‘rebelde’ digamos assim, do narrador me cansou…sei lá, acho q já passei dessa fase!
    ‘passando dessa fase, tanto fez e tanto faz!”
    (A dança)

    Mas a guria espiando a colonia dos ricos, sei lá… me afastou por completo do conto. Vale sua intenção, respeito sua historia, mas… como disse: sei lá, entende?
    kkk (patropi)

    acho q to doida hj, nao leve a mal!

    Boa sorte ae!

  21. Marcos Miasson
    3 de agosto de 2015

    Boa narrativa. Parece uma estória maior que um conto (espero que seja). Você pode adicionar um pouco da visão da personagens sobre as pessoas ao redor dela, algumas coisas que chamem a atenção dela, mas está bem legal 😉

  22. Evandro Furtado
    3 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei problemas;
    História – 10/10 – o início me lembrou de Metrópolis, o final de Kaguya;
    Personagens – 10/10 – foi um choque quando percebi que era uma mulher que narrava, não vi de início;
    Entretenimento – 7/10 – é um texto fluido e de fácil compreensão, ainda assim saí algumas vezes;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em primeira pessoa muito bem construída.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada pela leitura e contribuição! Vou continuar a trabalhar nele… quem sabe vira lago maior!… rs

  23. Pedro Teixeira
    2 de agosto de 2015

    Olá, autor(a)! Gostei muito do conto, um dos melhores até aqui. A estória é adequada ao formato, o futuro apresentado é crível e as referências(Admirável Mundo Novo, 1984, Elysium) funcionam muito bem. A analogia com o capitalismo atual é inevitável: o que mantém a personagem trabalhando nessas condições é a esperança de alcançar o topo. Só senti falta de uma maior carga de sentimentos em algumas passagens, de resto está muito bom.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada, acho que preciso desrobotizar um pouco mais a personagem… fiz meio proposital, mas talvez devesse maneirar…. rs

  24. catarinacunha2015
    2 de agosto de 2015

    TÍTULO. Bem legal. Fiquei imaginando o que iria cair do céu para salvar a heroína.
    TEMA. FC com sociedade dividida em castas é sempre assustador.
    FLUXO. Interessante. Começa bem lento, triste até. Depois tem o ponto de virada logo após o mingau. Deu velocidade à esperança. Gostei.
    TRAMA. Ficou bem desenhada, mas faltou emoção. Talvez tenha sido esta a intensão.
    FINAL. De uma frustração impressionante, o que surpreendeu.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada pelos comentários e pela contribuição! Que bom que gostou!

  25. Tiago Volpato
    30 de julho de 2015

    Muito bom. Gostei bastante. Você sabe criar frases que faz a gente ver claramente a cena na cabeça, e você faz isso tão bem que parece a coisa mais fácil do mundo. Você tem um estilo muito agradável e conseguiu criar um texto maravilhoso. Parabéns!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Muito obrigada! Gostei muito de seu comentário! Que bom que gosta!

  26. Felipe Moreira
    30 de julho de 2015

    Lembrei de Elysium logo no início. Gostei muito do conto embora ele narre uma experiência terrível, fiquei afeiçoado pela protagonista. Ela tem honestidade no que passa e isso me conquistou durante a leitura. Não fiz questão alguma que o conto explodisse algum trecho de aventura ou adrenalina. Penso que esse “documentário” foi o suficiente pra entender o ambiente.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! Que bom que gostou! Ainda vou trabalhar mais nele, quem sabe transformar em algo maior! Abraços!

  27. Andre Luiz
    28 de julho de 2015

    Confesso que me apaixonei pelo cenário que você criou para este conto. O microclima dentro da redoma é fantástico, e gera situações incríveis. Os personagens são pálidos, praticamente translúcidos, bem justificados pela ausência de luz solar. O céu é cinzento, traiçoeiro, cor de cobre velho. Desolador. Gostei demais da personagem principal e da forma como ela sempre arranjava para enxergar o mundo perfeito lá em cima. Aprecio como você usou o tema para fazer tudo isto, principalmente a ideia da elite e dos operários que ficaram aqui na Terra desolada para praticamente voltarem ao regime de escravidão. Como alguns devem ter notado, eu consideraria seu conto um prólogo, ou seja, uma introdução a uma história com um contexto muito maior do que aquele apresentado. Quem sabe um dia não seja desenvolvida? Tem todo o meu apoio… Parabéns!

    • Andre Luiz
      28 de julho de 2015

      Nota parcial: 9

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! Eu não havia pensado, mas com tantas sugestões, estou começando a pensar. Aceito sugestões sim. Gostei muito das ideias aqui colocadas! Acho que vai sair um livro daqui!… rs

  28. Lucas Rezende
    28 de julho de 2015

    Olá,
    Uma história triste e sem esperança, esperança essa que só a protagonista tem. Como de costume no certame, nosso futuro é triste haha. Mas a desigualdade foi muito bem retratada, a injustiça do “capitalismo” eu acho. Talvez uma crítica a ordem vigente, de um ponto de vista mais cruel.
    Só acho que a história tem uma furo. Se os trabalhadores não tiverem filhos, a elite fica sem o seu suprimento de robôs e computadores pois não haverá mais quem fabricá-los.
    Fora isto não vejo nada a acrescentar.
    Parabéns e boa sorte.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      É verdade… acho que preciso explicar melhor que é os funcionários da fábrica… rs. Obrigada por apontar essa questão! O ponto é controle populacional, só isso. Faltou explicar melhor!… rs

  29. Leonardo Jardim
    28 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) parece uma introdução de um texto muito maior. Sozinha, se sustenta muito pouco, já que traz apenas a esperança de algo e não uma história de fato. O espaço é curto, mas uma trama precisa de começo, meio e fim. Este texto trouxe apenas um início promissor.

    ✍ Técnica: (3/5) boa, narra com eficiência e ajudou muito na imersão. Faltou algo mais, porém, para uma nota maior.

    ➵ Tema: (2/2) futuro pós-apocalíptico (✔).

    ☀ Criatividade: (1/3) não vi muita novidade no texto, apenas um cenário comumente retratado, como no filme Elysium.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) senti a aflição da personagem, mas o impacto foi pequeno devido a pouca pretensão da trama.

    Encontrei só esse problema:
    ● No entanto *vírgula* o que me interessa de verdade

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! Vou arrumar esses pontos e mais alguns apontados aqui. Vou trabalhar mais a trama, vai que sai algo melhor!… rs

      • Leonardo Jardim
        17 de agosto de 2015

        Trabalhe, sim. O universo criado é muito interessante 🙂

        Abraços.

  30. Angelo Dias
    27 de julho de 2015

    Durante o conto fiquei lembrando de nomes de filmes e livros com temática semelhante. Cidade industrial, redoma, trabalhadores que produzem sem parar, classe dominante, estação espacial onde mora a elite… enfim, um monte de referências amarradas (sem fazer muito sentido) em um texto só.

  31. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota-8

  32. Leonardo Stockler
    24 de julho de 2015

    Uma mistura de Metrópolis com Alita Battle Angel… Fiquei feliz em ver que não há nenhum “conflito” na história. É uma descrição, até mesmo meio melancólica. O único defeito (se é que podemos falar em defeito) é que o autor podia ter ficado mais à vontade pra viajar nos becos e ruelas desse ambiente criou. Senti falta de outros personagens, por exemplo.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Fiquei preocupada com as 2.000 palavras, mas vou trabalhar nisso agora com mais tempo. Pode deixar. Obrigada.

  33. Davenir da Silveira Viganon
    22 de julho de 2015

    O final foi anticlimax, porque ela só olhou o Qantūris, suspirou e acabou o conto.
    Me lembrou bastante o filme Metrópolis.
    Contudo notei que sabes conduzir a narrativa. é o ponto forte do conto.
    Parabéns!

  34. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Bom argumento que lembra Cidade das Sombras, Elysium e outros filmes do gênero. Não foi original, mas foi bem escrito. Boa dissertação.

  35. Jefferson Lemos
    17 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Conto bem escrito. No geral, foi agradável. A princípio achei que fosse um homem, e só depois fui perceber que era mulher. O ambiente lembrou-me um pouco Shingeki no Kyoshin e Mistborn. A ideia é bem legal, e parece promissora, mas acho que precisa de um pouco mais de desenvolvimento.

    A mensagem passada no conto é legal, mas ao mesmo tempo ele é monótono. Não tem nenhum ápice e nem nada que deixe aquele marca. Acho que faltou isso para o deixar o conto acima da média.

    De qualquer forma, é um bom conto.
    Parabéns e boa sorte!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada pela contribuição. Ainda vou trabalhar mais nele, quem sabe sai algo melhor!

  36. Alan Machado de Almeida
    16 de julho de 2015

    Gosto de pensar que o futuro será otimista (como um Star Trek), mas histórias pós apocalípticas também tem o seu lugar. O seu conto não foi muito original, tudo bem que até muitas obras profissionais desse gênero não o são. Mas, sei lá, vi um retalho de um monte de filmes que já tinha assistido, o que pode ser coincidência já que esses temas comuns. Talvez você nem tenha assistido alguns dos filmes que lendo sua história me veio a mente. De qualquer modo, a descrição da vida dura dentro da redoma e o choque da revelação de que a população foi reduzida à apenas alguns milhões foi o ponto forte. Nota 8

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Na verdade, sempre existirão zilhões de livros e filmes com o mesmo tema, o que vai diferenciar o seu dos demais é apenas o modo como vc narra a história e conduz o personagem. Obrigada pela leitura e comentário.

  37. Fabio Baptista
    15 de julho de 2015

    A escrita está OK (só teve ali um “maquinalmente” que desceu meio quadrado), mas não vi muito além de uma grande descrição de cenário. Tipo, até tem a reflexão, a metáfora sobre a condição humana atual, onde vamos até o bairro industrial todos os dias e ficamos sonhando com o mundo além das nuvens (o mundo dos ricos, o Paraíso, etc…), mas isso não chegou a formar uma trama propriamente dita.

    Enfim… infelizmente não gostei. 😦

    NOTA: 6

  38. Brian Oliveira Lancaster
    13 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Uma releitura mais emotiva de Elysium. Curti. >> 9.
    G: Fazia tempo que não ouvia a palavra “japona” – isso denuncia a autoria (ou o estado em que vive o autor). Gostei de todo o clima melancólico e do tom mais intimista – esse foi o grande diferencial da história, pois nos importamos (de verdade) com a protagonista. O final, sem solução fácil, fechou com chave de ouro, inclusive ao nos remeter ao título do texto. >> 9.
    U: A leitura flui muito bem. Sem grandes floreios, mas direto ao ponto, sem necessitar grandes explicações. >> 9.
    A: O cenário e a personagem se fundiram num misto de emoções, em um ritmo bem cadenciado, certeiro. >> 9.

    Nota Final: 9.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! Sou catarinense, mas vc achou que, pelo “japona”, eu era de onde???… rs. De Curitiba? Talvez essa história cresça e se torne algo maior. Quem sabe! Abraços!

  39. kleberm2015
    13 de julho de 2015

    Excelente!

    Ficção científica com uma aguda crítica social. De fato, são as elites que dirigem o planeta, são os que detém o verdadeiro poder em suas mãos. E que é a responsável pela nossa destruição, em sua ganância absoluta pela riqueza e poder. É o nosso caso hoje. Crianças trabalham em minas insalubres na África para que outras no norte do planeta tenham seus tablets e smartphones.

    Um dos melhores até aqui, na minha humilde opinião.

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! E sua opinião não é tão humilde. Vc é leitor e, assim, considero sua opinião de uma grande valia! Ainda vou trabalhar mais na história! Abraços!

  40. José Marcos Costa
    13 de julho de 2015

    Sabe, eu gostei da história, mas esse é o roteiro do filme elisyum, acho que faltou um pouco de criatividade e emoção. nota: Ruim

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Bem, se é rotei, acho que me devem alguns royalts… rs… ainda não entraram em contato comigo para pagar nada!… rs. Quem sabe não sabem que moro no Brasil! Brincadeirinhas à parte, há diferenças entre as duas histórias sim, pode ver. mas obrigada pela contribuição!

  41. Ivanice
    13 de julho de 2015

    Adorei essa história. Não duvido muito de isso realmente acontecer.
    Sua personagem sonha em meio a todo esse cenário horrível, mas me pareceu que seria somente isso. Imaginando um futuro, ela faria isso todos os dias de sua vida. Almejar algo que nunca poderá ter é parte da vida.
    Uma coisa que achei curioso foi eles não poderem ter filhos, entendo que o espaço é limitado, mas precisam renovar a mão-de-obra.
    Me senti realmente ligada a essa realidade -eu me desesperaria se não pudesse ver o céu- a maneira como prosseguiu a história foi excelente e não ficou maçante em nenhum momento.
    Continue escrevendo 🙂

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada! Que bom que gostou! Ainda vou trabalhar mais no conto, vai que ele se torna algo maior! Baraços!

  42. Rubem Cabral
    13 de julho de 2015

    Olá, Regis.

    Achei o conto bonito e melancólico. Está bem escrito, também. Quanto à história, senti falta de novidades, o “mundo” criado é muito similar ao de muitos filmes, feito, principalmente, “Elysium”.
    Alguns problemas de lógica que identifiquei: já que existem androides capazes de realizar tarefas complexas feito funcionarem como policiais, não vi a razão de se manter essa comunidade miserável de quase escravos; os androides poderiam ser explorados como mão-de-obra. Outro ponto que achei estranho foi a questão da esterilização das pessoas, o que condenaria à população local à extinção.

    Um bom conto!

    Abraços e boa sorte no desafio!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada. A ideia é justamente a controvérsia. Tecnologia mesmo, só pra elite. Os humanos são apenas mão de obra. Hj acontece isso, temos máquinas extraordinárias, mas em alguns lugares preferem trabalhos escravos á utilização dessas máquinas, uma economia que não faz sentido. mas sua reflexão me deu a ideia de colocar essa reflexão tb no conto. Obrigada mais uma vez.

  43. Marcel Beliene
    12 de julho de 2015

    Excelente conto, Regis Kappa, adorei essa atmosfera que você conseguiu trazer para a história. A poluição, a taciturnidade das pessoas, tudo isso valorizou muito o conto; você me lembrou Huxley. Sua escrita também é maravilhosa. Parabéns!

  44. Rogério Germani
    12 de julho de 2015

    Olá, Regis!

    Novamente um escritor veterano que adora fragmentar um texto curto: domínio da língua pátria, bagagem de sobra e, infelizmente, o uso da velha técnica de particionar o enredo a cada troca de momento ou ambientação, esquema que funciona bem apenas para novelas/romances ou textos muito extensos.
    O uso do cenário caótico para um possível futuro aos desmazelos humanos sempre é interessante, serve de alerta para cuidarmos melhor do nosso planeta. Só não curti muito a ideia do novo habitat assemelhar-se e muito com as condições já vivenciadas no Apartheid. Também não ficou muito claro como a protagonista conseguiu acesso a diversos códigos que abrem portas sigilosas. Outro fato que me chamou a atenção: com informações privilegiadas e acesso para sair do Bairro Industrial, por que a protagonista nunca tentou escapar?

    Boa sorte no desafio!

    • Cácia Leal
      12 de agosto de 2015

      Obrigada. ela nunca tentou escapar porque não há para onde ir, a não ser para o alto, o que ela ainda não conseguiu. Quem sabe no futuro… rs. Não sou veterana na escrita não, sou, talvez, um pouco mais velha que muitos do grupo… rs… só isso!… rs

  45. Renan Bernardo
    12 de julho de 2015

    Parabéns! Muito bom! Muito bem escrito e sua capacidade descritiva é ótima. Consigo imaginar um livro que se passa neste futuro. O tema lembra um pouco o do filme Elysium, mas você soube aproveitar muito bem. A personagem e a motivação dela são cativantes.

  46. elicio santos
    12 de julho de 2015

    Conto sucinto e criativo. Bom!

  47. Daniel I. Dutra
    12 de julho de 2015

    Esse conto me lembrou aquele filme com Matt Damon e Wagner Moura (não lembro o nome).

    Gosto dessas narrativas em forma de “diário”. Dá uma maior verossimilhança a história.

  48. Claudia Roberta Angst
    12 de julho de 2015

    Visão de um futuro sombrio, ou melhor, cinzento. De um lado, o gueto formado pelos sobreviventes, quase um campo de concentração – ainda mais com a frase O trabalho dignifica o homem – que me lembrou do slogan nazista“Arbeit macht frei” – O trabalho liberta. Na outra ponta da ficção – a colônia da elite, um paraíso no espaço. Claro que não poderia faltar uma biblioteca cheia de livros.
    Fiquei imaginando se um céu cinzento contrastaria com o concreto. Não vejo muito contraste de cores, pelo menos.
    Não foi uma leitura árdua, mas também não fluiu facilmente. O tema proposto foi desenvolvido de acordo.Boa caracterização do ambiente.Só faltou algo que despertasse maior interesse do leitor.
    Boa sorte!

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Publicado às 12 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .