Aurora (Victor O. de Faria)
Da escuridão profunda do sistema triplo de Alpha Centauri avistava-se A Nuvem. Carregada de matéria primordial e sóis em formação, percorria lentamente o vazio do espaço desconhecido, semeando planetas e … Continuar lendo
Mais um dia de cangaço (Jowilton Amaral)
O sol mergulhava sem pressa no horizonte, borrando de vermelho a terra ressequida, enquanto um bando de cangaceiros trotava observados atentamente por umbuzeiros desfolhados. As sandálias subiam e desciam martelando … Continuar lendo
O Marido que sumiu (Ricardo de Lohem)
“Moça, por favor, traz meu marido de volta,” implora Joana, entre lágrimas, “faz dois anos ele sumiu, morro de saudades!” “Farei tudo que puder,” responde Kelly, a detetive, “mas preciso … Continuar lendo
Quando as Flores Caem (Sidney Muniz)
Não era um bom dia para o matrimônio. Marchava com a dúvida de para onde ia, tendo certeza que não queria ficar. Os pés quase flutuavam. Duas alianças na mão … Continuar lendo
Virada (Anorkinda Neide)
Mal a luminosidade do dia primeiro de janeiro alvoreceu e Carmélia já estava à janela. À espera. Guilherme semiabriu um dos olhos e a primeira coisa que viu foi o … Continuar lendo
Demônios (Marco Piscies)
Era o décimo dia de 2016. Ele sufocava sua primeira promessa com um longo trago no cigarro. Seus demônios agarravam sua garganta e pulmões, impedindo-o de respirar. Fechou os olhos. … Continuar lendo
No ar (Catarina Cunha)
Pouso lentamente a xícara no balcão retardando o contato com o aço na esperança de você se virar. O vácuo do teu vestido arfa na calçada jogando a conivência das … Continuar lendo
O fim do começo (Mariana Gomes)
Os olhos exaustos do brilho límpido emergente da tela do computador descolaram do vazio impudico. Sem muito pesar fechou o aparelho com a ponta macia dos dedos, sua máscara foi … Continuar lendo
Aparente Mutação (Nijair Pinto)
a.C.: Nasceram. Viveram. Morreram. d.C.: Nascemos. Vivemos. Morreremos. – Onde estaria a diferença? – No cachorro, claro! Os gatos – eles enterram tudo!
Descendo a Carioca (Bruno Eleres)
Seu salto alto tiquetaqueava rapidamente sobre a calçada. Caminhava num ritmo alucinante sob a penumbra da rua suburbana. Ela não estava assustada ou algo do tipo, apenas apressada, como sempre … Continuar lendo
Soslaio (Rubem Cabral)
Contudo, não sei bem dizer quando o percebi pela primeira vez, embora creia que foi ao visitar certa mansão decrépita à venda. Algo, visto de soslaio, que estava lá, eu … Continuar lendo
Aberrações de Titã (Davenir Viganon)
— Tem visto o “pálido ponto azul” com que frequência? — Pergunta Omaírp, debruçado em suas sombrias anotações clínicas. — Quase diariamente, nos meus sonhos. — Responde Ardnassac deitada no divã. — Fale-me sobre o que vê. — O … Continuar lendo
Flak! (Kleber Macedo)
Boooom! Um milhão de pedras que caem sobre um telhado de zinco. Surdez momentânea. Fumaça negra invadindo a nacele. O avião vira de cabeça pra baixo num instante. Primeiro instinto: … Continuar lendo
Sacrifício (Marcelo Porto)
A sombra da imensa gameleira que plantei domina o pátio das ruínas. Os galhos prolongam-se como uma teia prestes a me trancafiar num abraço mortal, pela intensa folhagem observo a … Continuar lendo
Madrugada (Claudia Roberta Angst)
Ele acendeu outro cigarro e me olhou. Não como se olha um objeto, mas com a voracidade de predador. Insistentemente, salivando intenções. Deixei o xale cair pelos ombros, descobrindo meus … Continuar lendo
Cadela (Cilas Medi)
— Vem cá, Vera, o que você acha, vou anunciar assim, mostrando. Oferecemos o serviço de cópula para cães infernizados pela falta de companheira. O valor é de acordo com … Continuar lendo
Sonho Amargo (Simoni Dário)
– Vocês já pararam pra pensar que um dia o mar foi a estrada do mundo? Silêncio constrangedor. A professora esforçava-se para dar aulas interativas, mas quem pensaria no mar … Continuar lendo
Celestino Araújo (Renata Rothstein)
Acordou. Dia quente de fevereiro. Primeiro pensamento – que também foi o último – “foda-se tudo”. Nasceu causando desgosto: Celestino Araújo, preto e favelado, filho de pai desconhecido e estuprador, … Continuar lendo
Enxurrente (Leda Spenassato)
No terceiro estrondo, em que o céu iluminou a terra, ainda que, por poucos segundos, o Morro dos Perdidos resolveu descer ladeira abaixo. Mexeu-se bem devagarzinho e foi tomando velocidade, … Continuar lendo
Saudade, palavra triste (André Luiz)
É maravilhoso quando recebo visitantes. São sempre poucos, mas muito especiais para mim. Quando os vejo chegando ao portão, emocionados por me reencontrar, emociono-me junto. Depois, lembramo-nos de momentos felizes … Continuar lendo
A Lâmina Divina (Laís Helena)
A jovem se esgueirou para o quarto e, só para garantir, fechou a porta. Nas pontas dos pés, seguiu na direção do guarda-roupa e o abriu com um movimento desengonçado, … Continuar lendo
Sucessão (Rafael Sollberg)
A xícara não se espatifou no chão quando soube da morte do velho. A vida real é menos dramática. Não derramei café, nem lágrima. Perdi a missa, mas não perdi … Continuar lendo
Semana Sem Ana (Rubem Cabral)
Acordei só. Pensei por um instante que não fosse verdade. Que teria sido só um sonho ruim. Que bastaria ir à cozinha e te encontrar cantarolando e passando um café … Continuar lendo
Meus velhos amigos – Crônica (André Lima)
Desprezei, durante um tempo, o papel e a caneta que seguro agora. A forma maquinal que eu a seguro, a força exata para fazê-la deslizar sobre o papel, a forma … Continuar lendo
A Ascensão do Governador – Resenha (André Luiz)
“O perímetro da região metropolitana de Atlanta passa por eles em câmera lenta, uma série de florestas de pinheiros interrompidas por uma eventual cidade-dormitório ou um shopping de estrada. Passam … Continuar lendo
A Partida – Clássico (Franz Kafka)
Ordenei que tirassem meu cavalo da estrebaria. O criado não me entendeu. Fui pessoalmente à estrebaria, selei o cavalo e montei-o. Ouvi soar à distância uma trompa, perguntei-lhe o que … Continuar lendo
Cândido Verso – Poesia (Rogério Germani)
Humilde, ele pede a graça dos dedos um leve aceno esteio na primeira brisa que o abraça não traz consigo os delírios do parto; antes, é fagulha que canta no … Continuar lendo
Regulamento Desafio-Relâmpago de Micro Contos
Nossos autores pediram e aqui está, o primeiro desafio relâmpago de Micro Contos do EC! Elaboração, postagem e votação rápidos como o sol em Curitiba. Por isso, não percamos tempo! … Continuar lendo
O Organismo (Fabio Evangelista)
Tudo aconteceu em mais ou menos duas décadas. Um tempo muito curto, se levarmos em conta as proporções que tomaram. As agências espaciais tinham anunciado a descoberta de um novo … Continuar lendo
A Canção do Bardo (Alan Cosme Machado)
I am my own god. I am my fucking god. Where’s your god? I will cut him with my sword! O vocalista da banda de metalcore cantava de modo agressivo … Continuar lendo
Então… É Natal (Maria Flora)
– Assim que terminar de tomar seu café, nós sairemos. Sentada na espaçosa mesa da copa, a senhora de cabelos curtos enrugou a testa. Era a segunda ou terceira vez … Continuar lendo
Os Despossuídos – Resenha (Davenir Viganon)
“Os despossuídos”, de Ursula K. Le Guin, é o quinto livro ambientado no mesmo universo (chamado Ciclo de Hainnish) criado pela autora, mas na ordem cronológica é o primeiro. A Le Guin nos … Continuar lendo
Meu Grito (Juliana Calafange)
Precisava pular do peito e sair correndo. Urgia ganhar liberdade e ser ele mesmo, um grito com personalidade. Pulsava como uma borboleta querendo sair de seu casulo, como um jato … Continuar lendo
Traduzindo “O Corvo” – Artigo (Fabio Baptista)
Numa recente “Terça-feira clássica”, li novamente (depois de uns bons anos) o poema “O Corvo” de Edgar Allan Poe. Gostei, sim (não sou tão chato, afinal :D), mas muitas coisas … Continuar lendo
Os Assassinos – Clássico (Ernest Hemingway)
A porta do restaurante “do Henry” se abriu e entraram dois homens que se sentaram ao balcão. — O que vão pedir? — perguntou-lhes George. — Não sei. — disse … Continuar lendo
Ranking – Dez/2015
Fala aí, pessoal! Chegou a hora de conferir como ficou nosso ranking, após o desafio “Imagem”. Vamos lá? (Lembrando que a fórmula de pontuação pode ser conferida neste post … Continuar lendo
Resultados do Desafio “Imagem”
Caros participantes, amigos e curiosos de sempre. Todo mundo sabe que uma imagem vale mais do que mil palavras. Aqui, valeu muito mais. Noventa mil, ou algo assim. Ao todo, trinta e … Continuar lendo
Amor – Clássico (Clarice Lispector)
Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no … Continuar lendo
Um Conto de Natal – Clássico (Charles Dickens)
Ilustrações de John Leech PRIMEIRA ESTROFE O espectro de Marley Para começar, digamos que Marley tinha morrido. Neste particular, não pode haver absolutamente a menor dúvida; a ata dos seus … Continuar lendo
O Corvo – Clássico (Edgar Allan Poe)
Em certo dia, à hora, à hora Da meia-noite que apavora, Eu, caindo de sono e exausto de fadiga, Ao pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora … Continuar lendo
Avaliação – Desafio “Imagem”
Caros participantes e amigos, Agradecemos mais uma vez a presença de todos por aqui. No total 38 (trinta e oito) contos inspirados pela fotografia de Christian Richter, com narrativas de todo o tipo. … Continuar lendo
Devaneios (Neusa Fontolan)
Serena eu acordei pela manhã. Sorrindo estiquei os braços, espreguiçando, desfrutando o prazer desse simples ato depois de uma boa noite de sono. Meu dia prometia paz e sossego, nada … Continuar lendo
Clube dos Amigos de Outubro (Fabio Baptista)
Tudo começou com um floco de neve. Voltávamos da escola, pelo caminho que era mais pasto de cabra do que rua, conversando sobre figurinhas, futebol, bolinhas de gude e assuntos … Continuar lendo
A Fórmula (Victor O. de Faria)
I – Tudo é precioso para aquele que foi Tempus fugit… Sim. O tempo voa e escorre pelas mãos de uma criança, cuja ampulheta quebrada já não satisfaz o desejo … Continuar lendo
Lembranças Futuras (Catarina Cunha)
Despertou com a conversa animada das crianças. Conferiu com afiado olhar paterno se estavam bem. Tomou banho, escovou os dentes e penteou os cabelos. Escolheu o terno de linho branco … Continuar lendo
O Livro do Conhecimento (Antonio Stegues Batista)
O colégio São Bernardo dirigido pelos jesuítas, na cidade de São Paulo, ficava na Rua do Carmo. Era uma construção de dois pisos com janelas amplas e uma sacada sustentada … Continuar lendo
Alexandria (Eduardo Selga)
Defronte, o calendário digital paralisado no momento preciso, lembrando-me… Nos dias em que o calor, de ordinário insuportável, quase chega a ensandecer, ainda volta a brotar sangue das feridas. Completamente … Continuar lendo
A Biblioteca (Juliana Calafange)
“A Biblioteca é ilimitada e periódica” (Borges) 24 de fevereiro de 2176 d.C. Hoje Lucas completa dezesseis anos. Ele olha a paisagem ao seu redor. Não há nada para … Continuar lendo
Entre Livros (Claudia Roberta Angst)
Olhou para aquela cena sem se dar conta de onde realmente estava. Não esperava muito mais da sua memória. Do alto daquela estante, escolheu outra vida. Mais de uma. Recolheu … Continuar lendo
O bibliotecário de Salé (Davenir Viganon)
Salé, Marrocos. A Salé das luzes noturnas, das palmeiras artificiais e da maresia intoxicada formava uma paisagem borbulhante na feira praiana e perene perto da foz do rio Bu Regregue. … Continuar lendo
No Limiar da Eternidade (Gustavo Araujo)
Ainda me lembro das mãos dele. Frias, enrijecidas, paralelas ao corpo inerte. Eram mãos pequenas demais para um sujeito tão alto. Demorei alguns segundos até me desvencilhar daquela visão. Talvez … Continuar lendo
Maltraçadas (Daniel Reis)
Não tenho vergonha de dizer que vivo só, e que estou vivo justamente por isso. Creio, por serem meus hábitos tão peculiares e diferentes da expectativa das gentes, que nem … Continuar lendo
A Flor do Mandacaru (Fil Felix)
Sua beleza é branca e efêmera. Desabrocham ao anoitecer para murcharem ao amanhecer. E como nos versos de Gonzaga, “Quando flora lá na seca é o sinal que a chuva … Continuar lendo
A Biblioteca do Mundo (Marco Piscies)
1. Caminho tortuoso Fernando galgava seu caminho costumeiro, cada passo uma vitória. As rodas do carrinho que puxava gemiam estridentes. Eram tortas e ofereciam resistência sempre que encontravam o minúsculo … Continuar lendo
A Última Biblioteca de Peabirú (Willy G.S.)
A resposta só poderia estar ali, na última biblioteca de Peabiru. Não era um lugar para corações fracos, para mentes nauseadas; mas ele não tinha escolha. O cheiro de abandono … Continuar lendo
Sociedade dos Escritores Mortos (Thiago Mendonça)
Capa de couro. Bordas douradas. Cerca de cem páginas. Será que finalmente encontrei? – O Pequeno Príncipe – leio o título em voz baixa. Um clássico, mas não é o … Continuar lendo
A biblioteca (Rogério Germani)
Assim que a escuridão evaporou de seus olhos, a princesa Mayar vociferou seu medo na face do céu zombador: – Libaaxyo jinniyo! Somente a atrocidade voraz dos demônios felinos justificaria … Continuar lendo
O Cão de Guarda (Lucas Rezende)
Entreolhavam-se esperando que alguém dissesse algo, mas o silêncio havia se tornado um manto que cobria e imobilizava todos. O experimento havia saído do controle e fugiu, as perguntas que … Continuar lendo
A Vida de Rosinha (Simoni Dário)
Rosinha foi uma jovem bonita, atraente e exigente. Vestia-se de modo impecável. Se os cabelos longos, loiros e cacheados não estivessem absolutamente cada fio em seu lugar, aos olhos do … Continuar lendo
Destroços do passar do tempo (Evie Dutra)
O tempo passa. Infelizmente, às vezes, quando nos damos conta disso, já passou tempo demais. Hoje eu estou aqui, sentado em minha antiga poltrona de balanço, contemplando a sala que … Continuar lendo
De volta ao paraíso (Bia Machado)
“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca.” (Borges) Ele entrou no prédio desfigurado pelo tempo e pela desgraça. Ficou alguns instantes a imaginar há quantos anos … Continuar lendo
Retornar (Pedro Luna)
Zuckeberg já estava no quinto cigarro desde que sentara no banco da praça. Dali, podia ver a casa de Mila e a esquina que ela dobraria ao voltar do trabalho. … Continuar lendo
Para lembrar de não esquecer (Phillip Klem)
― Fale-me um pouco sobre você, Tomás. ― Bem Doutor… ― começou, com sua maneira apressada de falar ― Meu nome é Tomás Veritto, tenho quarenta e seis anos, sou … Continuar lendo
Eu Quero Ser Como O Vento (André Lima)
No alvorecer da última sexta-feira, Daniel acordou e contemplou os raios solares que se espremiam pelas frestas das paredes da biblioteca. Quando dobrou a esquina de uma de suas fileiras … Continuar lendo
Vazio Tóxico (Leonardo Jardim)
Caminhando pelas ruas abandonadas da cidade, Horácio observava, através das lentes embaçadas da máscara de gás, as vitrines destruídas em busca de algum suprimento útil. Era o terceiro dia que … Continuar lendo
Kuru (Jowilton Amaral)
Quando Camila invadiu pela primeira vez a casa abandonada e descobriu a biblioteca em ruínas, ela teve a impressão de estar caminhando por dentro da cabeça de seu avô, um … Continuar lendo
Cabelos de Ferrugem (André Luiz)
– – – – X “Não quero adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, … Continuar lendo
Desordenada a mente (Anorkinda Neide)
Engraçado como a emoção não casa-se com o raciocínio de jeito nenhum. Água e azeite. E na tentativa desta união, a consequência é a morte das lembranças. Pode esforçar-se, tente… … Continuar lendo
Herdeiros do Abandono (Cléber Duarte)
Tenho 14. Nenhum amigo. Porque mudei. Mudei pro mesmo lugar. O joão Honório quer a gente chamando ele de pai. A mãe é mais mãe dele do que minha. Estado … Continuar lendo
Penélope – Clássico (Dalton Trevisan)
Naquela rua mora um casal de velhos. A mulher espera o marido na varanda, tricoteia em sua cadeira de balanço. Quando ele chega ao portão, ela está de pé, agulhas … Continuar lendo
Fluam, minhas lágrimas, disse o policial – Resenha (Davenir Viganon)
“Fluam, minhas lágrimas, disse o policial” (Flow my tears, the policeman said) é uma das obras mais emocionais e intimistas de Philip K. Dick. O autor aborda temas como identidade, … Continuar lendo
Neuromancer – Resenha (Davenir Viganon)
Neuromancer é acima de tudo um clássico da Ficção Científica. Um livro básico para imergir na literatura cyberpunk. É um mundo que combina altas doses de tecnologia mas que, ao … Continuar lendo
A Última Pergunta – Clássico (Isaac Asimov)
A última pergunta foi feita pela primeira vez, meio que de brincadeira, no dia 21 de Maio de 2061, quando a humanidade dava seus primeiros passos em direção à luz. … Continuar lendo
Ainda sobre o racismo – Artigo (Gustavo Araujo)
Como tantas famílias com filhos pequenos nós também temos o hábito de ler para as meninas ao colocá-las para dormir. Normalmente são histórias curtas, bem ilustradas, o que basta para … Continuar lendo
O Escritor (Sandra Datti)
Do outro lado, o escritor via um par de olhos vermelhos desnorteados e aflitos a dizer algo, cujo sussurrar se perdia num vácuo inexistente. Embriagados de lágrimas profanas, aqueles olhos … Continuar lendo
É melhor roer (Anorkinda Neide)
Murilo andava apaixonado. Estava namorando há meses com Vanessa e pouco sabia dela além de suas manias. Como essa mania de não falar sobre si mesma ou de seu passado. … Continuar lendo
A Biblioteca de Babel – Clássico (Jorge Luis Borges)
By this art you may contemplate the variation of the 23 letters… The Anatomy of Melancholy, part. 2, sect. II, mem. 1V. O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se … Continuar lendo
Consultoria e Astrologia – Crônica (Juliana Calafange)
Os taxistas do Rio são umas figuras, todo mundo sabe. Gostam de bater papo e simulam intimidade como ninguém, em menos de 5 minutos se está amigo de qualquer um … Continuar lendo
Amargo Rio Doce – Poesia (Francisco Ferreira)
Rio acima desovo-me fluido fujo da foz evitando aMAR. Águas mortas em linhas tortas sólidos liquefazem no ar. (Partículas em suspeição). Rio suspeito em meu leito de sublevação. Peixe fátuo, … Continuar lendo
Regulamento Desafio “Imagem”
I – Das Disposições Gerais e da Inscrição 1) A participação no Desafio “Imagem” do EntreContos é totalmente gratuita. O Desafio é voltado a ESCRITORES que orgulhosamente sejam também LEITORES. 2) Os … Continuar lendo
Resultados Parciais da Enquete do Desafio do Fim de Ano
Caros participantes, amigos e curiosos, Após a enquete realizada nos últimos dois dias, temos definido que o Sistema de Postagem seguirá a ideia do último certame, ou seja, todos os … Continuar lendo
Sentidos Afinados – Poesia (Anorkinda Neide)
Ao sentir os primeiros toques do vento, prelúdios de amor… Percebi que a sinfonia começara diferente, notas de mais alto valor… Fechei os olhos, sintomas de febre… Ouvido apurado, a … Continuar lendo
O Fatídico dia 19 de novembro (Dayvson José)
“Olhe para frente e, por via das dúvidas, use o cinto de segurança.” PARTE I – Um fim de semana comum. Sexta-Feira em Olinda. EM ALGUM LUGAR DAQUELA CIDADE era … Continuar lendo
Enquete para o Desafio de Fim de Ano
Vamos ajudar a definir as regras do desafio derradeiro de 2015? Os contos que se destacarem vão fechar a versão impressa da Terceira Antologia! De antemão, avisamos que desta vez os comentários … Continuar lendo
A Brincadeira – Clássico (Anton Tchekhov)
Um claro dia de inverno… o frio é forte e seco de estalar, e Nádenka, que eu levo pelo braço, fica com os cachos das fontes e o buço no … Continuar lendo
O Escapista (Vitor Stuani)
Quando entrou no recinto, o sol do fim de tarde martirizava os santos eternizados nos vitrais coloridos. Destilada das imagens vítreas, uma tênue luz de cores mescladas banhava a nave … Continuar lendo
Mortais – Resenha (Gustavo Araujo)
Existem certos assuntos para os quais jamais estaremos prontos. Sim, a frase beira o clichê, daqueles mais surrados, mas é que também reflete uma constatação difícil de negar, especialmente quando … Continuar lendo
As Palavras do Poeta (Raione Pedrosa)
Libélulas brotavam no meu estômago, tentando subir em espirais. As pernas perdiam sua consistência, moles como uma tira de elástico, me fazendo desabar sobre o chão. Minha boca aberta, maxilares … Continuar lendo
Agulhas (Miquéias Dell’Orti)
O relógio marcava o tempo como se estivesse brincando com a paciência de David. O tamborilar dos seus dedos acompanhava a métrica dos segundos e ele tentava não fixar seu … Continuar lendo
Jornada na escuridão (Antonio Stegues Batista)
André de Alencastro Savana nasceu em Porto Alegre no ano de 1809. Com 21 anos transferiu-se para o Rio de Janeiro para estudar na Faculdade de Medicina. Voltou para Porto … Continuar lendo
O Empalhador (Elicio Nascimento)
Olhos, intranquilos, veem a penumbra do quarto doutra forma. A intensidade fosca do esverdeado das paredes; o teto alaranjado; as estantes, quase incógnitas pela cor indefinida, tudo parece se derreter … Continuar lendo
O Inventor (Rodrigues)
Já passava das onze da noite quando apareceu na praça o inventor. Farto de suas apresentações falidas, o povo postou-se sonolento ao seu redor num último suspiro de esperança. Então … Continuar lendo
Viva (Victor Nunes)
Estou eu aqui em casa, ou melhor, dizendo no meu quarto, moro em Santa Teresa, zona central do Rio de Janeiro. A minha preferência neste momento é ficar deitado na … Continuar lendo
Gustavo Aquino
Gustavo Aquino dos Reis nasceu em São Paulo, em 1987. A escrita é fruto de um insistente querer em documentar a vida exatamente do jeito que ela é: cheia de … Continuar lendo
Relato de um incendiário (Murilo Guilherme)
Sempre tive uma queda maior pelas drogas que se demonstravam mais intensas, as que não me deixavam sombra de dúvida de que realmente juntos podíamos mais que qualquer outro mortal … Continuar lendo
Não aguento mais gente que não aguenta mais – Crônica (Catarina Cunha)
Antes das redes sociais, quando não queríamos mais ouvir comentários sobre uma determinada notícia, bastava desligar o rádio ou fechar o jornal ou se afastar disfarçadamente do chato do momento. … Continuar lendo
A Teoria do Medalhão – Clássico (Machado de Assis)
– Estás com sono? – Não, senhor. – Nem eu; conversemos um pouco. Abre a janela. Que horas são? – Onze. – Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. … Continuar lendo
Ranking – Novembro/2015
Desafio “Cotidiano” encerrado (e, diga-se de passagem… que desafio!!!), chegou a hora de conferir como ficou nosso ranking. Primeiro, o ranking geral, que leva em conta a participação em … Continuar lendo
Iraci (Igor F.G.)
“Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos”. Termino de ler essa pichação estúpida na parede, e incrivelmente conveniente pra atual situação, enquanto balanço, … Continuar lendo
Criança Negra – Poesia (William Oliveira)
Criança negra não tema, a vida não é teu problema. Do teu sorriso lembra, que alivia toda a tormenta de uma luta para não ser lenda. se desprenda, da corrente … Continuar lendo
A Onírica Permanência (João da Rocha)
Então as fotografias da infância. A primeira bicicleta onde conheceu a lúdica velocidade da luz dos sonhos. O abraço sempre jupteriano da mãe e a distância – como uma carta … Continuar lendo
O Menino que Adorava o Mar (João Renha)
Cláudio era um garoto ainda quando o avô o levou á praia pela primeira vez. Ele ficou encantado, é claro. Naqueles tempos Copacabana era pouco mais que uma aldeia e … Continuar lendo
Resultados do Desafio “Cotidiano”
Caros participantes, amigos e curiosos de sempre. Sem dúvida alguma, uma epopéia! Um desafio que começou em 25 de agosto e termina hoje, dia 05 de novembro — mais de … Continuar lendo
A Pechincha – Clássico (Truman Capote)
Várias coisas no marido irritavam a sra. Chase. Por exemplo, a voz: ele sempre falava como se estivesse apostando num jogo de pôquer. Ouvir aquela fala arrastada e indiferente era … Continuar lendo
Cotidiano – Avaliação Final
Caros amigos, participantes, escritores e leitores, Depois de quinze dias eis-nos aqui novamente com os contos classificados acrescidos de suas linhas complementares. Todos os dezoito finalistas cumpriram a meta, de … Continuar lendo
Depoimento de um alienígena – Crônica (Antonio Stegues Batista)
Certo dia do ano de 2013, alguém me disse; O senhor tem Síndrome de Asperger. Para saber o que era, procurei na internet e quando li o artigo, percebi que … Continuar lendo
Terroristas – Poesia (William Oliveira)
A barba que marca, Jihad ou Je Sui. A carne e a navalha, Amedy ou Charlie. Um culto ao seu, que nunca foi meu. Uma caneta escreveu e outra história … Continuar lendo
Perdido em Marte – Resenha (Marcelo Porto)
Já “assisti” Perdido em Marte. Como todo bom leitor de best sellers, não resisti à campanha de marketing desse novo blockbuster e corri para comprar o livro. Veredito: O livro … Continuar lendo
O menino que queria laçar a lua – Resenha de “Pretérito Imperfeito” (Eduardo Selga)
* Contém spoilers. Pretérito imperfeito, romance de Gustavo Araújo publicado em 2015 pela Caligo Editora, trata, aparentemente, da idílica descoberta do amor entre dois adolescentes numa cidadezinha do Paraná, tendo … Continuar lendo
Cotidiano – Classificados da 1ª Fase
Caros amigos, curiosos e participantes, Primeiramente, vamos parabenizar todos os autores. Todos, de fato, Escritores e Leitores orgulhosos. Não tivemos nenhuma desclassificação por falta de comentários ou notas. Todos os … Continuar lendo
A Penúltima Edição (vários autores)
“A Penúltima Edição”, desdobramento do projeto literário iniciado com “A Última Edição”, é uma antologia subversiva, a começar pelo título, que embaralha a ordem cronológica. Da mesma maneira, este volume … Continuar lendo
Sacrificando Lobos (Lady Madonna)
“Viva o Rock!”, grito naquela porra de bar que só toca sertanejo universitário. Todos os homens do local – embalados a vácuo em suas calças femininas – me encaram e … Continuar lendo
Napoleão e a Imperatriz de Paris (Evandro Furtado)
Todos os dias, Napoleão cruzava o Arco do Triunfo da mesma maneira. Cabeça erguida, passadas largas, olhar perscrutando o ambiente ao seu redor. As pessoas, ele podia notar, nutriam grande … Continuar lendo
Após o uso, dê a descarga (pressione aqui) (Victor O. de Faria)
— Mas que sacanagem! Tinha acabado de limpar! Sujeira e lodo escorreram pelos enormes tubos de esgoto da colônia de mineração. Severino William Adamastor Trento, apelidado de “Swat” por seus … Continuar lendo
Último dia antes do próximo (Vitor Leite)
Na escuridão do quarto só havia o movimento silencioso dos pequenos traços de luz vermelha, que ritmadamente desapareciam sendo constantemente substituídos. O mundo começava sempre que o 6:59 se transformava … Continuar lendo
O Pulo do Gato (Jefferson Lemos)
O mormaço parecia estar estagnado dentro do carro, que mesmo com o ar-condicionado ligado, não era capaz de sobrepor a temperatura quente que cismava em fazer o suor escorrer. Alberto … Continuar lendo
Memória (Willy G.S.)
Quinta-feira, vinte e nove de setembro de dois mil e cinco. Faltam noventa e três dias para acabar o ano. O primeiro despertador de Thomas começou a tocar. Mas ele … Continuar lendo
O Agapornis Insone (Ricardo Falco)
Priscila encosta-se a uma parede de seu quarto. Abaixa a cabeça. Não consegue mais encarar o namorado. Sente-se completamente infantil e ridícula. Aos poucos, ainda recostada na parede, vai escorregando … Continuar lendo
Dez Quilos (Davenir Viganon)
O que leva as pessoas a para as academias? Digo as academias que exercitam o corpo, não as instituições de ensino. Para mim a maioria vai por motivos puramente estéticos. … Continuar lendo
Como todos os dias (Claudia Roberta Angst)
Ele não podia saber de nada. Não agora. Não daquele jeito. Liana olhou para o homem deitado em sua cama. Os braços dobrados acima da cabeça, uma das pernas caída … Continuar lendo
A entrevista (Lilian Lima)
— Me fale de você… —Isto é algo que não sei fazer: falar de mim mesmo… — Bem, senhor… — Vicente procura o nome do homem na ficha. — Pablo… … Continuar lendo
Depois do fim da rua (Antonio Stegues Batista)
Alice acordou mais cedo naquela segunda-feira. Estava decidida a deixar aquela casa. Aproveitando que todos ainda dormiam, colocou algumas roupas e dois pares de sapato numa sacola, pegou a bolsa … Continuar lendo
O campo e os corvos (Marco Piscies)
Os corvos sobrevoavam o campo que borbulhava com alimento fresco. A vista de cima era uma mistura de metal, carne, vísceras, terra, grama e lágrimas. Esperaram o movimento diminuir até … Continuar lendo
Jogo das Estações (Leonardo Jardim)
Inverno Aquele era o fim que Mariano havia planejado por semanas. O elevador anunciou, com sua voz indiferente, que estavam no terraço. Num impulso com as mãos, moveu a cadeira … Continuar lendo
Lua de Cristal (Fil Felix)
1 – MURILO O céu estava nublado. Espelhado. Como se uma cortina estivesse cobrindo a cidade, embaçando-a. Uma garoa fina caía e banhava o teto das casas da capital, mais … Continuar lendo
O Celeiro (Pedro Luna)
Farejou um cheiro delicioso. Abriu os olhos e viu que ao lado da confortável cama havia um prato de sopa com pedaços de galinha. O estômago reclamou e ele tentou … Continuar lendo
Sob o olhar da Lua (Rogério Germani)
Minha vida é um bungee jump onde a lua sempre me traz à tona. É esta certeza, talhada como uma estrela em meu peito, que ilumina meus passos perdidos nesta … Continuar lendo
As Cores sem Nome (Rubem Cabral)
Ato I – Vida de cão Noite de quinta-traiçoeira, zapeio sem interesse através dos quase duzentos canais. Neil deGrasse fala de espaços intergalácticos, de lugares tão rarefeitos de matéria que … Continuar lendo
Toda quarta-feira (Fabio Baptista)
Meio de semana de um mês frio e garoento qualquer. Julho, talvez Agosto. Ivan Petrovic toma banho, com uma demora não costumeira. Relembra a infância: algum evento bobo que se … Continuar lendo
A Metáfora das Metáforas (Pedro Viana)
Existe um pacto silencioso entre as pessoas que vivem nas grandes cidades, assim como também deve existir entre os ratos que habitam o esgoto e as fezes que por ele … Continuar lendo
Preso na garganta (Daniel Martins)
Quando se tem um cão, o simples ato de chegar em casa torna-se uma aventura. Você pode ser recebido por um labrador enlameado, que te lambuza inteiro, por um border … Continuar lendo
Uma Senhora Distinta (Ruh Dias)
Ela tinha uma aura de importância e sofisticação, com seu colar discreto de pérolas pequenas e o cabelo milimetricamente penteado em ondas suaves e cor de cebola. A saia, reta … Continuar lendo
Mais Alto que o Céu (Thais Pereira)
“Acordo todos os dias feliz. É menos um dia. Descobri o sentido da vida quando passei a esperar a morte.” – Sussurrou o personagem. Sentei no chão frio da rodoviária, … Continuar lendo
Os Quatro Irmãos (Anorkinda Neide)
León era forte e decidido, adorava provocar uma rusguinha qualquer só para provar de suas habilidades viris, de luta e ação. Mas a verdade é que ele tinha poucas chances … Continuar lendo
Zona Sul (Gustavo Aquino)
Peruíbe Debaixo do chuveiro escangalhado, Peruíbe cantou funks, teceu rimas, deu vazão a sua verve poética-mobral sob o correr da água fria. Depois, de banho tomado e devidamente enxugado, … Continuar lendo
O Casamento (Lucas Rezende)
Cheguei para o casamento depois de todos os convidados, entrei e tomei um lugar discreto mais ao fundo. A igreja estava decorada com arranjos de rosas brancas e o sol … Continuar lendo
Esse maldito cotidiano (Tiago Volpato)
A primeira vez que morri, estava andando perto da minha casa. Era um dia aleatório da semana (pensando bem, era sábado ou domingo, pois não havia muitas pessoas na rua). … Continuar lendo
Treze anos (Gustavo Araujo)
O homem vestia uma camiseta branca, com o escudo do Ferroviário Esporte Clube já desbotado no lado esquerdo. Embaixo, lia-se seu nome: “Professor Pernambuco”. Era um sujeito calvo, de uns … Continuar lendo
A terapia do obituário (Bia Machado)
Nunca tinha se casado. Dos nove irmãos, apenas ele tinha ficado com a mãe enquanto os outros ganhavam o mundo, constituíam família, viviam suas vidas. Dona Francisca já era viúva, … Continuar lendo
Não confie neles! (Renato Silva)
Um bairro antigo e decadente, imediações do centro. Há certa tranquilidade em viver aqui. As ruas são calmas e arborizadas. Nas ruas estreitas de paralelepípedos circulam poucos carros. O fluxo … Continuar lendo
Retratando um sonho (Felipe Moreira)
Eu soube da guerra pelo meu avô. Resolvi ler a respeito nos livros de história que faziam disto algo romântico, mas aprendi numa manhã que vieram buscar o meu pai. … Continuar lendo
Um quilo de tomates (Catarina Cunha)
— Glorinha, minha flor, precisa de ajuda aí na cozinha? — Mô, vou fazer aquela macarronada que você adora. Vai lá ao mercado rapidinho e traz um quilo de tomate … Continuar lendo
Cotidiano – Avaliação – 1ª Fase
Caros participantes e amigos, Agradecemos como sempre a presença de todos por aqui. No total tivemos trinta e três contos inscritos para este desafio superlativo e inovador. Às instruções, então! 1) … Continuar lendo
No topo do fundo (Davi Cabral)
Era manhã de sábado e Paco se preparava para uma viagem de escalada. Todos os equipamentos ajeitados na mochila, poucos itens pessoais, já que voltariam no dia seguinte. “A mochila … Continuar lendo
O cachorro, o menino, a senhorinha – Crônica (Eduardo Selga)
Trabalho com a palavra, e isso me provoca incertezas de todo o tipo. Sempre fico perguntando aos meus botões, aos meus mal-assombrados sótãos, que grau de dramaticidade é necessário haver … Continuar lendo
O Conto da Flor Azul (Ruh Dias)
Parte 1 A grama era macia e estava úmida. Aliás, era macia somente nos primeiros passos, ela logo notou, pois a grama começou a espetar a sola dos seus pés … Continuar lendo
A crônica da janela – Crônica (Jowilton Amaral)
Tem dia que eu não consigo escrever. Hoje é um desses dias. O famoso dia chato. Fico olhando para tela e nada sai. Nenhuma inspiração para criar um conto aparece. … Continuar lendo