EntreContos

Literatura que desafia.

Sucessão (Rafael Sollberg)

caixao-enterro

A xícara não se espatifou no chão quando soube da morte do velho. A vida real é menos dramática. Não derramei café, nem lágrima. Perdi a missa, mas não perdi o sono. Aproveitei para me livrar dos “slides” – obsoletos de nascença – e do time de botão verde esmeralda abandonado no fundo do armário.

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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60 comentários em “Sucessão (Rafael Sollberg)

  1. harllon
    29 de janeiro de 2016

    O desleicho com a morte de um familiar ou de qualquer pessoa que seja, é algo que apenas uma pessoa amargura, frustada, a atenta e gananciosa pode sentir.
    Vou isso que visualizei em seu conto.
    Bla sorte!!!

  2. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Sucessão (Remy Hadley)
    1. Temática: Relações familiares, conflitos.
    2. Desenvolvimento: Muito bom.
    3. Texto:
    a) não seria verde-esmeralda?
    b) Dispensei as orientações, pois já conhecia o inteiro teor.
    c) “HUNTINGTON”, dizia o quinhão atávico – legado deixado pelo meu querido pai.
    4. Desfecho: Deixar os bens materiais para os filhos é a regra. Esposa e filhos ficam com o espólio. Não consegui entender o porquê de algo, que é natural, tornar-se o cerne da trama? Talvez, se justificasse, melhoraria bastante.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Eita, que filho mais frio! Foi bem escrito mas não me chamou especialmente a atenção, creio que poderia ter sido explicado um pouquinho mais, moivação, não sei… Por que tanto ódio do pai?

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Geralmente eu detesto contos de um parágrafo só (mesmo se tratando de micro contos). Aqui, infelizmente, não foi exceção. Achei que ficou travada e pouco fluida a leitura, devido à esse formato de blocão, com todas as frases juntas.

    A ideia do conto também não me agradou. A única coisa que me agradou aqui foi a escrita, que está bem bacana até, demonstrando que o autor é habilidoso.

    Boa sorte no desafio.

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Muito bom. A relação pai e filho péssima, mas extremamente comum, ficou muito boa no inicio. Mas quando cheguei no fim ficou aquela pergunta: “Huntington”?

    O pai google ajudou e o conto ficou ainda melhor. Deixar pro leitor descobrir esse tipo de coisa por conta própria é um recurso que me agrada muito.

    Parabéns.

  6. Pedro Luna
    29 de janeiro de 2016

    Gostei bastante do início do conto, retratando uma realidade possível após a morte de alguém próximo, a indiferença. Acontece, principalmente pelas atitudes tomadas em vida. Quanto a parte final, fiquei meio boiando, mas quando o texto fala que não precisava abrir o envelope lacrado, e que o pai havia deixado uma herança, pensei em uma doença. Curioso, pois logo hoje li a notícia sobre o ator Guilherme Karan, que sofre de uma doença passada pela mãe, e que matou ela e os outros filhos.

    Um bom conto.

  7. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Gostei da maneira que montou a relação pai/filho, em como sentiu a morte dele (ou como não sentiu), deixando belas frases num canto e noutro, como a xícara. As vezes acontece disso, simplesmente não sentimos. Mesmo quando se quer sentir, não vem. As vezes me entristeço por isso.

    Meio que me confundi no final, pois imaginei uma herança e ali o sobrenome da família. Nos comentários percebi do que se trata, na verdade. Muito bom!

  8. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    Muito boa a perífrase inicial, ou seja, no lugar de dizer não me surpreendi quando soube, não me emocionei, dizer que a xícara não se espatifou no chão. É mais um conto cheio de figuras de linguagem bem elaboradas, metáforas e prosopopeias, o que o torna estilizado e lido com prazer. A senha secreta, despertando dolorosas lembranças, ao mesmo tempo que informa a doença do pai, realiza três tarefas ao mesmo tempo. Que mais se pode pedir, em termos de economia, em um microconto?

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .