EntreContos

Detox Literário.

Aurora (Victor O. de Faria)

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Da escuridão profunda do sistema triplo de Alpha Centauri avistava-se A Nuvem.

Carregada de matéria primordial e sóis em formação, percorria lentamente o vazio do espaço desconhecido, semeando planetas e fornecendo luz, a fim de alimentar seus filhotes que, infelizmente, se desfaziam pelo caminho, enquanto outros adquiriam órbitas errantes, afastando-se de suas estrelas-irmãs.

À imensurável distância, sua filha mais promissora, Proxima Centauri, dava passos elementares no quesito vida. Mas sabia ela que, seu irmão, um Sol de quinta grandeza, havia constituído família em localização privilegiada.

A Nuvem jamais voltaria enquanto o universo estivesse em expansão. Como se daria a aurora dos Filhos do Cosmos?

Na Terra, o olhar estarrecido de um jovem senhor contemplava o emaranhado de estrelas noturnas, assim como o buraco em seu peito. O ladrão, perplexo, observava a fumaça exalada pelo disparo. Sangue escorreu pela calçada, espalhando nebulosas e galáxias…

Precisavam de mais tempo… Muito tempo.

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65 comentários em “Aurora (Victor O. de Faria)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    30 de janeiro de 2016

    Queria agradecer aos comentários e críticas de todos. Devo dizer que não esperava tantos significados escondidos nas entrelinhas. Apreciei cada pensamento, cada mensagem esposta por vocês. Todas elas se aplicam, de um jeito ou de outro (Selga, inclusive, deu um tom completamente novo ao contexto que passou quase despercebido aos meus olhos, fantástico!). Meu objetivo principal (que muitos acertaram) era “apenas” demonstrar como o ser humano que se acha o dono da galáxia, tem ainda muito a aprender sobre convivência, antes de querer colonizar o espaço. A mensagem era essa, “não somos nada perante o cosmos”. Então, pra quê tanta soberba?

  2. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Aurora (Carlos Sagaz)

    ஒ Estrutura: Muito bem escrito, com um estilo refinado, mas impessoal demais. Impossível se aproximar.

    ஜ Essência: É uma estória bem subjetiva. Podemos interpretar muitas coisas dela. Isso, em partes, é bom. Mas também é ruim. Não sabemos o que realmente aconteceu.

    ஆ Egocentrismo: Não consegui gostar. Mas admiro o estilo, apesar de achar que o autor precisaria animar mais.

    ண Nota: 8.

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Não sou boa em entender coisas relacionadas a planetas e estrelas, talvez por isso não tenha compreendido muito o seu conto. É bem escrito, talvez com mais palavras eu conseguisse ter uma melhor noção da história e do que quis passar.

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Aurora (Carlos Sagaz)
    1. Temática: espaço sideral, ficção.
    2. Desenvolvimento: Disperso, faltou coesão entre os parágrafos.
    3. Texto: … desfaziam-se. Proxima Centauri – se for estrangeirismo, tudo bem, desde que em itálico ou em negrito. Se não: próxima. A Nuvem jamais voltaria, enquanto…
    4. Desfecho: Confuso – talvez minha dispersão durante a leitura tenha contribuído para o pouco entendimento.
    Boa sorte!

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Esse corte num micro conto me incomoda.

    Está muito bom, gera as reflexões que se propões, mas esse corte tira o ritmo, deixa estranho para mim.

  6. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Carlos Sagaz, mas que história sagaz você fez aqui (ahhh!! gostaram do trocadilho que eu fiz?)

    Cara, de verdade, eu aprecio MUITO histórias cósmicas desse tipo, onde os planetas e estrelas são personagens. É uma abstração das que mais me encanta. Eu mesmo escrevo várias histórias do tipo.

    Aqui, além da ideia ser muito legal, com uma passagem daquela visão cósmica pra uma visão mais do cotidiano, o autor soube direcionar com muita cautela o leitor, com uma escrita prazerosa e admirável.

    Parabéns cara, muito bom.

  7. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Como reflexão acerca da existência é um ótimo gancho, mas como narrativa, principalmente conto, não me satisfez. O paralelismo de uma galáxia humanizada e um humano coisificado como representação dos astros por conta de um tiro não me impactou, requer esforço para reunir as duas ideiais em um único contexto.

  8. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Elucubração total! Viagens e mais viagens… Boa sorte!

  9. Fil Felix
    27 de janeiro de 2016

    Acho que é um dos poucos que li que traz uma pegada de FC. Curto muito, ainda mais essa coisa de cosmos, micro e macro. O céu, as galáxias, a poeira das estrelas, acho tudo muito lindo e poético. O passeio da Nuvem e dos demais astros é quase um desfile, gostei bastante.

    Confesso que comecei a criar uma certa expectativa, onde você trataria do universo, talvez da criação. Fiquei desconsolado quando voltou para a Terra. Mas numa outra leitura, comecei a pegar melhor a intenção em tratar a conexão das duas partes. Um bom trabalho!

  10. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2016

    Olá, autor ou autora. Infelizmente não gostei. Li esse conto várias vezes e minha mente não estabeleceu nenhum conectivo com a trama no universo e a dos personagens. Preciso admitir, sem vergonha. A mim não fez sentido nenhum, a não ser se considerarmos a pequenez da vida frente ao trabalho grandioso que ocorre no universo, mas realmente acho que talvez a sacada do conto não seja essa. Desculpa 😦

  11. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Muito legal o enredo principalmente o penúltimo parágrafo em choque com o restante do texto.
    Bem escrito e criativo.
    Um final bacana.
    Parabéns.

  12. Wilson Barros Júnior
    27 de janeiro de 2016

    O começo, apesar de simples, é muito belo, e lembrou-me o início de “Alastor”, obra prima de Jack Vance: “O Cúmulo de Alastor, um conglomerado de trinta mil estrelas vivas, incontáveis mundos mortos e enormes quantidade de detritos estelares, acha-se situado na borda interna da galáxia.” O conto prossegue no estilo “ficção científica romântica” e, nem precisa dizer, é muito bonito e poético. Lembrei-me de um belíssimo microconto, vencedor do II Concurso Todoprosa de Microcontos (2012) organizado pelo jornalista Sérgio Rodrigues:

    “Caiu-lhe no quintal densa lasca de estrela de bilhões de anos; recado de oito ou nove planetas explodidos. Um deles, azul, albergara amores. (José Aurélio M. Luz)”

    O conto aqui é muito profundo. Obs: Sei quem é o autor, mas não vou dizer.

    • Brian Oliveira Lancaster
      1 de fevereiro de 2016

      Ficção científica romântica é o que tento fazer há muito tempo (sem sucesso, diga-se de passagem). E aí, sabia quem era mesmo?

  13. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Surpreendente!

    Tomei um susto quando li a parte final da segunda frase em itálico. Realmente surpreendente, digo novamente. Gostei bastante da linguagem empregada, entre o poético e o objetivo. Me fez refletir na pequenez humana, na nossa mesquinharia em nos acharmos o centro de tudo. O tudo à nossa volta e o nada que somos.

    Este é um dos meus indicados!

    Sucesso!

  14. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Olá Carlos, aqui vai o que senti do seu texto:

    TEMÁTICA: vai do infinito ao particular, das galáxias ao apagar da vida. A pequenez da existência humana diante do universo. Opressivo, se for pensar bem.

    TÉCNICA: boa técnica e condução, só estranhei uma frase: “Na Terra, o olhar estarrecido de um jovem senhor contemplava o emaranhado de estrelas noturnas, assim como o buraco em seu peito.” Ele fazia as duas coisas ao mesmo tempo? Ou era o buraco em seu peito que contemplava as estrela?

    TRANSCENDÊNCIA: a história tem um viés filosófico que faz o leitor pensar na finitude e dimensão das coisas. Parabéns!

  15. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Carlos Sagaz(Sagan? =D)

    Ótimo conto!!! Surpreende no itálico, muito bem narrado na totalidade. Adorei ver essa perspectiva… com a expansão, os irmãos, as famílias, nunca se reencontrarão. Poético e bonito, triste, e deixa um vazio no peito (sem trocadilho aqui).
    Gostei muito. Parabéns!
    Grande abraço!

  16. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2016

    Bom conto. Não sou muito de FC em literatura, leio muito pouco, gosto mais de filmes. Acho, minha opinião, claro, que as imagens, neste tipo de tema, são mais eficazes que as letras. Muitas vezes fica bem enfadonho ler trechos de descrição do espaço. Neste caso aqui, por ser um texto pequeno, não me causou aborrecimento. E a ligação com a Terra, a violência que nos oprime, ficou bem interessante, proporcionando uma boa elucubração. Boa sorte.

  17. Mariana G
    25 de janeiro de 2016

    Nossa.
    Esta simplesmente ótimo, o começo parecia meio perdido e as metáforas não pareciam levar a lugar nenhum, mas quando o final veio e o resto se conectou impecávelmente eu reli só por satisfação.
    Parabéns e boa sorte!

  18. rsollberg
    24 de janeiro de 2016

    Bom conto!!!
    Muito legar trazer os eventos cósmicos como algo ligado a biologia, a mãe zelosa preocupada com as suas crias, olhando com cuidados suas formações.

    A primeira parte foi bem didática, no bom sentido, sem parecer pedante em nenhum momento. A segunda parte do texto foi muito bem aproveitada e casou legal com tudo. Lembrou-me daquela história do “você sabe com quem está falando” do Roberto da Matta. Só que aqui com o viés diferente, afinal a “mãe” realmente estava preocupada com o todo, e nós, pequenos mortais, incluídos nisso.

    Traçar um paralelo entre a nuvem que gera e a fumaça que findou a vida foi uma ótima sacada. “Espalhando nebulosas e galáxias” é muito bom, porque somos todos universos complexos, e os crimes só ocorrem justamente porque não damos valor a esse fato.

    Parabéns e boa sorte!

  19. Murim
    23 de janeiro de 2016

    Muito boa a aproximação entre a grandeza do universo e nossa pequeneza, tanto em termos espaciais quanto temporais. Só acho que a antropormofização foi um pouco exagerada demais, não acrescentou nada à história e impede que se trace um paralelo melhor entre o sangue perdido pela vítima do latrocínio e as galáxias se perdendo uma das outras, para sempre, na imensidão do espaço.

  20. vitormcleite
    22 de janeiro de 2016

    olá, fantástico conto, a ligação do macro com o micro somente em 150 palavras, certamente tens o pódio à tua espera. Muitos parabéns

  21. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2016

    Uau… Cara, sensacional, eu no começo pensei que a nuvem que procurava alimento para os filhotes fossem um tipo de criatura viva, mas depois mostrou mais genial ainda.

  22. Pedro Henrique Cezar
    20 de janeiro de 2016

    Gostei da visão, da perspectiva do conto. Pode ser tido como uma comparação eficaz entre o processo de formação estelar, e a ascensão dos humanos como seres capazes de explorar o cosmos. Mas precisamos de tempo, muito tempo para amadurecer, afinal. Parabéns, ótimo conto!

  23. Anorkinda Neide
    20 de janeiro de 2016

    Como se daria a aurora dos Filhos do Cosmos?
    A Nuvem fornecia a luz… e ela não voltaria para alimentar os filhos da estrela de quinta grandeza que formou familia…
    .
    Acho que neste entendimento está a ligação com o assassinato.. tipo: a Humanidade deste pequeno planeta chamado Terra está sem luz!
    Precisavam de mais tempo, à espera da Nuvem! Para que a Humanidade, enfim, aprendesse a viver em paz.
    .
    Me deixe com minha interpretação assim, exatamente assim.. pq lhe darei o meu pódio. hahaha
    .
    Parabéns pela escrita, pelo texto, pelo enredo, pela mensagem, pela criatividade.
    Abração

  24. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    Confesso que não entendi o conto na primeira leitura. Depois, percebi uma comparação entre o macro e o micro, ou talvez o homem pensando em sua insignificância diante de todo o universo, onde “grandes personagens” vivem sem se dar conta de nossa existência. Talvez sejam as duas coisas, ou talvez eu tenha viajado um pouco.

    Quanto à escrita, não tem muito o que falar: não reparei em problemas de revisão e a narrativa me fisgou.

  25. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2016

    O autor criou uma alegoria entre a criação e a morte. Correta na formação, um texto de simples compreensão apesar da abstração. Gostei! Sorte!

  26. elicio santos
    19 de janeiro de 2016

    A mistura de F.C. com o cotidiano emaranha filosofia e problemas sociais. O início do conto parece uma divagação sem propósito, mas, no fim, se casa bem com a cena violenta. Parabéns!

  27. Antonio Stegues Batista
    19 de janeiro de 2016

    Um bom conto. Alguém já disse que o que está em cima está em baixo, a mesma essência. Sem pensamento o Homem não existe, sem o Homem, o universo não pensa.

  28. Evandro Furtado
    19 de janeiro de 2016

    Fluídez – 9/10 – só um pouquinho complexo demais em alguns momentos;
    Estilo – 10/10 – narrativa interessante com uma quebra, inserção de uma segunda narrativa menos, e retorno ao ponto principal relacionando ambas. Bem trabalhado;
    Verossimilhança – 7.5/10 – ficou bem imaterial, quase surrealista. Precisou dar um tranco no cérebro pra pegar a coisa toda;
    Efeito Catártico – 9/10 – me deu um aperto no peito. Ainda tô tentando racionalizar a coisa toda, mas isso é um ponto positivo.

  29. Marcelo Porto
    19 de janeiro de 2016

    Velho, me dá um pouquinho do que você tomou, também quero entrar na viagem.

    Que loucura esse conto! Comecei nos confins do universo e terminei num latrocínio aqui na Terra, tudo isso em 150 palavras.

    Pelas referencias vale a leitura, mas não vai pro pódio.

  30. Piscies
    19 de janeiro de 2016

    Este é daqueles que mexe comigo por quê trata de algo comum a todos nós: esta tal da morte. O que passa por nossa cabeça quando estamos diante do fim? O será de nós após a partida? Tornaremo-nos um com o cosmos? Faremos parte deste processo incrível e transcendental que é a expansão do universo e da vida?

    Será que o último segundo dura uma eternidade, dando-nos tempo para pensar em tudo isto com perspectiva renovada?

    O texto parece ter sido uma passagem dos pensamentos findos do senhor estirado na calçada. Será que, no fim, ele encontrou todas as repostas que desejava neste pequeno lampejo?

    É um texto comovente, mesmo que simples. Me parece um daqueles textos com tantas camadas que devemos descascar. E tudo isto executado de forma perfeita, com uma escrita rebuscada e fluente.

    Parabéns!

    • Piscies
      19 de janeiro de 2016

      Ah, e a tradução de “Carl Sagan” para “Carlos sagaz” me fez rir por alguns minutos, rs rs rs rs.

  31. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    Muito bem escrito, o conto tem a virtude de, no final, relativizar “a coisa toda” de maneira muito inteligente. Gostei bastante, parabéns!

  32. Simoni Dário
    19 de janeiro de 2016

    O texto está bem escrito, mas tive que ler mais de uma vez para tentar me conectar ao enredo e não consegui. O paralelo com os acontecimentos na Terra me deixaram pensativa: a transformação no espaço criada no texto ocorre de forma natural, não é? Ou perdi alguma coisa? Daí um paralelo com uma morte bruta no nosso planeta, achei estranho. Gostei da pergunta “Como se daria a Aurora dos filhos do Cosmos?” Foi assim, achei muito linda a parte de cima, literalmente falando e de mau gosto a parte terrena, o que quebrou o encanto pra mim. Havia muitas possibilidades de uso de acontecimentos na Terra pra mostrar a evolução, mas entendo que a ordem às vezes é impactar, então, “voilá”!
    Bom desafio!

    • Brian Oliveira Lancaster
      1 de fevereiro de 2016

      “mau gosto a parte terrena” – beleza, você captou o espírito da coisa. Precisamos aprender muito ainda antes de explorar o universo.

  33. Catarina
    19 de janeiro de 2016

    O INÍCIO achei chato, mais um FC intergaláctico. FILTRO cumpriu sua função social . ESTILO lento para uma TRAMA de FC. PERSONAGENS sem densidade. FIM Magnífico. Eu tiraria os dois primeiros parágrafos para salvar o conto.

  34. Marina
    19 de janeiro de 2016

    Naquele momento, o moribundo contemplava o universo acima dele e pensava o quanto era pequeno e o quanto sua vida não significava nada. O contraste do universo infinito com a insignificância da humanidade. Gostei do conto.

  35. Leonardo Jardim
    18 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): me lembrou o conto A Nave, da Caterina no desafio de FC. Lá também existia essa metáfora do cotidiano com elementos FC. Em ambos os casos eu tive problema ao conectar as duas histórias.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, nenhum problema.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): como já disse, não é uma ideia totalmente nova.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): a metáfora é interessante, mas ficou um pouco longa e cansativa. Não funcionou muito bem comigo :/

    PS.: parabéns pela inteligência do pseudônimo, Carlos Sagaz 🔭🌌

  36. Jef Lemos
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Carlos.

    Uma ótimo mistura. Gosto bastante de FC, e o seu jeito de incorporar o cotidiano no científico foi certeiro. O conto é uma imagem eternizada, que escorre feito o sangue na calçada sem de fato findar-se.

    Mais um que estará entre os primeiros.

    Parabéns e boa sorte!

  37. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Boa, muito boa. O nome do conto deveria ser VIDA, porque está repleto de pulsar vivente.

    Você foi muito feliz ao utilizar o macro do cosmos e uni-lo ao ser humano, que também é um universo de células, que por sua vez são constituída de átomos e, como já dizia Carlos Sagaz (ou foi Carl Sagan?) “Somos poeira de estrelas”.

    Boa ideia, boa narrativa, e uma execução muito competente. A vida que se esvaia e a constituição de vidas no espaço.

    Parabéns e boa sorte.

    Abraço.

  38. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2016

    O conto é lindo, mas quando se trata de FC minha mente dá um enorme nó e eu fico meio zonza tentando entender (rs). Claro que isso não é culpa do(a) autor(a). Não sei se entendi muito bem a conexão entre o assassinato e a formação das galáxias. Lembrei de quando, antigamente, tentávamos explicar a notícia de uma morte para as crianças e a melhor forma encontrada era “fulano virou uma estrela”. Seria essa a intenção do(a) autor(a)?

    Boa sorte!

  39. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Está bem escrito, mas não me conectei bem, em especial à transição do cenário espacial para o terrestre. É um bom conto, contudo.

    Abraço e boa sorte.

  40. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2016

    O UNIVERSO É VIVO E, em minha opinião, não demorará muito mais para que a chamada hipótese Gaia seja confirmada, ou seja, descobrirão que o planeta Terra é, na verdade, um enorme ser vivo.

    Digo isso porque o conto, irrepreensível, faz uma bela analogia do universo com o ser biológico, portanto finito, com filhotes e palavras cujo campo semântico remete à família.

    Ao mesmo tempo em que a dimensão macro é a vida, a dimensão micro é a morte, segundo o conto. Uma antinomia que merece ser observada porque um e outro fazem parte de um mesmo e profundamente complexo sistema. O homem está no universo e este habita o homem. Por isso o parágrafo final é particularmente feliz, consegue mostrar a interação dos opostos. O cosmo e suas estrelas são o buraco que o projétil fez no peito do “jovem senhor”; a fumaça do disparo é a repetição em escala minima da Nuvem; o sangue escorrendo são as “nebulosas e galáxias” vagando pelo universo. E a perplexidade do ser humano diante da grandeza está no homem baleado contemplando o céu noturno e no ladrão que disparou o tiro. Tudo é pasmo nessa vida, deve ter dito o primeiro homem que, sem entender nada, conseguiu se fazer entender junto aos outros, lá atrás, nos porões da História, na aurora de nossa espécie.

    Quem disse que poesia e prosa não universos distintos?

  41. Gustavo Castro Araujo
    17 de janeiro de 2016

    Muito bom! Gostei bastante desse paralelo entre a formação das galáxias e o assassinato. Duas histórias que, de início, nada têm a ver, encontram-se de maneira inteligente, funcionando uma como metáfora da outra. Quem olha quem nessa miríade de possibilidades? O homem que leva o tiro ou a galáxia que busca criar vida? Dá o que pensar… Parabéns!

  42. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Parece até mesmo que você entrou em minha mente e leu um pouquinho de uma ideia que está se formando sobre uma história sobre estrelas e “famílias cósmicas”… Brincadeiras à parte, achei fantástica sua interpretação do universo desconhecido aos humanos, e de certa mitificação da vida astrológica. Boa sorte!

  43. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Carlos Sagaz.

    Esplêndida, a meu ver, a abordagem de um tema em comum partilhado por duas dimensões/situações diferentes: a “família cósmica” (ou melhor, uma delas, pois são bilhões) necessitando de (seu) tempo; o jovem baleado que precisava de mais tempo. Você traçou tais necessidades axiomáticas e alheias ao ser de forma tocante, até. Muitos, muitos parabéns.

    Sucesso neste desafio.

  44. Bia
    16 de janeiro de 2016

    Gostei, FC em um espaço de 150 palavras, muito bom! Valeu muito a reflexão ao final, só queria mais da parte do humano, mas compreendo a questão da limitação de espaço. E adorei o pseudônimo, rs.

  45. Claudia Roberta Angst
    16 de janeiro de 2016

    Não aprecio FC, portanto preciso tentar ser o mais imparcial possível ao analisar textos desse gênero.
    Está bem escrito e acho que funcionou a tática de colocar uma passagem do cotidiano humano para explicar o “Precisavam de mais tempo…”
    Boa sorte!

  46. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    A mensagem reflexiva é muito boa. Ainda há imperfeição na humanidade e o caminho da evolução é muito longo.
    Um texto científico mesclando poesia e filosofia.

  47. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    Do universo ao indivíduo num passo. Não achei nenhuma das duas partes interessantes, embora tenham sido bem escritas – e a ligação entre elas foi frágil demais.

  48. Brian Oliveira Lancaster
    15 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Nem todos aqui curtem FC, mas aprecio enredos com base nessas atmosferas. – 9
    O: Escrita leve, sem grandes pretensões, mas eficiente em criar a reflexão pretendida. – 8
    D: Esperava que a nuvem fosse fazer alguma coisa, ou alguém entrasse em contato com ela, mas gostei do resultado final. A melancolia está bem presente, ainda mais no (curtíssimo) cenário terrestre. – 8
    E: Talvez a escala esteja grande demais para um texto tão curto, mas como a mensagem transmitida faz pensar, gostei do resultado final. – 8

  49. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Não gostei. A história não me prendeu, apesar de ter gostado do final.

  50. Leda Spenassatto
    15 de janeiro de 2016

    Um bom conto, não que seja marcante, isso não!
    Muito bem escrito!
    Parabéns!

  51. Daniel Vianna
    15 de janeiro de 2016

    A conexão entre o micro e o macrocosmos dá vazão a diversas interpretações. Seria o macrocosmo uma analogia do microcosmo ou haveria, de fato, uma conexão entre ambos? É uma dúvida que não deve ser respondida, mas que deve ficar, para que cresçamos com ela. Muito interessante, se foi esse mesmo o propósito de quem escreveu (ou talvez haja algo maior que eu não tenha captado). De todo modo, parabéns. Viajei na leitura (viagem no bom sentido, claro). Muito boa sorte.

  52. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Passou do universal para o particular, senti uma certa falta de conexão maior entre os dois, para a analogia ficar mais perfeita. Um bom conto.

  53. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Senti familiaridade na escrita, acho que sei quem é, ou não… quem sabe? risos.

    A ideia é bem legal, o texto é bem executado, mas não tem aquele diferencial em nível de trama.

    Num apanhado geral é um bom conto!

    Boa sorte no desafio e parabéns!

  54. Fabio Baptista
    14 de janeiro de 2016

    Achei muito legal essa transição de escalas, do universo infinito à vida cotidiana.
    Foi arriscado, mas o autor se saiu muito bem, na minha opinião.

    Tentei algo parecido no conto “vento que passa”, mas acho que essa parte acabou passando meio batida por lá rsrs.

    Gostei bastante!

    Abraço!

    • Oremoh
      18 de janeiro de 2016

      O conto que tu fez no desafio de FC tem bastante disso.

  55. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    O final me surpreendeu. Achei que estava numa FC e na verdade era uma reflexão sobre humanidade e a vida. Tem um pouco de Carl Sagan nisso ai e eu gosto! Fui fisgado por este conto. Parabéns!

  56. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Profundo e transcendente, excelente conto.

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Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .