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Literatura que desafia.

A Lâmina Divina (Laís Helena)

Lâmina

A jovem se esgueirou para o quarto e, só para garantir, fechou a porta. Nas pontas dos pés, seguiu na direção do guarda-roupa e o abriu com um movimento desengonçado, produzindo um rangido alto e inesperado.

Com o sangue rugindo nos ouvidos, ela parou e escutou com atenção, maldizendo a chuva que batucava no telhado e abafava quaisquer sons que pudessem vir de fora.

Um minuto inteiro se passou. Sua mãe não veio averiguar.

Removeu a gaveta e retirou do vão uma pequena caixa de madeira. Dentro dela havia um punhal, antigo e reluzente. Fora difícil consegui-lo, mas certamente seu esforço seria recompensado.

Sorriu.

Finalmente.

*

Sentada em seu trono etéreo, a deusa sentiu quando mais uma alma se desprendeu da carne. Como é fácil ludibriar os jovens, fazê-los acreditar que há algo especial em uma lâmina!

Dessa maneira, sequer precisaria de um exército para cumprir seu propósito.

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57 comentários em “A Lâmina Divina (Laís Helena)

  1. Harllon
    29 de janeiro de 2016

    Nada me atraiu no texto. Percebe-se que você tentou criar uma atmosfera de suspense no início do texto, mas que infelizmente foi mal-sucedida. A ideia central do texto não está evidente e muito confusa.

  2. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    A Lâmina Divina (Iris Belmonte)
    1. Temática:
    2. Desenvolvimento: chuva que batucava no telhado – Adora essa música/poesia do Arnaldo Antunes. Sugiro aspas.
    3. Texto: Não entendi a ideia da autora.
    4. Desfecho: Sem impressão, em razão de não ter entendido.
    Boa sorte!

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Muito bom, mas achei que focou as preciosas palavras muito nos sons, poderia ter descrito um pouquinho mais da incursão com a lâmina. Essa parte da deusa ficou muito boa. Parabéns.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Ufa!!! Finalmente, este é o último conto que estou lendo! Não estou dizendo que eu não estava gostando de ler todos esses micro contos… mas certamente foi uma tarefa muito cansativa, pois deixei meio que pra última hora!! kkkk

    Este conto fechou minha jornada de forma bem legal. A construção aqui está impecável. Parágrafos bem divididos, recursos bem utilizados (tais como o itálico). A leitura está fluida e prazerosa.

    A ideia da história do conto está razoável. Não me fez ficar admirado, mas também não me desagradou.

    Parabéns pelo conto, e boa sorte no desafio!

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Dois gêneros que acho difíceis para micro contos: Ficção Científica e Fantasia. Eles pedem muitas explicações e aqui não cabe. O recurso usado nesse conto foi o corte e a troca de ponto de vista. Se isso já é arriscado num conto maior, aqui fica ainda mais complicado, e acaba não funcionando.

    A deusa precisa que suas vitimas se suicidem com esse punhal específico, ou um punhal qualquer seguindo certas especificações? Essas perguntas ficam, mas não de uma forma boa.

  6. rsollberg
    29 de janeiro de 2016

    Gostei da mistura que o autor fez aqui. Céu e terra, questionando a validade do livre arbítrio. Tem algo de lacônico no texto, isso é muito bom. Não tive certeza do suicídio, ou até mesmo de um homicídio. O que se sabe é que a jovem teve trabalho em conseguir o punhal e que foi ludibriada por alguma divindade que coleciona almas para o seu exército.

    Portanto, são 3 histórias paralelas: A jovem buscando seu objetivo, a deusa ludibriando a jovem, e a montagem do seu exército, que cumprirá um propósito.
    Nesse sentido, o conto se fecha em duas histórias e deixa uma terceira no ar para o leitor viajar. Uma vez tentei fazer isso no desafio “Criaturas Fantásticas”, mas tinha muito mais palavras para usar. rs

    Parabéns e boa sorte!

  7. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Suicídio bombando! Gosto do tema, quando é acompanhado por melancolia, que nos levam a refletir sobre o ato de viver e o de morrer. Seu conto beira o fantástico, com deuses e punhais e vozes. Podendo ser visto em sentido figurado ou não. Algo meio Charmed, até. Só não gostei das amarrações finais, me pareceu um pouco… adolescente?

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .