EntreContos

Detox Literário.

A Vida de Rosinha (Simoni Dário)

Rosinha foi uma jovem bonita, atraente e exigente. Vestia-se de modo impecável. Se os cabelos longos, loiros e cacheados não estivessem absolutamente cada fio em seu lugar, aos olhos do espelho dela, não saía de casa. Narcísica de nascimento, não ligava para muita coisa a não ser sua aparência física e a limpeza e organização da casa. O corpo enxuto, porém com algumas curvas e vantagem nas ancas, era cobiçado por todos os homens, inclusive amigos do seu marido, o Zezito. Hoje em dia, nas horas que restavam assistia televisão. Novelas não perdia uma. Podia estar no maior bate-papo em rodinha com amigas que, batia a hora da “minha novelinha”como dizia, lá saía ela correndo porta a fora. Os cuidados excessivos lhe traziam recompensa. Parava o cine Avenida assim que pisava o tapete vermelho. Os bailes e jantares que freqüentava admitiam o gozo com a inveja alheia, tão desejada. Não era muito dada aos livros, no entanto. Os usava como enfeites, de forma que decorassem a casa de um jeito que chamasse a atenção para uma mesa de centro ou uma estante. O contraste com o marido era muito bem disfarçado. Ouvia atentamente o que ele contava dos livros que devorava constantemente.

Zezito era um leitor daquele tipo que já era conhecido nas livrarias do bairro porque batia ponto nelas. Todos os dias, quase todos, vinha com alguns. Primeiro os instalava na biblioteca de sua casa. Ficava um tempinho contemplando maravilhado a estante, como quando adolescente fazia contemplando o mar. Aquilo era um ritual, uma espécie de meditação, uma reverência, melhor dizendo. Amava o silêncio e uma boa leitura. Não precisava de muito. Hoje aposentado, agradecia a Deus pelo tempo disponível para dedicar a paixão. Vaidade não tinha, talvez Rosinha fosse a sua única. Vestia-se bem pelo esmero da esposa, que via num marido impecável o resultado de mulher competente.

O casamento já durava pra lá de quarenta anos assim. Cada um vivia sua rotina. Ele fazia de conta que não ouvia os resmungos da mulher quando deixava um dos seus livros em cima da mesa. O pobre precisava guardar toda vez o livro na biblioteca, senão o mundo ia acabar. Zezito entendia. O universo dele ela não entendia. Ele a protegia da própria ignorância e acatava as ordens – colocava sempre de volta na estante. Naqueles dias em que ela estava com a “macaca” ele saía de casa e ela já sabia para onde ele ia. Quando de volta, a pergunta era indignada:

_ Mais um? Daqui a pouco vamos ter que fazer umas doações, ela provocava.

_ Mulher, eu não tenho vício, só esse, me deixa quieto!

_ Até porque fumar não é mais considerado vício, não é Bem?

O ciúme daqueles livros era grande. Apesar da beleza de Rosinha, mesmo agora em idade avançada, nunca tivera um pinguinho sequer pela esposa. Era calmo e paciente, mas bastava ouvir a esposa falar em doações de suas preciosidades que ele virava bicho.

_ Experimenta tocar em algum deles pra ver. Motivo pra divórcio!

Engraçado ver um casal assim. Viviam juntos há tanto tempo, mas separados pelo intelecto. Conversa boa ele procurava na rua, e ela, para preencher os vazios, batia pernas de loja em loja todas as tardes. Numa dessas, quando chegava ao shopping que ficava a um quarteirão da sua casa, viu um homem com a calvície muito parecida com a do marido, saindo por outra porta de entrada. Sentiu um frio na espinha. Desconfiada, saiu em disparada na velocidade da luz. Foi difícil esperar ofegante a porta automática do lugar  abrir, quando se deu conta que não precisava ter pressa. Do outro lado da rua havia uma praça muito movimentada, mas os olhos atentos de Rosinha bateram em cima daquele senhor, sentado num banco e de conversa muito sorridente com uma dona que tinha idade para ser filha dele. Rosinha congelou. Tremia feito vara verde. O marido se gabava da honestidade e fidelidade no casamento. Ela nunca questionara nada a esse respeito. Ficou parada ali, observando o marido apertando o cigarro contra o chão com a ponta do sapato e despedindo-se da moça com um beijo afetuoso no rosto. A mulher, quase estátua, com o coração na mão respirou fundo e decidiu comprar tudo o que lhe agradasse nas vitrines. Comprou, comprou e comprou. Mal conseguia carregar as sacolas. Foi para casa suspirando. O peito se estufava e voltava dando a impressão que ela teria um piripaque a qualquer momento. Tinha espasmos na altura do estômago, que foi embrulhando a cada passo quadra a fora. A lembrança do marido dando um beijo afetuoso na sirigaita vinha na sua cabeça insistentemente como um despertador que alguém se esqueceu de desligar.

Ao chegar a casa, só o que ouviu foi o motor da geladeira batendo. Atirou-se na cama com as pernas para cima e ficou ali, com uma nuvem negra de pensamentos negativos na mente, tentando imaginar o que estaria acontecendo. “Então era isso que ele fazia quando dizia que ia tomar café com os amigos aposentados?”

Nem a soberba e a companhia de “Narciso” ajudaram a segurar as lágrimas. Rolaram tantas, entre soluços, que a pobre acabou adormecendo.

Zezito chegou ao final da tarde. A alegria eufórica, estranha para a esposa, só a cutucava mais em sua ferida recém adquirida.

_O que você quer jantar homem?

_Belisquei umas coisinhas na rua e to sem fome. Mais tarde talvez.

Rosinha assistiu à novelinha e foi se deitar. Não conversaram absolutamente nada sobre aquele dia.

Nos dias que seguiram, a mulher com o orgulho ferido começou a bolar algumas estratégias de vingança. Esperta ela sabia que era. Não precisava ler uma biblioteca inteira para planejar o ataque ao desaforo. Sempre cuidara do marido quase como a um filho, faltando só dar-lhe comida na boca. Homem culto, inteligente, mas sempre impecável graças ao esmero dela. Lavava, passava, cozinhava cuidando para servir alimentos do mais alto nível de segurança à saúde. O colesterol do marido não era lá essas coisas. A primeira ideia que lhe ocorreu foi começar a servir uma comida carregada de gordura e, caso ele não quisesse comer, que fosse pedir para sua amante preparar para ele. Quando percebeu que essa seria muito pouco para o tamanho da dor que vinha sentindo há dias, começou a matutar planos maiores. Estava seguindo Zezito há mais de uma semana, e os encontros estavam acontecendo rotineiramente. A gota dágua foi ver o marido e a morena de cabelos lisos na altura das costas entrarem em um táxi. Naquele dia sentiu uma punhalada lhe cortando ao meio. Em casa, o marido cada dia mais alegre, nem percebia o semblante retorcido que a mulher apresentava. Falavam-se o essencial já fazia muito tempo, mas agora ele se trancava na biblioteca todo o tempo que estava em casa. Furiosa e se roendo de ciúmes, ficava imaginando se o marido não continuava com a bajulação com a mocinha pelo computador. Mais raiva sentia dela mesma que nunca quisera aprender a mexer naquilo.

Depois do episódio do táxi, no outro dia, a mulher em fúria resolveu agir. Preparou um almoço dos Deuses naquele dia. Muito bem picado e disfarçado, carregou no “bacon”. Disse para o marido que naquele dia acordara inspirada para a culinária e com alguns desejos estranhos. Tinha feito uns bolinhos fritos de espinafre e batatas fritas, e que um dia na vida aquilo não mataria ninguém. Zezito muito bem humorado comeu de regalo. Agradeceu o empenho da esposa elogiando muitíssimo a saborosa refeição. Foi para o computador por um tempo e saiu praticamente no horário de sempre.

Rosinha, com tudo previamente agendado, ligou para o número do folder que guardava a sete chaves dentro da sua carteira, e algum tempo depois chegaram os cúmplices que não tinham a menor ideia do que estava acontecendo.

_É tudo mesmo dona? A senhora não vai querer guardar algum de recordação? Tem coisa boa aqui, e o que nós podemos pagar é…bom, não é muito.

_O senhor não entendeu. É uma doação. Meu marido já leu tudo o que ta aí e agora quer aliviar o meu trabalho de tirar o pó dessas tralhas.

Sem perder tempo, o homem surpreso com o tamanho da biblioteca para estar dentro de uma casa, gritou:

_Vai lá Dirceu, traz as caixa! Vamo logo que temo mais uma visita ainda hoje.

E assim, uma a uma, as relíquias de Zezito foram sendo amontoadas dentro de inúmeras caixas, quase de qualquer jeito.

A mulher, num lampejo de lucidez, quando viu um dos preferidos do marido, ia pedir para deixar de lado, mas num susto ouviu o estrondo do pobre sendo atirado no caixote como se fosse um amontoado de papéis velhos. Só teve tempo de ler na capa envelhecida – Cabocla – pela última vez.

A bela mulher vaidosa os queria fora o quanto antes. Assim que acabaram de encaixotar Rosinha abriu a porta e batendo o chinelinho no chão avisava que estava angustiada para aquilo terminar de uma vez. E lá se foram os amantes, os sonhos, as meditações e reverências do marido. Tinha uma pontinha de remorso, mas que de tão pequena conseguiu ouvir o próprio pensamento – “bem feito”.

Bom, daqui para frente vou resumir um pouco.

Zezito que tinha se aposentado como bancário trabalhando no mesmo banco a vida inteira, pregava a honestidade acima de qualquer coisa. Deus o livrasse de magoar alguém, pelo menos era o que verbalizava. Os únicos vícios: cigarro e leitura. Para a esposa era o Senhor no céu e o marido na terra. Tinham três filhos lindos que eram o orgulho do pai e seis netos que derretiam o coração do avô. Os filhos moravam longe. Aos dois só restava um ao outro.

Nem preciso contar o que aconteceu depois, eu acho. Ma vou tentar.

O homem chegou a casa no final daquele dia, tirou os sapatos na porta, pegou um copo com água, puxou um cigarro do bolso, e foi direto para o templo de adoração. Ufa! A porta ficava fechada, era costume de Rosinha, ajudava a não dar tanto pó no ambiente. O pobre homem abriu a porta, olhou a cena piscando várias vezes e o que sentiu naquele instante foi proporcional a ter um caminhão em cima dos ombros e quilos de pedra lhe comprimindo o peito. Arfando, deixou cair copo cheio e cigarro aceso. Por sorte o piso era frio e o cigarro não fez estrago, mas o ar não lhe chegava aos pulmões. A mulher tinha saído, não queria estar presente no momento da esperada reação que ela já sabia, o marido teria. Como alucinação, via um cenário de guerra. Ouvia estilhaços, bombas, aviões, tremor de terra. A imagem da biblioteca vazia começou a rodar pela sua cabeça. Só o que via era uma escrivaninha e um computador, no mais estava tudo oco. Ele mesmo se sentia oco. De súbito, uma golfada de ar entrou pela janela escancarada e o homem começou a chorar. Foi murchando, definhando e caindo como um lençol de cetim escorregando na beirada de uma cama. Um enfarto começava o processo quando a bandida chegou a casa. Rosinha nunca imaginou o tamanho da conseqüência. O marido amava os livros mais do que amava a própria vida, pensou. Desesperada não sabia o que fazer, começou a gritar por ajuda pela vizinhança. O socorro veio logo, e ao lado do marido na ambulância a caminho do hospital, ela só rezava e chorava, o remorso a corroer seu coração tão amargurado nas últimas semanas.

Os médicos fizeram o possível, sem êxito. Ao badalar das 20 horas e 22 minutos o coração do companheiro por mais de 40 anos de Rosinha, pai de seus filhos, avô de seus netos, parava de bater. A mulher desfigurada não resistiu, e ao primeiro desmaio teve que ser medicada às pressas.

Bom, a choradeira que segue, o questionamento dos filhos, amigos e vizinhos, vocês podem imaginar. Rosinha argumentava que o marido tinha resolvido doar os livros para ter espaço para os novos. Os outros já havia lido todos, então queria renovar. Os filhos moravam longe, não sabiam o que pensar. Um deles conhecia melhor o pai e chegou a ficar com a pulga atrás da orelha, mas embolado de emoção, não conseguiu raciocinar.

Tentando voltar à realidade e com a ajuda da filha, ela começou a retirar do armário as coisas do marido. Notou um pacote na prateleira no meio das camisas penduradas, embrulhado no papel de presente mais lindo que ela já tinha visto. Um laço rosa o envolvia para dar singeleza ao arremate. Teve certeza na hora de que seria dado para a amante e sentiu aquela pontinha de ódio, já quase adormecida. Puxou o presente para fora do armário, olhou para a filha já demonstrando que iria lhe revelar um segredo. A filha parou o que fazia, se encheu de expectativa e esperou. De dentro do lindo embrulho a mãe retirava um livro com todo o cuidado. A capa mostrava o contorno de uma mulher de corpo inteiro com longos cabelos cacheados. Ao título lia-se: “A Vida de Rosinha”. Com as mãos tremendo foi deixando cair livro, pacote e laço no colo da filha. A primogênita num suspiro abriu o livro bem devagar. Retirou um cartão que havia entre a capa e a primeira folha e leu, com muita emoção, a dedicatória escrita com a letra mais linda que já tinha visto:

“Para ti meu amor, escrevi esse livro em homenagem aos nossos quarenta e cinco anos de casamento. Obrigado por estar sempre ao meu lado cuidando para que eu fosse a melhor pessoa que eu podia ser, me deixando à vontade para ler, e escrever, com liberdade, paz e inspiração. Obrigado pelos nossos filhos que muito me orgulham, e netos que me fazem um velho bobo e alegre. Obrigado, obrigado, obrigado.

Te amo hoje, amanhã e sempre! Que Deus permita ter você ao meu lado por muitos e muitos anos ainda.

Com carinho e dedicação,

Zezito, o esquisito.”

A filha foi abraçando os joelhos entre soluços e não percebeu o estado letárgico da mãe. Alguns dias depois, a moça, aquela dos encontros na praça, apareceu para entregar à esposa outros textos que o marido vinha escrevendo. Apresentou-se como a revisora da editora que lançou o livro do Zezito.

E foi assim que terminou a vida de Rosinha. Nunca mais dormiu uma noite inteira, mas o livro estava sempre junto dela, fosse onde fosse.

Passados alguns anos, ainda não o tinha lido.

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36 comentários em “A Vida de Rosinha (Simoni Dário)

  1. André Lima dos Santos
    3 de janeiro de 2016

    Um conto bem abrasileirado!

    Achei que você ia manter a pegada meio “Machado de Assis” até o final, haha. Enfim, um conto bem divertido, leve, com uma trama interessante.
    Poderia melhorar no aspecto estético. Humor bem sutil com um final trágico.
    Bom conto!

    Boa sorte!

  2. Jowilton Amaral da Costa
    2 de janeiro de 2016

    A vida da Rosinha dá uma novela, hehehe. é um bom conto, divertido e bastante leve. Gostei.

  3. G. S. Willy
    2 de janeiro de 2016

    O conto é bem escrito, leve, pontual. As partes onde a quarta parede é quebrada achei desnecessárias, ou se fazem no texto todo, ou não se fazem, minha opinião. Os diálogos ficaram bons, porém os underlines no lugar dos travessões me incomodaram, e muito. Mesmo o texto ter sido bem desenvolvido, acredito que ainda precisa de uma reescrita, para organizar informações, retirar gorduras, essas coisas, e uma pitada a mais de humor, para enfim então ser lida como uma boa crônica.

  4. Bia Machado
    1 de janeiro de 2016

    O último a ser lido dos 38 (tirando o meu). Pensei que ia ter dificuldade com esse por conta do tamanho e do cansaço após tantas leituras, mas que nada! Foi exatamente o contrário. Gostei demais, pelo estilo a la Nelson Rodrigues e pelas personagens também, bem no estilo de “A Vida Como Ela É”, única coisa que achei desnecessária foi o final na forma como ele foi escrito, quase que tentando resumir, não sei se foi essa a intenção, mas foi o que pareceu e acho que não tinha a necessidade disso, a não ser que o espaço estivesse curto, talvez a única coisa que eu mexesse na revisão.

  5. Simoni Dário
    1 de janeiro de 2016

    Um belo conto ao estilo Nelson Rodrigues mesmo. Gostei e li num fôlego só, você sabe atiçar a curiosidade e o final foi bem surpreendente pra mim. Toques de humor e drama casaram bem aqui no seu texto, e entendi que o narcisismo de Rosinha foi o que a fez agir por impulso pelo orgulho ferido da suposa traição do marido. Você descreveu muito bem a protagonista e fico imaginando o que uma mulher vaidosa e que parava o trânsito na juventude com a sua “vantagem nas ancas”, seria capaz de fazer ao ver e imaginar seu marido (seu tudo) lhe traindo com uma mulher com idade pra ser filha dele e pela descrição da moça, uma belissima concorrente praquela jovem Rosinha que talvez ela ainda visse no espelho. Excelente, parabéns!
    Bom desafio!

  6. Wilson Barros Júnior
    31 de dezembro de 2015

    A história contém elementos que já vi no “Jardim do Eden” de Hemingway e “Misery” de Stephen King. A Rosinha foi até bondosa, nos romances citados a situação era irreversível. Em vez de morrer, Zezito ainda podia tentar resgatar os livros. Bom, mas o que tem que ser, tem que ser. O personagem de Hemingway disse “quero matá-la. só não faço porque você é louca.” Bom, todos os dias rezo pra ninguém tentar algo semelhante aqui em casa. Um grande conto.

  7. Cleber Duarte de Lara
    30 de dezembro de 2015

    Síntese critica construtiva:
    Temos o costume de rotular para simplificar, comparar com os modelos de que dispomos. Conforme a leitura do conto prosseguia, o gosto daquelas crônicas do Veríssimo (que parecem mais conto que qualquer outra coisa, aliás), foi dando lugar a um tom mais próximo aos contos do “A vida como ela é” do N. Rodrigues. Trocando-se o objeto de discórdia e o veículo da vingança (os livros) por amantes ou algo do tipo e teriamos mais uma estória bem contada das paixões em conflito com a moralidade imediata limitada pela ignorância.
    A qualidade da trama, com uma sequência bem construída, é semelhante aos textos apetecíveis de almanaques com seus causos, da coluna do Veríssimo ainda que mais simples (no bom sentido). Contudo, a linguagem é a grande estrela na narrativa.
    Dá vontade de ver o que o autor (a) seria capaz de fazer num romance, muito bom!

  8. Philip Klem
    30 de dezembro de 2015

    Boa noite.
    Você escreve muito bem. Acho que até agora, no certame, foi a escrita mais leve e natural que encontrei.
    Seus personagens são para lá de bem humorados, com um “quêzinho” de novela das seis.
    Apesar de ter achado o final um pouco previsível (estava na cara que o pobre d Zezito não tava traindo ninguém), achei bastante satisfatório.
    Coitado do velho! Minha sorte é que minha esposa também gosta de ler. Acho que se ela some com os meus livros eu acabo indo pelo mesmo caminho que ele. kkkkkkk.
    Amei a última frase. Só fez reforçar o tom divertido do texto e o seu brilhantismo como escritor.
    Meus parabéns. Foi, sem duvida, um dos melhores e mais divertidos contos deste desafio.
    Boa sorte.

  9. JULIANA CALAFANGE
    29 de dezembro de 2015

    Gostei bastante! Vc escreve extremamente bem, o texto envolve a gente, é divertido e leve, me lembrou algumas coisas do Sergio Porto. Fiquei meio confusa com a biblioteca, q no início parecia apenas uma estante na sala e depois virou um cômodo específico da sala.
    Quando o Zezito começou a se encontrar com a tal moça, pensei q ele tinha encontrado alguém q gostasse de ler, e talvez estivesse mesmo pensando em trair a Rosinha… Quando a Rosinha resolveu se vingar, e fez uma comida especial pro marido eu pensei q ele seria envenenado. Mas não, q vingança seria melhor do q se desfazer dos livros? rs Fiquei me lembrando da minha mãe, q uma vez chegou em casa numa kombi, pq tinha comprado 500 livros num sebo!
    Eu só acho q a parte q fica entre “Bom, daqui para frente vou resumir um pouco.” e “Nem preciso contar o que aconteceu depois, eu acho. Ma vou tentar.” não precisava, acaba dando a impressão q vc correu com a história. Mas isso não era necessário, pois a coisa fluiu bem do começo ao fim. Parabéns!

  10. Thiago Lee
    29 de dezembro de 2015

    conto divertido, leve, despretensioso. Meio previsível e com uns errinhos de revisão, mas, no geral, bem legal. Também achei que você foi cruel com os personagens 🙂

  11. Lucas Rezende
    29 de dezembro de 2015

    A simplicidade do texto é um grande chamativo. O texto fez muito bem o que se propôs a fazer.
    Também não achava que Zezito tinha uma amante e o final foi bastante trágico, o que deu uma carga emocional boa ao texto.
    Parabéns e boa sorte!

  12. Davenir Viganon
    28 de dezembro de 2015

    O autor foi muito cruel com os personagens kkk. Fiquei triste por eles. Uma história bem montada onde a imensa tristeza virou um segredo. Parabéns pelo conto.

  13. Antonio Stegues Batista
    28 de dezembro de 2015

    Notei algumas frases com sentido incompleto, outras falhas tem apenas sugestões. É como a construção de uma parede faltando tijolos em algumas fieiras. Algumas frases erradas como “quase de qualquer jeito” etc..

    “caindo como lençol de cetim escorregando na beira da cama.” Essa frase eu já li em outro lugar, não lembro onde.

    De qualquer maneira, é um bom argumento, cheio de sentimentos, e reviravoltas que surpreende.

  14. Fil Felix
    27 de dezembro de 2015

    Diálogo, sempre importante num relacionamento! Gostei do conto, muito bem escrito e desenvolvido, teve ares de Nelson Rodrigues, só que sem a perversidade. A biblioteca e a vingança foram muito bem trabalhadas, deu uma identidade muito boa ao texto!

    Gostei também da maneira informal como é narrado, da brasilidade usada. Todas as passagens foram bem dirigidas! Só não gostei muito do final, acho que o remorso pela vingança e morte do marido seria melhor do que remorso pelo livro, ficou bastante romantizado.

  15. Evie Dutra
    26 de dezembro de 2015

    Olá, boa noite.
    O seu conto é bem diferente de todos os outros que eu li, até agora, neste desafio.
    Achei divertido, leve e muito fácil de ler.
    Rosinha ficou uma personagem muito bem construída. Deu para imaginá-la direitinho e ter noção de traços da personalidade dela. Parabéns.
    Gostei da mensagem do seu conto também. Ciúme é coisa séria né? E vingança, coisa mais séria ainda 🙂
    O desenrolar da história foi previsível, mas, apesar disso, me manteve interessada até ao final.
    Parabéns!

  16. Leandro B.
    26 de dezembro de 2015

    Oi, Mininho.

    Enquanto lia ficou evidente a sua capacidade de escrever. No que diz respeito ao controle da narrativa, você se saiu muito bem. Mas, no geral, não gostei da história.

    Talvez o aspecto aqui seja mais particular (como sempre é comigo, na verdade), mas venho me incomodando um pouco com a dinâmica marido culto / mulher superficial. Homem bom/ Mulher má. É claro que nem toda história pede para se trabalhar com personagens profundos, mas acho que, atualmente, quando a coisa cai em cima da dona de casa que é tomada pela vaidade e pelo ciúme… a coisa está simplesmente desgastada demais.

    É claro que arte é arte e com isso não quero dizer que as pessoas não devam escrever personagens que se encaixem nesse esteriótipo, mas acho que atualmente isso ficou bastante clichê e, para funcionar comigo, preciso de um pouco mais de aprofundamento, ou os personagens acabam abstratos demais.

    Quando li a primeira perseguição de Rosinha já havia ficado claro todo o desfecho do conto. “Ela vai se enganar, o marido esta preparando alguma coisa para ela, ela vai acabar com a biblioteca dele por ciúmes e no fim vai descobrir que estava errada”.

    E foi exatamente isso.

    Não que toda a história precise reinventar a roda, mas pelo menos desses arquétipos já cansei um pouco. No fim, achei um texto bem escrito (cada elemento em seu lugar), numa história previsível que não me agradou muito.

    Boa sorte

  17. Andre Luiz
    25 de dezembro de 2015

    Parece que eu serei o “chato” da vez neste conto. Infelizmente, terei de discordar da maioria dos meus colegas quando dizem que apreciaram parágrafo por parágrafo, desde o início, pois não foi assim que me senti quando li “A vida de Rosinha”. A primeira impressão minha foi de que o conto passou rápido demais, e senti certa falta de profundidade no personagem Zezito e, principalmente, em sua relação conjugal com a esposa. Entendo que são casos e casos, e é muito difícil comparar a mente humana; contudo, não me convenci de que Rosinha pudesse ser tão vingativa a ponto de matar o marido (um homicídio doloso, pelo que parece, quando ela começa a exagerar na gordura da comida, nas frituras e no bacon), bem como ele, sendo tão recluso e “simples”(no sentido de se dedicar com esmero à leitura e a sua estante), arranjaria uma amante, além de que seria necessário considerar que já estavam casados há 40 anos.

    Enfim, eu não consegui apreciar o conto como deveria. Talvez a idade dos protagonistas, uma relação frágil entre os dois, ou até mesmo um caso antigo dele(porém sem que tenham 40 anos de casados) pudesse me agradar mais. Boa sorte no desafio!

    • Simoni Dário
      27 de dezembro de 2015

      Oi André Luiz.
      Gostei demais do seu comentário mas tem uma coisinha que me fez vir aqui e discordar um pouquinho, me permite? A questão de que Rosinha não pudesse ser tão vingativa a ponto de matar o marido. Ela era narcísica, extremamente vaidosa passava muito tempo ocupada com aparência física, sentia pleno gozo desde nova com os olhares dos homens, inclusive amigos do marido pra cima dela, admirava o intelecto dele(tinha vaidade nisso também, tinha sido escolhida por ele), olha…não sei não,hein? Ver o marido com uma mulher mais jovem, dando beijinho, entrando em táxi…Não havia intenção de matar, mas queria machucar muito o homem como estava se sentindo machucada,só não conseguiu medir as consequências por não ver além do mundo da vaidade (inclusive com os exageros com a gordura na culunária).
      Você não foi chato não André, e se você é o mesmo André Luiz que participa sempre do desafio te parabenizo pelos comentários, sempre sinceros e elegantes.
      Obrigada.
      Bom desafio!

  18. Eduardo Selga
    25 de dezembro de 2015

    Muito bom dentro de sua proposta de conto tradicional, com protagonista e antagonista bem demarcados, linearidade, reviravolta e uso do equívoco como estratégia narrativa. Os personagens bem construídos de um modo que poucos autores perenes do Entrecontos logram atingir cumpriram muito bem o papel de condutores da trama e, principalmente, são eficazes como representação da criatura humana, na medida em que ficam visíveis as “almas” dos personagens: a vermelhidão agoniada do ciúme e o azul plácido da tranquilidade, que se dá pelo prazer da leitura e produção textual. Neles, o mundo prático, útil, organizadinho, concreto, de um lado; de outro, o mundo considerado inútil, estético, abstrato.

    Como literatura de qualidade precisa ser mais do que a fabulação, mais do que a estorinha, “A Vida de Rosinha” consegue ir além. O que é o assassinato indireto do protagonista pela atitude da esposa senão a derrota do pensamento intelectualizado, portanto complexo, pelas mãos do pensamento utilitarista, estereotipado e simplificador?

    O arrependimento, nesse sentido, seria um mea culpa de uma forma de pensar sobre a outra? Até pode ser entendido dessa forma, mas me parece a percepção de que, mesmo oposto, o pensamento assassinado era muito útil ao utilitário, e que a atitude tomada foi um exagero.

    Notei um pronome oblíquo inadequadamente usado em início de frase, mas deixa pra lá.

  19. Piscies
    24 de dezembro de 2015

    O início do conto é primoroso. Na verdade, cerca de 80% do conto é quase impecável. Enredo interessante, descrições muito bem feitas, personagens bem trabalhados e um ar de mistério (mesmo que o comportamento de Zezito já tivesse avisado sobre ele estar escrevendo um livro em segredo).

    O problema foi quando o autor resolveu “resumir”. Me pareceu que ele percebeu que o conto não caberia no limite de palavras, e a partir dali o conto correu apressado. Além do mais, até então o narrador estava escondido, sem “quebrar a quarta parede”. Nesta parte o narrador se dirige diretamente ao leitor, o que me fez perguntar quem ele era. Isso não foi explicado, então tudo o que me restou pensar foi que isso foi um deslize do autor.

    De qualquer forma, a leitura do conto é muito fluida. A escrita é divina, apesar das pequeninas falhas de revisão. Gostei muito. Só sugiro atenção maior nesta parte final.

    NOTA: por duas vezes o autor fala “Hoje em dia” ou “Hoje”, mas continua a narrativa no passado, o que achei estranho. As frases “Hoje aposentado, agradecia a Deus pelo tempo disponível…” e “Hoje em dia, nas horas que restavam assistia televisão.” não parecem certas para mim. Ou a narrativa é refeita toda no presente, ou estas frases devem ser reescritas no pretérito.

  20. Daniel Reis
    23 de dezembro de 2015

    Gostei do clima geral e da narrativa da história. Acho que por uma questão de temperamento, mesmo, histórias mais perto da nossa realidade me agradam mais do que as fantasias. Personagens bem construídos e uma trama que conduz ao clímax – que, se não é original nem surpreendente, torna inevitável o desfecho de uma história assim. A meu ver, a frase dispensável é: “Nem preciso contar o que aconteceu depois, eu acho. Ma vou tentar.” E a frase conclusiva do conto poderia ter sido elaborada para causar maior impacto: “Passados alguns anos, ainda não o tinha lido.” Bom trabalho, boa sorte!

  21. Leonardo Jardim
    23 de dezembro de 2015

    Caro autor, seguem minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): o clima de causo é gostoso de ler, a apresentação dos personagens, embora um pouco caricatos, foi muito bem feita. Mas a trama mesmo não me conquistou. Já imaginava desde o incio que Zezito não estava traindo Rosinha e que ela ia fazer uma grande cagada. O clima mórbido do final acabou não combinando com o restante do conto.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): tem bastante mérito, pois sabe contar uma história, mas cometeu alguns erros que incomodaram um pouco (anotei alguns abaixo) e não gostei muito da parte final, quando o narrador diz que vai resumir a história, pois quebrou um pouco o ritmo.

    🎯 Tema (⭐⭐): a biblioteca destruída foi descrita como uma alucinação do personagem.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): uma trama um pouco novelesca e meio batida.

    🎭 Emoção/Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto me agradou em grande parte, principalmente no início. Mas, pelos motivos já expostos, o final me deixou frustrado.

    💬 Trecho de destaque: “Rosinha foi uma jovem bonita, atraente e exigente. Vestia-se de modo impecável. Se os cabelos longos, loiros e cacheados não estivessem absolutamente cada fio em seu lugar, aos olhos do espelho dela, não saía de casa.”

    🔎 Problemas que encontrei:
    ◾ Os bailes e jantares que *freqüentava* (frequentava)
    ◾ _ (travessão) Mais um? Daqui a pouco vamos ter que fazer umas doações, (travessão) ela provocava.
    ◾ Até porque fumar não é mais considerado vício, não é *vírgula* Bem?
    ◾ a cada passo quadra *a fora* (afora)
    ◾ O que você quer jantar *vírgula* homem
    ◾ É tudo mesmo (vírgula) dona?
    ◾ Assim que acabaram de encaixotar (vírgula) Rosinha abriu a porta
    ◾ Rosinha nunca imaginou o tamanho da *conseqüência* (consequência)

  22. Catarina Cunha
    21 de dezembro de 2015

    Só com a revelação do título do livro percebi o impacto do TÍTULO. O FLUXO, quase rodrigueano, nos leva por uma novela simples. Tem uma enrolação na narrativa pelo meio que quebra um pouco o ritmo. A TRAMA, mesmo parcialmente previsível, é bem construída e gostosa de ler, combinado com PERSONAGENS de linhas bem definidas e apaixonantes. Este é um conto que prova que a simplicidade e o conhecimento da natureza humana é mais fecundo do que a erudição. Ao contrário de muita gente boa que tem por aqui, eu acredito que uma biblioteca não precisa ser bombardeada para que sintamos sua devastação. FINAL cruel como a vida é.

  23. Neusa Maria Fontolan
    19 de dezembro de 2015

    Olha no que da as suposições. Fiquei com dó da Rosinha, Todos nós erramos na vida, mas ela pagou um preço bem alto por seu erro. Gostei do conto, é simples, fácil de ler. Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Claudia Roberta Angst
    16 de dezembro de 2015

    Olha só, parece que acabei de assistir a uma novelinha compacta. Não complicou em nada, autor. Fácil de ler, o seu conto parece aqueles “causos” que se conta em reuniões de família. Sabe a Tia Rosinha? Então, ela uma vez fez uma bobagem das grandes….
    O texto prende a atenção, o ritmo é muito bom e a história, apesar de sem grandes surpresas, é ótima.
    Tem uns errinhos aí de revisão, mas nada que não se possa corrigir.
    A biblioteca apareceu como paixão e vício… e acabou mesmo como uma visão de desolação.
    Boa sorte!

  25. Rogério Germani
    16 de dezembro de 2015

    Olá, Mininho!

    Seu talento como contador de causos é indiscutível! Fiquei imaginando uma biblioteca lotada de pessoas ávidas por ouvir suas narrativas sobre os deslizes de Rosinha…
    Mesmo de modo simples, a escrita é cativante pois condiz com a caracterização acertada dos personagens.
    Só senti falta do cenário da biblioteca destruída proposta para este certame… uma biblioteca vazia é apenas meia verdade observada na foto usada como fonte de inspiração.

    Boa sorte!

  26. Gustavo Castro Araujo
    15 de dezembro de 2015

    O conto me lembrou uma dessas histórias ouvidas na escola: a professora rodeada por alunos espantados, contando como Rosinha meteu os pés pelas mãos. Sim, a narrativa é contada de modo simples, quase como uma conversa, sem muito apego a regras gramaticais ou de estruturação. Talvez esteja aí sua maior qualidade, já que cativa sem parecer pretensioso. Vale dizer, cativa porque é simples.

    Claro, desde o início o leitor percebe que Rosinha está agindo açodadamente, que não é nada daquilo, que Zezito é, no fundo um cara de boa índole. E, naturalmente, essa pressa em se vingar trará consequências trágicas. Trata-se, de certa forma, de um enredo batido, mas mesmo assim o autor soube como prender a atenção, trabalhando bem os clichês.

    Rosinha, apesar de vingativa, é uma personagem muito interessante. Bem construída em seus defeitos e qualidades. Bacana o contexto desenvolvido para ela: o cuidado com os cabelos, a novelinha… Zezito não é tão retratado, mas ainda assim percebe-se o cuidado em sua descrição.

    Há, no fundo, uma “moral da história”, mas ao contrário do que normalmente se sente ao percebê-la, aqui o efeito foi diverso, isto é, benéfico.

    Em suma, um bom conto, gostoso de ler. Parabéns!

  27. Pedro Luna
    15 de dezembro de 2015

    Olha, gostei do conto. Apesar de ter algumas partes previsíveis, ainda sim fica o gosto ruim na boca pela vingança de Rosinha. Kkkk. que maldade doar os livros do cara. O seu texto fluiu legal, o que é muito bacana. Também acho que retratou um casamento de uma forma bacana, explicando que cada um tinha sua vida, apesar da união. No fim, o velho problema da falta de comunicação, que separa casais e vidas. Apesar da livraiada, não vi muito da imagem aqui, mas esse foi um detalhe menor. O conto cumpriu a função de ser leve, mas trágico, sem apelar para o drama completo. Um bom conto. De sugestão, se for possível aumentar o texto, investiria em mais diálogos.

  28. Fabio Baptista
    13 de dezembro de 2015

    Gostei!

    História muito bem contada, de um jeito bem “abrasileirado” que se deixou vez ou outra cair na caricatura, mas de um jeito positivo. O casal é muito simpático e cativa o leitor.

    Á história não deixa de ser previsível em certo ponto… imaginei (talvez num golpe de sorte) que a Rosinha ia desconfiar, que a amante na verdade não era amante (imaginei que ele estava comprando algum tipo de presente para a esposa), que rolaria uma vingança envolvendo a biblioteca.

    Já o infarto e o livro dedicado à esposa, não imaginei. E achei que ficou boa essa surpresa.

    – a fora
    >>> afora

    – Até porque fumar não é mais considerado vício, não é Bem?
    >>> Até porque fumar não é mais considerado vício, não é, bem?

    – Assim que acabaram de encaixotar Rosinha
    >>> Assim que acabaram de encaixotar, Rosinha (…)
    >>> sem a vírgula fica parecendo que colocaram a mulher na caixa! rsrs

    – saiu em disparada na velocidade da luz
    >>> Rosinha cavaleira do zodíaco!!! kkkkk

    – Essa marcação de diálogos com “_” não ficou legal.
    >>> Sugestão: Use travessão —

    Abraço!

    • Gustavo Castro Araujo
      15 de dezembro de 2015

      Opa, mas talvez a revisora fosse mesmo amante do Zezito… Beijinho, táxi… Há elementos aí!

      • Mininho
        16 de dezembro de 2015

        Hahahahaha. Essa informação foi com ele…

      • Fabio Baptista
        16 de dezembro de 2015

        Zezito não faria uma essa coisa dessas! rsrs

  29. Daniel I. Dutra
    12 de dezembro de 2015

    Apesar de ter gostado do conto, o começo eu achei fraco.

    É aquela discussão do “Show, Don´t tell” mencionada por mim e outros nos outros contos. Para funcionar melhor é melhor mostrar que rosinha foi uma jovem bonita, atraente e exigente do que dizer e mostrar que Zezito era um rato de livraria.

    Por exemplo: mostrar rosinha olhando-se no espelho e depois olhando uma foto dela jovem na cabeceira. Mostrar Zezito chegando em casa com um livro, etc.

    Mas tirando isso, o conto depois “decola”. O autor(a) consegue intercalar bem os diálogos com a narração em terceira pessoa, permitindo que os personagens “carreguem” a história nos momentos certos.

    No mais atento para alguns errinhos (e umas coisas estranhas) no texto.

    Faltou um “s” no “Ma vou tentar”.

    Nos diálogos há um _(underline) no lugar de –(travessão).

    O espaçamento entre os parágrafos está enorme. Não sei se foi um problema do word ou do site.

    Para finalizar, achei o título fraco. “A Vida de Rosinha” me soa pouco inspirado. Creio que a história merece um título que faça jus a sua qualidade.

  30. Ale
    11 de dezembro de 2015

    UAU. Que história! Devorei os parágrafos, o texto bem envolvente e emocionante, muito bem escrito. Dá pra sentir na pele as sensações e emoções dos personagens. Adorei! Parabéns!

  31. Anorkinda Neide
    10 de dezembro de 2015

    Afff.. é por isso que eu sempre digo.. as suposições (que eu chamo de minhocas) só fazem sofrer! Custava gritar com o marido e ter uma boa DR? naaaaaaaao tinha q se vingar em silencio…. kkkk
    e assim nascem os enredos 😛
    Olá, autor(a)
    Gostei bastante do texto, muito bem escrito, digo que saboreei parágrafo por páragrafo com gosto e um bom gosto. Parabéns pela fluência.
    Agora eu queria ler o livro de Rosinha, dá pra ser?
    Abração e boa sorte ae!

  32. Brian Oliveira Lancaster
    10 de dezembro de 2015

    MULA (Motivação, Unidade, Leitura, Adequação)

    M: Texto levemente cômico, com um “q” de abrasileirado, quase uma mini-série. Uma abordagem mais tradicional, com suspense na medida certa.
    U: Acho que encontrei apenas uma vírgula que faltou (no 1º p) e outra sem necessidade. No geral, está bem escrito e é possível ler de forma serena, sem engasgos. Competente em transmitir as emoções.
    L: Gostei do tom humorístico e trágico, ao mesmo tempo. O final sem saída caiu
    bem e deixa aquele sentimento que oscila entre amar/odiar a protagonista. O narrador onisciente não chega a atrapalhar, mas achei que ele teria um papel maior, pois está contando a história para alguém.
    A: Não teve tanta destruição quanto o esperado, mas captou bem a essência de biblioteca abandonada.

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Publicado às 9 de dezembro de 2015 por em Imagem e marcado .