EntreContos

Literatura que desafia.

Virada (Anorkinda Neide)

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Mal a luminosidade do dia primeiro de janeiro alvoreceu e Carmélia já estava à janela. À espera.

Guilherme semiabriu um dos olhos e a primeira coisa que viu foi o beijo da espuma de Yemanjá na areia. Ciente da sutileza de meus passos me aproximei da moça e rescendi no ar o encanto da maresia, ela sentiu…

– Ah… Que vontade de molhar meus pés no mar!

Ainda naquela manhã Carmélia comprou passagem para o litoral.

Sentei-me ao lado do rapaz, na areia e exalei um perfume de mulher.

“- Sinto um cheiro doce como um afago!  Acho que bebi demais.

Guilherme riu de si mesmo, mas passou o dia todo à beira-mar como se esperasse por algo.

Um descuido. Uma curva fechada, o ônibus despencou na ribanceira com Carmélia e seu sonho de uma vida inteira.

Apesar de minha forma sutil, Guilherme pode ouvir meu suspiro de cupido injuriado.

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66 comentários em “Virada (Anorkinda Neide)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    Olá!

    O texto é um pouco confuso, pois o autor não soube organizá-lo de forma devida. E nunca é bom confundir seu leitor dessa forma, a não ser que tenha um motivo muito inteligente para isso. Por isso não gostei muito do texto. Mas ele está bem escrito.

    Nota: 7.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Achei um pouco estranha a escrita, não consegui construir tão bem a relação de Guilherme e Carmélia. A parte final de o ônibus cair na ribanceira foi o que deixou o conto melhor.

  3. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    Nossa, foi triste e inesperado, mas muito bom, eu curti bastante,

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Virada (Valentim)
    1. Temática: Fatalidade. Morte. Vida interrompida.
    2. Desenvolvimento: As paisagens sugerem as estações da vida, desde o nascimento até a morte – ficaram legais essas comparações, mesmo que sutis.
    3. Texto: Muito bom. O texto teve atrativos linguísticos.
    4. Desfecho: A ira do cupido não ficou muito convincente – faltou contextualizar melhor.
    Boa sorte!

  5. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    O conto está bem escrito, mas não me atraiu.

    O final foi bem bacana! Conseguiu salvar um pouco a história que nada estava me agradando.

    No final das contas, achei um conto mediano. Não pude me conectar muito pois não faz parte do meu estilo. Ou seja, o fato de eu não ter gostado tanto foi por puro gosto pessoal. Mas o autor fez um bom trabalho aqui.

    Boa sorte no desafio.

  6. Miguel Bernardi
    28 de janeiro de 2016

    E aí, Valentim. Tudo bem?

    Vamos lá, direto ao ponto, porque não consegui construir este comentário de outra forma… a ideia é boa mas, ao meu ver, a execução da mesma, não. A construção ficou um pouco confusa (creio que o limite de palavras tenha dificultado nisso, porque explicar num espaço curto uma boa ideia tem certa dificuldade). Na segunda leitura, a coisa ficou mais clara, mas mantive a opinião que predominou na primeira: poderia estar melhor executado.

    Ainda que o fator de influência sobrenatural esteja presente, achei o primeiro “travessão” um pouco forçado (digo, o que sucedeu o travessão).

    Bem, grande abraço e boa sorte.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .