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Detox Literário.

Enxurrente (Leda Spenassato)

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No terceiro estrondo, em que o céu iluminou a terra, ainda que, por poucos segundos, o Morro dos Perdidos resolveu descer ladeira abaixo. Mexeu-se bem devagarzinho e foi tomando velocidade, competindo com a da Luz. Arrastou Rosa, abraçada aos três filhos, soterrando seus olhos gordos, cansados de padecer.

A espera do Tegretol para o segundo filho dela, Pedrinho que era epilético, chegou ao fim. Morreu na enxurrente, sem tomar o seu xaropinho. A maldita licitação se deu bem. Não era preciso arrancar-lhe os cabelos, para que, ela cumprisse as promessas do vereador Otaviano.

Antonio, o pai, certamente, vai continuar introspectivamente, rogando todas as pragas do mundo aos vereadores e ao prefeito da Vila dos Miseráveis, que nunca cumpriram com suas promessas, incluindo seu Joca, o maldito patrão, que há muito lhe rouba as horas extras.

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58 comentários em “Enxurrente (Leda Spenassato)

  1. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Enxurrente (Dona Licitação)
    1. Temática: Causo. O título seria algum neologismo, mistura de enxurrada com enchente?
    2. Desenvolvimento: Fatalista e resignado, inicialmente; despois, descamba para a revolta gratuita, no sentido de que não resolve nada.
    3. Texto:
    a) Não era preciso arrancar-lhe os cabelos para que ela cumprisse as promessas do vereador Otaviano.
    b) Antonio, o pai, certamente vai continuar, introspectivamente,…
    4. Desfecho: Deixou algumas lacunas que prejudicaram tudo.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Triste… uma cena muito realista, dolorosa… O desabamento de morros. Parabéns, autor você teve uma ótima ideia, ee escreve bem.

  3. Miguel Bernardi
    29 de janeiro de 2016

    E ai, tudo bem?

    Por mais que o texto seja atual e trate de um assunto importante, não gostei tanto (como conto). Algumas vírgulas em lugares que julgo desnecessárias e alguns elementos que não combinam com o texto fizeram eu não gostar tanto.
    A ideia da licitação ficou solta.

    Grande abraço e boa sorte.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Não gostei.

    A ideia central proposta pelo conto não me atraiu. A escrita está boa, e a história foi apresentada ao leitor de forma bacana. Mas não vi grandes atrativos que me façam colocá-lo em meu top 15. Teve algumas passagens que achei meio confusas, e o final não me caiu bem.

    De qualquer forma, boa sorte no desafio.

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    O que critiquei em Sonho Amargo aqui funciona.

    É algo que mostra o real, usando um sarcasmo duro e criticando a sociedade.

    Mostra os pontos onde tudo deu errado, a cadeia de erros e descasos que leva a essas situações que parecem sempre se repetir.

    Parabéns.

  6. rsollberg
    29 de janeiro de 2016

    Achei a crítica interessante.
    Contudo, não saquei bem o lance da “licitação” se dando bem, como uma espécie de entidade autônoma, não soou legal.
    Ademais, acho que o autor atirou para tudo quanto era lado, resvalando em tudo, sem acertar em nada.
    A narrativa ficou muito corrida, certamente para tentar criar uma unidade, mas sobrou o seu “inclusive seu Joca”, que poderia ter uma frase só pra ele. Assim, não teríamos dúvida, pragas/promessas.

    De qualquer modo, é um texto que causa necessariamente reflexão no leitor, esse, no meu entender, é o seu grande trunfo.

    Parabéns e boa sorte!

  7. Pedro Luna
    29 de janeiro de 2016

    ”Morreu na enxurrente, sem tomar o seu xaropinho.”

    Cara, essa parte doeu.

    Achei um bom conto, com crítica social. De início, não gostei do final falando do seu Joca. Achei que o conto tinha alvo certo na política, e o seu Joca ali estava enchendo linguiça. Mas penso que com as horas extras, talvez o personagem estivesse em condições melhor.

    Enfim, tudo é uma sucessão de acontecimentos que moldam o destino.
    Gostei.

  8. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    A crítica social está forte aqui e o melhor é que não surge de maneira panfletária. A maneira como foi ligando as personagens merece destaque, poderia continuar fazendo até a eternidade, tamanha facilidade que demonstrou. Gosto dessas narrativas que se entrelaçam. A mãe, os filhos, o vereador, o pai, o patrão, a chuva, a falta de estrutura…. Tudo isso num conto de 150 palavras.

  9. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    Grande estilo, moderno e inovador. Flashes do dilúvio, uma licitação fraudada, vereadores e prefeitos corruptos, um patrão desonesto. Tudo arrastado em uma “enxurrente”, que leva mulher e filhos. O estilo é uma mistura de Mia Couto com Murilo Rubião e mais algo indefinível. Escrito de uma forma simples e ao mesmo tempo profunda, levando a leitura enxurrada abaixo. Não sei por que, lembrei-me de um trecho de Murilo Rubião:

    “As ruas da cidade ostentavam o seu primitivo calçamento e os filhos dos seus moradores começaram a se desprender — sem que fosse necessária a intervenção das parteiras — dos ventres das mulheres. Manacá tornara a ser elevada a sede de comarca e os homens que juraram nunca mais se casar, juraram inutilmente.
    Ao meu enterro, Zaragota, amigo fiel, compareceria ainda convalescente do enforcamento que sofrera.”

    Um excelente conto, profissional.

  10. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Um retrato cortante da miséria generalizada particularizada no desastre de uma família específica. O problema na aplicação das vírgulas incomodou-me, mas a frase ” soterrando seus olhos gordos, cansados de padecer” compensa.

  11. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2016

    Um conto com assunto atual, uma tragédia ocasionada por desmoronamento, bem recorrente nesta época de fortes chuvas em alguns estados brasileiros. Está bem escrito, com algum humor negro, mas, não me agradou tanto. Boa sorte.

  12. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Bom dia, D. Licitação.

    Eis meus pensamentos sobre a sua história:

    TEMÁTICA: a tragédia, misturada com crítica, me agradou e permitiu construir um retrato da realidade em nosso país. Muito bom!

    TÉCNICA: enxuta, ao ponto. Narrativa quase jornalística, mas que transporta a gente para dentro da história.

    TRANSCENDÊNCIA: muito clara, a história refleta o que se vê quase todos os dias nos jornais. Somente o discurso de mais-valia, quanto ao seu Joca, me parece dissociada da tragédia que se abateu sobre a mulher e as crianças – e que, aparentemente, nada tem como causa a corrupção do vereador nem a maldade do patrão.

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2016

    olá, gostei muito do teu texto, mas pareceu-me ser um trecho, um bocado de um texto bem maior, não? houve coisas que não ficaram completamente explicadas, acabando por tirar força ao conjunto. O inicio está exemplarmente bem escrito, mas depois do 1º paragrafo perdeu muito e foi lamentável. de qualquer modo muitos parabéns

  14. Elicio Santos
    25 de janeiro de 2016

    Conforme o comentário anterior, a obscuridade do segundo parágrafo realmente prejudica a fluidez e compreensão do texto. Além disso, a temática é muito batida e não apresenta grande criatividade. Boa sorte!

  15. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2016

    Um drama recorrente e um conto sem expressão. Sorte!

  16. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    Texto muito bom, retratando uma situação muito corrente no Brasil. Crítica social bem pertinente, extremamente atual. Não só lembra os tradicionais deslizamentos de janeiro, mas a tragédia de Mariana. No finalzinho, espaço para criticar os políticos sacanas deste país. Qual seria a moral da estória? O que mais mata no brasil é a corrupção?

    Realmente, muito triste o relato de morte de crianças inocentes. As maiores vítimas dos governos corruptos sempre serão aqueles que nada fizeram ou podem se defender.

    Boa sorte.

  17. Andre Luiz
    24 de janeiro de 2016

    O assunto foi atual, e seu conto foi dramático ao ponto de revelar o drama dos envolvidos na tragédia de Mariana. Porém, senti falta de algo mais além da devastação pura. Talvez, ao invés de relatar a vida de toda uma família, focasse na de Rosa aos três filhos, o que para mim causaria mais impacto. Todavia, não consigo negar que tenha sido algo tocante, ainda mais para mim que conhecia Bento Rodrigues e também, de certo modo, fui afetado pela tragédia, visto que onde moro faz parte da Bacia Do Rio Doce, mesmo que minha cidade não seja banhada por ele. Boa sorte!

  18. Catarina
    23 de janeiro de 2016

    O INÍCIO me deixou bastante entusiasmada com esse belo 1º parágrafo. O FILTRO não funcionou bem pelo excesso de subtramas para justificar a “enxurrente” de desgraças em 150 palavras.
    Prefiro pensar que o verdadeiro ESTILO do autor está na forte narrativa inicial. TRAMA comprometida pelo tom planfetário, mesmo que contundente. Os PERSONAGENS são profundos, mas o FIM decepcionou pela construção primária.

  19. Marina
    23 de janeiro de 2016

    Assunto até atual, com a coisa toda da lama em Mariana. Contou a história trágica de uma família em meio a tudo isso. Gostei da narrativa e do enredo. O primeiro parágrafo me encantou mais que os outros, fiquei sentindo um pouco de falta do estilo dele no resto da história.

  20. Leonardo Jardim
    22 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): história infelizmente comum no nosso país: moradores pobres em área de risco à mercê de governantes corruptos.

    📝 Técnica (⭐▫▫): alguns erros de pontuação e narrativa muito contada e pouco imersiva.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): infelizmente um mote comum.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): por mais que o autor tenha descrito as mazelas da família, o texto é contado à distância, não deu pra sentir de fato o sofrimento deles. Talvez ficasse melhor se focasse em uma cena, uma situação, e acrescentasse alguns rápidos flashbacks.

  21. Simoni Dário
    22 de janeiro de 2016

    Gostei, deu o recado bem dado em poucas palavras, Adorei o primeiro parágrafo, tem um tom mais poético que os demais. Entendi algumas partes com a leitura dos outros comentários, mas enfim, um bom conto. Parabéns!
    Bom desafio!

  22. Murim
    22 de janeiro de 2016

    Trata de um tema importante com uma abordagem, ao mesmo tempo, de denúncia e com sensibilidade literária. Acho que sobraram informações para pouca explicação, tem alguns trechos confusos e também vi alguns problemas de pontuação.

  23. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2016

    Enxurrente! Deve ser uma mistura de enxurrada (no caso da chuva) com insurgente (no caso da personagem). Uma cena trágica que acontece com frequência, Infelizmente a vida é assim mesmo, a fúria da natureza e a incompetência de algumas autoridades que pensam mais em ganhar dinheiro do que em salvar vidas.

  24. Pedro Henrique Cezar
    22 de janeiro de 2016

    Um conto bacana. Mostra uma situação triste da política e das licitações atrapalhando a vida do povo, deixando ele padecer. Parabéns!

  25. Gustavo Castro Araujo
    20 de janeiro de 2016

    O conto contém forte crítica social, eis que aborda, com um tom bastante amargo, o problema do rompimento da barragem em Minas. Gostei da abordagem e das referências aos personagens, dando rosto e nome às vítimas. Mesmo num curto espaço, houve tempo para aludir à corrupção de governantes e parlamentares. Enfim, um conto que, se não brilha pela estética, chama a atenção pela tragédia que recorda. Parabéns!

  26. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9.9/10 – em um mundo ideial as vírgulas não separam sujeito de predicado. Esse não é um mundo ideal;
    Estilo – 7.5/10 – confesso que não conheço metade das palavras nesse conto, mas meu nome não é Aurélio. Também não é Barça, mas meus conhecimentos gerais estão relativamente bem, obrigado.
    Verossimilhança – 10/10 – todo mundo sabe que o mundo cai em Janeiro, e ninguém faz nada;
    Efeito Catártico – 7/10 – tudo aconteceu muito rápido como um desabamento. Olha aí, linguagem imagética. Quem diria?

  27. Daniel
    20 de janeiro de 2016

    Até o meio do segundo parágrafo, eu estava achando o melhor conto que eu já tinha lido até então. Mas a partir daí, uma série de erros de pontuação e uma pressa em acabar com o texto tiraram do conto o glamour. Mantivesse o padrão do começo do texto, seria dos melhores do desafio, sem dúvidas! Mesmo assim, bom conto. Parabéns!

  28. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2016

    Eu gostei, principalmente porque nos últimos dias estive bastante envolvida nesse cenário, acompanhando as notícias sobre a cidade de Mariana (MG) e, mais recente, uma cidade próxima de mim que foi prejudicada pela chuva, Lambari (MG). O conto é seco e gostei disso, molhada já basta a lama e a mão desses *&¨%# que poderiam evitar tais desastres.

    Boa sorte!

  29. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gostei do título e da imagem que ilustra o conto. Em tempos de enxurradas e aciddentes semelhantes, pensei que o timing do tema teria sido perfeito.

    Contudo, achei o conto um tanto irregular, com alguns problemas de escrita também.

    Talvez focar melhor em algum dos muitos pontos levantados pudesse trazer mais clareza ou causar mais empatia a quem lê.

    Abraços e boa sorte.

  30. Piscies
    18 de janeiro de 2016

    Achei o texto um tanto forçado, meio apelativo, quase um artigo de jornal com licença poética. É claro que o autor passa bem a tragédia e o sofrimento dos envolvidos, mas a crítica ao governo e a sociedade é tão óbvia que chega a incomodar.

    Tirando o uso das vírgulas, a técnica está muito boa. O autor deve trabalhar melhor o posicionamento das pausas: ao menos três ali são desnecessárias. De resto, são belas palavras.

    Boa sorte!

  31. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Dona Licitação.

    Se me permite, vou fazer uma analogia sobre a escrita. É como uma receita. E sendo desta forma, errar a mão na quantidade, qualidade e tipo dos ingredientes põe tudo a perder.
    No seu caso, tinha tudo para ser muito “saborosa”, mas acho que errou a mão. Foi muita “massa” para pouca “forma”, resultando num vulcão em erupção dentro do “forno”. Explico:
    1 – Apesar de estarem conectadas, as realidades do deslizamento na ocupação irregular e da exploração do trabalho são distintas. Sendo assim, você teria de ampliar muito a sua narrativa para poder estabelecer esta conexão interna. Daí o excesso de “massa” nesta “forma” exígua que é a norma para este desafio.
    2 – Justamente por isso, ao ser colocada no “forno”(a exposição ao “fogo” das avaliações dos colegas) sua receita “gorou”. Falta de fluidez e concisão, bem como o acréscimo de uma “pitada” de humor fora do contexto, por se tratar de crítica social(Não que a acidez não possa ser empregada neste gênero, mas tem de ser muito bem trabalhada para não cair em estereótipos ou algo pior…).

    Minha (humilde) avaliação: 45/55, a favor e contra, respectivamente.
    Há um bom potencial de escrita. Mas precisa ser trabalhado consideravelmente(Não que eu me considere um Pushkin…rs).

    Sucesso!

  32. Dona Licitação
    18 de janeiro de 2016

    Olá Bia! Pena que não transmiti a mensagem que queria.
    Como o menino epilético de Rosa morreu com ela, na enxurrente, não precisaria mais tomar os remédios, que a mãe, nunca encontra no PS onde diziam ser culpa da licitação e, Rosa em sua ingenuidade pensou que a Dona Licitação era uma mulher, a qual pensava um dia encontrar e agarrar pelos cabelos.

  33. Bia
    18 de janeiro de 2016

    Uma situação muito triste, muito dolorosa. Sempre fico com o coração apertado ao saber de uma situação dessas… =\ A narrativa, pra mim, foi muito truncada. Poderia ter ficado só naquele momento da “enxurrente”, mas teve crítica ao patrão que roubava hora extra, o remédio do filho, o que significou esse “arrancar-lhe os cabelos”? Realmente não entendi. É necessária uma revisão.

  34. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    O conto chama a atenção para os problemas de uma população já tão esquecida e roubada. Claro que isso causa empatia, mas acredito que houve muita informação para pouco espaço.
    Não entendi também de quem eram os cabelos que não precisavam ser arrancados? A frase me deixou confusa.
    Há um enredo trágico aqui que nos faz terminar a leitura com tristeza. A vida como ela é, bem pertinho de cada um.
    Boa sorte!

  35. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    O Conto é muito bom, mas infelizmente não coube nesse pequeno microconto.

    Ficou a sensação de uma estória ótima que carece de mais explicações e detalhes para adorna-la.

    O autor(a) demonstrou talento para nos mostrar mais e isso é muito bom, pois demonstra a qualidade do desafio onde são tantos contos bons que precisamos pensar e repensar sobre o que lemos.

    Parabéns e boa sorte!

  36. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Achei muito para pouco espaço. Há alguns erros que poderiam ser evitados com uma revisão. O tema poderia ser mais limitado para dar mais sustentação ao que você queria dizer. De toda forma, a crítica foi dada.

  37. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2016

    Personagens e eventos e teorias tudo misturado sem muita amarração entre si.
    Uma cena triste, mas que não teve espaço para dar o recado.

    Ainda o texto acaba entrando nesse mérito da corrupção, patrão que não paga hora extra, etc. Tentou abranger muita coisa e acabou não dando corpo (com 150 palavras seria impossível) a nenhuma delas.

    Abraço.

  38. Arthur Zopellaro
    16 de janeiro de 2016

    Qualquer semelhança com a realidade é uma infeliz coincidência :/
    Gostei do tema!

    Muita coisa acontece ao mesmo tempo no texto e isso dificultou um pouco a leitura. Mas talvez essa tenha sido sua intenção.

    Boa sorte!

  39. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    Acredito que, se fossem com mais palavras, o texto seria uma luz maior. As passagens confusas acabam afastando o interesse em acompanhar os infortúnios apresentados. Em tempo, uma boa crítica contemporânea sobre os efeitos dos desvios de verba pública.

  40. Davenir Viganon
    16 de janeiro de 2016

    Gostei dos elementos de critica social no conto: Licitações e a corrupção, descaso na saúde, exploração do trabalhador. Foram tantas que acabaram ficando confusas, como se fossem somente citadas e nós soubéssemos. Até sabemos de forma geral, mas queremos sentir através do teu texto. Talvez o problema seja eu, mas o fato é que não consegui sentir o drama que pretendia passar no texto.

  41. Ricardo de Lohem
    16 de janeiro de 2016

    É muito fácil tentar atrair simpatia tratando de temas sociais. Nada contra um autor se preocupar com esses temas, o problema é quando ele esquece tudo o mais: enredo, personagens, regras gramaticais, etc. Praticamente esse texto não é um conto, é um panfleto sobre mazelas político sociais. Da próxima vez, lembre de contar uma história.

  42. Matheus Pacheco
    15 de janeiro de 2016

    Muito bom, algo atual, que se pode introduzir em varias partes desse Brasil, e muito bem desenvolvido.

  43. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    O tema é contemporâneo, o que dá valor ao texto; porém os parágrafos não parecem ser do mesmo contador de histórias. O interesse da história se perdeu, para mim, devido à ineficiência no uso das vírgulas e pontos.

  44. Laís Helena
    15 de janeiro de 2016

    O texto possui algumas vírgulas fora de lugar, o que tirou a fluidez da leitura e um pouco do impacto do enredo.

    O início foi interessante, mas o final poderia ter ficado mais suave e o desagrado do pai com os políticos, subentendido (mas isso talvez seja meu gosto pessoal: tenho predileção por textos em que a crítica não seja tão escancarada). Dessa forma, você teria liberado mais palavras para incrementar o clima de tragédia e desespero.

  45. mariasantino1
    15 de janeiro de 2016

    Olá, autor (a).

    Desde a imagem, o conto já se mostra dramático (no bom sentido, não no sentido mexicano-novelesco), e o leitor (EU) já imagina o teor das linhas. O espaço foi usado de forma inteligente e a caracterização de algumas vítimas só aumenta a empatia pelo texto. A critica social e do ar revoltado da narrativa também são cativantes e bem boladas.

    Boa sorte no desafio. Sucesso!

  46. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2016

    Olá!
    A impressão que eu tenho é que há mais coisas na mente do autor do que no texto. É dificil construir um microconto, eu sei, acho q por isso, temos q escolher dizer pouca coisa, mas q seja criativa, impactante ou sensível o suficiente para ‘bastar’.
    Acho que foi um bom exercício, mas vc precisaria de mais palavras para demonstrar tudo o que querias neste enredo.
    Abraço

  47. Letícia Rodrigues
    14 de janeiro de 2016

    Uma enxurrada de dor e sofrimento, que enterra as reclamações e não causa as mudanças necessárias. O pobre continua sendo vítima de descaso e injustiças, à mercê da sorte e da ignorância. Gostei da crítica social, porém, o texto sofre uma descontinuidade. O último parágrafo ficou estranho, talvez as palavras usadas poderiam ter sido diferentes, além de que algumas vírgulas se perderam.

  48. harllon
    14 de janeiro de 2016

    Já no primeiro parágrafo entrei de fundo na história, que se choca com uma realidade cotidianamente vista e ouvida. Mas vejo este texto mais como uma notícia ou reportagem jornalística, do que com conto.

    Abraços!!! Boa sorte!!!.

  49. Heloá Magalhães
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Dona Licitação,

    O primeiro parágrafo lembra uma manchete de jornal, o segundo parágrafo tenta justificá-la e o terceiro parágrafo não parece fazer jus ao contexto, ou seja, faltou certa conexão dele aos fatos narrados.
    Como disse, por ter cunho jornalístico, não há nenhum tipo de emoção calcada nas linhas, afinal parece mais se tratar de uma crítica social, que propriamente um conto, e isso prejudicou a continuidade pacífica da leitura.
    O tema retratado é excelente, e a mensagem que ele transmite melhor ainda, porém falta mesmo um pulsar, para dar vida a essas linhas.

    Parabéns e boa sorte!

  50. Jef Lemos
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Licitação!

    Seu conto figura bem um dos maiores problemas de famílias que vivem em condições precárias, e isso é muito bacana. No entanto, não consegui entrar realmente no texto. Faltou alguma coisa, e no caso aqui foi mais emoção.

    O segundo parágrafo também me pareceu estranho.

    Parabéns e boa sorte!

  51. Leda Spenassatto
    14 de janeiro de 2016

    O descaso das autoridades com a marginalização e a exclusão social muito bem relatados no texto. Rosa que acreditava, principalmente, nas promessas de Otaviano que sempre justificava a falta dos remédios para seu filho, no PS (posto de Saúde) ser culpa das licitações. E, Rosa em sua ingenuidade pensou que licitação era uma mulher.
    Bom texto, reflexo dos anseios dos oprimidos.

  52. Marcelo Porto
    14 de janeiro de 2016

    O primeiro parágrafo poderia estar num editorial de qualquer jornal de hoje. Principalmente nessa época do ano, quando invariavelmente desce um morro em cima de barracos construídos em “áreas de risco”.

    Caso o autor(a) tivesse focado a narrativa no drama de quem passa por essa situação o texto funcionasse mais, porém a tentativa de introduzir uma crítica social atrapalhou a história.

    Talvez com um limite maior o resultado fosse melhor.

    De qualquer forma, tem potencial.

  53. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Um bom texto com camadas de reflexão, pegando eventos recentes e transpondo-os para a ficção. – 8
    O: A escrita flui bem, só algumas passagens em que há excesso de vírgulas, mas nada que tire a sensação transmitida. – 8
    D: Realista e melancólico na medida certa, com uso suave de regionalismo. – 8
    E: É um desabafo interessante, com introdução, meio e fim bem definidos. Faltou aquele impacto que todos esperam, mas a história em si se sustenta de forma satisfatória. – 8

  54. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Dona Licitação.

    Muito bom seu conto, na minha opinião, e recente na memória se ligarmos alguns pontos factuais com o ocorrido em Mariana/MG. O modo como foi narrado também merece atenção, o descaso da classe política e o autor dando rosto a vítimas que viram números e nada mais.

    Sucesso neste desafio.

  55. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Show de bola. Comovente, brilhante, útil e agradável. Parabéns.

  56. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Bom tema, comprometido pelo segundo parágrafo, extremamente confuso.

  57. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2016

    O conto tem um ponto obscuro no segundo parágrafo que, do modo como o interpreto, não se explica quando concluímos a leitura. Em “a maldita licitação se deu bem” temos uma referência às licitações públicas promovidas pelos municípios, com amplo espaço para a corrupção, cujo fruto é o infortúnio da população? Podemos entender que sim, acredito, por ligação metafórica. Logo a seguir, no entanto, temos “não era preciso arrancar-lhe os cabelos, para que, ela cumprisse as promessas do vereador Otaviano”. os cabelos de quem, da licitação? Mesmo metaforicamente não me parece fazer sentido. Ademais, a promessa do vereador seria a “enxurrente”?

    Essa obscuridade prejudicou muito o texto, que consegue fazer uma reflexão interessante sobre corrupção, a condição de vida da periferia e mesmo sobre o capitalismo tacanho (o patrão que rouba as horas extras).

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Publicado às 13 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .