EntreContos

Detox Literário.

Descendo a Carioca (Bruno Eleres)

Seu salto alto tiquetaqueava rapidamente sobre a calçada. Caminhava num ritmo alucinante sob a penumbra da rua suburbana. Ela não estava assustada ou algo do tipo, apenas apressada, como sempre estivera em sua vida. Seus olhos estavam fixos à frente, mirando onde seus passos ultrapassariam dali poucos segundos. Seu pensamento pairava a milhas de distância. Flap! Flap! Flap! Cada vez mais rápido as páginas passavam em sua cabeça, e ela calculava o que fazer em seguida, e em seguida, e em seguida. Havia muito que estava presa naquele mundo agitado, inabalável, e sequer notou a movimentação ao seu redor. Um puxão forte em sua bolsa a fez reagir de forma violenta, como qualquer outro animal defendendo seu direito de viver. Infelizmente, ela não era inabalável como o mundo ao qual pertencia.

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59 comentários em “Descendo a Carioca (Bruno Eleres)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    O assalto na grande Cidade Maravilhosa. Conheço isso bem! Sou de lá, hahaha. O autor sabe escrever de forma digna. E consegue transmitir bem suas intenções. Gostei.

    Nota: 8.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Um assalto na cidade grande? Cena corriqueira mas super bem descrita e passada para o leitor em seu conto. A escrita é ótima também.

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Descendo a Carioca (Leonardo Nin)
    1. Temática: Cotidiano das cidades, violência urbana?
    2. Desenvolvimento: Não acompanhei, pra ser sincero.
    3. Texto: dali a poucos segundos… Penso que seria assim.
    4. Desfecho: Não entendi a intenção do final do texto. Adoraria entender.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Gostei da palavra tiquetaqueava e da onomatopéia presente no texto.

    Não gostei do conto inteiro ser um tijolão de uma única frase. Tem bastante conto usando essa tática. Para mim, simplesmente não funciona. Deixa a narrativa pouco fluída, e o texto fica esteticamente cansativo.

    O conto está muito bem escrito. O autor mostra pleno domínio com suas construções e forma de contar a história.

    O final foi meio morno, e não me agradou.

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Muito bom! Um retrato interessante da vida numa cidade grande como o Rio.

    Só achei estranho título “descendo a Carioca” com ” rua suburbana” do inicio. Além disso, o tipo de cena é mais comum no centro do queno subúrbio…

    Isso não atrapalhou, e a história ficou interessante.

    Parabéns

  6. Renato Silva
    29 de janeiro de 2016

    Achei interessante o micro conto. É um pequeno relato de cotidiano de uma das mais violentas cidades deste país. É triste ver a cidade que um dia foi chamada de “Cidade Maravilhosa” esteja hoje contaminada pelo crime organizado, pela corrupção generalizada e a população sempre em estado de alerta.

    A última frase deixou subentendido que ela acabou agredida por conta de sua reação instintiva, foi o que me pareceu. Esses bandidos são muito covardes, gostam de atacar mais mulheres sozinhas e idosos; só atacam homens adultos em grupos.

    Seu texto ficou muito bom, não tenho o criticar. Boa sorte.

  7. Pedro Luna
    28 de janeiro de 2016

    Olha, sinceramente eu não vi aqui um bom aproveitamento de palavras. Tipo, você utilizou quase todas as palavras do limite para nos fazer enxergar uma mulher apressada, meio fria, centrada, etc. No entanto, bastaria que dissesse que ela estava apressada, alheia ao redor, enfim, em poucas palavras. Da forma que ficou, a única ação que movimenta o conto vem logo no fim, quando ele termina, o que me fez achar o início meio longo demais.

    Outra coisa que me incomodou é que você disse que ela estava há muito presa naquele mundo, então provavelmente já conhecia as manhas e os perigos da rua, então como não notaria a movimentação suspeita ao redor?

  8. Wilson Barros Júnior
    28 de janeiro de 2016

    Bem escrito, dá a impressão de o autor ter visto a cena. A mistura de violência urbana com o existencialismo filosófico ficou bem encaixada. O puxão, tudo foi na hora certa. Tudo com muita ação, como um filme bem produzido. Bem bolado.

  9. Miguel Bernardi
    28 de janeiro de 2016

    E aí, Leonardo. Tudo bem?

    Retrataste muito bem a modus-operanti da maioria das pessoas hoje em dia: é como uma máquina ligada no automático, sempre a mesma coisa (já que o mundo é sempre o mesmo). Quando algo diferente acontece… bem. Gostei!
    A narrativa é boa, e em nenhum ponto deixa de ser fluida.
    Ficou a reflexão, e esse é outro ponto forte da obra. Ela fica.

    Grande abraço e boa sorte!

  10. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    O conto está bem escrito e cria boas imagens ao ler, mostrando ao leitor esse trecho do cotidiano sem entregar muito, resguardando algumas lacunas. Porém, não achei que vá muito além. Essa história, inclusive, acho que já li umas duas vezes nos últimos desafios. De uma mulher andando sozinha na rua, então acho que ficou um pouco saturado.

  11. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Uma boa história, mas com algumas fragilidades. O excesso de divagações que não conseguem fazer com que o leitor forme uma imagem clara sobre as origens da pressa e da obstinação da personagem. Mas foi a última frase que enfraqueceu o impacto do desfecho. Pq o mundo dela era inabalável? Essa era sua impressão, mas não o fato. Mas gostei da atualidade do tema apresentado.

  12. Rsollberg
    26 de janeiro de 2016

    Gostei do conto.

    Você soube retratar bem a confusão cotidiana, andando no automático, mergulhado em pensamentos. Contudo, penso que você poderia ter mesclado mais o visual, bem explorado, com o fluxo de consciência, um pouco mais da persona da protagonista, para que no final o impacto fosse maior.

    No desfecho, entendi que ela morreu, principalmente por causa desse trecho “Infelizmente, ela não era inabalável como o mundo ao qual pertencia.” Afinal, caso fosse só um roubo, o conto todo perderia a força…

    Parabéns e boa sorte!

  13. Mariana G
    26 de janeiro de 2016

    A narrativa é fluida e simples, a incrementada do “clap claro clap” foi bastante interessante inclusive.
    Mas ainda assim senti a falta de algo mais, como um desfecho mais drástico tenso.
    Enfim, boa sorte!

  14. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2016

    A cena foi bem mostrada e com uma boa agilidade. Entendi que alguém lia um livro enquanto descia a rua da Carioca, desatenta ao que acontecia ao seu redor e absolutamente envolvida com o livro, aí ela é assalta da e… aqui é que tem o porém, fiquei meio sem entender o desfecho. Bom conto. Boa sorte.

  15. Swylmar Ferreira
    26 de janeiro de 2016

    Bom enredo no conto. Confesso que senti falta do o me do personagem, pois a falta da ao conto certa impessoalidade. A conclusão é muito vaga.
    Mas é uma idéia interessante.

  16. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Prezado Leonardo, passo aqui as impressões:

    TEMÁTICA: causo/crônica, quase policial, de um fato que está se tornando cotidiano em todas as cidades.

    TÉCNICA: adequadamente exposta, a história se apresenta mas não se conclui. Acho que a personagem ainda está desfocada, não consegui entender qual o mundo inabalável que ela vive. É a zona sul? Ela é uma garota de programa? E finalmente, qual a motivação dela – para ter pressa e para reagir? Era algo que ela tinha na bolsa?

    TRANSCENDÊNCIA: a história, que poderia acontecer com qualquer um, aqui poderia ter um desdobramento único. Mas não aconteceu. Pena.

  17. vitormcleite
    23 de janeiro de 2016

    olá, boa trama e bem contada mas que deixa demasiadas pontas soltas para o leitor e isso nem sempre funciona. Mas o que lamento mesmo é que não tenha percebido nada de novo neste texto, parece de uma pessoa que domina a escrita e faltou qualquer coisa que marcasse pontos na leitura mas de qualquer modo dou-te os meus parabéns e desejo as maiores felicidades neste desafio

  18. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2016

    Opa, me ajude a entender meu amigo, depois que a mulher tentou se defender da possível tentativa de furto, ela levou um tiro?
    desculpe se interpretei de maneira errada.

  19. elicio santos
    22 de janeiro de 2016

    Há a repetição desnecessária de alguns termos, como o tiquetaquear apressado do salto alto da personagem que é reprisado pelo autor ao afirmar, desnecessariamente, que ele estava apressada. Qual a causa da pressa? Ela vivia num mundo inabalável, mas qual seria? Pensei que a personagem seria uma prostituta, dado o contexto apresentado, mas não há como saber ao certo. O final se apresenta inverossímil, pois a desproporcionalidade entre um puxão na bolsa e a reação para sobreviver da vitimada não se casam. O final ficou oculto, mas o autor poderia ter trabalhado melhor a história subjacente, necessária aos relatos curtos. Boa sorte!

  20. Marina
    21 de janeiro de 2016

    Narrativa fluida, história interessante. O “flap flap flap” me deu uma ideia de passagem de páginas de um livro e deixou uma impressão de metalinguagem. Não sei se foi isso mesmo. Enfim, gostei do conto.

  21. Pedro Henrique Cezar
    21 de janeiro de 2016

    O final poderia ser melhor arrematado, mas o conto em si é muito bom! Divertido, expõe satisfatoriamente as sensações e pensamentos da personagem. Parabéns!

  22. Simoni Dário
    21 de janeiro de 2016

    Eu “assisti” seu conto, e o interessante é que vi uma personagem de um livro por causa do “Flap!Flap!Flap! Cada vez mais rápido as páginas passavam em sua cabeça, e ela calculava o que fazer em seguida, e em seguida, e em seguida…” Então tive a sensaçào de que algum leitor estava lendo o tal livro muito rápido e a personagem não dava conta de seguir tão rápido com a história (hilário, eu sei, mas foi o que entendi). O final me parece, pertenceu ao autor, que chegou antes dela. Se não foi isso, delete autor, mas adorei assim. Parabéns!
    Abraço.

  23. Andre Luiz
    21 de janeiro de 2016

    Gostei da fluidez do seu conto, que conseguiu falar de cotidiano, sem ser chato e plural, encaixando-se em qualquer adulto comum. Senti falta de algo que pudesse chamar um “plot twist”, ou seja, uma reviravolta na trama que encantasse ainda mais. Boa sorte!

  24. Leonardo Jardim
    20 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐▫▫): não entendi muito bem o desfecho: um ladrão puxou a bolsa dela e ela reagiu violentamente: morreu? Matou o bandido? Faltou deixar mais claro.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, mas com algumas repetições que incomodam. Também sou fã das onomatopéias 🙂

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi muito de novo.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): o texto desenvolveu bem a cena, mas não concluiu muito bem. Isso reduziu o impacto.

  25. Cilas Medi
    20 de janeiro de 2016

    Tive que pesquisar (leia-se comentários) para entender que se tratava de uma rua, porque poderia ser alusão a uma gíria de conhecimento particular, mesmo não havendo crase. Enfim, a violência faz com que as pessoas precisem prestar atenção a cada segundo e evitar ser atacado por estar descuidada. Descendo ou subindo, cariocas ou todo o mundo, a ação foi bem retratada e o conto aconteceu. Boa sorte.

  26. Antonio Stegues Batista
    20 de janeiro de 2016

    As vezes um pessoa está tão distraída com seus problemas que não vê o que se passa a sua volta. Esse conto conta isso, é muito simples. Hoje em dia em qualquer lugar é perigoso. E o conto? Conta isso, a realidade…

  27. Catarina
    20 de janeiro de 2016

    INÍCIO bem fotografado, nítido. O FILTRO limpou nos lugares certos. ESTILO rápido com uma TRAMA simples e direta. A cereja do bolo foi a PERSONAGEM “viajandona” no centro do Rio (não no suburbio, mas você poderia colocar a rua até em Marte). O FIM foi digno de uma trombada de dois mundos distintos: interno e externo.

  28. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – texto rápido, sem problemas;
    Estilo – 10/10- narrativa que combina bem as metáforas com o pragmatismo;
    Verossimilhança – 10/10 – bom desenvolvimento de trama;
    Efeito Catártico – 8/10 – só achei um pouquinho clichê e, talvez por isso, não tenha me chamado tanto a atenção.

  29. Kleber
    20 de janeiro de 2016

    Olá, Leonardo.

    Este microconto dá margem para análises e interpretações subjetivas. Ainda que de forma linear, dá o que pensar. Particularmente me agrada. O que não gostei foi o uso excessivo e – às vezes – incoerente dos pronomes. “Noves fora”, gostei da fluidez do texto e sua dinâmica.

    Ficou 70/30, a favor e contra, respectivamente.

    Sucesso no desafio!

  30. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    O começo foi interessante, mas o conto enveredou para um dos finais que eu esperava. O próprio trecho em que você destacou que o passo apertado era por pressa e não por medo parece um prelúdio do que vai acontecer.

    Apesar disso, a caminhada da personagem foi bem descrita: pude visualizar a cidade cheia em um dia de semana, ela andando em meio a um monte de outros apressados.

  31. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    Gostei bastante do conto. A história toda se passa em poucos segundos e, no final, tem uma virada súbita que remete ao título. Muito bem feito, parabéns!

  32. Gustavo Castro Araujo
    18 de janeiro de 2016

    Provavelmente soarei repetitivo aqui, então me perdoe. O conto é uma fotografia da rotina de qualquer grande cidade, com suas pessoas apressadas, pensando em si mesmas e apenas no futuro imediato. Nesse aspecto, o assalto, ou o puxão na bolsa que provoca a reação em sentido contrário, traz a personagem de volta à realidade. Sim, é uma cena corriqueira, que ficou bem descrita, especialmente por conta dos sons das ruas, da atmosfera urbana. Mas foi só. Não vi nada que pudesse sugerir um duplo sentido ou uma história por trás da história, como seria, a meu ver, desejável nesse tipo de narrativa. De todo modo, sorte.

  33. Murim
    18 de janeiro de 2016

    Esse conto me fez pensar, mas não nas ideias que a histórica evoca, e sim tentando dar ordem à construção um tanto caótica. Como natural do Rio, já me causou confusão o termo “Carioca”… seria a rua? nesse caso, certamente não é uma rua suburbana, já que ela está bem no meio centro do Rio… seria uma referência à mulher? passei a entender que sim. O enredo é bom e você explorou bem. No final ela reage e é atingida? Não há nenhuma indicação muito clara de que o ladrão a agrediu. Será que a constatação de que não é inabalável é fruto de um soco, uma facada, um tiro, ou do mero roubo da bolsa? É interessante o instito de defender a própria vida tenha a feito defender, na verdade, a bolsa (e, em última análise, o seu patrimônio) – acho que esse era um ponto chave da sua proposta, algo que nos poderia pôr a refletir, faltar um pouco mais de desenvolvimento aqui.

    • Leonardo Nin
      18 de janeiro de 2016

      Oi, Murim, tudo bom? Então, foi um erro tolo meu. Antes de enviar, o microconto não tinha título – coloquei às pressas e esqueci da menção ao subúrbio no texto. Já ajeitei na versão do computador. Era menção à rua da Carioca mesmo. A palavra inaBALÁvel foi escolhida propositalmente por causa da BALA.

      Mas os comentários (seu e vários outros) já me colocaram pra pensar bastante. Foi bem construtivo! Valeu pelo comentário!

  34. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    Estava gostando do conto, mas o final também se perdeu para mim. Talvez por não ter explicado qual forma violenta. Digo, era uma mulher, sendo assaltada por um homem ou uma criança. Na minha concepção, o homem conseguiria arrancar a bolsa sem nenhum problema da mulher, baseada na delicadeza da pessoa, expressa nas primeiras descrições. Não acho que justificaria uma morte, uma agressão talvez, mas a morte não.

    Boa sorte!

  35. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2016

    HÁ QUALQUER COISA de não realístico no conto. Ou melhor: ele se inicia como representação do real empírico, mas à medida que avança isso se dilui e temos uma ambientação que sugere o insólito, e esse efeito é precioso para a literariedade do conto. Os trechos “Flap! Flap! Flap! Cada vez mais rápido as páginas passavam em sua cabeça […]”, “havia muito que estava presa naquele mundo agitado […]” e “[…] ela não era inabalável como o mundo ao qual pertencia” podem fazer acreditar que a personagem não se encontra em uma rua “de verdade”, e sim no interior de um ambiente ficcional, um “mundo agitado”. Se minha interpretação for factível trata-se de metalinguagem, mas construída de um modo sutil e muito inteligente.

    Mas esses trechos não são indícios suficientes para garantir a metalinguagem, pois também podem referir-se ao real empírico. Em suma, é uma estória com duas ambientações possíveis.
    .
    O final do conto, seja numa ou noutra ambientação, sugere que a personagem sofreu uma agressão contra a sua vida ou contra a sua integridade física, porque ela defendeu o “seu direito de viver”. Se a personagem deste conto for a representação de um personagem, a morte não existe, na medida em que nenhum personagem morre de verdade; se for a representação de uma pessoa, sim.

    Mas por que, prezado (a) autor(a), você não usou de clareza, e sim das mesmas sombras da rua?

    Ora, porque… Literatura não é sugerir por escrito?

  36. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Seu conto me lembrou do filme “O Diabo veste prada” onde o mundo agitado e hostil do show business deixava a protagonista aquém de si mesma, sem vida própria. Lembrei também de um conto do Yalom do livro “O Carrasco do Amor”, o qual uma mulher adquire agorafobia após ter sido assaltada. O autor então explica que cada um de nós se sente especial e único, e por isso podemos ir e vir, porque no fundo pensamos ter superpoderes (nessa linha), daí quando ocorrências assim expõem nossa fragilidade mostrando que somos pessoas comuns ao sabor do acaso, sentimos medo e podemos nos desesperar com essa constatação. Bem… Percebi que a essência do seu texto está aí, e o acréscimo de mais palavras não mudaria esse fato. A narrativa combina com a trama, mas irrita as repetições dos pronomes possessivos. Um bom uso do espaço e um bom arremate.

    Boa sorte no desafio.

    Sucesso!

  37. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gostei do início do conto, das descrições, das onomatopeias. Achei que foi criado um bom cenário com poucas palavras.

    Contudo, achei o final abrupto e sem muita graça. Esperava algo um pouco mais elaborado, apesar dos limites tão desafiadores.

    Boa sorte e abraços.

  38. Jef Lemos
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Leonardo.

    Um bom conto. A ação acontece bem rapidamente e traz o leitor para a angústia da personagem. Uma história que figura bem uma situação em pauta nos dias de hoje. A ação é curta e talvez por isso eu tenha sentido falta de algo, mas no geral agradou.
    O final, no entanto, poderia ter sido melhor trabalhado. Senti a necessidade de um impacto maior ali.

    De qualquer forma, está de parabéns!

    Boa sorte!

  39. Bia
    17 de janeiro de 2016

    Gostei, em partes. Só achei a finalização um pouco fraca, para tudo o que ele prometia. Faça o exercício de cortas os pronomes possessivos por outra coisa, verá como o efeito será melhor. O “infelizmente” utilizado deixa a entender que a coisa não terminou bem, mas achei muito vago.

  40. Piscies
    17 de janeiro de 2016

    A narrativa é bem feita e representa bem o personagem comum no centro do Rio: pessoas apressadas, cheias de tarefas e problemas, andando no meio de mendigos, camelôs, pivetes, policiais e outras pessoas como elas.

    Infelizmente, tudo no conto é previsível: desde a mente inquietante da personagem até o final.

    Boa sorte!

  41. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Leonardo Nin.

    Não conheço o Rio, seus logradouros, passeios etc. (não sei se me entristeço ou se regozijo com esse fato), mas o começo me remeteu à garota de Ipanema. Em minha opinião, o conto está muito concentrado no flap flap absorto da moça (como querendo adoçar os olhos do leitor) e há pouco espaço para o pequeno clímax. Desculpe, mas foi o que pensei.

    A última frase quebra (positivamente) a aura de inviolabilidade da moça. Essa parte gostei (além de imaginar aquele flap flap esvoaçante, óbvio).

    Sucesso neste desafio.

    • José Leonardo
      17 de janeiro de 2016

      Reformulando (pois a frase ficou desagradavelmente ambígua): por “inviolabilidade da moça” entenda-se “segurança”, ou seja, o que está dito na frase final do conto.

  42. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Eu gostei do texto, mas acho que você poderia ter usado mais parágrafos. Mesmo assim, isso não interfere na compreensão.

  43. Sidney Muniz
    16 de janeiro de 2016

    Um bom conto.

    Também sou daqueles chatos sobre o uso excessivo do pronome seu-sua-seus-suas que não só atrapalha a coesão, no sentido de repetição, como também em determinadas passagens pode gerar a ambiguidade e com isso possibilitar a incoerência.

    O texto em si, fora isso, é bem escrito.

    Particularmente senti o cotidiano muito bem descrito aqui, e nesse quesito é um dos mais realistas, mérito por fazer isso em tão poucas palavras.

    Tive a sensação que a defesa dela não a ajudou e isso pode ter sido trágico, é, eu senti que algo muito grave aconteceu após, pelas palavras que o autor(a) fecha o conto, que aliás foram muito bem escolhidas.

    Desejo sorte no desafio e parabenizo pelo talento!

  44. Anorkinda Neide
    16 de janeiro de 2016

    Gostei bastante!
    Senti a personagem e sua pretensa invulnerabilidade. E a dura realidade lhe cobrando o preço com a propria vida.
    Uma mensagem, um microconto.
    Muito bacana.
    Parabéns

  45. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    A apresentação do texto em parágrafo compacto casou bem com a pressa vivida pela personagem, pareceu-me uma bolha invisível que a colocava num mundo exclusivo.
    O final, a meu ver, deveria ser com um golpe rápido e claro para justificar a saída do “casulo”.

  46. Leda Spenassatto
    15 de janeiro de 2016

    Gosto de contos com final aberto, eles deixam nossa imaginação mais fértil.
    No entanto, o escritor poderia ter separado em dois ou três parágrafos seu texto. Ficaria mais fácil a leitura e consequentemente o entendimento dela.

  47. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Um conto com história rastreável no início, mas sem sentido no final. Ela morreu no assalto? Não entendi nem mesmo se ela foi fisicamente atacada, ou se foi apenas tentativa de furto; seria melhor ter deixado isso mais claro. E a frase final, “ela não era inabalável como o mundo ao qual pertencia.” o que quer dizer? O mundo dos ricos é inabalável? Ela era rica? Se ela era rica, deveria ter sido dada alguma dica disso antes do final. Um microconto deficiente, mas até que bom.

  48. Marcelo Porto
    15 de janeiro de 2016

    Ufa! Não sei se era essa a intenção mais me senti num formula um. A construção da narrativa me fez acelerar, esperando um final acachapante. Que não veio.

    Esse conto exigiria um final surpreendente, pra ser consumido no folego só e deixar o leitor atordoado, mas não rolou.

    Boa sorte.

  49. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Achei o final aberto de mais, e a história cotidiana de um assalto no subúrbio não me conectou com o conto. A condução foi interessante mas me perdi no meio e ai voltamos ao problema do final. Achei mediano.

  50. Daniel Vianna
    15 de janeiro de 2016

    O autor consegue criar uma narrativa que envolve e que nos faz acompanhar a leitura com afinco até o final. E, aí, tudo se perde. O final podia ser melhor trabalhado, ficou meio inconclusivo. É uma pena. Vinha realmente muito bem. De todo modo, boa sorte e sucesso.

  51. Brian Oliveira Lancaster
    15 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: O contexto mais cotidiano é fácil de assimilar, dando para entender logo o que estava se passando, ou qual cenário escolhido. – 9
    O: Escrita leve e fluente, sem grandes pretensões. – 9
    D: Apesar da história ser interessante, criando um suspense inato, o final deixou um pouco a desejar. Pareceu apenas o “meio” de uma história. A parte deixada à imaginação é um tanto vaga para ser preenchida, pois pode ter acontecido centenas de coisas. – 7
    E: No entanto, a atmosfera é muito boa. O autor tem habilidade em criar imersão imediata. – 8

  52. Claudia Roberta Angst
    15 de janeiro de 2016

    Um certo clima de suspense que se perdeu no final. A moça apressada, com seus saltos altos e a cabeça cheia de ideias (seria uma escritora?), acaba sendo assaltada. Reage? Parece que sim, defendendo o seu patrimônio: a bolsa. E o seu destino parece ser fatal.
    O ritmo do conto é bom e a leitura flui fácil, mas acho que o final ficou um tanto exagerado.
    Boa sorte!

    • Leonardo Nin
      16 de janeiro de 2016

      Sobre o final: fiz um comentário no comment abaixo, do Fabio. Além do que falei lá, acho que foi uma tentativa frustrada de poetizar algo e que ficou dissonante com o resto do texto. É desse exagero que falas?

  53. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Mesma dica sobre a técnica que comentei em outro conto: do total de palavras, veja quantas são “seu / sua / seus / suas”. Muitas vezes elas podem ser trocadas por artigos ou mesmo suprimidas.

    Teria quebrado esse parágrafo gigante, principalmente a última frase.

    A leitura é fluída e tal, mas fiquei com um gosto de dúvida no final. Não uma dúvida boa de final aberto mas tipo “o que aconteceu, meu Deus do céu???”.

    Foi assaltada… ok. Mas a reação “pra defender a vida” não foi muito condizente com um puxão na bolsa. Morreu no assalto? Fiquei com impressão que sim. Enfim…

    Infelizmente não curti muito o resultado geral.

    Abraço!

    • Leonardo Nin
      16 de janeiro de 2016

      Já ouvi essa crítica do seu/sua/possessividade muitos anos atrás e, vezemquando, lembro dela nas revisões e procuro evitar. Incrível que depois de tanto tempo eu ainda não tenha aprendido. Vou tentar ficar mais atento!

      Sobre a quebra do parágrafo: realmente não pensei muito nesse assunto. Queria um texto que passasse dinamicidade, como se a pessoa estivesse nervosa ao ler/narrar. Não sei se a separação ajudaria nisso, mas vale a tentativa.

      Sobre o final: nem eu estou gostando muito dele! Não acho que seja por ser condizente ou não – pessoas reagem de formas estranhas, desde um não entender o que está acontecendo até gritar com o bandido, e eu conheço esses dois extremos. Acho que não gosto dele mais por ter ficado aberto demais.

      Valeu pelas dicas e comentários! Abraços!

  54. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    A leitura do conto flui facilmente, mas fiquei na dúvida sobre o título. Descendo a carioca, é a rua da Carioca, no Centro/RJ? Se for, não é subúrbio.

    • Leonardo Nin
      15 de janeiro de 2016

      Sim, era a Rua da Carioca. A princípio, tinha pensado naquela rua que tem bastante assalto que desce em direção aos arcos, mas o nome da rua é muito grande. Totally my mistake! Inicialmente, o conto não tinha título e, quando vi as normas, achei que precisava de um e adicionei esse – e não fiz uma revisão póstuma e não lembrava que eu tinha detalhado a parte do subúrbio. Vou ajeitar na minha versão. Enfim, obrigado pela correção!

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .