EntreContos

Detox Literário.

A Flor do Mandacaru (Fil Felix)

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Sua beleza é branca e efêmera.

Desabrocham ao anoitecer para murcharem ao amanhecer.

E como nos versos de Gonzaga,

“Quando flora lá na seca é o sinal que a chuva chega no sertão…”

 

***

 

– Ó Deus! Levanto e cá estou, mais uma vez, sobre esta janela a olhar a imensidão do deserto. Deste sertão que me encontro preso. Não há encanto, por mais que a vida ainda persista em florescer sobre a forma destes cactos… Confesso que já perdi as esperanças de ouvir o canto d’um assum preto e nem observei a partida d’uma asa branca, como nas canções. Minha energia é sugada pelos veios de água secos. Pelos loucos que aqui moram e pesam em minha mente…

 

A Enfermeira

Não me pergunte há quantos dias estou aqui. Não lembro nem como vim parar ou, até, o que é o aqui. Devo isso, com toda certeza, aos comprimidos que a enfermeira me deu. Todos os dias a mesma coisa. Acordo e venho para esta janela dar início às lástimas. Olhar para o nada. Ou o sertão, como também o chamam. O nada. 30, 40, 60 dias, talvez?

Estou preso no 2º andar do Instituto Carlos Leal de Jesus. Um eufemismo para este manicômio, habitado por loucos. Mas não sou um deles. Pode até parecer clichê, mas não sou. E aquele ditado, do cego em terra de rei, algo assim, não me recordo…  Não procede.  Antes ser um deles, que ficar me auto-criticando. Pareço ser o único que enxerga além, mas disso de nada importa.

Desde o dia que cheguei, ou dos primeiros dias que me recordo, nada mudou. Passaram-se semanas, talvez até meses de minha estadia, e os móveis estão nos mesmos lugares. Os funcionários e pacientes são os mesmos e o mais impressionante, que até demorei para descobrir de imediato: todos fazem as mesmas coisas. Todos os dias. De novo e de novo.

Acordo e me colocam aqui na janela da biblioteca, o espaço de uso comum do Carlos Leal de Jesus – ou Carlão, como também o chamam. Pelo menos é o que parece. Há a estante com livros para os internos lerem, localizada na parede oposta à que estou. Há a televisão para a sessão noturna de cinema, bem ao centro e cercado por três sofás repletos de mofo. Completa o ambiente duas mesinhas, com um xadrezado estampado em cada uma, para poderem jogar um xadrez. Aí eu me questiono, xadrez? E há só uma porta, que leva ao corredor com os demais quartos. Mas o acesso é proibido. Só podemos sair com a permissão da enfermeira. Aposto que ninguém conhece os outros andares e ambientes. Eu mesmo só conheço esta sala. E o meu quarto, claro.

Nunca saio da janela, pois prefiro ficar mais reservado. Disse que preferia me juntar à loucura, mas na verdade tenho medo de conviver com os outros internos e acabar por me perder de vez. Mas, aos poucos, vejo que não estou assim tão diferente do Sr. Pepe, por exemplo. Há um ciclo sem fim aqui, pelo qual comecei a fazer parte. Percebe?

É batata! 9h é o momento do lanche: a enfermeira atravessa a porta arrastando um carrinho de metal de dois andares, arranhando o piso de madeira – que possui as marcas dos dias anteriores, já que o percurso é o mesmo. Ela estaciona em frente à TV e começa a retirar as bandejas do carrinho, distribuindo para os pacientes. Cada um acaba comendo onde está, de maneira até organizada. Com exceção, claro, de José Grito. Ô senhorzinho irritante! Apesar de baixo e da cabeleira tão desvairada quanto o próprio, consegue causar inveja em qualquer tenor.

9h05, ao receber sua bandeja, João Grito arremessa toda a comida no chão e passa a berrar e dar pancadas nas prateleiras, deixando cair alguns livros. O espetáculo segue por mais 5 minutos, quando passa pela porta dois rapazes de ombros largos e corpulentos, que mais parecem aqueles doces de padaria, os sonhos. Cada qual usando um cinto apertado, que faz a barriga sobressair e cair sobre ele, sustentando um facão. Os apelidei de Brutamontes, os seguranças do Carlão.

Em instantes a dupla imobiliza João Grito e o arrasta pelo corredor. Não sei o que fazem ao pobre coitado, que sai aos berros. Os outros pacientes passam a terminar a refeição apavorados. Provavelmente não está indo para um bom lugar… Mas no dia seguinte ele está lá, arremessando sua comida às 9h05!

Tudo mecanizado. Diria até programado! 10h30, momento dos jogos. 12h30, almoço. A mesma comida, a mesma conversa. As mesmas roupas de hospital! 14h é quando Martin, um rapaz de rosto rosado, provavelmente uns 10 anos mais novo que eu – chutaria que completou a maior idade há pouco tempo, inclusive – vem puxar um dedo de prosa comigo, na janela, comentar sobre o sonho que teve na noite anterior.

Que aliás, é o mesmo sonho. E a mesma descrição. “Estou num lugar iluminado, todo branco. Vejo ao horizonte um homem nu sobre um cavalo, ambos da cor da noite, cavalgando. Lá no fundo sei que é meu salvador, não me fará mal. É como se eu fosse ser puxado desse manicômio por suas cordas. De onde ele veio?”. Martin, isso é uma música. Que eu já cantei aqui, inclusive.

E às 18h é quando Bete, a enfermeira, vem trazer meus comprimidos. No início lembro de ter alguma resistência, recusava. Mas os Brutamontes rapidinho me convenciam a tomar. E agora eu tomo. Ou finjo que tomo, como nos filmes. No fim da história – e não da tarde –  ninguém explica porque estou aqui. Aliás, até explicam: “mas Sr. Chagas, já te dizemos ontem o motivo. E anteontem também! Não se recorda? Não podemos ficar repetindo a mesma coisa todo dia, se esforce para melhorar. Não temos condições de te levar sempre que quiser ao escritório do Dr. Jesus”.

Me fazem parecer um louco! Desisti com o passar do tempo. Passei a olhar o sertão pela janela. Dia após dia. Observando a terra árida, as árvores secas, os ossos semi-cobertos pela areia dourada, os mandacarus. E assim como aqui dentro, tudo lá fora parece a mesma coisa. Não há mudanças. Não há chuva ou animais. O mesmo cenário, sempre e sempre. Que fim de mundo eu vim parar…

Se já tentei fugir? Claro, diversas vezes. Mas com nenhum sucesso. Atravessar o corredor é impossível. Os talheres e bandejas são de plástico. Não há nada nesta maldita sala que eu possa pegar e ameaçar alguém. Certa vez conversei com a Bete, sobre a repetição das coisas. Ela não deu bola. Carrancuda do jeito que é, me respondeu em tom de deboche: “não percebe que aqui é seu inferno particular, Luís? E que sou uma assecla de Satanás? Está condenado a passar o resto de sua existência assim”. Depois, no dia seguinte, resolvi fazer a mesma pergunta. Obtive a mesma resposta. A mesma entonação, o mesmo sorriso sínico. Não acreditei, claro.

Às 20h é o momento cinema. Todos os 6 loucos, eu incluso por tabela, sentam em volta da televisão, para assistirem ao filme da noite. O Sexto Sentido. Sei as falas e cenas de cor. Mas os outros assistem como se fosse a primeira vez, com direito a se surpreenderem na parte final! Houve um dia em que quis quebrar a TV, gritar para todos se ninguém percebia o que acontece aqui. Mas seria inútil.

Certa vez fui até a estante de livros, peguei um volume de Ressurreição do Machado de Assis e rasguei a página 17 – logo no início, com o “Naquele dia, – já lá vão dez anos” saltando à vista. Folheei para a página 103 e coloquei meu nome ao lado do título do último capitulo: XXIV – HOJE (Luís Chagas). No dia seguinte fui verificar o exemplar e, surpreso mas não desapontado, encontro-o novo em folha, no lugar de costume. Já procurei por câmeras aqui, mas sem sucesso.

Aos 10 minutos do filme, quando Bete já saiu da sala, nos deixando mais a vontade – e menos apreensivos –, levanto-me e vou até a janela. A noite no sertão é bonita, céu estrelado. Mas meu sossego é interrompido pelo Sr. Pepe, que levanta logo em seguida e vem conversar. “Pensa que não sei?!”, ele pergunta, “estamos presos aqui!”. No começo me surpreendia, mas depois demonstrou ser tão louco quanto a própria Bete. “Somos obrigados a repetir este dia para todo o sempre. Perceba, nada cresce lá fora! Estamos presos no espaço-tempo.”

Ao terminar de proclamar sua teoria, caminha até a estante pra pegar um volume velho de A Máquina do Tempo, do H. G. Wells, e começa a ler desde o prólogo. Isso sempre. Todos os dias. Inferno ou espaço-tempo, confesso que não sei qual dos dois poderia ser o pior. Ao término do filme, claro, todos são levados para seus quartos, cubículos sem ventilação.

 

A Enfermeira

Hoje acordei destinado! Prefiro a morte à ter que assistir O Sexto Sentido mais uma vez! Do que sentir o cheiro de mofo desses livros ou escutar loucuras a esmo. Cansei de lamentar todas as manhãs. De olhar para o nada. Para o sertão. Hoje as coisas precisam ser diferentes… Serão diferentes.

Como esperado, João Grito arremessou sua bandeja às 9h05. 10h30, momento dos jogos. 12h30, almoço. Às 14h Martin veio com o sonho de Aruanda e agora, às 18h, Bete está batendo suas chinelas em minha direção, como o trote de uma besta, trazendo a medicação. A cara carrancuda é a de sempre, revelando os cabelos grisalhos tentando fugir da touca branca. Ela apoia-se na janela, de frente para mim, forçando que eu abra a boca para ingerir os comprimidos. Lhe surpreendo perguntando sobre a repetição das coisas. Ela começa o discurso do inferno e, de súbito, a empurro janela afora. Observo seu corpo gordo cair e estira-se na areia, lá embaixo.

Os loucos entram em polvorosa. Observo os Brutamontes correndo corredor adentro. É a minha chance, minha única chance. Ou descobrirei para onde João Grito vai todas as manhãs. Não. Também pulo da janela. Caio sobre o corpo de Bete e, se a queda não a matou, a minha certamente terminou o serviço. Provavelmente quebrei meu braço e fraturei uma perna. Sua corpulência amorteceu o impacto, mas não tanto quanto imaginava. Olho para cima, vejo os dois sonhos na janela, fitando-me e logo saindo de vista. Virão me pegar. Preciso correr, preciso ser rápido.

Levanto e saio torto em direção ao nada, mas longe do Instituto Carlos Leal de Jesus. A adrenalina é tanta que anestesia todo meu corpo e meu único pensamento é o de fugir. De correr. O suor percorre todo o meu rosto, molhando as costas e congelando meus lábios. Se pudesse me ver no espelho, veria o pavor personificado.

Corro pelo que pareceu ser o infinito. Provavelmente consegui perder os Brutamontes de vista. O sol começa a se por no sertão em meio à uma brisa refrescante, deito próximo à um mandacaru, exausto. Preciso ser forte e resistir ao sono causado pelo cansaço e às dores, que agora vieram com tudo. Deve existir algum local seguro que possa me ajudar. Uma cidade próxima, talvez. Qualquer lugar diferente. Quem sabe consigo ajuda para Martin…

Tão logo percebo que não estou no inferno. Tampouco preso em algum dia. Observo o cacto ao meu lado, um lindo botão dando início ao seu desabrochar… Há vida, sim, nesse sertão! Não sou louco! Se aperto os ouvidos, posso ouvir ao fundo a carimbamba cantando… Amanhã eu vou, amanhã eu vou… Eles é quem são! Não sou louco!

 

A Enfermeira

– Ó Deus! Levanto e cá estou, mais uma vez, sobre esta janela a olhar a imensidão do deserto. Deste sertão que me encontro preso. Não há encanto, por mais que a vida ainda persista em florescer sobre a forma destes cactos… Confesso que já perdi as esperanças de ouvir o canto d’um assum preto e nem observei a partida d’uma asa branca, como nas canções. Minha energia é sugada pelos veios de água secos. Pelos loucos que aqui moram e pesam em minha mente…

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34 comentários em “A Flor do Mandacaru (Fil Felix)

  1. Fabio D'Oliveira
    5 de janeiro de 2016

    ௫ A Flor do Mandacaru (Darlene)

    ஒ Físico: Darlene tem um estilo maravilhoso e único, típico daqueles que nascem com o talento da escrita. Escreve de forma magistral e natural. Não há nada para corrigir. É mais fácil aprender com esse texto do que outra coisa. CLAP, CLAP, CLAP, CLAP!

    ண Intelecto: A estória é bem desenvolvida. O protagonista tem vida própria, sendo possível para o leitor sentir sua agonia. E suas dúvidas. Na verdade, o enredo é maravilhoso! Tão bem escrito, tão bem executado… E mesmo o final sendo previsível, não deixa o leitor desapontado. Mais palmas para Darlene! CLAP, CLAP, CLAP!

    ஜ Alma: O conto é ambientado numa biblioteca. Mas somente isso. É o cenário. E não tem importância nenhuma na estória. A narrativa não é visual, então a criação do lugar fica completamente por conta do leitor. Não é ruim, mas a imaginação de cada um é diferente. Li o conto e não consegui ver bem uma biblioteca. Pela associação comum dos hospícios. E pela lógica. Ao meu ver, Darlene inseriu a biblioteca apenas para encaixá-la no tema do desafio. Que pena… Uma autora tão talentosa… Com certeza tem capacidade para fazer melhor!

    ஆ Egocentrismo: Gostei muito da estória e da leitura, mas sou muito chato quando se trata do tema. Falta de foco é um dos males da humanidade. Isso me deixa frustrado. Fiquei um pouco decepcionado quando percebi que Darlene apenas inseriu a biblioteca para encaixar o conto nos pré-requisitos do desafio…

  2. Rubem Cabral
    2 de janeiro de 2016

    Olá, Darlene.

    Um bom conto, com um mote bacana sobre um inferno particular bem insólito. Gostei do manicômio estar localizado no sertão e achei graça do personagem chamar os seguranças de “sonhos”.

    Penso que talvez o conto tenha entregue o ouro um tanto cedo demais, naquela passagem do livro do Machado de Assis. O final em looping é sempre interessante, mas foi meio que esperado.

    A escrita está boa, com poucos erros de revisão.

    Abraços.

  3. Jowilton Amaral da Costa
    2 de janeiro de 2016

    O conto é angustiante. Ficamos na dúvida sobre muitas coisas, que provavelmente foi a ideia do autor(a), e foi bem sucedido nisto. O impacto não foi grande, já que dá para perceber que o conto retornaria, faria o tal do loop, e, por isso, ficou um pouco a desejar. No todo é um bom conto.

  4. Bia Machado
    1 de janeiro de 2016

    Uma vez escrevi um conto com essa ideia de looping, mas no meu caso a personagem consegue se libertar desse processo… Eu gostei bastante do conto e das imagens que ele me trouxe. Também gostei da narrativa, talvez por suas singularidades em relação à maioria dos outros contos, ainda que o desenvolvimento pudesse ter sido melhor, sim. Mas valeu a leitura.

  5. Philip Klem
    1 de janeiro de 2016

    Boa tarde.
    Seu conto não é mau, de todo.
    Você até escreve bem e consegue nos transportar para o lugar, porém os seus diálogos me deixaram bastante confuso.
    Ao invés de usar o travessão, como o habitual, você optou por utilizar aspas no meio do paragrafo, sem designar qual personagem estava falando na hora. Isso confunde bastante.
    Gostei do loop, o que você soube descrever muito bem, mas achei que faltou uma explicação, talvez.
    O final, infelizmente , foi bastante previsível.
    Em suma, um conto de um escritor com potencial, que precisa ser melhor trabalhado.
    Meus parabéns e boa sorte.

  6. Wilson Barros Júnior
    1 de janeiro de 2016

    Para mim que sou nordestino o conto subiu logo para a cabeça, conheço as agruras da seca. É uma grande lição aqui, a opinião sempre vai depender de referenciais distintos. Não sei por quê, tudo isso me lembra o “Poema Sujo” de Gullar. Por falar nisso, não quero politizar a questão, apenas declarar em alto e bom som que por aqui os problemas continuam os mesmos, apenas sub-amenizados pelas “bolsas-família”. Já que alguns comentários mencionam Philip K Dick, informo que o conto em questão é “Formiga Elétrica”, publicado em várias antologias. Quanto ao conto presente, achei impecável, aguardo outros do autor…

  7. Leandro B.
    31 de dezembro de 2015

    Oi, Darlene.
    É o segundo conto com Loop que leio e pela segunda vez achei bem executado.
    Gostei do conto.

    Lá pelo meio, achei a passagem em que uma página da obra de Machado de Assis é cortada apenas para reaparecer no dia seguinte um certo exagero, como se entregasse a ocorrência de forças sobrenaturais num conto em que se valia do suspense para funcionar. Mas depois pensei que eu que estava exagerando, afinal, o próprio estado de saúde mental do Sr. Chagas é um mistério e talvez ele nunca tenha rasgado a página e, se rasgou, ele apenas esteja enxergando o que tem medo (a rotina imparável).

    Eu reveria o último subtítulo ‘A enfermeira”, pois ao invés de fortalecer a ideia de repetição, fragiliza, pois “A enfermeira” não estava presente antes do primeiro parágrafo do texto. Talvez fosse bom posicionar um lá, ou simplesmente recolocar as divisões de asteriscos no final. Ou não, só uma sugestão mesmo.

    No que diz respeito à narrativa, achei muito agradável.

    Um ótimo trabalho. Parabéns.

  8. Evie Dutra
    31 de dezembro de 2015

    Gostei bastante da sua escrita.. mas não gostei tanto assim da história..
    Talvez seja por já ser o segundo conto que leio com tema parecido neste desafio.. no final, eu já esperava que tudo fosse se repetir novamente. Não me surpreendi.
    Gostei de você não ter utilizado a imagem do desafio de forma literal. Bom ver que você apenas se inspirou a imagem.. e não precisou usar o cenário em si.
    Parabéns pela escrita. Foi muito boa mesmo!

  9. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2015

    Confesso que a repetição me cansou. O conto não me empolgou e achei que o regionalismo poderia ter sido melhor explorado para ficar coerente com imagens e algumas partes apresentadas no conto.

    Achei positivo que você conseguiu passar um clima sufocante, pelo menos para mim, ao mostrar aquele manicômio. Sexto Sentido todo dia é dose. Fiquei com vontade de pular a janela junto com o personagem.

  10. G. S. Willy
    30 de dezembro de 2015

    O conto é muito bem escrito, porém pouco original. O loop temporal ficou claro logo no início com o repetitivo uso de ‘mesmo(a)’ e a atenção dada à hora e aos acontecimentos. O(a) autor(a) tem um bom ritmo de narrativa e me deixou preso ao texto o tempo todo. O único ponto frustrante foi chegar ao fim do conto e não saber o motivo do personagem estar em seu ‘Groundhog Day’ particular.

  11. Piscies
    29 de dezembro de 2015

    Sei que o comentário será repetitivo (uma baita de uma ironia, dado o conto em questão) mas concordo com os outros que falam que a ideia é batida. A execução foi excelente, mas mesmo assim fiquei com aquela sensação de estar lendo o mesmo conto / assistindo o mesmo filme / lendo o mesmo livro que li em algum lugar no passado (ironia novamente?)

    O legal foi ver que AINDA ASSIM fiquei vidrado no conto, esperando ler algo diferente no final. Fui surpreendido. As perguntas sem resposta são propositais, como pude ver, mas mesmo assim o conto tem um clímax interessante e diferente.

    Concordo também com os muitos que acharam que a imagem-tema ficou um tanto nublada aqui. Quase não aparece, e mal é citada ou explorada.

    Alguns pontos a serem observados:

    – Alguém já deve ter falado nos outros comentários, mas o João Grito é inicialmente chamado de José Grito.

    – Seguranças de hospício não costumam carregar facões. Não faz sentido carregar uma arma letal dentro de um hospício. A menos que os dois Brutamontes sejam cria da imaginação do Sr Chagas.

    – O autor usa muito o ponto de exclamação. Usá-lo uma vez ou outra é razoável, mas várias vezes seguidas acaba gerando certo desconforto na leitura.

    Parabéns e boa sorte!

  12. JULIANA CALAFANGE
    27 de dezembro de 2015

    A ideia é batida, entre filmes e livros e séries de TV, já vi isso umas 20 vezes. Vc poderia ter surpreendido se tivesse encontrado um elemento de destaque, algo diferente. Pensei q ia encontrar no fato do cenário ser o sertão. Mas vc só usou a imagem mais clichê da seca, super batida também. Podia ter pelo menos colocado um sotaque nordestino, um vocabulário regional, algo que se destacasse um pouco nessa história tão conhecida. Também creio que a experiência num manicômio seja bem mais profunda do que a que o seu personagem nos transmite. Estar confinado numa clínica dessas é uma experiência muito dura, imagine para um paciente que não se considera doente. Em nenhum momento o texto me levou para dentro da mente do personagem, o que teria provocado algum envolvimento com a história. Ficou muito superficial e previsível. O tema proposto, a imagem da biblioteca, simplesmente não existe. O que vc chama de biblioteca no conto é uma grande sala, q inclui local para ver TV, jogar xadrez, etc., então é na verdade uma sala de convivência. No mais, falta uma boa revisão. Acho que vc podia tentar reescrever buscando incluir algo que torne esse conto especial e único, apesar do tema/massa de história ser velho conhecido… No filme O Sexto Sentido, o que nos faz amar aquele roteiro é que ele nos leva para dentro da mente do personagem do Bruce Willis. E nós acreditamos que tudo o q ele pensa é real e verossímil… até descobrirmos que não é! E é justamente por isso que a gente não consegue ver o filme mais vezes, pq não tem como esquecer aquela experiência. Boa sorte e parabéns!

  13. Thiago Lee
    27 de dezembro de 2015

    Ao ler o conto, lembrei imediatamente de Um Estranho no Ninho.
    Gostei muito da maneira como você conduz a narrativa e nos faz sentir as dores do personagem. Fora erros minúsculos (já descritos pelos colegas nos outros comentários), sua narrativa foi fantástica!

  14. Antonio Stegues Batista
    26 de dezembro de 2015

    Ao ler o conto, me lembrei do filme, O Dia da Marmota, com Bill Murray, onde o personagem vive o mesmo dia sempre com os mesmos acontecimentos. Nesse conto acontece a mesma coisa, mas aqui a repetição automáticas dos acontecimentos não acaba, o que o leva a ter várias interpretações, será o inferno? Outra dimensão? Ou simplesmente loucura do personagem? Achei uma boa narrativa, apesar dos erros de ortografia, etc., as frases foram bem construídas e ótimas descrições, tornando o texto numa boa leitura.

  15. Anorkinda Neide
    25 de dezembro de 2015

    Olá!
    Gente, claro que a biblioteca está lá.. ele é levado todos os dias para a janela da biblioteca, há a descrição da imagem com o sofá repleto de mofo e tal…
    Bem, mas eu achei cansativo, sorry, chato até… fosse o desafio ‘cotidiano’ se justificaria o tema ‘repetições’ entendiantes all time… rsrs
    Entendi a reflexão, embora possam ser feitas várias reflexões diversas, não sei a qual o autor quis nos levar… Achei algumas coisas contraditórias como o personagem não saber onde está, depois diz exatamente onde está, tem outra passagem parecida com esta… Enfim, achei que o desenvolvimento de sua ideia não está claro.
    Ao contrário dos demais, não gostei do looping, preferiria que o texto terminasse na flor do mandacaru. Daria uma esperança ao leitor, ou não… não necessita nos levar de volta, a reflexão não necessita dessa condução, saberíamos nos guiar.. ou não :p
    Abraço e boa sorte.

  16. Rogério Germani
    24 de dezembro de 2015

    Olá, Darlene!

    Se, como disseram alguns escritores, extrair um texto atrativo baseado exclusivamente na imagem da biblioteca destruída foi como “tirar leite de pedra”, talvez a licença poética permita encontrar semelhança entre o desmoronar psicológico do sr. Chagas com o ruir do local onde supostamente armazena-se conhecimentos escritos.

    Ainda vendo desta forma, faltaria uma trama maior, já que não foram desenvolvidos maiores acontecimentos no enredo. Tudo é uma repetição calculada para estigmar a loucura do protagonista de modo universal.

    Boa sorte!

  17. Daniel Reis
    23 de dezembro de 2015

    Lendo essa história, me senti um estranho no ninho. Notei também que o cenário (sertão) pouco ou nada tem de influência na história – nem sequer no falar dos personagens. A não ser como metáfora, talvez. Se a intenção foi dar brasilidade à história, acho que não teve tanto efeito assim, poderia ser transportada para qualquer outro local, que a loucura seria a mesma.

  18. Lucas Rezende de Paula
    22 de dezembro de 2015

    Vish, que viagem!
    Gostei muito da história, fiquei pensando e ele era louco mesmo, se ele tava preso no tempo. Foi me dando um pavor nas cenas de repetição, parabéns pelo trabalho. Só faltou mesmo a biblioteca da imagem.
    Boa sorte.

  19. Andre Luiz
    21 de dezembro de 2015

    Gostei do conto como um todo, um retrato da própria loucura humana na forma de seu narrador personagem. Achei as passagens muito bem construídas e o final marcante de forma bastante melancólica, que deu um tom muito bom à toda a história. Como os outros comentaristas, senti falta da imagem do conto, porém vi que os livros apareceram por ali na “biblioteca velha”. Boa sorte!

  20. Neusa Maria Fontolan
    21 de dezembro de 2015

    Achei legal. Algo a se pensar. Será que não estamos presos também em nossa loucura? Nunca saberemos enfim.
    Parabéns

  21. Daniel I. Dutra
    21 de dezembro de 2015

    Apesar de ter achado o conto bom, um cruzamento de Philip K. Dick com regionalismo brasileiro, também não consegui localizar a imagem do conto na história. mas no geral é um conto bem escrito.

    Se eu fosse chutar, diria que a citação no início visa indicar a ideia de looping na história que está por vir (“Desabrocham ao anoitecer para murcharem ao amanhecer”, tipo é um círculo, um lopping de certa forma). Posso estar forçando a barra, mas é a única interpretação que consegui pensar para a presença da citação no conto.

    • Darlene
      22 de dezembro de 2015

      Boa tarde, Daniel! Fico feliz que gostou! Sobre a imagem, pra quem também questionou, além de aparecer quase que como o único cenário, também quis mostrar a relação de livro/leitura. Por mais que as palavras sejam as mesmas, a cada leitura se torna algo diferente. E muitas vezes ficamos presos em determinadas “leituras”.

      Da citação, toda interpretação é válida! O mandacaru é uma planta muito emblemática do folclore nordestino. Ele sobrevive às grandes secas e ainda funciona como alimento. É símbolo de resistência. Mas também de mudanças. Quando floresce, dizem ser sinal de que vem coisa boa por aí, como a chuva. Mas seu desabrochar é muito rápido,como a sensação de fuga do nosso amigo. Espero ter ajudado 😀

  22. Daniel I. Dutra
    21 de dezembro de 2015

    Apesar de ter achado o conto bom, um cruzamento de Philip K. Dick com regionalismo brasileiro, também não consegui localizar a imagem do conto na história.

    Se eu fosse chutar, diria que a citação no início visa indicar a ideia de looping na história que está por vir (“Desabrocham ao anoitecer para murcharem ao amanhecer”, tipo é um círculo, um lopping de certa forma). Posso estar forçando a barra, mas é a única interpretação que consegui pensar para a presença da citação no conto.

  23. Leonardo Jardim
    20 de dezembro de 2015

    Caro autor, seguem minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): gostei bastante! O texto começa bem e a parte em que ele narra a rotina, reforçando que ela ocorre repetidamente todo dia é muito intrigante. Ali o texto me conquistou. Fiquei com aquela dúvida se era loucura dele ou não e, no fim, o loop fechou muito bem a história. O único problema é que esse é um tema meio batido.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, narra bem e é bastante envolvente. Soube dosar bem as informações e a sensação de repetição funcionou bem. As imagens passadas também foram muito vívidas. Alguns erros bobos passaram na revisão, mas não consegui anotar (li na rua e sei que alguém já deve ter citado abaixo rs).

    🎯 Tema (▫▫): não havia, em nenhum local, uma biblioteca como da foto. Apenas algumas citações à livros.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): essa ideia de prisão temporal já foi vista em vários lugares, sendo o mais marcante o filme Feitiço do Tempo. Mesmo assim, a atmosfera de manicômio deu um ar de novidade ao assunto.

    🎭 Emoção/Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): gostei bastante, o último parágrafo repetindo o primeiro funcionou muito bem comigo e me arrancou um sorriso de satisfação 🙂

    💬 Trecho de destaque: “Observo o cacto ao meu lado, um lindo botão dando início ao seu desabrochar… Há vida, sim, nesse sertão! Não sou louco! Se aperto os ouvidos, posso ouvir ao fundo a carimbamba cantando…Amanhã eu vou, amanhã eu vou… Eles é quem são! Não sou louco!”

  24. Davenir Viganon
    18 de dezembro de 2015

    Como bom fã de Philip K. Dick, o questionamento da realidade pelo protagonista é sempre bem vindo para mim. Também gostei da execução e da ideia do inferno=repetição. Enfim. Gostei pra caramba!

  25. Simoni Dário
    16 de dezembro de 2015

    Um texto que puxa à reflexão sobre loucura, desejos, sonhos, cura, desilusão, prisão, fuga e entrega. Tem muita filosofia e psicologia aí, gosto bastante disso. Prendeu-me até o fim e me fez voltar algumas vezes para melhor elaboração do rico conteúdo. Parabéns!
    Bom desafio!

  26. Eduardo Selga
    16 de dezembro de 2015

    Poderia ter sido um conto de excelente qualidade não fossem as muitas falhas de ortografia e gramática. Não sei se as mais importantes foram citadas, mas não me concentrarei nelas, pois o essencial (o fato de haver essas falhas) já foi citado.

    A ideia é excelente. Os eventos que se repetem inapelavelmente no interior do manicômio funcionam bem como uma alegoria do que acontece fora dele e em nosso real empírico: a loucura de nossa vida diária, programada, repetitiva, alienante (e um dos significados de alienação é loucura).

    Para demonstrar essa repetição, o(a) autor(a) não apenas o demonstra na narração: também usa recursos formais, como a subdivisão do conto em partes que recebem o mesmo nome, “A Enfermeira”. Ora, se a denominação é a mesma, por que dividir? Porque isso demonstra a alienação cotidiana, a mecanização da vida, a rotulagem dos fatos e atos sempre sob denominações seguras, conhecidas.

    Nesse processo de videotape, há no texto muito do discurso do insólito. Por exemplo, o protagonista está em um manicômio, e o cenário externo é um sertão, com cactos e tudo o mais. É como se o prédio fosse construído no meio do nada, do deserto.

    Se interpretarmos esse fato ao pé da letra, há o insólito. No entanto, se entendermos pela via alegórica, não, na medida em que o nosso dia a dia é um deserto, por mais que a publicidade e a indústria do entretenimento pintem flores em tantos mandacarus. O mais “feliz” dos indivíduos não o é de fato, pois a coletividade sofre. E como somos animais gregários e tribais, sofremos, mesmo que o mito da individualidade seja tão forte em nossa organização social tão influenciada pelo midiático. Por isso, o deserto social se reflete num deserto interior. Nesse sentido, é lapidar o trecho “perceba, nada cresce lá fora! Estamos presos no espaço-tempo.” “Lá fora” não é apenas o ambiente externo: “Lá fora” é dentro.

    Outro fato que faz o conto filiar-se ao discurso do insólito está na enfermeira. Ela, em determinado ponto a narrativa dá a entender, pode ser uma figura demoníaca. Vejamos: “não percebe que aqui é seu inferno particular, Luís? E que sou uma assecla de Satanás? Está condenado a passar o resto de sua existência assim”. A enfermeira simplesmente pode ter dito palavras ao vento, mas se considerarmos a unidade do conto, a atmosfera que ele cria, faz pensar.

    Por curiosidade (mórbida?) fui buscar informações sobre o carimbamba, pássaro mencionado no fim da narrativa, e descobri algo simples mas curioso: é uma ave noturna e de rapina. Logo, o personagem foge do manicômio e adentra o sertão durante a noite e, ironicamente, afirma que não está no inferno. Será mesmo? Mais provável que ele tenha entrado nele, ou na verdade não tenha saído, já que dentro e fora são a mesma coisa, no conto.

    A onomatopeia que tenta reproduzir o som da ave, “amanhã eu vou, amanhã eu vou…” é reveladora. O protagonista não sai de um lugar para entrar em outro: ele permanece. Quem sabe amanhã ele vá?

  27. Claudia Roberta Angst
    16 de dezembro de 2015

    Lapsos da revisão já foram apontados, então não serei repetitiva.
    O bom deste conto é que consegue prender a atenção do leitor mesmo só apresentando alguma ação no trecho da fuga do narrador.
    Fiquei torcendo pela libertação de Chagas, tanto do manicômio quanto da rotina enfadonha dos seus dias. Essa empatia conquistada é, sem dúvida, um ponto positivo para o seu conto.
    A biblioteca só foi mencionada como pano de fuga, mas está ali. Não estou levando isso em consideração.
    O tal loop -a volta ao começo – surtiu efeito. Não ficou forçado.
    Boa sorte!

  28. catarinacunha2015
    16 de dezembro de 2015

    TÍTULO bem elaborado e intensificado com o clímax da trama. O FLUXO traduz bem a agonia do efeito loop infinito dentro de uma TRAMA crescente. Difícil fazer isso, pois exige técnica apurada. PERSONAGENS secundários bem estereotipados, o que reforça o personagem principal, dando aquela sensação dele ser o “único lúcido”. FINAL de frustração surpreendente. É o segundo conto, até agora, que me surpreendeu.

  29. André Lima dos Santos
    14 de dezembro de 2015

    Olá autor!

    Que história interessante você criou. No início do texto, achei que viria algo mais abrasileirado, mas o estilo do conto, embora ambientado no sertão brasileiro, não segue os padrões que temos de narrativas naquela região.

    O conto poderia ser muito melhor, se não fosse os erros encontrados pela falta de revisão. Um deles gravíssimo:

    O personagem é apresentado como José Grito e depois é tratado como João Grito.

    Não consegui fazer correlação com a imagem do tema também.

    Mas o texto tem algumas coisas bem legais:
    1 – A repetição proposital dos títulos dos capítulos.
    2 – A analogia de que nada muda, por nada florescer no sertão.
    3 – A flor desabrochando no final.

    Realmente torci para que Chagas escapasse. Boa sorte no desafio e uma boa revisão nos próximos contos! Haha Abraços.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    14 de dezembro de 2015

    MULA (Motivação, Unidade, Leitura, Adequação)

    M: A atmosfera é bem criativa, um amálgama de coisas totalmente opostas.
    U: Algumas construções frasais não agradaram tanto, mas flui bem e nos coloca diretamente na mente do protagonista.
    L: Não vi muita relevância na citação do início, mas consegue introduzir o clima que virá. Outro texto corajoso em abordar as nuances do FC, esbarrando nos limites de vários gêneros específicos. As divisões repetidas dão um tom irônico e complementam o looping temporal. Ao final ficamos com aquela sensação de não saber se realmente estavam presos no espaço tempo ou se o personagem era apenas louco mesmo. Gosto desses questionamentos relegados à imaginação.
    A: A biblioteca faz parte da mobília, sem muita importância para o andamento da história, mas bem presente.

  31. Gustavo Castro Araujo
    12 de dezembro de 2015

    Rapaz, gostei deste conto. Talvez porque no momento eu esteja lendo “Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex, que trata do maior manicômio do Brasil, o “Colônia”, localizado em Barbacena, MG. O livro dá voz a alguns dos milhares internos do hospício, testemunhas de algumas das 60 mil mortes registradas nos documentos colhidos pela autora. Por meio de entrevistas, ela nos revela a terrível rotina dos pacientes e como alguns conseguiram, por milagre, sobreviver a eletrochoques, lobotomia e condições sub-humanas de tratamento.

    Faço esse paralelo porque seu conto se encaixaria bem como um dos casos retratados no livro da Daniela. Digo mais, em alguns aspectos, se afigura textualmente mais dramático — claro que no livro a gente fica mais apreensivo, já que são expostas histórias reais –, eis que mergulha, com êxito, na mente perturbada de alguém que perdeu a razão.

    Gostei bastante do segundo capítulo, esse da fuga. Embora tivesse noção de que tudo não passava de alucinação, torci para ser surpreendido. Torci para o velho Chagas escapar…

    Enfim, o mérito deste texto é o personagem bem construído, verossímil, real. É alguém que desperta empatia, sentimentos, que nos faz apreensivos. Uma qualidade que nem todos conseguem imprimir ao que escrevem.

    Sim, há erros de ortografia e gramática, como apontaram os colegas, sendo necessária uma pequena revisão. Mas isso não afasta a grande qualidade desta narrativa: o incômodo que causa no leitor. Quantas vezes paramos para pensar nos “Chagas” que existem por aí, em suas agruras, em seus labirintos? Seu texto, caro autor, faz isso, é o gatilho para algo maior.

    Parabéns!

  32. Cleber Duarte de Lara
    9 de dezembro de 2015

    CRITICA
    Procurei mas não achei a imagem do desafio. A sala comum com uns livros é a biblioteca abandonada ruída?
    Há alguns errinhos, e a questão da relativa falta de originalidade comentadas pelo Fábio anteriormente, mas não contabilizo muito, pois não sendo nada que corrompa o sentido de modo irremediável ou que não se possa deduzir e adequar na leitura como é caso erros de digitação ou conectivos omitidos na pressa, aponto apenas para auxílio extra de revisão. Caso vá para publicação uma revisão profissional dá conta destes errinhos facilmente.

    PONTOS POSITIVOS

    Esse conto consegue passar bem a atmosfera de aflição inerente à situação de eterno retorno ou curto circuito temporal. Está muito bem escrito e prende o leitor.

  33. Fabio Baptista
    9 de dezembro de 2015

    A ideia do loop é um pouco batida, mas aqui foi bem executada e conseguiu prender a atenção o tempo todo, o que é ótimo.
    Gostei da escrita, está bem clara e fluída. Os cenários, tanto interno quanto externo, foram bem caracterizados.

    Alguns problemas que peguei na revisão:

    – Completa o ambiente duas mesinhas
    >>> Completam

    – Apesar de baixo e da cabeleira tão desvairada quanto o próprio, consegue causar inveja em qualquer tenor
    >>> Não vi muita relação entre a cabeleira e a voz…

    – mas Sr. Chagas, já te dizemos ontem
    >>> dissemos

    – sorriso sínico
    >>> cínico

    – Lhe surpreendo
    >>> Surpreendo-a

    – Observo seu corpo gordo cair e estira-se na areia
    >>> se estirar

    Um bom conto.

    Abraço!

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Publicado às 9 de dezembro de 2015 por em Imagem e marcado .