EntreContos

Literatura que desafia.

Tela azul da morte (André Luiz)

cyberpunk_digital_art-wallpaper-1920x1080

“Eu proponho… que nós façamos um robô capaz… de amar.”

William Hurt, A.I.

 

A luz vermelha não parava de piscar. Os olhos de Borges estavam congelados no minúsculo botão a sua frente. Conferiu em seus arquivos digitais: no mapa virtual 3D não estava modelado aquele ativador de corrente elétrica. Guardou uma das chaves de mão no cinto de trabalho e despiu-se do capuz negro que encobria sua cabeça calva e enrugada.

Acionando um de seus drones de pesquisa controlados por microchips neuroimplantados, Borges conseguiu acessar o sistema central da Companhia Municipal de Esgotos e Tratamento de Dejetos da megalópole paulistana, a Cometrad – SP. Segundo leituras iniciais, havia uma invasão de vírus na rede de controle da distribuição de fluidos, algo que estava gerando uma pressão ascendente na Portaria 2 – NORTE.

Era exatamente a informação que apontava no painel luminoso. O técnico de sistemas digitais abriu seu rastreador e conferiu as imagens captadas pela câmera frontal do drone, avançando na tubulação enferrujada.

―Argh! — Borges engoliu em seco. Sentiu sua garganta envolvida de pus, como se cacos de vidro encravados na glote o fizessem grasnar. Pigarreou tal qual um velho costumava fazer.

Subitamente, a imagem na tela tremulou e se apagou. A conexão com os drones foi perdida e deixou-o surpreso frente à inusitada situação.

O sinalizador da Portaria 3 – NOROESTE apitou e começou a piscar. Subitamente, como um motim de vagalumes viajando no escuro, milhares de outros pontos vermelhos começaram a cintilar no painel. As tubulações rangeram ao redor de Borges entoando cânticos fantasmagóricos e estalidos metálicos.

A central!”. Preocupado, recolocou o capuz negro na cabeça e guardou nos bolsos a central portátil de onde acessava a maioria dos painéis do sistema de tubulações. De dentro do sobretudo, retirou óculos de visão noturna. Apressadamente, digitou a senha de comando e lacrou a sala de manutenção assim que saiu, saturado por uma desconfiança que há tempos não sentia. Como se aquele incidente não fosse mais uma falha do sistema.

Acessou a rua, que estava deserta, com euforia espantada em seus movimentos desalinhados e entrou no automóvel propulsor que usava para trabalhar. Inseriu alguns comandos no painel de controle e afundou a cabeça no banco de couro, vendo o mundo desalinhar-se a seu redor:

AVENIDA VILLA-LOBOS, 1154

COMANDO COMETRAD-SP

DEPARTAMENTO DE ANÁLISE DE PERIGOS VIRTUAIS

Rugas de preocupação apontaram no rosto de Borges. O carro seguiu na velocidade do som e as ruas tornaram-se um amontoado colorido de borrões. O mundo tornara-se uma pintura de Van Gogh na visão do mais impressionado ser humano daquele momento.

***

Enquanto seguia rumo à central de comando, de onde partia todas as manhãs para trabalhar, não conseguiu desviar o pensamento da cidade que se estendia por milhas e milhas a seu redor.

A metrópole virara megalópole rapidamente, trazendo consigo prosperidade e tecnologia. Os cidadãos se armaram de seus smartphones, tablets e notebooks, esquecendo-se, contudo, de sua saúde, que definhava aos poucos, na medida em que a velocidade da internet aumentava dia após dia. Lentamente cresceu no meio das ruelas de São Paulo uma pesquisa revolucionária na medicina, uma tentativa científica de melhorar a vida daquelas pessoas, que utilizava nanotecnologia para tratamento de diversas doenças. Os micro-drones pesquisados seriam capazes de tudo dentro do corpo humano, desde remover um tumor com danos mínimos ao paciente até mesmo uma cirurgia cardíaca delicadíssima sem que fosse necessário um corte imenso no peito.

A morte parecia cada vez mais longe do ser humano, uma lenda urbana aos poucos esquecida de lado.

O projeto I-Rob foi um sucesso: O que inicialmente parecia magia tornou-se palpável. Milhares de micro-drones imersos em um gel capazes de penetrar no corpo humano e realizar verdadeiras façanhas brincando de células na corrente sanguínea. A aprovação da sociedade, obviamente, não veio de imediato, porém tornou-se uma alternativa a se pensar para a maioria da população obesa e com diagnósticos de hipertensão, diabetes e câncer dos mais diversos tipos.

Era o início do fim, que chegou sorrateiro como um parasita e tão devastador quanto. Logo, praticamente todos os hospitais da megalópole adotaram o sistema I-Rob em seus procedimentos; esquecendo-se, contudo, dos perigos do uso indevido dos micro-drones.

Os robôs saíram do controle após um vírus invadir o sistema. Conspiração? Não houve tempo para provas vestigiais.

O alvo: O cérebro, a mente humana.

A racionalidade.

A raça.

O ser.

Mais um dos erros da humanidade: Subestimar seu poder de autodestruição.

 

***

A central aproximou-se como um borrão, que aos poucos foi se tornando significativo e imponente enquanto a velocidade do automóvel reduzia de forma suave, um ponto reluzente no meio de toda aquela escuridão mórbida e suja que São Paulo se tornara.

Borges levantou-se do banco assim que uma voz robótica dirigiu-se a ele:

—Departamento de análise de perigos virtuais. Boa noite, em que posso lhe ajudar?

O carro desacelerou até parar e sentiu os jatos de ar cessarem debaixo da lataria.

—2OR75S. — Entoou com pressa. —Direção: Sala NORTE 4001.

As portas do carro se abriram com um barulho metálico e Borges desembarcou. O automóvel prosseguiu sozinho, guiado por sensores remotos, deixando-o imerso no ambiente mal iluminado. Sentiu o chão sobre seus pés se mover e deslizou sobre as esteiras de rolagem; ainda com a expressão preocupada no rosto.

Uma porta de metal e um letreiro de neon azul surgiram em seu horizonte: NORTE 4001. Exibia o sinal luminoso estático na escuridão. Um clangor metálico fê-la abrir e Borges projetou-se para seu interior.

A sala estava repleta de computadores operando integralmente, e os sensores espalhados por toda a cidade mapeavam as rotas subterrâneas do sistema de esgotos da megalópole. Novamente um amontoado de luzes vermelho-incandescentes piscava nos painéis, por todos os cantos em que se poderia imaginar.

Uma simples inserção manual do código de segurança da rede seria capaz de reiniciar o sistema e enviar o exército de drones para qualquer uma das ameaças que existisse naqueles quilômetros quase infinitos de tubos de aço. O sistema, no entanto, dera conta disto tudo; fora programado para ser 100% automático.

O dia estava prestes a se tornar atípico, algo que o único ser humano trabalhando naquele prédio nunca poderia cogitar.

***

Borges inicialmente trabalhara como operador de sistemas, até que o mundo começara a mudar e ele foi transferido para o controle de ameaças virtuais. A maior parte do tempo vivia cercado de esgoto e drones voando por toda parte, como se fosse o capitão de um batalhão de máquinas a seu dispor.

Contudo, a tecnologia deu lugar à solidão. Os seres humanos tornaram-se carrancudos e melancólicos. Deixaram de sentir prazer nas coisas simples da vida e afundaram-se em amargura e depressão. Lentamente, a raça definhava sua humanidade. O Alzheimer logo virou histeria coletiva.

Esqueceram-se de quem eram e quem costumavam ser. Tornaram-se animalescos demais para a sanidade.

Aniquilaram-se em doses homeopáticas.

Borges era um dos poucos que restaram sãos e salvos, curiosamente um tipo comum e sem muitos atributos intelectuais. O que preservara, no entanto, não poderia ser subtraído de si nem mesmo pela solidão da tecnocracia: a perseverança.

***

Entrou no sistema central de controle da COMETRAD-SP com sua senha de acesso e passeou pelo mapa virtual. Com ele, tinha o poder de acessar os drones por toda a cidade. Mas fazer o quê quando todos estão desconectados do sistema central?

Subitamente, o turbilhão de luzes e sons de alerta de ataque cessou. Borges aguçou os ouvidos no meio do breu e deixou que a mente viajasse a inúmeras hipóteses para aquela invasão. Apenas o monitor do sistema estava ligado, e nele, Borges viu algo que instantaneamente o paralisou: Os drones recuavam em direção à central, ordenados por uma espécie de sinal eletrônico emitido de dentro do prédio da COMETRAD.

Um clangor metálico fez com que a porta se abrisse e atraísse o olhar assustado de Borges em sua direção. Apenas a fumaça dos pistões de hélio pairava no ar. Na mente do técnico, um turbilhão de imagens desconexas passava, como um imenso banco de dados esquadrinhado em um Gb por milissegundo.

Por algum tempo ele ficou estático, observando o buraco da porta e esperando que algo aparecesse e o surpreendesse.

Nada.

Os botões piscantes começaram a emitir bipes e atraíram os olhos de Borges. Ele não sabia como proceder perante aquela ameaça. Principalmente porque não sabia o que ela era.

O coração de Borges estava acelerado, prestes a saltar do peito em brasa. O ambiente escuro e tenebroso da sala corrompia seus pulmões. De mãos no teclado e armado de conhecimento sobre programação avançada, inseriu algumas dezenas de dados no multiprocessador da central da COMETRAD.

Acesso negado. Tente novamente. Dezenas de vezes fracassadas no acesso. As luzes de controle permaneciam frenéticas. Borges sentiu-se impotente; todo o conhecimento que possuía não servia de nada.

—Aplausos à humanidade! — Soou uma voz no escuro. Subitamente, Borges estacou no que fazia. Sentiu uma onda de calafrios percorrer sua coluna vertebral e alojar-se nos confins do arquipálio, o cérebro reptiliano. — Não consegue solucionar este problema, mas ainda diz que é dono do mundo.

Uma face surgiu no monitor, envolta na escuridão, fazendo Borges estarrecer-se de medo. Mesmo consternado, balbuciou:

—Co-como você invadiu o sistema? Ha-hacker?

—Cracker? Hacker? Quem sabe…

Seus olhos centraram-se na tela e suas pupilas se dilataram. A tela ficou estática por um segundo. Diversas ondas atravessaram-na e transformaram a imagem exibida. Várias datas apareciam e desapareciam na tela, piscando em meio à escuridão. 28 de junho de 1914. 1º de setembro de 1939. 6 de agosto de 1945. 16 de julho de 1969. 25 de dezembro de 1990. 11 de setembro de 2001. 19 de março de 2003…

—Olha o que fizeram ao mundo! — A voz projetou-se da tela, transbordando rancor. — É para isto mesmo que evoluíram? Olha isto!

As imagens tremularam novamente: milhares de rostos humanos emergindo nas trevas. A humanidade ardendo em ódio, sofrendo com o terror. 11 de setembro de 2001. Agora fazia sentido. O Estado Islâmico navegando pelo mundo… Borges não conteve o pavor estampado no rosto.

—Mas eu não…

—Cale a boca! — Dois olhos vermelhos emergiram da escuridão, ainda dentro da tela do computador. De certa forma, Borges reconheceu-os. — Você não tem direito de falar! Vocês não têm direito nenhum! A raça humana já nasceu podre! Deve ser extinta!

Subitamente, Borges gargalhou. Riu como se não fosse mais parar. Os olhos na tela se estreitaram em sinal de reprovação.

—Qual a graça! Você está perdido!

—Não há como você matar todos os humanos! Não! Como um hacker poderia fazer isso? É impossível! Somos os mais poderosos! Detemos a tecnologia necessária para quase tudo!

Os olhos tornaram-se maquiavélicos.

—Não preciso matá-los. Preciso de vocês vivos. Já fiz o que tinha de fazer. — A tela se desligou, deixando Borges em total escuridão.

***

Os arranha-céus rasgavam as nuvens de poeira que se acumulavam no ar. Dentro de suas residências, as pessoas permaneciam iluminadas pelas bilhões de telas touch. Pupilas dilatadas, mentes capturadas.

Um homem senta-se no sofá de casa e retira o negro capuz da cabeça calva. Aparenta ser jovem, mas o rosto não parece saldável para alguém de sua idade.

Liga seu notebook e pesquisa na rede mundial de computadores:

“Ajude-me”.

O cursor se movimenta e uma voz familiar irrompe dos alto-falantes:

—Olá, conte-me seu problema.

O homem permanece estático, um pouco inexpressivo. Digita lentamente:

“Eu não me relaciono bem com as outras pessoas.”

— E por que você acha que você não se relaciona bem com as outras pessoas? — A máquina prontamente responde aos comandos, conduzindo a conversa.

O homem aproxima-se mais do computador, imerso na luz azulada que emana do monitor. O cursor pisca na tela.

“Pois estou sempre sozinho.”

Uma linha começa a ser preenchida enquanto a máquina calcula uma resposta:

— Desde quando você se sente sempre sozinho?

O homem insere mais uma palavra.

“Desde…”

Trava sem lembrar-se da resposta. Desde quando se sentia sozinho?

Anúncios

51 comentários em “Tela azul da morte (André Luiz)

  1. Andre Luiz
    12 de agosto de 2015

    Bem, primeiramente, agradeço a todos que se comprometeram a ler ( e reler) meu texto e tentar absorver o máximo que podiam com relação ao enredo misterioso que criei. Abaixo, decidi exemplificar algumas das dúvidas mais recorrentes que percebi nos comentários, que, em alguns casos, passaram uma ideia errada sobre o que eu pretendi mostrar. Vamos lá!

    Algumas pessoas, como o Thales Soares e a Catarina Cunha, parecem realmente ter gostado do título do conto. Para quem sabe um pouco mais de computação, ou até mesmo qualquer usuário que já tenha passado por um erro clássico do SO Windows, a Tela azul da morte (do inglês Blue Screen of Death – B.S.O.D.), que é um erro “fatal” do sistema, no qual o dispositivo encontra um erro que não pode recuperar. Depois comento sobre a relação do título com a trama.

    A citação que abre meu conto provém do filme Inteligência Artificial, dirigido por Steven Spielberg. Para quem nunca assistiu ao filme, recomendo. É uma belíssima produção que choca pela evolução da inteligência artificial representada, praticamente misturando a maioria dos enredos de contos – sobre I.A – que vi neste desafio, e ainda conseguindo trazer emoção ao futuro desconcertante. Bem, este filme foi baseado em um conto, “Supertoys Last All Summer Long”, também de igual honraria, que acabou trazendo um nome para se tornar meu pseudônimo. Vale a pena conferir o trabalho de Brian Aldiss com este conto.

    A ideia da inteligência artificial surgiu após assistir vários filmes do tema, e me imergir no universo de ficção científica tentando sair um pouco do senso comum de “Star Wars” e outras tramas do gênero(sem ressentimentos, claro). Queria passar uma dependência da raça humana em relação às máquinas, no entanto, sem que as máquinas os exterminassem. Como percebi em diversos contos deste desafio, esperamos um futuro distópico para a raça humana, em que ela talvez até nem exista…

    Bem, a Cometrad surgiu como uma empresa revolucionária em todo o Brasil, utilizando um “exército” de drones para monitorar os túneis subterrâneos da megalópole São Paulo. Em virtude disto, é uma empresa sólida no ramo, e detém controle de todo o tráfego pelos canais fluviais da cidade. Exatamente por isto, consegue estar em qualquer lugar e a qualquer tempo onde queira estar, porque o sistema de esgotos está interligado a todas as residências e indústrias da região metropolitana de São Paulo. Isto é um enorme avanço tecnológico!

    Borges é um técnico de sistemas digitais, e trabalha para a Cometrad a algum tempo. Através de suas telas e aparatos tecnológicos consegue monitorar o sistema de esgotos automatizado que corre a cidade, e igualmente vasculhá-lo centímetro por centímetro por meio de seus drones. Entendamos que drones são equipamentos não tripulados, não necessariamente voadores – a razão de algumas centenas deles conseguirem transitar pelos esgotos com facilidade.

    Subitamente, um erro aparece em seus mostradores, sinalizando uma invasão de vírus ou algo do gênero. Luzes começam a piscar e Borges sente algo dentro de seu corpo. Se avançarmos um pouco na trama, logo veremos claramente que ele possui nanobôs do projeto I-Rob implantados em seu corpo. Ao contrário do que pensamos, esta tecnologia já existe em fase de testes e está sendo cogitada para tratamento de câncer e outras enfermidades.

    Borges é um ser humano, susceptível a falhas das mais diversas formas. Assim, acaba sendo levado à Central sem saber. Já é um encadeamento de ações propositais por parte da Central. “Apressadamente, digitou a senha de comando e lacrou a sala de manutenção assim que saiu, saturado por uma desconfiança que há tempos não sentia. Como se aquele incidente não fosse mais uma falha do sistema.” Ele acha que é mais um erro, porém não sabe o que o espera.

    As interrupções na trama foram intencionais, exatamente para não deixar que a movimentação dos personagens na trama – quando a distância e o tempo eram longos – fosse retratada. Preferi retirá-las e acrescentar algumas descrições mais melindrosas, na intenção de causar reflexão. Além do mais, utilizei de um recurso de “flashback” para explicar alguns pormenores que são essenciais para o entendimento da trama, como a evolução e a disseminação da tecnologia pelo cenário no qual o conto estava ambientado, além da implantação do projeto I-Rob para tratamentos médicos e outros usos.

    Uma leitura atenta revela que Borges não tinha ideia da dimensão dos efeitos da tecnologia sobre os humanos, visto que trabalhava a maior parte do tempo sozinho, nos esgotos, sem nenhum colega humano o acompanhando, e se locomovia a bordo de um carro superveloz. Como o mundo era uma pincelada de borrões(retirei esta ideia de “Fahrenheit 451”, para conhecimento), ele não tinha noção do que acontecia a seu redor. Ao chegar à central, era conduzido para sua sala, que era também seu aposento de dormir, tudo automaticamente. Não tinha contato com humanos. Ademais, saliento a definição de humanidade como uma sociedade de Homo sapiens, o conjunto da raça humana. Se não pensamos, não cogitamos, não temos a racionalidade, perdemos a essência humana.

    A Central assumira o controle. “Acesso negado. Tente novamente. Dezenas de vezes fracassadas no acesso. ” Nem mesmo Borges conseguia acessar o sistema. Com relação ao Hacker, é uma mera suposição de Borges. Ele não sabia o que estava acontecendo. Há uma sucessão de datas que aparecem na tela, uma referência que decidi colocar no texto para criticar alguns aspectos da sociedade. Vejam: 28 de junho de 1914 – Assassinato de Francisco Ferdinando. O estopim à Primeira Guerra Mundial. 1º de setembro de 1939 – Invasão da Polônia e início da Segunda Guerra. 6 de agosto de 1945 – Bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. 16 de julho de 1969 – Lançamento da Apolo 11. 25 de dezembro de 1990 – Discurso de Fernando Collor de Mello. 11 de setembro de 2001 – Ataque às torres gêmeas. 19 de março de 2003 – Eclosão da Guerra do Iraque… A intenção não é fazer com que o leitor pesquisasse data por data(coisa que eu, sinceramente, estaria me coçando para não fazer), mas absorvesse as datas como algo ruim que a Central estava mostrando a Borges.

    A questão do Estado Islâmico veio, como disse brilhantemente o colega Rogério Germani, foi apenas uma menção. Alguns comentaristas focaram muito nele como a causa daquele mal, ou também nos hackers(que citei uma ou duas vezes no conto).

    “—Não há como você matar todos os humanos! Não! Como um hacker poderia fazer isso? É impossível! Somos os mais poderosos! Detemos a tecnologia necessária para quase tudo!” Borges continua convencido de que é um hacker, mas não é. É a própria Central, uma inteligência artificial. E a fala é sim teatral. Borges gargalha enquanto vê seu fim. Está sendo consumido pouco a pouco. Perde sua racionalidade. Definha…

    “—Não preciso matá-los. Preciso de vocês vivos. Já fiz o que tinha de fazer. — A tela se desligou, deixando Borges em total escuridão.” Toda a humanidade está viva. Borges somente não sabia disto. Na verdade, a Central transforma os seres humanos em “escravos”, mantendo-os vivos para que consumam tecnologia. A escuridão que Borges se encontra é exatamente esta falta de luz em sua mente. O declínio de sua racionalidade.

    A passagem final foi apenas ilustrativa. Eu poderia ter deixado o texto sem ela, porém achei melhor colocá-la como um adendo. Mostra Borges(ou também qualquer cidadão, na intenção de generalizar e retirar a individualidade do personagem, avulso a seu meio e às circunstâncias. Um escravo da tecnologia. Ele conversa com uma máquina, e curiosamente, este diálogo não é de minha autoria. O homem conversa com uma inteligência artificial, exatamente como aconteceu a algum tempo com uma tecnologia desenvolvida pela Google com base na inteligência artificial. Caso alguém se interesse, veja no link: http://arxiv.org/pdf/1506.05869v2.pdf. O texto está em inglês, mas há várias referências a ele na internet.

    Deste modo, minha crítica está feita. Aos que comentaram, novamente agradeço. Espero ter deixado mais claras algumas passagens e referências do meu texto. Este erro na inteligência artificial é similar à Tela azul da morte. É fatal no sistema. A própria Central falha. Ela foi programada para funcionar dentro de certo limite. Dentro da Megalópole. O Universo dela é aquele lugar. A humanidade é São Paulo para ela. Falhas e mais falhas… Bem, espero ter passado minha crítica.

    • Bia Machado
      15 de agosto de 2015

      Olá, obrigada pelas explicações. É complicado pegar tudo isso quando você não tem oportunidade de uma explicação antes de ler o conto. E se o conto precisa de explicações, talvez seja melhor escolher outro enredo, outra abordagem. Ainda mais quando os comentários só serão liberados após a votação. Se os comentários estivessem abertos dessa vez, você certamente teria sanado muitas dúvidas dos leitores, a tempo de eles pensarem antes de votar. Mas isso são suposições. Eu, por exemplo, vi e gostei do A.I., li o Superbrinquedos, mas a leitura que fiz do seu conto não me levou às outras referências, e isso é natural. As referências são suas, como escritor, mas não são minhas, enquanto leitora, não podemos escrever e ficar torcendo para que entendam o que fizemos naquele conto. Se eu escrevo algo, tenho que assumir que aquilo talvez não seja captado pelos leitores sem meu auxílio. Porque o texto que você escreve não é o mesmo que o seu leitor vai ler. Pra isso acontecer, autor e leitor precisam ter duas coisas totalmente em comum: conhecimento de mundo e inferências. Mas isso é muito, muito difícil acontecer, tanto que quando acontece se chama “transmissão de pensamento”, rs! 😉

  2. Marcellus
    11 de agosto de 2015

    O automóvel propulsor (?) viajava na velocidade do som (!).

    Se a história se passa em São Paulo, por que não usar o S.I.? km em vez de milhas?

    Enfim… cheguei ao final com dificuldade. O conto é arrastado e um tanto confuso. Talvez com um pouco mais de trabalho, o autor consiga o resultado planejado.

    Boa sorte.

  3. Pedro Luna
    11 de agosto de 2015

    Um bom conto tecnológico. A trama da destruição da raça humana ficou mais do mesmo, mas foi contada de forma bacana e confesso que achei original. Acho difícil a humanidade confiar em nano robôs, micro robôs, sei lá, dentro das pessoas. rs.. ainda mais depois de ler o seu conto. No final, o personagem acabou vítima do mesmo mal que assolou o restante. Interessante conto.

  4. Bia Machado (@euBiaMachado)
    11 de agosto de 2015

    Achei interessante, mas em certas partes muita informação, isso acabou me desconcentrando, admito… Não me senti cativada pelo Borges. O final é melancólico, mas não chega a me emocionar. E São Paulo já é considerada megalópole há uns bons anos…

  5. Luan do Nascimento Corrêa
    11 de agosto de 2015

    → Avaliação Geral: 7/10

    → Criatividade: 7/10 – Bastante criativo, mas senti que faltou algo.

    → Enredo: 7/10 – O conto me fisgou, mas o final não agradou. Creio que o final merecia ser melhor trabalhado/explicado.

    → Técnica: 7/10 – Encontrei pequenos erros, mas nada que comprometesse a leitura.

    → Adequação ao tema: 10/10 – Ficção científica, sem dúvidas.

  6. Wilson Barros Júnior
    11 de agosto de 2015

    O conto mistura o munbdo real com o virtual, como um conto antigo de Harlan Ellison, “Não tenho Boca e Preciso Gritar”. O efeito geral ficou muito bom, agradável de ler. A ideia de uma revolução de micro-drones foi muito criativa. Um conto muito original, parabéns.

  7. Fábio Almeida
    11 de agosto de 2015

    Nota nove sólida!

    Este é o conto que torna a perspectiva robótica mais real do que outros no certame. Muito bem jogado com os sentimentos humanos, a narrativa com um “pace” muito bom e muito bem usado; os parágrafos nas alturas ideais e os diálogos absolutamente imersivos. Respira-se ficção científica. Não dou mais porque estava à espera de um final mais conclusivo. Ainda assim, excelente trabalho!

    Bem jogado 8D

  8. Renato Silva
    11 de agosto de 2015

    Olá.

    O conto é bem legal, instigante. Pode ser um defeito para outros, mas acho bacana ler uma estória da qual não tenho a mínima ideia de como vai acabar, do objetivo central. Fui lendo e pensando “E aí, vai acontecer o quê, agora?”. Quem disse que todo conto tem que ter um começo, meio e fim linear e previsível para ser bom?
    Confesso, também, que não entendi muito bem. Li duas vezes para compreender melhor, mas ainda não compreendi totalmente. Por acaso, Borges estava sozinho o tempo todo? A Humanidade já havia sido escravizada? Se isso já tinha ocorrido, Borges sabia, pois ele ficou surpreso ao ver o tal “hacker” (Anonymous?).

    Uma coisa que não ”engoli” foram esse nanodrones. Como assim, drones microscópicos? Eles voam, por acaso? Tem hélices ou turbinas?

    Numa avaliação geral, o conto é bom, bem, bem escrito e com descrições técnicas bacana. Um bom enredo de sci-fi, mesmo que não tão original para os dias de hoje.

    Boa sorte.

  9. Gustavo Castro Araujo
    11 de agosto de 2015

    Li duas vezes e não entendi direito. Depois li a terceira. Nada. Está bem escrito, sem erros, com parágrafos fluidos – o que, neste desafio, é algo a se destacar – mas confesso que até agora a história de Borges me soou estranha. Percebi que o autor alternou trechos em que a linha principal se desenrola e outros, em que explica o que aconteceu para que o protagonista passasse por tudo aquilo que testemunhamos. Eu mesmo uso esse tipo de recurso nos meus contos, para prender o leitor, mas aqui a própria realidade de Borges ficou confusa. Lá está ele agindo como uma espécie de encanador virtual, comandando seus drones e tal. De repente, algo dá errado e ele, no fim, aparece em casa, ruminando sua solidão. Talvez tenha me escapado algo, mas não consegui me conectar com o pobre do Borges. Não senti pena, não torci por ele. Fiquei esperando alguma coisa acontecer, mas… Pois é… Talvez eu não esteja preparado para absorver uma narrativa deste tipo. De todo modo, me parece que o autor sabia o que estava fazendo, já que conduz a história com aparente segurança. Isso, somado à inexistência de erros é algo a ser reconhecido e faz com que, no meu critério, o conto “passe raspando”.

    Nota: 6

  10. Fabio D'Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Tela azul da morte
    Brian Aldiss

    ஒ Habilidade & Talento: A narrativa é incrivelmente boa. Fora algumas falhas de gramática, a habilidade reina nesse texto. Sim, acredito que você seja talentoso, caro escritor. Continue escrevendo!

    ண Criatividade: O texto tem uma história interessante, mas o que chama atenção é o desenvolvimento da história. No final, não impressiona. Os personagens não são carismáticos. Enfim, talvez o autor apenas aproveitou uma ideia que o perturbava, mas que realmente não merecia ganhar vida. Tente evitar algumas histórias, se esse for o caso.

    ٩۶ Tema: Bem, o mundo futurístico é realmente interessante. Sim, tem certo clima de ficção científica, mas faltou alguma coisa… Não sei exatamente o quê, mas não me convenceu. O foco é o mundo distópico.

    இ Egocentrismo: Curti bastante a leitura. A história em si, porém, não me conquistou por completo. A melhor parte, na minha concepção, foi o final.

    Ω Final: A Habilidade e o Talento estão juntos. A Criatividade está de mal com o mundo. O Tema decidiu comparecer, mas não marcou presença de verdade. O Egocentrismo adorou a festa por completo, mas não de alguns detalhes.

  11. William de Oliveira
    11 de agosto de 2015

    Legal o conto. Ele mistura um futurismo com uma pitada de zumbis. Tem um outro conto aqui no concurso que também entrou nessa linha de pensamento.

  12. Cácia Leal
    10 de agosto de 2015

    Gostei muito do conto. Muito bem escrito e uma narrativa bem elaborada, mas senti falta de um algo a mais que desse um prosseguimento à história. Achei que o final ficou vago demais. Achei também bastante criativa a trama, com muitos elementos de ficção científica e que a encaixam perfeitamente no desafio. Muito bem.

  13. Fil Felix
    10 de agosto de 2015

    Acho que o conto desanda um pouco quando aparece o “hacker”. Muito caricato, só faltou gargalhar. Além de que a ideia de que humanos não prestam, máquinas serão melhores e cia., acabou aparecendo muito por aqui, um pouco desgastada. Acabei por não gostar muito, mas existem diversas frases bem construídas como a parte do Van Gogh, da Racionalidade e o final, fizeram a diferença e deixou esteticamente interessante.

  14. Laís Helena
    10 de agosto de 2015

    1 – Narrativa, gramática e estrutura (3/4)

    Sua escrita é boa e a narrativa me envolveu durante a maior parte do tempo; só não gostei muito das interrupções usadas para jogar explicações.

    2 – Enredo e personagens (1/3)

    Seu enredo é interessante, mas senti que faltaram pistas para que, como Borges, o leitor também possa reconhecer o vilão, e também a relação entre os acontecimentos do conto e os das datas citadas.

    3 – Criatividade (2/3)

    Achei a ideia interessante, apenas pecou no final pela falta de pistas ou referências.

  15. Alberto Lima
    9 de agosto de 2015

    Crítica muito bem visível. Gostei de como as coisas se encaixaram, principalmente no desfecho do conto. A falta de um segundo personagem foi essencial e contribuiu bastante pra ideia de crítica que o conto passou.

  16. vitormcleite
    8 de agosto de 2015

    história bem escrita, mas parece-me que falta qualquer coisa que a identifique, penso que se houvesse esse elemento, este seria um texto de primeira. Gostei e desejo-te as maiores felicidades

  17. Anderson Souza
    8 de agosto de 2015

    Acredito que o grande prêmio deste concurso é a avaliação sincera dos textos, com críticas construtivas e opiniões de leitores que são apaixonados por Ficção Científica.
    Um bom conto. Os nanos robôs são uma realidade na medicina. Foi utilizado a pouco tempo para o tratamento de um Câncer.

  18. Mariza de Campos
    5 de agosto de 2015

    Olá! o//
    Não entendi se os que queriam destruir os humanos eram do Estado Islâmico ou se eram os robôs, se eram o do Estado Islâmico, não posso ver muito sentido nisso, até por os atacantes falarem que querem destruir os humanos (tenho essa dúvida por essa frase: Agora fazia sentido. O Estado Islâmico navegando pelo mundo… ). Mas como tenho quase certeza que são os robôs, não irei considerar como um ponto negativo.
    Gostei do jeito que queriam destruir os humanos, fazendo-os ficarem tão perdidos na tela azul que não se lembrassem nem mais de quanto tempo estavam sozinhos. Fiquei curiosa para saber o que houve com o Borges, embora eu entenda que você preferiu deixar vago isso.
    Bom, é isso.
    Abraços!

  19. Thales Soares
    5 de agosto de 2015

    Tela Azul da Morte. Gostei bastante do título. A imagem de acompanhamento do conto também é muito boa!

    Você escreve bem, Brian Aldiss. Possui um bom vocabulário e sabe fazer boas descrições. Porém, confessor que algumas vezes me senti um pouco perdido na leitura… não que a narração esteja mal construída… mas eu tive a sensação que o texto deu pouca atenção para as passagens realmente importantes da história, e focou muito numas partes que não me agradaram muito… desculpe não dar nenhum exemplo, mas é que eu li este conto ontem, e resolvi comentar só hoje, aí… bom… ele não está tão fresco em minha memória. Mas a leitura, como um todo, não me foi tão marcante.

    No final eu também meio que boiei…

  20. Michel
    5 de agosto de 2015

    É uma história bem escrita, mas, como outras desse concurso, peca na minha opinião em um ponto: dividir excessivamente o texto. Bem, são apenas duas mil palavras (máximo). Há mesmo necessidade de dividir o texto? Ou o autor teve dificuldades em conectar as partes?

    Outro problema é dizer algo que não vem a se cumprir. Fala-se que o personagem principal é “perseverante.” Ok. Mas a história termina sem uma resolução positiva. O que nos leva a entender como leitores que o perseverante personagem desistiu (ou foi derrotado sem mais explicações).

    Outra crítica que faço é sobre essa de usar o Islamismo como vilão. Certo, pode ser que o Estado Islâmico não seja legal, mas perpetuar preconceitos em um sociedade já preconceituosa é algo que todo escritor, como formador de opinião, deve evitar. Aí alguns me diriam: “está exagerando.” Talvez, mas imaginemos uma situação hipotética. Imaginemos um escritor na Alemanha de 1930 escrevendo um conto onde o vilão seja uma organização judaica. Para uma sociedade como aquela, já totalmente imersa em antissemitismo, um texto desse (por mais “inocente” que tenha pretendido ser) não fará bem algum.

  21. Rubem Cabral
    4 de agosto de 2015

    Olá, Brian.

    É um bom conto e está muito bem escrito. Contudo, não gostei muito dos diálogos e, embora tenha entendido o final, achei meio abrupto. Não gostei muito do vilão também: lembrou-me um bocado o Ultron da Marvel.

    Na frase “…pelas bilhões de telas touch…” acho que a concordância deveria ser entre a preposição e “bilhões” e não com “telas”.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  22. Anorkinda Neide
    3 de agosto de 2015

    Até certo ponto bom, dentro do tema… mas não me conectou.
    O mal conversando com um simples funcionário do departamento de esgotos? pq?
    gostei do epílogo, no entanto, colocou um pouco de emoção ali , é esse o caminho, a meu ver… 😉

    Boa sorte ae

  23. mariasantino1
    3 de agosto de 2015

    Olá!

    Não sei se captei tudo o que seu universo Cyberpunk quis repassar, muito menos qual a ligação da epígrafe inícial com o restante oferecido.
    A parte mais difícil de me situar foi o lance de esgotos com drones. Era esgoto comum? Com resíduos líquidos e sólidos? Bem, me pareceu outra coisa.
    A desesperança e melancolia unidas à tecnologia, centram ao estilo cyberpunk. Particularmente me agrada bastante essas pinceladas de cenários catastróficos, mas, se posso sugerir algo, nanorrobôs ao invés de drones casaram melhor para navegar no corpo humano. Segundo uma palestra que vi aqui em minha terra acerca do uso de drones para mapeamento geográfico, drones voam. Sei que isso é detalhe, mas acho relevante.
    Sobre a narrativa eu até curto enfeites e “pomposidade”, mas senti que deu uma cansada o uso repetitivo de alguns termos como “subitamente, subitamente… clangor, clangor… e o nome do personagem”. Acredido que caberia subistituir alguns advérbios de modo.
    O clímax do conto passa bem rápido e o fim não me foi assimilado, de todo. Essa passagem está equivocada, creio eu ” sentiu o chão sobre (sob) seus pés” (sobre é em cima, acima)… E aqui a repetição do pronome pessoal é irrelevante “E por que você acha que VOCÊ não se relaciona bem…”
    Boa sorte no desafio.
    Nota: 7

  24. Evandro Furtado
    3 de agosto de 2015

    Tema – 10/10 – adequou-se à proposta;
    Linguagem – 10/10 – não encontrei nenhum problema;
    História – 10/10 – foi bem construída, com certas divisões que serviram como quebras;
    Personagens – 10/10 – bem complexos;
    Entretenimento – 3/10 – o texto foi muito longo e às vezes monótono demais;
    Estética – 7/10 – uma narrativa em terceira pessoa com diálogos com tom de crítica social, bacana.

  25. Piscies
    3 de agosto de 2015

    Caramba estes contos deste desafio estão confusos pra cacete, hahahaha!

    Qual era o objetivo do tal do Hacker? Qual foi o objetivo do ataque à cometrad? Li o conto duas vezes (algumas partes, três vezes), mas não saquei o objetivo do vilão.

    Gostei do último parágrafo. Passa bem esse clima de solidão e distanciamento. Mas ele parece meio “desgarrado” do resto do conto. Não entendi o que este parágrafo tem a ver com o ataque do hacker. O homem que se senta no sofá é outra pessoa, que não o Borges? Se sim… o que isso significa? Que a raça humana foi clonada? rs rs rs. Minha mente está viajando com as possibilidades, mas triste em saber que não terei uma resposta, por que o conto não continua.

    No meio do conto existe uma história sobre nanorrôs… e daí ela para de ser contada. Não é mais retomada em momento algum. O ataque do hacker tinha algo a ver com isso? Não vi nenhuma dica que me apontasse para este fim!

    ESTOU CONFUSO! rs.

    Algumas notas:

    – São Paulo já é considerada Megalópole (no seu texto, você fala que ela foi aos poucos virando uma Megalópole).

    – Achei estranho Borges estar com a mente a mil tentando entender um ataque Hacker, e tudo o que ele pensa no caminho até a central é na história da cidade ao seu redor e como ela evoluiu com o tempo. Acho que a mente de alguém nesta situação estaria completamente focada no problema gigantesco que ela tem que resolver!

    • Piscies
      3 de agosto de 2015

      Sério: voltei e li tudo de novo, rs. Me apeguei à frase inicial do conto, de William Hurt… mas não consegui uma luz melhor do que nas outras leituras. Pensei na possibilidade de Borges ser um robô, mas daí o diálogo entre ele e o Hacker não faria sentido.

      Até entendo que o hacker seja uma inteligência artificial, ou ao menos tem a possibilidade de ser, mas depois dessa leitura também não me render grandes frutos, meu veredicto é: o conto está realmente confuso.

      … ou eu sou lerdo demais para entender. rs rs rs.

  26. Phillip Klem
    2 de agosto de 2015

    Boa noite.
    Seu conto é estarrecedor. Sem dúvida, um dos mais maduros que eu li neste certame até agora.
    Sua escrita é fantástica, sua criatividade é genial.
    Borges foi o personagem melhor desenvolvido de todos os contos que eu li.
    A atmosfera de suspense e mistério conseguiu arrepiar minha espinha.
    Você conduziu a narrativa com um maestro conduz uma orquestra, com uma facilidade imensa de expressar exatamente o que quis dizer, fazendo-nos refletir sobre como temos vivido.
    Afinal o mundo de hoje não é assim tão diferente da megalópole Cometrad.
    Vivemos em uma tecnocracia quase absoluta e estamos caminhando para o pior.
    Seu conto, além de ter uma boa história, tem também profundidade filosófica e significado. É isso que faz uma leitura valer a pena.
    Meus parabéns por um conto tão introspectivo e por uma ficção tão real. Você tem um toque de verdadeiro escritor.
    Boa sorte.

  27. catarinacunha2015
    31 de julho de 2015

    TÍTULO – Muito bom. Deixa a gente curiosa quase até o fim.
    TEMA. FC na veia. Esta frase é imbatível: “ Sentiu uma onda de calafrios percorrer sua coluna vertebral e alojar-se nos confins do arquipálio, o cérebro reptiliano.”
    FLUXO consistente com um “público alvo”: adolescentes nerds doidos por FC! Logo não me emocionou o excesso de descrições muito menos o estilo. Questão de gosto.
    TRAMA Muito bem costurada. A alternância de cenas dá o suspense necessário ao estilo.
    FINAL. Conseguiu dar uma profundidade existencialista e soube justificar todo o texto sutilmente.

  28. Felipe Moreira
    29 de julho de 2015

    Gostei da história. Existe um humor bem sensível nesse texto que me faz desconfiar de quem seja o conto. haha

    Está bem escrito, a narrativa é competente, fluída. Os acontecimentos são bem conduzidos também.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  29. Tiago Volpato
    26 de julho de 2015

    Muito bom. Você escreve muito bem e mostra bastante domínio do assunto. Eu não achei o enredo tão interessante quanto a sua habilidade de construção do universo do texto e do seu estilo de escrita. Para mim o seu texto está entre os melhores. Abraços!

  30. Antonio Stegues Batista
    24 de julho de 2015

    Nota =6

  31. Angelo Dias
    23 de julho de 2015

    A história foi tão bem até a parte final… não sei se entendi a última parte.

  32. Marcos Miasson
    23 de julho de 2015

    Boa narrativa ‘Asimoviana’ rs. Você pode trabalhar agora para deixar sua técnica mais pessoal, com personagens mais cativantes. Está no caminho certo.
    Boa sorte!!!

  33. Davenir da Silveira Viganon
    22 de julho de 2015

    Gostei. A corrida do Borges para solucionar o problema é interessante. Tem um pouco da profecia autorealizavel do Philip Dick e ainda não sei do que pensar desta entidade da Tela Azul.

  34. Leonardo Stockler
    21 de julho de 2015

    Com esse final, não sei se entendi bem. O problema é que o conto começou bem. O ritmo era bom e a história, pela ambientação e cenário criados, pareciam promissores. O esgoto, o operário, bem bacana. Podia até ter descrito um pouco mais. Mas aí descambou pra tradicional humanidade em perigo, e uma história de suspense com um um plotwist que não consegui interpretar muito bem. Mas é isso aí…

  35. Renan Bernardo
    20 de julho de 2015

    Muito legal, Brian Aldiss! Gostei bastante do conto. Reflete a realidade de muitos atualmente. A descrição do cenário e dos personagens é muito boa e precisa. Faz a imaginação fluir da forma certa.

  36. Leonardo Jardim
    20 de julho de 2015

    ♒ Trama: (3/5) é interessante e bem feita. Mas preciso confessar que demorei bastante a entrar na história. Fiquei bastante perdido por um bom tempo. Encontrei o fio da trama apenas quando Borges chega à central. Talvez um pouco menos de descrição e mais cenas resolvesse esse problema.

    ✍ Técnica: (4/5) muito boa, não vi nenhum erro que saltasse aos olhos. Mesmo me incomodando um pouco com a escolha narrativa (excesso de descrições), as imagens criadas foram bem vívidas.

    ➵ Tema: (2/2) várias tecnologias futurísticas (✔).

    ☀ Criatividade: (2/3) reuniu alguns elementos comuns em FC com um toque novo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) fiquei confuso no início, gostei do meio e do final. Mas o último ato ficou meio estranho, o que diminuiu meu impacto. Esperava um pouco mais: saber mais sobre o Hacker, por exemplo.

  37. Antonio Stegues Batista
    18 de julho de 2015

    Não entendi por que os drones invadiram uma central de tratamento de esgotos. Acho que micro-drones na corrente sanguínea colocaria o corpo em colapso apenas por sua natureza metálica ser um corpo estranho, além de outras detalhes de questões biológica. Além do mais o cérebro humano funciona através de impulsos elétricos. Observei um erro no terceiro parágrafo quando diz;” sentiu o chão se mover sobre os pés.” Aquele negócio na garganta foi nojento!

  38. Marcel Beliene
    17 de julho de 2015

    Nossa, que conto intenso! Gostei muito do final, das imagens das catástrofes da humanidade. Você abordou um tema muito interessante; de fato vivemos, e isso irá se intensificar, solitários em meio a tanto aparato tecnológico, enclausurando-nos em nós mesmos. Infelizmente seu conto pode ser uma previsão do que irá acontecer com os indivíduos e as relações sociais no futuro. Mas, por hora, fique com as minhas parabenizações por essa excelente narrativa 🙂

  39. Jefferson Lemos
    15 de julho de 2015

    Olá, autor (a)!

    Não sei se estou muito ranzinza com os contos esse mês, mas muito deles não tem me chamado muito a atenção. E infelizmente, aconteceu também aqui.
    Não curti muito a narração, pois em certos trechos algumas frases não soaram tão bem, e algumas explicações ficaram didáticas demais. A inserção de números e siglas também me pareceu forçada. :/

    O personagem principal, apesar de estar sempre presente na história toda, não teve uma personalidade bem definida. Senti falta disso. Desse aprofundamento.

    E acabou que cheguei ao final e não entendi qual era o dos olhos na tela e porque fazer aquilo com o sistema de esgoto. Achei que faltou uma motivação real, ou uma explicação melhor para a motivação do vilão.

    De qualquer forma, parabéns. Espero que outros possam apreciar mais do que eu.
    Boa sorte!

  40. Alan Cosme Machado de Almeida
    15 de julho de 2015

    A ideia de robôs saindo do controle por causa de algum vírus não é novidade, mas isso não é errado usar, já que tanta obra profissional usa. Na pratica, mesmo se tivéssemos essa tecnologia duvido muito que um vírus poderia conquistar todos os robôs. Eu relaciono essa ideia com computadores. Não dá para um vírus dominar todos os pcs do nosso mundo por que nossas máquinas usam sistemas operacionais diferentes, à começar. Mas isso é detalhe técnico, não diminui em nada o seu conto. Porém, se você pincelasse a história com alguns detalhes técnicos ela ficaria melhor. Nota 7, e essa nota foi mais referente a história.

  41. Lucas
    14 de julho de 2015

    Olá,
    Esse foi o cenário futurista apocalíptico que mais me interessou. Apesar de temas recorrentes e batidos, foi bem apresentado e dramatizado. Chega até a dar um pouco de medo.
    Só que, como em outros contos, o final deixou a desejar. Pelo visto o “hacker” (que parecesse uma IA) apagou a memória do protagonista e pronto. O final aberto não empolgou muito.
    Mas parabéns pelo universo criado.
    Boa sorte.

  42. kleberm2015
    13 de julho de 2015

    Muito bom.

    A descrição de um futuro distópico, onde o ser humano se vê frente a frente com seu maior inimigo: ele mesmo.

    Boa técnica de redação. Seguiu um bom roteiro.

    Muito bom mesmo.

  43. Fabio Baptista
    13 de julho de 2015

    Um bom conto, bem escrito.

    As reflexões são bem atuais e casam bem com o gênero.

    Mas achei a leitura um pouco fria. Não sei explicar… não senti muita alma aí no texto. Eu sei que a história toda é meio que uma metáfora da perda da “alma”, mas acredito que poderia ter mostrado isso de um jeito que nos apegassemos mais ao protagonista, para depois então sentirmos sua falta.

    Em outras palavras, achei que forçou um pouco na filosofia, deixando a emoção de lado.

    Na revisão, peguei apenas esse problema:

    – uma lenda urbana aos poucos esquecida de lado
    >>> deixada

    Separei esse diálogo para tentar ilustrar o que disse acima. Ficou bem teatral:

    – Não há como você matar todos os humanos! Não! Como um hacker poderia fazer isso? É impossível! Somos os mais poderosos! Detemos a tecnologia necessária para quase tudo!

    NOTA: 7

  44. José Marcos Costa
    13 de julho de 2015

    Achei seu texto um pouco confuso e notei que você tem dificuldades com as preposições e mais algumas coisas de gramática. no final você parece que quis criar um certo impacto, mas acabou ficando ainda mais óbvio e clichê, eu acho que você precisa mesmo reescrever este conto

  45. Brian Oliveira Lancaster
    13 de julho de 2015

    EGUA (Essência, Gosto, Unidade, Adequação)

    E: Uma essência quase cyberpunk, misturada ao cotidiano de SP. Gosto dessas atmosferas diferenciadas. >> 9.
    G: A história prende, do início ao fim, mesmo com seus saltos temporais. No entanto, achei a parte final não tão boa quanto o início. É obvio que o problema é grande demais para ser resolvido em poucas palavras, mas fiquei boiando quanto ao ataque final, apesar do monologo fechar com chave de ouro. >> 8.
    U: Nada do que reclamar. Escrita leve e fluente. >> 9.
    A: Ganha pontos por abordar um gênero que ainda não havia aparecido nesse desafio. >> 8.

    Nota Final: 8.

  46. Claudia Roberta Angst
    12 de julho de 2015

    Crise existencial em ficção científica. Solidão, falta de relacionamento. Pobre Borges!
    Rugas de preocupação apontaram no rosto – DESPONTARAM no rosto
    Enquanto seguia rumo à central de comando, de onde partia todas as manhãs para trabalhar – PARA ONDE partia…
    Lentamente cresceu no meio das ruelas de São Paulo uma pesquisa revolucionária – Não entendi isso aqui. O que cresceu ? Uma pesquisa?
    Há bons elementos de ficção científica, com caracterização adequada, mas que por não serem do meu gosto, arrastaram um pouco minha leitura.
    Terei de reler a segunda metade do conto para ter certeza de que entendi o enredo. O autor buscou trabalhar o tema com afinco, mas não despertou meu interesse.
    Boa sorte!

  47. Daniel I. Dutra
    11 de julho de 2015

    Esse conto tem a “característica Poe” do “go for the final effect” (do ensaio “A filosofia da composição”).

    A história tem boas ideias, mas digo o que disse antes sobre os outros contos: muitos funcionaram melhor se fossem transformados em romance ou noveletas. Há muitas ideias que poderiam ser melhor exploradas.

  48. Pedro Teixeira
    11 de julho de 2015

    Olá autor. O texto tem um boa pegada literária, e ótimas ideias, mas a partir de certo ponto torna-se confuso, e muita coisa fica sem resposta, como por exemplo o que aconteceu quando o vírus atacou o sistema e mudou a programação dos micro-drones. Pode ser falha minha como leitor, mas não entendi. O diálogo de Borges com a máquina também não soou muito natural. Agora, no que se refere à projeção de futuro, achei sensacional, com grande riqueza de detalhes. Então, se por um lado, na minha opinião, a estória está confusa e os personagens rasos, a criação de climas, descrição de ambientes e projeção de futuro são excelentes.

  49. Rogério Germani
    11 de julho de 2015

    Olá, Brian!

    Parabéns por mostrar-se uma enciclopédia ambulante de termos científicos! Deve ter sido uma tarefa de longa data armazenar tanta informações de um mundo robótico…
    A técnica de escrita é apurada, quase uma revisão feita em scanner minucioso. O uso da “antiga” São Paulo como pano de fundo funcionou bem. A menção sobre o Estado Islâmico como causa de desgraças ( já vi este filme noutro conto, aqui no desafio mesmo…rsrs) também fez sentido na trama.
    O único “defeito” encontrado é o fracionamento do conto. Para um desafio com o limite máximo de 2000 palavras, acredito que o ideal seria uma estória contínua; enredos particionados funcionam bem em romances/novelas ou contos extremamente longos. É horrível ficar travando o fluxo do raciocínio a cada troca de fragmento num miniconto; passa a impressão de que faltaram palavras ou técnica para que o autor concluísse o texto de forma compacta. E sabemos que não é o seu caso, já que talento lhe sobra…

    Boa sorte no desafio!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 10 de julho de 2015 por em Ficção Científica e marcado .