EntreContos

Detox Literário.

Flak! (Kleber Macedo)

Thunderbolt.

Boooom!

Um milhão de pedras que caem sobre um telhado de zinco. Surdez momentânea. Fumaça negra invadindo a nacele. O avião vira de cabeça pra baixo num instante.

Primeiro instinto: “Estou ferido?” Segundo: “Solte o cinto, abra o canopy. Rápido!” O nariz do caça aponta direto para baixo. Solto-me, bato contra o painel de instrumentos. O vento gelado corte-me como navalha. Tusso freneticamente, inalando a fumaça oleosa.

Em posição, projeto-me para fora. O vácuo suga-me. Leveza. Inércia. Flutuo no ar em meio ao tiroteio – rodopiando como peão – abandonando meu Thunderbolt à sua própia sorte. Um vazio indescritível me invade.

Não tenho tempo para considerações. “Mil e um… mil e dois… mil e três…  Agora!”

O solo se aproxima rapidamente. Da floresta saem correndo na direção onde atingirei o solo dois homens com metralhadoras. Caio de cara na neve. Armo a pistola quando ouço, aliviado:

“Siete inglese o americano?”

Anúncios

65 comentários em “Flak! (Kleber Macedo)

  1. harllon
    29 de janeiro de 2016

    O ritmo do conto é bem intenso e parcialmente frenético, rementendo a um cenário de guerra.

  2. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Flak! (Soloviev)
    1. Temática: ‘Causo’
    2. Desenvolvimento: Truncado, mas prendeu minha atenção.
    3. Texto:
    a) Não seria nacela?
    b) corta-me
    c) Tusso, freneticamente, inalando a fumaça oleosa.
    4. Desfecho: Alívio aos quarenta e cinco dos segundo tempo. Eram aliados, que bom!
    O texto não decolou – tive essa impressão.
    Valeu!

  3. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Ótimo! A descrição da queda do avião foi a melhor! Parabéns, um conto cheio de adrenalina,.

  4. Thales Soares
    29 de janeiro de 2016

    Conto muito bem escrito!!! A imersão do leitor no conto chega a um nível espetacular, devido as suas belas descrições. O autor com certeza é alguem muito experiente e que domina completamente a escrita!!

    Eu gosto de histórias de guerra. Mas aqui, o enredo não me atraiu muito. Acho que esse foi o único ponto fraco do conto, ao meu ver. Eu entendo que o autor não quis fazer uma história mirabolante pois esse não era o objetivo do conto. O foco aqui é a imersão do leitor. E nisso o autor mandou muito bem.

    Parabéns. Conto acima da média!!

  5. Tom Lima
    29 de janeiro de 2016

    Muito bom!

    Li como se um veterano estivesse me contando, foi bem interessante esse pondo de vista. Flui muito bem e fica tudo tão claro!

    Só o fim que me deixou uma duvida estranha: ele tem razão pra estar aliviado?

    Ele pilotava um Thunderbolt, mas foi recebido por alguém falando italiano…

    Parabéns.

  6. Wilson Barros Júnior
    29 de janeiro de 2016

    O conto é narrado no estilo do primeiro, e provavelmente mais bem escrito, romance de guerra. Por exemplo, notei muita semelhança estilística com o texto abaixo:

    “A vez de Ajax. A lança horrível finca-se no escudo reluzente. Heitor se esquiva, ilude a morte. Investem-se, crus leões famintos. Espadas resvalam nos escudos. Com um salto Ajax perfura o círculo. Sangue escorreu da nuca escuro.”

    Além da semelhança com a Ilíada, achei o final parecido com “O Poço e o Pêndulo” de Poe, “Um braço estendida agarrou o meu, quando eu, já quase desfalecido, caía no abismo. Era o braço do General Lassalle.”

    Um conto realmente estilizado, muito bem escrito.

    • Soloviev
      29 de janeiro de 2016

      Nossa!

      Que incrível a comparação deste humilde micro conto com dois clássicos da literatura universal! Sinto-me lisonjeado de verdade!
      Fico feliz que gostou. Muito obrigado pelos elogios e considerações.

      Grande abraço e desejo-lhe sucesso neste desafio!

  7. Miguel Bernardi
    29 de janeiro de 2016

    E aí, Soloviev. Tudo bem?

    Aqui está algo que eu não esperava. E, a essa altura das leituras, isso foi muito bem vindo. Gostei da ação, do ritmo, da cena criada.
    O último parágrafo não ficou muito legal… senti ele meio alheio ao resto.
    Corte-me > Corta-me (ou me corta, rs).

    Grande abraço e boa sorte.

  8. Fil Felix
    28 de janeiro de 2016

    Me senti metralhado por algum soldado ao ler o conto. As palavras vinham e eu parecia ler cada vez mais rápido, tava quase num rap.

    Esse ritmo do conto merece destaque, combinou com a narrativa e com a proposta. Há muitas informações técnicas, que dão mais credibilidade ao autor. Como nos contos de futebol, alguns termos passei batido, mas consegui pegar o geral. E olha, pensava que Thunderbolt era o nome de uma equipe de heróis e/ou um ataque Pokemon, mas descobri ser um caça essa semana e estou vendo de novo aqui. Não acredito em coincidências!

    No começo, o avião estava perto de alguma explosão? Por isso a chuva de pedras?

    • Soloviev
      29 de janeiro de 2016

      Olá, Fill Felix!

      Fico feliz que consegui atingir meu objetivo – pelo menos com você – ao ler meu conto. Era exatamente isso o que eu buscava. Transmitir a rapidez em que a cena acontece, a urgência do piloto ao tomar a decisão de tentar “salvar” seu avião ou saltar. Tudo isso ocorre em segundos.
      Quanto ao telhado de zinco, foi uma alusão a todos os fragmentos e um projétil de fragmentação que os alemães utilizaram com muita eficiência na Segunda Guerra. Quando estes se chocavam contra a fuselagem de um avião destruíam tudo, fazendo um som tão forte que soava assim.

      Muito obrigado por suas considerações e elogios!

  9. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    É uma cena vívida e aflitiva, mas cujos termos técnicos quebram a fluidez do texto. Não me cativou. Talvez como um trecho de um texto mais completo, onde se possa saber quem é esse sujeito, como foi parar nessa cena ou como saiu dela…

  10. Nijair
    28 de janeiro de 2016

    O texto não decolou. Valeu!

  11. Mariana G
    27 de janeiro de 2016

    A escrita é muito boa, não deixou a desejar no quesito ação, tanto pela descrição bem utilizada quanto pela narrativa satisfatória. Mas a história em si não me empolgou, pois a situação do personagem de pular do avião era algo comum na guerra.
    Boa sorte!

  12. Swylmar Ferreira
    26 de janeiro de 2016

    Muito legal o conto que nos traz bom enredo. E raro alguém escrever sobre guerra, pois exige muita criatividade. Talvez se não fosse mini conto o autor pudesse desenvolver melhor o enredo. Está bem escrito.
    E muito interessante. Parabéns.

  13. rsollberg
    26 de janeiro de 2016

    Um cena descrita com muita propriedade. (só não entendi o “telhado”, uma vez que o autor faz questão de usar a linguagem técnica, nesse sentido, acho que a voz do conto ficou um pouco quebrada)

    A ação foi bem desenvolvida, adrenalina na veia.
    A atmosfera também foi bem elaborada.

    O final funciona, mesmo quebrando a velocidade. Contudo, a história em si não me cativou. Acho que é uma ideia que merece mais espaço, mais desenvolvimento, para alcançar plenitude, Nesse sentido, esse formato não privilegiou a narrativa.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

    • Soloviev
      27 de janeiro de 2016

      Olá, Rsollberg!

      Muito obrigado pelos elogios e considerações. Gostaria de explcar a você a aos demais o que significa a expressão “um milhão de pedras em telhado de zinco”.
      Seguinte, isto foi uma alusão aos milhares de fragmentos que atingiram a fuselagem do Thunderbolt. E que faz um barulho ensurdecedor. Se puder, faça esta experiência algum dia. Jogue um punhado de pedrinhas em um telhado de zinco e vai entender o que estou dizendo. E sorrir ao lembrar disso.
      Esta expressão na verdade não é minha. Eu a ouvi em primeira mão de um veterano da Segunda Guerra, pilotando um modelo exatamente como este da ilustração do conto.

      Abraço e mais uma vez agradeço.

      • rsollberg
        28 de janeiro de 2016

        Obrigado, pela informação! Esquece aquela primeira parte então, pois a coisa ficou ainda mais crível, e a voz, consequentemente, plena, Grande Abraço.

  14. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Oi Soloviev, estas são as minhas opiniões:

    TEMÁTICA: gosto de histórias de guerra, mas essa aqui, narrada no presente, não me atraiu tanto. Considerei que o protagonista passou por um grande perigo e no final estava salvo. Pelos aliados italianos? Seriam da Resistência (nos Pirineus nevados?)

    TÉCNICA: interessante, narrativa de ação utilizando o tempo presente. Lembrou a linguagem de roteiro cinematográfico.

    TRANSCENDÊNCIA: Não consegui me conectar com a história, ela não me trouxe um sentimento ou sentido específico e memorável.

    • Soloviev
      27 de janeiro de 2016

      Olá, Daniel!
      Sim, de fato pelos partisanos italianos, nos Apeninos. Com relação ao que disse no quesito técnica, tenho a dizer que este desafio está sendo com “D”! É realmente muito difícil contrar uma história completa em formato tão exíguo. mas, está valendo cada palavra….rs

      Obrigado pela atenção!

  15. Elicio Santos
    25 de janeiro de 2016

    Conto bem escrito e técnico, mas não me empolgou. O autor não se arriscou muito e deixou o final a desejar. Boa sorte!

  16. vitormcleite
    24 de janeiro de 2016

    olá, parabéns pelo óptimo conto cheio de ritmo e acção, Alguns termo muito específicos de aviação complicam um pouco a leitura, mas quem não tem um dicionário? os pequenos problemas do texto ficam escondidos pela qualidade do conjunto. Muitos parabéns e boa sorte neste desafio e noutras quedas de avião

  17. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    Me senti num filme de ação. Todo esse momento de tensão ficou muito bem descrito, sem perder a coesão. O uso de frases curtas, algumas se resumindo a apenas uma única palavra, foram bem pertinentes.

    Como venho verificando, a intenção de fazer um micro conto é a de relatar apenas um breve momento, uma passagem, uma reflexão. Impossível contar uma estória com começo, meio e fim. É desumano exigir isso de nós.

    Você relatou bem essa passagem. Parabéns.

  18. Andre Luiz
    23 de janeiro de 2016

    Achei uma ótima trama de guerra, com uma expectativa imensa criada pela imagem e o título do conto. A brincadeira ao final também foi muito bem pensada, apesar de que funciona melhor para quem é interessado em História. A cena da queda do avião, como disseram antes, foi descrita com maestria. Boa sorte!

  19. Marina
    23 de janeiro de 2016

    Consegui visualizar a cena como um filme diante dos meus olhos e só isso, para mim, já é uma grande coisa. Sucesso para você.

  20. Simoni Dário
    22 de janeiro de 2016

    Outro conto que “assisti”. Uma cena de ação digna de cinema. Gostei, mas não entendi a brincadeira no final, aí o comentário do Fabio Baptista me ajudou. Tenho dificuldades quando o assunto é guerra, daí o Gustavo comenta que “guerra é pura filosofia aplicada em sua forma mais primitiva”…deu um nó de vez!
    Enfim, curti o conto, senti um pouco de poesia na narrativa, o início cheio de ação e depois a leveza pelo meio, até o final, de alguma forma delicado. Parabéns!
    Bom desafio!

  21. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2016

    O significado de Flak está bem expressado no conto. Mas (essa palavrinha é sempre anteposta para dizer tudo que incomoda) existe uma situação não desenvolvida corretamente, com momentos de interpretação da aflição e soltura para o para quedas depois de ser atingido. Está bem escrito, mas (novamente) faltou algo que prendesse mais a atenção ou incluindo suspense. Sorte!

  22. Catarina
    22 de janeiro de 2016

    O INÍCIO com uma onomatopeia deu o tom da ação. FILTRO irretocável. Não deu nem para implicar com as vírgulas. ESTILO de fácil assimilação como deve ser a narração de uma TRAMA intensa. Nada de novo no “front” do cinema. O PERSONAGEM ficou bem na foto e o FINAL feliz agradou.

  23. Pedro Henrique Cezar
    21 de janeiro de 2016

    O conto tem uma história interessante, mas usa uns termos meio complicados de entender. Também peca na pontuação e em algumas flexões dos verbos. Precisaria de um revisão e talvez um nivelamento para que a história estivesse mais acessível. Mesmo assim, parabéns!

  24. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2016

    NO INÍCIO o conto apresenta a seguinte sentença; “um milhão de pedras que caem sobre um telhado de zinco”. Mas se a narrativa é acerca de um piloto que precisa ejetar-se da aeronave, que telhado é esse? A cabine do avião, suponho. Mas, ainda que esteja correto e ela seja revestida de zinco, “telhado” não é termo adequado do ponto de vista da comunicação, pois confunde-se com a cobertura das residências. Tanto que supus de imediato tratar-se de um sonho, mas não é o que parece, ao final.

    Há um excesso de verbos com pronome enclítico, como “solto-me”, que provoca certa artificialidade em um texto marcado pelo coloquialismo.

  25. Leonardo Jardim
    21 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): embora seja apenas uma cena curta, achei interessante e o final em aberto (não tanto assim) funcionou bem.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, não vi nenhum problema que incomodasse.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): não vi nada de muito novo nesse texto de guerra.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): gostei do texto, apesar do impacto não ser dos maiores. Talvez uma reviravolta melhor no final ou com mais efeito…

  26. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2016

    Sim, um conto bem escrito, relatando uma cena de guerra. É claro que os termos técnicos são necessário na narrativa. Você não pode escrever uma estória(ficção) modificando a História (realidade).

  27. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2016

    Fluídez – 10/10 – não há problemas com o texto;
    Estilo – 10/10 – narrativa em primeira pessoa OK;
    Verossimilhança – 5/10 – senti falta de uma densidade mais detalhada tanto na trama quanto nos personagens;
    Efeito Catártico – 7/10 – o item anterior prejudicou esse diretamente.

  28. Daniel
    20 de janeiro de 2016

    O conto é bom e, por ser bom escrito, consegue contar toda a história dentro das 150 palavras. Destaque para o início do texto, com a descrição muito bem feita da situação do piloto no momento em que seu caça foi atingido. Parabéns ao autor!

  29. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2016

    Tenho um certo problema com onomatopéias… Apesar disso, gostei do conto, mais por ser fã incondicional de narrativas de guerra do que pelo enredo em si. Falo por mim, claro, pois sei que grande parte do pessoal aqui pode não concordar, mas creio que o uso das expressões técnicas enriqueceu o texto, conferindo-lhe credibilidade. Também gostei do suspense criado pela ejeção e pela espera do piloto quanto àqueles que iriam recebê-lo quando colocasse os pés no solo. Senti falta, porém, de algo mais filosófico — e a guerra é pura filosofia aplicada em sua forma mais primitiva. Digo isso porque não notei qualquer dúvida do piloto a respeito do que estava fazendo, das consequências de seus atos. Seria clichê? Talvez, mas o que é a guerra senão o maior de todos os clichês? Do jeito que está, temos um relato — competente — mas um relato apenas. Há força nas descrições, mas nada sobre todo o universo que permeia esse tema tão fascinante. De todo modo, agradeço a narrativa. É sempre bom ver alguém falando com propriedade sobre um tema que me é caro.

    • Soloviev
      27 de janeiro de 2016

      Olá, Gustavo!

      Pra te ser sincero, eu também tenho. Parece que dá ao texto um tom superficial, de má qualidade de escrita. Mas, pense em como transmitir a ideia, transformar em letras a explosão de um projétil de 88mm – cujo projétil contém cerca de 6 kg só de pólvora – em algo inteligível. Bem difícil.

      Obrigado pelas suas considerações!

  30. Pedro Luna
    19 de janeiro de 2016

    Fiquei dividido. Primeiramente, elogio ao escritor (a), pois em poucas palavras nos mostrou uma cena de ação tensa que já começou com tudo. Está muito cara de livro de espionagem. Acredito que o escritor (a) pode manjar desse estilo.

    No entanto, no geral, não gostei muito, pelas próprias características do conto. Não há algo bastante forte para me fazer apegar ao texto. No caso do piloto, achei difícil me sensibilizar com o seu drama nesse estilo de conto, já que o mesmo nem sequer é apresentado. Para mim, foi como ver o início de um filme de guerra, com uma cena de ação, e a câmera foca o rosto do personagem ao final, onde finalmente o conhecemos.

    Eu achei ousado, pois da forma que está, e com poucas palavras disponíveis, você apostou em uma cena frenética, e correu o risco de não captar tantos leitores. Mas não gostei muito, pois para mim faltou algo mais.

  31. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2016

    Cara, eu não curto muito textos escritos nesse formato, mas ele é visualmente bem pensado.

  32. Thata Pereira
    19 de janeiro de 2016

    Não é uma história ruim, muito menos mal escrita. Mas acho que merecia mais palavras, para que eu conseguisse me envolver nesse mundo que não conheço, com os termos que não conheço. Te impede de usá-los? Claro que não! Mas, dentro do limite estipulado, não consegui criar afinidade com o desconhecido.

    Boa sorte!

  33. Jowilton Amaral da Costa
    18 de janeiro de 2016

    Eu gostei bastante, e os termos técnicos não me incomodaram em nada, inclusive, penso que eles são necessários a narrativa. Ação muito boa, aflitivo. Boa sorte.

  34. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Um bom conto, bem escrito e com ação e vocabulário específico. Acho que só faltou um enredo melhor, do jeito que foi apresentado foi quase uma fotografia de um momento.

    Fiquei com uma dúvida: a cena parece fazer referência à 2a Guerra. Contudo, os homens que vieram ao encontro do piloto falam em italiano, idioma do inimigo, não? Afinal, alemães, japoneses e italianos faziam parte do Eixo.

    Abraço e boa sorte.

  35. Kleber
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Soloviev!

    Faço minhas as palavras de alguns colegas aqui. O texto ficou meio técnico. Tive de pesquisar para descobrir o que significam “nacele” e “canpy”.
    Mas, tudo bem. Penso que um dos muitos objetivos da literatura é fazer o leitor pensar, bem como buscar informações adicionais. Afinal, conhecimento nunca é demais. E palavras novas sempre são bem vindas para qualquer autor, creio eu.
    A cadência das palavras foi bem empregada, pois conseguiu passar com precisão a ideia de urgência e velocidade em que tudo acontece: segundos.
    Três correções:
    1 – Erro de digitação: “corte-me”, mas pelo contexto, acho que seria “corta-me”.
    2 – Ficou meio esquisito o trecho onde se lê: “Armo a pistola quando ouço, aliviado:” Bom, se o personagem está aliviado, porque ele arma a pistola?
    3 – Você repetiu duas vezes em duas frases muito próximas a mesma palavra: “solo”. Não seria interessante mudar uma delas por um sinônimo para enriquecer um pouquinho mais o texto?

    Sucesso!

  36. Leda Spenassatto
    18 de janeiro de 2016

    O vento gelado corte-me como navalha – “corta-me”.
    Um pequeno errinho, mas não me tirou a atenção do relato, que
    me vislumbrar todo o enredo. Parei de respirar até chegar ao final, Muito bom
    harmonioso e direto.
    Parabéns!

  37. Bia
    17 de janeiro de 2016

    Gostei do resultado! Fiquei um pouco ressabiada quanto a alguns termos (nacele, canopy… e isso me dá uma pista sobre quem possa ter escrito, rs). Fiquei em dúvida sobre o final, não sei se entendi bem, mas também fiquei aliviada, igual à personagem, rs. Parabéns!

  38. piscies
    17 de janeiro de 2016

    Não imaginava que conseguiriam colocar um conto de ação neste desafio, rs rs rs. Muito bom! Tirando uma confusão no início da leitura (acho que ainda estava me acostumando ao seu estilo), este conto conseguiu, nas poucas palavras, me colocar na pele do piloto e sentir a tensão que ele sentiu ao estar diante da morte certa.

    Parabéns!

  39. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2016

    Conto de menino! Estou sendo sexista? Pode ser,mas foi o que me veio. Um autor e seus aviões em sonhos. Foi minha primeira impressão.
    Claro que entendi que se tratava de um voo em plena guerra, tendo o personagem/narrador a felicidade de cair em território amistoso.
    Está bem escrito e só encontrei um lapso mínimo em “O vento gelado corte-me como navalha” – mas creio que foi um erro de digitação.
    Boa sorte!

  40. Sidney Muniz
    17 de janeiro de 2016

    Bom.

    Não gostei.

    O texto é uma caricatura de algo bem maior, infelizmente.

    Sinto que me desconectei da estória devido particularmente a narrativa adotada, que não foi feliz. Talvez se não fosse em primeira pessoa, e se não fosse tão pontual teria tido maior êxito.

    Corte-me – corta-me

    Desejo boa sorte no desafio e parabenizo-o pelo trabalho!

  41. Sidney Rocha
    16 de janeiro de 2016

    Apesar do tecnicismo, é muito visual e a forma como você descreve, sua pontuação e a cadência das palavras demonstra bem o que você quis passar. Parabéns e boa sorte.

  42. mariasantino1
    16 de janeiro de 2016

    Oi.

    Foi bom ler esse conto, porque ele está centrado em um único momento (a queda depois do avião ser atingido). É um texto altamente descritivo, porém, sinto que caberia algum flashback da vida do personagem, ao menos para o leitor (eu) ficar feliz por ele ter encontrado os Italianos no final (se eu não estou redondamente enganada 😛 ). Sinto que quando ele cai, poderia haver ao menos uma sinalização de quem ele era, algum momento da vida passando pelos seus olhos, entende? Mas a escrita é boa (tem um ” corte-me” no lugar de corta-me), a narrativa é reta, sem firulas, e o espaço é bem explorado (fora a ausência de algo a mais do personagem).

    Boa sorte do desafio. Abraço!

  43. Rogério Germani
    16 de janeiro de 2016

    A pesquisa aparece forte no texto, aprendi diversos nomes técnicos de aviação.
    Quanto ao conto em si, a escrita é boa, desfila com elegância entre a tensão e os leve ruflar poético. Ficou como uma apresentação para um enredo maior.

  44. Ricardo de Lohem
    16 de janeiro de 2016

    Parece mais um trecho de uma história maior do que um verdadeiro microconto. Uma cena de guerra sem antes ou depois, sem começo, meio ou fim, ficou tudo meio frio e vazio. Acho que o que faltou para o autor aqui foi entender que um microconto não é um trecho recortado de um conto maior: é uma história pequena, mas completa; uma história inteira deve ser contada, ainda que com final aberto, não um fragmento descolado. Pense bem em tudo que eu disse, e Boa Sorte.

  45. Anorkinda Neide
    16 de janeiro de 2016

    Olá, sinto dizer que não entendi muita coisa…
    demorei muito para entender q o personagem estava em um aviao, primeiramente achei q um aviao havia caído na casa dele..kkk
    depois saquei a queda e tal, mas novamente boiei no final… sequer saquei o idioma da última fala!
    ou seja, não sou o público alvo deste enredo.
    .
    pesquei informações nos comentários dos colegas, mas isto não retira minha avaliaçao de ter lido um texto difícil.
    Abração

  46. Laís Helena
    16 de janeiro de 2016

    Apesar de toda a ação, o conto não me envolveu. Achei que a onomatopeia e as falas/pensamentos ficaram um pouco fora de lugar.

    Apesar disso, gostei da forma como você conseguiu descrever as demais sensações e ações em poucas palavras (exemplo: “leveza” para indicar que o paraquedas fora aberto).

  47. Bruno Eleres
    15 de janeiro de 2016

    A cena da queda foi bem escrita e trouxe um quê cinematográfico para o conto. O conteúdo não me cativou de forma especial e devido à minha ignorância quanto ao assunto proposto, falhei em ir além nas conexões reais feitas (embora essas conexões com o mundo real me interessem). Algumas estruturações de frase parecem forçadas e dificultam a leitura, como essa: “Da floresta saem correndo na direção onde atingirei o solo dois homens com metralhadoras”.

  48. Murim
    15 de janeiro de 2016

    Faltou uma revisão melhor, tem alguns erros de digitação. A narração da queda do avião é excelente, consegue passar, na medida certa, o medo e o preparo de um militar bem treinado. Confesso que não entendi o final: o avião é de um modelo das forças aliadas, ele é abordado por italianos e, ainda assim, o piloto está aliviado?

    • Soloviev
      27 de janeiro de 2016

      Olá, Murin!

      Ele ficou aliviado porque eram aliados. Partizanos italianos membros da resistência. Esses movimentos acolhiam os aliados como libertadores, recolhendo e escondendo pilotos abatidos e levando-os até as linhas de contato em terra para serem reintegrados às forças aliadas.

      Obrigado!

  49. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2016

    Quando mais jovem, adorava aviação. Me trouxe boas lembranças das histórias de guerra que lia nas revistas. A linguagem passou a urgência e eu gostei muito. O suspense poderia ter sido melhor trabalhado. O “aliviado” poderia ter sido suprimido. Dessa forma a frase “Siete inglese o americano?” traria uma dúvida muito bacana. Afinal, são italianos obviamente, mas estaríamos na Itália de antes ou depois da morte de Mussolini?

  50. José Leonardo
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Soloviev.

    Alguns microcontos estão se saindo bem nisso de capturar um fragmento da realidade como um slide de datashow. Aqui, um soldado é atingido pela artilharia antiaérea, passa tremendo apuro, mas é abordado por compatriotas ou aliados estrangeiros. Bela linguagem. Lembremos que o limite de palavras é exíguo.

    Sucesso neste desafio.

  51. Jef Lemos
    15 de janeiro de 2016

    Olá, Soloviev.

    O conto é bem escrito, mas pouco emocionante. Visualizei bem a queda e o terror do piloto, mas não consegui me envolver por inteiro, O final também não foi impactante, ao meu ver.

  52. Fabio Baptista
    15 de janeiro de 2016

    A cena da queda foi bem “visual” e conseguiu dar uma ótima ambientação no curto espaço em que foi realizada.

    O arremate, porém, deixou a desejar. Consegui imaginar pelo “aliviado” que eram aliados, mas acredito que o impacto teria sido bem melhor se eu conseguisse adivinhar pelo sotaque da última frase (o que não conseguiria, se o “aliviado” não estivesse ali antes).

    – O vento gelado corte-me como navalha
    >>> corta-me

    Abraço!

  53. Marcelo Porto
    14 de janeiro de 2016

    Gostei muito da narrativa. Passa urgência e conseguiu me transportar para o meio da batalha aérea. A expectativa criada me fez esperar demais.

    O excelente inicio e meio merecia um final melhor. Não sei se é encrenca minha, mas acho que faltou algo. Não precisava ser uma conclusão, o que é pedir demais para o limite, mas faltou algo.

    Boa sorte.

    • Soloviev
      29 de janeiro de 2016

      Olá, Marcelo!

      O problema foi realmente o formato. Na realidade, cair de paraquedas em território hostil, apesar de ter encontrado aliados, é só o começo da história. Dependendo da distância em que o piloto caúa atrás das linhas inimigas, ele poderia demorar meses para conseguir regressar. Estou desenvolvendo melhor esta ideia, e talvez eu a publique aqui no futuro, com a devida permissão dos administradores do EC.

      Um abraço e muito obrigado por suas considerações.

  54. Brian Oliveira Lancaster
    14 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Focar em apenas um instante tem sido uma boa saída nesse desafio. Aqui você escolheu um momento bem turbulento e histórico, mas conseguiu atingir o objetivo. – 9
    O: O parágrafo final soou um tanto estranho, talvez se invertesse a ordem do predicado, ficaria melhor. De resto, bem escrito e flui tranquilamente. – 8
    D: Captar um momento e transportar o leitor imediatamente à cena é tarefa complicada, mas você consegue fazer aqui, desde o início. Não sou muito fã do tempo presente, no entanto, foi bem conduzido neste enredo. O final em aberto encerra um ciclo, pelo menos. – 8
    E: Climão de guerra, ainda mais pelo o que a figura evoca. Apesar de desconhecer alguns termos, foi fácil assimilar o restante. – 8

  55. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    Acho que faltou emoção e envolver o leitor, os termos são muito técnicos, o que mesmo num texto curto já “desliga” os olhos e mente do assunto.

  56. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Texto técnico. Valeu pelo aprendizado no caso sobre aeronáutica. Porém, não me empolgou. Também não me parece uma temática adequada para o formato proposto. Boa sorte.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .