EntreContos

Detox Literário.

Soslaio (Rubem Cabral)

guy

Contudo, não sei bem dizer quando o percebi pela primeira vez, embora creia que foi ao visitar certa mansão decrépita à venda.

Algo, visto de soslaio, que estava lá, eu tinha certeza, mas que também não estava. Nunca esteve…

Pensei que fosse raro problema de visão, notar aquela mácula nevoenta, qual impressão engordurada em superfície de prata polida, sempre que girava os olhos, mas não! Logo, senti sua gélida presença; invejosa, de voz encharcada com ofídica paciência milenar, de quem espreitara pela vítima exata.

No dia seguinte, de volta à minha casa, caminhava sonâmbulo, dormente. As pessoas falavam-me sobre mil problemas, eu somente anuía, desinteressado.

Fascinado, observei sua crescente renderização, que não mais se envergonhava e me sorria familiar.

Despertei, sem lembrança de ter dormido e descobri meu agora sósia, gerenciando meus negócios, enquanto eu apenas o incomodava e evanescia do canto de seus olhos, faminto, necessitando, desesperadamente, dum receptáculo.

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64 comentários em “Soslaio (Rubem Cabral)

  1. harllon
    29 de janeiro de 2016

    Intrigante e denso. Só queria ter entendido melhor, mas muito bacana.

  2. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Soslaio (Guy de Maupassant)
    1. Temática: Enigmas, suspense.
    2. Desenvolvimento: Excelente!
    3. Texto: Muito bem escrito, com referências ao mestre Guy.
    4. Desfecho: Não captei a ideia do receptáculo – isso dificultou meu entendimento, erro meu, portanto. Preciso melhorar minha interpretação.
    Gostei das palavras – rebuscadas, mas elegantes.
    Show!

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito mas não me atraiu. Só no final comecei entender a loucura do personagem, o clone, mas… não sei ficou algo pendente no ar para mim, precisando de algo mais, sabe.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Nossa!

    Comecei lendo o conto meio que com um pé atrás (não sei dizer porque).

    Porém, a narrativa impecável logo me conquistou. A foto que acompanha o conto também foi muitíssimo adequada!! Uma das melhores do desafio (só perde para o conto do cachorro), pois se encaixa perfeitamente com o que está sendo narrado.

    O final do conto deu um novo folego à história, com um ar de Além da Imaginação, o que me agrada muito!

    Parabéns! Um conto realmente acima da média.

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Me lembrou de O Duplo, e acho que isso não foi bom.

    A comparação me faz pensar que o impacto da história fica melhor com mais espaço. Aqui acontece tudo tão rápido, que não dá tempo de sentir tudo que alguém sentiria nessa situação, todo o desespero, a sensação de estar enlouquecendo, e tudo o mais. O processo é o que mais interessa aqui, e não o fato.

    Mas a escrita esta muito bonita.

  6. Renato Silva
    28 de janeiro de 2016

    Parece que temos aqui um micro conto no seu modo mais “tradicional”, com o começo, meio e fim. Você conseguiu sintetizar em 150 palavras o enredo de um bom filme.

    Falando em filme, cada conto que leio, algum filme ou música acaba me vindo à mente. Lembrei daquele filme estrelado pelo Arnold Schwarzenegger, “O sexto dia”. É sobre um homem que foi clonado. Um belo dia , ele chega em casa e tinha outro dele. Não lembro direito do filme, mas ele precisava provar que ele era o verdadeiro e chutar a bunda do usurpador.

    Além da temática escolhida, seu micro conto foi muito bem escrito. Seu domínio da língua é perfeito. Parabéns.

  7. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    Realmente, o pseudônimo faz jus ao conto. É o mesmo estilo do mestre francês, que desperta o interesse e a curiosidade. O Começo lembrou-me extremamente o “Horla”:

    “Eu o vi! Ontem, sentei-me à mesa e fingi escrever com bastante atenção. Sabia muito bem que viria rondar-me, bem perto de mim, tão perto que, talvez, conseguisse, tocá-lo, agarrá-lo.”

    O “Duplo”, aqui chamado sósia, é um personagem presente em muitas obras famosas, como o William Wilson, de Poe, e o próprio Horla de Maupassant. Aqui houve um toque do país dos espelhos de Alice. Tudo muito surreal, como no conto de Maupassant, ou de Sternberg, no estilo de “Vi o meu reflexo, perder o equilíbrio, vacilar, e pesadamente cari de costas no vazio (O Reflexo, Sternberg)”. Um conto clássico, muito profundo e bem ambientado, de grande qualidade.

  8. Miguel Bernardi
    28 de janeiro de 2016

    E aí, Guy. Tudo bem?

    Um bom trabalho, bem escrito. Uma boa ideia. Adoro insólito, e vi semelhanças neste conto. Me fez lembrar do começo da “Queda da Casa de Usher”, do Poe. Essa temática já foi retratada, afinal, creio que seja um medo comum. Você também o fez, e com competência.

    Parabéns, boa sorte!

  9. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    A escrita está muito boa, gosto muito da palavra soslaio, ela chega a ser sedutora. Porém não entrei muito dentro da atmosfera do conto, o espaço curto dificulta a criação desses momentos, mas conseguiu fazer um bom trabalho. A história está boa, muito interessante o uso dos receptáculos, algo também me lembrou os sucúbus, conseguir desdobrar no conto.

  10. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Adoro a palavra soslaio e isso já me fez entrar com boa disposição na leitura – é, as palavras tem poder. O enrendo me lembrou um conto que escrevi (lentes) e que aborda essa troca de lugar com um duplo que assume o espaço e a vida da personagem e que eu não conseguiria sintetizar em 150 palavras, nem a pau. Você conseguiu. Algumas coisas na linguagem me soaram excessivas, mas isso não atrapalha o entendimento e a impressão final.

  11. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    Gostei das palavras – rebuscadas, mas elegantes. Show!

  12. Swylmar Ferreira
    26 de janeiro de 2016

    Bom enredo, preciso,firme. A técnica utilizada na escrita foi de felicidade invejável. Bem concluído.
    Mas o conto me pareceu com diversos outros do mesmo estilo. Nada que comprometa demais.
    Parabéns.

  13. rsollberg
    26 de janeiro de 2016

    Um ótimo conto insólito.

    A linguagem empregada casou de forma sublime com a história narrada.
    Os adjetivos bem escolhidos, as imagens construídas com cuidado, funcionaram, dando mais charme ao texto. “logo, senti sua gélida presença; invejosa, de voz encharcada com ofídica paciência milenar, de quem espreitara pela vítima exata.” Muito bom!

    Na hora me lembrei do William Wilson do Edgar Allan Poe, que é ótimo, um dos melhores, na minha opinião, é claro. Talvez, por isso, tenha gostado tanto, adoro esse estilo!

    Parabéns e boa sorte!

  14. Mariana G
    26 de janeiro de 2016

    Não me senti envolvida na história, mesmo com a boa escrita. Não me senti empolgada no final, acho que foi o modo como tudo foi apresentado, pareceu me distanciar durante a leitura.
    Boa sorte!

  15. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Olá, Guy de Maupassant. Vamos às idéias?

    TEMÁTICA: o absurdo e o terror se mesclam, mas não me impressionam. Acho que faltou espaço para o desenvolvimento e a continuação a partir do ponto onde chegou.

    TÉCNICA: Boa técnica, bem escrito, nada a reparar.

    TRANSCENDÊNCIA: Não me trouxe sentimentos de identificação, e portanto não consegui me inserir no universo criado pelo autor.

  16. Eduardo Selga
    25 de janeiro de 2016

    A NARRATIVA TRABALHA com um dos temas mais usados na literatura do insólito, o Outro ou o duplo, que sempre apresenta grande potencial para servir a belos enredos e ao competente uso de ferramentas narrativas, como é o caso aqui, com a paulatina inversão de papéis entre o protagonista e seu duplo, um recurso muito eficaz.

    Há uma circularidade na narrativa. Chegando ao fim, podemos retomá-la a partir do parágrafo inicial que, não à toa, começa com “contudo”. Esse processo faz com que haja dois pontos altos no texto: a total visibilidade do Outro e a visibilidade completa do protagonista.

    No entanto, um ESTÁ no outro, ambos enxergam são enxergados pela visão . E aí fica a pergunta: um É o outro? Seria alucinação do protagonista —ou qualquer outro efeito psicológico— ou de fato há uma pessoa igual a ele, personagem? Felizmente, a narrativa não esclarece. E mesmo a velha desculpa de que “foi um sonho” não funciona como explicação: afinal se ele diz “despertei, sem lembrança de ter dormido […]” é muito provável que ele não tenha dormido. Mas se ele não dormiu pode estar aí a chave: quem fica muito tempo sem dormir tem alucinações.

    Um detalhe importante reforça a ideia de alucinação ou coisa similar: o soslaio é uma visão imprecisa, e é comum enxergarmos vultos no campo da visão periférica.

    Parabéns.

  17. vitormcleite
    23 de janeiro de 2016

    olá, conto bem escrito que transmite todo a atmosfera de suspense e terror, mostrando o “quase” perfeito domínio da escrita, mas faltou algo, mais palavras? Outro final? Mais tempo para escrever? Mas de qualquer modo o resultado é muito bom e desejo-te as maiores felicidades no desafio

  18. elicio santos
    23 de janeiro de 2016

    Conto bem escrito, cheio de suspense e metáforas criativas. Mas, pelo pouco espaço, faltou o desenvolvimento adequado a uma atmosfera de terror que gere o impacto adequado à proposta das narrativas desse gênero. Boa sorte!

  19. Andre Luiz
    22 de janeiro de 2016

    O conto foi muito criativo, ao brincar tanto com o olhar “de soslaio” e com a questão de envolver o leitor perante a apreensão ao passar do texto. Percebi sim um gancho ligando o início ao final do conto, como se aquilo fosse cíclico na vida do narrador-personagem. Achei tudo bem claustrofóbico também, novamente a questão da inserção do leitor na trama. Boa sorte!

  20. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2016

    Utilizo essa palavra quando quero representar algo que não se pode ver de frente, com sentido de medo e apreensão. Foi assim o que senti do conto. Algo pegajoso, não detectável, um ser amorfo que começa aos poucos se inserindo no ser do personagem. Ocupou o espaço que lhe era devido e as funções de si. Ele, agora, só vê e não sabe como controlar. O soslaio é um bom conto, de terror, imaginativo e criativo. Parabéns!

  21. Catarina
    22 de janeiro de 2016

    O INÍCIO veio com um bom gancho. FILTRO do vocabulário é perfeito, embora tenha várias vírgulas sobrando aí. Mas não se preocupe a maioria aqui adora vírgulas. O ESTILO, como quem conta um acaso, gerou tensão crescente na TRAMA e deu profundidade ao PERSONAGEM. FIM quase perfeito. Mesmo com essa monstruosa última vírgula, Guy de Maupassant te aplaudiria de pé e citaria a célebre frase: “Os grandes artistas são aqueles que impõem à humanidade a sua ilusão particular.”

  22. Marina
    22 de janeiro de 2016

    Muito bom! Não sou fã de contos de terror, mas este eu aplaudo. Bem narrado, ótima história, bastante criativa.

  23. Pedro Henrique Cezar
    21 de janeiro de 2016

    O “Contudo” no começo do conto incomoda bastante, fora a isso, temos um conto bem original aqui. Não me impactou muito, mas é evidente que foi bem escrito e a história bem engenhosa. Parabéns!

    • Guy
      22 de janeiro de 2016

      Olá, Pedro. O “contudo” foi apenas um recurso para dar ideia de loop. Veja um exemplo, a abertura do livro, retirada de “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro:

      “Contudo, nunca foi bem estabelecida a primeira encarnação do alferes José Francisco Brandão Galvão, agora em pé na brisa da Ponta das Baleias, pouco antes de receber contra o peito e a cabeça as bolinhas de pedra ou ferro disparadas pelas bombardetas portuguesas, que daqui a pouco chegarão com o mar.”

      Abraços e obrigado por comentar.

  24. Simoni Dário
    21 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito e narrado, autor talentoso, embora o enredo não seja para mim atrativo. Entendi com a ajuda dos comentários, e parabenizo o autor pela competência.
    Bom desafio!

  25. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2016

    Não entendi muito bem. A “coisa”, um fantasma, ou alienígena sutil, quase invisível, observável apenas como um rápido reflexo pelo cantos dos olhos, como um fluido se apodera de um corpo humano. Ali bem no meio do texto parece que é a coisa que fala. Sua aparência agora é humana, um corpo físico é claro. não posso imaginar o resto da estória, enquanto ele espera um novo hospedeiro. Faltou alguma “coisa” ali…

  26. Murim
    21 de janeiro de 2016

    Ótimo conto. Manejou muito bem as palavras e o enredo para criar um conto de terror em um limite tão apertado de palavras. O “contudo” destoou do resto do conto. A conjunção adversativa é usada pela vítima do predador no momento em que é atacada, não faz sentido e tampouco serve para transmitir a ideia que você pretendia. Qual a ideia a que esse “porém” se contrapõe? Nenhuma.

    • Guy
      22 de janeiro de 2016

      Olá, Murim. O “contudo” foi apenas um recurso para dar ideia de loop. Veja um exemplo, a abertura do livro, retirada de “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro:

      “Contudo, nunca foi bem estabelecida a primeira encarnação do alferes José Francisco Brandão Galvão, agora em pé na brisa da Ponta das Baleias, pouco antes de receber contra o peito e a cabeça as bolinhas de pedra ou ferro disparadas pelas bombardetas portuguesas, que daqui a pouco chegarão com o mar.”

      Abraços e obrigado por comentar.

      • Murim
        23 de janeiro de 2016

        Mas a conjunção “contudo”, per se, não dá a ideia de “loop”. Na obra do João Ubaldo ela foi usada para contrapor essa primeira encarnação de uma certa alma (a alma brasileira) às demais que a seguiram e são contadas depois do livro. As outras encarnações são mais desenvolvidas, com uma história maior, mas/contudo/entretanto/porém a primeira encarnação nunca foi bem estabelecida. No seu conto não é possível traçar essa contraposição. Na minha opinião vc copiou mal esse recurso estilístico.

  27. Leonardo Jardim
    21 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): boa, embora o ritmo seja meio lento. Faltou sentir um pouco mais a agonia do protagonista antes de perder o controle de seu corpo.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): muito boa, ótimas imagens e metáforas.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): achei um pouco parecida com outras histórias do tipo.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): o impacto é bom, mas acho que poderia ser mais forte. Com um pouco mais de desenvolvimento, talvez…

  28. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – texto dinâmico e balanceado;
    Estilo – 10/10 – narrativa bem precisa, aliando os aspectos necessários da maneira correta;
    Verossimilhança – 10/10 – bom desenvolvimento de trama e personagens;
    Efeito Catártico – 8/10 – só o final poderia ter sido um pouco melhor. Uma frase de efeito ou algo do tipo.

  29. Matheus Pacheco
    20 de janeiro de 2016

    chocante cara, e aterrorizante,eu realmente gostei muito, e não consegui achar nenhum defeito.

  30. Kleber
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Guy!

    Gostei da forma como escreveu. Uma narrativa firme, direta e reta. Deixou bem claro desde o princípio a que veio. Sem floreios. Um único senão: a palavra renderização é um anglicismo que, ma minha humilde opinião não “casou” muito bem com o restante do texto. Talvez um sinônimo que aludisse à mesma ideia fosse mais adequado.

    Sucesso!

  31. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    Gostei do conto, do clima de mistério e de como ele nos faz imaginar uma assombração, para depois quebrar a expectativa e apresentar algo quase inesperado. Como problema, o texto apresenta algumas vírgulas fora de lugar no último parágrafo.

  32. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2016

    Muito bom o clima de suspense criado. Imaginei, de início, que se tratava de uma assombração, ou pelo menos de um visão que o protagonista tinha como real. Quem de nós nunca se surpreendeu com uma miragem desse tipo, uma sensação de que se está sendo observado? O conto brinca bem com isso e, no fim, inverte a situação de modo muito inteligente. Gostei também das metáforas, que preenchem a história como coloridas pinceladas. Conto com começo, meio e fim, esgota-se em si mesmo. Sendo essa a proposta, há que se parabenizar o autor. Contudo, talvez a proposta não seja suficiente para aqueles que esperam, desse tipo de narrativa concisa, algo que dê margem a duplas interpretações, ou que escondam uma história atrás do que se conta. De todo modo, a meu ver, um ótimo trabalho. Parabéns!

  33. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    O conto é muito bom, principalmente pela ideia. Confesso que a palavra que iniciou o conto (contudo) me obrigou a ler o texto duas vezes para entendê-lo (parecia que o conto tinha começado antes dali).

    • Guy
      19 de janeiro de 2016

      Olá, Daniel.

      O “contudo” foi um artifício para dar ideia de ciclo infinito. A criatura toma o corpo de alguém, que vira a criatura e tentará tomar o corpo de alguém, que vira…

      Abraços e obrigado por comentar.

  34. Anorkinda Neide
    19 de janeiro de 2016

    Gostei muitíssimo!
    Como vc fez isso em 150 palavras?!
    Senti o suspense e o terror e o mistério e o ciclo sim fim! wow!
    Talvez adjetivos sobrando, seria o único pitaco a dar… sobrando? qd tanta gente cortou.. aff que esnobação 😛
    hehe
    Parabéns!

  35. Pedro Luna
    18 de janeiro de 2016

    Não sei se entendi muito bem. No início, achei que o personagem via um fantasma, ok. E depois? O fantasma se apoderou dele e o tornou prisioneiro de si mesmo?

    Tem um clima bacana e senti uma vontade de ler essa história em formato de um conto mais longo. Boa sorte.

  36. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    Gostei do conto, cria umas imagens muito interessantes através das descrições. Muito bem escrito e história muito bacana. Adoro esse suspense quando bem executado. Parabéns e boa sorte!

  37. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2016

    Gostei bastante. clima classicão, com uma linguagem cativante que gera um suspense na mediada certa. Muito bom. Boa sorte.

  38. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    O conto cria um clima gostoso de tensão, que lembra alguns textos clássicos de horror, daqueles sem gore, apenas com insinuações à mente de quem lê.

    Gostei tbm da criatura, surgindo somente nos olhos da vítima e, depois, da inversão.

    Achei bem escrito tbm: “nódoa nevoenta”, “impressão engordurada em prata polida”, causam sensações curiosas.

    Muito bom.

    Abraço e boa sorte.

  39. Bia
    17 de janeiro de 2016

    Gostei muito! O conto faz jus ao pseudônimo, é bem essa atmosfera que senti nos contos de Maupassant que eu li. Não é um estilo muito fácil, por sinal, esse tipo de terror que consegue ser “suave” e perturbador, ao mesmo tempo. Parabéns!

  40. Leda Spenassatto
    17 de janeiro de 2016

    Como não sou fã de terror, nem filmes ou livros,seu conto ficou meio que vago para mim. (problema meu).

  41. Piscies
    17 de janeiro de 2016

    Esse aqui está de parabéns. Muito bom! Diferente de tantos outros contos do certame, narra uma história completa no espaço dado. Além de muito bem escrito, ainda dá espaço para interpretação: o “outro” que sempre o perseguia e surgia, por vezes, de soslaio… era um ser sobrenatural, ou simplesmente o próprio personagem mudando e mudando diante da rotina até ele não ser mais ele mesmo?

    O contista dá uma dica de que seja mesmo uma criatura sobrenatural já que ela primeiro aparece quando o personagem vai visitar uma mansão antiga a venda… ou seja, a famosa mansão mal-assombrada. Mas, de qualquer forma, a outra interpretação é tão interessante quanto.

    Parabéns!

  42. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    Gostei da sua escolha de palavras para compor o mini conto. Nem senti o clima de terror, mas de suspense. O final, claro, evidencia a angústia do clonado, que agora não tem mais seu receptáculo.
    Coube muito em tão pouco espaço. Isso é quase um dom.
    Boa sorte!

  43. mariasantino1
    16 de janeiro de 2016

    Esse aqui é um dos meu favoritos também (ainda bem que cabem 15 😀 ). A narrativa tem ar garboso, a escolha das palavras foi ótima e todo mistério promete e cumpre bem, fechando com chave de ouro que provocou até suspiros em mim. Lembrei de Lovecraft e do início de “A queda do solar de Usher” do POE (todo o clima), mas também lembrei de um conto do Theodor Storm que fala sobre gatos (não lembro o nome), enfim, são referências boas, tem mistério, tem psiquê que faz pensar, provocando um ruminar de palavras ao término da leitura.

    Congratulações. Gostei e será difícil esquecer as sensações despertadas por tão pequeno texto.

    BOA SORTE no DesaFio.

  44. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Não gostei do início. No decorrer, me envolvi bastante pelo enredo.

  45. Sidney Muniz
    16 de janeiro de 2016

    Gostei bastante!

    Um conto muito bem escrito.

    Narrativa linear muito bem executada!

    Achei que tudo está muito encaixado e é mais um bom conto do gênero, excelente por sinal.

    Meus parabéns ao autor(a) do texto que conseguiu passar muito bem os sentimentos propostos e causar a tensão necessária para nos prender a leitura.

    Tem muito talento aqui!

    Boa sorte!

  46. Jef Lemos
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Guy.

    Muito bom, parabéns.
    Gostei do terror que você empregou e da forma como a história se desenrolou. Essa situação me fez lembrar Full Metal Alchemist, onde o Greed e o Ling Yao tem uma relação muito bacana de parasita e receptáculo.
    Um terror dos bons, este.

    Boa sorte!

  47. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    Este terror insólito, mais elaborado na escolha das palavras, traz um suspense na medida exata. Uma trama que deve ficar magistral num conto maior….

  48. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    O tema é bastante interessante, mas o formato de microconto tira um pouco o sabor potencial do enredo. Adoraria ler um texto mais longo desta temática do autor, em especial porque o final me deixou curioso quanto à nova natureza do protagonista.

  49. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Gostei muito de microconto, o primeiro de terror que gostei no desafio. Uma mistura maravilhosa de Poe, Lovecraft, e, obviamente, aquele cujo nome você adotou, tudo formando uma pequena pérola do gênero, e aproveitando um tema clássico, o duplo. Acho que esse conto vai ser um dos meus favoritos, parabéns, desejo muito Boa Sorte!

  50. Marcelo Porto
    15 de janeiro de 2016

    O texto é muito bom. O caráter sobrenatural que permeia o conto cresce em suspense e tem um desfecho satisfatório, ao meu ver.

    Talvez com o limite maior, o climão de possessão pudesse ser melhor trabalhado, mas isso não significa que do jeito que está não está bom.

    Gostei muito.

  51. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Gostei da homenagem ao Guy de Maupassant. O formato de miniconto não é o melhor para o suspense do fantástico, mas acho que usou bem o espaço que dispunha. Espero que possa voltar a escrever aqui quando o limite de letras for mais generoso, num próximo desafio.

  52. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito, mas, como já comentei em outros contos, aparentemente o terror não está casando muito bem com o formato diminuto.

    A primeira metade foi muito boa, o suspense, o inimigo que olha de soslaio. Depois, o arremate, infelizmente não me trouxe impacto. Provavelmente num conto maior, em que a atmosfera tivesse chance de ser melhor trabalhada, essa mesma história, com o espírito que rouba corpos, ficasse bem melhor.

    Abraço!

  53. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Arrepiante. Muito bem escrito. Tudo ficou muito claro nesse conto de mistério. O autor sobre explorar o formato e dar toda a mensagem com poucas palavras. Parabéns.

  54. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Abordagem interessante de realismo fantástico. A atmosfera de espreita causa o suspense na medida certa. – 8
    O: Escrita excelente, sem rebuscamentos desnecessários. – 9
    D: Tive de ler duas vezes para entender o que o autor quis transmitir. Na segunda vez percebi alguns detalhes perdidos, mas ainda senti falta de um final mais conclusivo. Ponto para a habilidade de criar dúvidas na mente do leitor quanto ao que realmente ele está enfrentando. – 8
    E: Consegue ser denso em poucas linhas, com um pé em dois gêneros distintos. – 9

  55. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Guy de Maupassant.

    Seu conto lembra um pouco o “Horla”, de seu xará francês do século XIX. Naquele conto, narrado em primeira pessoa, o leitor se depara com a agonia de se ter uma presença invisível a sua espreita. Na verdade, é um ótimo conto, mas sabia-se que o Maupassant estava caminhando à senilidade quando o escreveu. Quanto ao seu, Maupassant 2°, gostei bastante da linguagem empregada, principalmente por remeter minha memória aos contos mais escabrosos surgidos da pena daquele discípulo de Flaubert.

    Sucesso neste desafio.

    • José Leonardo
      14 de janeiro de 2016

      *O leitor se depara com a agonia DE O PERSONAGEM TER uma presença invisível etc.

    • Guy
      14 de janeiro de 2016

      Olá, José Leonardo.

      Obrigado por comentar. Contente com vossa apreciação.

      Em verdade, minha intenção foi homenagear o conto clássico do Guy, embora minha criatura seja uma variação de doppelgänger, bem diferente do Horla.

      Abraços cordiais.

  56. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Ótimo conto, desperta a imaginação, com certeza. No entanto, acho mais direcionado para um público específico, já habituado à leitura de suspense/terror.

    • Guy
      14 de janeiro de 2016

      Obrigado por comentar, Renata.

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .