EntreContos

Literatura que desafia.

Para lembrar de não esquecer (Phillip Klem)

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― Fale-me um pouco sobre você, Tomás.

― Bem Doutor… ― começou, com sua maneira apressada de falar ― Meu nome é Tomás Veritto, tenho quarenta e seis anos, sou professor de história, tenho um filho que acabou de entrar para a faculdade e sou… ― hesitou, levando a mão aos cabelos já um pouco acinzentados ― Era casado. Ela se foi.

O Doutor tomou nota, já deduzindo que este seria um típico caso de dificuldade para superar a morte de um cônjuge. Prosseguiu com a sessão.

― Sinto muito por sua perda ― disse.

Tomás assentiu com a cabeça. O Doutor olhou para o relógio e continuou.

― Por quanto tempo vocês foram casados?

― Vinte e um anos.

― Como você tem lidado com a partida dela?

― Bem, eu suponho. Quer dizer, não foi nenhuma surpresa. Ela já estava doente há três anos. A gente meio que já se prepara quando alguém fica doente assim. Leucemia, sabe? É uma droga. Ela foi sumindo aos poucos até que… ― Tomás pensou por alguns segundos ― Era uma boa mulher. Não merecia ser apagada assim. Ninguém merece.

O Psicólogo voltou a tomar nota.

― Às vezes pode ser difícil aceitar a doença. Principalmente quando…

― Eu não quero ser apagado assim. ― interrompeu, pegando o médico de surpresa.

“Então ele tem medo”, pensou o Doutor. E buscou em seus muitos anos de estudo a resposta mais adequada àquele caso.

― Quando vemos alguém que amamos padecer de uma enfermidade grave como a leucemia, é normal que tenhamos medo de ficar doentes também, mas as chances de…

― Não tenho medo de ficar doente, Doutor. ―interrompeu mais uma vez, finalmente despertando a atenção do médico ― Tenho medo de ser apagado.

― O que você quer dizer com “ser apagado”?

― Ser apagado, Doutor ― explicou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo ― Ser esquecido. Eu, você. Todos nós estamos sendo apagados pouco a pouco.

Ainda sem conseguir compreender, o Psicólogo pediu para que ele prosseguisse.

― Veja minha mulher, por exemplo, Doutor. ― Tomás desatou a falar, sem pausas, como o noticiário do rádio ― Ela nasceu, viveu e morreu, rápido assim. E daqui a alguns anos quando eu morrer, e depois de mim (se Deus permitir, porque é assim que deve ser) quando o meu filho morrer, ninguém mais vai se lembrar dela. Ninguém vai saber quem ela foi e como ela era boa e inteligente. Ninguém vai lembrar que ela fazia o melhor bolo de carne do mundo, ou que ela amava cuidar do jardim. Ou até mesmo coisas mais importantes, como o trabalho que ela fazia com aquelas crianças carentes lá na igreja do centro. Talvez alguns deles até se lembrem dela, mas depois deles ela vai ser apagada para sempre, e a memória dela vai deixar de existir.

O Médico começava a compreender o que se passava na cabeça daquele homem.

― Então, deixe-me ver se eu entendi bem. Você tem medo de ser esquecido.

― Exatamente, Doutor. Não é justo que a vida seja só isso, viver e desaparecer, não é justo.

O Psicólogo nunca havia tratado de alguém como Tomás. Talvez Freud ou Jung pudessem ajudar. Já começava a esquadrinhar sua biblioteca em busca de um tratamento adequado quando lhe veio subitamente uma ideia.

― Por que você não escreve um livro?

Tomás levantou a sobrancelha, intrigado.

― Um livro, Doutor?

― Sim, um livro. Ou livros, talvez. Deixe-me explicar. ― molhou os lábios com a ponta da língua ― Você não quer ser esquecido e, a meu ver, a única maneira de fazer isso é sendo eterno. Agora, ambos sabemos que homens não podem viver para sempre, mas suas ideias podem.

Tomás levou a mão à cabeça, assimilando a ideia. Quando voltou a olhar para o Doutor algo em si havia se acendido.

• •

Daniel olhava para uma foto antiga do filho em sua carteira, com a mente perdida em algum ponto entre o passado e o futuro. Não conseguia compreender como aquele pirralho minúsculo fantasiado de Super-Homem havia crescido sem que ele houvesse notado.

― Problemas com o Junior? ― Disse seu amigo, arrancando-o de seus devaneios com um leve susto.

― Desculpa?

― É que você está olhando pra essa foto do Dany Junior desde que a gente entrou no carro e, cá entre nós, sua cara não está muito boa.

Com um suspiro pesado, daqueles de quem carrega o próprio mundo nas costas, Daniel desabafou.

― Eu vou ser avô, Jason.

― Uau! ― exclamou Jason, tirando momentaneamente os olhos da estrada para encarar o amigo. ― Como isso aconteceu?

― Adolescência ― Daniel lamentou ― Muitos hormônios e pouca inteligência.

Jason assentiu.

― Quantos anos ele tem mesmo? Dezessete?

― Isso mesmo. E a moça tem dezesseis. Duas crianças.

― Você a conhece?

― Não. Nem sabia que meu filho tinha namorada.

Daniel voltou a encarar a foto, pesaroso.

― E como vocês estão? ― perguntou Jason.

― Péssimos ― respondeu Daniel, levando a mão à cabeça. ― Ontem tivemos a maior briga de todas. Foi horrível. Eu gritei com ele. Disse coisas que não devia ter dito e… ― olhou para a janela, tentando disfarçar as lágrimas que ameaçavam denunciar sua fragilidade ― É que eu fiquei tão fulo, Jason. A gente cria o moleque, faz tudo o que pode, põe nos melhores colégios, educa, ensina, pra depois ele fazer uma burrada dessas e jogar a vida dele por água abaixo.

Jason apenas ouvia o amigo.

― Ele começou a gritar comigo. Disse que eu nunca o apoiava em nada, que era incapaz de ficar do lado dele, de amá-lo. Falou que vai arrumar um emprego e sumir da minha vista, pra nunca mais me incomodar. Que vai criar o filho sem que ele conheça o avô.

― E o que você fez?

― Nada. Eu estava com muita raiva. Ele subiu as escadas e bateu a porta do quarto, e foi assim que terminou. Quando eu saí hoje de manhã ele ainda estava lá. Não tive coragem de ir falar com ele.

Jason observava a estrada, atento ao amigo que desmoronava no banco do carona.

― Agora você não sabe o que fazer. Não é?

Daniel balançou a cabeça negativamente.

― Já pensou em pedir desculpas? ― Sugeriu Jason.

― Desculpas? Ele faz a burrada e eu tenho que me desculpar? Hum-hum.

Jason pensou por um segundo, ponderando uma maneira mais branda de falar depois olhou para o amigo.

― Bom, a questão é a seguinte, Daniel. A meu ver você tem que decidir duas questões.

― Como assim?

― A primeira é: Quem é a criança nessa situação? Por que o Dany pode até ter pisado na bola, mas quem está de pirraça é você. E a segunda é: Você realmente quer deixar as coisas como estão?

Daniel pegou as palavras do amigo com as duas mãos e as observou, sem saber o que fazer com elas.

• •

Tomás caminhava de uma ponta à outra da sala, com o telefone colado ao ouvido, procurando algo que pudesse perguntar para quebrar o habitual silêncio que se instalava nas conversas com o filho logo após os primeiros minutos, quando os assuntos de sempre acabavam.

― E como anda a Melinda?

― Bem, graças a Deus. ― respondeu o filho ― Está ansiosa.

Tomás aproveitou a deixa.

― É normal. Sua mãe também ficou bem ansiosa no oitavo mês. Já não aguentava mais carregar aquele barrigão pesado.

― É ela vive com dor nas costas. Não consegue fazer nada. Ainda bem que a mãe dela está aqui para ajudar. Ela vai ficar até o bebê nascer.

― Que ótimo. É sempre bom ter alguém experiente por perto. ― Completou Tomás, contente por terem encontrado um assunto.

― Eu ficaria feliz com a sua experiência por perto. ― respondeu o filho.

Alguns segundos se passaram sem que ninguém dissesse nada e Tomás sabia que outro silêncio havia aumentado um pouco mais a distância entre os dois.

― Sinto sua falta, pai.

― Também sinto sua falta, filho. ― Disse um Tomás derrotado.

― Quando você vai poder vir aqui?

― Em breve. Mais breve do que esperamos. ― Tomás retomou seu jeito apressado de falar, tentando disfarçar a tensão do momento ― Meu novo livro está indo de vento em popa e, se Deus quiser, em no máximo três meses já vou enviar o primeiro manuscrito para a revisão. Se tudo der certo, consigo uma semana de folga entre a edição e o lançamento.

― Ele já vai ter nascido quando você vier aqui. ― notou o filho.

― Já sim, mas assim é melhor. ― desculpou-se ― Sua sogra vai estar aí e sua casa é pequena. Todo espaço é pouco para um recém-nascido. Além do mais eu andei adoentado, com uma virose qualquer, e não quero correr o risco de passar algo para o meu netinho. Quando eu for, ele já vai estar maiorzinho e mais forte.

Do outro lado da linha, o filho respirou fundo.

― Está ótimo pai, vamos esperar que tudo dê certo.

― Vai dar. ― respondeu.

“Tem que dar”, pensou.

• •

O carro parou em frente a um edifício que parecia reunir suas últimas forças para ficar de pé. A cada passo Daniel sentia o telefone mais pesado no bolso, e a necessidade de ligar para o filho urgia mais alto que o ranger da madeira podre sob seus pés.

• •

― Boa tarde, Tomás, como você está?

― Estou bem, Doutor, melhor do que nunca. ― Tinha nas mãos um exemplar de seu último livro ― Aqui está. Este é para o senhor.

O doutor recebeu o livro e o folheou, satisfeito.

― Muito obrigado, Tomás. Agora acho que tenho todos eles. ― Disse, levantando-se e encaixando o livro em sua biblioteca, ao lado dos outros do mesmo autor. ― E como tem estado o homem por trás das letras?

― Muito bem, Doutor. Melhor impossível. Acabei de lançar meu último livro semana passada. Já é o décimo.

O médico sorriu e tomou nota.

― E a vida familiar? Como tem sido seu convívio?

A fraca luz que brilhava nos olhos velhos de Tomás se extinguiu com a pergunta.

― Meu neto fez nove anos este mês. ― respondeu, com um sorriso tímido ― Recebi uma foto da festa. Ele está enorme. A cara do pai.

― Qual foi a última vez que você o viu? ― perguntou o médico, notando tristeza no olhar de seu paciente.

― Foi quando eu o conheci. Ele tinha quatro anos. ― Tomás fitava seus livros na estante, perdido.

― Gostaria de tê-lo visto mais?

― Você os leu, Doutor? ― inquiriu, pegando o médico de surpresa.

― Sim. Li todos eles, exceto o que acabei de ganhar.

― E o que achou?

― São ótimos livros. Obras de um escritor talentoso.

Tomás sorriu.

― Então talvez tenha valido a pena.

• •

Daniel e Jason adentraram no que parecia um dia ter sido algum tipo de consultório. As paredes estavam repletas de estantes abarrotadas. Sombras e restos de livros e memórias antigas.

Era por eles que estavam ali.

Começaram a catalogar e avaliar cada um dos exemplares, alguns em tão péssimo estado quanto Daniel.

Não conseguia parar de pensar no filho. Nem o trabalho foi capaz de distraí-lo. “Cadê o tagarela do Jason para me fazer pensar em qualquer outra coisa?”, pensou, fitando o amigo que, ciente de seu estado, manteve-se em silêncio durante todo o trabalho.

Como ele iria consertar essa situação? Como apagar o que foi dito? O telefone continuava a pulsar em seu bolso. Podia ouvir seu filho gritando socorro, trancado em seu medo e desespero, vendo-se sozinho no mundo, com uma criança a caminho e sem ter quem o ajudasse. Decepcionado para sempre com o pai que lhe virou as costas. A raiva voltava insistentemente para lhe socar o estômago e já não sabia se estava furioso com o filho ou consigo mesmo.

Acima de tudo, sentia vergonha por não conseguir ser forte e pedir desculpas.

Do outro lado da sala, Jason gritou animado.

― Olha aqui estes livros, Daniel.

― O que têm eles? ― Daniel esticou o pescoço e viu o amigo vindo em sua direção com três ou quatro volumes empoeirados nas mãos.

― Dá só uma olhada no sobrenome do autor. ― disse, entregando um dos livros para Daniel, que analisou a capa por alguns segundos.

― Tomás Veritto. ― Disse em voz alta, reconhecendo o próprio sobrenome.

― Você acha que é algum parente seu? ― Perguntou Jason, abrindo o livro para ver se encontrava alguma informação sobre o autor ― Seu avô, talvez.

― Não sei. ― disse, tentando desenterrar alguma informação sobre seu avô ― Não me lembro do nome dele.

― Aqui, este tem uma foto. ― Jason entregou o livro aberto ao amigo ― Reconhece?

Daniel balançou a cabeça.

― Não. Eu só o vi uma vez, quando tinha quatro anos. Não éramos próximos. Eu devia ter uns dez anos quando ele faleceu.

Observou a foto por mais alguns segundos e pensou reconhecer as maçãs do rosto  do pai, mas era improvável.

― Não sei, não. ― disse Jason ― Veritto não é um sobrenome muito comum. Tem certeza?

― Não deve ser. ― sentenciou, entregando o livro de volta a Jason ― Aqui, catalogue com os outros.

Jason voltou para o canto oposto da sala e Daniel ficou sozinho. Observou enquanto o amigo punha os livros com seu sobrenome em uma caixa com inúmeros outros, sepultando-os em poeira e mofo.

Compreendeu então o que precisava fazer.

Saiu da sala apressado, com o telefone em uma mão e o futuro na outra.

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42 comentários em “Para lembrar de não esquecer (Phillip Klem)

  1. phillipklem
    3 de janeiro de 2016

    Boa tarde.
    Eu gostaria de agradecer a todos os que leram e comentaram meu conto com tanto emprenho e dedicação. Queria poder ter agradecido mensagem por mensagem, mas o tempo é curto e as festas de fim de anos estavam aí…
    Muito obrigado mesmo. Seus comentários me ajudam a crescer e melhorar como autor.
    Até a próxima.

  2. vitormcleite
    2 de janeiro de 2016

    que belo texto, parabéns. Estou como o: “Daniel pegou as palavras do amigo com as duas mãos e as observou, sem saber o que fazer com elas” gostei muito desta tua imagem e estou como o Daniel… acho que vou sair “da sala apressado, com o telefone em uma mão e o futuro na outra”. parece a sinopse (embora um pouco extensa) de um livro, pega aí neste textão e avança para algo de maior dimensão, parece-me que a trama vale uma vida. muitos parabéns

  3. Jowilton Amaral da Costa
    2 de janeiro de 2016

    Gostei do conto e da reflexão trazida com ele. Fiquei meio perdido, mas, por culpa minha mesmo. Deixar para ler os contos aos 45 do segundo tempo dá nisso. Na primeira leitura fiquei sem entender quem era Tomás e Daniel, ao reler com mais calma, entendi tudo. Os diálogos são realmente muito bons, a trama é simples, mas, eficaz.

  4. Cleber Duarte de Lara
    2 de janeiro de 2016

    Síntese Crítico-construtiva
    Gostei bastante da maneira com que o autor conseguiu abordar as questões tão caras a todos os vaidosos por excelência que são os “artistas”, entre a vida frágil e fugaz de cada momento, o sorriso das pessoas próximas, o perfume das flores individuais, e a memória das grande imortais pinturas de campos floridos sem outro cheiro que não o da tinta. Em alguns momentos fiquei um pouco disperso na leitura mas a atmosfera e as sugestões de que o clímax seria recompensador (e pra mim foi) me mantiveram até o fim. Parabéns, abraço!

  5. Thiago Lee
    2 de janeiro de 2016

    Gostei demais do não-linearidade do conto, dos diálogos fantásticos e dos personagens bastante humanos.
    Essa discussão de “não ser esquecido” não é nova, mas sempre original.
    Meus parabéns!

  6. Lucas Rezende
    2 de janeiro de 2016

    Muito bom.
    No começo suspeitei que a trama paralela seria o livro que Tomás escreveu, mas não, para minha grata surpresa era seu neto que ele não teve tempo de conviver.
    Mais um conto que traz uma reflexão do que é importante na vida, os diálogos ficaram rápidos e muito bons.
    Adorei a história, boa sorte!

  7. Wilson Barros Júnior
    2 de janeiro de 2016

    Muito original essa fobia de ser “apagado”. Seu estilo é muito claro e lúcido. A história do avô e o neto ficou tão comovente que nem estou conseguindo escrever direito. Maravilhoso, fantástico.

  8. Bia Machado
    2 de janeiro de 2016

    O título tem muito a ver com o conto, e me deixou um tanto deprê ao final, fiquei chateada pela personagem, que pena que não deu certo… Ou seja, me envolvi com seu drama pessoal, e isso é muito válido. Pena que Tomás não conseguiu seu intento, talvez se ele tivesse se feito mais presente, não é? Ou seja, um conto que traz reflexões com sua leitura. Talvez as partes pudessem ser mais desenvolvidas, já que aqui não se trata de um miniconto, e até pela estrutura poderia ser classificado como novela, desenvolvendo mais a respeito de Daniel e Tomás…

  9. G. S. Willy
    1 de janeiro de 2016

    Os diálogos desse conto são uma verdadeira aula. Reais, diretos, ajudando tanto na narrativa quanto na construção dos personagens. Apenas alguns erros de pontuação sobressaem, coisas como terminar uma frase com ponto final e a primeira palavra depois do travessão não estar em maiúscula, ou o contrário.

    A narrativa também é muito boa, fiquei me perguntando por todo o conto qual a relação dos dois protagonistas e me surpreendi com a revelação.

    Enfim, um conto prazeroso de se ler. Parabéns.

  10. Davenir Viganon
    30 de dezembro de 2015

    Gostei da grande quantidade de diálogos, dos tempos diferentes, intercalados. Essa reflexão sobre a nossa condição descartável na sociedade foi bem bacana. Consegui gostar do personagem principal.

  11. Antonio Stegues Batista
    29 de dezembro de 2015

    Gostei dessa reflexão sobre a vida de uma pessoa e o esquecimento de sua existência depois da morte. Tomás não queria ser esquecido e achou que a sua história em livros, o tornaria eterno. De certa forma, sim. Mas, quando o neto dele encontra o livro (numa biblioteca bagunçada), diz: “eu só o vi uma vez quando tinha quatro anos.” Logo em seguida afirma:” não deve ser”. Essa contradição não entendi.Afinal, conhece ou não? E o que o fez mudar de ideia e se reconciliar com o filho? Creio que a ideia de início do conto se perdeu no seu decorrer…

  12. Daniel Reis
    28 de dezembro de 2015

    Presente, passado e futuro, misturados na narrativa. Ponto alto, eu acho, porque apesar de caótica, no final a trama se alinhava. O uso de diálogos para conduzir a ação deu dinamismo e não me pareceu forçado, o que é demonstração de técnica, com certeza. A temática também me pareceu interessante, pois toca em questões que todos nós nos perguntamos, diariamente. Realmente, um bom trabalho.

  13. Fil Felix
    28 de dezembro de 2015

    Nem sempre se transformar em livro mantém a memória pra sempe. Encontrei nesse conto o mesmo ponto que comentei em outro. Tudo se encaixa, está bem narrado, com começo, meio e fim, clímax e revelação, tudo fechadinho.

    Não há falhas, estando bem escrito. Porém convencional demais. É um bom conto, mas que não me criou espaço pra grandes questionamentos. O psicólogo é bastante padrão, a guinada de vida do Tomás também, assim como a descoberta. Senti que faltou um “q” a mais, que não essa sobre ser esquecido.

  14. Leonardo Jardim
    26 de dezembro de 2015

    Caro autor, seguem minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): as cenas são interessantes e parecem desconexas por um tempo. Os personagens surgem sem muita explicação para existirem e o texto fica confuso por um tempo. Depois de passado o estranhamento inicial, comecei a aceitar que existiria uma relação entre as cenas e, no fim, gostei do resultado, pois os livros não serviram, afinal, para que o Tomás não fosse esquecido pela família. Esse caminho paralelo é perigoso, mas qdo se encontra de forma satisfatória, costuma funcionar bem.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, com diálogos convincentes e uma ou outra metáfora bem aplicada. Contém pequenos problemas de pontuação nos diálogos, mas nada grave. É daquelas que, se não se destacam muito, cumprem muito bem o papel de contar a história.

    🎯 Tema (⭐▫): a biblioteca está presente, mas não no centro da trama.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): achei a proposta criativa, mesmo usando alguns conceitos comuns, como o relacionamento entre pai e filho e consultas psiquiáticas.

    🎭 Emoção/Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): o texto mexeu com alguns sentimentos que possuo, pois sou pai e todo pai pensa em ser presente. Existe um equilíbrio entre trabalhar para sustentar a família e a presença paterna que é bastante difícil de alcançar: muitos trabalham demais e esquecem do afeto. Eu tenho tentado o caminho do meio, mesmo não sendo o mais fácil. Enfim, o texto atingiu alguns de seus objetivos e só por isso já valeu o tempo dedicado.

    💬 Trecho de destaque: “A fraca luz que brilhava nos olhos velhos de Tomás se extinguiu com a pergunta.”

    🔎 Problemas que encontrei:
    ◾ Tomás pensou por alguns segundos (ponto) ― Era uma boa mulher (dê uma olhada em: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279)

  15. Andre Luiz
    25 de dezembro de 2015

    A questão sobre “o existir” levantada por Tomás é recorrente em cada vez mais pessoas na sociedade moderna, onde a desvalorização da individualidade do ser torna-se latente e cresce de forma exponencial. Desta forma, seu conto faz refletir acerca da real face da existência humana, do próprio ‘ato’ de ser, de existir. De fato, uma profunda análise disto foi feita em sua narrativa, o que é plausível de congratulações. É certo que, para mim, o final pode e deve ser melhor trabalhado, para evidenciar suas reais intenções, porém não há quase nada além disto que comprometa a beleza do conto como um todo. Boa sorte!

  16. Catarina Cunha
    23 de dezembro de 2015

    O TÍTULO foi bem elaborado e aprofunda os questionamentos do texto. FLUXO bem intenso como todo diálogo deve ser. O texto tem um pouco de gordura, mas não prejudica a leitura. TRAMA muito competente e o autor soube manter as duas histórias paralelas até o fim. PERSONAGENS poderiam ser melhor diferenciados. A personalidade de Tomás e Daniel se confundem. Seria proposital? FINAL perfeito.

  17. Anorkinda Neide
    23 de dezembro de 2015

    Olá! Eu gostei de montar o quebra-cabeça, fiquei curiosa para saber onde Daniel ‘pecharia’ com Tomás. (aqui em porto alegre, ‘pechar’ é trombar, dar um encontrão).
    Achei muito bom, o fato de que Tomás era um escritor reconhecido por um tempo, pois todo sucesso é efêmero e desconhecido pela família, apesar de triste, muito triste.
    Particularmente, não entrei na questão ‘ser apagado’, para refletir junto pois minha visão da vida é outra… li o texto como leio uma ficção, reparando no seu lado psicológico e emocional.
    Realmente o texto carece um tanto de puxar nossas emoções, sinto que ele ficou puxando a filosofia da questão, não embarquei nela, por isso sinto q fiz uma leitura rasa, sabecumé?
    Embora, como disse o quebra-cabeça foi muito bom e bem feito.
    Parabéns.
    Abraço

  18. Leandro B.
    21 de dezembro de 2015

    São poucos os contos que li baseados quase inteiramente em dialogos. Eles raramente decepcionam. Esse não foi exceção.

    Gostei da história e da lição. Achei que no final Daniel encontraria os livros e aprenderia com a sabedoria do avô (tinha imaginado que era o filho ou o neto de Tomás), mas errei feio rs

    O erro deu bastante o que pensar.

    A ideia do esquecimento casou perfeitamente com a proposta, de maneira bem original, e por isso ganhou mais alguns pontos comigo.

    Não querendo me meter muito na escrita, mas achei que esta frase

    “― Bom, a questão é a seguinte, Daniel. A meu ver você tem que decidir duas questões.”

    ficaria melhor trocando o “questões” ou o “questão”.

    No mais, um bom conto. Parabéns!

  19. Simoni Dário
    19 de dezembro de 2015

    Pois é, laços de família, mexem com a gente sem saber que estão mexendo, tá no sangue e ponto. A história é simples, coisas comuns que podem acontecer com qualquer família, os tais dramas familiares, Achei bem fluída a narrativa, peguei os lapsos de tempo, mesmo assim voltei ao texto pra melhor compreensão. Não é fácil captar na primeira leitura a complexidade dos personagens sem nos atrapalharmos um pouco e considero isso maestria do autor, que deixa nós, leitores, intrigados. Muito bom.
    Bom desafio!

  20. Evie Dutra
    17 de dezembro de 2015

    Olá, boa noite.
    Este conto me encantou. Não somente pela escrita, que está impecável, mas também pela lição que ele ensina.
    Gostei muito da sua construção de personagens mas, o que mais me cativou foram os diálogos. Você conseguiu fazer de maneira muito natural, o que (falo por experiência própria) não é fácil.
    Embora eu tenha gostado muito do psicólogo na primeira parte (principalmente da frase “E buscou em seus muitos anos de estudo a resposta mais adequada àquele caso.”), não gostei dele tanto assim na 5ª parte.. mas entendo que ele não é principal na história.. talvez por esse motivo você não tenha dado tanta importância a ele.
    Como já foi comentado, eu também levei algum tempo para perceber a ligação entre Daniel e Tomás.. na verdade,só percebi que havia uma ligação entre eles na parte final do conto.. mas, acredito que você tenha feito isso de forma intencional.. talvez, de outra forma, o final não teria sido tão bom.
    Enfim… parabéns pelo conto 😀

  21. Pedro Luna
    17 de dezembro de 2015

    Interessante a sacada. O medo do esquecimento. O cara acabou por se tornar conhecido para alguns, mas esquecido pelo próprio familiar. Às vezes a família é sacrificada perante a objetivos maiores.

    O conto é bacana, bem escrito, não me atingiu em cheio, mas funcionou bem. Gostei do diálogo com o psico, mas a meu ver, o diálogo entre os amigos ficou muito rígido. Seria bom trabalhar nele, dar naturalidade, para diferenciar melhor os diálogos personagem – médico (formal) , personagem – amigo (informal). No mais, um belo trabalho.

  22. Piscies
    15 de dezembro de 2015

    Este foi um dos melhores contos que li no certame. Uma história gostosa de ler, personagens bem construídos, leitura leve e fluida, mistério, curiosidade, emoção… gostei muito – muito mesmo – desse conto. Até o tema se encaixa aqui de forma épica: a “biblioteca” está presente o tempo todo no conto, apesar de aparecer na forma da imagem apensa no final.

    Meu coração está um pouco pesado depois da leitura. Ela mexeu comigo. Estranho: eu sinto exatamente o mesmo que Tomás, e encontrei a resposta ao meu desespero no mesmo lugar. Quero escrever livros para não ser esquecido. Sei que não sou homem de grandes feitos; jamais serei lembrado por ter realizado alguma conquista ou contribuído de forma sublime para a humanidade. Mas um livro… nem que seja lido, vez ou outra, a cada cinco ou dez anos, é a resposta que eu encontrei, após anos meditando, para o meu dilema – meu desespero – de nunca ser esquecido.

    A técnica está impecável. Não vi falhas, o texto é muito fluente, gostoso de ler. Tão leve, de fato, que não percebi que estava chegando ao final da história. Muito gostoso.

    Parabéns autor. Não importa o resultado do desafio, saiba que você tocou meu coração. =]

    • phillipklem
      3 de janeiro de 2016

      Muito obrigado por seu comentário.
      É mesmo para isso, pra tocar o coração das pessoas, que eu escrevo.
      Ouvir algo assim de um leitor é recompensador.
      Muito obrigado.

  23. Rogério Germani
    14 de dezembro de 2015

    Olá, William!

    Pelas indagações filosóficas apresentadas no conto, esperava um texto mais voltado para os pensamentos dos personagens. Não que os diálogos estejam ruins: acredito que faltou-lhes um encantamento explicativo maior para os problemas apresentados.
    Fato curioso é que a imagem da biblioteca destruída foi pincelada somente no final do conto. É como se o tema tivesse ficado empoeirado num canto até este momento:

    “Sombras e restos de livros e memórias antigas.”

    A não ser que as regras mudaram, através de um novo acordo ortográfico, após a fala de algum personagem, o modo como ele proferiu a narração sempre inicia-se com letra minúscula.

    “― Problemas com o Junior? ― Disse seu amigo, arrancando-o de seus devaneios com um leve susto.”

    “― Que ótimo. É sempre bom ter alguém experiente por perto. ― Completou Tomás, contente por terem encontrado um assunto.”

    A sequência das falas só começa com letra maiúscula no caso de nomes próprios. Permita-me utilizar uma das falas acima, já adaptada:

    “― Que ótimo. É sempre bom ter alguém experiente por perto. ― Tomás completou, contente por terem encontrado um assunto.”

    Boa sorte!

  24. Fabio Baptista
    12 de dezembro de 2015

    Putz, esse é o tipo de conto que mais gosto – que faz a gente pensar e se questionar sobre a própria vida.

    Diálogos com psicólogos sempre rendem boas histórias e aqui achei que você foi cirúrgico, autor(a). Claro, esse diálogo só ocorre na primeira parte, mas ele dá o tom do que vem a seguir e faz o leitor mergulhar nas reflexões.

    Lembrei de imediato que certa vez perguntaram para o Woody Allen sobre o que ele achava de se tornar imortal através das obras e ele respondeu que isso não queria dizer nada, a única imortalidade que valeria alguma coisa seria a dele próprio, não da obra.

    O texto também aborda, com diálogos sempre precisos e naturais a questão da divisão do tempo: cuidar de seus projetos pessoais ou da família? Há um ponto de equilíbrio? Muito bacana.

    Ponto negativo: ao terminar a leitura pensei “WTF???”… não entendi o final e não pude deixar de me decepcionar “pqp, o autor cagou tudo, não acredito…”. Ao ler os comentários dos colegas, notei o lance das narrativas em paralelo. Foi burrada minha não ter percebido, sim… mas como outras pessoas notaram a mesma coisa, talvez fosse melhor tentar deixar isso mais claro durante a narrativa.

    No mais, muito bom, um dos meus preferidos até aqui.

    Abraço!

    • Fabio Baptista
      12 de dezembro de 2015

      Desculpe, esqueci de colocar os apontamentos. Apenas pequenos preciosismos:

      – Bem Doutor
      >>> Bem, Doutor

      – É ela vive com dor nas costas
      >>> É, ela vive com dor nas costas

      – Ele já vai ter nascido quando você vier aqui. ― notou o filho.
      – Também sinto sua falta, filho. ― Disse um Tomás derrotado.
      >>> Acho que as duas formas estão corretas (é até uma dúvida que tenho), mas independente disso, seria legal padronizar: ou sempre maiúscula, ou sempre minúscula depois do travessão.

      – A cada passo Daniel sentia
      >>> A cada passo, Daniel sentia

      – uma mão
      >>> cacofonia

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Olá Fábio.
      Muito obrigado por seu comentário.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Quanto à narrativa, foi mesmo minha intenção que o leitor apenas percebesse que os dois personagens não coexistiam no mesmo tempo. Talvez eu te ha realmente errado nessa escolha.
      Muito obrigado pelas dicas e apontamentos. E obrigado principalmente pelos elogios aos diálogos. Confesso que eu estava mesmo inseguro sobre eles.
      Obrigado e boa sorte.

  25. Claudia Roberta Angst
    12 de dezembro de 2015

    Tomás tão preocupado em não ser esquecido, acabou ele mesmo se ausentando da memória da família. Ao invés de se aproximar do filho e do neto, resolve que escrever um livro seria a melhor opção para deixar um legado para a posteridade. No final, seus livros misturaram-se a outros tantos, empoeirados e abandonados pelo tempo.
    A não linearidade da narrativa me confundiu um pouco em relação aos personagens. Precisei reler para compreender melhor algumas passagens. No entanto, o ritmo do conto é muito bom devido aos diálogos e a leitura flui muito fácil.
    A trama é simples, mas faz pensar.
    Não encontrei lapsos de revisão.
    Boa sorte!

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Muito obrigado Cláudia.
      “Fazer pensar” era exatamente o que eu queria.
      Que bom que gostou dos diálogos. Foi a primeira vez que escrevi um texto quase todo baseado em diálogos. Estava bastante preocupado.
      Muito obrigado pela leitura e pelos comentários.
      Boa sorte no desafio.

  26. Eduardo Selga
    12 de dezembro de 2015

    Algumas questões importantes são levantadas por esta narrativa, nem tanto relativas à construção da prosa literária e sim a aspectos filosóficos. Um deles é mostrado pelo receio do personagem de “ser apagado”.

    O aspecto mostra relevância porque o verbo apagar, em seu uso não figurado, é mais utilizado em se tratando de coisas, daí o motivo pelo qual o médico achou estranho o personagem usar o termo no sentido de ser esquecido.

    Ora, na contemporaneidade as pessoas são transformadas em coisas (ou usando termo mais adequado, reificadas) e as relações interpessoais são atravessadas por essa noção de descartabilidade do outro, de obsolescência do laço afetivo na medida em que ele se mostra pouco ou nada lucrativo ou materialmente benéfico. Nesse sentido as pessoas são, sim, apagadas. Como apagadas são determinadas versões históricas em detrimento de outras, que se sobrepõem às iniciais e reconstroem o que a gente considera ser a verdade.

    Aliando essa questão de caráter filosófico e existencial à estrutura da narrativa, é digno de nota o fato de o apagamento do outro ser um comportamento que se transmite de pai para filho, numa espécie de reação em cadeia ou traço genético. Tomás tem uma relação com seu filho, Dany, conflituosa e na qual há certa camada de esquecimento; Dany, por sua vez, repete o processo com filho, que desconhece (ou finge desconhecer) o livro do avô.

    Com isso o narrador estaria dizendo que a estrutura social que produz a reificação, portanto o esquecimento do outro, é algo natural?

    Falta brilho à narrativa. A ideia é muito boa, mas é desenvolvida como um relato, sem grandes trabalhos estilísticos. Sem erros formais relevantes, mas uma peça de arte literária precisa brilhar. Não necessariamente ser espetaculosa, performática, mas comportar-se como arte, não como um relato, apenas.

  27. Gustavo Castro Araujo
    12 de dezembro de 2015

    Gostei do conto, das reviravoltas e da não-linearidade. Levei um tempinho (é, sou meio lento) para perceber que as realidades de Tomás e Daniel não corriam necessariamente em paralelo. Bacana a “lição”, no bom sentido, aprendida no final, por Daniel. Podemos ter esperança de que ele irá fazer as pazes com o Júnior, não?

    O principal mérito refere-se às questões filosóficas trazidas a lume. O que significa “morrer” de verdade? O esquecimento completo é que se configura na morte real. Concordo com isso. Também vemos a antiga e instigante questão: até que ponto é válido sacrificar o convívio com a família em nome de projetos pessoais? Ambas as questões dão o que pensar e para mim é essa a melhor qualidade que um conto pode ter.

    A prosa é simples, fluida, fácil de acompanhar. Não sinto falta dos rebuscamentos que alguns colegas mencionaram. Pessoalmente, prefiro narrativas mais diretas, como Stephen King faz nos contos e livros que não tratam de terror. Claro que uma ou outra metáfora são interessantes, mas é preciso cuidado para não poluir o texto com elas, afastando o leitor do que realmente interessa.

    Não há erros, revelando cuidado na revisão, o que torna este conto — pelo menos entre os que li até o momento — uma pequena ilha de excelência.

    Se posso dizer que faltou alguma coisa foi algo mais emocionante, mais cativante. No geral, contudo, é um ótimo trabalho. Parabéns.

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Olá Gustavo.
      Muito obrigado por seu comentário. São comentários assim que nos fazem querer continuar a escrever.
      Fico extremamente feliz que você tenha compreendido todas as questões que eu propus no texto. Essa era minha maior intenção.
      Obrigado pelos elogios e pelo incentivo.

  28. Neusa Maria Fontolan
    12 de dezembro de 2015

    Interessante… Tomás não queria ser esquecido e o foi justamente pela família. Adorei ler esse conto. Foi uma leitura boa e envolvente. Parabéns e boa sorte.

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Muito obrigado pelos elogios.
      Fico feliz em saber que você entendeu meu conto.
      Boa sorte no certame.

  29. Daniel I. Dutra
    11 de dezembro de 2015

    Gostei do conto.

    Faço uma pequena observação. Não é nada demais, apenas um detalhe.

    Quando é para expressar o pensamento de um personagem o correto é usar itálico e não aspas. Dessa forma o leitor consegue distinguir bem quanto é um pensamento (por ex: “então ele tem medo”, pensou o Doutor) e quando é uma citação ( ― O que você quer dizer com “ser apagado”?). Outra vantagem é que o autor não precisa ficar repetindo “pensou” toda vez que um personagem pensa algo. O simples itálico já sinaliza que é um pensamento.

    Enfim, não é nada que prejudique o conto. Apenas uma informação que achei importante compartilhar, até porque eu mesmo tinha dúvidas quanto a como indicar pensamentos de um personagem num mesmo. Descobri depois de ler Duna do Frank Herbert e The Scar do China Mielville, onde esse recursos é usado da forma como descrevi.

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Olá Daniel.
      Muito obrigado pela dica.
      Confesso que ainda tenho muitas dúvidas quanto a pensamentos e diálogos.
      Mas é mesmo pra aprender que serve o entrecontos.
      Muito obrigado e boa sorte.

  30. André Lima dos Santos
    10 de dezembro de 2015

    Olá autor!

    Foi um prazer ler o seu conto. Recheado de diálogos, de cenas quase que cinematográficas… O conto fluiu muito bem. Fiquei muito curioso enquanto lia, queria chegar logo ao final para entender onde as histórias se correlacionavam, o que aquilo tudo que eu estava lendo queria dizer… Fiquei feliz com o final. Eu adoro finais deste tipo!

    Enfim, a história é boa, mas acho que poderia ter sido mais caprichado, sabe? Dar um trato maior às palavras. Construir frases menos simples… Enfim, dar uma “rebuscada” (No bom sentido) no texto. Mas é isso aí! É lendo MUITO e escrevendo que se aperfeiçoa essa questão.

    Você está no caminho certo!

    Abraços!

    • William Raviello
      18 de dezembro de 2015

      Olá André.
      Muito obrigado pelo comentário. Fico imensamente feliz que tenha gostado e se divertido com a leitura.
      Obrigado pelas dicas. Pessoalmente, eu também achei que meu texto ficou bastante simples, comparado com o que eu costumo escrever. Confesso que foi a pressa (escrevi no dia anterior à data limite, hehehe), e talvez a falta de tempo.
      Mas vou reparar melhor nisso nas próximas vezes.
      Muito obrigado e boa sorte no certame.

  31. Brian Oliveira Lancaster
    10 de dezembro de 2015

    MULA (Motivação, Unidade, Leitura, Adequação)

    M: A premissa é excelente. Já vi alguns textos de doutores por aqui, e isto está virando tendência (ou é o mesmo autor). Um enredo bem pé no chão, mas intrigante.
    U: Escrita leve e fluente, com diálogos bem naturais.
    L: A quebra de cenários e momentos no tempo foram bem conduzidas. Quase perto do final entendi o que o autor estava querendo transmitir e me agradou saber que conduziu muito bem até a última linha, sem cair em lições de moral. Me senti recompensado, como leitor.
    A: Captou mais a essência em si, apesar do final ficar claro o estado de abandono do imóvel.

    • William Raviello
      17 de dezembro de 2015

      Olá Brian.
      Muito obrigado pelo comentário. Ri muito com o MULA kkkkk
      Fico feliz que tenha sentido-se recompensado como leitor. Este é o nosso objetivo em escrever, afinal.
      Muito obrigado e boa sorte no certame.

  32. JULIANA CALAFANGE
    9 de dezembro de 2015

    Achei sua ideia muito boa, mas acho que o texto precisa ser mais trabalhado, no que diz respeito à linguagem e construção dos personagens. Também fiquei curiosa pra saber o que está escrito nos livros do Tomás. Sobre o que ele escreve? O que ele tem a dizer que não quer que seja esquecido? De que forma esses escritos mexeriam com Daniel no futuro, para convence-lo a se desculpar com o filho? Isso talvez ajudasse a fazer o “link” das histórias dos dois personagens. Parabéns!

    • William Raviello
      17 de dezembro de 2015

      Muito obrigado pela leitura.
      Na verdade, nunca pretendi que Daniel lesse os livros de Tomás, justamente por não reconhecer que este era seu avô.
      Muito obrigado pelo comentário e pelas críticas.

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Publicado às 9 de dezembro de 2015 por em Imagem e marcado .