EntreContos

Literatura que desafia.

Aurora (Victor O. de Faria)

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Da escuridão profunda do sistema triplo de Alpha Centauri avistava-se A Nuvem.

Carregada de matéria primordial e sóis em formação, percorria lentamente o vazio do espaço desconhecido, semeando planetas e fornecendo luz, a fim de alimentar seus filhotes que, infelizmente, se desfaziam pelo caminho, enquanto outros adquiriam órbitas errantes, afastando-se de suas estrelas-irmãs.

À imensurável distância, sua filha mais promissora, Proxima Centauri, dava passos elementares no quesito vida. Mas sabia ela que, seu irmão, um Sol de quinta grandeza, havia constituído família em localização privilegiada.

A Nuvem jamais voltaria enquanto o universo estivesse em expansão. Como se daria a aurora dos Filhos do Cosmos?

Na Terra, o olhar estarrecido de um jovem senhor contemplava o emaranhado de estrelas noturnas, assim como o buraco em seu peito. O ladrão, perplexo, observava a fumaça exalada pelo disparo. Sangue escorreu pela calçada, espalhando nebulosas e galáxias…

Precisavam de mais tempo… Muito tempo.

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65 comentários em “Aurora (Victor O. de Faria)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    30 de janeiro de 2016

    Queria agradecer aos comentários e críticas de todos. Devo dizer que não esperava tantos significados escondidos nas entrelinhas. Apreciei cada pensamento, cada mensagem esposta por vocês. Todas elas se aplicam, de um jeito ou de outro (Selga, inclusive, deu um tom completamente novo ao contexto que passou quase despercebido aos meus olhos, fantástico!). Meu objetivo principal (que muitos acertaram) era “apenas” demonstrar como o ser humano que se acha o dono da galáxia, tem ainda muito a aprender sobre convivência, antes de querer colonizar o espaço. A mensagem era essa, “não somos nada perante o cosmos”. Então, pra quê tanta soberba?

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Aurora (Carlos Sagaz)

    ஒ Estrutura: Muito bem escrito, com um estilo refinado, mas impessoal demais. Impossível se aproximar.

    ஜ Essência: É uma estória bem subjetiva. Podemos interpretar muitas coisas dela. Isso, em partes, é bom. Mas também é ruim. Não sabemos o que realmente aconteceu.

    ஆ Egocentrismo: Não consegui gostar. Mas admiro o estilo, apesar de achar que o autor precisaria animar mais.

    ண Nota: 8.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Não sou boa em entender coisas relacionadas a planetas e estrelas, talvez por isso não tenha compreendido muito o seu conto. É bem escrito, talvez com mais palavras eu conseguisse ter uma melhor noção da história e do que quis passar.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Aurora (Carlos Sagaz)
    1. Temática: espaço sideral, ficção.
    2. Desenvolvimento: Disperso, faltou coesão entre os parágrafos.
    3. Texto: … desfaziam-se. Proxima Centauri – se for estrangeirismo, tudo bem, desde que em itálico ou em negrito. Se não: próxima. A Nuvem jamais voltaria, enquanto…
    4. Desfecho: Confuso – talvez minha dispersão durante a leitura tenha contribuído para o pouco entendimento.
    Boa sorte!

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Esse corte num micro conto me incomoda.

    Está muito bom, gera as reflexões que se propões, mas esse corte tira o ritmo, deixa estranho para mim.

  6. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Carlos Sagaz, mas que história sagaz você fez aqui (ahhh!! gostaram do trocadilho que eu fiz?)

    Cara, de verdade, eu aprecio MUITO histórias cósmicas desse tipo, onde os planetas e estrelas são personagens. É uma abstração das que mais me encanta. Eu mesmo escrevo várias histórias do tipo.

    Aqui, além da ideia ser muito legal, com uma passagem daquela visão cósmica pra uma visão mais do cotidiano, o autor soube direcionar com muita cautela o leitor, com uma escrita prazerosa e admirável.

    Parabéns cara, muito bom.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .