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Detox Literário.

Sacrifício (Marcelo Porto)

arvore

A sombra da imensa gameleira que plantei domina o pátio das ruínas. Os galhos prolongam-se como uma teia prestes a me trancafiar num abraço mortal, pela intensa folhagem observo a criança brincando.

O tronco retorcido, as raízes à mostra, se fincam na terra com uma vitalidade anormal para um vegetal de 450 anos.

Com o coração dilacerado chamo o menino, o amor transborda num abraço sincero. O encaro com lágrimas nos olhos.

– Você tá chorando papai?!

O aconchego carinhosamente, enquanto caminho em direção ao fosso que se abre nas raízes tortas. Mantenho o rosto angelical preso ao meu peito arfante.

Do buraco escancarado sinto os cadáveres dos meus filhos me confrontando.

A arvore diabólica o arranca dos meus braços sem me dar chance de arrependimento.

Tremendo de êxtase, me dirijo para o carro tentando abafar o choro angustiante atrás de mim.

Aumento o som e sigo em frente.

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58 comentários em “Sacrifício (Marcelo Porto)

  1. ricardoescreve
    23 de julho de 2016

    Marcelo, gostei do conto. conseguiu um belo efeito de terror e dor com tão poucas palavras.

  2. harllon
    29 de janeiro de 2016

    O texto está muito preenchido de palavras que dão um ar poético ao texto. O final causa uma certa estranheza, mas a narrativa e a escolha das palavras faz jus ao enredo.

  3. Miguel Bernardi
    29 de janeiro de 2016

    E aí, tudo bem?

    Não gostei muuito porque as cenas, apesar de bem escritas e descritas, não fizeram muito sentido para mim (como história). A fala do filho é boa, mostra o desespero/angústia/tristeza do pai de maneira bboa. As crianças, afinal, percebem a realidade muito bem e de uma forma singela, englobada pela inocência da fala.

    Mas é legal.
    Abraços!

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    Sacrifício (Garcia D’Avila)
    1. Temática: Transcendental.
    2. Desenvolvimento:
    3. Texto:
    Sugestões:
    a) num abraço mortal. Pela intensa folhagem, observo a criança brincando.
    b) O tronco estava retorcido. As raízes, à mostra, fincam-se na terra com vitalidade anormal para um vegetal de 450 anos.
    c) Com o coração dilacerado, chamo o menino – o amor transborda num abraço sincero. Encaro-o com lágrimas nos olhos.
    d) – Você tá chorando, papai?!
    e) Eu o aconchego, carinhosamente, enquanto…
    f) Tremendo de êxtase, dirijo-me até o carro, tentando abafar o choro angustiante que persiste atrás de mim.
    4. Desfecho: O final quebrou o clima do texto – tive essa impressão, pois soou muito descompromissado com o restante da construção.

  5. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Gostei muito! Parabéns… meio chocante o pai oferecer o filho para a árvore mas é criativo. Poderia ter explorado um pouquinho mais o choro angustiante da criança, olha meu lado dramática falando mais alto.

  6. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Achei bacana a ideia do conto da árvore maligna. Na verdade, o que eu realmente queria era ver esse surrealismo mais explorado! Mas o conto optou por focar na parte do terror seco e sombrio.

    A estrutura do conto está fabulosa! Parágrafos bem divididos. Narração fluida. Boas descrições. A leitura ficou prazerosa.

    Só não gostei muito do choque mesmo. Quer dizer… eu adorei a mudança de tom da história. Mas não gostei da atitude do pai em oferecer suas crianças para a árvore… argh! Enfim, isso é bom até. Pois você conseguiu me provocar uma reação.

    Conto acima da média. Parabéns.

  7. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Que beleza!

    O tipo de história que cabe perfeitamente em 150 palavras!

    O conflito interno é interessante. A árvore não dá chance para arrependimento, mas o personagem pode se arrepender, desistir. Tanto que chora. Sente a dor do sacrifício mas ainda a dor da morte é maior…

    Enfim. Um conto excelente.

    Parabéns.

  8. Wilson Barros Júnior
    29 de janeiro de 2016

    O sobrenatural moderno, mesclado de sentimentos e conflitos, é um gênero sempre bem-vindo. Aqui a história ficou comovente, muito bonita. O estilo lembrou-me um pouco as hollywoodiescas produções do american horror story. Muito plástico, estético, tudo no devido lugar, parabéns.

  9. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Não é a primeira vez que tenho essa sensação aqui no desafio, de que já vi algo semelhante. Nesse caso, lembro de um outro conto, de um outro desafio, sobre árvores mal-assombradas. Na época, acho que até comentei de um episódio de Arquivo X.

    Seu microconto é bom e faz com que o leitor tente preencher as lacunas, auxiliado pela boa escrita. Um pai centenário, com diversos filhos mortos pela árvore. Teria ele, no passado, feito algum pacto? Prometido entregar seus filhos em troca da eternidade? Assim a árvore se mantém viva e saudável? Coisas a se pensar. Um suspense muito interessante.

    Seu conto também me trouxe uma memória. Em Harry Potter e a Câmara Secreta temos a aranha Aragog, que vive num buraco de uma árvore, numa “depressão”. Na época eu não sabia que significava uma cavidade, era criança, e ficava imaginando como uma aranha vive em depressão. Gozado essas lembranças.

  10. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Sou um zero em matéria de temáticas de terror, então possivelmente eu peque na avaliação deste microconto que talvez tivesse me agradado muito se eu tivesse sentido a motivação do sujeito que sacrifica seus rebentos. A sugestão de que seja um ser sobrenatural que atravessa eras está posta, e de modo competente, mas não me senti impactada.

  11. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    Confuso, mas interessante. Vale a pena reler!

  12. Mariana G
    27 de janeiro de 2016

    O tema diferente foi realmente muito bom, foi um deleite ler esse micro-conto. A escrita é excelente e a angústia no final foi sincera.
    Parabéns e boa sorte!

  13. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Muito bom conto. O tema terror escolhido pelo autor é inquietante.
    Plantou a gamela irá 450 anos atrás.
    Bem, vamos ao que interessa. Enredo muito bom, não é tão criativo, pois há muitos contos escritos sobre isso. É muito bem escrito.
    Parabéns.

  14. rsollberg
    27 de janeiro de 2016

    Não foi sacrifício nenhum ler esse conto, autor!
    O preço de uma vida de, ao menos, 450 anos não pode ser barato. “Do buraco escancarado sinto os cadáveres dos meus filhos me confrontando.” A contraprestação cruel!!

    A história surge mansa, descrevendo a árvore, mas já dando indícios do que ela representa para o protagonista “galhos prolongam-se como uma teia prestes a me trancafiar num abraço mortal”. No entanto, apesar dos indícios, você ainda está vendo a cena, De repente, vem o sacrifício e desperta o leitor da atmosfera habilmente criada. Ai você volta e lê novamente, presta atenção no “plantei” “450” “cadáveres dos filhos”, ah, estava tudo ali!!!!

    Gostei bastante, parabéns e boa sorte!

  15. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2016

    Bom conto. Eu colocaria um ponto final, lá no primeiro parágrafo, depois de “abraço mortal”, e não uma vírgula. A narrativa é boa com um desfecho bacana. E lembra mesmo um conto que já foi publicado em outro desafio, refiro-me ao sacrifício do filho. Boa sorte.

  16. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Prezado D´Avila, aí vai:

    TEMÁTICA: gostei muito da alegoria, e olha que nem sempre histórias com viés sobrenatural me agradam. Mas, especialmente, fiz uma leitura que explico a seguir, na transcendência…

    TÉCNICA: excelente, conduz a história até o clímax, ainda que não surpreendente, inevitável.

    TRANSCENDÊNCIA: desde o sacrifício solicitado a Abraão, o de imolar Isaac para provar sua fé, a mitologia de entrega paterna está presente em várias histórias. Mas, especialmente nesta, o papel da árvore me sugeriu a seguinte leitura: é o autor que entrega mais um texto à leitura (ou à publicação em papel, daí a árvore), e que sacrifica mais um “filho” sem olhar para trás. Lembrou o dístico “Kill your darlings” e a frase do Capote (eu acho, cito de cabeça): “Concluir um livro é como levar seu filho para o jardim e atirar na cabeça dele”.

  17. Elicio Santos
    25 de janeiro de 2016

    Quando o autor escreve: “Do buraco escancarado sinto os cadáveres dos meus filhos me confrontando” ele entrega o final, por isso diminui o impacto. Também achei desnecessário o adjetivo “diabólica” empregado à árvore, já que pelo contexto isso poderia ficar subentendido. Fora isso é um bom conto. Parabéns!

  18. vitormcleite
    24 de janeiro de 2016

    olá, muito bom conto, com uma boa história e bem desenvolvida, que perde com o final e com alguns erritos ou gralhas que resolves com uma revisão mais cuidada, mas muitos parabéns e boa sorte

  19. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    Olha, eu gostei do micro conto, da atmosfera de terror. Ficou meio surreal, pois não sei no meio daquelas metáforas o que era real ou puro devaneio do narrador. Narrar em primeira pessoa é assim mesmo, pois a versão contada pelo narrador-personagem nunca é a descrição fiel da realidade, mas apenas uma interpretação pessoal. Hum, isso me lembrou um filósofo que falava sobre isso. Tô com preguiça de pesquisar…

    Você poderia ter se dedicado um pouco mais para revisar o texto. Percebi uns errinhos de pontuação e acentuação.

    Boa sorte.

  20. Ricardo de Lohem
    24 de janeiro de 2016

    Obscura história que parece ser sobre sacrifícios humanos ou algo do tipo. Fiquei confuso, porque o texto tende ao poético, então não sei se situação descrita é real ou puramente simbólica. Confuso, é um conto regular.

  21. Andre Luiz
    23 de janeiro de 2016

    Gostei bastante de seu conto, principalmente pelo tom de mistério e de morte que eu presenciei durante toda a narrativa. O narrador em primeira pessoa ajuda bastante a imergir o leitor na trama, e faz com que o momento em que se descobre a morte dos filhos seja impactante. Boa sorte!

  22. Marina
    23 de janeiro de 2016

    Fiquei em dúvida de em benefício de quem era o sacrifício. Bem narrado, só com algumas frases com pontuação estranha. Mas gostei do todo.

  23. Catarina
    22 de janeiro de 2016

    No INÍCIO achei que você estava perdendo espaço precioso descrevendo a árvore. No FIM tive certeza que o FILTRO foi cruel no desenrolar da TRAMA. Como se, de repente, percebe que só tem 20 palavras de limite e chuta o balde. Acho legal contos com lacunas a serem preenchidas, desde que não comprometa a raiz da história (não consigo escrever “história” sem o “H”). O PERSONAGEM ficou flutuando no vazio entre origem e destino. Decididamente, um sacrifício desumano com uma ideia tão boa.

  24. Simoni Dário
    22 de janeiro de 2016

    Esse tipo de conto não é pra mim, com todo respeito ao seu talento na criatividade, escrita e narrativa. Aquele “tremendo de êxtase”…ele chorava mas se extasiava com as mortes? Isso é tipo, um pacto com o diabo? Se eu sair da análise do terror, poderia interpretar o pai como sendo a morte buscando os filhos que fazem parte da mesma árvore genealógica. E aí sim, a vida continua, pra sempre, fazendo parte de um ciclo…assim é menos chocante pra mim, perdão autor. Parabéns!
    Bom desafio!

  25. Murim
    22 de janeiro de 2016

    Um conto com final forte mas sem muita explicação. A árvore, pelo jeito, exige sacrifício dos filhos para manter o pai vivo por séculos. Pelo menos foi assim que interpretei, mas se é esse o caso, o conflito psicológico do pai poderia ser melhor explorado. Do jeito que foi contado, parece que ele nada poderia fazer (nem mesmo se sacrificar) para impedir que seus filhos fossem mortos pela árvore, mas não há um indício de uma explicação razoável. Há alguns problemas gramaticais, como as frases que se inicial com pronomes oblíquos.

  26. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2016

    Representou o velho chavão do sacrifício de um filho para uma divindade. Uma leitura rápida, bem escrito, mas sem um verdadeiro suspense ou terror, quando se percebe a intenção da oferenda.

  27. Pedro Henrique Cezar
    22 de janeiro de 2016

    Um conto interessante, mas que não possui fundamento. Porque o homem fez isso? Claro, talvez essa seja a intenção do autor, deixar o mistério. No entanto os sentimentos que um leitor terá por uma ação do personagem não será igual nos dois casos, sabendo o motivo e não o sabendo. Parabéns!

  28. Leonardo Jardim
    21 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐⭐): muito boa e inquietante. A trama é bem fechada, não faltou nada: ele plantou a árvore, 450 anos atrás e se mantém vivo às custas da vida de seus filhos. 😨

    📝 Técnica (⭐⭐▫): muito boa, dentro falta apenas de uma vírgula antes do vocativo em “Você tá chorando papai?!”

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não é um tema novo, já li algumas histórias semelhantes.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐): cara, esse conto me marcou. Tô incomodado até agora. Angustiante ao extremo. Parabéns!

    • Leonardo Jardim
      21 de janeiro de 2016

      muito boa, *senti* falta apenas (não sei de onde o corretor encontrou esse “dentro”)

  29. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2016

    Não gostei desta estória, não há uma explicação lógica para as ações do personagem. As frase foram legais, bem escrita, mas a ideia ficou absurda, desculpe, ficou parecendo trecho de uma novela de terror. E o resto?

  30. Pedro Luna
    20 de janeiro de 2016

    Achei bacana. O sujeito sacrificava os filhos para garantir a vida longa. Curti o texto e o climão. Só mudaria mesmo o ”Aumento o som e sigo em frente”, que para mim destoou do resto.

  31. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – muito bem escrito, dinâmico;
    Estilo – 10/10 – gostei da melancolia impressa – ou expressa, se preferir;
    Verossimilhança – 10/10 – fantástica densidade nos personagens;
    Efeito Catártico – 10/10 – WTF? Salgueiro lutador do mal? Barbárvore possuída? Atormentador, pra dizer o mínimo.

  32. Daniel
    20 de janeiro de 2016

    Muito bom o enredo do conto, mas se o autor tivesse tomado um cuidado maior com a pontuação e com o uso dos pronomes oblíquos, a execução teria sido mais cativante.

  33. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2016

    Este conto se assemelha ao conto “A Porta”, , pelo fato de conduzir o leitor por certo caminho para então, de supetão, arrancar-lhe do arremedo de marasmo, sufocando-o em uma atmosfera horrenda. Lá, o mote me pareceu mais cômico, ao contrário daqui, que flerta com o terror de raiz (sem trocadilho). Uma narrativa curta, mas impactante e eficiente. Desnecessário acrescentar qualquer clímax.

  34. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2016

    Diabolicamente bem pensado, esse texto foi algo que além de muito bem escrita foi imprevisível.

  35. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2016

    Sabe que eu até gostei do conto não ter um grande impacto? Acho que combinou com a serenidade com a qual o personagem principal encarou a situação. Combinou com as lágrimas nos olhos e a doçura da criança. Gostei muito!

    Boa sorte!

  36. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Uma boa história, bacana a ideia do sacrifício em troca da extensão da vida do narrador. Está bem escrito, com pequenos acertos somente a fazer.

    Só acho que o formato de miniconto não ajudou muito ao enredo, por deixar tudo muito rápido.

    Abraço e boa sorte.

  37. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Garcia.

    Apavorante! Um conto que mostra até que ponto o caráter de uma pessoa “morre” na busca da vida para o corpo físico. Uma pergunta interessante: Um homem sem caráter está mesmo vivo?
    Gostei.
    Apenas cito pequenas incoerências. Vitalidade anormal para um vegetal de 450 anos? Mas não eram os sacrifícios que lhe davam esta enegia?

    Sucesso!

  38. Leda Spenassatto
    18 de janeiro de 2016

    Apesar das contradições entre os dois primeiros parágrafos,
    onde o autor diz ter plantado a árvore e, no segundo, quando
    fala que a mesma tem 450 anos, o conto tem um tema que eu ,
    particularmente adoro. árvores/natureza, natureza/árvores…

    “O aconchego carinhosamente”, penso que ficaria mais suave,
    Aconchego-o carinhosamente.
    Sucesso!

  39. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2016

    Um conto bem escrito, com alguns erros de falta de atenção, parece…
    Uma história pesada e bem desenvolvida, para o limite, vc está de parabéns!
    Então, a criancinha não foi poupada… 😦
    Abraço

  40. Bia
    18 de janeiro de 2016

    O começo está um pouco truncado. O segundo parágrafo ficou meio solto. Talvez seria melhor que ele fizesse parte do primeiro parágrafo, pois tem a ver com a descrição da árvore. E o trecho do primeiro parágrafo “pela intensa folhagem observo a criança brincando”, ligando-a a “e com o coração dilacerado chamo o menino”.

    Entendi bem a história e gostei dela, acho que só faltou mais impacto, aqueles geralmente necessários em textos de horror. Um bom conto!

  41. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    E mais um conto que não poupa criancinhas. Isso é ruim? Só para mim,claro.
    A árvore de 450 anos, com suas raízes representando um longo passado que será alimentado por novos sacrifícios. Passado simbolizado pelas raízes e o futuro pelos filhos sacrificados. Perde-se o futuro em troca de um presente eterno. Tá viajei,mas você sabe que horas são?
    Está bem escrito,mas o conto tem algumas falhas de pontuação já apontadas pelos colegas.
    Eu gostei do clima trabalhado com as palavras. Pois é, incrível, mas eu gostei mesmo com as criancinhas não poupadas de um destino cruel.
    Boa sorte!

  42. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    Bom conto, mas falta o impacto, o boom!

    Não foi nada de extraordinário, mas há de se elogiar a boa conduta da narrativa, que me manteve firme na leitura, sempre esperando algo mais que infelizmente não surgiu.

    Desejo sorte a você e parabenizo pela boa escrita!

  43. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    O conto é bom, mas peca no uso de alguns termos como iniciar frases com pronomes oblíquos “O aconchego carinhosamente”? Fica estranho. Boa sorte!

  44. mariasantino1
    16 de janeiro de 2016

    O fato de haver sacrifício de filho me fez lembrar de um conto do Fábio Baptista no desafio fobia (Poema das Árvores), onde uma mulher fez um pacto para eliminar os tropeços da adolescência. Muito bom 😀

    Bem, um ser que está vivo por 450 anos e que sacrifica os filhos para continuar seguindo (ao menos foi isso que consegui extrair), é interessante, mas acho que seria bem mais interessante se a árvore em questão fosse uma árvore genealógica e que o ato de sacrificar fosse males consanguíneos, tipo: Para manter a raça pura se gerava descendentes de parentes diretos (pai, irmçao, primo, tio…). A forma que o texto se mostra pendeu para explicações sobrenaturais e, infelizmente não cativou (questão de gosto e limitação pessoal).

    Boa escrita ( >>>> – Você tá chorando(,)papai?! >>> vírgula >>> A arvore diabólica … faltou acento em árvore) e clima de suspense agradável.

    Boa sorte no desafio.

  45. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    O enredo macabro cativa. Ainda que algumas passagens ficaram truncadas, a trama do “imortal” e o preço que ele paga para obter êxito em seus propósitos é de fácil absorção.

  46. Laís Helena
    16 de janeiro de 2016

    O conto é interessante, com um tema que me agrada muito (o desejo de adiar a morte e as coisas insanas que muitas pessoas fazem para atendê-lo). Entretanto, o texto pareceu um tanto truncado, com algumas frases fora de lugar (como o segundo parágrafo, que voltava a falar da árvore depois de o menino ter sido mencionado). O final ficou um tanto apressado, destoando do começo mais lento. Claro que há o limite de palavras, mas senti que o texto seria muito mais impactante se o clima soturno tivesse sido descrito em maiores detalhes.

  47. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    Conto bastante interessante por mesclar a atmosfera pesada da consciência do personagem e criar, em pouco espaço, elementos para uma mitologia interessante na qual a vida d’outro é trocada pela extensão da sua. Lembrou-me bastante um conto da escritora nacional Ana Lúcia Merege, que em uma das edições da revista Trasgo. É necessário otimizar o uso de pontuações para que o clima seja mais efetivo.

  48. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Eu captei como um conto Fantástico, no estilo do Guy de Maupassant. Se entendi bem, ele deixa os filhos em troca do prolongamento da vida, como numa maldição. Dentro desse entendimento eu posso dizer que gostei.

  49. Jef Lemos
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Garcia!

    Conto interessante.
    Assustador se pararmos para pensar na essência da cena e das coisas que elas acarretam. Como dito pelo colega Selga, parece que ele tem a idade bem avançada, pelo tempo da árvore que ele plantou. E acho que isso é o ponto crucial que torna o fantástico do conto uma coisa boa, pois o texto deixa claro que ele é um homem de muitos anos quando diz “Do buraco escancarado sinto os cadáveres dos meus filhos me confrontando”.
    É uma alusão clara, pelo menos para mim, de que o homem viveu muito tempo.

    Gostei bastante.

    Parabéns e boa sorte!

  50. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    É… definitivamente não estou conseguindo curtir essa pegada de terror nos microcontos.

    Talvez a árvore “malvada” seja só um símbolo que o cara inventou para o lugar em que enterra os filhos e tal, mas sei lá… não funcionou comigo (confesso que não sou muito bom para interpretar esse tipo de coisa).

    Mesmo que fosse assim, não haveria tempo para causar o impacto pela morte dos garotos.

    Enfim… acredito que precisaria de mais palavras para essa história.

    Abraço!

  51. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Um texto com pegada fantástica bem definida, do meio para frente. É apenas um instante, mas bem transportado. – 9
    O: Escrita leve e fluente, sem floreios. Eficiente em transmitir os sentimentos. – 8
    D: Há uma linha tênue entre início e o fim, quase indistinta. Mas acho que o ‘micro’ pede apenas um momento. Com poucas palavras, construiu um cenário fácil de assimilar e ser compreendido. – 8
    E: Triste, trazendo à tona as velhas tradições de histórias de terror, com suas árvores imóveis mas cheias de tentáculos. Ponto alto para a atmosfera. – 8

  52. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2016

    Há um conto do argentino Santiago Dabove, pouco conhecido em terras brasileiras, intitulado “Ser Pó”, em que um sujeito vai aos poucos se transformando em cacto, após cair do cavalo e não conseguir se mover. O presente conto lembra um pouco a narrativa de Dabove. E se digo isso não é como ponto negativo ou a insinuação de que o texto esteja pouco original. Absolutamente: faz parte dos motivos usados nos enredos do insólito a natureza transformada, como ocorre neste conto.

    Está muito boa a execução do conto, embora seja preciso melhor revisão, pois em “Você tá chorando papai?!” está faltando uma vírgula antes da última palavra. É muito bom porque fica uma dúvida no ar: teria sido alucinação do personagem ou de fato a coisa aconteceu? Embora no corpo textual não haja indicação segura de ter sido alucinação ou coisa parecida, há um indício em “uma vitalidade anormal para um vegetal de 450 anos”. Se o personagem diz no primeiro parágrafo que a gameleira foi ele mesmo quem plantou no pátio em ruínas, como ela pode ter 450 anos? Não digo que seja incoerência, ao contrário: pertence ao discurso insólito, em cujos enredos uma pessoa pode sim ter séculos de vida. E, como disse, compõe indício de que a cena não é “real”.

    Contribui para o clima angustiante do conto a opção pela primeira pessoa e períodos com poucos adjetivos, centrados na secura impiedosa da cena.

  53. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, Garcia D’Avila.

    Demasiado alegórico (e não digo num sentido minimizador ou pejorativo). Um belíssimo microconto, mas às vezes contos assim agem como campos vibracionais. Uns são atingidos, outros não. Estou no meio-termo. O que define o “atingir” ou não é base cultural, é o empirismo de cada um, tudo isso ao mesmo tempo ou nada disso. Enfim, para os critérios que nos norteiam, achei um texto acima da média (pela mensagem transmitida), embora possa confundir (não por demérito do escritor, ressalte-se) quem quer ver tudo ao pé da letra.

    Sucesso neste desafio.

    • José Leonardo
      14 de janeiro de 2016

      *Mas às vezes (PENSO EU) etc.

  54. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Inteligente, bem interessante a sutileza psicológica nas linhas que falam em sacrifícios e a vida, que prossegue.
    Achei bem completo, parabéns

  55. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Parece o trecho de uma história fúnebre. Uma excelente sequência, diga-se de passagem. Mas acho que falha em sua utilização em um microconto, cuja unidade deve se resolver por si só. Por isso, apesar de marcante, neste caso, deixa um pouco a desejar. Mas a história inteira parece interessante e deve ser contada em outra oportunidade, com certeza. Boa sorte.

  56. piscies
    14 de janeiro de 2016

    Uau! Interessante!!

    A troca de tantas vidas pela sua própria vida eterna. A tristeza da partida de mais uma vida, mas a certeza de que os sacrifícios devem continuar. Um conto inquietante, sombrio, que fala muito em tão poucas palavras.

    Parabéns!!

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .