EntreContos

Detox Literário.

O fim do começo (Mariana Gomes)

Os olhos exaustos do brilho límpido emergente da tela do computador descolaram do vazio impudico. Sem muito pesar fechou o aparelho com a ponta macia dos dedos, sua máscara foi vedada lá dentro também, pois não sairia nos próximos dias. Porém, observando além de sua janela entreaberta percebeu, não muito tempo depois, que no final das contas ‘‘Um pequeno planeta morto não impede a expansão do universo’’ era um péssimo começo para qualquer livro que criasse.

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55 comentários em “O fim do começo (Mariana Gomes)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    Olá.

    O ofício da criação é cansativa. E apenas uma mente saudável consegue executá-la com serenidade. Se não tiver saúde, a pessoa pode enlouquecer, ou se apoiar em vícios para fazer o que ama. Isso é muito triste. O autor precisa melhorar sua técnica, mas posso dizer que gostei da reflexão.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Não peguei muito bem o que você quis passar no conto e senti em alguns momentos a falta de pontuação.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    O fim do começo (Eula-Beula)
    1. Temática: Divagações, apenas.
    2. Desenvolvimento: O uso de palavras não usuais tira a graça do texto. A impressão que temos é de anacronismo. Muitos leitores não gostam desse tipo de narrativa e só leem as obrigatórias para o vestibular: Machado, Alencar e outros.
    3. Texto: Razoável.
    4. Desfecho: Não percebi nenhuma relação com o restante do enredo
    Houve alguns preciosismos, mas gostei da ideia.
    Boa sorte!

  4. Wilson Barros Júnior
    29 de janeiro de 2016

    Frase muito bela, lembrou-me o poema do célebre Joaquim Pessoa:

    “Nenhuma Morte Apagará os Beijos

    Nenhuma morte apagará os beijos
    e por dentro das casas onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas da grande cidade livre
    estarão para sempre vivos os sinais de um grande amor,
    esses densos sinais do amor e da morte
    com que se vive a vida.

    Aí estarão de novo as nossas mãos.
    E nenhuma dor será possível onde nos beijámos.
    Eternamente apaixonados, meu amor. Eternamente livres.
    Prolongaremos em todos os dedos os nossos gestos e,
    profundamente, no peito dos amantes, a nossa alma líquida e atormentada

    desvenderá em cada minuto o seu segredo
    para que este amor se prolongue e noutras bocas
    ardam violentos de paixão os nossos beijos
    e os corpos se abracem mais e se confundam
    mutuamente violando-se, violentando a noite
    para que outro dia, afinal, seja possível. “

    A questão é que para mim só a frase ‘‘Um pequeno planeta morto não impede a expansão do universo’’ já é um excelente microconto, o resto são regalos para o leitor. Excelente.

  5. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Achei a ideia bem bacana. Porém, não apreciei muito o resultado.

    O autor demonstrou uma habilidade impecável com sua narração. Mas senti que faltou algo. Faltou um maior desenvolvimento, talvez. Sei que o intuito da história não era desenvolver nada, mas sim descrever uma cena apenas. Mas isso me deixou com uma sensação de vazio…

    De qualquer forma, parabéns pela ótima escrita, e boa sorte no desafio.

  6. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    A cena é até interessante, mas acaba sendo só isso. Não há impacto nem prazer em mim quando leio.

    Ok, ‘‘Um pequeno planeta morto não impede a expansão do universo’’ era um péssimo começo para qualquer livro que criasse, mas e daí?

    Quem escreve, por que escreve? Qual é o problema desse não ser um começo bom? Por que a personagem não consegue escrever? Todas essas perguntas aparecem, mas não há um convite a tentar responde-las.

  7. Pedro Luna
    28 de janeiro de 2016

    Achei interessante e senti a aflição do personagem. O título casou perfeitamente com o conto. Quantos começos matamos para produzir um livro? rs

    Agora, não gostei nem um pouco do início:

    ”Os olhos exaustos do brilho límpido emergente da tela do computador descolaram do vazio impudico”

    Minha dica é começar de outra forma, bem mais simples. Esse trecho destoou do restante.

  8. Miguel Bernardi
    28 de janeiro de 2016

    E aí, Eula. Tudo bem?

    Gostei das poucas palavras que li, da metalinguagem, do retrato do processo criativo/escrita frustrada… muitas vezes me pego nessa situação, e rolou um sentimento de nostalgia.
    O começo do conto é longo… não que seja ruim, mas não convida pro resto. Acho que trocar a primeira frase (que, pra começar um conto, me pareceu meio vaga) pela segunda (que é mais concreta, pois cria uma cena que tem fluidez e é recorrente para vários leitores – fechar o notebook) deixaria o começo do conto melhor. Poderia alterar um pouco a primeira frase e usá-la no lugar da segunda, onde o “punch” do conto já teria sido dado.

    É minha opinião, claro. Gostei do conto (;

    Grande abraço e boa sorte.

  9. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Gostei das entrelinhas, da metalinguagem, um texto dentro do texto. E acho sempre bom e válido narrativas que tratam do processo criativo. Teve tempo pra escrever um pouquinho mais, quem sabe a segunda frase do livro? Ou a última?

    Também achei bem interessante, quando ele fecha o computador e esconde suas máscaras. Leva pra outros entendimentos. De início, pensei que estávamos falando sobre a vida dupla que temos, a real e a virtual. Só não curti muito a narrativa, o início parece o Hino Nacional de tão teatral.

  10. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    O final é bom, mas o começo é truncado e fechar o sentido da história não foi algo muito natural – isso em si não é um problema, porque gosto de ser desafiada pelos textos, mas neste caso, mesmo ao compreender, persiste a sensação de coisa um pouco obscura.

  11. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    Houve alguns preciosismos, mas gostei da ideia. Boa sote!

  12. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Enredo que o autor passou é comum,mistura de universo e escrita, escritor. Ao meu ver, deixando claro, tem pouca criatividade, apesar de bem escrito.
    Fiquei com a sensação que poderia ter melhorado o texto visto que havia espaço.

  13. Kleber
    26 de janeiro de 2016

    Gostei da sua linha de raciocínio. E me identifiquei com o conto. Qual escritor não passa por momentos em que quer dizer algo, mas nada flui? Nada se concretiza, se materializa?
    Quanto ao excesso de adjetivos, penso que pecou neste quesito. Mas acho que compreendi porque enveredou por esta “picada” A limitação do desafio fez com que tentasse colocar todo este caleidoscópio de sentimentos em poucas palavras. O que acabou truncando um pouco a coisa. Mas, enfim. Minha avaliação: 70/30, a favor e contra, respectivamente.

  14. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2016

    Não tem como não dizer que a primeira frase do texto está bem estranha, além de travar a leitura, já que temos de nos concentrar bastante para entender o que o autor quis dizer, é um conto médio, não me despertou muitas emoções. Boa sorte.

  15. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Prezado Eula-Beula, aqui vai a minha opinião:

    TEMÁTICA: o universo da escrita e a escrita do universo. Gostei.

    TÉCNICA: boa técnica, mesmo sem muito desenvolvimento, mas não entendi a questão da máscara…

    TRANSCENDÊNCIA: se deslocarmos a analogia para o criador do universo, pode se tornar interessante saber para onde vai a história. Mas faltou desenvolvê-la um pouco mais.

  16. rsollberg
    26 de janeiro de 2016

    kkkkkkkkkkk, não acho que seja um péssimo começo para começar um livro. Dependendo da história, acho que seria um ótimo início. Mas isso é justamente a vida do escritor, estar contente e não estar mais. Nossa genialidade obtusa tão efêmera. Desapegando das coisas certas e erradas.

    Em poucas palavras, muito bem escolhidas, você conseguiu criar um momento do escritor, demonstrando um pouco da tormenta habitual. Obviamente, é um texto que ecoa mais nesse espaço do que, provavelmente, em outro. Então, numa análise mais objetiva, penso que poderia ter entregado mais alguma coisa.

    De qualquer modo, gostei.
    Parabéns e boa sorte no desafio

  17. Eduardo Selga
    25 de janeiro de 2016

    O TEMA DO CONTO é a prática de elaboração textual com intento artístico, o que não é nenhuma originalidade nem enquanto temática nem em relação à forma como foi tratado. A primeira situação não se configura problema; a segunda, sim. É bem batida a ideia do autor sem inspiração, embora haja algumas questões que são pinçadas mas, infelizmente, não desenvolvidas. Por exemplo, a máscara. Até que ponto o autor está sendo honesto consigo ao escrever determinado enredo, até que ponto ele constrói esse enredo em função de um público consumidor. Até que ponto o autor contemporâneo é prisioneiro de uma máquina (no caso do texto, o computador) engendrada socialmente, até que ponto ele, ao escrever, é um sujeito autônomo?

    Como há essas questões apenas levemente ventiladas em relação ao fazer literário, há duas ocorrências referentes à construção oracional que têm relação direta com tais ventilações. Na primeira linha, um trecho altamente adjetivado, o que remete à ideia de que literatura bem feita passa necessariamente pelo texto enquanto artefato, às vezes com o exagero da filigrana.

    Outra ocorrência pode ser também entendida como falha autoral. Trata-se de “Porém, observando além […]”, em que existe uma repetição sonora com as palavras porém e além. É um caso de rima, de ritmo marcado, uma das premissas do texto poético.

    Acredito que ambos os casos se entrelaçam numa ideia maior, o fazer literário, apenas alinhavado no conto.

  18. vitormcleite
    22 de janeiro de 2016

    olá, parabéns pelo teu texto magnifico, muito bem escrito, mas não me agarrou, talvez por parecer um tramo de um texto de maior dimensão. Peço desculpa mas não deu para me identificar com o protagonista, lamento. Desejo-te a maior sorte neste desafio

  19. Pedro Henrique Cezar
    21 de janeiro de 2016

    A cena foi interessante, um conto normal, mas que poderia ser melhor explorado. Parabéns!

  20. elicio santos
    21 de janeiro de 2016

    O texto está bem escrito e a ideia é interessante, mas o conto mais parece (como tantos que li) recortado de algo maior. Esse tipo de trama necessita de mais espaço para criar identificação entre personagem e leitor. Num microconto se torna incompleto. O desfecho não alcançou o impacto esperado. Boa sorte!

  21. Marina
    21 de janeiro de 2016

    Me identifiquei com o personagem e o seu hiato criativo. Espero que ele não desista. Afinal, qualquer começo é melhor que nenhum começo. Gostei do conto, mas faço uma breve crítica ao excesso de adjetivos. Não acho que tinha necessidade da ponta “macia” dos dedos.

  22. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2016

    Nesse caso, no fim, concordo plenamente que é, difícil, iniciar algo que sequer tem a ideia do que será ou seria. Confuso o início, portanto, ainda bem, que o fim foi prematuro, com poucas palavras e mais nenhuma ação. Nas leituras eu aprecio e procuro, sempre, linearmente, ação e conclusão.

  23. Simoni Dário
    20 de janeiro de 2016

    Um pequeno planeta morto às vezes é necessário para a transformação do Universo. Foi isso que senti no seu conto, a dificuldade de criação, a aceitação (curso natural das coisas), e a entrega para a transformação no momento certo. Isso em pouquíssimas palavras! Muito bom, Parabéns!
    Bom desafio!

  24. Catarina
    20 de janeiro de 2016

    O INÍCIO poderia ser no meio ou no fim, pois não alteraria nada na TRAMA. O FILTRO está bom, mas o ESTILO não me encantou. O PERSONAGEM sofre sem que eu sinta nada. Concordei com o FIM, realmente, eu não leria um livro que começasse assim.

  25. Leonardo Jardim
    20 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐▫▫): É apenas uma cena que deixou muita coisa em aberto. Acho que precisava de um pouco mais de informação pra entender melhor a ideia do autor: é só sobre um escritor desistindo de um texto ou tem mais alguma coisa que eu não peguei?

    📝 Técnica (⭐▫▫): não é ruim, mas a adjetivação excessiva incomodou bastante (anotei “ponta macia dos dedos” como exemplo). Em “Sem muito pesar”, acho que era a intenção era “Sem muito pensar”.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi nada de muito novo nesse tema comum.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não gostei muito. Tive aquela identificação por também ter esse problema, mas fiquei com sentimento de incompletude.

    • Leonardo Jardim
      20 de janeiro de 2016

      Relendo aqui, o “pesar” faz sentido (algo como “sem pena”). Mas acho que ficaria melhor com uma vírgula depois

  26. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 7.5/10 – texto meio travado, sem dinamismo;
    Estilo – 7.5/10 – faltou algo diferente,muitas metáforas, pouca ação;
    Verossimilhança – 5/10 – trama fraca sem muito a oferecer;
    Efeito Catártico – 6/10 – sei lá, mas deu a impressão de que foi conto escrito só pra entrar no desafio. Desculpa, estou sendo duro. Talvez tenha sido algo que comi no café, não sei.

  27. Antonio Stegues Batista
    20 de janeiro de 2016

    Dá para entender o sentido da primeira frase, mas parece que os olhos são da tela do computador, se não fosse aquele límpido. Por causa, ficaria melhor. Como disseram, faltou algo mais surreal, como um papel de parede se desgrudando da própria, ao lado do poster de uma mulher sentada na beira da praia, olhando para o mar…

  28. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    Um escritor arranjando desculpas para procrastinar porque seu começo não é tão bom? A frustração por as palavras não saírem, por mais que ele tente? Um texto que fala sobre nosso próprio ofício sempre é interessante, porque cada um de nós, escritores, nos vemos um pouco aí.

    A única coisa que me incomodou foi a primeira frase, que ficou longa demais.

  29. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    Excelente! A agonia de um escritor em momentos de pouca criatividade ficou muito bem demonstrada em linhas bem escritas. Parabéns!

  30. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2016

    Fico aqui imaginando que o autor devia estar com essa frase na cabeça — “Um pequeno planeta morto não impede a expansão do universo” –, talvez por tê-la visto em algum lugar, e então criou um mini roteiro para envolvê-la. Gostei do resultado, até porque pude ver a mim mesmo, fechando o notebook e percebendo que, enfim, há vida do outro lado da janela, onde o real acontece. Boa sacada. Faz pensar.

  31. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2016

    Pensando o escritor como uma figura-mestre de suas palavras, este escritor deste conto enterrou seu eu-lírico no computador, de tal forma que perdeu-se no meio de suas palavras. Permaneceu apenas com o vazio impudico, seduzindo-o a prosseguir procrastinando. Concordo muito com o Piscies, que o conto é uma quase exata transposição dos sentimentos de alguém em bloqueio criativo perante a náusea depressiva daquela tela branca e do cursor piscando. Mas Eula-Beula extende-se além. Sua frase final, o clímax da narrativa, reforça este sentimento de bloqueio, em que o eu-lírico parece perdido nos arquivos digitais. O pequeno planeta morto pode ser exatamente o universo preso na mente do criador(quem escreve), e este mundo criado e perdido para sempre. É assim que me sinto quando uma belíssima história acaba se perdendo em meus pensamentos. Um barquinho afundando em um oceano de palavras. Boa sorte no desafio!

  32. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    Também acho que o conto falhou na primeira frase, voltei algumas vezes até conseguir entender que os olhos estavam lacrimejando. Isso, infelizmente, fez com que o ritmo sumisse. E concordo com a opinião Sidney: me parece o fragmento de alfo maior, como se eu sentisse que o conto tem uma continuação…

    Boa sorte!

  33. Piscies
    18 de janeiro de 2016

    O drama de todo escritor. Dá para perceber a fatiga mental do personagem ao fechar o lap top após horas pensativas para criar uma mera frase, e então dá para sentir a frustração do mesmo quando ele pensa que o fruto de tanto trabalho não lhe serviria de nada.

    Eu passo por isso o tempo todo, então o conto me atingiu em cheio. Passo horas – dias – escrevendo algo para terminar a labuta e pensar: “que merda é essa que eu fiz?”

    A frase que o autor escreveu no livro e pensada “em voz alta” em sua mente tem certo impacto. Me parece narrar a visão perspectiva que todos nós temos, mas os escritores parecem ter tanto mais: de quem, não importa o que aconteça, somos meras formigas habitando um planeta que vai morrer. De questões como essa nascem muitas histórias – muitos livros – mas, ao mesmo tempo, é realmente uma péssima frase para começar alguma coisa.

    Parabéns pelo texto!

  34. Jef Lemos
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Eula.

    O conto é curto e bem sacado, mas não conseguiu me pegar. Não sei dizer ao certo, mas faltou alguma coisa para deixar mais impactante. Como disse o Fabio, talvez um pouco de humor cairia bem com a situação.

    Ainda assim, parabéns.

    Boa sorte!

  35. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Oi, autor (a)

    Em minha concepção o seu fragmento me parece ser um bom fechamento de um texto maior, porque o personagem chega a essa conclusão partindo do quê? A adjetivação excessiva pode ter a intenção de indicar alguém sob efeito da criatividade, mas da forma que está, no dentro do limite que você usou não ficou muito claro. Dizer que ele usou a parte macia do dedo também me soa jogar desperdício de caracteres. Mas se por acaso ele estivesse em uma discussão, defendendo o uso dessa construção para sua obra então faria mais sentido.

    Enfim, não foi possível apreciar de todo o seu escrito, mas como mencionei antes, pode ser um bom fechamento para um conto maior.

    Abraço!

    • mariasantino1
      20 de janeiro de 2016

      Ops. *Quando me referi a estar em uma discussão defendendo o uso da construção eu me referia a >>>> ‘Um pequeno planeta morto não impede a expansão do universo’’, e não ao fato de usar a parte macia do dedo, como ficou parecendo no meu comment.

  36. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gostei do conto, mas achei a frase de abertura um tanto adjetivada demais. O tema do bloqueio de escritor parece ser um dos motes mais populares.

    Então, de certa forma, penso às vezes que o autor usou um “atalho”, ao invés de explorar mais outras opções…

    Abraço e boa sorte.

  37. Bia
    17 de janeiro de 2016

    Ok, um escritor escrevendo um livro e a dificuldade em um momento de bloqueio. Um enredo simples e bom, que poderia ter sido mais interessante se não fossem tantos adjetivos utilizados de forma meio que sem necessidade. Por que era necessário dizer que o brilho era límpido? Que as pontas dos dedos eram macias? Aliás, poderia simplesmente dizer “fechou o aparelho e sua máscara foi vedada lá dentro também”, tirando toda a parte da ponta dos dedos, dando um efeito melhor, podendo acrescentar outras coisas que mostrassem esse momento da personagem. Havia espaço para dar mais angústia ao escritor e, afinal, se o escritor não é o narrador, não era necessário narrar como o escritor.

  38. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    Acho que estou mal de metáforas hoje. Tive de reler o conto para entender. Focar a trama (minúscula) na rotina de um escritor pode ter sido uma escolha perigosa, mas claro que criou empatia com os leitores daqui.
    Usou bem as palavras, mas eu me perdi mesmo assim. Falha minha, sem dúvida.
    Boa sorte!

  39. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    Sempre nos bastidores dos desafios literários, ouço um ou outro escritor reclamando que o seu texto foi injustiçado, que não compreenderam a mensagem etc e tal… Mas, será que isto só ocorre na trama desenvolvida pelo autor mártir? E os trabalhos de seus concorrentes também não merecem uma visão ampla, com menos pedras na mão?

    Quando se trata de gosto, não se discute. Cada um tem sua bagagem peculiar para degustar o que bem entender.

    O que preocupa, de fato, é a análise rasa, apressada em apontar apenas as “falhas” do texto alheio. Ainda mais sabendo que, para que ocorra a total compreensão da mensagem é preciso de um bom texto e de um bom “entendedor” de entrelinhas.

    Apesar de utilizar pouquíssimas palavras, o conto O fim do começo causa empatia imediata. Faz com que nos enxergamos diante do bloqueio no momento da criação literária.

    Evidente que seria um fato clichê se a trama ficasse apenas nisto. Mas não é o caso. O que a maioria não percebeu é que o bloqueio maior do personagem ( ideia explícita nas entrelinhas) está em desvencilhar-se de sua escrita rebuscada que, com certeza, foi adquirida com a leitura de grandes mestres do passado. É este bloqueio estilístico que o impede de seguir adiante com seu livro; é esta forma “inapropriada” de dizer o óbvio de modo pedante que o bloqueia como escritor perante um público que consome “textículos” fast-foods.

    Uma bela metáfora, com certeza, para os escritores estilosos que almejam um público mais amplo.

    Parabéns ao autor!

  40. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    O início rebuscado e o adendo de adjetivos que nada adicionam (e pouco interessam) – ‘ponta macia dos dedos’ – quase o tornou intragável para mim, mas a metalinguagem rendeu uns pontos.

  41. Renata Rothstein
    15 de janeiro de 2016

    Eu entrei na cena do conto, mas achei que as palavras rebuscadas na primeira frase tornaram meio “antipático” o restante. Impressão que, no final das contas, se desfez. Gostei.

  42. Murim
    15 de janeiro de 2016

    Arrisco afirmar que o tema mais comum entre todos os textos ficcionais é o bloqueio criativo. O seu texto, infelizmente, não trouxe nada de novo a esse tema tão batido.

  43. Leda Spenassatto
    15 de janeiro de 2016

    Para começar eu deixaria a primeira frase mais leve, excluiria a palavra “límpido”, deixaria a frase mais clara e sútil.
    Não descobri quem foi fechado, também, junto com a máscara.
    Gostei do desfecho!

  44. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Eula-Beula.

    A primeira frase, com adjetivos “pomposos”, me pareceu truncada. É algo que também faço, portanto, tal observação vale mais para mim mesmo do que para você. Alguns leitores podem não ser atraídos por esse “carregar nas tintas”, mas de modo geral gostei do microconto. Espero que seja um fim momentâneo para o personagem (ou melhor, para nós), e não permanente.

    Sucesso neste desafio.

  45. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Não gostei! o bastante!

    Não é um texto ruim, claro que não, mas é o tipo de um fragmento de algo maior.

    Ainda assim é fácil perceber a qualidade do autor(a) e certamente muitos irão gostar. Eu pessoalmente estou procurando aquele texto que causa um “impacto” quando se lê, ou aquele conto que lhe faz caminhar de mãos dadas com o escritor, que aproxima.

    Penso que se o autor ou autora consegue fazer isso com tão poucas palavras, ele realmente me conquista.

    Aqui não senti isso, gostei quando li, mas não causou nada, não continuei pensando sobre, não tive aquela vontade de ler mais sobre, nem fiquei imaginando cenas e possibilidades, entende?

    Mas, reitero que é uma escrita preciosa!

    Parabéns e boa sorte!

  46. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Fez com pouco, muito. Muitíssimo. Belas palavras e todas bem dispostas.

  47. Marcelo Porto
    15 de janeiro de 2016

    Então… Não sei.

    Pode ser que tenha algo mais, mas pra mim ficou com cara de que tava meio travado(a) e não podia perder esse desafio por nada. Daí fez uma reflexão sobre o bloqueio criativo e mandou bala.

    Boa sorte.

  48. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Miniconto metalinguístico sobre um escritor escrevendo… Um miniconto? Sei que não foi isso, mas teria sido ainda mais interessante. Uma grande ideia essa sua, mas que poderia ter sido melhor aproveitada. Boa história.

  49. Brian Oliveira Lancaster
    15 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Metalinguagem bem explorada. Cotidiano de escritor. – 9
    O: Excelente e eficiente, complexa, mas fácil de compreender. – 9
    D: Curto e direto ao ponto. A passagem do livro cria outro contexto interno que satisfaz a necessidade de “mais história”. – 9
    E: Consegue atingir o objetivo: dizer muito, deixar uma reflexão e um final satisfatório. – 9

  50. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Geralmente não gosto de contos sobre escritores. É como atores interpretando atores, é que eu estou muito saturando de pessoas falando de si (como eu até agora). Apesar dessa minha pré-disposição a não gostar do teu conto, ficaste com um saldo positivo.
    R.I.P. livro de FC que nunca via existir.

  51. Fabio Baptista
    14 de janeiro de 2016

    Uma sacada inteligente, que cria identificação e empatia imediata com os leitores/escritores aqui do EC.

    Mas fiquei com aquele sentimento que gostei só por causa disso (por também ser um aspirante a escritor) e que no final faltou algo… provavelmente uma tirada mais engraçada, não sei.

    Abraço!

  52. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    E quem aqui neste espaço não vai se identificar com seu conto, não é mesmo? Bem sacado e apropriado para o formato indicado. Gostei do texto, curto e bastante conclusivo. Boa sorte.

  53. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2016

    Então.. com setenta e poucas palavras, vc conseguiu que eu criasse uma boa imagem desta cena. Isto foi muito bom.
    Gostei das entrelinhas e metáforas, dá pra se ir além deste texto e se identificar, claro, pois que somos escritores. Parabéns.
    Achei apenas a primeira frase, um tanto longa e sem virgulas, pede enxugamento, veja se pode uma coisa destas! hahaha
    Abraço

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .