EntreContos

Detox Literário.

A Lâmina Divina (Laís Helena)

Lâmina

A jovem se esgueirou para o quarto e, só para garantir, fechou a porta. Nas pontas dos pés, seguiu na direção do guarda-roupa e o abriu com um movimento desengonçado, produzindo um rangido alto e inesperado.

Com o sangue rugindo nos ouvidos, ela parou e escutou com atenção, maldizendo a chuva que batucava no telhado e abafava quaisquer sons que pudessem vir de fora.

Um minuto inteiro se passou. Sua mãe não veio averiguar.

Removeu a gaveta e retirou do vão uma pequena caixa de madeira. Dentro dela havia um punhal, antigo e reluzente. Fora difícil consegui-lo, mas certamente seu esforço seria recompensado.

Sorriu.

Finalmente.

*

Sentada em seu trono etéreo, a deusa sentiu quando mais uma alma se desprendeu da carne. Como é fácil ludibriar os jovens, fazê-los acreditar que há algo especial em uma lâmina!

Dessa maneira, sequer precisaria de um exército para cumprir seu propósito.

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57 comentários em “A Lâmina Divina (Laís Helena)

  1. Harllon
    29 de janeiro de 2016

    Nada me atraiu no texto. Percebe-se que você tentou criar uma atmosfera de suspense no início do texto, mas que infelizmente foi mal-sucedida. A ideia central do texto não está evidente e muito confusa.

  2. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    A Lâmina Divina (Iris Belmonte)
    1. Temática:
    2. Desenvolvimento: chuva que batucava no telhado – Adora essa música/poesia do Arnaldo Antunes. Sugiro aspas.
    3. Texto: Não entendi a ideia da autora.
    4. Desfecho: Sem impressão, em razão de não ter entendido.
    Boa sorte!

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Muito bom, mas achei que focou as preciosas palavras muito nos sons, poderia ter descrito um pouquinho mais da incursão com a lâmina. Essa parte da deusa ficou muito boa. Parabéns.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Ufa!!! Finalmente, este é o último conto que estou lendo! Não estou dizendo que eu não estava gostando de ler todos esses micro contos… mas certamente foi uma tarefa muito cansativa, pois deixei meio que pra última hora!! kkkk

    Este conto fechou minha jornada de forma bem legal. A construção aqui está impecável. Parágrafos bem divididos, recursos bem utilizados (tais como o itálico). A leitura está fluida e prazerosa.

    A ideia da história do conto está razoável. Não me fez ficar admirado, mas também não me desagradou.

    Parabéns pelo conto, e boa sorte no desafio!

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Dois gêneros que acho difíceis para micro contos: Ficção Científica e Fantasia. Eles pedem muitas explicações e aqui não cabe. O recurso usado nesse conto foi o corte e a troca de ponto de vista. Se isso já é arriscado num conto maior, aqui fica ainda mais complicado, e acaba não funcionando.

    A deusa precisa que suas vitimas se suicidem com esse punhal específico, ou um punhal qualquer seguindo certas especificações? Essas perguntas ficam, mas não de uma forma boa.

  6. rsollberg
    29 de janeiro de 2016

    Gostei da mistura que o autor fez aqui. Céu e terra, questionando a validade do livre arbítrio. Tem algo de lacônico no texto, isso é muito bom. Não tive certeza do suicídio, ou até mesmo de um homicídio. O que se sabe é que a jovem teve trabalho em conseguir o punhal e que foi ludibriada por alguma divindade que coleciona almas para o seu exército.

    Portanto, são 3 histórias paralelas: A jovem buscando seu objetivo, a deusa ludibriando a jovem, e a montagem do seu exército, que cumprirá um propósito.
    Nesse sentido, o conto se fecha em duas histórias e deixa uma terceira no ar para o leitor viajar. Uma vez tentei fazer isso no desafio “Criaturas Fantásticas”, mas tinha muito mais palavras para usar. rs

    Parabéns e boa sorte!

  7. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Suicídio bombando! Gosto do tema, quando é acompanhado por melancolia, que nos levam a refletir sobre o ato de viver e o de morrer. Seu conto beira o fantástico, com deuses e punhais e vozes. Podendo ser visto em sentido figurado ou não. Algo meio Charmed, até. Só não gostei das amarrações finais, me pareceu um pouco… adolescente?

  8. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    Um conto de duplo sentido, ao estilo de Henry James. A deusa pode ser a jovem esquizofrênica ou uma deusa mesmo. Não se sabe também se a jovem matou a si ou a outra pessoa. Tudo fica por conta da imaginação do leitor, mesmo que a autora tenha sua própria opinião. O conto é bem conduzido, com suspense, até um final mítico, fantasioso. Ficou ótimo, na minha opinião.

  9. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Tem umas rimas internas no primeiro parágrafo que além de quebrarem um pouco o ritmo, provém de um excesso de adjetivos pouco críticos na história narrada. Com tão poucas palavras, não dá para desperdiçar nenhuma detalhando o barulho da porta do guarda-roupa.

  10. Renato Silva
    27 de janeiro de 2016

    Suicídio é um tema que raramente me agrada. Não consigo sentir essa “empatia” por gente tirando a vida por qualquer coisa, principalmente por causa de “dor de corno”. Não foi explicado motivo do suicídio da moça, por isso não posso lamentar sua morte.

    Para um micro conto, acredito que você não tenha feito a melhor escolha ao apresentar duas cenas, que exigiriam maiores detalhes. Apenas citar uma “deusa” qualquer, não causou impacto. Se você tivesse focado apenas na cena do suicídio da jovem, explicando um pouco mais suas motivações (dentro do possível), o micro conto teria ficado um pouco melhor.

    Boa sorte.

  11. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2016

    Bom conto. Talvez este trecho em algo maior poderia ser ainda melhor, com o limite de palavras, ficou um tanto vago, mesmo assim achei interessante a estória.Boa sorte.

  12. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    A Lâmina Divina (Iris Belmonte)

    Oi Iris, seguem as minha impressões:

    TEMÁTICA: mística, mas sem filosofices. Senti falta de uma conexão maior com o universo mágico, o por quê de uma Deusa vingativa.

    TÉCNICA: boa técnica, mas em alguns pontos o texto me causou estranhamento, como em “um minuto inteiro”; a transição para o que pensa a Deusa também deixou a desejar, uma história inconclusa.

    TRANSCENDÊNCIA: A história teve um leve travo de “e daí?”, e não ofereceu um sentido mais amplo. Dá pra continuar desse ponto…

  13. Swylmar Ferreira
    25 de janeiro de 2016

    Oi
    Tive a impressão ao ler de ser o início de um conto maior. Bom enredo, mas conclusão indefinida.

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2016

    olá, olha tens aqui um grande inicio para algo de grandes dimensões, mostras que sabes escrever e arquitectar tramas. Só tens que controlar a linguagem poética, porque a que apresentas parece-me que prejudica a leitura. Mas muitos parabéns e boa sorte nesse desafio

  15. Cilas Medi
    24 de janeiro de 2016

    Um bom conto, bem escrito e com detalhes que definem uma possibilidade de um romance. Faltou a explicação de como obteve a lamina para que o final, com a deusa (morte/suicídio), fizesse sentido mais amplo o motivo.

  16. Andre Luiz
    24 de janeiro de 2016

    Gostei do enredo meio Fantástico, através da deusa dos mortos, pelo que entendi. Apenas acrescentaria uma melhor descrição desta deusa, para que ficasse claras suas intenções. Aquilo foi um suicídio da jovem? Se for, completou o sentido do conto. Boa sorte!

  17. Leonardo Jardim
    23 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): boa, mas parece ser um recorte de uma história maior. Fiquei sem entender bem os objetivos da deusa e o que era o punhal.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): muito boa, muito bem narrado. Senti a sensação de estar junto na cena.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): boa, mesmo utilizando alguns elementos batidos.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): gostei do texto, mas a segunda parte me deixou com muitas dúvidas. Ficou muita coisa em aberto.

  18. Simoni Dário
    23 de janeiro de 2016

    Fácil entrar na cena do conto pela excelente narrativa, mas o enredo não curti muito. Você conseguiu atrair a minha atenção, mas fiquei frustrada com um final que pede por algo mais, talvez uma continuação. Mas o autor escreve bem e está de parabéns!

  19. Catarina
    23 de janeiro de 2016

    INÍCIO deu um pouco de curiosidade. FILTRO meio travado e faltando conexões. O ESTILO “O segredo da cabana” não me envolveu com a TRAMA mal desenvolvida. PERSONAGEM sem propósito. FIM? Só uma deusa mesmo para justificar.

  20. Marina
    23 de janeiro de 2016

    Acho que este conto daria um belo livro. Pareceu uma parte de algo grande. Belo e deixou uma ânsia por mais.

  21. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2016

    Realmente, é uma boa cena para um texto maior. Aqui ficou faltando responder algumas perguntas, como por exemplo; mãe é alguém especial? É dela a lâmina divina? O que a garota pretende? Não é por simples curiosidade que ela vai la pegar o punhal! E daí, o que acontece depois? Ela mata mãe? Então, tem muito enredo faltando aqui!

  22. Pedro Henrique Cezar
    22 de janeiro de 2016

    Achei legal, mas poderia ser melhor. Parece inacabado, e deixa as coisas ao ar. Estava em um clima crescente, adorei como descreveste tudo, mas faltou um final mais explicativo e com sentimento de conclusão. Tem tudo para dar um bom conto (mais do que 150 palavras). Parabéns!

  23. Pedro Luna
    21 de janeiro de 2016

    As coisas aqui ficaram no ar para mim, mas não da forma certa. Explico. Existem contos que deixam algo no ar, ambiguidades, ou charadas, que não necessariamente precisam ser resolvidas para que ele funcione. Aqui, ficou uma dúvida no ar que jamais será tirada, pois o conteúdo do texto não permite isso. O que fica é confusão. Tudo bem, o leitor pode imaginar, mas o que fica é a impressão de que o texto é parte de uma trama maior, já que misturou a situação do punhal com uma possível entidade.

    Eu confesso que não entendi muito. A escrita é boa, mas não peguei o que aconteceu. A jovem pegou o punhal e se matou? Matou a mãe? Fazia isso para uma seita? E ficou meio assim ela dizer que havia sido difícil conseguir algo que estava em um guarda roupa, aparentemente na própria casa.

    Desculpe a rabugice. Não gostei muito.

  24. Gustavo Castro Araujo
    20 de janeiro de 2016

    O texto constrói bem o suspense e o final casa bem com a proposta apresentada. No entanto, tive a impressão de que o conto, na verdade, se trata de um prólogo, uma introdução para algo de mais fôlego, que se seguirá com a próxima página. Bem escrito, contudo. Eu certamente leria uma continuação. Parabéns.

  25. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – sem dúvidas você sabe usar a pontuação;
    Estilo – 7.5/10 – quando criança minha mãe dizia: “não brinca com faca que o diabo atenta”. Por algum motivo me lembrei disso;
    Verossimilhança – 7.5/10 – ligeiramente forçado, ligeiramente;
    Efeito Catártico – 7/10 – você deu azar por cair como último conto do certame. A verdade é, quem chega aqui já está de saco cheio de microcontos. E eu, por alguma razão, resolvi criar esse personagem meio Arnaldo Saccomani para avaliar os contos a partir de agora, por isso estou sendo mais meticuloso. Mas não se preoucupe, Elvis era caminhoneiro, afinal de contas.

  26. Daniel
    20 de janeiro de 2016

    Sem dúvida o texto foi feito por excelente escritor(a). Mas não ficou muito bom nesse formato de micro conto, infelizmente. Sucesso!

  27. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2016

    Gostei da escrita, mas concordo com o que todos disseram, como micro conto não funcionou. Talvez pelo último parágrafo, ele mostra que a história tem uma continuidade que vai muito além do que foi mostrado. Sem ele que não perderia o sentido.

    Boa sorte!

  28. Leda Spenassatto
    18 de janeiro de 2016

    Como é fácil ludibriar os jovens, fazê-los acreditar que há algo especial em uma lâmina!
    Ou em algum outro objetivo qualquer. Ex: Radicalismo Islâmico.
    Um exemplo de solidão que vem assolando nossos jovens, na era digital.
    Muitos amigos virtuais e poucos amigos reais.
    Somos deslumbrados e engolidos pela internet, numa velocidade maior, o igual nossos pensamento, quando na ralidade estamos nos isolando do mundo.
    Belo CONTO!

  29. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    O conto está bem escrito, com frases bem montadas e conseguindo descrever bem o ambiente e as ações.

    No entanto, achei que o enredo ficou um bocado justo dentro dos limites impostos de 150 palavras, deixando mais perguntas sem resposta do que talvez fosse o ideal.

    Abraços e boa sorte.

  30. Davenir Viganon
    18 de janeiro de 2016

    Me lembrou outro conto do desafio, em que uma jovem é atraída pelo mistério da Porta (aqui a lâmina de um punhal) e no final acaba se ferrando. A diferença é que lá, foi inserida uma cena Gore pra impactar (algo, a meu ver, gratuito) e aqui algo mais sutil, como uma deusa panteica com vontade de brincar com algum pobre mortal. Gostei bem mais do seu.

  31. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Iris!

    Gostei da sugestão ao leitor, puxando para a fantasia. É um gênero de que gosto. Apenas achei um pouco insólito o trecho” com o sangue rugindo nos ouvidos”. Mas pude compreender o que quis passar. Pelo menos na minha experiência pessoal, é aquele momento em que se está tão extasiado ou apavorado(ou mesmo quando fazemos um esforço físico tremendo), que sentimos os tímpanos “tamborilarem” no mesmo ritmo do coração. Após esta compreensão, achei uma analogia muito interessante.
    Porém, há contradições.
    1 – Se ela queria passar despercebida, porque maldizia a chuva se o seu barulho a “ajudaria” em seu propósito?
    2 – A abertura do guarda roupa é um problema justamente pelo mesmo dito acima. Além de dar uma “quebrada” no clima de suspense que se quis criar. Além de que a chuva abafaria este som também.

    Enfim, na minha humilde avaliação, ficou 75/25, a favor e contra, respectivamente.

    Sucesso no desafio!

  32. Bia
    18 de janeiro de 2016

    Achei as construções dos dois últimos parágrafos meio fracas, não podendo sanar tudo o que era necessário. Comecei a ler como um conto de fantasia, mas pra mim não é. Sei lá. Não gostei da construção “Com o sangue rugindo nos ouvidos”. Hã? E se ela estava andando nas pontas dos pés, estava querendo não fazer barulho, mas aí vai e faz um movimento desengonçado? Não consegui imaginar essa parte: “Removeu a gaveta e retirou do vão uma pequena caixa de madeira”. Que trabalhão, hein? E aí eu me pego imaginando, até agora, o porquê disso tudo… “Fora difícil consegui-lo”. E como ela conseguiu? Por que foi difícil? Qual o sentido disso tudo? Desculpe, mas fiquei com perguntas sem respostas demais para 150 palavras. Boa sorte.

  33. Anorkinda Neide
    17 de janeiro de 2016

    Eu acho que não precisava daquela estrelinha ali.. rsrs
    O texto poderia seguir, inclusive seguir mais e mais…
    Enxugando um pouco os primeiros parágrafos poderia se aumentar um pouco a participação da deusa.
    Mas isso é vc quem sabe… todo o universo sugerido neste microconto merece um romance 😉
    Abraço

  34. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    A escrita é muito boa mas a estória realmente não cabe aqui.

    Infelizmente não houve o motivo, nem consigo imaginá-lo com as informações fornecidas, o que me deixou carente de respostas e até mesmo de indagações.

    Fora isso o autor(a) demonstra domínio da língua e tem potencial!

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  35. Amanda Leonardi
    16 de janeiro de 2016

    As descrições são boas, mas soa mais como um trecho de uma obra maior. Tem potencial, mas não parece funcionar tão bem como micro conto.

  36. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    Mais um conto que funciona bem como aperitivo para uma obra maior. Apesar de estar bem escrito, as lacunas existentes permitem um leque de indagações que não consegue respostas em 150 palavras.

  37. elicio santos
    16 de janeiro de 2016

    O texto caberia muito bem numa trama longa. No microconto deixou a desejar. O autor utiliza expressões que não acrescentam nada à trama. Um conto deve possuir unicidade. Nada nele pode sobrar. Tudo deve se encaixar de um modo funcional. Sinceramente, não gostei. Boa sorte!

  38. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    É o tipo de ideia que não cabe em 150 palavras.

    A lacuna que fica para a imaginação preencher aqui é muito grande, temos todo um “reino etéreo” e toda uma estratégia de guerra para pensar sozinhos ao final da leitura.

    Funcionaria muito melhor com mais palavras, aqui não achei legal.

    Abraço!

  39. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    O texto é interessante e cria uma boa ambientação de suspense. O uso duplo que pareceu caracterizar sua escrita me incomodou um pouco, e acho que num manuscrito mais longo ficaria cansativo. Em geral, eu acho interessante finais abertos, mas não gostei deste – ficou tanta coisa no ar que não soube se é proposital ou não.

  40. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2016

    UM TANTINHO DE LIÇÃO DE MORAL

    Costuma-se dizer, à guisa de ladainha, que o conto para ser bom precisa ter ação única, cenário único, poucos personagens etc. De fato, considerando que o gênero precisa se ocupar de um momento privilegiado (e isso se acentua no mini e no micro), esses elementos ajudam muito. Mas entendo não ser uma regra inabalável. Neste conto, por exemplo, há duas ambientações, mas isso não causa desequilíbrio na eficiência narrativa, Ao contrário, o corte na ambientação concedeu grande unidade ao texto, ao qual falta brilho.

    Parece-me um texto infanto-juvenil, e isso não é nenhum defeito, principalmente se lembrarmos que estamos em um país em que é preciso que a juventude leia muito mais. Nessa condição, ele é eficiente, mas há uma passagem que pode soar como uma espécie de lição de moral ou menosprezo à inteligência do jovem. Refiro-me a “como é fácil ludibriar os jovens, fazê-los acreditar que há algo especial em uma lâmina!”. Talvez fosse mais eficiente essa informação permanecer subentendida no corpo narrativo.

    Inteligente a posição da palavra “finalmente”. A princípio, o entendimento é que se trata da voz interior da protagonista. No entanto, considerando a voz da deusa, podemos entender que o “finalmente” é dela, uma espécie de antecipação do que ela, a deusa, diria. Assim: “Finalmente. Como é fácil ludibriar os jovens, fazê-los acreditar que há algo especial em uma lâmina!”.

    Nesse sentido, a protagonista e a deusa formam um pensamento único, algoz e vítima em um mesmo personagem. E se eu estiver sendo razoável em minha hipótese, a separação das duas ambientações por meio do sinal gráfico que lembra uma estrela funciona como um belo disfarce para manter a ilusão de que as personagens são essencialmente distintas.

  41. mariasantino1
    15 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Então, seu conto está dentro das narrativas fantásticas da atualidade (fala bem mais do que mostra), e, isso deixa sei texto pouco chamativo. Não tem destaques, construções frasais mais elaboradas, é apenas um texto entre os demais. A dica, nesse sentido é ousar, arriscar, aglutinar as ideias e usar metáforas para fazer o texto grudar na mente do leitor.A ideia de que os jovens são facilmente ludibriados é boa (rende mais coisas), mas creio que a execução poderia ser melhor. Você perdeu tempo com adjetivação que não trouxe nada para a trama.>>>>> “o abriu com um movimento desengonçado, produzindo um rangido alto e inesperado”… >>>> Ok, e daí? Sinto que isso é suspense gratuito. Em resumo, achei a trama pouco explorada. Bem como o espaço (palavras), que não foi muito bem utilizado. Mas acho que o conto tem potencial para mais. Uma saga inteira pode partir daqui, basta você querer.

    Boa sorte no desafio. Abraço!

  42. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Você consegue prender o leitor com seu texto. Isso já um grande feito. Não sou muito fã de literatura fantástica, então imaginei que ela se suicidou. De toda forma, parabéns e boa sorte!

  43. Murim
    14 de janeiro de 2016

    As primeiras linhas criam um clima de suspense que é quebrado logo em seguida, quando descobrimos que a menina corre o risco de ser descoberta não por perigo verdadeiro e terrível, mas pela sua própria mãe. Há algo de questionador a respeito da fé cega, mas a solução não contribui, é um tanto simples demais. Quem tem essa bagagem vai imediatamente associar ao estratagema de João Grilo para matar o cangaceiro Severino no Auto da Compadecida, peça que tem um tom marcadamente humorístico. O texto está bem escrito, mas enquanto a construção textual se encaminha para o suspense, o enredo segue o rumo do ridículo.

  44. Arthur Zopellaro
    14 de janeiro de 2016

    Bem escrito e com um universo interessante!
    Fiquei curioso sobre o que a menina acreditava ter de especial naquela lâmina.
    Gostei bastante da personagem da deusa e fiquei com vontade de ler mais coisas sobre ela 🙂
    Boa sorte!

  45. Letícia Rodrigues
    14 de janeiro de 2016

    Achei o texto bem escrito. A ação e o mistério nos primeiros parágrafos foram estimulantes. Porém, no geral, o conto parece um trecho aleatório retirado de um conto maior. Não faz sentido em si mesmo, deixa muitas questões em aberto.

  46. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    O conto é envolvente e consegue captar sua atenção. Corrija-me se estiver enganado, mas a garota cometeu suicídio, certo? Como num sacrifício ou algo sagrado do tipo? A parte que mais gostei foi justamente sua entrada sorrateira no quarto e o tom de estrepolia ao pegar o punhal escondido da mãe. Divertido. Boa sorte.

  47. Ricardo de Lohem
    14 de janeiro de 2016

    Interessante história de conteúdo fantástico, difícil de desenvolver no formato micro. O final foi um pouco insatisfatório, eu queria uma explicação um pouco mais completa de quais eram os planos da deusa. Bom conto.

  48. Matheus Pacheco
    14 de janeiro de 2016

    Muito bem desenvolvido, em minha opinião um pouco cômico.

  49. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Microconto de suspense! Apesar da imagem já revelar o conteúdo envolvendo sangue e morte, fiquei interessada no que viria. No entanto, o impacto diluísse no desfecho, talvez por minha falta de empatia como leitora. Bem escrito, conciso e o autor soube explorar bem o espaço com as palavras. Boa sorte!

  50. Marcelo Porto
    14 de janeiro de 2016

    Bom texto.

    O segundo parágrafo está em conflito com o primeiro, o fato de a chuva abafar o barulho desfaz um pouco o clima criado com ruído da abertura do guarda-roupa, no trecho anterior. Mas isso com certeza não passaria numa revisão mais apurada, talvez, produto da pressa em postar o texto.

    O item exposto não reduz a qualidade do conto. Gostei principalmente pela imensidão de informações que ficaram subentendidas, e num microconto isso faz toda a diferença.

    Parabéns!

  51. Piscies
    14 de janeiro de 2016

    Uau, que surpresa agradável um conto de fantasia aqui. Gosto muito!

    A escrita é simples, mas direta e sem erros. O quê de trama épica – muito maior do que o texto realmente narra – me agradou. Imaginei a deusa, imaginei seu trono e imaginei a garota e o punhal. Engraçado como que também imaginei o sorriso etéreo da deusa, mesmo que ele não tenha sido narrado no texto. A personagem ganhou vida em mim, graças às descrições muito bem feitas e muita imaginação do autor.

    Bem legal!

  52. Heloá Magalhães
    14 de janeiro de 2016

    Olá Iris!
    Primeiramente, o inicio está perfeito e muito bem escrito, de fato nos faz adentrar na cena descrita, o som da chuva, o clima de mistério e até certa escuridão é de fácil percepção, o que faz com que as linhas tenham vida.
    Porém, a partir do “finalmente” a história se quebrou, e não deu mais continuidade ao inicio, eis que o final se assemelhou a linhas jogadas e não deu um bom desfecho.
    O rompimento do conto foi pequeno, por isso te parabenizo por tão contidos e expressivos vocábulos.
    Boa sorte!

  53. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Pela figura, já esperava uma história medieval. Tive de ler novamente, e aí sim, compreendi o contexto. As duas camadas se encaixaram muito bem. – 9
    O: Escrita correta, leve e fluente, sem atropelos. – 9
    D: O suspense é muito bom e quase não esperamos o que vem a seguir. O que estragou um pouquinho foi a imagem, que já dá o tom inconsciente. Funcionaria melhor sem ela. – 8
    E: Focado em apenas um evento com um resultado que abre inúmeras possibilidades. Texto grande em um espaço pequeno. – 9

  54. Jef Lemos
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Iris.

    Seu conto é muito bem escrito. A cena leva o leitor para dentro da história e faz sentir a chuva batendo no telhado. No entanto, a história não ganha muito. Achei o desfecho pouco impactante, não gerando a emoção que se espera.

    De qualquer foma, parabéns!

    Boa sorte!

  55. Miguel Bernardi
    14 de janeiro de 2016

    E aí, Iris. Tudo bem?

    Gostei do conto. Mostra o quanto as pessoas são manipuláveis com base na fé. Um ato simples, o da Deusa, não? Achei um pouco tragicômico o fato da protagonista ter tido trabalho para obter o punhal. Tanto trabalho para quê… bem. Gostei. Tive muita dificuldade nesse desafio, pois nada parecia bom ou completo. Aqui vejo um exemplo que coube bem nas 150 palavras.

    Boa sorte no desafio.

  56. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Iris Belmonte.

    Bom microconto. Sucinto o suficiente na ação, o que garantiu a segunda parte, e se a primeira é “cegueira impulsiva”, a segunda é “alienação”, “logro” etc. O que dizer mais? Mesmo se o limite de palavras fosse maior, acredito que não seria obrigatório alargar o texto (talvez elaborando o contexto que levou a garota ao punhal) pois o mote está esgotado, a roda fechada, na minha opinião.

    Sucesso neste desafio.

  57. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Achei muito bom. Vejo linhas que podem vir a se tornar um livro, talvez o final do livro.

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Publicado às 13 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .