EntreContos

Detox Literário.

Madrugada (Claudia Roberta Angst)

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Ele acendeu outro cigarro e me olhou. Não como se olha um objeto, mas com a voracidade de predador. Insistentemente, salivando intenções.

Deixei o xale cair pelos ombros, descobrindo meus seios. Minha nudez embranqueceu a tela, sem pontos de luz, mas em neve quase translúcida.

 

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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56 comentários em “Madrugada (Claudia Roberta Angst)

  1. harllon
    29 de janeiro de 2016

    A descrição gradativa da situação é bem construída tanto em detalhes como estrutura, mas pouco seduzente, pelo menos, para mim.

    Boa sorte!!!!

  2. Miguel Bernardi
    29 de janeiro de 2016

    E aí, tudo bem?

    Poxa, a essa altura do campeonato já não esperava que algo fosse surpreender (novamente)… Estava errado, ainda bem, pois este texto além de ter despertado em mim surpresa, está muito bem escrito e aborda um tema muito interessante, de uma perspectiva interessante. No começo, quando descreveu o modo com o qual a olharam, como um predador, achei que o texto seria ruim, pois não gostei da construção. Mas, depois disso, o nível só subiu e as construções foram ótimas! Um dos melhores, com certeza!

    Abraços e boa sorte!

  3. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Madrugada (T. Bernard)
    1. Temática: Amor virtual.
    2. Desenvolvimento: esperando menos pano e mais pele – Maravilhosa construção, a mais bela que li até agora aqui!
    3. Texto:
    a) Distraí-me.
    4. Desfecho: Genial! Essa sacada da virtualidade, confesso, foi arrebatadora!
    Top 15!

  4. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Um exibicionismo na internet? ficou bem descrito, mas eu não gostei tanto assim do enredo… Não sei achei muito mediano, nada me tocou.

  5. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    O autor com certeza mandou muito bem na parte da escrita. Belas descrições, e escrita muito boa. Mas a história em nada me agradou. O conto é basicamente uma grande descrição de um momento, sem necessariamente um começo, meio e fim. Tudo bem, isso é um estilo de história, e não necessariamente é algo ruim. Mas eu não aprecio muito, por questão de gosto pessoal mesmo.

    Reconheço o talento do autor aqui. Mas o conto não me atraiu.

    Boa sorte no desafio.

  6. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Uma cena de sexo virtual, mas as dúvidas dão poder ao conto.
    Ela o faz por prazer ou recebe por isso? Ambos?

    Bem interessante.

    Parabéns.

  7. Wilson Barros Júnior
    29 de janeiro de 2016

    Uma interessante descrição de uma cena de sexo virtual, talvez prostituição virtual, onde tudo ficou bem caracterizado. Inspirou-me a escrever um conto de ficção, em um futuro não muito distante, onde o sexo virtual terá o acréscimo de alguns aparelhos acoplados em cada computador, tornando tudo bem mais interesante.

    Muito inspirador, obrigado pela lembrança.

  8. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Muito bom criar um conto de “encontros” que fuja do tradicional, dos clichês românticos. Gostei de como não entregou o bolo, mas foi dando indícios desse encontro virtual. Talvez hoje em dia ocorra menos esse tipo de ação, as pessoas já vão nos nudes, mesmo. Mas em tempos de UOL e webcam, ah…. isso era a realidade!

    O bom do conto é poder abrir essas possibilidades. A piscadinha do homem pode sugerir várias coisas. A mulher, quase anônima, também pode tanto estar brincando quando a trabalho.

  9. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Não me emocionei com as personagem, mas está bem construído o microconto, sem dúvida. Muito fica para se imaginar nas entrelinhas e isso é uma das coisas que me agradam em qualquer texto.

  10. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    Maravilhoso! Será um dos meus, certamente!

  11. Rsollberg
    28 de janeiro de 2016

    Um conto moderno, atual, com uma temática reinventada.

    O texto da brecha, mas entendi como uma profissional oferecendo seus serviços para um cliente.

    O mais interessante deste texto, são os indícios deixados, mas que não comprometem o final. Ao contrário, você lê uma segunda vez e diz “ahhhhh”.
    “Minha nudez embranqueceu a tela,” “Mensagens surgiam com a velocidade de um desejo”. Viu estava tudo ai.
    O final é muito bom, pois temos a surpresa. A única coisa que tirou o meu tesão foi esse “Fim”.

    De qualquer modo, um ótimo conto!
    Parabéns e boa sorte.

  12. Mariana G
    27 de janeiro de 2016

    É bem agradável de se ler, a crítica usada foi bem legal, realmente diferente dos outros micro-conto, o que é muito bom.
    Parabéns e boa sorte!

  13. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Bom texto, bem escrito, enredo legal. A mulher mostra seu corpo para alguém é logo em seguida desliga a tela.
    Parabéns.

  14. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2016

    Bom conto. Bem escrito, num estilo poético, ao meu ver, e sem entraves na leitura. Eu não colocaria aquele “Fim”, no final do conto. Boa sorte.

  15. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Meu caro Bernard, deixo aqui os comentários:

    TEMÁTICA: gostei muito, a questão dos relacionamentos online e virtuais, sem envolvimento que o texto tão bem sugeriu em sua primeira parte e que, repentinamente, se fechou, como a tela de um laptop.

    TÉCNICA: muito bem escrito, o texto não tem pontos de reparo aparentes.

    TRANSCENDÊNCIA: gostei bastante, acredito que traz ao pensamento a questão do papel do romantismo, erotismo e da sedução em um mundo muito diferente do que era, mesmo há poucos anos. Congratulações!

  16. Elicio Santos
    25 de janeiro de 2016

    O conto exibe uma relação virtual que bem simboliza os tempos hodiernos. O sexo ocorre de modo impessoal e possibilita inúmeras considerações interpretativas. As figuras de linguagem são criativas e a fluência não é prejudicada pelo emprego poético que o autor utilizou. Adicionado aos favoritos!

  17. vitormcleite
    24 de janeiro de 2016

    olá, muito bom o teu texto, nada a apontar só dar-te os parabéns pela linguagem poética que casou na perfeição na trama e desejar as maiores felicidades neste desafio

  18. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    Assisti ao filme Blade Runner esta noite, e essa cena me fez entrar num clima “noir”. A relação mediada pela máquina, o sexo virtual, algo inimaginável décadas atrás, agora é uma realidade.

    O modo como foi tudo descrito, o uso apropriado das figuras de linguagem contribuíram para a qualidade do texto. Uma relação fria, distante e profissional. A cara dos nossos tempos.

    Boa sorte.

  19. Andre Luiz
    23 de janeiro de 2016

    Gostei do jeito como você usou a internet e os vídeos eróticos on-line como base de seu conto, trazendo um assunto realmente novo para mim, o que é muito bom. Sua narrativa foi muito boa, com uma ótima escolha de palavras. Eu destacaria a passagem “Os olhos permaneciam fixos, agora quase sem piscar, esperando menos pano e mais pele.” como o ápice do conto, trazendo nestas palavras muito da mensagem que se desejava passar. Enfim, foi um conto realmente muito bom. Boa sorte!

  20. Marina
    23 de janeiro de 2016

    Belas palavras. Adorei a maneira como foi narrado um simples caso de serviço por webcam. A poesia fez tudo ter mais vida. Parabéns.

  21. Catarina
    22 de janeiro de 2016

    O INÍCIO nos presenteou com um belo parágrafo. FILTRO funcionou perfeitamente. Nitido o ESTILO fluindo soberano, fazendo a TRAMA crescer. Os PERSONAGEM estão bem distante de nós e deles mesmos, gostei do efeito. Para que esse “FIM” no final, criatura? Tirei um pontinho só pelo desrespeito ao meu intelecto.

  22. Simoni Dário
    22 de janeiro de 2016

    Senti a narrativa como sendo de um romance, mas não era. Fui enganada. Na primeira leitura, a pulga, pensei que pudesse ser uma prostituta. Na releitura, entendi. O texto ficou muito bom, apesar de narrar um fato corriqueiro, tem poesia aí, resultando num conto excelente. Parabéns!
    Bom desafio!

  23. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2016

    Dois solitários, uma oferecendo serviço e outro pensando em ser feliz através da tela de um televisor ou computador. São poucos minutos de atenção e nenhuma satisfação, porque não há o toque, não há o prazer verdadeiro, de sentimentos ou aproximação. Um bom conto, representando a nossa realidade de madrugadas dos notívagos sem companhia. Parabéns!

  24. Pedro Henrique Cezar
    22 de janeiro de 2016

    Achei o texto bem escrito, apenas demorei para me situar na situação. Um bom conto. Parabéns!

  25. Leonardo Jardim
    22 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐▫▫): é mais uma cena que uma história em si. Pelo que entendi, é uma mulher que mostra seu corpo na internet. Pareceu incompleto.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): muito boa, excelentes imagens e metáforas como “salivando intenções”.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não achei muito criativo.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): é mais uma apreciação da bela fotografia apesentada que um impacto de fato. Mas gostei do texto.

  26. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2016

    Exibição pela webcam.Um texto bom, mas sem muita novidade, não tem muita coisa para ser analisada. O espaço foi curto e pouco pode ser dito/mostrado e de repente chega-se aos 150.

  27. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2016

    HÁ ALGUMAS INTERDIÇÕES NO TEXTO, mas isso não significa necessariamente que ele esteja mal escrito. São espaços preenchíveis em uma segunda leitura, e são mais relativos ao leitor do que exatamente ao texto. Eu, por exemplo, só na releitura enxerguei claramente tratar-se de uma stripper que usa a webcam para dar o seu espetáculo particular. A dificuldade ocorreu por causa de todo o primeiro parágrafo e principalmente do trecho “ele acendeu outro cigarro e me olhou”. Os pronomes do caso reto deram a sensação de proximidade dos sujeitos, não da intermediação de uma tela de vídeo. Além disso, “minha nudez embranqueceu a tela” , no segundo parágrafo não dá a ideia imediata de ser tela de vídeo, em função de que o parágrafo anterior não sugere a câmera ou o computador, como já disse. Outro detalhe que me pareceu um tanto incoerente é que se a nudez “embranqueceu a tela”, a expressão “sem pontos de luz” me soa estranha.

    A linguagem utilizada, seca e direta, sem traço de figuratividade linguística, pareceu-me muito adequada à atmosfera de distanciamento existente entre os personagens. Não há afeto, apenas desejo sexual de um lado e vaidade de outro. Ou seja, um ambiente egocêntrico, como nossa sociedade narcisista.

  28. Anorkinda Neide
    21 de janeiro de 2016

    Eu já acho que o FIM final ficou bom.
    Porque denota e deixa claro que o ‘caso’ é comercial, oferecimento de nudez pela internet. Fim.
    .
    Sílabas embaralhadas no ceu da boca, denota que a moça estava distraída com a tv do vizinho, o despir-se era algo automático, sem sentimentos. O homem não a olhou como objeto, mas com voracidade.. sim, pq ele sente desejo pelo corpo e não por objetos. E não pq houvesse algum sentimento pela stripper.
    .
    Tudo isso acima dito com muito bom gosto, sem cair para o escalão chulo do sexo, num texto lindo de se ler. Parabens!

  29. Pedro Luna
    20 de janeiro de 2016

    Pô, pedir pra mina fazer um strip na webcam. QUEM NUNCA?

    Apesar de nada original, achei interessante a história que você foi buscar e funcionou bem como miniconto. Está bem escrito também.

    ”Minha nudez embranqueceu a tela”, essa foi boa, e lembranças vieram. Pelo ar da moça, não acho que ela deva ser namorada do cara ou algo, e sim alguém que trabalha fazendo esse tipo de apresentação pela internet.

    Detalhe: ainda bem que apesar do pseudo, o conto não ficou com a cara daquela escritora Tati Bernadi, que abomino.

    Gostei.

  30. Gustavo Castro Araujo
    20 de janeiro de 2016

    Interessante este conto. Há um duplo sentido latente em cada sentença, além do texto como um todo. Numa primeira leitura, imaginei o casal prestes a se engajar no que os ingleses chamam de “intercourse”. Nesse sentido, percebi certa frieza da mulher, que cede à vontade do marido (ou amante) mais por obrigação do que por desejo. Lendo os comentários do pessoal, percebi que muitos entenderam tratar-se de uma relação virtual. Pensei: “nem fod***”, com o perdão do trocadilho, mas depois, com mais calma, percebi que podia ser isso também. Acho que é essa a maior qualidade do texto, pois apesar de não dar margem para muitas digressões sobre o que acontecia com o casal, individualmente falando, permite enxergar as ações por diferentes ângulos.

  31. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9.9/10 – faltou uma vírgula aqui, outra ali, nada demais;
    Estilo – 10/10 – não posso reclamar da narrativa;
    Verossimilhança – 7.5/10 – faltou um pouco mais de claridade no recinto – se é que você me entende;
    Efeito Catártico – 7/10 – aquele “fim” no final – porque fim no começo seria brilhantemente esquisito – foi um pouco broxante. Na verdade, bem broxante.

  32. Daniel
    20 de janeiro de 2016

    Conto extremamente bem escrito que tratou muito bem da temática a que se propôs. O autor está de parabéns pela ideia e pela execução.

  33. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2016

    Belíssimo conto… por um instante pensei que eles estavam juntos, mas quando veio o “sem marcas” que saquei o envolvimento virtual. Talvez a impressão tenha sido causada por “esperando menos pano e mais pele”, havia até me esquecido do “embranqueceu a tela”. “Insistentemente, salivando intenções” foi minha frase preferida.

    Ok, vou parar porque já já eu cito o conto inteiro… rs Poxa, muito lindo mesmo…

    Boa sorte!!

  34. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2016

    Cara, texto, ao meu ver, fala de uma prostituta, se estiver enganado por favor, me corrija, vai ver que eu ando lendo Sin City de mais, mas sensacional o texto.

  35. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Achei muito bom. Pareceu-me que a protagonista é alguém que se exibe em um desses peep-shows da internet, não? O cliente paga e ela se desnuda ou algo mais.

    A escrita está muito boa, as frases são bonitas e causam sensações em quem lê.

    Abraço e boa sorte.

  36. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Bernard!

    Embora não seja um tema de que eu goste, tenho a dizer que a fluidez, concisão e objetivo foram se desenhado de forma muito interessante, sem antecipar o final. Isto é algo que valorizo bastante em um texto.

    Sucesso!

  37. Leda Spenassatto
    18 de janeiro de 2016

    Putz! acho que entendi tudo errado.
    Vi uma mulher sendo envolvida pelo desejo de
    ser possuída e, acabei entrando no enredo.
    Preciso reler o texto…
    Agora sim, tudo direitinho, muito bom o conto, coerente e seguro de si.
    Só uma coisinha (para mim) desnecessária. Fim.
    Abraços!

  38. Bia
    18 de janeiro de 2016

    Um conto bonito e poético, que mostra um instante bem preciso da vida de duas personagens. Acho que se pode dizer que há um enredo, sim, por que não? Imaginei muitas coisas a respeito da vida dos dois. Só não gostei do “Fim”. Parabéns!

  39. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    Muito bom!

    Previsível, mas muito bem escrito e isso nem uma previsibilidade tira!

    Excelente uso da língua pátria aliada a uma escolha de palavras perspicaz.

    Gostei bastante!

    Boa sorte e parabéns!

  40. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Essa é minha temática favorita. Adoro tudo que se trata de desejos, libidos, amores furtivos e, por que não, proibidos. Acho que seu conto ganharia ainda mais se pudesse brincar com mais situações e palavras que deixassem uma pontinha a mais de desejo e suspense no seu leitor. Ao ler, é possível sentir o clima, mas falta um quê de saber o que vem vindo. Boa sorte!

  41. mariasantino1
    16 de janeiro de 2016

    Opa, VOYEURISMO na madrugada 😛 Essa passagem aqui, além de bem construída (como várias outras), resume bem todo o conto >>>>> “Uma madrugada qualquer, sem marcas, apenas olheiras.” Muito bom.

    Percebe-se as oposições de comportamento dos personagens, pois uma vez que o Voyeurista mostra sentir prazer exibindo um sorriso de satisfação, a exibicionista parece ser fria, decreta o fim da conversa (uma dominadora, talvez). Enfim, um retrato de relações atuais.

    Parabéns para a poetização da narrativa. Boa sorte no desafio.

  42. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    O sexo virtual e suas nuances…
    O bom deste conto é que a protagonista impõe seus limites de acordo com o amor próprio latente. Poesia que quebra a frieza cibernética.

  43. Ricardo de Lohem
    16 de janeiro de 2016

    Um fragmento de momento narrado com habilidade. Parece que mulheres indiferentes ao amor e desejo masculino virou um tema da moda, talvez por influencia do feminismo radical. Não se pode dizer que há uma história, mas pelo menos existem dois personagens. É um bom microconto, parabéns.

  44. Claudia Roberta Angst
    15 de janeiro de 2016

    Conto que retrata uma relação aparentemente fria, mas com toques de poesia. Não se sabe se há um envolvimento maior entre os dois, ou se é apenas uma relação impessoal.
    A narradora oferece seus favores sexuais à distância a um estranho ou se desnuda para um amante? Não ficou claro isso e achei bom que não estivesse.
    Está bem escrito,mas eu tiraria o “fim” da conclusão. Não achei necessário.
    Boa sorte!

  45. Laís Helena
    15 de janeiro de 2016

    Nunca fui muito de romances, seja em livros ou na vida real, portanto não sei se posso avaliar com exatidão. Apesar disso, a relação me pareceu verossímil, sem os votos de amor eterno que costumam aparecer em muitos livros. A escolha de tratar de um relacionamento virtual foi interessante, apesar de em uma primeira leitura eu ter imaginado algo que tendesse para o fantástico.

    O último parágrafo apresentou um ritmo diferente, mais urgente do que os movimentos lentos e cuidadosos apresentados anteriormente. Achei o efeito interessante, deixou margem para muitas interpretações.

    Embora não seja o meu gênero favorito, não posso negar que o texto foi bem escrito e os recursos empregados, interessantes. A única coisa que me incomodou foi aquele “fim” ao final do texto. Deixou-o brusco demais, além de passar a impressão de que está sobrando.

  46. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    A narrativa dá uma sensação de fotografia que não é real. O enredo se passa num conjunto de ações – monótonas, sim, mas ações – que são pouco aproveitadas. “Se houvesse uma palavra que definisse o momento teria tantas sílabas que estas se embaralhariam no céu da boca” – essa mistura prosa-poesia tornam o texto mais denso e mais interessante, mas se desconectam da falta de cor da relação.

  47. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Este conto captou as relações fragmentadas e rápidas da sociedade atual. Parecia um romance comum e rumou numa bem vinda reflexão. Gostei bastante!

  48. Daniel Vianna
    15 de janeiro de 2016

    Tecnologia. Mundo moderno. Relações à distância. Solidão. Satisfação fácil e cômoda. Clima noturno. Sensação noir. Leitura muito agradável. Bom conto. Parabéns e muito sucesso.

  49. Jef Lemos
    15 de janeiro de 2016

    Olá, T. Bernard.

    Seu conto é bem escrito e, apesar de eu não ter entrado muito no clima em certas partes, gostei como um todo.
    No geral é bem leve e conduz o leitor com suavidade para um final bem satisfatório.

    “Se houvesse uma palavra que definisse o momento teria tantas sílabas que estas se embaralhariam no céu da boca.” – Muito boa!

    Parabéns e boa sorte!

  50. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    Wow!

    Conto com viés bastante Sabrinesco (no bom sentido), que resultou em um texto extremamente… poético! (sem que a poesia deixasse o conto morno, o que é um grande mérito!).

    – e houvesse uma palavra que definisse o momento teria tantas sílabas que estas se embaralhariam no céu da boca
    >>> também gostei bastante dessa frase, mas colocaria uma vírgula antes de “teria”

    Como comentei no conto da cebola, o final aqui pode não ser dos mais impactantes, mas certamente é dos mais inteligentes (que não deixa de ser um impacto de certa maneira). (O casal estava de putaria pela webcam, foi isso que entendi… :D).

    Muito bom!

    Abraço.

  51. Murim
    14 de janeiro de 2016

    Um micro-conto para uma micro-relação, na medida certa. Algumas construções ficaram obscuras, como a nudez (ou a tela?) “em neve quase translúcida”.NO geral, contou o que um texto desse tamanho pode se propor a contar, e com uma sensibilidade acima da média. Gostei.

  52. Marcelo Porto
    14 de janeiro de 2016

    Mais um que vale a leitura. Nem precisou dos 150 para dar o recado.

    Um conto bem atual e até poético. Não importa se é uma relação comercial, talvez sim, é o que infere o texto, mas talvez não, já que embaralha o céu da boca.

    Não importa é muito bom!

  53. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Um cotidiano bem explorado em poucas linhas. – 9
    O: Escrita capaz de transmitir sensações em diversas camadas. Excelente. – 9
    D: Há uma história por trás da história e isso me deixou intrigado. São mesmo somente metáforas? Um texto denso, mesmo curto. – 9
    E: A atmosfera criada salta à mente, de forma rápida e certeira. Ponto alto. – 9

  54. José Leonardo
    14 de janeiro de 2016

    Olá, T. Bernard.

    “Ele acendeu outro cigarro e me olhou. Não como se olha um objeto”, acho que a frase resolve minha dúvida. De qualquer forma, presente ou não, tendo se consumado ou não, é um microconto que cria certa aura de sedução, embora eu ache tudo meio que previsível. A falta de um acento (“Distrai-me”) me fez reler o texto, o que foi bom para assentar o entendimento e dirimir a questão vinda à mente. É belo, mas não conseguiu me envolver (ou eu não consegui me envolver, melhor dizendo).

    Sucesso neste desafio.

  55. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Irretocável, as possíveis cenas e desenrolar das mesmas encaixam-se perfeitamente na cadência do conto.

  56. piscies
    14 de janeiro de 2016

    Uma fotografia de um momento. Quem é ela? Quem é ele? São íntimos? São cliente e “prestadora de serviços”? Não importa. A leveza e a naturalidade da narradora nos seus movimentos são narrados com maestria. A banalidade de tudo aquilo vem natural, tão banal quanto o ato.

    Gostei muito desta frase: “e houvesse uma palavra que definisse o momento teria tantas sílabas que estas se embaralhariam no céu da boca.”. Divina!

    Me amarrei neste texto!

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .